CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1342 DE 16 DE OUTUBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1342| 16 de outubro de 2020

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: dificuldade de compra e alta nos preços

Segundo levantamento da Scot Consultoria, nas praças paulistas, a referência do boi gordo subiu R$3,00/@ na última quinta-feira (15/10) na comparação feita dia a dia e ficou em R$265,00/@, considerando o preço bruto e a prazo, R$264,50/@, com desconto do Senar e R$261,00/@ com desconto do Senar e Funrural 

No caso dos machos com menos de quatro dentes, as ofertas de compra ficaram em R$265,00/@, preço bruto e à vista. Vale ressaltar que negócios foram fechados com boiada comum nos mesmos patamares do boi China, a depender do volume e padrão do gado. As cotações das fêmeas também subiram. Elevação de 1,2%. A vaca gorda ficou cotada em R$250,00/@s e a novilha gorda em R$256,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA

Pecuaristas retêm fêmeas e rebanho bovino do Brasil cresce pela 1ª vez em 3 anos, diz IBGE

O rebanho de gado do Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo, cresceu pela primeira vez em três anos em 2019, para 214,7 milhões de cabeças, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira 

O resultado representa um aumento de 0,4% em relação a 2018, e foi impulsionado pela retenção de fêmeas para procriação e por um crescimento de 5,1% no tamanho do rebanho no Estado de Mato Grosso, de acordo com o IBGE. Em 2018 e 2017, o rebanho diminuiu. Mato Grosso, onde se concentram as maiores produções de grãos e pecuária no país, respondia por quase 15% do rebanho bovino do Brasil no ano passado. “Em 2019, verificamos uma queda na participação das fêmeas no abate, sugerindo uma transição do ciclo de baixa para o de alta da pecuária, que é quando o produtor passa a reter fêmeas devido aos bons preços de mercado”, disse Mariana Oliveira, a Supervisora da pesquisa do IBGE. Ela ainda observou que 2019 foi marcado por exportações recordes de carne bovina, especialmente para a China. No ano passado, a forte demanda chinesa fez a arroba bovina bater um recorde e superar 250 reais no último trimestre. Em 2020, a demanda externa segue aquecida e as cotações renovaram máximas históricas, mas a alta agora tem sido puxada principalmente pela restrição na oferta de gado terminado –fruto do período em que o rebanho caiu. Na quarta-feira, o indicador do boi gordo Cepea/B3 fechou em 263,35 reais por arroba, alta de 2,6% na variação mensal e um forte avanço de 61% no comparativo anual. A partir de agora, resta saber se as chuvas vão beneficiar as pastagens da região Centro-Oeste, que responde por cerca de 40% da produção pecuária brasileira, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). As chuvas são um fator-chave, já que a maior parte do gado no Brasil é alimentada com pasto. Em 2021, as exportações de carne bovina do Brasil devem atingir um recorde pelo terceiro ano consecutivo, impulsionadas principalmente pela demanda chinesa e pela recuperação da demanda em alguns outros mercados, disse o USDA em 9 de outubro.

REUTERS

Carne bovina: exportações em bom ritmo em outubro

Após as quedas das últimas semanas de setembro, os embarques brasileiros de carne bovina in natura reagiram

A média diária exportada em outubro, até a segunda semana, foi de 8,58 mil toneladas, 10,8% maior que no mesmo período de 2019 (Secex). As exportações aquecidas colaboram com as altas de preços no mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo segue valorizado e arroba sobe para R$ 263 em São Paulo

A incidência de contratos na modalidade à termo e ofertas oriundas de confinamentos próprios contribui para a melhora das escalas de abate

Os preços do boi gordo ficaram estáveis nas principais praças de produção e comercialização do país na quinta-feira, 15. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, houve registro de negócios acima das referências.  “A disputa por animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês segue acirrada, resultando em um ágio de até R$ 8 por arroba em relação ao animal destinado ao mercado doméstico”, diz ele. A incidência de contratos na modalidade à termo e ofertas oriundas de confinamentos próprios contribui para a melhora das escalas de abate entre os frigoríficos de maior porte. Mesmo assim, conforme Iglesias, não há sinais de pressão de baixa nos preços no curto prazo. “Para o último bimestre o movimento de alta tende a ganhar consistência em um ambiente pautado pelo aquecimento da demanda, somado ao quadro de restrição de oferta”, assinala. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 263 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 260 a arroba. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 255 a arroba. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 253 a arroba. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 246 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. De acordo com Iglesias, o movimento de alta é mais moderado, diante de uma reposição mais lenta entre atacado e varejo, algo que já era aguardado para a segunda quinzena do mês. Já as exportações tendem a se acelerar no último bimestre, avaliando a perspectiva de um maior apetite chinês. Com isso, a ponta de agulha passou de R$ 14,25 o quilo para R$ 14,30 por quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,30 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 19,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Brasil amplia o número de adidos agrícolas

O número de adidos agrícolas brasileiros foi ampliado de 25 para 28. Os novos representantes irão desempenhar suas funções em postos estratégicos 

O governo federal ampliou de 25 para 28 o número de adidos agrícolas brasileiros junto às representações diplomáticas no exterior. O Decreto Nº 10.519, com as mudanças, foi publicado no Diário Oficial da União da quinta-feira (15). Atualmente, o Brasil conta com 24 adidos agrícolas ativos lotados em 22 países (Pequim e Bruxelas contam com dois adidos). Uma vaga em Genebra (Suíça) encontra-se em aberto e deverá ser preenchida ainda este ano. Os novos adidos agrícolas irão desempenhar suas funções em novos postos estratégicos, que serão definidos por Portaria Conjunta dos Ministros das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Espera-se que as novas adidâncias iniciem seus trabalhos já no início do próximo ano. O decreto traz outras mudanças, como a exigência de que o adido seja há no mínimo dez anos servidor público federal ocupante de cargo efetivo ou empregado do quadro permanente de empresa pública federal ou de sociedade de economia mista federal. Anteriormente, esse prazo era de quatro anos. A mudança busca adequar os candidatos à senioridade e experiência esperadas do cargo, que teria equivalência ao posto de Conselheiro da carreira diplomática. Outra nova exigência é que o servidor esteja em exercício no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ou em uma de suas entidades vinculadas.

MAPA 

Vendas de carne bovina devem passar de US$ 8 bilhões

Os abalos provocados pela pandemia nos mercados mundiais não atingiram as exportações da carne bovina brasileira. Pelo contrário, a crise atuou como alavanca para os negócios e abriu caminho para novos e futuros compradores. A expectativa é que os desembarques da carne bovina lá fora ultrapassem neste ano o recorde de US$ 8 bilhões

O desempenho previsto para o ano é animador, e deverá bater recorde nos embarques. No ano passado já houve um salto de 15,5% no faturamento ao bater em U$ 7,59 bilhões, com um total exportado de 1,84 milhão de toneladas, aumento de 12,4%. Nos primeiros nove meses as vendas de carne in natura e processada cresceram 19,7% na receita e 11% no volume frente ao mesmo intervalo do ano passado, ou seja, US$ 6,1 bilhões e 1,460 milhão de toneladas, respectivamente. O Brasil está preparado para atender demandas futuras, que virão no pós – pandemia. A Marfrig acredita que o mercado estará cada vez mais ávido pelo produto brasileiro e que os impactos da pandemia foram “positivos para a companhia”. No primeiro semestre a empresa registrou um desempenho histórico, com receita líquida de R$ 32,3 bilhões e lucro líquido de R$ 2,16 bilhões. “Isso representa um aumento de 48% nas vendas e 400% no resultado em relação ao mesmo período de 2019”, explica Alisson Navarro, Diretor de exportações da Marfrig para a América Latina. A explicação para esse salto é compreensível, diz o executivo: quando o covid 19 chegou ao Brasil, o mercado asiático já estava, praticamente, retomando sua normalidade, enquanto o mercado interno brasileiro apresentava crescimento expressivo da doença, com a migração do food service para o varejo. A isso tudo se junta a precificação do dólar a partir do segundo trimestre. “Os impactos da pandemia no setor de produção e exportação de carnes da Marfrig foram positivos, e o terceiro trimestre também teve um desempenho excelente, com demanda ainda maior do mercado internacional, superando a oferta brasileira”, afirma. Os abates, de fato, apresentaram recuo de 8% no segundo trimestre comparado ao mesmo intervalo de 2019, contabilizando 7,301 milhões de cabeças, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De janeiro a março houve ligeiro crescimento, de 0,3%. Foi o pior resultado para um segundo trimestre desde 2011 provocado, em boa parte, pelos efeitos negativos da pandemia sobre o consumo de cortes de maior valor. A exportação, diz Navarro, gira em torno de 70% da receita e a demanda por alimentos segue com forte tendência a aumentar nesse último trimestre, lembrando a conquista dos mercados europeu e tailandês, entre outros. No primeiro semestre, o Brasil recebeu aprovação da Tailândia para exportar carne bovina com osso, dessossada e miúdos. Inicialmente, cinco frigoríficos foram habilitados para os embarques. O momento também é favorável para a exportação de carne bovina da Minerva Foods. Entre abril e junho, a receita bruta nas exportações atingiu R$ 3,3 bilhões, avanço de 16,1% na comparação anual.

Valor Econômico

ECONOMIA

Dólar sobe, mas se afasta de máximas com dados econômicos locais

O dólar fechou em alta ante o real na quinta-feira, em dia de força da moeda norte-americana em todo o mundo, mas aqui a cotação ficou longe das máximas da sessão, na esteira de sinais da atividade econômica

O dólar à vista subiu 0,36%, a 5,6237 reais na venda. O índice do dólar subia 0,4% no fim da tarde, alcançando máximas em quase duas semanas, amparado por renovados temores sobre paralisações em importantes economias por causa da ressurgência de casos de Covid-19, num contexto de dados fracos nos Estados Unidos e de dúvidas sobre aprovação de novo pacote de estímulo pelo Congresso norte-americano. Considerado uma “proxy” de atividade econômica, o IBC-Br teve alta de 1,06% em agosto, abaixo do número de 1,60% esperado em pesquisa da Reuters. Mas a leitura anual, de -3,92%, veio melhor que o prognóstico de alguns analistas, com alguns projetando contração de mais de 4%. Além disso, houve revisões para cima nas leituras mensal (de +2,15% para +3,71%) e anual (de -4,89% para -4,30%) de julho. Para analistas do Bank of America, os números, somados a indicadores recentemente divulgados, reforçam a perspectiva de recuperação. O crescimento da economia é visto como chave para o real recuperar terreno perdido, uma vez que tornaria o Brasil mais atrativo para o investimento estrangeiro, ampliando a oferta de dólares e, por tabela, exercendo pressão de baixa sobre a moeda. Uma economia mais vibrante também limitaria qualquer espaço para novo afrouxamento monetário, o que barraria nova piora relativa do real em termos de retornos oferecidos, quando comparado a seus pares.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com exterior

O Ibovespa fechou em leve queda na quinta-feira, com a alta das ações da JBS e das siderúrgicas CSN e Usiminas ajudando a atenuar o viés negativo do exterior, em meio a receios sobre a recuperação econômica 

Referência do mercado acionário brasileiro, o índice teve variação negativa de 0,28%, a 99.054,06 pontos. O volume financeiro da sessão somou 23,6 bilhões de reais. Wall Street também se afastou das mínimas da sessão, com o S&P 500 fechando em baixa de 0,15%. Um aumento não esperado nos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos reforçou preocupações sobre a retomada daquela economia, em um contexto de menor esperança de estímulos fiscais no curto prazo. O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que está disposto a aumentar o pacote de ajuda para chegar a um acordo com democratas, mas a ideia foi rejeitada pelo seu colega republicano, o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell. Além do quadro incerto sobre novos estímulos nos EUA, o analista de renda variável da Clear Corretora Rafael Ribeiro também destacou as restrições impostas por governos europeus para conter o avanço de casos de coronavírus. Segundo ele, esse componente de risco estava fora do radar do mercado “e sem dúvida gera incertezas pois pode travar a recuperação econômica recém iniciada”. No Brasil, o IBC-Br mostrou crescimento leve da atividade econômica em agosto pelo quarto mês seguido na comparação mensal, mas desacelerou em relação a julho e ficou aquém das expectativas. Profissionais da área de renda variável também citaram como fator para a melhora da bolsa declarações do Ministro da Economia de que, eventualmente, pode desistir da ideia de criar um novo imposto com base digital. À CNN Brasil, Paulo Guedes ainda frisou que a proposta de reforma tributária do governo, que já teve a primeira parte enviada ao Congresso, não contempla aumento de imposto.

REUTERS

Atividade econômica do Brasil desacelera em agosto, com alta de 1,06%, diz BC

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve alta de 1,06% em agosto na comparação com o mês anterior, de acordo com dado dessazonalizado divulgado pela autarquia na quinta-feira

Foi a quarta alta consecutiva do IBC-Br na comparação mensal, mas o dado veio abaixo do esperado por analistas, que apostavam aumento de 1,60%, segundo pesquisa da Reuters. Sobre agosto de 2019, o IBC-Br apresentou contração de 3,92% e, em 12 meses, acumulou recuo de 3,09%. Dados setoriais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já haviam apontado a continuidade do processo de recuperação em agosto, em meio à flexibilização das medidas de restrição ao contato social impostas pela pandemia de Covid-19. A produção industrial registrou aumento de 3,2% no mês sobre julho, em linha com expectativas, mas ainda ficou 2,6% abaixo do nível de fevereiro. Já as vendas no varejo restrito avançaram 3,4% na mesma comparação, que tem ajuste sazonal, e atingiram o maior volume da série histórica do IBGE. O volume de serviços, setor mais diretamente afetado pelos bloqueios à movimentação, cresceu 2,9% no mês na comparação mensal, desempenho recorde para agosto e acima do esperado, mas ainda ficou 9,8% abaixo do nível de fevereiro. Em julho, a atividade teve alta de 3,71% sobre o mês anterior, segundo dado revisado pelo BC, que inicialmente havia reportado crescimento de 2,15% para o mês. O governo estima que o PIB contraia 4,7% neste ano, no que seria o pior resultado da série histórica. Já o mercado prevê recuo de 5,03% em 2020 e avanço de 3,50% em 2021, segundo a mais recente pesquisa semanal Focus do BC.

REUTERS 

Vendas de supermercados no Brasil crescem 4,4% em agosto, diz Abras

As vendas de supermercados brasileiros cresceram 4,44% em agosto ante o mesmo período de 2019, em valores reais, deflacionados pelo IPCA, de acordo com dados da associação que representa o setor, Abras, divulgados na quinta-feira

Em relação a julho, houve alta de 2,56%. No acumulado do ano até agosto, o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados mostrou uma elevação de 3,94% frente aos mesmos meses do ano passado. “Nossos resultados têm se mantido próximos da projeção da Abras divulgada no início do ano, de 3,9% de crescimento para 2020”, afirmou o Presidente João Sanzovo Neto, em nota. As restrições mais brandas em muitas localidades do Brasil, devido ao controle da disseminação da covid-19, queda no número de casos da doença e de mortes, tem impulsionado a volta gradual do consumo e a melhora em diversas atividades econômicas”.

REUTERS 

Produção agroindustrial avançou pouco novamente em agosto

Nos oito primeiros meses do ano, indicador do FGV Agro ainda registrou queda acumulada 3,9%

Depois de subir em julho após registrar variações interanuais negativas desde março, sob os reflexos negativos da pandemia do novo coronavírus, o Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) se manteve em terreno positivo em agosto, mas o resultado foi tímido. O indicador subiu 0,3% ante o mesmo mês de 2019, ainda sustentado pelo setor de alimentos e bebidas, que cresceu 6,7%. Mas a alta foi contida pela área de produtos não alimentícios, onde houve recuo de 6,5%. Em relação a julho deste ano, o avanço do PIMAgro foi de 0,7%. O índice é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. O FGV Agro destaca que, mesmos com os avanços de julho e agosto, nos oito primeiros meses do ano a queda acumulada ante o mesmo período do ano passado foi de 3,9%. Mas que, se não fosse o fraco desempenho do segmento de produtos não alimentícios (que registrou queda de 11,3%), o setor agroindustrial “estaria operando em campo positivo” também nesta comparação, já na área de produtos alimentícios e bebidas houve crescimento de 2,9%. No segmento de produtos não-alimentícios os principais problemas continuaram a ser observados nos ramos de produtos têxteis (queda de 17,3% em agosto ante o mesmo mês de 2019), biocombustíveis (-13,6%) e borracha (-5%).

VALOR ECONÔMICO

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