
Ano 6 | nº 1341| 15 de outubro de 2020
NOTÍCIAS
Alta nas cotações da arroba da vaca e novilha para abate
Em São Paulo, a cotação da arroba do boi gordo ficou estável na última quarta-feira (14/10) na comparação diária
Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo ficou cotado em R$262,00/@, considerando o preço bruto e a prazo, R$261,50/@, com desconto do Senar e R$258,00/@ com desconto do Senar e Funrural. Apesar da estabilidade para os machos, a cotação da vaca gorda subiu R$3,00/@, frente ao dia anterior (13/10) e ficou em R$247,00/@, preço bruto e a prazo. As cotações das novilhas também subiram, porém mais modestamente. A referência ficou em R$253,00/@, alta de 0,4%, na comparação diária.
SCOT CONSULTORIA
Arroba do boi segue em alta e preços não devem ceder em outubro, diz Safras
Mesmo com a incidência de contratos à termo e um maior volume de confinados, o mercado tem dificuldades na aquisição de certos tipos de boiada
O mercado físico do boi gordo registrou altas pontuais nos preços na quarta-feira, 14. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere para a continuidade do movimento de alta ao longo de outubro, mesmo que isso ocorra de maneira moderada, avaliando que mesmo com a incidência de contratos à termo e um maior volume de confinados, são evidenciadas algumas dificuldades na aquisição de certos tipos de boiada, principalmente para os animais que cumprem os requisitos de exportação destinada ao mercado chinês. No decorrer do mês, cresce a possibilidade de férias coletivas em frigoríficos de determinadas regiões do país”, diz o analista. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 263 a arroba, ante R$ 262 na terça-feira, 13. Em Uberaba, Minas Gerais, o valor foi de R$ 260 a arroba, estável. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 255 a arroba, inalterados. Em Goiânia, Goiás, a cotação estabilizou: R$ 253, a arroba. O mesmo aconteceu em Cuiabá, no Mato Grosso, com a R$ 246,00 a arroba, também inalterado. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem estáveis. De acordo com o analista de Safras, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes, em linha com uma reposição menos fluída ao longo da segunda quinzena do mês. Enquanto isso, o resultado das exportações segue positivo, com expectativa de movimentação mais agressiva por parte da China, que inicia o planejamento de compras para o Ano Novo Lunar. Com isso, a ponta de agulha seguiu em R$ 14,25 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,30 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 19,30 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
MT: preço do boi gordo e da vaca continua subindo
A arroba do boi gordo apresentou variação de 1,14%
A arroba do boi gordo apresentou variação de 1,14%, semana passada, e ficou na média de R$ 238,30/@ no Estado, em relação à semana anterior, quando estava em R$ 235,62. A da vaca gorda também teve alta de 1,56%, e encerrou na média de R$ 227,86/@, informou ontem o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, no boletim da pecuária. “No mercado futuro, os contratos correntes e maio do ano que vem apresentaram variações positivas na última semana. O primeiro fechou na média de R$ 260,76/@ e o segundo, a R$ 253,22/@”. “Com a valorização mais intensa do bezerro de ano do que da arroba do boi gordo, a relação de troca boi/bezerro decresceu 2,94% ante a semana passada. Assim, o indicador fechou na média de 1,92 cabeça/cabeça, acrescenta o IMEA. Com a pouca oferta de animais para abate em Mato Grosso, a média da escala ficou em 5,70 dias, recuo semanal de 0,29 dia e 1,03 dia a menos que o mesmo período de 2019.
AGROLINK
Arroba do boi se aproxima dos R$ 280 para contratos de novembro
Oferta e forte demanda externa explicam preços recordes do boi, afirma analista de mercado
Os contratos futuros do boi gordo na B3 renovaram recorde histórico e já se aproximam de R$ 280 a arroba para novembro. Desde o final de junho, as negociações acumulam alta superior a 26%. O analista de mercado do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Thiago Bernardino afirma que a oferta restrita e demanda intensa, principalmente por parte da China, explicam alta nos preços. “Estamos passando por esse momento de transição da cadeia pecuária de corte com uma oferta restrita e uma demanda muito intensa da China, que vem possibilitando a valorização dos preços. O teto, tudo isso, depende de como o mercado vai se comportar de outubro a dezembro”, disse. Em relação aos próximos anos, Bernardino garante que haverá uma recomposição do rebanho, mas cenário será diferente. “Haverá uma recomposição do rebanho, o que depende da parte climática, dinâmica de exportação e do mercado interno, mas nos próximos anos vamos ter uma recomposição”, completa.
CANAL RURAL
Rio de Janeiro: demanda por bezerros está aquecida
No estado, a demanda está aquecida para todas as categorias de bovinos para reposição, em especial pelos animais mais jovens
Tomando o início do ano como referência, o bezerro de ano anelorado (7,5@) estava cotado em R$1.550,00 e, atualmente, é negociado por R$2.620,00, alta de 69,0%. Já o bezerro desmama anelorado (6@) apresentou alta de 61,5% no mesmo período e, atualmente, está cotado em R$2.100,00. No mesmo intervalo, a arroba do boi gordo subiu 37,0% no estado, resultando em queda de 14,7% no poder de compra do recriador/invernista, considerando a média de todas as categorias pesquisadas pela Scot Consultoria. No curto prazo, a expectativa é de que a demanda por bezerros continue firme e os preços deverão seguir sustentados pela oferta limitada.
SCOT CONSULTORIA
Imea: oferta restrita de gado terminado em MT faz arroba subir 39%
A oferta restrita de bois gordos para abate em Mato Grosso este ano fez com que a arroba tivesse expressivo aumento no Estado, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em boletim divulgado ontem
“Este cenário, somado às exportações em níveis mais elevados, está fazendo com que os preços da arroba permaneçam na tendência altista”, complementou. Segundo o instituto, desde maio de 2020 – quando as cotações começaram a se recuperar da queda abrupta dos meses mais críticos da pandemia – até a primeira semana de outubro, a arroba do boi gordo a prazo já acumulou alta de 38,78%. Nesta terça-feira, encerrou o dia a R$ 245,77, alta de 0,58%, segundo o indicador do boi gordo para Mato Grosso do Imea. Igualmente, a arroba da vaca gorda a prazo teve forte valorização no período, de 42,02% – hoje, encerrou a R$ 236,03 (+0,95%). “Mais recentemente, no comparativo entre a primeira semana de setembro com a primeira de outubro, verifica-se que as arrobas mais uma vez subiram, desta vez 10,15% para a do boi e 10,68% para a da vaca, com preços médios de R$ 242,67 e R$ 232,07, respectivamente”, diz o instituto, acrescentando que a valorização continuou pautada na “alta procura por animais para abate”. Em razão da escassez de animais terminados, as escalas de abate também ficaram mais curtas em Mato Grosso, com 5,7 dias, recuo semanal de 0,29 dia e 1,03 dia a menos que em igual período de 2019.
Estadão
Falta de gado para abate e aumento das exportações deixam carne bovina mais cara
Nem mesmo a atual recessão econômica, a queda do emprego e a redução do auxílio governamental têm limitado aumento do preço, aponta Cepea
O preço da carne bovina negociada no mercado atacadista em São Paulo continua subindo, apontou estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os principais motivos são as seguidas altas da arroba do boi gordo – por causa da oferta restrita de animais para abate – e o crescimento das exportações. No dia 9 de outubro, a carne bovina atingiu o maior patamar nominal da série histórica medida pelo centro de estudos, negociada a R$ 17,16 o quilo. O Cepea observa que nem mesmo a atual recessão econômica, a queda do emprego e a redução do auxílio governamental têm limitado o movimento de alta nos valores da carne. “É preciso ressaltar que, em outubro, parte do varejo nacional também começa a formar estoques para a demanda de fim de ano, contexto que reforça a tendência de alta nos valores da carne”, observa o Cepea. Outros fatores que influenciam a valorização da carne bovina são os preços altos das principais carnes substitutas, a suína e a de frango. Segundo a equipe de suínos do Cepea, a oferta ainda restrita de animais em peso ideal para abate e o incremento na demanda por parte de frigoríficos seguem valorizando a carne suína e a de frango nas primeiras semanas de outubro.
ESTADÃO CONTEÚDO
O tombo forte do confinamento
Equivalente a cerca de um sexto da oferta nacional de gado, o confinamento de bovinos no Brasil ficou entre 17% e 30% menor, a depender dos custos de produção em cada região, segundo estimativa do Presidente da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), Maurício Velloso
“Se tem uma coisa acontecendo de muito significativa na pecuária moderna hoje é que o pecuarista passou a fazer conta. Por isso houve tanta resistência de ingresso no confinamento”, aponta Velloso. Ele lembra que, no primeiro giro de confinamento, ainda em março, o preço futuro da arroba bovina com entrega para outubro chegou a atingir R$ 176 na B3 no início da pandemia, queda de mais de 16% em 30 dias e abaixo do valor pago pelos animais naquele mês, cotado a R$ 186 a arroba na própria B3. “Naquela época, o grão já não estava barato e o pecuarista ficou sem nenhuma condição de travar seus custos ou a venda dos animais”, observa o Presidente da Assocon. No segundo giro, em julho e agosto, embora o valor da arroba já tivesse reagido, a alta dos grãos foi o novo fato desanimador para o confinamento. Em plena colheita da safrinha, as cotações do grão alcançaram o seu recorde histórico, ultrapassando a marca dos R$ 60 a saca de 60 quilos. “O pecuarista ficou apavorado, porque o bezerro, o boi magro, todos os insumos que ele iria usar certo que ficariam mais baratos, subiram muito”, lembra Velloso, ao classificar o segundo giro como “diminuto”. Mesmo assim, as expectativas são de que, com a valorização dos animais, o segundo giro de confinamento tenha sido melhor que o primeiro – embora ainda abaixo do observado no ano passado. “Os custos continuaram subindo, mas o boi subiu mais. Ficou bonita a conta de novo”, explica Cesar de Castro Alves, consultor de agronegócio do Itaú BBA. Segundo ele, a alta da arroba neste segundo semestre deve trazer resultados “excepcionais” a quem realizou o confinamento.
Globo Rural
ECONOMIA
Dólar fecha perto da máxima do dia com incertezas
O dólar fechou em alta ante o real na quarta-feira, ganhando força na parte da tarde depois de cair durante a manhã, conforme o mercado buscou a segurança da divisa dos Estados Unidos num pregão em que predominou cautela sobre os rumos da pandemia global de coronavírus
O dólar à vista subiu 0,40%, a 5,6033 reais na venda, perto da máxima do dia, de 5,6059 reais (+0,44%). O real descolou de boa parte de seus pares emergentes, mas mesmo assim foi acompanhado na baixa pelo rublo russo e pelo zloty polonês, além de outras moedas europeias e do rand sul-africano, no dia em que países europeus tocaram o sino de alerta sobre uma ressurgência de casos de Covid-19. A menor expectativa de outro pacote fiscal nos Estados Unidos também afetou o sentimento dos agentes financeiros. O Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que um acordo em torno de um estímulo fiscal provavelmente não seria alcançado antes das eleições de 3 de novembro. De acordo com o Bank of America, é provável uma “segunda rodada” de força global do dólar nas próximas semanas, com base em um padrão observado por analistas do banco, que inclui, por exemplo, expectativas em torno da política monetária dos Estados Unidos, perspectivas de inflação, sazonalidade e venda excessiva da moeda nos últimos meses.
REUTERS
Ibovespa recupera os 99 mil pontos
A JBS ON valorizou-se 9,2%, após acordo da J&F com o Departamento de Justiça dos EUA, declarando-se culpada de violar legislação norte-americana contra corrupção e pagará multa de cerca de 128 milhões de dólares
O acordo, anunciado junto com outros envolvendo unidades do grupo, retira parte de incertezas que pairavam sobre os planos da JBS em abrir capital de suas operações internacionais nos EUA. A bolsa paulista manteve o viés positivo na quarta-feira, em sessão marcada pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e de índice futuro, com JBS disparando após sua holding controladora, a J&F, acertar acordo com o Departamento de Justiça dos EUA. Índice de referência no mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,84%, a 99.334,43 pontos. O volume financeiro da sessão somou 45,7 bilhões de reais. As questões ficais ainda estão no radar, aguardando mais detalhes dos programas sociais e as reformas administrativa e tributária. A trajetória de alta foi amortecida pela influência negativa de Wall Street, com o S&P 500 fechando em baixa de 0,66%, com investidores perdendo as esperanças de que um estímulo fiscal nos EUA será aprovado antes das eleições em novembro.
REUTERS
Dívida do país deve ser a 2ª maior dos emergentes em 2020
Endividamento bruto brasileiro fechará o ano em 101,4% do PIB neste ano, segundo estimativa do FMI
O Brasil deverá atingir em 2020 o segundo maior nível de dívida pública de um grupo de 40 países emergentes e de renda média, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Nas projeções do FMI, o endividamento bruto brasileiro alcançará a marca de 101,4% do PIB, atrás apenas dos 120,3% do PIB previstos para Angola, e muito acima dos 62,2% do PIB esperados para a média desse grupo de economias. O número deve ficar em 61,7% do PIB na China, em 89,3% do PIB na Índia e em 65,5% do PIB no México. Nas projeções do Fundo, o Brasil terá déficits primários até 2025. Pelas estimativas do Fundo, o Brasil terá a maior dívida bruta das economias emergentes e de renda média em 2022, quando o indicador deverá ficar em 103,5% do PIB, ao passo que a de Angola recuará para 93,8% do PIB. Os números fazem parte do Monitor Fiscal, divulgado ontem na íntegra. O documento indica que o endividamento bruto brasileiro crescerá até 2025 (data da última projeção que consta do texto), quando deverá bater em 104,4% do PIB. A dívida bruta é um dos principais indicadores de solvência fiscal acompanhado pelos analistas. Em 2019, o endividamento bruto do Brasil ficou em 89,5% do PIB, de acordo com os números do Fundo, que adota uma metodologia diferente da usada pelas autoridades brasileiras para o cálculo do indicador. O FMI inclui na conta os títulos do Tesouro na carteira do Banco Central (BC), ao passo que, pelo critério brasileiro, esses papéis não são considerados. Em 2019, a dívida bruta do país ficou em 75,8% do PIB pela metodologia usada pelo BC. O FMI espera que, pelo critério brasileiro, o endividamento bruto fique em 99% do PIB neste ano. Nos países avançados, o endividamento bruto vai subir de 105,3% do PIB em 2019 para 125,5% do PIB em 2020, enquanto o dos emergentes deve crescer de 52,6% do PIB para 62,2% do PIB, estima o FMI. O Monitor Fiscal também mostra uma forte piora do déficit público brasileiro neste ano. O rombo primário (que exclui gastos com juros) deve subir de 1% do PIB em 2019 para 12% do PIB em 2020, enquanto o da média dos emergentes ficará em 8,8% do PIB, prevê o Fundo. Para o ano que vem, o FMI espera um déficit primário de 3,1% do PIB. Nas contas do Fundo, o Brasil deve apresentar resultados primários no vermelho até 2025 – o limite do horizonte das projeções -, quando o buraco deverá ser de 0,1% do PIB. A expectativa é de deterioração expressiva também do déficit nominal, que considera despesas com juros. Nesse caso, o rombo deve pular de 6% do PIB em 2019 para 16,8% do PIB em 2020, bem acima da média dos emergentes, de 10,7% do PIB. Em entrevista para comentar o Monitor Fiscal, o diretor do departamento de Assuntos Fiscais do Fundo, Vitor Gaspar, disse que o teto de gastos tem um papel importante a desempenhar para que o Brasil mantenha a sustentabilidade da dívida pública no longo prazo.
VALOR ECONÔMICO
Serviços cresce em agosto sobre julho, mas não recupera perdas com pandemia
O volume do setor de serviços do Brasil cresceu 2,9% em agosto sobre o mês anterior, na terceira alta mensal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira, mas ainda insuficiente para recuperar as perdas acumuladas de fevereiro a maio por causa da pandemia.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o indicador sofreu a sexta queda consecutiva, de 10%. O desempenho do setor responde por cerca de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Em 12 meses o setor de serviços acumulou queda de 5,3%, a mais forte da série, que teve início em dezembro de 2012. A alta acumulada desde junho, de 11,2%, foi inferior às perdas de 19,8% registradas de fevereiro a maio. “Ainda não devemos ver em 2020 uma recuperação das perdas provocadas pela pandemia”, afirmou a jornalistas o Gerente da Pesquisa do IBGE, Rodrigo Lobo, acrescentando que o setor ainda está 9,8% abaixo do nível de fevereiro. Lobo ressaltou que, mesmo com medidas de flexibilização das restrições à movimentação, o deslocamento ainda não voltou aos níveis normais, limitando a recuperação de um setor que, ainda mais do que comércio e indústria, depende em grande medida do contato presencial. O crescimento dos serviços em agosto sobre julho foi o maior para o mês da série e teve impulso de aumento recorde de 33,3% nos serviços prestados às famílias. Esse segmento, que inclui serviços como alojamento, alimentação, recreação e atividades culturais, foi fortemente baqueado pelas medidas de contenção da disseminação do vírus da Covid-19 e neste mês teve seu desempenho puxado por restaurantes e hotéis, segundo o IBGE. Das cinco atividades investigadas pelo IBGE, outras três tiveram altas sobre julho: transportes e correios (+3,9%) serviços profissionais, administrativos e complementares (+1,0%) e outros serviços (0,8%). Serviços de informação e comunicação recuaram 1,6%. Na comparação com agosto de 2019, serviços prestados às famílias (-43,8%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-14,0%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-8,5%) foram as principais influências negativas. No acumulado do ano, o setor de serviços teve queda de 9% até agosto sobre o mesmo período de 2019. “A intensificação da queda deste setor (serviços prestados às famílias), passando de -38,2% no acumulado até julho para -38,9% no acumulado até agosto, ainda é reflexo do lento ritmo de retomada da prestação de serviços, devido à pandemia”, disse o IBGE em nota.
REUTERS
CNA prevê alta de 15,3% no VBP agropecuário em 2020 com a alta do dólar
Entidade estima que o montante alcançará o recorde de R$ 855 bilhões
Com safra recorde e exportações em alta com a elevação do dólar, o Valor Bruto da Produção (VBP) do setor agropecuário deve atingir R$ 855 bilhões em 2020, alta de 15,3% em relação a 2019, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As projeções levam em conta dados de produção e preço analisados até setembro de 2020 e medem a receita da atividade primária dentro da porteira. A alta do VBP agrícola deve ser de quase 20%, para R$ 549,8 bilhões. O resultado será puxado principalmente pela soja, cuja expansão está calculada em 27,4% em relação ao ano passado, para R$ 232,2 bilhões. A alta de mais de 22% nos preços e o apetite chinês pelo grão justificam os números. Já a receita da pecuária deve crescer 8,1%, com R$ 305,7 bilhões, impulsionada pelos preços da carne bovina. Os setores de suínos e ovos também devem ter incremento expressivo de faturamento, de 17,7% e 16,2%. Frango e leite, por outro lado, devem ter baixas no VBP. Apesar dos destaques para soja e carne bovina, carros-chefes do setor, outras culturas ajudam a sustentar a alta no VBP. O milho é uma delas. A receita do cereal deve crescer 28,3% em 2020. Arroz, com 42,9%, café arábica, com 50,8%, trigo, com 58,3% e feijão, com 19,1%, completam a lista da CNA.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
J&F faz acordo nos EUA e pagará US$128 mi de multa em caso derivado da Lava Jato
A holding controladora da JBS, J&F, acertou acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos em que se declarou culpada de violar legislação norte-americana contra corrupção e pagará cerca de 128 milhões de dólares às autoridades do país.
O acordo, anunciado junto com outros envolvendo unidades do grupo, retira parte de incertezas que pairavam sobre os planos da JBS em abrir capital de suas operações internacionais nos Estados Unidos. As ações da JBS passaram a subir com mais força nesta quarta-feira após a divulgação do acordo e da própria JBS e da controlada norte-americana Pilgrim’s Pride terem anunciado acordos semelhantes para resolverem investigações sobre violação de leis dos Estados Unidos. A JBS explicou que o valor da multa acordado pela J&F é de cerca de 256,5 milhões de dólares, mas 50% desse valor já foi pago a autoridades brasileiras e foi abatido do total a ser pago nos EUA. Procurada, a J&F afirmou que não comenta o assunto. Segundo promotores dos EUA, o montante de propinas pagas por executivos da J&F para autoridades governamentais de alto escalão superou os 150 milhões de dólares. Os promotores afirmaram ainda que a empresa teve um lucro de 178 milhões com o pagamento dos subornos. O acerto da holding com o Departamento de Justiça dos EUA é um desdobramento do acordo de leniência acertado pela companhia com o Ministério Público Federal no Brasil e dos acordos de colaboração premiada assinados pelos executivos Wesley e Joesley Batista com a Procuradoria-Geral da República, desencadeados pela operação Lava Jato, afirmou a JBS em fato relevante ao mercado. Por sua vez, a JBS, maior processadora de carne do mundo, afirmou que assinou acordo com a autoridade fiscalizadora do mercado de capitais norte-americano, SEC, que prevê pagamento de multa de cerca de 27 milhões de dólares. Este acordo com a SEC é relacionado a falhas da controlada Pilgrim’s Pride no registro de suas informações contábeis, afirmou a JBS. A Pilgrim’s Pride já havia informado mais cedo que aceitou pagar multa de 110,5 milhões de dólares por ter criado restrições à competição que afetou três contratos de venda de produtos de frango de corte a um cliente nos EUA. A JBS acrescentou que como parte do acordo com a SEC, deverá por três anos prestar esclarecimentos sobre “a efetividade das políticas anticorrupção, procedimentos, práticas, controles internos e manutenção de registros e processos de reportes financeiros da JBS” e de quaisquer empresas que estejam sob controle do grupo. Segundo a JBS, o acordo com a SEC encerra qualquer outra pendência legal da companhia e suas afiliadas relacionadas à contabilidade da Pilgrim’s.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Suinocultura vê custos de produção com alimentação aumentar novamente em setembro
Conforme levantamento da Embrapa Suínos e Aves, nutrição animal começou a pesar mais no bolso do suinocultor a partir do mês de agosto
A Embrapa Suínos e Aves divulgou o Índice de Custos de Produção de Suínos (ICPSuíno) na quarta-feira (14), e os dados trazem mais um mês de alta para os inventimentos na atividade, principalmente com a nutrição dos animais. Em setembro, o índice ficou em 306,95 pontos, aumento de 6,43% em relação a agosto, alta de 25,70% desde janeiro e de 33,21% nos últimos 12 meses. Se em junho, no comparativo com maio, o custo com nutrição havia diminuído 0,53%, a partir de julho o custo com a alimentação das aves começou a subir (2,11%). Em agosto, em relação a julho, este setor teve salto para 5,93%, e em setembro, aumentou mais 4,01%. Desta forma, em setembro, a alimentação passou a representar 78,76% do investimento na suinocultura com esta alta de 4,01%. Desde janeiro, o avanço foi de 21,64%, e em 12 meses, a alta é de 28,77%. Segundo Losivanio de Lorenzi, Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), a realidade nas granjas foi “assustadora”, e reflete os números destacados pela Embrapa. “O milho chegou a R$ 74,00 a saca de 60kg, e a tonelada do farelo de soja a R$ 2.500,00, e há uma incerteza muito grande de quanto teremos de volume desses insumos disponíveis daqui para frente. Uma hora, os a alta dos preços do suíno vai parar, mas a dos custos de produção, será que vai?”, disse. Houve aumento também no custo de capital, que são atualmente 4,19% do que é gasto na atividade. Em setembro, este item subiu 1,42%; desde janeiro aumentou 1,61%, e nos últimos 12 meses, 1,45%. Em Santa Catarina, principal Estado produtor de suínos, no comparativo com agosto, o custo de produção na suinocultura aumentou 6,54%, chegando a R$ 5,37/kg do animal. No caso da alimentação dos suínos no Estado, o avanço em setembro foi de 5,22% em relação ao mês anterior, atingindo R$ 4,23/kg.
AGROLINK
Custos de produção de frango de corte sobem em setembro, puxado pela alimentação
Após ter havido queda na nutrição animal em junho, a partir de julho es fatia do investimento na avicultura começou a subir, e em agosto e setembro saltaram mais de 5%
A Embrapa Suínos e Aves divulgou o Índice de Custos de Produção de Frango (ICPFrango) na quarta-feira (14), e os dados trazem mais um mês de alta para os investimentos na atividade, principalmente com a nutrição dos animais. Em setembro, o índice ficou em 301,91 pontos, aumento de 6,88% em relação a agosto, alta de 27,44% desde janeiro e de 31,29% nos últimos 12 meses. De acordo com o Presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, há produtores e empresas que estão em dificuldades por causa dos custos de produção elevados, trabalhando no vermelho. “Estamos no limite”, disse. Se em junho, no comparativo com maio, o custo com nutrição havia diminuído 0,30%, a partir de julho o custo com a alimentação das aves começou a subir (0,87%). Em agosto, em relação a julho, este setor teve avanço de 5,18%, e em setembro, saltou mais 5,47%. Desta forma, em setembro, a alimentação passou a representar 72,55% do investimento na avicultura com esta alta de 5,47%. Desde janeiro, o avanço foi de 23,32%, e em 12 meses, a alta é de 26,90%. “Não tem outra alternativa a não ser buscar uma adequação da produção à demanda no mercado interno, e ao mesmo tempo dar ênfase aos nossos pleitos ao Governo Federal no sentido de flexibilizar a importação de soja e milho para a composição da ração das aves”, afirmou. Houve aumento também no custo com os pintinhos de um dia, que são 14,21% do que é gasto na atividade. Em setembro, este item subiu 0,98%; desde janeiro aumentou 3,44%, e nos últimos 12 meses, 3,41%. No Paraná, principal Estado produtor de frangos de corte, no comparativo com agosto, o custo de produção na avicultura aumentou 6,84%, chegando a R$ 3,90/kg de ave. No caso da alimentação das aves no Estado, o avanço em setembro foi de 7,60% em relação ao mês anterior, atingindo R$ 2,83/kg.
Embrapa Suínos e Aves
INTERNACIONAL
Reino Unido tende a manter lista da UE para plantas habilitadas após Brexit
O Reino Unido tende a manter a lista de plantas de carnes já habilitadas a exportar para a União Europeia (UE) após a saída definitiva do bloco, a partir de janeiro de 2021, segundo representantes da associação britânica de comércio de carnes em webinar promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na quinta-feira (14)
“O Reino Unido está buscando copiar e colar a lista de estabelecimentos aprovados pela UE”, disse a CEO da International Meat Trade Association (IMTA), Katie Doherty. O Reino Unido mantém negociações com a UE para definir acordos comerciais após o período de transição da saída do país do bloco. Representantes do setor de carnes e o governo brasileiro também estão buscando negociar com o Reino Unido para garantir acordos que mantenham o comércio com o país no novo cenário. Ainda há incertezas quanto ao impacto dos acordos a serem fechados entre o bloco europeu e o Reino Unido nas negociações no comércio entre os britânicos e países fora da UE. Katie Doherty disse que não está claro se o Reino Unido irá, por exemplo, seguir a UE em decisões relacionadas à suspensão de plantas habilitadas a exportar carnes para o bloco ou se estabelecerá critérios próprios. O Brasil exportou 251,6 mil toneladas de carne de frango para os países da UE em 2019, dos quais 75,3 mil seguiram para o Reino Unido, segundo informações da ABPA. A carne suína brasileira não é autorizada a entrar no bloco. Katie disse que ainda não há definição sobre se o Reino Unido autorizará a importação de carne suína brasileira após a saída definitiva da UE. O Presidente da ABPA, Ricardo Santin, disse que a associação está trabalhando para fechar acordos de comércio com o Reino Unido.
CARNETEC
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3088 8124
https://www.facebook.com/abrafrigo/

