CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1418 DE 05 DE FEVEREIRO DE 2021

abra

Ano 7 | nº 1418| 05 de fevereiro de 2021

  

NOTÍCIAS

Oferta enxuta de boiadas para abate e preços firmes

Em São Paulo, a cotação da arroba das três categorias para abate permaneceu estável na última quinta-feira (4/2), na comparação com o dia anterior 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$302,00, preço bruto e a prazo, R$301,50 com desconto do Senar e R$297,50 com desconto do Senar e Funrural. Os animais de até quatro dentes para exportação são negociados por R$305,00/@. A vaca gorda foi negociada em R$284,00/@, preço bruto e a prazo, e a novilha gorda está apregoada em R$292,00/@, nas mesmas condições. Em Mato Grosso, devido à oferta enxuta e à dificuldade em compor as escalas de abate, a cotação da arroba do boi gordo subiu nas quatro praças monitoradas pela Scot Consultoria no estado. Na região de Cuiabá, a alta foi de R$6,00/@, enquanto no Sudoeste a alta foi de R$1,00/@, e no Norte e no Sudeste do estado de R$2,00/@. O macho terminado em Cuiabá ficou cotado em R$298,00/@, preço bruto e a prazo. O preço das fêmeas ficou estável em R$282,00/@ para a vaca gorda e R$285,00/@ para a novilha gorda, nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo tem nova alta e atinge preço recorde

Os valores da arroba são maiores especialmente para os animais que atendem os requisitos de exportação; em SP valor negociado foi de R$ 304

O mercado físico de boi gordo voltou a apresentar preços mais altos na quinta-feira, 4. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, animais que cumprem requisitos para exportação atingiram patamares recorde de preços. “A disparidade em termos de receita para os frigoríficos habilitados a exportar e os não habilitados é gritante, avaliando a dificuldade do repasse do adicional de custo da matéria-prima no mercado doméstico”, assinala Iglesias. Em termos de oferta, o quadro de restrição ainda é dominante no mercado, e a expectativa é que haja uma maior oferta de animais terminados apenas no decorrer do mês de março. “Ou seja, ainda teremos um período relativamente longo de dificuldade de abastecimento”, apontou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 304, ante R$ 301 na quarta. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 294, ante R$ 291. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 291, ante R$ 289. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços chegaram a R$ 300, contra R$ 299 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, os frigoríficos ainda encontram grande dificuldade em repassar o custo adicional da matéria-prima ao longo da cadeia produtiva. “Basicamente, o consumidor médio não consegue absorver novos reajustes da carne bovina, que já assume um patamar bastante proibitivo, simplesmente optando por proteínas mais acessíveis, enfaticamente a carne de frango. Se houver a confirmação de mais um semestre de auxílio emergencial haverá uma recuperação do consumo de base e talvez sejam evidenciadas as condições necessárias para novos reajustes da carne bovina”, disse o analista. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,60 o quilo, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 15,60 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Contas de empresas sem acesso ao mercado externo têm ficado no vermelho

Exageros dos investidores à parte, os donos de frigoríficos não têm muitos motivos para comemorar. A forte alta do principal custo de produção – o boi gordo representa 80% das despesas operacionais – espremeu as margens das indústrias. Frigoríficos sem acesso internacional trabalham no vermelho

Grandes exportadores de carne bovina, como JBS, Marfrig e Minerva, inevitavelmente terão resultados mais fracos na operação brasileira. De acordo com duas fontes, a margem Ebitda, que era de dois dígitos no último ano, deve ficar mais próxima de 8%. Alguns fatores, como o negócio de industrializados – a Marfrig é forte em hambúrguer – atenua o impacto negativo do boi. “Para os frigoríficos que não exportam, está bem complicado. A carne não está conseguindo acompanhar essa alta do boi. É bem perigoso”, diz Lygia Pimentel, sócia-diretora da consultoria Agrifatto. De acordo com César Castro Alves, analista do Itaú BBA, o aumento do preço do boi gordo neste início de ano é surpreendente. Normalmente, afirma ele, esse período é marcado por acomodação ou queda dos preços. No entanto, o atraso das chuvas fez com que a oferta de gado, já restrita em razão do ciclo pecuário, ficasse ainda menor. Na indústria, há esperança de que entre março e abril a oferta tenha uma ligeira melhora. Estruturalmente, porém, o cenário é de severa restrição de oferta. O preço do bezerro estimula que os criadores retenham mais vacas. “Para o boi cair neste ano, só um cisne negro”, acrescenta Alves. Diante desse cenário, o abate de bovinos no Brasil deverá cair mais uma vez em 2021. Além da menor disponibilidade de matéria-prima, a fraqueza do mercado doméstico também joga contra os abates. De acordo com o executivo de um grande frigorífico, na comparação com dezembro, a demanda dos supermercados caiu cerca de 30% no mês passado. Ainda que o consumo seja naturalmente maior no último mês do ano, fazendo com que o recuo seja esperado, a diminuição da demanda vista em janeiro chamou atenção – e pode já ser um reflexo do fim do pagamento do auxílio emergencial. “Nunca tivemos um janeiro tão fraco”, afirmou.

Valor Econômico

Angus registra novo recorde de exportação de carne certificada

Volume embarcado no ano passado foi mais que o dobro do de 2019 e 47% superior ao de 2017, quando tinha sido registrada a marca histórica anterior

Segundo a Associação Brasileira de Angus, sediada em Porto Alegre (RS), a raça bateu a marca histórica de embarque de carne certificada em 2020. Originário do condado de Aberdeen, na Escócia, esse tipo de bovino é selecionado em maior número no Sul brasileiro. China foi o principal comprador de carne certificada angus no ano passado Levantamento realizado pela associação registra exportações de 597.716 toneladas em 2020, volume 47% superior ao embarcado em 2017, 405.817 toneladas, e que havia sido recorde até então. O total exportado em 2020 representa um crescimento de 105% em relação ao volume de 2019, quando 290.000 toneladas foram embarcadas. O principal destino dos produtos foi a China. O país asiático foi responsável pela compra de 42,7% do total. Emirados Árabes, Arábia Saudita, Singapura, Líbano, Catar, Omã, Palestina, Bermudas e Hong Kong também foram destinos da Carne Angus Certificada. O levantamento ainda aponta para incremento de 17% nos valores médios da tonelada de carne angus exportada e aumento no mix de cortes embarcados. Os exportadores esperam repetir os negócios neste ano, e o mês de janeiro já mostrou bom movimento.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar salta 1,5% com rali global da moeda e à espera de dados dos EUA

O dólar fechou em firme alta de 1,5% ante o real na quinta-feira, dia de um rali global da moeda norte-americana guiado pela percepção de maior atratividade dos mercados nos Estados Unidos, após sinais de que a maior economia do mundo está se recuperando mais rapidamente da crise gerada pela pandemia

Aqui, os comentários nas mesas foram de que a reação mais negativa do real ao fortalecimento global do dólar evidencia a falta de “colchão” à moeda brasileira diante dos juros reais negativos e reforça o debate sobre o esperado processo de normalização da política monetária pelo Banco Central. Além disso, no pano de fundo o mercado tem analisado a ausência de falas mais explícitas sobre cortes de gastos por parte das novas lideranças do Congresso, embora a leitura geral seja de que eventuais novas despesas viriam acompanhadas de contrapartidas fiscais. Aqui, a moeda norte-americana encerrou em alta de 1,49%, para 5,4496 reais. O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego diminuiu na semana passada, e as novas encomendas de produtos fabricados nos Estados Unidos subiram mais do que o esperado em dezembro, conforme dados divulgados nesta quinta.”O relatório de empregos dos EUA amanhã deve sugerir mais ainda que o pior da queda econômica pode já ter ficado para trás”, disse o Wells Fargo em nota. Dados mais fortes nos EUA são positivos para mercados de risco, mas, num momento de economias abaladas em todo o mundo, podem reforçar a percepção de refúgio atribuída aos ativos norte-americanos –o que, na prática, pode levar investidores a tirar recursos mercados emergentes, como o Brasil, e levá-los aos EUA. A moeda brasileira, aliás, é a mais volátil do mundo, reflexo da incerteza adicional de investidores com os rumos político-fiscal e seus desdobramentos sobre a agenda macro. Isso num contexto de baixos retornos oferecidos pelo real, o que coloca a moeda em desvantagem perante rivais. E mesmo a perspectiva de elevação dos juros no Brasil ainda parece insuficiente para levar a moeda brasileira a reverter as fortes perdas do ano passado.

REUTERS 

Ibovespa fecha em queda após três altas seguidas

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, após três altas seguidas, sem conseguir se sustentar acima dos 120 mil pontos, enquanto Bradesco avançou mais de 3% com resultado superando com folga as expectativas no mercado.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,45%, a 119.187,98 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro da sessão somava 28,1 bilhões de reais.

REUTERS

Poupança tem saída líquida recorde de R$ 18,153 bi em janeiro, diz BC

A tradicional caderneta de poupança registrou saída líquida de 18,153 bilhões de reais em janeiro, interrompendo uma série de dez meses de captação líquida, informou o Banco Central (BC) na quinta-feira

Foi o pior resultado desde o início da série histórica, iniciada em 1995, em desempenho que coincidiu com o fim da concessão do auxílio emergencial aos mais vulneráveis paga pelo governo em medida de enfrentamento à crise da Covid-19. Até então, o maior saque líquido mensal da poupança havia sido de 12,356 bilhões de reais, em janeiro do ano passado. Em 2020, em meio ao desenvolvimento da pandemia da Covid-19 e os impactos na economia, a caderneta de poupança registrou entrada líquida de 166,310 bilhões de reais, maior captação anual desde o início da série histórica. No mês passado, os saques superaram os depósitos em 16,643 bilhões de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto na poupança rural houve retirada líquida de 1,510 bilhão de reais.

REUTERS

Índice de preços de alimentos da FAO chega a seu maior valor desde 2014

Alta do indicador em janeiro foi a oitava consecutiva. O subíndice de carnes da FAO teve média de 96 pontos em janeiro, alta de 0,9 pontos (1%) em relação a dezembro de 2020, marcando o quarto aumento mensal consecutivo. Todas as carnes subiram no mercado internacional

O índice de preços dos alimentos medido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) chegou a 113,3 pontos em janeiro, seu maior nível desde julho de 2014. O aumento em relação a dezembro foi de 4,3%. Em janeiro, o indicador subiu pelo oitavo mês consecutivo. A FAO também revisou para cima a média de dezembro, de 107,5 para 108,6 pontos. Em comunicado, a entidade internacional afirma que a alta foi resultado dos preços internacionais dos cereais, açúcares e óleos vegetais. O indicador para cereais teve média de 124,2 pontos em janeiro, com forte elevação de 8,3 pontos (7,1%) em relação a dezembro – foi seu sétimo aumento mensal consecutivo. Os preços internacionais do milho subiram 11,2% na comparação mensal, refletindo a oferta global cada vez mais restrita, com produção e estoques mais baixos do que o esperado nos Estados Unidos e compras substanciais feitas pela China. A FAO também lembrou que Argentina e Rússia, grandes fornecedores de trigo, elevaram os controles para exportação desse cereal, elevando os preços globais. Os preços dos óleos vegetais aumentaram 5,8% (7,7 pontos), em janeiro, com 138,8 pontos, nível mais alto desde 2012. Os preços do açúcar subiram 8,1%, para 94,2 pontos, seu maior nível desde maio de 2017. A forte demanda e o aumento do preço do petróleo, junto com a desvalorização do real em relação ao dólar, causaram essa elevação no preço do açúcar. O indicador para lácteos subiu pelo oitavo mês consecutivo e teve média de 111 pontos em janeiro, 1,7 ponto (1,6%) acima de dezembro.

VALOR ECONÔMICO 

EMPRESAS 

Molina investe mais R$ 1 bilhão na Marfrig e dobra aposta na empresa que fundou

Com compra de ações, participação do empresário saltou de 34% para quase 50%; segundo fontes, foco de Molina está exclusivamente do desempenho no papel, na crença de que há espaço para valorização

O dono da Marfrig, o empresário Marcos Molina, dobrou sua aposta na empresa que fundou, uma das principais produtoras de carne em todo o mundo. Em um ano, desde que o BNES vendeu sua participação na companhia, Molina investiu cerca de R$ 1 bilhão na compra de ações em Bolsa. Com isso, a participação do empresário no frigorífico foi de aproximadamente 34% para perto dos 50%. Como consequência, Molina está muito próximo de voltar ao controle inquestionável da empresa que abriu décadas atrás. A maior compra até aqui ocorreu no fim de 2019, quando o banco de fomento se desfez de sua participação no frigorífico por meio de uma oferta de ações na B3. À época, a empresa aproveitou e fez uma operação primária de ações para reforçar seu caixa. Molina abocanhou um pedaço da oferta, desembolsando cerca de R$ 400 milhões. De lá para cá, o movimento continuou. O empresário seguiu com um ritmo mensal de aquisições. Aproveitou, inclusive, para ir às compras quando as ações da empresa despencaram, como todo o mercado, logo no início da pandemia. Segundo fontes próximas ao executivo, o foco do empresário na compra das ações está exclusivamente na visão de longo prazo em relação ao desempenho do papel, ou seja, na crença é de que há espaço para valorização. Em 12 meses, a ação teve alta de 26%, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, registrou valorização de 3%. Com o endividamento em queda e se aproveitando do bom momento operacional, a Marfrig voltou ao radar dos investidores, que também buscaram na crise maior exposição a empresas exportadoras, que se beneficiam do dólar mais alto. Na visão do Vice-Presidente de Finanças e de Relações com Investidores da Marfrig, Tang David, desde o ano passado a empresa vive um “momento de virada”, algo possível com o foco em carne bovina, marcado pela venda da Keystone Foods e pelo aumento da participação na National Beef. O grupo também reduziu seu endividamento por meio de geração de caixa e troca de títulos de dívidas emitidos no exterior. A Marfrig lançou um título de dívida externa no mês passado, para utilizar os recursos para recomprar dívida mais cara. Como houve uma grande demanda, acabou aumentando o tamanho da emissão, que chegou em US$ 1,5 bilhão. Ao montante, a empresa colocou mais US$ 250 milhões do seu caixa e trocou a dívida por uma mais barata, gerando uma economia da ordem de R$ 1 bilhão. “Vamos continuar diminuindo a dívida bruta com geração de caixa”, destaca David.

O ESTADO DE SP 

FRANGOS & SUÍNOS

Preço do suíno vivo é o menor desde julho de 2020

Lentidão nas vendas de suíno vivo foi verificada especialmente nas praças do Sudeste

Em janeiro, o forte recuo da demanda final por carne suína, tanto no mercado interno quanto no externo, acarretou diminuição da procura da indústria por novos lotes de animais de produção independente. De acordo com pesquisadores do Cepea, essa lentidão nas vendas de suíno vivo foi verificada especialmente nas praças do Sudeste e resultou em quedas generalizadas nos preços do animal para abate ao longo de janeiro. Diante disso, em algumas regiões, o preço médio do suíno vivo em janeiro chegou ao menor patamar real desde julho de 2020 (a série foi deflacionada pelo IGP-DI de dez/20).

Cepea

EUA vendem 17,9 mil toneladas de carne suína para a China na semana

Potência asiática aparece como o principal destino de vendas de carne suína dos americanos no período, com as compras correspondendo a 38,7% do total vendido

Exportadores norte-americanos venderam 17,9 mil toneladas de carne suína para a China, com entrega para o ano comercial 2021, na semana encerrada em 28 de janeiro, de acordo com dados do relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulgado nesta quinta-feira (4/2). O volume é 34,5% maior do que o comercializado na semana anterior, quando importadores adquiriram 13,3 mil toneladas de carne suína norte-americana. A potência asiática aparece como o principal destino de vendas de carne suína dos EUA na semana, com as compras correspondendo a 38,7% do total de 46,3 mil toneladas vendido pelo país no período. Os principais destinos, seguidos da potência asiática, foram México (10,3 mil t), Japão (4 mil t), Canadá (2,9 mil t) e Filipinas (2,6 mil t), que compensaram cancelamentos para El Salvador (100 toneladas). Os embarques totais da carne suína norte-americana somaram 38,3 mil toneladas, principalmente para a China (12 mil t), México (10,8 mil t), Japão (4,6 mil t), Coreia do Sul (2,7 mil t) e Canadá (1,8 mil t).

ESTADÃO CONTEÚDO 

MEIO AMBIENTE

Brasileiros apontam agropecuária e madeireiras como maiores responsáveis por queimadas, diz pesquisa

Segundo o Ibope, maioria dos pesquisados vê prejuízos à imagem do Brasil por causa da situação da Amazônia e atribui ao governo a obrigatoriedade de resolver o problema ambiental

A ação humana é a principal causa das queimadas na Amazônia para 77% dos brasileiros. Para 49%, os agricultores estão entre os principais responsáveis e 48% citam os pecuaristas e criadores de animais. A agropecuária fica atrás apenas dos madeireiros, lembrados por 76% dos Queimada na Amazônia. Mais da metade (54%) acredita que a responsabilidade em resolver o problema é do governo e 84% apontam que as queimadas no bioma prejudicam a imagem do Brasil no exterior e podem afetar as relações comerciais com outros países. São algumas conclusões da pesquisa Mudanças climáticas na percepção dos brasileiros, realizada pelo Instituto Tecnologia e Sociedade (ITS Rio), Programa da Universidade de Yale sobre comunicação das mudanças climáticas e Ibope Inteligência, divulgada na quinta-feira (4/2). O levantamento também mostrou também que, para 77% dos brasileiros, proteger o meio ambiente é mais importante, mesmo que isso signifique menos crescimento econômico. Outros 14% responderam que é mais importante promover o crescimento econômico e a geração de empregos, mesmo que isso prejudique o meio ambiente. Quase todos os brasileiros (92%) disseram saber que o aquecimento global está acontecendo e pode prejudicar a atual e as futuras gerações. Esse percentual é menor entre os entrevistados que não acessam a internet: 8% dizem não saber sobre o aquecimento global. Rosi Rosendo, diretora de contas na área de Opinião Pública, Política e Comunicação do Ibope Inteligência, afirma que os resultados apontam para uma grande preocupação da população brasileira com o meio ambiente, pauta que tem tomado conta dos noticiários nos últimos anos, principalmente em função das queimadas na Amazônia, em 2019, e no Pantanal e no Cerrado, no segundo semestre de 2020. “Ainda que a população considere importante a preservação do meio ambiente, há muito que se avançar em educação e disseminação de conhecimento sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global.” Ela destacou que apenas 25% dos brasileiros declararam saber muito sobre aquecimento global ou mudanças climáticas. Outro dado que chamou sua atenção foi que, na percepção dos entrevistados, quem mais pode contribuir com soluções para as mudanças climáticas são os governos (35%), seguido por empresas e indústrias (32%) e cidadãos (24%).

GLOBO RURAL

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA 

041 3289 7122 

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment