
Ano 7 | nº 1420| 09 de fevereiro de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: manutenção de preços no início da semana em São Paulo
Com boa parte das indústrias frigorificas estudando os primeiros movimentos do mercado na última segunda-feira (8/2), nas praças paulistas, o cenário foi de estabilidade nos preços da arroba em relação à última sexta-feira (5/2).
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo ficou cotado em R$302,00/@, preço bruto e a prazo. Vaca e novilha gordas foram negociadas em R$284,00/@ e R$292,00/@, respectivamente, nas mesmas condições. Os negócios para animais que atendem o mercado externo acontecem em torno de R$305,00/@.
SCOT CONSULTORIA
Demanda retraída por carne bovina impede novas altas do boi gordo
A demanda retraída neste momento é consequência da descapitalização do consumidor médio, diz analista da Safras
O mercado físico de boi gordo segue com preços firmes. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a maior parte dos frigoríficos continua encontrando dificuldade para fechar sua programação de abates diante de um quadro persistente de restrição de oferta. Na média, as escalas estão posicionadas entre três a quatro dias úteis. “O grande limitador para altas mais agressivas segue na situação da demanda de carne bovina, bastante retraída neste momento, consequência da descapitalização do consumidor médio. Os dados de exportação também merecem atenção, avaliando com cautela o resultado dos embarques semanais. No entanto, a demanda real da China será observada com maior propriedade em março, após o feriado de ano novo lunar”, assinala Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 304, estável em relação aos patamares de sexta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 294, estável. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 291. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores ficaram em R$ 301, ante R$ 300 na sexta-feira. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, não há grande espaço para reação mesmo durante a primeira quinzena do mês, enquanto os dados de exportação voltam a preocupar. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,60 o quilo, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 15,60 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Pecuária brasileira pode se beneficiar com o governo Joe Biden, diz NWF
As questões ambientais voltaram a ser prioridade para os Estados Unidos com o governo Joe Biden. Essa mudança pode beneficiar a pecuária brasileira que vem trabalhando fortemente para seus resultados nos quesitos socioambientais, disse em nota a norte-americana National Wildlife Federation (NWF).
Para citar apenas dois exemplos, a NWF citou que, no Pará, produtores e frigoríficos se uniram e estão desenvolvendo uma plataforma on-line para ajudar aqueles que desejam regularizar pendências socioambientais; e em Mato Grosso a Liga do Araguaia, um movimento de produtores rurais, promove a adoção de práticas sustentáveis na pecuária. De acordo com o engenheiro-agrônomo Francisco Beduschi Neto, executivo da NWF no Brasil, esses e outros bons exemplos reforçam o movimento do setor para dar transparência aos resultados. “Precisamos comunicar nosso progresso e mostrar onde e como o boi está sendo criado. Com isso, poderemos ter acesso a mais recursos e a novos mercados”, disse ele na nota. Beduschi Neto lembrou ainda que a lei da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, publicada no último dia 14 de janeiro, ajudará a beneficiar os produtores. “Ela será essencial para o dinheiro chegar às mãos dos produtores. Assim, temos os meios – a floresta em pé, a produção com qualidade – e as ferramentas institucionais para vender mais e ainda trazer mais recursos para o Brasil.” Contudo, o executivo ressaltou a importância do cumprimento de algumas obrigações, como por exemplo, finalizar a implementação do Código Florestal.
CARNETEC
Pecuária deve antecipar demandas por rastreabilidade para diminuir riscos da atividade
As exportações de carne bovina cresceram 421% entre 2000 e 2019, mas a manutenção dos mercados compradores da proteína vermelha brasileira segue continua sendo um grande desafio
Além da qualidade do produto, a rastreabilidade da cadeia produtiva, o que atesta sua sustentabilidade em diversas áreas, segue com importância crescente nas exigências dos consumidores. Pedro Burnier, gerente do programa de cadeias agropecuárias da ONG Amigos da Terra e coordenador do Grupo dos Fornecedores Indiretos, o GTFI reforçou que a pecuária deve estar sempre à frente das cobranças antes que possa sofrer possíveis punições. “A cadeia da pecuária deve se antecipar a esse problema, estar pronta para mitigar esse risco e garantir a posição competitiva do pecuarista brasileiro nos mercados internacionais. A gente vê que hoje em dia que os varejistas nacionais e de fora estão cada vez mais dando valor em conhecer a origem do produto e o processo de produção desse alimento, quer dizer, como foi produzido esse animal. E aí o próprio consumidor final também tem começado a demonstrar esse interesse”, apontou. “Você tem uma rastreabilidade muito importante do ponto de vista da segurança desse alimento, mas também os aspectos socioambientais que estão envolvidos dentro do processo produtivo”, afirmou. “Os próprios frigoríficos brasileiros já começaram também a lançar os programas, exatamente para que tenha uma garantia dessa originação sustentável e maior transparência na cadeia da carne”, listou.
Canal Rural
Para onde o boi vai, o bezerro segue atrás
Com demanda firme e garantida, cria de ano rompe novamente os recordes históricos de novembro do ano passado e encosta em R$ 2,8 mil em praças importantes
“Para onde o boi vai, o bezerro segue atrás”, diz Yago Travagini, analista de mercado pela Agrifatto, referindo-se aos avanços dos preços dos animais terminados nas últimas semanas, movimento que tem ajudado a acelerar os negócios envolvendo bovinos de reposição – e, claro, resultando também na valorização do bezerro e demais categorias do setor. “A forte valorização do boi gordo nos últimos 30 dias continua a abrir espaço para a que os compradores de bezerro e gado magro aceitem pagar mais por eles”, ressalta Travagini. Com isso, continua o analista, nesta semana, a cotação do bezerro evoluiu 7,61% na comparação com a sexta-feira retrasada, para R$ 2.791,34/cabeça, em São Paulo, rompendo novamente os recordes históricos observados ao fim de novembro/20. Segundo o analista, a reposição desses animais nas fazendas ganha contornos preocupantes sobre a margem dos recriadores, isso porque “o custo de aquisição do animal já está 52% mais caro do que há um ano atrás e os insumos de alimentação (segundo principal componente de custo de quem faz engorda de animais), como milho e farelo de soja, estão 64% e 121% mais onerosos quando comparados a janeiro/20”. “Entramos em uma janela de operação perigosa, mas ainda “saudável”; temos custos elevados, mas o boi gordo circula acima dos R$ 295/@ em São Paulo, e (por isso) o retorno ainda é positivo”.
PORTAL DBO
Exportação das carnes na primeira semana de fevereiro de 2021 indicam queda
Os resultados divulgados pela SECEX/ME relativos às exportações de carnes in natura nos cinco primeiros dias de fevereiro corrente indicam reduções na movimentação das carnes
Pela média diária, apontam um retrocesso mínimo (de 1,5%) nos embarques de carne de frango e altos índices de queda nos embarques das carnes suína e bovina (menos 21% e menos 23%, respectivamente). Mantida a média atual nos demais 13 dias úteis de fevereiro (na prática são 15 dias úteis restantes, mas em sua contabilização, a SECEX desconsidera os dias de Carnaval, 15 e 16 de fevereiro), pela primeira vez em meses ou anos a carne de frango obterá receita cambial superior à da carne bovina.
SECEX
Carne bovina: queda nas exportações no início de fevereiro é preocupante,
De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Camex) do Governo Federal, divulgadas na segunda-feira (8) os resultados das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada na primeira semana de fevereiro tiveram desempenho negativo
Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, a dificuldade que motivou os números ‘no vermelho’ foi a escassez de animais para abate em padrão de exportação para a China. O faturamento por média diária foi de US$ 21312,509, quantia 21,65% abaixo do que fevereiro do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve recuo de 11,9%. No caso das toneladas por média diária, foram 4710,712, queda de 23,32% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado para o quesito na semana anterior, observa-se uma retração de 12,21%. Já o preço pago por tonelada, US$ 4524,264, foi 2,17% maior do que o praticado em fevereiro do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve leve alta de 0,31%. A receita obtida com as exportações de carne bovina nos cinco dias úteis de fevereiro de 2021, US$ 106.562,546, representam 21,7% do total obtido em todo o mês de fevereiro de 2020, que foi 489.658,449. No caso do volume embarcado, as 23.553,56 toneladas são 21,3% do total exportado em fevereiro do ano passado, que foi de 110.579,672.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar fecha em queda, mas se afasta de mínimas com incertezas fiscais
O dólar zerou boa parte da queda de mais cedo e fechou apenas em leve baixa na segunda-feira, com investidores colocando no preço da moeda prêmio de fiscal derivado de incertezas sobre a aprovação de medidas compensatórias a uma eventual reedição do auxílio emergencial
O dólar à vista fechou em baixa de 0,23%, a 5,3723 reais na venda, longe da mínima de 5,3058 reais (-1,47%) atingida perto das 14h. Na máxima, alcançada ainda na primeira meia hora de pregão, a moeda subiu 0,69%.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda puxado por Petrobras com receios sobre preços de combustíveis
O IBOVESPA fechou em queda na segunda-feira, abaixo dos 120 mil pontos, com Petrobras entre as maiores pressões de baixa em meio a preocupações com ruídos envolvendo a política de preços da companhia
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,37%, a 119.794,94 pontos, segundo dados preliminares. O volume financeiro da sessão somava 28,5 bilhões de reais.
REUTERS
Mercado vê inflação mais alta em 2021 e crescimento menor do PIB
O mercado voltou a ver inflação mais elevada neste ano ao mesmo tempo em que reduziu a perspectiva de crescimento de crescimento da economia brasileira, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira (8)
O levantamento semanal mostrou que a projeção para a alta do IPCA em 2021 subiu pela quinta semana seguida, chegando a 3,60%, de 3,53% na semana anterior. Para 2022 a estimativa diminuiu em 0,01 ponto percentual, a 3,49%. O centro da meta oficial para a inflação em 2021 é de 3,75% e para 2022 é de 3,50%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o PIB (Produto Interno Bruto), a estimativa de crescimento em 2021 caiu a 3,47%, de 3,50% no levantamento anterior, permanecendo em 2,50% para o ano que vem. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que o cenário para a taxa básica de juros não mudou, com a Selic ainda sendo calculada em 3,50% este ano e em 5% em 2022.
REUTERS
Exportações do agro recuam 59,7% no início de fevereiro
Dados da Secex apontam que os embarques de carne bovina somam 23,553 mil toneladas na parcial do mês, recuo de 21,65% no valor médio diário da exportação, perda de 23,32% na quantidade média diária exportada
A balança comercial brasileira registrou déficit comercial de US$ 1,152 bilhão na primeira semana de fevereiro. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (8/2) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, o valor foi alcançado com exportações de US$ 3,667 bilhões e importações de US$ 4,820 bilhões. As importações registraram aumento de 30,9%, com queda de 1,9% em agropecuária e de 17,6% em indústria extrativa e crescimento de 34,9% em produtos da indústria de transformação. Já as exportações recuaram 15,3%, com recuo de 59,7% em agropecuária, crescimento de 5,2% em indústria extrativa e queda de 11,9% em produtos da indústria de transformação. No acumulado do ano, o saldo comercial é deficitário em US$ 2,278 bilhões, resultado e exportações de US$ 18,48 bilhões e importações de US$ 20,75 bilhões no período. Os embarques de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 106,562 milhões nos 5 dias úteis de fevereiro, com média diária de US$ 21,312 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 23,553 mil toneladas, com média diária de 4,710 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.524,30. Na comparação com fevereiro de 2020, houve recuo de 21,65% no valor médio diário da exportação, perda de 23,32% na quantidade média diária exportada e valorização de 2,17% no preço médio.
IGP-M tem alta de 1,92% na 1ª prévia de fevereiro com pressão do atacado, diz FGV
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou levemente a alta a 1,92% na primeira prévia de fevereiro, depois de subir 1,89% no mesmo período do mês anterior, diante do aumento nos preços no atacado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira
No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do IGP-M, registrado à frente de 2,54%, contra 2,42% na primeira prévia de janeiro. “O Índice de Preços ao Produtor (IPA), indicador que exerce a maior influência sobre o IGP, segue em aceleração refletindo os aumentos registrados nos preços de commodities agrícolas e industriais”, disse em nota André Braz, Coordenador dos índices de preços. “Tais pressões inflacionárias estão alimentando repasses pela cadeia produtiva.” Os Bens Intermediários aceleraram sua alta de 1,38% no primeiro decêndio de janeiro para 2,34% no mesmo período deste mês, refletindo a informação dos materiais e componentes para a manufatura. Para o consumidor, a pressão ficou menor, uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, passou a subir 0,19% na primeira prévia de fevereiro, de uma alta de 0 , 38% no mês anterior.
REUTERS
EMPRESAS
Pequeno frigorífico fecha e demite em MS
A unidade do frigorífico Golden Imex, em Paranaíba (MS), encerrou as atividades e dispensou cerca de 400 funcionários de diversos setores
Eles trabalhavam sob aviso prévio desde o início do mês. A empresa, instalada no município desde maio de 2020, alegou a falta de animais para abate na unidade, além da alta no preço da arroba do boi, o que motivou o encerramento das atividades da empresa no município. Com capacidade de abate de até 800 cabeças por dia, a indústria não passava da média de 250. Um dos setores que ainda continuam em funcionamento na empresa é o administrativo que deve continuar ativo no município, com aproximadamente 40 funcionários. Mohsen Amerian, proprietário da unidade, destacou que busca uma forma de reativar o frigorífico para amenizar os prejuízos no município e fazer a recontratação dos trabalhadores. Nas próximas semanas representantes do frigorífico e da prefeitura devem ir até Campo Grande para interceder junto ao governo estadual para tentar reativar a unidade. Uma das opções sugeridas foi a de solicitar a manutenção de crédito de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) dentro do mercado interno e manter a estruturação da exportação.
JP News
Unidade da Friboi em GO recebe certificação global de segurança dos alimentos
A planta da Friboi em Senador Canedo (GO) renovou sua certificação global de segurança dos alimentos que, entre outros aspectos, é pré-requisito para que a unidade seja fornecedora ao mercado europeu, informou a unidade de negócios de carne bovina da JBS em nota divulgada no mês passado
A auditoria e qualificação são realizadas, anualmente, pela British Retail Consortium Global Standards (BRCGS), que avalia mais de 326 critérios relacionados à segurança nas fábricas e ao programa de qualidade. “Esse resultado reflete o alto comprometimento do nosso time e os constantes investimentos realizados pela Friboi para assegurar a excelência e a alta qualidade dos nossos serviços e produtos”, disse na nota Emília Raucci, diretora de Garantia da Qualidade da Friboi. Pelo quarto ano consecutivo, a unidade recebeu a nota máxima na avaliação que considera, entre diversos itens, a procedência de fornecedores, por exemplo, como aspecto mais relevante. Segundo a Friboi, além de Senador Canedo, outras plantas da companhia localizadas em Goiás também passam por essa avaliação anual e, igualmente, têm recebido notas máximas, o que garante a continuidade do fornecimento de carne bovina para o mercado externo. A fábrica da Friboi em Senador Canedo conta com cerca de mil colaboradores e, além da União Europeia, também atende mercados como Chile, China, EUA e Oriente Médio. Em Goiás, a empresa possui ainda outras duas unidades produtivas, em Goiânia e Mozarlândia. As três plantas empregam mais de 4,3 mil pessoas no estado.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Hong Kong confirma primeiro caso local de peste suína africana em uma década
Como plano de contingência, as autoridades determinaram o abate de todos os 240 porcos que compartilhavam o galpão
O Departamento de Agricultura, Pesca e Conservação (AFCD) de Hong Kong confirmou na semana passada o primeiro caso de peste suína africana em uma granja de suínos local. Segundo comunicado divulgado hoje pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), trata-se do primeiro caso local confirmado em uma década. Após a confirmação do caso, o AFCD decidiu, como plano de contingência, o abate de todos os 240 porcos que compartilhavam o mesmo galpão. Além disso, as autoridades proibiram a comercialização e a movimentação de suínos desta e de outras três propriedades em um raio de três quilômetros da fazenda em que a infecção foi detectada.
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