CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1344 DE 20 DE OUTUBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1344| 20 de outubro de 2020

 

ABRAFRIGO

CARTA ABERTA DO SETOR PRODUTIVO – REFORMA TRIBUTÁRIA

Brasília, 14 de outubro de 2020. À Sua Excelência o Deputado Federal

AGUINALDO VELLOSO BORGES RIBEIRO – Câmara dos Deputados – Gabinete 735, Anexo IV

Brasília/DF – ASSUNTO: Propostas do Setor Produtivo para a Reforma Tributária.

Senhor Deputado,

Com o objetivo de contribuirmos com a construção do texto da reforma tributária, encaminhamos a Vossa Excelência as propostas do setor produtivo. O documento foi elaborado a partir de reuniões com representantes dos produtores rurais, indústria de insumos agropecuários, processadora de alimentos voltada ao mercado interno, indústria exportadora e também as cooperativas. Entendemos a complexidade existente nas discussões em torno do tema e concordamos que a simplificação dos processos é fundamental. Porém, ressaltamos que os países que possuem a agropecuária forte apresentam tratamentos tributários diferenciados a este setor. O que almejamos nessa reforma não é competir com os outros setores da economia brasileira e sim manter nossa competitividade frente ao agronegócio do resto do mundo. Para tanto, baseamos nossos argumentos em seis pontos:

  1. Desoneração da cesta básica;
  2. Produtor rural estabelecido como pessoa física não se tornar contribuinte direto do IBS;
  3. Crédito presumido nas operações oriundas de produtor rural pessoa física;
  4. Ressarcimento e compensação dos créditos tributários, inclusive os atuais;
  5. Alíquota zero para insumos agropecuários; e
  6. Adequado tratamento tributário ao ato cooperativo.

Leia mais em:

https://drive.google.com/file/d/1dRky05-134uFKbXb5tWfdFjnxwciUZe_/view?usp=sharing

NOTÍCIAS

Boi gordo: preços estáveis no início desta semana nas praças paulistas

As praças paulistas começaram a semana (19/10) com os mesmos preços de sexta-feira (16/10)

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo para o mercado interno permaneceu cotado em R$265,00/@, considerando o preço bruto e a prazo, R$264,50/@, com desconto do Senar e R$261,00/@ com desconto do Senar e Funrural. Dependendo da negociação, o ágio pago na cotação da arroba do boi China está, praticamente, inexistente. A cotação das fêmeas também acompanhou a cotação do boi gordo e permaneceu estável, em comparação com a última sexta-feira. A cotação da arroba da vaca gorda está em R$251,00, preço bruto e a prazo e das novilhas estão cotadas em R$257,00, também nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: preços voltam a subir com forte demanda chinesa

Os animais que se encaixam no padrão ‘China’ são negociados com ágio de até R$ 8 por arroba

Os preços do boi gordo voltaram a subir na maioria das regiões produtoras na segunda-feira, 19. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, mesmo com a incidência de contratos a termo e a utilização de confinamento próprio, não houve grandes mudanças do perfil de negociações, com animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês muito demandados neste momento. O ágio em relação aos animais comercializados com destino ao consumo doméstico é posicionado entre R$ 7 e R$ 8 por arroba. “A tendência para o último bimestre é de um apetite ainda maior do principal mercado do Brasil, com a China iniciando a formação de estoques para atender a demanda durante o Ano Novo Lunar”, destaca. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 265 a arroba, contra R$ 264 na sexta-feira, 16 Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 261 a arroba, ante R$ 260. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os valores ficaram em R$ 257 a arroba, ante R$ 256. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 253 a arroba, estável. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 248 a arroba, contra R$ 246. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais altos. De acordo com Iglesias, os preços subiram apesar da semana ser marcada por um consumo mais comedido. “Resta saber a capacidade do consumidor médio de absorver novos reajustes, uma vez que os preços da carne bovina estão bastante proibitivos, ao mesmo tempo em que a carne de frango ganha a predileção”. Com isso, a ponta de agulha seguiu em R$ 14,30 por quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,30 o quilo, e o corte traseiro passou de R$ 19,30 o quilo para R$ 19,50 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Abate de bovinos em MT cai pelo 2º mês consecutivo

O abate de bovinos em Mato Grosso caiu pelo segundo mês consecutivo em setembro, na comparação mensal, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) citando dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea)

Frigoríficos em Mato Grosso, o estado com o maior rebanho bovino do país, abateram 482,1 mil cabeças de gado em setembro, queda de 1,82% em relação a agosto. A queda de 12,47% no abate de fêmeas influenciou essa redução, já que o abate de machos subiu 3,47% no período, segundo relatório divulgado pelo Imea na segunda-feira (19). Apesar da queda mensal, houve aumento nos abates de julho a setembro, trimestre com a maior quantidade de cabeças abatidas neste ano. Segundo o Imea, esse aumento mostra uma recuperação na atividade em relação ao momento mais crítico da pandemia do coronavírus (maio a junho). O volume de abates no terceiro trimestre ainda ficou 5,17% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Os preços da arroba permanecem altos diante da baixa oferta de animais prontos, impactando preços da carne bovina em momento de forte demanda para exportações.

CARNETEC

Volume exportado de carne bovina in natura pode crescer 8% em outubro

A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (SECEX) divulgou que o volume embarcado de carne bovina alcançou 90,4 mil toneladas até a terceira semana de outubro, sendo que no ano passado o total exportado em todo mês de outubro foi de 170,55 mil toneladas

De acordo com o analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, o volume exportado em outubro pode ficar de 5% a 8% acima do que foi embarcado no ano passado. “Se o ritmo da média diária se manter acima das 8 mil toneladas podemos ter recorde no volume exportado”, afirmou. A média diária embarcada até a terceira semana ficou em 8,22 mil toneladas e teve um aumento de 6,04% se comparado com os dados observados em outubro do ano passado, que registrou uma média exportada de 7,75 mil toneladas. A média diária exportada registrou um recuo de 4,20% frente aos números divulgados na semana anterior, em que a média ficou em 8,58 mil toneladas. A consultoria Agrifattto estima que as exportações em outubro podem atingir em torno de 160 a 175 mil toneladas com as compras chinesas aquecidas. Os preços médios na terceira semana de outubro ficaram próximos de US$ 4.216,6 mil por tonelada, na qual teve uma queda de 5,61% frente aos dados divulgados em outubro de 2019 que registrou um valor médio de US$ 4.467,2 mil por tonelada. O valor negociado para o produto foi US$ 381,286 milhões na terceira semana de outubro deste ano, tendo em vista que o preço comercializado durante o mês de outubro do ano anterior foi de US$ 761,884 milhões. A média diária ficou em US$ 34,662,0 milhões e registrou um avanço de 0,09%, frente ao observado no mês de outubro do ano passado, que registrou um valor de US$ 34,631,1 milhões.

AGENCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar cai 0,64% seguindo a fraqueza da moeda norte-americana no exterior

O dólar começou a semana em queda ante o real, com as operações domésticas seguindo a fraqueza da moeda norte-americana no exterior conforme investidores pesaram incertezas sobre aprovação de novos estímulos nos Estados Unidos

O dólar à vista caiu 0,64% na segunda-feira, a 5,6055 reais na venda. A divisa oscilou entre queda de 1,31% (para 5,5675 reais) e alta de 0,10% (para 5,647 reais). No exterior, o dólar cedia 0,29% no fim da tarde, depois de perder 0,53% na mínima da sessão. O mercado se apegou a comentários feitos no domingo pela presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi. Segundo ela, embora permanecessem diferenças com o governo do Presidente Donald Trump sobre um amplo pacote de alívio ao coronavírus, seria possível aprovar o estímulo antes das eleições. Mas as incertezas sobre o “timing” de alcance de um acordo deram o tom na parte da tarde, já que, segundo Pelosi, para a aprovação de um texto antes das eleições seria preciso um acordo até terça-feira. Em Wall Street, os índices de ações abandonaram altas de mais cedo e fecharam em queda de mais de 1%, segundo dados preliminares. Após o fechamento dos mercados, o porta-voz de Pelosi afirmou que a presidente da Câmara dos EUA espera que até terça haja “clareza” sobre se será possível aprovar um estímulo antes da eleição e que ela e Mnuchin estão reduzindo as diferenças. No plano doméstico, o real segue afetado por incertezas no campo fiscal, o que fica evidente no tombo de 28,41% da moeda em 2020 –pior desempenho entre os principais pares. Analistas do Morgan Stanley notaram que o real sofreu na semana passada o maior corte de posições compradas –ou seja, aquelas que ganham com a valorização da divisa brasileira– na América Latina e em relação à semana anterior.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta de 0,35%

A JBS ON recuou 4,57%, após acumular alta de mais de 20% na última semana, apoiada em expectativas sobre uma aguardada listagem de suas operações norte-americanas nos EUA

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, com B3 entre os principais suportes e reagindo a declarações mais positivas sobre o cenário fiscal no país, movimento parcialmente contido pela influência negativa de Wall Street. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa teve elevação de 0,35%, a 98.657,65 pontos. O volume financeiro somou 36,5 bilhões de reais, ampliado pelo vencimento de opções sobre ações, que movimentou 10,379 bilhões de reais. Em Nova York, o S&P 500 caiu 1,6%, diante da ausência de novidades efetivas sobre novos estímulos fiscais nos Estados Unidos, antes da eleição presidencial em 3 de novembro. O Ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou que o time econômico conta com o apoio do Presidente Jair Bolsonaro para manutenção do teto de gastos, enquanto presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a possibilidade de extensão do estado de calamidade pública “não existe”. “O que irá destravar o mercado e finalmente levar o rompimento das últimas máximas serão medidas concretas para o avanço da agenda de reformas e isso deve acontecer após o período de eleições”, acrescentou Ribeiro. O Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, alertou sobre os efeitos das incertezas fiscais nos investimentos. “Parece que o time todo se uniu em busca de uma melhora das condições financeiras no mercado, que vêm sendo afetadas por preocupações com o endividamento do país’, reforçou o Diretor de Investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos.

REUTERS 

Boletim Focus eleva previsão para inflação de 2020 e reduz PIB para 2021

O Boletim Focus do Banco Central trouxe nesta semana uma nova elevação da previsão para a inflação oficial do país (IPCA) para 2020 e reduziu o crescimento esperado para o PIB em 2021, de acordo com relatório divulgado na segunda-feira (19)

A previsão para o IPCA passou de 2,47% na semana passada para 2,65% essa semana, mantendo a sequência de altas para esse indicador, que há quatro semanas estava em 1,99%. Essa é a décima semana em que o IPCA apresenta alta. Na sexta-feira (23), o IBGE divulgará a prévia da inflação de outubro, o IPCA-15. Em setembro, a inflação pelo índice fechou em 0,64%. Foi, segundo o IBGE, o maior resultado para um mês de setembro desde 2003, quando ficou em 0,78%. Para 2021, a estimativa do mercado financeiro para a inflação no Boletim Focus se manteve em 3,02%. Para o PIB de 2020, o boletim Focus trouxe uma projeção levemente melhor. Na semana passada, a queda esperada para a economia brasileira esse ano era de 5,03% e agora está em 5,00%. Há quatro semanas, previa-se uma queda de 5,05%. Para o ano que vem, no entanto, a estimativa de crescimento recuou, após 20 semanas em 3,50%. Agora, o mercado financeiro espera uma alta de 3,47%. O IBC-Br de agosto, considerado uma prévia do PIB, divulgado na semana passada, mostrou uma aumento de 1,06%, abaixo das expectativas. A estimativa para a cotação do dólar em relação ao real ao final de 2020 também teve uma nova correção para cima. O mercado espera agora uma taxa de R$ 5,35, contra R$ 5,30 na semana passada e R$ 5,25 na semana anterior. Para 2021, a projeção passou se manteve em R$ 5,10. Já a previsão para a taxa básica de juros da economia para esse ano se manteve inalterada em 2%, assim como para 2021, em 2,50%.

UOL ECONOMIA 

BC sinaliza contração menor do PIB, mas alerta sobre incerteza fiscal afetando investimentos

O Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicou na segunda-feira que a contração da economia neste ano deverá ser menor que a recentemente indicada pela autoridade monetária, mas repetiu que o Brasil deve reforçar sua credibilidade fiscal num momento em que incertezas estão prejudicando os investimentos no país

Em participação online na Milken Institute Global Conference, ele estimou que haverá recuo de cerca de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB). No fim de setembro, o BC havia projetado queda de 5% da economia em 2020 em seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI). O Ministro da Economia, Paulo Guedes, também falou de números melhores para a atividade, prevendo queda de 4% do PIB neste ano, ante perspectiva oficial do Ministério da Economia de -4,7%. Campos Neto ressaltou que o país gastou bem mais no enfrentamento à crise do coronavírus que outros mercados emergentes, mas que a retomada também está sendo mais forte. Por outro lado, ele corroborou em mais de um momento a necessidade de o Brasil fortalecer sua credibilidade fiscal para atrair investimentos e achatar a curva de juros, hoje inclinada pelas incertezas em relação à sustentabilidade das contas públicas. O spread entre as taxas de DI para janeiro 2025 e janeiro 2022 –tido como uma medida de percepção de risco– estava em 319 pontos-base na segunda-feira, abaixo da máxima recente (de 355 pontos-base, alcançada no fim de setembro), mas muito acima de mínimas em torno de 250 pontos-base depois de fevereiro/março, quando a pandemia chacoalhou os mercados financeiros globais. “A incerteza fiscal está prejudicando um pouco os investimentos no Brasil”, complementou ele, acrescentando que é necessário retomar o plano original de abertura de espaço para o investimento privado e resgate da credibilidade. “No nosso caso, credibilidade será e está conectada a disciplina fiscal e continuidade das reformas. Estou confiante que vamos atingir isso”, disse. As falas de Campos Neto vêm após renovadas preocupações do mercado financeiro com a possibilidade de o estado de calamidade pública ser prorrogado para além de 2020, o que abriria espaço para que o auxílio emergencial continuasse a ser concedido em 2021 sem que fosse preciso obedecer à regra do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas públicas à inflação do ano anterior.

REUTERS 

EMPRESAS

Em queda na bolsa, BRF vê espaço para recuperação

Desde janeiro, o valor de mercado da empresa caiu R$ 13,8 bi

Por que a BRF parece ter perdido o charme? Dona de marcas como Sadia e Qualy, a empresa superou turbulências societárias e contornou problemas de ordem sanitária investigados pela Polícia Federal. Liderada por Pedro Parente e Lorival Luz, reorganizou dívidas, vendeu ativos e voltou ao azul. Mas as ações amargam forte queda em 2020, embora os gestores da companhia sustentem que a realidade e as perspectivas sejam positivas. Mesmo beneficiada por uma demanda chinesa sem paralelo e com o consumo de alimentos do brasileiro sustentado pelo auxílio emergencial, a BRF não tem animado os investidores. Pelo contrário. Neste ano, suas ações estão entre as piores quedas do Ibovespa, superando a desvalorização de empresas atingidas em cheio pela pandemia, como a Gol. Desde janeiro, o valor dos papéis da BRF caiu 48,4%, enquanto o Ibovespa recuou 14,7%. No ano, a líder global em frango perdeu R$ 13,8 bilhões em valor de mercado e, hoje, está avaliada em menos de R$ 15 bilhões. No auge, em meados de 2015, chegou a valer quase R$ 63 bilhões. Entre as empresas de proteínas animais listadas na B3, a comparação também é desfavorável para a dona da Sadia. Os papéis de JBS e Minerva caíram 12,1% e 11,6% neste ano, respectivamente. As ações da Marfrig valorizaram mais de 50%, estreitando a diferença para a BRF. Em 2019, quando as duas negociaram uma fusão – negócio que não prosperou -, os acionistas da BRF ficariam com 85% da gigante resultante da combinação. Fosse hoje, essa fatia seria inferior a 60%. Para quem vê o copo meio cheio, o desempenho negativo das ações pode significar um ótimo momento para investir em um negócio barato e com potencial de crescimento. Para o CEO da BRF, Lorival Luz, é justamente esse o caso. Na avaliação do executivo, a companhia apresenta, em seu setor, a “maior oportunidade aos investidores”. Além disso, o CEO acredita que a empresa é comparada indevidamente com as concorrentes listadas na B3. “Ficamos num córner, sendo comparados a um frigorífico de carne bovina sem o benefício de estar nos Estados Unidos”, disse Luz, em alusão à JBS e Marfrig – ambas obtêm boa parte da geração de caixa no negócio americano de carne bovina, que passa por um momento excelente.

https://valor.globo.com/agronegocios/noticia/2020/10/20/em-queda-na-bolsa-brf-ve-espaco-para-recuperacao.ghtml

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações de carne suína aumentam em relação a outubro de 2019

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgados na segunda-feira (19), as exportações de carne suína nos primeiros 11 dias de outubro registraram aumento no faturamento por média diária e nas toneladas por média diária embarcada em relação ao mesmo mês do ano passado

O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, explica que o principal destino continua sendo a China, que deve aumentar suas compras não só neste mês, como até o final do ano em preparação para o Ano Novo Lunar. O faturamento por média diária nos primeiros onze dias de outubro foi de US$ 10.170,872, valor 51,27% superior ao registrado em outubro de 2019. No comparativo com os dados da Secex da semana anterior, houve leve alta de 0,1%. No caso das toneladas por média diária embarcada, foram 4.315,769 por enquanto, 51,72% a mais que no mesmo mês do ano passado, e recuo de 1,17% em relação à semana passada. Já o preço pago por tonelada de carne suína, US$ 2.356,676 nestes primeiros onze dias, é 0,30% menor do que o resultado obtido em outubro de 2019. Entretanto, a quantia é 1,3% maior do que o que foi registrado na última semana.

AGÊNCIA SAFRAS

Produção de carne suína na China sobe 18% no 3º tri, mas oferta segue apertada

A produção de carne suína da China aumentou 18% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para 8,4 milhões de toneladas, de acordo com cálculos da Reuters baseados em dados oficiais, apontando para os primeiros sinais de recuperação no maior produtor mundial da proteína

Foi o primeiro trimestre desde o intervalo julho-setembro de 2018 a mostrar um aumento de produção no comparativo anual, depois que uma epidemia de peste suína africana (PSA) atingiu o plantel de suínos do país, causando uma queda. A doença atingiu as fazendas de suínos da China em agosto de 2018 e reduziu o estoque de criações em cerca de 60% até o final do ano passado. A produção da carne caiu para o menor nível em 16 anos, de 42,6 milhões de toneladas em 2019, e deve contrair mais 20% este ano, segundo o Rabobank. Mas a produção nos primeiros nove meses de 2020 caiu apenas 10,8% em relação ao ano anterior, para 28,38 milhões de toneladas, disse o Escritório Nacional de Estatísticas nesta segunda-feira. “Isso é maior do que o esperado”, disse Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank, referindo-se ao volume produzido. O firme aumento no terceiro trimestre de 2020 foi ajudado por uma base comparativa fraca em 2019, quando a produção havia caído 42% em relação ao ano anterior, para apenas 7 milhões de toneladas, e o pior impacto da peste suína ficou claro. Outros analistas também questionaram os dados que mostram que o número de fêmeas reprodutoras aumentou 28%, para 38,22 milhões de cabeças, próximo aos níveis anteriores à PSA. O número de suínos abatidos caiu 11,7% nos primeiros nove meses, para 361,86 milhões, mostram também os dados. A produção de carne bovina e ovina também recuou nos nove meses, 1,7% e 1,8%, respectivamente, de acordo com os dados oficiais, embora a de aves, substituto mais barato da proteína suína, tenha crescido 6,5% no período.

REUTERS

INTERNACIONAL

OIE confirma 236 novos surtos de peste suína africana

Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal, o número total de surtos em andamento subiu de 7.429 para 7.522

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) informou que 236 novos surtos de peste suína africana foram notificados no mundo entre os dias 2 e 15 de outubro, ante 313 casos verificados no levantamento anterior. O número total de surtos em andamento subiu de 7.429 para 7.522, sendo 3.976 somente na Romênia e 1.475 no Vietnã. Dos novos surtos, 193 foram notificados na Europa, 42 na Ásia e 1 na África. Os dados constam de levantamento quinzenal divulgado pela OIE. De acordo com a OIE, surtos novos ou em andamento foram registrados em 22 países. Na Europa, Alemanha, Bulgária, Letônia, Moldávia, Polônia, Romênia, Rússia, Sérvia e Ucrânia ainda apresentam a incidência da doença. Na Ásia, China, Índia, Indonésia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Papua Nova Guiné, Filipinas, Rússia, Timor Leste e Vietnã tem casos em andamento. Já na África, Namíbia, Nigéria, África do Sul e Zâmbia reportam a presença do vírus.

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