CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1343 DE 19 DE OUTUBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1343| 19 de outubro de 2020

 

NOTÍCIAS

Alta na cotação da arroba da vaca e novilha gordas

Em São Paulo, a referência do boi gordo para o mercado interno ficou estável na última sexta-feira (16/10), na comparação feita dia a dia, em R$265,00/@, considerando o preço bruto e a prazo, R$264,50/@, com desconto do Senar e R$261,00/@ com desconto do Senar e Funrural 

A estabilidade não se repetiu para as fêmeas. A cotação da arroba da vaca gorda subiu R$1,00 em relação ao dia anterior (15/10) e ficou em R$251,00, preço bruto e a prazo. Os preços das novilhas subiram na mesma toada e ficaram em R$257,00/@, alta de 0,4% na comparação diária. Para boiadas jovens, que atendem o mercado de exportação, as ofertas de compra estão em R$265,00/@, preço bruto e à vista.

SCOT CONSULTORIA

Valorização da tonelada de couro exportada

Até a segunda semana de outubro, foram exportadas diariamente, em média, 1,9 mil de toneladas de couro. A tonelada do produto está custando U$2.181,40, variação positiva de 3,8% frente ao mesmo período de 2019.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar sobe 2% na semana em meio a temor fiscal doméstico

O dólar fechou em alta contra o real nesta sexta-feira, ficando mais perto das máximas da sessão, com as operações domésticas descolando da fraqueza geral da moeda norte-americana no exterior, conforme investidores seguiram ressabiados com incertezas fiscais

O dólar à vista subiu 0,32%, a 5,6416 reais na venda. O real teve o pior desempenho nesta sessão, considerando 33 pares da divisa dos Estados Unidos. Na máxima, alcançou 5,649 reais (+0,45%). Na semana, a moeda subiu 2,08%. Com isso, reverteu a queda no mês e passou a acumular alta de 0,41%. Em 2020, o dólar dispara 40,59%. A máxima do dólar durante a tarde ocorreu em meio a novos rumores do lado fiscal. Um foco do mercado é se o governo pode prorrogar o estado de calamidade pública para o começo de 2021, o que permitiria mais gastos num momento de explosão do déficit primário –fator por trás do desempenho pior dos mercados brasileiros ante seus pares. “Se o governo decretar a prorrogação do estado de calamidade, aí a calamidade aumenta como se não houvesse amanhã”, comentou Sergio Goldenstein, consultor independente e estrategista na Omninvest Independent Insights. Além das dúvidas de ordem fiscal, a sazonalidade tende a prejudicar a taxa de câmbio até o fim do ano, período de tradicional fluxo cambial negativo. “Ao analisar os últimos 15 anos, de meados de outubro a meados de dezembro o dólar norte-americano costuma se fortalecer cerca de 5%”, disse a Mauá Capital em nota, acrescentando que em menos de 10% das ocasiões houve apreciação do real nesse intervalo do ano. No exterior, vários pares do real se valorizavam na sexta-feira, amparados pela notícia de que a farmacêutica norte-americana Pfizer Inc poderia solicitar a autorização nos Estados Unidos para sua vacina contra a Covid-19 já no fim de novembro.

REUTERS 

Ibovespa fecha em queda com bancos e Petrobras

O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, pressionado pelo declínio de ações da Petrobras e de bancos, sem conseguir acompanhar o viés mais positivo em Wall Street, enquanto CSN abriu a temporada de balanços do índice com lucro bilionário

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,75%, a 98.309,12 pontos. No exterior, o noticiário mais positivo sobre vacina contra a Covid-19, com a Pfizer afirmando que pode solicitar aprovação para o uso emergencial de sua vacina em novembro, amparou Wall Street, que ainda reagiu a dados de varejo dos EUA. Para o Gerente da área de pesquisa da Ativa Investimentos, Pedro Serra, o anúncio da Pfizer e dos dados norte-americanos animaram os mercados. As vendas no varejo dos EUA saltaram 1,9% em setembro, após um ganho não revisado de 0,6% em agosto, disse o Departamento de Comércio.  Economistas ouvidos pela Reuters previam aumento de 0,7% nas vendas no varejo em setembro. No Brasil, segundo ele, o desempenho mais fraco do Ibovespa repercutiu temores acerca do quadro fiscal, além das pressões das ações de bancos e da Petrobras.

REUTERS 

País tinha 14 milhões de desempregados na 4ª semana de setembro, diz IBGE

O número de desempregados no país chegou a 14 milhões na quarta semana de setembro, número recorde, mas sem variação estatística relevante sobre a semana anterior, segundo a última pesquisa Pnad Covid semanal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na sexta-feira

Apesar da estabilidade, o instituto disse haver sinais de aumento de pessoas buscando emprego em meio a medidas de flexibilização das restrições ao contato social. A taxa de desocupação ficou em 14,4% na quarta semana, frente a 13,7% no período anterior, quando foram computados 13,3 milhões de desempregados. No início de maio, em meio a medidas mais restritivas para a movimentação de pessoas e o contato pessoal no país por causa da pandemia da Covid-19, a Pnad Covid semanal apontava uma taxa de desocupação de 10,5 % e 9,8 milhões de desempregados. Com a flexibilização da quarentena e retomada parcial das atividades econômicas e produtivas, era esperado que um aumento na procura por trabalho contribuísse para a elevação das taxas de desemprego. “Embora as informações sobre a desocupação tenham ficado estáveis na comparação semanal, elas sugerem que mais pessoas estejam pressionando o mercado em busca de trabalho, em meio à flexibilização das medidas de distanciamento social e à retomada das atividades econômicas”, disse a Coordenadora da pesquisa do IBGE, Maria Lucia Vieira. Na quarta semana de setembro, cerca de 25,6 milhões de pessoas que estavam fora da força de trabalho –sem emprego nem procurando por um– disseram que gostariam de trabalhar. Desse total, cerca de 15,3 milhões de pessoas disseram que não estavam buscando trabalho por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Esses números ficaram estáveis em relação à semana anterior.

REUTERS

Vendas reais no varejo desaceleram queda para 7,9% em setembro, mostra ICVA

As vendas no varejo brasileiro recuaram 7,9% em setembro frente ao mesmo período do ano anterior, descontada a inflação, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que acompanha mensalmente as vendas de 1,5 milhão de varejistas credenciados à empresa de meios de pagamentos

Em termos nominais, que espelham a receita de vendas observadas pelo varejista, a queda foi de 3,5%, conforme os dados divulgados pela Cielo na sexta-feira. Apesar do resultado negativo, uma vez que o setor continua sofrendo com os efeitos da pandemia de Covid-19, o declínio diminuiu pelo quinto mês seguido. Em agosto, a queda nas vendas reais foi de 15,1% e nas vendas nominais foi de 12,6%. Em abril, no pior momento, caíram 36,5% e 35,4%, respectivamente. “Essa recuperação é percebida em todos os setores, apesar de alguns deles, principalmente aqueles relacionados a serviços, ainda estarem em um patamar abaixo de 2019”, afirmou o Superintendente-Executivo de Big Data da Cielo, Gabriel Mariotto. “Se não levássemos em conta os setores de serviços como turismo, alimentação, entre outros o ICVA nominal já estaria acima de zero em setembro”, acrescentou.

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EMPRESAS 

Funcionários da BRF em Chapecó aceitam proposta salarial da empresa

Funcionários de uma fábrica da BRF em Santa Catarina aceitaram uma oferta de aumento salarial de 2,05% feita pela companhia, evitando o risco de uma greve nas instalações de processamento de perus e frangos da empresa em Chapecó, disse um líder sindical à Reuters na sexta-feira

A BRF confirmou a aceitação da oferta após ter sido colocada em votação dos trabalhadores, mas não entrou em detalhes. A BRF e o sindicato estiveram em negociações nos últimos dias, e o fracasso em chegar a um consenso resultou na paralisação parcial da produção da planta em 2 de outubro. Segundo o sindicato, a planta emprega cerca de 5.700 pessoas. “Não há mais greve”, disse à Reuters Jenir de Paula, presidente do sindicato Sitracarnes. No início de outubro, funcionários da BRF suspenderam parcialmente o processamento de perus em protesto contra as negociações salariais prolongadas. Após a ação, cerca de 60 funcionários foram suspensos, segundo o sindicato. De Paula disse que alguns foram autorizados a voltar ao trabalho. A BRF não fez comentários imediatos sobre as suspensões e a retomada do restante dos trabalhadores.

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Brasil está produzindo mais carne usando menos terra, diz presidente da JBS

O Presidente-Executivo global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou na sexta-feira que fornecedores de gado no Brasil estão produzindo mais e usando menos terra, à medida que aumentam as preocupações com o esgotamento dos recursos naturais para produzir alimentos

Em comentários feitos durante um painel de discussão para marcar o Dia Mundial da Alimentação, Tomazoni disse que a produção de carne no Brasil triplicou por hectare entre os anos de 1990 e 2019.

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S&P eleva notas da JBS e Minerva por melhora nos perfis de crédito

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings elevou as notas das empresas brasileiras de carnes JBS e Minerva na semana passada, refletindo melhora na situação de crédito das companhias, e reafirmou a nota da Marfrig

A agência de rating elevou a classificação da JBS para BB+, de BB, com perspectiva estável. “A JBS S.A. continua a se desalavancar, dado que seu forte desempenho está impulsionando o EBITDA e o fluxo de caixa livre, apesar da volatilidade do setor”, disse a S&P em relatório divulgado na quinta-feira (15). A S&P considera que a diversificação de negócios da JBS e operações de grande escala são suficientes para evitar impactos relacionados à desaceleração do setor, caso isto ocorra. “Estimamos margens consolidadas entre 10% e 10,5% ao final de 2020, com recuperação gradual dos volumes de carnes e preços em mercados domésticos, enquanto as exportações beneficiam-se da forte demanda da China como resultado da peste suína africana”, disse a S&P. A agência também elevou a nota de risco da Minerva na escala internacional para BB e na escala nacional para brAAA, com perspectiva estável. Segundo a S&P, a Minerva registrou forte performance no primeiro semestre de 2020, com robustos preços e volumes de exportação que devem elevar seu Ebitda acima das expectativas para 2020. A agência espera que a Minerva utilize fluxos de caixa para pagar dívida, melhorando sua estrutura de capital e reduzindo o impacto dos juros. “Apesar de os pecuaristas no Brasil também terem desfrutado de significativo ganho de margem, com preços de gado mais de 30% acima da média de 2019, os lucros de exportação da Minerva devem continuar compensando o consumo mais fraco do setor de food service e a demanda um pouco mais fraca por carne no Brasil por causa dos constantes ajustes de preço”, disse a S&P em relatório divulgado na quinta-feira (15). Para a Marfrig, a S&P reafirmou a mesma nota concedida anteriormente, de BB- em escala global e brAA+ em escala nacional, elevando a expectativa de estável para positiva. A perspectiva positiva reflete que a empresa tem pelo menos uma em três chances de ter suas notas elevadas nos próximos 12 meses se sustentar geração de fluxo de caixa robusto e usá-lo para reduzir dívida e juros, segundo a S&P. “Uma potencial elevação da Marfrig dependeria de um declínio sustentado na dívida nominal e na carga de juros, o que permitiria à empresa manter indicadores de crédito gerenciáveis em todas as condições do setor”, disse a S&P.

CARNETEC 

MEIO AMBIENTE

Falta de integração de bases de dados desafia fiscalização

Desencontro de informações e descoordenação entre mapas do território facilitam ações criminosas

A falta de integração entre as bases de dados e estatísticas do governo e a inexistência de uma coordenação geral dos mapas do território nacional têm contribuído para fragilizar o monitoramento de políticas públicas nos mais variados setores, e facilitando ações criminosas. O bate-cabeça de informações leva autoridades do alto escalão da República a divergirem de órgãos oficiais e agrava a guerra de narrativas em âmbito internacional, com as queimadas e os desmatamentos na Amazônia no centro do debate. Sem conseguir comprovar a legalidade da maioria e punir as “maçãs podres”, o Brasil continua no alvo de duras críticas internas e no exterior. Cruzamento de bases de dados é intenção antiga, mas patina no governo federal mesmo com os avanços tecnológicos Ex-presidente do IBGE e professor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Roberto Olinto defende a criação de uma autoridade nacional para integrar todas as informações produzidas e colocar em prática o Sistema Nacional de Informações Oficiais (SNIO) – hoje a cargo do IBGE, cuja autonomia é limitada na produção e na disseminação do conteúdo. Em recente evento virtual, Olinto disse, por exemplo, que as notas fiscais eletrônicas são uma “revolução para a produção de estatísticas”, mas que ainda não existe um modelo de acesso devido ao sigilo e à privacidade de alguns dados, assim como não há obrigatoriedade de fornecimento de informações nas infraestruturas nacionais de dados espaciais (INDE) e dados abertos (INDA) pelos agentes estaduais e municipais. A falta de compatibilidade entre os dados gerados por diversos órgãos e a privacidade de algumas informações são desafios que impedem avanços em propostas já implementadas em acordos costurados pelo Ministério Público Federal, como a integração do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e das Guias de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório emitido para o transporte de animais de uma fazenda para outra, identificando quantidade, origem e destino do gado. Além da necessidade de um cruzamento complexo, o modelo expõe dados pessoais e informações comerciais dos pecuaristas, protegidas por lei. A rastreabilidade completa das GTAs faz parte das iniciativas lançadas por frigoríficos para identificar os fornecedores indiretos e garantir, por exemplo, que a venda de bezerros e boi magros para o criador final que engorda e repassa ao abate também é livre de irregularidades. Mas o cruzamento das várias bases de dados é uma intenção antiga e que ainda patina no governo, mesmo com os avanços tecnológicos. Para especialistas, falta vontade política para fazer acontecer.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Consumidores devem esperar novo patamar de preço para carnes com alta do milho

A alta no custo do milho deve resultar em um novo patamar de preços de carnes de frango e suína nos próximos anos, mas a indústria brasileira tende a manter fortes exportações e ver aumento do consumo no Brasil, segundo o Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, na sexta-feira (16)

“O milho já está precificado para o ano que vem e até para 2022 em patamares mais altos… a gente tem que dizer pro consumidor que a comida vai ficar mais cara”, disse Santin durante webinar promovido pela Mercoagro. Santin disse que o setor não tem como manter os preços atuais diante dos aumentos recentes nos custos do milho, insumo usado na nutrição animal. Frigoríficos com menor fôlego financeiro para manter estoques de milho podem ter que reduzir a produção. A ABPA está trabalhando para apoiar projetos que melhorem a disponibilidade de milho para produtores de aves e suínos no Brasil, a maior parte deles localizados no sul do país. “A ABPA acabou de pedir na Camex a isenção de tarifas de importação de milho e soja de (países de) fora do Mercosul pra não faltar milho pra nós”, disse ele. Num cenário pós-pandemia, Santin espera que o consumo global de carnes aumente, com consumidores ainda mais interessados em critérios como sanidade animal, sustentabilidade e origem dos produtos. “As pessoas, durante a pandemia, buscaram marcas, ter mais confiança naquilo que estão comendo e olharam para benefícios para a saúde e nutrição”, disse ele. O bem-estar animal e a sustentabilidade também ganharam maior importância na preferência dos consumidores. Apesar do aumento nos custos de produção de aves e suínos, Santin espera que as carnes de frango e suína continuem obtendo vantagem na preferência dos consumidores diante do maior preço da carne bovina. As exportações brasileiras de carne suína deverão continuar no mesmo patamar previsto para este ano ou até aumentar em 2021, segundo Santin, ainda que a China consiga recuperar parte da produção perdida por causa da peste suína africana. “A China não vai produzir suínos suficiente no ano que vem”, disse Santin. Ele estima que o Brasil exporte cerca de 1 milhão de toneladas de carne suína no ano que vem, próximo do patamar esperado para este ano, num cenário de manutenção de fortes exportações para a China e potencial abertura de novos mercados. No Brasil, a reabertura de restaurantes no pós-pandemia e a retomada do crescimento da economia também deverão resultar em aumento no consumo de carnes, segundo Santin.

CARNETEC 

Produção de carne suína na China sobe 18% no 3º tri, mas oferta segue apertada

A produção de carne suína da China aumentou 18% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para 8,4 milhões de toneladas, de acordo com cálculos da Reuters baseados em dados oficiais, apontando para os primeiros sinais de recuperação no maior produtor mundial da proteína

Foi o primeiro trimestre desde o intervalo julho-setembro de 2018 a mostrar um aumento de produção no comparativo anual, depois que uma epidemia de peste suína africana (PSA) atingiu o plantel de suínos do país, causando uma queda. A doença atingiu as fazendas de suínos da China em agosto de 2018 e reduziu o estoque de criações em cerca de 60% até o final do ano passado. A produção da carne caiu para o menor nível em 16 anos, de 42,6 milhões de toneladas em 2019, e deve contrair mais 20% este ano, segundo o Rabobank. Mas a produção nos primeiros nove meses de 2020 caiu apenas 10,8% em relação ao ano anterior, para 28,38 milhões de toneladas, disse o Escritório Nacional de Estatísticas nesta segunda-feira. “Isso é maior do que o esperado”, disse Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank, referindo-se ao volume produzido. O firme aumento no terceiro trimestre de 2020 foi ajudado por uma base comparativa fraca em 2019, quando a produção havia caído 42% em relação ao ano anterior, para apenas 7 milhões de toneladas, e o pior impacto da peste suína ficou claro. Outros analistas também questionaram os dados que mostram que o número de fêmeas reprodutoras aumentou 28%, para 38,22 milhões de cabeças, próximo aos níveis anteriores à PSA. O número de suínos abatidos caiu 11,7% nos primeiros nove meses, para 361,86 milhões, mostram também os dados. A produção de carne bovina e ovina também recuou nos nove meses, 1,7% e 1,8%, respectivamente, de acordo com os dados oficiais, embora a de aves, substituto mais barato da proteína suína, tenha crescido 6,5% no período.

Reuters 

INTERNACIONAL

“Compras da China podem chegar a 1,2 milhão de toneladas de carne”, diz Lygia Pimentel

Para a diretora da Agrifatto o volume é ousado, mas possível no mercado exportador de 2020

O mercado brasileiro de carne bovina segue em alta este ano e também no próximo, impulsionado pela China. O maior país asiático deve continuar demandando o produto, especialmente do Brasil. Uma das maiores vantagens para os chineses é o dólar valorizado frente ao real. “As compras da China podem chegar a 1,2 milhão de toneladas de carne”, diz Lygia Pimentel, CEO da consultoria Agrifatto, de São Paulo (SP). Se confirmado o dado, o crescimento será de cerca de 300% sobre o volume de carne bovina exportada para a China, em comparação com 2019. Lygia ainda arrisca um palpite de crescimento, mais modesto, em 2021. As vendas poderiam girar entre 3% a 7% o que pode significar mais 1,3 milhão de toneladas de carne no próximo ano. Segundo a consultora de mercado, há fundamentos que dão sustentação às suas projeções, como o processo ainda inicial da recuperação do rebanho de suínos no país – antes da peste suína africana, era a carne mais consumida entre os chineses. Outro ponto a favor da carne brasileira é a própria evolução do poder econômico da classe média chinesa – que pode somar cerca de 350 milhões de pessoas. No caso da atividade do parque industrial brasileiro, a Agrifatto fez uma pesquisa entre os frigoríficos no País e identificou que 74% deles possuem um ou mais mercados para exportação. “O dólar está estimulando a exportação para praticamente todos os mercados”, explica a analista. Se o futuro está demandando mais carne, o produtor tem buscado justamente ofertar. É o que percebe Pimentel ao analisar os números de abate de fêmeas, que estão entre os mais baixos da última década. O porcentual é de 38% de fêmeas contra 62% de machos. Em 2019, o porcentual de abate de fêmeas foi de cerca de 42%. Um indicativo de que os produtores estão mais interessados nas margens da cria por conta da valorização do bezerro, que hoje está em cerca de R$ 2.350 e subindo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), de Piracicaba (SP). “Se hoje a gente sente falta do bezerro, ano que vem, a gente ainda vai sentir falta do boi gordo. Isso já dá uma dica de como vai estar a temperatura do mercado para o ano que vem”, diz. 

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