CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1305 DE 21 DE AGOSTO DE 2020

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Ano 6 | nº 1305| 21 de agosto de 2020

  

NOTÍCIAS

Boi gordo: pouca oferta de boiadas dando sustentação aos preços

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região Sul do Tocantins, a cotação subiu R$2,00/@ na última quinta-feira (20/8) na comparação dia a dia, chegando em R$230,00/@, bruto e à vista, R$229,50/@, descontado o Senar, e em R$226,50/@, livre de Senar e Funrural, ambos à vista. 

No Espírito Santo, a cotação do boi ficou em R$218,00/@, bruto, R$217,50, sem o Senar, e em R$214,50, descontado o Senar e o Funrural, preços à vista. Alta diária de R$2,00/@. Em São Paulo, a pouca oferta de boiadas e as compras cadenciadas das indústrias, com cinco dias úteis de escala em média, deram sustentação aos preços. O boi gordo ficou cotado em R$226,00/@, bruto, R$225,50/@, livre de Senar, e em R$222,50/@, descontados os impostos (Senar e Funrural), considerando os preços à vista. Para a vaca e novilha gordas, a cotação ficou em R$212,00/@ e R$220,00/@, respectivamente, bruto e à vista. Em função do mercado aquecido para exportação e escassez de oferta, negócios para os bovinos jovens, de até 30 meses, ocorreram em até R$232,00/@, bruto e à vista.

SCOT CONSULTORIA 

Mais uma semana de alta nos preços dos bovinos para reposição

Na comparação semanal, na média de todos os estados monitorados pela Scot Consultoria, entre machos e fêmeas anelorados, a alta foi de 2,1%

A procura por fêmeas para investimento na cria segue puxando as cotações do mercado de reposição, com alta de 2,8%, considerando a média de todas as categorias e estados monitorados, frente a 1,5% da média das categorias dos machos anelorados. Entre todas as categorias de fêmeas, o destaque da semana foi para a bezerra de ano anelorada, onde a procura aquecida e oferta limitada resultaram na alta de 3,2% na última semana, na média de todos os estados. Destaque para Goiás e São Paulo, com alta de 13,9% e 8,3% para essa categoria, respectivamente, no mesmo período. Seguidos de Mato Grosso e Paraná, onde a categoria teve alta de 6% na mesma comparação.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo tem novas altas e SP registra negócios a R$ 231 por arroba

De acordo com analista, a diferença entre os valores praticados na capital paulista e no restante do país vem diminuindo nos últimos dias

Os preços do boi gordo voltaram a subir nas principais regiões produtoras do país nesta quinta-feira, 20. “A alta nos preços é ainda mais acentuada para os animais que cumprem os requisitos de exportação para a China”, diz o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, enquanto isso, fica evidenciado uma queda no spread entre os preços praticados no mercado paulista e as demais praças de comercialização durante a semana, com destaque para a valorização da arroba nos estados de Goiás, Tocantins e Pará. Conforme Iglesias, mesmo com uma posição relativamente mais confortável em suas escalas de abate, os frigoríficos não conseguem exercer pressão de baixa sobre os pecuaristas. “Em relação à demanda de carne bovina, o grande destaque do ano segue na China e seu forte volume de importações da proteína animal”, acrescenta. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista passaram de R$ 230 para R$ 231 por arroba. Em Uberaba (MG), subiram de R$ 229 para R$ 230 por arroba. Em Dourados (MS), foram de R$ 221 para R$ 223 por arroba. Em Goiânia (GO), mantiveram-se em R$ 225 por arroba. Já em Cuiabá (MT), elevaram-se de R$ 209 para R$ 210/211. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Segundo Iglesias, a reposição entre atacado e varejo é mais lenta neste momento, conforme já era esperado, diante do menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês, com o brasileiro médio mais descapitalizado. “Outro destaque está nas exportações, que seguem em ótimo nível. Se o ritmo de embarques for mantido, a tendência é que o mês de agosto tenha um desempenho ainda melhor do que julho”, aponta. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 13 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 13,60 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 15,60 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Decreto abre espaço para terceirização parcial do SIF

Serviço Social Autônomo poderá contratar auxiliar de fiscais

Diante da falta de servidores para fiscalizar os 440 frigoríficos que exportam, obrigatoriedade prevista em lei, o Ministério da Agricultura editou um decreto no mês passado para permitir a contratação de médicos veterinários privados para atuar na inspeção ante e post mortem. A medida não pode entrar em vigor imediatamente no Serviço de Inspeção Federal (SIF), mas trata-se de um primeiro passo para a terceirização parcial de algumas tarefas. Para que a medida possa valer nos abatedouros fiscalizados pelo SIF, o governo precisa criar, por meio de um projeto de lei, um Serviço Social Autônomo. Caberá a esse órgão contratar os auxiliares dos auditores fiscais agropecuários que, por sua vez, permanecerão como funcionários públicos contratados por concurso. A meta do Ministério da Agricultura é admitir até 200 profissionais para suprir o déficit na fiscalização dos abatedouros. O Secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, disse que a medida dá uma condição mais dinâmica para o crescimento do setor produtivo de carnes. “Precisaria contratar em torno de 150 a 200 veterinários para se ter uma folga e reserva para abertura de novos turnos e empresas”, afirmou Leal. A medida agrada à indústria frigorífica brasileira. Ao mesmo tempo, afirmou Leal, mantém o controle do Estado – mesmo que remoto – na verificação das análises ante e post mortem, já que o profissional na linha fará parte da equipe oficial e estará subordinado a um auditor fiscal federal agropecuário de carreira. O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura está elaborando um regramento interno para a atividade. Segundo o secretário, o plano é continuar com ao menos um auditor presencialmente por abatedouro fiscalizados pelo SIF. Ele concordou, no entanto, que o trabalho poderá ser feito à distância. “Há atividades que, ainda que não diariamente, o auditor terá que ir à planta. Mas ele organizará seu tempo conforme a necessidade”, disse. O Sindicato Nacional dos Auditores Federais Agropecuários (Anffa Sindical) é contra o decreto. A categoria entrou com uma ação na Justiça Federal para impedir a implementação das regras, classificadas como “quarteirização da inspeção”, e fez uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF). Apesar da resistência dos fiscais, o Ministério da Agricultura já prepara um projeto de lei para enviar ao Congresso Nacional no qual cria o Serviço Social Autônomo responsável pela inspeção federal. A entidade, sem fins lucrativos, de direito privado e interesse público, submetida à auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), é o que daria o peso de vínculo oficial na relação com os veterinários privados, que seriam contratações feitas por processo seletivo e não via concurso.

VALOR ECONÔMICO

Preço do couro subiu 7,5% em uma semana

A pandemia segue impactando nas exportações. Nos dez primeiros dias uteis de agosto a média diária exportada de couro pelo Brasil foi de 1,6 mil toneladas, volume 9,4% menor comparado com o mesmo período do ano passado. (Secex) 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central o couro verde está cotado em R$0,43/kg, para o produto de primeira linha. Alta de 7,5% na comparação semanal. O couro verde comum, no Rio Grande do Sul, está cotado em R$0,60/kg. Estabilidade ante última semana.

SCOT CONSULTORIA 

CEPEA: Preços da arroba e da carne continuam firmes

O Indicador do boi gordo CEPEA/B3 fechou a R$ 227,20 na quarta-feira, 19, com ligeira queda de 0,48% na parcial de agosto. Apesar disso, a média deste mês, de R$ 226,86, ainda é a maior, em termos reais, de toda a série histórica mensal do Cepea, iniciada em 1994

Segundo pesquisadores do Cepea, a sustentação ainda tem vindo da baixa oferta de animais prontos para o abate no campo e também das exportações em ritmo recorde. Quanto à carne no atacado da Grande São Paulo, a carcaça casada do boi foi negociada a R$ 15,52/kg, à vista, nessa quarta, avanço de 2,11% no acumulado parcial do mês. A média da proteína em agosto está em R$ 15,42/kg, a segunda maior da série do Cepea, abaixo apenas do recorde real observado em dezembro do ano passado, quando atingiu R$ 15,83/kg (as médias foram deflacionadas pelo IGP-DI de julho/20).

Cepea

ECONOMIA 

Dólar reduz alta após BC fazer maior venda de moeda à vista em 4 meses, mas receio fiscal permanece

O dólar renovou máxima em três meses frente ao real nesta quinta-feira, dia de intensa pressão nos ativos financeiros brasileiros em meio a temores sobre o futuro das contas públicas do país

A tensão fiscal afetou de forma ampla os mercados brasileiros na sessão. As taxas de juros futuros da B3 de prazos mais longos chegaram a disparar quase 20 pontos-base, enquanto o Ibovespa caiu 1,71% na mínima da sessão, para 99.131,40 mil pontos. No pico intradiário, alcançado perto das 11h, o dólar saltou 2,59%, a 5,674 reais, mas deixou essa máxima depois de o Banco Central vender 1,140 bilhão de dólares em dois leilões de moeda à vista nesta sessão. Na véspera, o BC fez oferta líquida de swap cambial, operação retomada na semana passada após cerca de três meses de pausa. O volume de dólar à vista vendido nesta quinta é o maior para um dia desde 24 de abril, quando a autoridade monetária injetou 2,175 bilhões de dólares em quatro operações de venda de moeda spot. Na mínima do dia, atingida perto do fim da sessão, o dólar foi a 5,544 reais, leve alta de 0,24%. No fechamento, a cotação valorizou-se 0,42%, a 5,554 reais na venda. É o maior patamar desde 22 de maio, quando a moeda encerrou a 5,5739 reais. “O BC fez certo. Quando começa a intervir, não pode tirar o pé, tem que pôr algum medo. Senão, passa a mensagem que a munição é limitada e o efeito acaba sendo o contrário”, disse Sergio Goldenstein, que já chefiou o Departamento de Operações de Mercado Aberto do Banco Central. O fato é que o real voltou a ser, com folga, a moeda mais volátil entre seus principais rivais emergentes. A volatilidade implícita nas opções de dólar/real para três meses —uma medida da incerteza atribuída ao cenário para a moeda brasileira— saltava a 21,6% na quinta, superando a volatilidade implícita da lira turca (19,4%).

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com veto a reajuste de servidores

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, após perder o patamar dos 100 mil pontos mais cedo, favorecido por expectativas de que a Câmara dos Deputados mantenha veto presidencial para reajuste de servidores

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,61%, a 101.467,87 pontos, após recuar 1,7%, para 99.131,40 pontos, no pior momento do pregão. O volume financeiro somou 28,3 bilhões de reais. A bolsa paulista abriu a sessão pressionada por preocupações com a situação fiscal do país após o Senado derrubar veto presidencial ao projeto sobre reajuste salarial a categorias do serviço público durante a pandemia de Covid-19.

No começo da tarde, porém, o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendeu o veto e afirmou que trabalharia com deputados para mantê-lo em votação na Casa. De acordo com o analista Rafael Ribeiro, da Clear Corretora, a inesperada derrubada pelo Senado do veto do presidente Jair Bolsonaro sobre o reajuste dos servidores públicos pesou mais cedo em razão da grande preocupação do mercado quanto ao rumo do quadro fiscal do país. A defesa do veto por Maia, segundo ele, garantiu uma virada da bolsa. Mas Ribeiro ponderou que “a inesperada derrota no Senado gera mais um alerta entre os investidores já que existem outras discussões na mesa como a continuação das reformas, orçamento do ano que vem e como ficará a situação do teto de gastos”. Em paralelo, Wall Street também estabilizou no território positivo, com o setor de tecnologia mais uma vez em destaque, enquanto permanecem preocupações sobre o ritmo de recuperação da economia norte-americana. O S&P 500 fechou em alta de 0,3% e o Nasdaq Composite renovou máxima.

REUTERS 

Arrecadação federal cai 17,7% em julho e tem pior dado para o mês desde 2009

A arrecadação do governo federal teve queda real de 17,7% em julho sobre igual mês do ano passado, a 116 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal na quinta-feira. Este foi o pior desempenho para o período desde 2009

Apesar da redução, a performance no mês representou uma melhora na comparação com as fortes quedas vistas em abril (-28,79%), maio (-32,52%) e junho (-29,59%), meses fortemente impactados pelos efeitos na economia do surto da Covid-19. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a arrecadação teve recuo de 15,2% sobre o mesmo período do ano passado, em termos reais, a 781,956 bilhões de reais. De acordo com Claudemir Malaquias, Chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, o crescimento das compensações tributárias em julho, de 95,83% na comparação anual, é a principal explicação pela queda da arrecadação no mês. Na compensação, que totalizou 18,7 bilhões de reais em julho, os contribuintes usam créditos tributários para abater débitos junto à Receita, o que reduz o imposto a pagar. “Sempre que as empresas se veem mais necessitadas de manter recursos em caixa, ela lança mão desse direito, de usar compensações, para reduzir o pagamento das contribuições, dos seus impostos”, afirmou o técnico. Ele ponderou que, por outro lado, o uso das compensações só pode ser feito quando há apuração de imposto, e o número elevado, portanto, também sinaliza uma retomada da atividade econômica. A arrecadação no mês passado também foi impactada pela redução a zero das alíquotas do IOF incidentes sobre operações de crédito que passou a valer a partir de abril e pela prorrogação dos prazos de pagamentos (diferimento) de tributos, medidas adotadas pelo governo no enfrentamento à crise econômica.

REUTERS

Desemprego sobe em julho e atinge 12,3 milhões de pessoas, aponta IBGE

Além disso, o nível da ocupação caiu para o menor nível já captado

Os desempregados no Brasil somavam 12,3 milhões de pessoas em julho. O número foi acrescido de 438 mil pessoas, 3,7% a mais do que o registrado em junho. A informação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 mensal divulgada na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o nível da ocupação, percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade de trabalhar, caiu de 49,0% em junho para 47,9%, em julho. Este é o menor nível de ocupação já captado pelo IBGE. Dos 81,5 milhões de ocupados em julho, 9,7 milhões estavam afastados do trabalho na semana de referência da pesquisa relativa a julho. Desses afastados, 6,8 milhões dos casos se deviam ao distanciamento social. De acordo com o IBGE, esses dois contingentes caíram, respectivamente, 34,0% e 42,6% em relação ao mês de junho. A população fora da força de trabalho em julho, ou seja, aquela que não busca por vagas, foi estimada em 76,5 milhões de pessoas (alta de 2,1% em relação a junho). Deste total, 36,9% (28,2 milhões) gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho. Do total, 24,8% (19,0 milhões) não buscaram trabalho devido à pandemia ou à falta de trabalho na localidade, mas gostariam de trabalhar. Trabalho remoto Cerca de 8,4 milhões de pessoas ainda trabalhavam remotamente no Brasil. O número representa 10,3% do total de ocupados do país (81,5 milhões), segundo o IBGE. Apesar da flexibilização do isolamento social, essa parcela em teletrabalho remota caiu só 3,3% na passagem de junho para julho e 3,5% na comparação com maio. Em termos regionais, o Sudeste segue com o maior percentual em trabalho remoto, 14,9%, uma queda de 1,3 ponto percentual (p.p.) com relação ao dado de junho. Em seguida, surgem o Sul e o Centro-Oeste, ambos com 10,2% dos ocupados trabalhando remotamente. No sul, porém, o percentual subiu 0,3 p.p. na comparação com mês anterior, enquanto no Centro-Oeste este índice caiu 0,8 p.p. No Nordeste, em julho, 9,2% dos trabalhadores desempenhavam suas funções de casa, ante 10,3% em junho. No Norte, que tem a menor proporção de trabalho remoto, 4,7% dos ocupados estavam nessa situação, ante 5,7% em junho.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Justiça ordena JBS a garantir distanciamento mínimo em Pontes e Lacerda (MT)

A JBS terá de garantir distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os funcionários de sua unidade em Pontes e Lacerda (MT) ou instalar barreiras físicas onde o distanciamento mínimo não puder ser adotado, segundo decisão judicial divulgada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na quinta-feira (20).

A medida deve ser adotada para evitar o aumento nos casos de covid-19 entre funcionários da empresa. A decisão do desembargador João Carlos Ribeiro de Souza, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 23ª Região, atende a pedido por mandado de segurança ajuizado pelo MPT-MT. O MPT-MT pediu a impugnação de uma decisão anterior do último dia 6 de agosto que não exigia o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os empregados em todas as áreas de produção da unidade. No pedido, os procuradores citaram o Decreto nº 419/2020, do estado de Mato Grosso, que estabeleceu a obrigação de distanciamento mínimo de 1,5 metro.

Segundo o MPT, a unidade da JBS em Pontes e Lacerda contabilizou 145 casos de covid-19 entre os 1.035 funcionários. A JBS disse que não comenta ações judiciais em andamento.

CARNETEC 

FRANGOS & SUÍNOS

Reonerar a folha pode custar mais de R$ 1 bi a frigoríficos

Frigoríficos defendem derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro à prorrogação da desoneração

A reoneração da folha de pagamento pode gerar custos adicionais superiores a R$ 1 bilhão na indústria de aves e suínos do Brasil e minar a competitividade no mercado internacional, disse Ricardo Santin, Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a indústria de frango e suínos. Para Santin, o veto do Presidente da República, Jair Bolsonaro, à prorrogação do regime diferenciado de tributação até o fim de 2021 atrapalha planos de investimentos e fará o setor, que gera 500 mil empregos diretos, exportar impostos. “Não tem como simplesmente falar em agregar um custo a partir de 2021. Vamos carregar esse custo direto no produto de exportação e vamos perder espaço”, lamentou o dirigente, que participou ontem de um seminário virtual sobre o tema. O Presidente da ABPA acrescentou que as agroindústrias de aves e suínos, setores de mão-de-obra intensiva, geraram cerca de 20 mil empregos durante a pandemia e mantiveram a liderança mundial na exportação de frango. “O veto tem que ser derrubado [no Congresso] para manter a segurança jurídica e termos a possibilidade de gerar mais 15 a 20 mil empregos”. Líder da bancada ruralista, o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), que também participou do seminário, disse que o veto será derrubado. “A reoneração da folha não passa, deve ser quase unanimidade isso”, garantiu. A votação do veto ao texto que permite a prorrogação da desoneração, que expira no fim de 2020, foi adiada para o início de setembro a pedido do governo, que pretende apresentar propostas.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Segundo semestre é projetado “estável” para o mercado global de carnes

Apesar das dificuldades lógicas do comércio mundial devido à pandemia, projeta-se que a demanda global por carne bovina apresentará um leve crescimento, explicado por maiores compras da China

Até o final de 2020, a China deve comprar 2,8 milhões de toneladas de carne bovina das 8,8 milhões de toneladas vendidas no mundo, um aumento de 50% em relação a 2019, ano em que também cresceu em patamares semelhantes, conforme explica o corretor de carnes Juan Lema. O Diretor da Agromeals disse que o Uruguai “perdeu participação no mercado internacional”, principalmente na China, devido ao aumento da concorrência do Brasil e da Argentina. “O importador chinês movimenta-se por preços”, disse o corretor, acrescentando: “O gado do Uruguai é 30% mais caro que a Argentina e 40% mais caro que o Brasil, é difícil competir nessas condições e o país está custando caro”. E além da qualidade da carne uruguaia estar bem posicionada, Lema disse que devido ao tipo de produto que a China exige, o gado brasileiro se adapta muito bem. Segundo a “grande oferta” do Brasil, Lema explicou que “os preços estão condicionados” e a indústria uruguaia “não fecha a equação”, mas “faz um grande esforço para continuar trabalhando”. Por fim, considerou que a China “continuará sendo um ator muito relevante nas importações de carnes”, mas com uma “estabilidade de valores”, visto que “há uma diversidade de oferta de diferentes origens que os faz não se desesperar e pagar preços exagerados como já aconteceu antes”.

El País Digital

EUA também surfam na onda de forte demanda chinesa pela carne bovina

Exportadores norte-americano roubam espaço da Austrália no mercado chinês de cortes de carne oriundos de animais alimentados com grãos, no cocho

O setor de serviços de alimentação da China está se recuperando das restrições impostas no início deste ano pela Covid-19, o que é uma boa notícia para as exportações de carne bovina dos Estados Unidos, informa o portal norte-americano Feedstuffs, com base em declarações de Joel Haggard, Vice-Presidente sênior da Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF) para a Ásia-Pacífico, de Hong Kong. “Durante a semana do relatório mais recente (encerrada em 6 de agosto), as novas vendas de carne bovina dos EUA para a China ultrapassaram 1.900 toneladas, o que significa um volume próximo de 100 contêineres do produto sendo vendidos para a China em apenas sete dias – uma das maiores vendas semanais de todos os tempos”, afirmou Haggard. Segundo dados da USMEF, no primeiro semestre de 2020, as exportações norte-americanas de carne bovina à China aumentaram 80% em relação ao ano anterior, tanto em volume, para 6.912 toneladas, quanto em valor, para US$ 54,1 milhões, na comparação com igual período de 2019. De acordo com Haggard, os embarques dos EUA para China estão sendo impulsionados pelo avanço da Fase 1 do Acordo Econômico e Comercial entre os dois países, além da necessidade chinesa em preencher a enorme lacuna na produção interna de carne de porco depois que o seu rebanho foi dizimado pela peste suína africana. Ainda segundo o representante da USMEF, a Austrália, que é o concorrente número 1 dos EUA nos embarques de carne bovina oriunda de animais alimentados com grãos (confinados), está enfrentando uma escassez de oferta de animais e preços mais altos. O país da Oceania, acrescenta o executivo, também está sob um sistema temporário de exclusão tarifária. “Isso torna os cortes de carne bovina dos EUA mais competitivos em preços na China”, ressalta. Do ponto de vista da demanda, Haggard disse que a China está evoluindo para um mercado de carne bovina de animais que são alimentados no cocho. “Tendo como exemplo o comportamento da demanda registrado na Coreia do Sul, Taiwan e Japão, achamos que o mesmo processo vai ocorrer na China”, observou ele.

Feedstuffs

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