
Ano 6 | nº 1278| 15 de julho de 2020
ABRAFRIGO
ACOMPANHAMENTO DAS PROPOSTAS DA CNI
Atualizado com medidas adotadas até 14 de julho de 2020
Veja no link:
https://drive.google.com/file/d/1lqbHtoEas-JPNNs_BQATVq9mm9YCyxBO/view?usp=sharing
CNI: RESUMO DOS TRIBUTOS FEDERAIS COM REDUÇÃO DE ALÍQUOTA
Documento atualizado com informações disponíveis até o dia 14 de julho de 2020
Veja no link:
https://drive.google.com/file/d/16OPgJoUfz4SGzovoFxQF9gRYTWwlp9Kb/view?usp=sharing
NOTÍCIAS
Escalas enxutas no mercado do boi
Em São Paulo, sem alongar as escalas de abate, que atendem em média três dias, a cotação do boi gordo permaneceu firme na última terça-feira (14/7) em R$218,00/@, bruto e à vista, R$217,50/@, livre de Senar, e em R$214,50/@, descontado o Senar e o Funrural
A escassez de animais para abate refletiu em alta na cotação da vaca gorda e novilha gorda, que ficaram cotadas em R$200,00/@ e R$210,00/@, respectivamente, bruto e à vista, segundo levantamento da Scot Consultoria. Alta de R$2,00/@ frente ao fechamento do dia anterior (13/7). Em Dourados-MS, a arroba do boi gordo ganhou força e subiu R$3,00/@ na comparação feita dia a dia, e o boi gordo ficou cotado em R$209,00/@, bruto e a prazo, R$208,50/@, descontado o Senar, e em R$206,00/@, livre de impostos (Senar e Funrural), ambos a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo registra nova alta em MG e chega a R$ 217, aponta Safras
De acordo com a consultoria, a fraca demanda interna impede valorizações mais consistentes na arroba
Os preços do boi gordo continuaram firmes no mercado físico nesta terça-feira, 14. “A tendência de curto prazo remete a manutenção dos preços, avaliando não haver grande espaço para movimentos ainda mais consistentes de alta neste momento, consequência da ainda frágil da demanda doméstica”, diz o analista da Safras Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, o processo de reabertura da economia em algumas regiões (com ênfase na cidade de São Paulo) ocupa um papel importante na retomada do consumo de carne bovina. “No entanto, esse consumo não estará no mesmo patamar se comparado ao momento anterior à pandemia”, salienta. Enquanto isso, a oferta de animais terminados permanece restrita e a China segue importando volumes relevantes de proteína animal, elementos que impossibilitam que os frigoríficos pressionem o mercado de maneira mais efetiva. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 220 por arroba, estáveis na comparação com a segunda-feira. Em Uberaba (MG), subiram de R$ 215 para R$ 217 por arroba. Em Dourados (MS), continuaram em R$ 211 a arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 211 a arroba, inalterado. Já em Cuiabá (MT), ficou em R$ 197 a arroba, estável. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a uma moderada alta dos preços. “O processo de reabertura dos restaurantes e demais estabelecimentos na cidade de São Paulo remete a avanços da demanda. Mas, como dito, essa demanda não está no mesmo patamar se comparado ao período anterior à pandemia, algo natural dada às dificuldades econômicas provocadas pela quarentena prolongada. Além disso, os estabelecimentos adotam medidas rigorosas de controle, operando abaixo de sua capacidade”, salienta. A ponta de agulha continuou em R$ 12,10 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,65 o quilo, e o corte traseiro permaneceu em R$ 14 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Abate de bovinos em Mato Grosso cai 6,6% no 1º semestre
Os abates de bovinos em Mato Grosso, estado detentor do maior rebanho do Brasil, caiu 6,57% no primeiro semestre quando comparado ao mesmo período do ano passado, em parte devido ao desaquecimento da demanda interna por carnes durante a pandemia, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)
O estado abateu 2,51 milhões de bovinos no primeiro semestre, em linha com as estimativas do Imea. Essa queda também foi influenciada pela redução na quantidade de animais confinados, disse o Imea em seu mais recente relatório. Em junho, os abates de bovinos originados em Mato Grosso somaram 471,1 mil cabeças, 8% acima dos abates em maio e 13,18% superiores a junho de 2019. A queda nos abates no primeiro semestre ocorreu em momento de aceleração nas exportações brasileiras de carne bovina, principalmente para a China. O país asiático comprou 58,87% de toda a carne bovina exportada por Mato Grosso no primeiro semestre, segundo o Imea. O estado também tem mercados halal entre os principais compradores de sua carne.
CARNETEC
Preço do boi gordo resiste à pandemia e pode voltar a nível recorde
Diante da oferta restrita, demanda mais fraca no país não foi capaz de derrubar as cotações
Apesar dos efeitos negativos da pandemia sobre a demanda interna, o boi gordo não só resistiu às turbulências da covid-19 como engatou um movimento de valorização que poderá levá-lo a repetir o patamar recorde alcançado em 2019. Para surpresa de alguns analistas, a demanda mais fraca no Brasil não foi capaz de derrubar as cotações. No mês passado, o indicador Cepea/B3 para o boi gordo no Estado de São Paulo (referência para o restante do país) subiu 6,6%, para R$ 218,4 por arroba e seguiu nesse nível em julho. Em 12 meses, a alta foi de 43,5%. Em termos nominais, o indicador está a menos de R$ 13 do recorde de R$ 231,35 atingido em 29 de novembro de 2019. Como o pico da entressafra é só entre outubro e novembro, há espaço para o preço do gado subir, diz Michel Tortelli, sócio da Finpec, startup que capta recursos com investidores para comprar gado e fazer a engorda em confinamentos. Conforme analistas, a oferta restrita de gado vem se sobrepondo à demanda interna – que absorve mais de 70% da produção nacional -, ditando as cotações. Com o preço do bezerro nas alturas, o pecuarista foi estimulado a reter mais vacas para reprodução, reduzindo a oferta de animais enviados aos abatedouros. Não à toa, os abates vêm caindo. No primeiro trimestre, os frigoríficos processaram 7,2 milhões de bovinos, baixa de 8,4% ante o mesmo período do ano passado, conforme o IBGE. Nos abatedouros fiscalizados pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), os indicativos são de que a queda prossegue. Quando se compara os dados de abate por sexo, o efeito da retenção das vacas fica claro. No primeiro trimestre, os abates de vacas e novilhas diminuíram 17,8% e 12% ante igual período de 2019, de acordo com o IBGE. As fêmeas costumam representar mais de 40% do abate. “A decisão foi segurar as matrizes. Temos pouco animal no pasto”, afirmou o pesquisador Thiago Bernardino de Carvalho, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Segundo ele, os sinais de que a oferta de gado estava mais restrita começaram a vir em agosto, quando os pecuaristas relataram dificuldades para encontrar boi magro para comprar. Nesse cenário, os preços do boi magro dispararam. Em junho, a cotação média atingiu R$ 2.942,65 por cabeça, valorização de 45,8% na comparação com igual período de 2019, conforme o Cepea. Em termos reais, o boi magro atingiu o maior nível em pelo menos cinco anos.
VALOR ECONÔMICO
Oferta limitada continua ditando o rumo dos preços no mercado de reposição
Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todos os estados monitorados, entre machos e fêmeas anelorados, a alta foi de 1,5% nos preços dos animais de reposição na segunda semana de julho, em relação à semana anterior
Na comparação com o mesmo período de 2019, a valorização acumulada foi de 12,0%. As altas foram puxadas pelas categorias mais eradas para giro rápido, especialmente os machos. Na média do boi magro e garrote a alta foi de 2,0%, frente a 1,9% das categorias mais jovens (média bezerro de ano e desmama).
SCOT CONSULTORIA
Bom volume exportado de carne bovina em julho
As exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem em bom ritmo
Segundo a Secretária de Comércio Exterior (Secex), em julho, até a segunda semana, a média diária embarcada foi de 6,6 mil toneladas, o que representou incremento de 14% frente ao mesmo período do ano passado. O faturamento foi 16,9% maior nessa comparação e ficou em US$26,97 milhões por dia. A demanda externa está aquecida e contribui para o quadro de preços firmes no mercado do boi gordo.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar fecha em queda com melhora de humor externo
O dólar fechou em queda ante o real na terça-feira, ao término de mais uma sessão instável que acompanhou o vaivém dos preços no exterior em meio às incertezas sobre o coronavírus, a esperanças sobre a economia e a tensões EUA-China
O dólar à vista caiu 0,73%, a 5,3484 reais na venda. Na B3, o dólar futuro tinha queda de 0,94%, a 5,3555 reais, às 17h04. A volatilidade geral denuncia uma crescente cautela do mercado com um “combo” formado por aumento de casos de Covid-19 e suas consequências, sinais mistos sobre a atividade econômica pelo mundo e renovadas tensões geopolíticas entre EUA e China. E a instabilidade nos preços do câmbio voltou a ser tema de discussão no mercado nesta sessão. O dólar oscilou no dia entre alta de 1,24%, para 5,4548 reais, e queda de 1,05%, a 5,3312 reais. A moeda recorrentemente tem alternado ganhos e perdas intradiárias por vezes simétricas ao longo das últimas sessões, com variações no dia superiores a 10 centavos de real —caso da terça-feira. Bernardo Zerbini, um dos responsáveis pela estratégia da gestão macro da gestora AZ Quest, disse que uma das teorias para explicar o intenso vaivém nos preços do dólar está relacionada ao aumento de operações por fundos quantitativos, aqueles baseados em algoritmos, além de maior negociação de contratos futuros de Míni de Dólar Comercial da B3 —versão menor do contrato de dólar futuro mais negociado. “Junto com aumento dessas operações, o que pode estar acontecendo também é um afastamento de fundos institucionais”, disse, explicando que isso pode estar afetando a liquidez e deixando o mercado mais suscetível a operações pontuais e/ou de poucos players.
Para Zerbini, no geral, o real ainda parece ser o “patinho feio” dos ativos domésticos.
REUTERS
Ibovespa retoma marca dos 100 mil pontos com Vale em máxima histórica
O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, recuperando a marca dos 100 mil pontos perdida na véspera, em sessão com disparada de 7% da Vale para nova máxima histórica, em meio ao avanço do preço do minério de ferro na China e perspectivas sobre dividendos
Os papéis da Petrobras também mostraram valorização expressiva, apesar do comportamento contido dos preços do petróleo, assim como os de bancos no final do pregão, reforçando a trajetória positiva na bolsa paulista. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 1,77%, a 100.440,23 pontos. O volume financeiro alcançou 29,3 bilhões neste pregão, véspera dos vencimentos de contratos de opções sobre o Ibovespa. A performance das ações no Brasil teve aval de Wall Street, onde o S&P 500 fechou no azul, mesmo com casos crescentes de coronavírus nos Estados Unidos e bancos mostrando provisões significativas contra potenciais efeitos econômicos da pandemia. Pesquisa do Bank of America com gestores na América Latina mostrou sentimento mais positivo em relação ao Ibovespa, com quase metade vendo o índice acima de 110 mil pontos no final do ano. A outra metade vê entre 95 mil e 110 mil pontos.
REUTERS
Atividade econômica no Brasil mostra retomada em maio com avanço de 1,31%, aponta BC
A atividade econômica brasileira voltou a crescer em maio, depois de dois meses de contração recorde como consequência das medidas de contenção contra o coronavírus, indicando que abril foi o pior mês para a economia do país
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 1,31% em maio sobre abril, em dados dessazonalizados informados pelo BC na terça-feira. Em abril, o índice recuou 9,45%, em dado revisado pelo BC ante queda de 9,73% informada antes, em um resultado recorde negativo na série histórica do IBC-Br iniciada em 2003. Em março, a queda do IBC-br foi de 6,14%. Na comparação com maio de 2019, o IBC-Br apresentou queda de 14,24% e, no acumulado em 12 meses, teve perdas de 2,08%, segundo números observados. A epidemia de coronavírus fechou empresas, lojas e produção e ainda manteve pessoas em isolamento social, levando a perspectivas de contração histórica para a economia brasileira neste ano. O mês de maio já registrou algum retorno da produção econômica, embora ainda em níveis insuficientes para recuperar as perdas anteriores, conforme as medidas de isolamento social começaram a ser gradualmente flexibilizadas. No mês, a produção industrial do Brasil aumentou 7%, mas ficou longe de reverter a queda de 26,3% acumulada nos meses de março e abril. As vendas no varejo registraram aumento recorde em maio de 13,9%, mas também recuperaram apenas parte das perdas dos dois meses anteriores. Por sua vez o setor de serviços continuou registrando perdas. O Ministério da Economia deve divulgar nesta semana novas estimativas para a economia, mas por enquanto a projeção oficial segue de retração de 4,7% para o PIB este ano, enquanto o BC calcula queda de 6,4%. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) passou a ver uma contração de 9,1% para a economia brasileira neste ano. A pesquisa Focus mais recente do Banco Central mostra que o mercado estima contração de 6,10% para a economia em 2020, com crescimento de 3,5% em 2021.
REUTERS
Decreto permite recontratação de demitido durante pandemia e abre espaço para redução salarial
O governo do Presidente Jair Bolsonaro editou decreto na terça-feira que permite que trabalhadores demitidos sem justa causa durante a pandemia de Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, sejam recontratados menos de 90 dias depois e abre caminho para que a nova contratação se dê em condições diferentes da original, como por exemplo com um salário inferior
O decreto, assinado pelo Secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, determina que não será considerada fraudulenta a recontratação no prazo de 90 dias. Ao mesmo tempo que o texto do decreto afirma que a recontratação terá de ser dar nos mesmos termos do contrato anterior, abre espaço para mudanças “quando houver previsão nesse sentido em instrumento decorrente de negociação coletiva”. Além disso, o decreto prevê que seus efeitos são retroativos a 20 de março de 2020, poucos dias depois da data em que foi registrada a primeira morte confirmada por Covid-19 no Brasil. Mais cedo, Bolsonaro assinou decreto que amplia o período pelo qual empresas podem suspender os contratos de trabalho e reduzir os salários e a jornada de trabalho de seus funcionários.
REUTERS
EMPRESAS
Frigoríficos põem em marcha ajuda a clientes
Foco para apoiar retomada são as empresas de pequeno porte
Alguns dos maiores frigoríficos brasileiros colocaram em marcha programas para ajudar clientes de pequeno porte abalados pela pandemia. Somando as iniciativas anunciadas por Marfrig e Minerva Foods, os clientes poderão acessar R$ 80 milhões para capital de giro. BRF e Aurora também fazem parte de um grupo de grandes companhias de consumo – que inclui gigantes como Coca-Cola, Nestlé, Mondelez, Pepsico, Ambev e Heineken – que prevê investir R$ 370 milhões para ajudar na retomada. Anunciado em maio, o fundo de alívio criado pela Minerva deu início, nesta semana, aos desembolsos relevantes, afirmou o Diretor Financeiro da empresa, Edison Ticle. Com o apoio do BTG Pactual, a Minerva criou um Fundo de Investimentos em Direito Creditório (FDIC) pelo qual emprestará cerca de R$ 30 milhões aos clientes – especialmente para pequeno varejo. A Minerva emprestará os recursos com um ano de carência e juros abaixo do mercado, afirmou Ticle. Cada cliente poderá tomar até R$ 30 mil. Os recursos podem ser usados para diversos fins. Não é necessário comprar produtos da companhia para tomar o empréstimo. De uma base de mais de 50 mil clientes, a Minerva selecionou 1,2 mil que poderão acessar a linha de crédito. “Escolhemos os que têm relacionamento bom e duradouro e que, por causa da pandemia, estão tendo problemas. Há clientes com histórico de compras de mais de dez anos”, disse Ticle, acrescentando que a frequência das compras foi um dos critérios usados para seleção. No caso da Marfrig, o programa terá foco no food service (restaurantes e churrascarias), segmento que representa entre 15% e 20% das vendas da empresa no Brasil. A intenção é atender 5 mil clientes com faturamento na casa de R$ 5 mil por mês, afirmou ao Valor Marcelo Proença, Diretor de Food Service da Marfrig. O apoio da companhia, que alcançará R$ 50 milhões, se dará com a extensão do prazo de pagamento e o aumento do limite de compras dos clientes. Antes da pandemia, esse perfil de cliente pagava a empresa com dez a 14 dias de prazo. A Marfrig poderá dobrar esse período. Segundo Proença, cada cliente que acessar o programa pode se beneficiar da extensão de prazo e limite por três meses. Batizada de #TMJ (em alusão ao bordão “Tamo Junto”), ficará em vigor até dezembro. “O programa está disponível para a base de clientes regulares”, afirmou. Dona de algumas das marcas mais famosas e presentes nos lares brasileiros, como Sadia e Perdigão, a BRF se juntou a outras sete grandes companhias no Movimento Nós, uma iniciativa que entrou em vigor no mês passado e prevê apoiar 300 mil pontos de venda, afirmou o Vice-Presidente de mercado Brasil da BRF, Sidney Manzaro. De acordo com o executivo, o grupo de empresas investirá R$ 370 milhões no projeto, o que inclui a distribuição de 150 mil kits de segurança (com álcool em gel, máscaras e luvas) e também apoio para o capital de giro, com descontos comerciais e mais prazo de pagamento. “É um movimento que se tornou a principal alavanca de ativação do mercado. Imagina um pequeno varejo, ter essa ajuda das oito empresas”, ressaltou Manzaro. O vice-presidente da BRF também salientou a preocupação do Movimento Nós com a segurança. O programa entra em vigor gradualmente, e por Estado. “Tem que ter estabilidade de três semanas. Não iremos entrar num programa de fomento da retomada enquanto o governo não liberar o comércio”, explicou. A ideia é apoiar as pontos de venda só após a região ou Estado completar três semanas reaberto sem um aumento descontrolado da covid-19. Na JBS, dona das marcas Friboi e Seara, não há um programa específico de apoio aos pequenos clientes, mas a companhia informou que “tem intensificado medidas de apoio e estudado todas as ações necessárias, incluindo renegociação de prazo de pagamentos”. Apenas no food service, a empresa atende 38 mil clientes no Brasil.
VALOR ECONÔMICO
Minerva informa que voltou a alcançar 100% de conformidade com o Compromisso Público da Pecuária
Empresa faz o mapeamento geoespacial de 100% de seus fornecedores no bioma amazônico
A brasileira Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina na América do Sul, informou que pelo sétimo ano consecutivo alcança, no bioma amazônico, 100% de conformidade com o Compromisso Público da Pecuária, firmado em 2009. Os resultados foram ratificados pela BDO RCS Auditores Independentes. “No processo, foram auditados critérios socioambientais como desmatamento zero, sobreposição a áreas de proteção ambiental e terras indígenas, existência de embargos ambientais e uso de mão-de obra análoga à escrava na região da Amazônia”, afirmou a empresa. “No Brasil, monitoramos mais de 9 mil fornecedores na Amazônia, compreendendo um território de mais de 9 milhões de hectares. Realizamos 100% do mapeamento geoespacial dos nossos fornecedores situados no bioma amazônico. A excelência nos resultados alcançados reflete o modelo de gestão adotado que tem a sustentabilidade como pilar fundamental na nossa atuação e governança corporativa”, diz, em comunicado, Taciano Custodio, Diretor de sustentabilidade da Minerva. A companhia realça, ainda, que seus compromissos ambientais se estendem ao Paraguai, onde é pioneira no monitoramento geoespacial do bioma Chaco e já tem mais de 50% de seus fornecedores mapeados.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Importação de carne pela China no 1° semestre cresce 73,5%
A China importou 4,75 milhões de toneladas de carne, incluindo miudezas, no primeiro semestre, mostraram dados da alfândega na terça-feira, com alta de 73,5% ante mesmo período do ano anterior
Compradores chineses aumentaram as importações de carne depois de um colapso na produção doméstica de carne suína causado por uma epidemia de peste suína africana que varreu o país desde 2018. A China importou 896 mil toneladas de carne em junho, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas, alta de 9,8% ante as 813 mil toneladas em maio. “É um número surpreendentemente alto. Os preços de porcos vivos caíram um pouco em maio, então achei que isso reduziria importações um tanto, mas isso não ocorreu”, disse Darin Friedrichs, analista sênior na StoneX. Ele acrescentou que espera significativa redução nas importações em julho devido a questão logísticas relacionadas a testes adicionais para coronavírus em carnes importadas. Em comunicado em separado, a alfândega disse que as importações chinesas de carne suína cresceram 140% de janeiro a junho, para 2,12 milhões de toneladas. As importações de carne bovina avançaram 42,9%, para 997 mil toneladas. Não foram divulgados dados individuais de junho.
REUTERS
Em junho, plantel de suínos na China cresceu pelo 9° mês consecutivo
De acordo com levantamento o Ministério da Agricultura, em 400 municípios monitorados, o número de fêmeas reprodutoras aumentou 3,6% em relação a igual mês de 2019
O plantel de suínos da China cresceu novamente em junho, considerando o número de animais vivos e o estoque de fêmeas, segundo o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país. De acordo com levantamento da pasta em 400 municípios monitorados, o número de fêmeas reprodutoras aumentou 3,6% em junho em relação a igual mês do ano passado. Desde outubro do ano passado, o estoque de fêmeas reprodutoras cresce há nove meses consecutivos, um aumento de 28,6% em relação a setembro do ano passado”, destaca o comunicado do ministério. De acordo com o estudo, o abate de animais aumentou 6,5% em junho ante maio – quarta alta mensal consecutiva – e representa avanço de 36,7% em relação a fevereiro. O volume nacional de suínos vivos também aumentou em junho ante maio, registrando o quinto incremento mensal consecutivo. Segundo o diretor do Departamento de Pecuária e Veterinária do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, Yang Zhenhai, no fim de junho o plantel chinês era de 340 milhões de suínos, 30 milhões animais a mais que em relação ao fim do ano passado. “No geral, a taxa de recuperação da capacidade de produção é melhor do que o esperado”, disse Yang. O ministério espera que o número de suínos prontos para o abate aumente gradualmente em julho e que a oferta doméstica de carne suína continue melhorando até o fim do ano. Ao mesmo tempo, as importações de carne suína este ano devem aumentar em mais de 1 milhão de toneladas em relação ao ano passado. O comunicado destaca, ainda, que a recuperação do plantel anima os produtores a investirem na criação de suínos. De acordo com o monitoramento, 6.177 fazendas de suínos em larga escala recém-construídas foram colocadas em produção na primeira metade do ano e 10.788 fazendas de suínos em grande escala foram reabastecidas no ano passado. Apesar dos progressos, o ministério pondera que a tarefa de estabilizar a produção e a oferta local, após a epidemia da peste suína africana, “ainda é árdua”. A expectativa do governo chinês é de recuperar o plantel de suínos em nível próximo ao observado antes da doença até o fim deste ano. “Devemos continuar aumentando nossos esforços para manter o bom momento de recuperação na produção de suínos vivos”, destacou Yang. O ministério informou, ainda, que, com a retomada gradual das atividades econômicas do país após a pandemia do novo coronavírus, o consumo de carne suína aumentou significativamente e os preços do produto voltaram a subir em junho após três meses de queda.
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ABRAFRIGO
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