CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1290 DE 31 DE JULHO DE 2020

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Ano 6 | nº 1290| 31 de julho de 2020

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado firme

Os preços da arroba do boi gordo estão firmes e subindo. As indústrias estão com dificuldade para comporem as escalas de abate

No Sudeste de Rondônia, por exemplo, com as escalas entre um e dois dias úteis, as indústrias abriram as compras na última quinta-feira (30/7) ofertando preços maiores. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo subiu 1,0% ou R$2,00/@ frente ao fechamento de 29/7 e ficou em R$198,00/@, bruto, R$197,50/@, descontado o Senar, e em R$195,00/@, livre de Senar e Funrural, considerando o pagamento a prazo. Algumas ofertas de compra acima da referência acontecem, e diante da pouca oferta de gado gordo, é possível ajustes positivos nos próximos dias. Em São Paulo, as cotações ficaram estáveis frente ao fechamento do dia anterior, com o boi gordo cotado em R$225,00/@, bruto e a prazo, R$224,50/@, descontado o Senar e em R$221,50/@, livre de impostos (Senar e Funrural) e na mesma condição de pagamento. Para os bovinos jovens, que atendem à demanda chinesa, os negócios estão firmes em R$230,00/@, bruto e à vista. Com as altas de preços nos últimos dias, as escalas até melhoraram, mas sem força. Em média, as programações de abate atendem cinco dias úteis frente aos três dias que predominaram na semana anterior, mas incompletas.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo dispara e vai a R$ 225 em SP, diz Safras

Os preços registraram altas em todas as praças acompanhadas pela consultoria nesta quinta-feira, 30, e fecharam acima de R$ 200 por arroba

Os preços do boi gordo dispararam no mercado físico na quinta-feira, 30, de acordo com a consultoria safras. “Os frigoríficos ainda estão operando com escalas de abate curtas e passaram a atuar na compra de gado de maneira mais agressiva”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, embora permaneça a tendência de entrada de animais a termo no mercado em agosto, só se espera incremento na oferta por conta dessa modalidade efetivamente na segunda quinzena do mês. “A perspectiva de boa demanda de carne bovina no início de agosto é outro elemento que precisa ser considerado, com o Dia dos Pais motivando a demanda. Ao mesmo tempo, o resultado das exportações em julho segue satisfatório, com uma presença ainda significativa da China nos embarques brasileiros”, complementa. O analista destaca ainda a tentativa de controle mais rígido em relação à contaminação com Covid-19 no chão de fábrica, provocando suspensão provisória das atividades em algumas unidades frigoríficas ao redor do mundo. Na capital de São Paulo, os preços no mercado à vista subiram de R$ 220 para R$ 225 por arroba. Em Uberaba (MG), passaram de R$ 216 para R$ 220 por arroba. Já em Dourados (MS), foram de R$ 211 para R$ 216 por arroba. Em Goiânia (GO), subiram de R$ 212 para R$ 218 por arroba. Em Cuiabá (MT), elevaram-se de R$ 198 para R$ 204 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina também subiram. “A tendência de curto prazo ainda remete a reajustes dos preços, em linha com o interessante potencial de consumo previsto para a primeira quinzena de agosto, além das exportações que enxugam a oferta”, diz Iglesias. Com isso, a ponta de agulha passou de R$ 12,30 o quilo para R$ 12,50 o quilo. O corte dianteiro subiu de R$ 12,65 o quilo para R$ 12,75 o quilo, e o corte traseiro aumentou de R$ 14,20 por quilo para R$ 14,50 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Preços dos animais de reposição subiram, em média, 8,2% em julho

Na média de todas as categorias e estados monitorados pela Scot Consultoria, entre machos e fêmeas anelorados e mestiços, as cotações fecharam com alta de 2,1% na última semana de julho. No acumulado do mês, a valorização acumulada foi de 8,2%

O mercado do boi gordo mais firme na última semana aumentou a procura por animais de reposição. As categorias mais eradas são as mais procuradas, mas devido à oferta restrita e os preços acima das referências, os negócios fluíram com dificuldade nos últimos dias. Para o curto prazo, a tendência é de que a procura por reposição permaneça em bom ritmo, apoiada na firmeza do mercado do boi gordo, que tende a seguir positivo nos próximos dias.

SCOT CONSULTORIA

Justiça condena mais sete réus da Operação Carne Fraca

Cinco servidores públicos foram condenados à perda do cargo

Sete pessoas foram condenadas e cinco absolvidas em processo derivado na Operação Carne Fraca, que desarticulou esquema de corrupção e cobrança de propina envolvendo frigoríficos e funcionários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, desde 2017. Cinco servidores públicos foram condenados à perda do cargo. A sentença, do juiz Ricardo Rachid de Oliveira, da 14ª Vara Federal de Curitiba, é a sexta decorrente das investigações da operação. Flávio Cassou, médico veterinário, condenado a 5 anos e 3 meses, aderiu ao acordo de delação e leniência da J&F e terá as vantagens negociadas, como redução do tempo de pena e sua consequente substituição por serviços à comunidade. A J&F se comprometeu a pagar R$ 10,3 bilhões em acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal. Ele era contratado por uma das empresas e intermediava o pagamento de vantagens aos servidores. Daniel Gonçalves Filho, que também fechou acordo de delação, era Superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná e acusado de ser o chefe do esquema. Condenado a três anos e nove meses de prisão, receberá as vantagens negociadas com o MPF, como a redução de dois terços da pena. Foram absolvidos Eraldo Cavalcanti Sobrinho, Sérgio Antônio de Bassi Pianaro, Tarcísio Almeida de Freitas e Josenei Manoel Pinto. Veja como ficaram as outras penas: Celso Dittert de Camargo: pena de 3 anos e 6 meses de reclusão, substituída por serviços à comunidade e multa. Luiz Carlos Zanon Júnior: pena de 5 anos e 3 meses de reclusão, a ser cumprida em regime semiaberto. Maria do Rocio Nascimento: 6 anos e 3 meses de reclusão, a ser cumprida em regime semiaberto. Renato Menon: 3 anos e 6 meses de reclusão, a ser cumprido em regime aberto. Todos os condenados têm direito de recorrer da sentença no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar fecha em leve queda com fluxo positivo

O dólar fechou em leve queda ante o real na quinta-feira, seguindo o movimento da moeda norte-americana no exterior, após dados mostrarem tombo histórico na economia dos EUA no segundo trimestre

Segundo analistas, fluxos pontuais seguraram a taxa de câmbio nesta sessão, em meio a perspectiva de melhora no ingresso de capital estrangeiro com ofertas de ações e a sinais de retomada da economia a um ritmo mais acelerado que em vários outros mercados emergentes. O dólar à vista caiu 0,26%, a reais na venda. Ao longo da sessão, a moeda oscilou entre alta de 0,87%, a 5,2171 reais, e queda de 0,54%, a 5,1445 reais. Na B3, o dólar futuro recuava 0,40%, a 5,1505 reais, às 17h14. No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de moedas de países ricos renovou mínimas em dois anos, após queda monumental na atividade econômica dos EUA no segundo trimestre e depois de o presidente do país, Donald Trump, falar em adiamento da data das eleições presidenciais deste ano. O gestor Alfredo Menezes, da Armor Capital, chamou atenção para o fato de o Tesouro Nacional ter voltado a ofertar NTN-F em seus leilões de venda. Nesta quinta, o Tesouro vendeu lote integral de 300 mil NTN-F, papel com tradicional demanda de estrangeiros.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda de 0,56%

O clima negativo nos mercados no exterior abriu espaço para investidores embolsarem lucros na bolsa paulista na quinta-feira

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 0,56%, 105.008,70 pontos. No pior momento, chegou a 103.919,94 pontos. O volume financeiro somou 29 bilhões de reais. “Foi um dia de realização nos mercados”, afirmou o diretor de Investimentos da Kilima Gestão de Recursos, Eduardo Levy, avaliando que o foco nesta sessão se voltou para a queda do PIB norte-americano, que foi um pouco menor do que o previsto, mas ainda assim “histórica”. O Produto Interno Bruto dos EUA despencou 32,9% em taxa anualizada no trimestre passado, declínio mais forte da produção desde que o governo começou a registrar os dados em 1947, informou o Departamento do Comércio. Economistas consultados pela Reuters projetavam recuo a uma taxa de 34,1%. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em queda de 0,375%, tendo ainda no radar nova alta nos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA e declarações do presidente Donald Trump, aventando a possibilidade de adiamento das eleições norte-americanas previstas para novembro. Na visão do analista da Ativa Investimentos Ilan Arbetman, refletiu o comportamento de investidores mais receosos com a perspectiva global, mas também a repercussão a balanços de companhias no país.

REUTERS

Governo estima déficit primário de 11,3% do PIB para 2020

O governo revisou sua projeção para o déficit primário do setor público consolidado em 2020 e espera agora um rombo de 812,2 bilhões de reais, o equivalente a 11,3% do Produto Interno Bruto, afirmou na quinta-feira o Secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues

A nova estimativa leva em conta a expectativa de uma retração de 4,7% do Produto Interno Bruto no ano. A projeção anterior, de um déficit primário de 12% do PIB (828,6 bilhões de reais), considerava uma queda de 6,5% do PIB projetada então pelo mercado, segundo o relatório Focus. Em apresentação em comissão do Congresso, Waldery disse que a expectativa agora é que o país chegue ao final do ano com uma dívida bruta de 94,7% do PIB (98,2% do PIB antes) e uma dívida líquida de 67,2% do PIB (69,9% antes). As novas projeções não consideram, no caso da dívida, uma eventual ação do Banco Central que impacte o indicador, como a venda de reservas internacionais ou o eventual repasse de parte dos ganhos registrados com operações cambiais, disse Waldery. O Secretário reforçou, na comissão, o compromisso do governo com o teto de gastos neste ano e nos próximos, frisando que a regra é a única âncora fiscal do governo para 2020. “O teto de gastos será mantido em sua íntegra, todos os programas que estão sendo desenhados levam em conta essa premissa”, afirmou. “É a super âncora. O governo foi liberado pelo Congresso de cumprir uma meta para o superávit primário diante da demanda por aumento de gastos imposta pela pandemia de Covid-19. Também foi autorizado a descumprir a chamada regra de ouro, norma constitucional que proíbe o governo de se endividar para cobrir gastos correntes. Para o governo central, como já anunciado na semana passada, a expectativa é de um déficit primário de 787,4 bilhões de reais.

REUTERS

IGP-M acelera alta a 2,23% em julho com pressão do atacado e gasolina no varejo, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a subir 2,23% em julho, contra alta de 1,56% em junho, diante da forte alta nos preços do atacado e da gasolina no varejo, informou na quinta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV)

Os dados da FGV mostraram que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, acelerou a alta a 3,0% em julho, de 2,25% no mês anterior. Um salto de 6,35% nas Matérias-Primas Brutas — que haviam subido 2,57% no mês anterior — foi o destaque para essa leitura, com os itens soja em grão, minério de ferro e bovinos oferecendo a maior pressão nos preços. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% sobre o índice geral, passou a subir 0,49% no período, ante variação positiva de 0,04% em junho. Entre os subsetores do IPC, o grupo Transportes deu a maior contribuição para o resultado, acelerando a alta a 1,45% em julho, ante ganho de 0,21% no período anterior. Esse resultado partiu principalmente do comportamento dos preços da gasolina, que passaram a subir 4,45% em julho após avanço de 0,40% na última leitura. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,84%, ante alta de 0,32% em junho.

REUTERS

EMPRESAS

‘Ombro a ombro’ já é passado em frigoríficos

Rotinas e processos são alterados por grandes empresas do setor para conter a disseminação da covid-19

Quando o primeiro caso do novo coronavírus foi confirmado no Brasil, em 26 de fevereiro, a BRF disparou um plano de contingência que começara a ser desenvolvido em janeiro, a partir das notícias que chacoalhavam Wuhan, na China, mas pareciam distantes da América do Sul. Com a chegada da covid-19 a São Paulo, o nível de alerta na maior exportadora global de frango aumentou. Imediatamente, visitas de funcionários da sede às 34 unidades do grupo no país foram suspensas. Em meio às incertezas e desinformações – pouco se sabia sobre o comportamento da doença e o uso de máscaras ainda não era um consenso médico -, começava ali um complexo protocolo de segurança para dar conta da dupla responsabilidade da indústria frigorífica. Afinal, como conciliar a saúde dos trabalhadores e garantir o abastecimento de alimentos? Cinco meses depois, os trabalhadores de abatedouros país afora não passaram incólumes – e autoridades chegaram a apontá-los como facilitadores da interiorização da doença. Mas quando se considera a dimensão dessa indústria, com cerca de 500 mil funcionários apenas nas unidades processadoras de frangos e suínos, o Brasil aparece em melhor situação que os EUA, que sofreram um baque significativo em abril, quando dezenas de frigoríficos fecharam por causa da contaminação massiva entre funcionários. Ontem, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou vídeo institucional sobre as medidas adotadas, citando protocolo de 256 páginas aprovado pelo Hospital Albert Einstein. A estratégia de comunicação, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), é parte de um esforço setorial para mostrar o rigor do controle aos importadores – sobretudo da China, que suspendeu compras de seis frigoríficos brasileiros (dois da BRF, dois da JBS, um da Marfrig e um da Minuano). “Não sei se em algum lugar do mundo se fez o que o Brasil fez, e o que a BRF fez”, disse o CEO da dona das marcas Sadia e Perdigão, Lorival Luz. Conforme relatório do Ministério da Agricultura divulgado em 15 de julho, nove frigoríficos sob inspeção federal estavam paralisados até 3 de julho por causa de covid-19 entre os funcionários. “Hoje, não há nenhum pico. Está bem mais tranquilo. Chegamos a ter alguns picos no Rio Grande do Sul, depois em Santa Catarina e em Goiás. Mas agora os indicadores estão muito baixos”, afirmou Luz. Desde o início, a BRF afastou, de forma remunerada, os trabalhadores dos grupos de risco. Foram 5 mil pessoas de um quadro de 80 mil pessoas que atuam no chão de fábrica. No total, a empresa tem cerca de 90 mil colaboradores. Em março, a empresa previu a contratação de 2 mil funcionários, número que passou a 5 mil poucos meses depois. Segundo Luz, 6,7 mil pessoas já foram contratadas. O número de temporários cresceu porque a empresa viu que tinha que ampliar a reposição para preservar o nível de produção. Os afastamentos preventivos chegaram a 8 mil funcionários, afirmou Luz. No pior momento, que durou alguns dias e já foi superado, a BRF só conseguiu produzir 85% do que esperava, disse o executivo. A BRF reforçou medidas de higiene e distanciamento, tarefa delicada dada as características de um abatedouro – espaço onde os funcionários trabalham, em alguns setores, ombro a ombro. O transporte, com a contratação de mais 400 ônibus, e a entrada nas fábricas também mudaram, já que a aglomeração era o “velho normal”. Os uniformes também ficaram mais rigorosos, com o uso de capacetes com viseiras e máscaras de pano. Por mês, a BRF passou a higienizar 230 toneladas de máscaras.

VALOR ECONÔMICO

Juíza recusa pedido para afastar trabalhadores de unidade da JBS em Mato Grosso

A Justiça do Trabalho rejeitou o pedido de afastamento de trabalhadores em unidade da JBS em Colíder (MT) e a realização de testagem de todos para Covid-19

Segundo decisão liminar da juíza Eliane Alcântara, da Vara do Trabalho do município, a empresa mostrou que está cumprindo com o exigido por uma portaria dos Ministérios da Economia, da Saúde e da Agricultura, incluindo medidas de prevenção e controle. Na semana passada, o Ministério Público do Trabalho (MPT) pediu à Justiça o afastamento dos trabalhadores por 14 dias, citando descumprimento de normas de prevenção pela empresa. O MPT apresentou o relatório de inspeção da Vigilância Sanitária do município com o relato de irregularidades, como a falta de distanciamento em locais como refeitórios e vestiários. De acordo com a juíza, as medidas adotadas pela empresa até o momento estão sendo suficientes para a contenção do surto, já que a notícia inicial era de que havia 83 trabalhadores confirmados para Covid-19, e a realidade mostra que há 3 trabalhadores confirmados, todos afastados. A decisão diz ainda que o último relatório de inspeção sanitária, do dia 21, aponta a instalação de barreiras de segurança para distanciamento dos trabalhadores, entre outras recomendações. Por isso, entendeu que um afastamento dos trabalhadores da unidade por 14 dias seria desproporcional por envolver uma atividade definida como essencial.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Forte valorização no mercado de suínos

A boa demanda para exportação resultou em alta de 37,4% no preço da arroba do suíno terminando nas granjas em São Paulo, em relação a junho último

A referência está em R$123,00/@ e a oferta curta tem forçado o abate de animais mais leves. No atacado, o preço seguiu o movimento registrado nas granjas. O produto está cotado em R$9,60/kg, um aumento de 33,3% comparado ao mesmo período em junho. A exportação de carne suína se mantém firme. O volume embarcado até a quarta semana de julho, de 76,58 mil toneladas, representa 88,0% do volume total exportado em junho último (Secex).

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Peste suína pode voltar a avançar na China

Inundações no sul do país se tornaram um novo risco para a proliferação da doença

Inundações no sul da China têm despertado temores quanto ao risco de ressurgimento de surtos da peste suína africana, o que poderia retardar a renovação dos rebanhos de porcos no país, o maior do mundo. Desde junho, chuvas torrenciais persistentes vêm provocando as piores inundações em décadas nas áreas ao longo do rio Yangtzé. Em vários locais, os alagamentos fizeram propriedades submergir, afogaram suínos, adiaram a construção de novas fazendas e obrigaram criadores a abater animais, de acordo com pesquisa realizada por uma associação setorial. Não está claro quantos porcos morreram nas inundações. Os criadores foram mais atingidos nas Províncias de Hubei, Jiangxi, Hunan e Anhui, onde há cerca de 20 milhões de porcos – mais da metade em pequenas fazendas, segundo a pesquisa. O rebanho de suínos na China estava em 340 milhões de cabeças no fim de junho. A maioria dos 200 criadores consultados disse que as inundações vão adiar a reconstituição dos rebanhos. Alguns sofreram enormes prejuízos. Zheng Lili, Gerente-Geral da Shandong Yongyi Consultant, estima que os rebanhos nessas Províncias recuaram pelo menos 7% de maio a julho, em parte pela onda de pânico que levou criadores a vender porcos ainda sem o peso ideal. Há uma boa chance de que surjam surtos maiores de peste suína, segundo a analista sênior Pan Chenjun, do Rabobank. “Normalmente, as inundações trazem maior risco de doenças”. Ontem, o ministério encarregado de gestões de crise instruiu as Províncias mais afetadas a realizar medidas de prevenção contra epidemias e de desinfecção, depois que as águas baixarem. De acordo com Lin Guofa, analista sênior no Bric Agriculture Group., os alagamentos de fato poderão retardar a renovação dos rebanhos, a expansão das grandes fazendas e a construção de novas fazendas, que já enfrentavam problemas de falta de reprodutores. A Muyuan Foodstuff, segunda maior criadora de porcos na China, prevê pouco impacto com as inundações no Sul, porque a maioria de suas fazendas na região ainda não está em operação. A escassez de carne suína poderá manter os preços domésticos na China elevados até o primeiro trimestre de 2021, segundo previsão de Pan, do Rabobank.

Bloomberg

Covid-19 levou Pilgrim’s, da JBS, a prejuízo de US$ 6 milhões no 2º tri

A covid-19 atingiu em cheio a americana Pilgrim’s Pride, indústria de carne de frango controlada pela JBS, no segundo trimestre

A companhia reportou nesta quarta-feira um prejuízo líquido de US$ 6 milhões. No mesmo período do ano passado, a Pilgrim’s lucrou US$ 170 milhões. Em comunicado, a companhia informou que foi significativamente afetada pela pandemia no início do segundo trimestre. Ao longo do período, ponderou, a situação melhorou. Em junho, os resultados da Pilgrim’s já ficaram estáveis nos Estados Unidos, na comparação com igual período do ano passado. Na Europa, os negócios do grupo apresentam desempenho superior, ao passo que no México o desempenho está em linha com junho de 2019. Mesmo com essa melhora, os principais indicadores financeiros da companhia caíram. No segundo trimestre, a receita líquida da Pilgrim’s totalizou US$ 2,824 bilhões, queda de 0,7% na comparação anual. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado chegou a US$ 112,2 milhões, diminuição de 67,8%. Com isso, a margem Ebitda caiu 8,3 pontos, para 4%. A Pilgrim’s é importante para os resultados consolidados da JBS, que serão divulgados em meados de agosto. No ano passado, por exemplo, foi responsável por 22% da receita e 27% do Ebitda. Com ações listadas na Nasdaq, a Pilgrim’s é controlada pela JBS desde 2009. O grupo brasileiro tem mais de 75% das ações da companhia

Valor Econômico

Tyson Foods cria nova estratégia para combate ao novo coronavírus nos EUA

A americana Tyson Foods anunciou uma nova estratégia para evitar a disseminação do novo coronavírus entre seus funcionários. Entre as medidas estão um novo sistema de monitoramento, a expansão da equipe de saúde ocupacional e a contratação de um médico-chefe para a empresa

A estratégia de monitoramento foi desenhada com assistência de médicos especialistas e inclui testes de covid-19 contínuos e orientados por dados sobre trabalhadores sem sintomas, com determinados sintomas ou que estiveram em contato próximo com alguém com o vírus.“A adição de mais recursos e tecnologias reforça nosso compromisso de proteger os membros de nossa equipe, suas famílias e as comunidades próximas as unidades”, diz Donnie King, Presidente do grupo Tyson Foods, em nota. Segundo a Tyson, a empresa fez mais testes em seus trabalhadores que qualquer outra companhia americana. “Já tendo testado quase um terço de sua força de trabalho, a empresa planeja testar milhares de trabalhadores toda semana em todas as suas instalações”. Atualmente, menos de 1% da força de trabalho de 120 mil trabalhadores da Tyson Foods nos EUA desenvolveu a covid-19 ativo. Para apoiar o esforço de controle da doença, a Tyson Foods criou um cargo de diretor médico e planeja adicionar quase 200 enfermeiros e pessoal de suporte administrativo para complementar a equipe de mais de 400 pessoas atualmente envolvida nos serviços de saúde da empresa.

Valor Econômico

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