CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1291 DE 03 DE AGOSTO DE 2020

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Ano 6 | nº 1291| 03 de agosto de 2020

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi encerra julho em alta

A oferta restrita de boiadas e a virada do mês deram força às cotações na última sexta-feira (31/7)

Segundo levantamento da Scot Consultoria, nas praças pecuárias de São Paulo a cotação do boi comum subiu 0,9% na comparação dia a dia, ou R$2,00, e ficou cotada em R$225,00/@, considerando o preço bruto, à vista, R$224,50/@, com desconto do Senar, e R$221,50/@ com desconto do Funrural e Senar. Os negócios com machos com menos de quatro dentes chegam a R$230,00/@, bruto e à vista. Vale destacar que a depender do volume negociado, o boi comum chega aos patamares do boi China, embora sejam poucos os negócios nesse nível.

SCOT CONSULTORIA 

Preço do boi gordo continua subindo e chega a R$ 226 em SP

De acordo com a consultoria Safras, a oferta de animais terminados segue restrita, dificultando um avanço consistente nas escalas de abate dos frigoríficos

Os preços do boi gordo voltaram a subir em algumas praças de produção e comercialização nesta sexta-feira, 31, de acordo com a consultoria Safras. “A oferta de animais terminados segue restrita, dificultando um avanço consistente nas escalas de abate. Os animais que cumprem os requisitos para exportação ao mercado chinês seguem muito demandados neste momento”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, segue a expectativa em relação à primeira quinzena de agosto, com a celebração do Dia dos Pais atuando como motivador da demanda para esse período em particular. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista passaram de R$ 225 para R$ 226 por arroba. Em Uberaba (MG), seguiram em R$ 220 por arroba. Em Dourados (MS), subiram de R$ 216 para R$ 218 por arroba. Em Goiânia (GO), continuaram em R$ 218 por arroba. Já em Cuiabá (MT), foram de R$ 204 para R$ 205 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina também subiram. “A expectativa para a primeira quinzena de agosto ainda é por reajustes dos preços, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo”, disse Iglesias. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 12,50 o quilo. O corte dianteiro subiu de R$ 12,75 o quilo para R$ 12,80 o quilo, e o corte traseiro aumentou de R$ 14,50 por quilo para R$ 14,60 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Carne bovina: preços subiram no atacado

A expectativa de melhora no escoamento da carne com a entrada de agosto e o Dia dos Pais resultou em preços maiores para a carne bovina no mercado atacadista

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$14,09/kg (31/7), alta de 3,1% na comparação semanal. Para os próximos dias, o mercado deverá se manter firme.

SCOT CONSULTORIA

Governo brasileiro diz que não testará carnes contra Covid-19 apesar de exigência da China

Ministério da Agricultura afirma que não há embasamento científico sobre risco de contaminação e destaca diálogo permanente com chineses

O Ministério da Agricultura descartou fazer qualquer tipo de teste e emitir um certificado que comprove que a carne in natura produzida no Brasil é livre de coronavírus. Essa foi uma das exigências adotadas pela China sobre as empresas que exportam alimentos ao país. A medida causou preocupação entre os frigoríficos brasileiros por não haver evidências científicas sobre o risco de contaminação. O país asiático é o maior parceiro comercial do Brasil e principal responsável pelo grande salto na venda de carnes no primeiro semestre. O Diretor do Departamento de Temas Técnicos, Sanitários e Fitossanitários do Ministério da Agricultura, Leandro Diamantino Feijó, argumenta que o portaria emitida pelo governo brasileiro traz segurança sobre os protocolos sanitários adotados pelo setor. “Não tem razão para poder fazer (a testagem na carne) porque as ações de mitigação são tomadas por meio do protocolo, onde as empresas têm feito testes sistemáticos dos seus colaboradores”, afirmou Feijó. “Uma vez detectado qualquer suspeita ou caso positivo, esses funcionários não entram na fábrica. Então, temos um protocolo estabelecido. Com isso, a gente dá plenas garantias de que os produtos estão sendo processados por meio de funcionários sãos”, completou. O governo chinês tem insistido para que o Brasil suspenda, de maneira voluntária, a exportação em plantas com grande número de casos de Covid-19, o que é descartado pelo ministério. Das sete plantas suspensas desde junho, duas foram por ação voluntária. De acordo com o Diretor do Ministério da Agricultura, as autoridades brasileiras estão em contato constante com autoridades fitossanitárias da China e de outros países para tranquilizar os parceiros comerciais a respeito do assunto. A portaria emitida pelo governo brasileiro no dia 19 de junho determina que, para o retorno das atividades, além de exame laboratorial, o trabalhador tenha permanecido assintomático nas últimas 72 horas. Funcionários com confirmação da doença, suspeita ou que tiveram contato com pessoas infectadas devem ser afastados por duas semanas. No entanto, a norma dispensa a indústria de fazer testagem em massa dos trabalhadores antes da reabertura de unidades que venham a ser fechadas por conta da pandemia.

GLOBO RURAL

Auditores fazem representação na PGR contra decreto que pode viabilizar terceirização do SIF

Anffa Sindical pediu análise da constitucionalidade do decreto para Augusto Aras

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o decreto 10.419/2020, que muda a estruturação do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e permite a atuação de veterinários privados contratados junto a um Serviço Social Autônomo nas análises ante e post mortem de animais em frigoríficos. O documento, endereçado ao procurador Augusto Aras, pede que a PGR analise a constitucionalidade do decreto e sugere ação para impedir que o Poder Público implemente as medidas previstas na norma. “Depois da publicação desse decreto, realizamos todas as discussões possíveis no campo técnico e jurídico. Tudo isso, no sentido da preservação das atividades exclusivas de carreira de Estado, na qual estamos incluídos e, sobretudo, na preservação da segurança alimentar e da saúde pública”, disse o Presidente do Anffa Sindical, Maurício Porto. O sindicato diz que o decreto pretende “institucionalizar uma equipe anômala de atuação no SIF” na qual o auditor, servidor concursado, atuaria como “mero coordenador e supervisor” de equipe formada por agentes e veterinários contratados por tempo determinado, outra crítica salientada pela entidade. Na semana passada, a Anffa entrou na Justiça Federal com ação civil pública contra o decreto.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar sobe forte na sexta, mas fecha julho com queda mensal

O dólar fechou em firme alta ante o real na sexta-feira, mas ainda acumulou no mês a maior queda do ano, puxado pelo enfraquecimento generalizado da moeda norte-americana em julho em meio à farta liquidez e a dúvidas sobre a superioridade da recuperação norte-americana ante outras economias.

Na sexta-feira, o dólar à vista subiu 1,15%, a 5,2185 reais na venda. Em julho, a moeda caiu 4,07%, maior baixa mensal desde dezembro de 2019 (-5,37%). Em 2020, a cotação ainda sobe 30,04%, o que deixa o real com o pior desempenho global no período. No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de moedas saltava 0,7%, variação relevante para o índice, com o mercado realizando lucros depois de um mês praticamente inteiro de quedas. Incertezas sobre pacote de ajuda fiscal nos EUA também pesavam sobre ativos de risco, como moedas emergentes, grupo do qual o real faz parte. De maneira geral, o cenário ainda é turvo, mas não se espera que o real volte a sofrer depreciações como a que levou a moeda para perto de 6 reais por dólar em meados de maio. “Esperamos que a moeda negocie dentro de um intervalo entre 5,0 reais e 5,5 reais”, disseram analistas do Bank of America em relatório. “Esperamos que o banco central continue intervindo para mitigar a volatilidade e que a taxa de câmbio permaneça fraca para refletir elevado prêmio de risco em meio ao cenário macroeconômico frágil e às baixas taxas de juros”, concluíram.

REUTERS

Ibovespa tem 4º alta mensal seguida, mas ainda cai no ano

Apesar de perdas de 2% na sexta-feira, o Ibovespa acumulou mais um mês positivo, que teve como destaque novamente a participação de pessoas físicas na bolsa, além de nova safra de ofertas de ações, em meio a noticiário misto sobre a pandemia do Covid-19 e a recuperação das economias

Agentes financeiros, contudo, já se questionam sobre a capacidade de mais ganhos expressivos do Ibovespa à frente sem novos catalisadores, embora o cenário de juros extremamente baixos no país continue sendo um relevante patrocinador da migração de recursos para as ações. Com a Selic a 2,25% ao ano e chance de recuar ainda mais na próxima semana, a participação das pessoas físicas na Bovespa alcançava 27% no último dia 29 de julho, ante 24,2% no final de junho, ocupando espaço de institucionais e estrangeiros, que tiveram suas fatias reduzidas a 23,8% e 44,4%, respectivamente. Do lado da pandemia, o crescimento de casos nos Estados Unidos e Europa, principalmente, preocupa, mas sem sinais de nova rodada agressiva de lockdowns esse receio acaba sendo contrabalançado pelo avanço no desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus ao redor do mundo.Na sequência, porém, demonstrações de empresas como Petrobras, Bradesco, Vale, Cielo refletiram mais os efeitos da crise. A União Europeia fechou acordo para mais estímulos e o Federal Reserve, por sua vez, reiterou que continuará fazendo o que estiver ao seu alcance. Nos EUA, as atenções estão voltadas para negociações no Congresso para mais estímulos, com parte das medidas de combate à crise expirando nesta semana. O Ibovespa fechou a sessão da sexta-feira em queda de 2%, a 102.912,24 pontos, mas contabilizando um acréscimo de 0,52% na semana e de 8,27% no mês, enquanto, no ano, ainda tem declínio de 11,01%. O volume financeiro na bolsa na sexta-feira somou 34,69 bilhões de reais.

REUTERS

EMPRESAS

JBS antecipa R$ 471,8 milhões em recebíveis no Banco Original Instituição financeira também é controlada pela família Batista

A JBS informou no fim da noite de quinta-feira (30) que assinou contratos para a antecipação de R$ 471,8 milhões com a cessão de recebíveis para o Banco Original, que também é controlado pela J&F — holding da família Batista. O custo efetivo dessas operações para a JBS é de R$ 2,6 milhões, o que significa 0,56% do montante total. As transações foram firmadas entre 22 e 29 de julho. De acordo com o documento enviado ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram cedidos recebíveis de clientes da JBS nos mercados interno e externo. A informação sobre os contratos entre Banco Original e JBS precisa ser informada ao mercado porque é uma transação entre partes relacionadas. Nas demonstrações financeiras de 31 de março, por exemplo, as cessões de crédito da JBS para o Banco Original somavam R$ 1,4 bilhão. “O Banco Original, seus administradores e/ou seus acionistas não participam ou têm qualquer influência sobre a tomada de decisões pela JBS acerca das transações e tampouco participam da negociação das transações como representantes da JBS”, informou a empresa.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Preço da carne de frango sobe em julho com alta na demanda e queda na oferta

Os preços de carne de frango medidos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) subiram em julho, com aumento na demanda nacional, redução na oferta de animais para abate e aumento nos custos de nutrição, informou o Cepea na sexta-feira (31)

O preço da carne de frango congelada medido pelo Cepea/Esalq subiu 2,10% para R$ 4,87 o quilo no mês de julho. Já a carne de frango resfriada teve alta de 2,32%, fechando julho em R$ 4,86. “As condições favoráveis de mercado para a carne de frango, com oferta controlada e boa liquidez no mercado doméstico, compensam o enfraquecimento das exportações do setor”, disse o Cepea em nota. O Brasil exportou 15,3 mil toneladas de carne de frango nos 18 primeiros dias úteis de julho, queda de 4,7% ante junho e de 5,5% ante julho do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Já a demanda por carne bovina brasileira no exterior continua aquecida, colaborando para elevar os preços da arroba medido pelo indicador Cepea/B3 para o maior valor já registrado em um mês de julho. O indicador subiu 5,2% em julho para a média de R$ 220,76 por arroba. Além da demanda elevada, o Cepea disse que a oferta de animais no pasto está restrita, o que pode ser comprovado pelo menor número de bois gordos abatidos no início deste ano desde 2011.

CEPEA

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