
Ano 6 | nº 1306| 24 de agosto de 2020
NOTÍCIAS
Boi gordo: diferença de preço entre SP e Centro-Oeste diminui, diz Safras
De acordo com a consultoria, o custo elevado para confinar exige a manutenção das cotações em patamar alto, para não desestimular pecuaristas
Os preços do boi gordo continuaram firmes na sexta-feira, 21, nas principais praças de produção e comercialização do Brasil. “A restrição de oferta ficou mais uma vez evidente na região Centro-Oeste, o que tem reduzido o diferencial na base de preços na comparação com o estado de São Paulo”, diz o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Conforme o analista, o elevado custo para confinar exige a manutenção dos preços do boi gordo em patamar alto. “Uma eventual alteração da curva de preços poderia inibir o confinamento para o último bimestre, período que tradicionalmente é mercado pelo ápice do consumo de carne bovina”, salienta. Ao mesmo tempo, destaca-se o excelente desempenho dos embarques de carne bovina ao longo do ano, ainda atuando como principal elemento de suporte para a pecuária de corte. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 231 por arroba, estáveis. Em Uberaba (MG), continuaram em R$ 230 por arroba. Já em Dourados (MS), permaneceram em R$ 223 por arroba. Em Goiânia (GO), seguiram em R$ 225 por arroba. Em Cuiabá (MT), elevaram-se de R$ 210/211 para R$ 211. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Segundo Iglesias, a reposição entre atacado e varejo é mais lenta neste momento, conforme já era esperado, diante do menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês, com o brasileiro médio mais descapitalizado. “A dinâmica mudará na primeira quinzena de setembro, com a entrada da massa salarial na economia”, aponta. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 13 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 13,60 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 15,60 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Alta no preço da arroba do boi gordo
Na praça paulista, segundo levantamento da Scot Consultoria, a cotação da arroba do boi gordo subiu 0,4% na última sexta-feira (21/8) na comparação feita dia a dia, o que significa alta de R$1,00/@, e está em R$229,00/@, a prazo e livre de Funrural, R$228,50/@ com desconto do Senar e R$225,50/@ bruto
A quantidade de negócios foi menor, com parte dos frigoríficos fora das compras aguardando um posicionamento do mercado para lançar ofertas de compra, no entanto, a oferta de boiadas está limitada, o que alimenta a expectativa de manutenção do viés positivo para a cotação do boi gordo. No Oeste da Bahia, com a necessidade de manter as programações de abate, a escassez de boiadas fez com que os frigoríficos da região oeste do estado abrissem as ordens de compra ofertando R$5,00/@ a mais. Na região, a referência para o boi gordo ficou em R$240,00/@, considerando o preço bruto e à vista, R$239,50/@, com desconto do Senar, e R$236,00/@ com desconto do Funrural e Senar. A expectativa para o começo desta semana é de mercado firme, comprador.
SCOT CONSULTORIA
Preços de carnes em alta em agosto com forte ritmo de exportações
Os preços de carnes de frango, bovina e suína acumulam alta no atacado da Grande São Paulo, refletindo a forte demanda externa pelos produtos enquanto exportações estão aquecidas, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)
A média do preço da carcaça casada do boi no atacado da Grande São Paulo fechou em R$ 15,42/kg até a quarta-feira passada (19), acumulando alta mensal de 2,11%, e segundo maior valor da série do Cepea, abaixo apenas do recorde registrado em dezembro do ano passado, de R$ 15,83/kg. Além do ritmo acelerado das exportações de carne bovina brasileira, principalmente para a China, o preço da carne no mercado doméstico foi impactado pela alta nos preços do boi gordo em momento de baixa oferta de animais prontos, disse o Cepea em nota. O preço de carne de frango congelada no atacado da Grande São Paulo sobe 4,31% no mês, até a sexta-feira (21), a R$ 5,08/kg. A carne de frango resfriada, no mesmo mercado, subiu 4,73% em agosto, a R$ 5,09. As exportações aquecidas têm elevado as cotações do frango em algumas regiões, mas a demanda doméstica enfraquecida impede valorizações em outras áreas, inclusive em São Paulo, segundo o Cepea. Apesar de o preço do frango no estado ainda subir no acumulado do mês, ele registra queda desde o início desta segunda quinzena. O preço da carcaça suína especial no atacado da Grande São Paulo subiu 8,62% em agosto, até sexta-feira (21), a R$ 10,58/kg, refletindo o repasse de altas no preço do suíno para a carne por parte dos frigoríficos. “Esse cenário tem feito com que o valor da carcaça suína se aproxime das cotações da proteína bovina e, ao mesmo tempo, se distancie da carne de frango. Assim, a competitividade da proteína suinícola diminuiu neste mês frente a estas duas principais concorrentes”, disse o Cepea.
CARNETEC
Arroba do boi é valorizada em 47% e carne bovina fica mais cara ao consumidor em MS
O preço médio da carne bovina ficou 23,39% mais caro em um ano. Conforme informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a média de preços de cortes bovinos (patinho, coxão duro e coxão mole) foi de R$ 20,56 de janeiro a julho de 2019
No mesmo período neste ano, a média foi de R$ 25,37. Fatores como a estiagem, a redução da oferta e a valorização na arroba influenciaram no aumento de preços. Segundo a supervisora técnica do Dieese, Andreia Ferreira, o preço médio dos cortes pesquisados variou entre R$ 25 e R$ 26 de janeiro a julho, em 2020. “Para este ano, especialmente, a alta do dólar foi o que compensou as restrições com a exportação. Em função da pandemia, a disponibilidade fica mais restrita aqui e com os preços altos para o mercado interno o consumidor precisou procurar outras opções. Embora o preço das aves também tenha subido, assim como o da carne suína, o aumento foi inferior ao da carne bovina”, explicou. O Presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG), Alessandro Coelho, destaca que o consumidor não parou de comprar, mas as indústrias frigoríficas não têm estoque para abastecer o mercado interno, por isso os preços das carnes aumentaram para o consumidor. “As indústrias e os mercados acreditavam que haveria uma redução muito drástica no consumo, mas essa redução não aconteceu, então os estoques desapareceram. Estamos conversando com as indústrias para que mantenham esses preços para o mercado interno”, disse. A alta do dólar e o aumento das exportações valorizaram o preço do gado em 47,22%. De acordo com o Boletim de Economia e Mercado da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), em agosto de 2019 o preço médio praticado no Estado era de R$ 144, em agosto de 2020 a média está em R$ 212. De acordo com a analista técnica do Sistema Famasul, Eliamar Oliveira, o processo de valorização se iniciou no fim de 2019. Conforme relatório de movimentação de bovinos da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), Mato Grosso do Sul produziu 2,2 milhões de cabeças para abate, entre janeiro e julho de 2020. Esse número representou queda de 14,1% em relação ao mesmo período de 2019. O Boletim da Famasul aponta ainda que os abates de bovinos em 2020 estão 13,4 % menores que no ano passado, com abate de 1,8 milhão de bovinos entre janeiro e julho, o que demonstra a falta de oferta no mercado.
CORREIO DO ESTADO
Vendas de sêmen bovino crescem 33% no primeiro trimestre, diz Asbia
De acordo com gerente de mercado da Alta Genetics, todo o segmento de genética está registrando boa liquidez e preços altos
O mercado de genética bovina está aquecido. Dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) revelam que as vendas de sêmen ao cliente final aumentaram 33% no primeiro semestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o gerente de Mercado da Alta Genetics, Tiago Carrara, a tendência de crescimento é verificadas também nos demais segmentos de genética, como os leilões de tourinhos e matrizes melhoradas, que “também têm preços recordes e altíssima liquidez”. Carrara está acompanhando a ExpoGenética 2020, que, por conta da pandemia de Covid-19, está sendo realizada virtualmente este ano. Segundo ele, vendedores estão surpresos com os resultados. “Ninguém esperava que mesmo com a pandemia tivéssemos preços tão interessantes”, diz. A expectativa para o segundo semestre é positiva, afirma o gerente da Alta Genetics, pois há maior concentração de venda nesse período devido à estação de monta de corte. “Manter os patamares de crescimento do primeiro semestre é um desafio, mas acredito que é possível”, afirma. Conforme explica Carrara, o mercado de genética aquecido reflete o bom momento da bovinocultura. No corte, por exemplo, há preços recordes para o bezerro e bem elevados para o boi gordo. Quanto ao leite, o setor passa por um momento de recuperação. “Isso incentiva o produtor a investir em tecnologia, visando colher resultados de curto e longo prazos”.
CANAL RURAL
ECONOMIA
Dólar engata 4ª semana de altas com receio fiscal no radar
O dólar voltou a fechar em firme alta na sexta-feira, superando 5,60 reais, renovando máxima em três meses e concluindo a quarta semana consecutiva de valorização, amparado pelo somatório de desconforto fiscal doméstico e reavivamento da divisa no exterior
O dólar à vista subiu nesta sexta 0,95%, a 5,6068 reais. É o maior patamar desde 20 de maio (5,6902 reais). Ao longo da sessão, a moeda chegou a saltar 1,44%, para 5,634 reais, e, na mínima, praticamente zerou a alta, com variação positiva de 0,04%, a 5,5562 reais. Na semana, a cotação ganhou 3,31%, a quarta seguida no azul, período em que apreciou 7,68%. Em agosto, o dólar sobe 7,44%. No ano, dispara 39,72%. No exterior, o índice do dólar valorizava-se 0,6%, a caminho de escapar da nona semana consecutiva de perdas. Dados fortes de atividade empresarial nos EUA deram respaldo global à moeda norte-americana. No Brasil, o mercado chegou a esboçar tentativa de evitar nova alta da moeda, depois de na véspera a Câmara dos Deputados ter mantido veto presidencial de um dispositivo que abria margem para concessão de reajuste salarial a servidores públicos, depois de o Senado Federal ter surpreendido ao derrubar esse veto, o que causou grande estresse nos mercados na quinta-feira. Contudo, o mercado avalia que a sequência de eventos deixou um gosto amargo. O real tem sido especialmente impactado pelas preocupações de ordem fiscal também porque investidores avaliam que o nível baixo dos juros não compensa os riscos. Na sexta, o BC vendeu 650 milhões de dólares em moeda spot, elevando a 1,79 bilhão de dólares o total colocado desde a véspera —movimento que, no mercado, é entendido como uma reação a saídas de recursos mais expressivas.
REUTERS
Dados positivos ajudam e Ibovespa encerra semana estável
O Ibovespa encerrou em leve alta de 0,16% uma semana marcada por temores fiscais
O principal índice da bolsa paulista fechou a sessão em alta de 0,05%, a 101.521,29 pontos, após os ajustes. O volume financeiro foi de 24,39 bilhões de reais. Na mínima da semana, o índice chegou a 98.513,34 pontos, enquanto na máxima tocou o patamar de 102.333,79. O índice acumula queda de 12,2% no ano. O Ministério da Economia divulgou a abertura de 131.010 vagas formais de trabalho em julho, interrompendo quatro meses de dados negativos. No acumulado do ano, foram fechadas 1.092.578 vagas, na série com ajustes, ante criação de 461.411 em igual período de 2019. O Congresso confirmou a manutenção do veto do presidente Jair Bolsonaro ao reajuste a servidores públicos e o mercado ainda mostrou preocupação com a situação das contas públicas do país. “O mercado coloca na conta que existe esse risco, embora o Congresso tenha evitado o problema ontem, agora acendeu a luz amarela”, afirmou Pedro Serra, analista da Ativa Investimentos. Para Fábio Galdino, economista-chefe da Vero Investimentos, os próximos meses continuarão sendo desafiadores no âmbito político, com pautas importantes sendo debatidas, como reforma tributária.
REUTERS
Brasil interrompe 4 meses no vermelho e abre 131.010 vagas formais de trabalho em julho
O Brasil abriu 131.010 vagas formais de trabalho em julho, interrompendo quatro meses de dados negativos com a ajuda de bons números na indústria e na construção, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na sexta-feira pelo Ministério da Economia
O resultado também ficou acima da abertura de 43.820 postos em julho do ano passado. Entre os setores, a indústria ficou na dianteira, com saldo positivo de 53.590 postos criados no mês, puxados fundamentalmente pela indústria da transformação. Em seguida, apareceram os setores da construção (+41.986), comércio (+28.383) e agricultura (+23.027). Frontalmente impactado pela pandemia de coronavírus e pelas medidas de isolamento adotadas para frear os casos de infecção, o setor de serviços foi o único que seguiu no vermelho, com fechamento de 15.948 vagas em julho. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, foram fechadas 1.092.578 vagas no total, na série com ajustes, ante criação de 461.411 em igual período de 2019. Este é o pior dado da série disponibilizada pelo Caged para o acumulado, reflexo do profundo impacto da crise com o Covid-19 na atividade econômica.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Frimesa planeja investir R$ 790 milhões em nova fábrica de suínos e na ampliação de outras plantas
Central de cooperativas paranaenses prevê faturar R$ 4 bilhões em 2020
A paranaense Frimesa retomou os planos para construir uma nova planta de abate de suínos e anunciou que também pretende ampliar outras quatro unidades industriais. No total, os investimentos poderão chegar a R$ 790 milhões. Com as ampliações, a central de cooperativas prevê faturar R$ 4 bilhões em 2020, ante R$ 3,2 bilhões. Do investimento total previsto, cerca de R$ 700 milhões deverão ser direcionados à nova unidade de suínos, em Assis Chateaubriand, no oeste paranaense. A primeira fase do projeto, que estava engavetado desde 2017, deverá ser concluída em 2022. Inicialmente, a capacidade de abate será de 7,5 mil suínos por dia. A Frimesa espera finalizar o projeto até 2030. Até lá, a capacidade de abate deverá chegar a 15 mil animais por dia. Em nota, a central de cooperativas informou que outras duas plantas de abate de suínos, localizadas em Medianeira e em Marechal Candido Rondon, também receberão investimentos para adequar e ampliar processos para atender às demandas interna e externa. O valor previsto para essas ações é de R$ 59 milhões, que deverá ser aplicados até o fim de 2020. No mercado de laticínios, as duas principais indústrias da Frimesa, localizadas em Matelândia e Marechal Cândido Rondon, terão seus processos adequados para processar 1 milhão de litros de leite por dia até julho de 2021. “Nosso desejo é estar na vanguarda dos negócios de suíno e leite para prover alimentos de valor para as pessoas. Queremos ser referência internacional em nossas atividades e ser marca reconhecida em qualidade e segurança, pelos clientes e consumidores”, diz, em nota, o Diretor Presidente da Frimesa, Valter Vanzella. A Frimesa existe há 42 anos e industrializa matérias-primas de produtores de cinco cooperativas filiadas – Copagril, Lar, C.Vale, Copacol e Primato.
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