CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1252 DE 08 DE JUNHO DE 2020

abra

Ano 6 | nº 1252| 08 de junho de 2020

 

ABRAFRIGO 

BNDES lança novo programa de apoio aos produtores rurais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou o Programa BNDES Crédito Rural, para financiar investimentos nas atividades agropecuárias e agroindustriais. A iniciativa vai disponibilizar inicialmente R$ 1,5 bilhão, para projetos de investimento (BNDES Crédito Rural Investimento) e para aquisição isolada de máquinas e equipamentos (BNDES Crédito Rural Finame). Veja mais no link:

https://agenciadenoticias.bndes.gov.br/detalhe/noticia/BNDES-lanca-novo-programa-de-apoio-aos-produtores-rurais/ 

NOTÍCIAS 

Mercado do boi gordo em alta

Na praça paulista, após uma semana de forte valorização da arroba do boi gordo, o tom foi de estabilidade na última sexta-feira (5/6), mas com um viés de alta

A pouca disponibilidade de boiada terminada, associada à necessidade das indústrias em compor as escalas de abate e o feriado no próximo dia 11/6 (Corpus Christi), que diminui os dias da semana para compra de gado, além de uma possível melhora na demanda por carne bovina, contribuem para esse movimento. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo que atende ao mercado interno ficou cotada em R$200,00, bruto e à vista, R$199,50, livre de Senar, na mesma condição de pagamento, e em R$196,50, descontado os impostos (Senar+Funrural), também à vista.

SCOT CONSULTORIA 

Carne bovina subiu no atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina ganharam força. Na última semana, houve alta de 0,47%, em média, considerando todos os cortes pesquisados

Essa alta reflete uma injeção de ânimo no consumo interno de carne bovina a partir do pagamento dos salários, feriado nesta semana e flexibilização da quarentena em algumas regiões do país. Contudo, o quadro de crise econômica é um entrave para maiores reações.

SCOT CONSULTORIA 

Modo chinês de negociar intriga frigoríficos

Pedidos de desconto e renegociação de contratos voltaram a pressionar indústrias pequenas e médias 

O modo chinês de negociar continua a intrigar os participantes da indústria frigorífica da América do Sul, região responsável por cerca de 70% das importações de carne bovina do país asiático. A rotina comercial é desgastante, com importadores pedindo renegociação de contratos, descontos e mesmo cancelamento de compras. Há dois meses, a alegria entre exportadores era indisfarçável graças ao fluxo positivo de embarques à China, mas não era capaz de anular o sentimento de desconfiança entre aqueles que sofreram com o expressivo movimento de renegociação de contratos deflagrado pelos importadores chineses entre o fim do ano passado e o início de 2020. “Cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça”, advertira, em entrevista concedida em 14 de abril, um empresário da indústria. Desde meados de maio, os importadores chineses vêm tentando emplacar descontos de até 25%. O Valor apurou que os pedidos de descontos oscilam entre US$ 500 e US$ 1 mil por tonelada. Antes da recente ofensiva dos importadores, o valor recebido pelos exportadores brasileiros estava próximo de US$ 5 mil. Na prática, o movimento especulativo prejudica principalmente os frigoríficos de pequeno e médio porte, que não têm gordura financeira para queimar, sendo muitas vezes forçados a vender o produto a preços pouco atraentes. Por outro lado, as indústrias de grande porte – gigantes como JBS, Marfrig e Minerva Foods -, possuem melhores condições para resistir às pressões comerciais devido ao histórico de relacionamento com clientes chineses. A depender de quão alongada a carteira de vendas estiver, os grandes também podem se dar ao luxo de segurar as vendas até que os preços da carne se normalizem. Mas as melhores condições não impedem que os grandes também sofram com renegociações. No balanço do quarto trimestre de 2019, a JBS reconheceu que descontos concedidos a clientes na China prejudicaram o resultado do negócio de carne bovina no Brasil. Conforme o Valor já informou, esses descontos foram de cerca de R$ 200 milhões. Nesse cenário, ganha mais (ou perde menos) aqueles que acertarem o momento de vender a carne, fugindo da euforia, quando os preços ficam muito altos e fora da realidade, e também da depressão que marca o comportamento especulativo dos importadores quando os estoques de carne estão fartos – como nas últimas semanas. No longo prazo, argumentam as fontes, não há o que temer. Não à toa, o governo brasileiro enviou na semana passada uma lista com 21 frigoríficos para serem habilitados pela China, que já absorve 37% da carne bovina exportada pelo Brasil. As vendas ao país asiático mais que dobraram no primeiro quadrimestre, ultrapassando 200 mil toneladas.

VALOR ECONÔMICO 

ECONOMIA 

Real tem melhor semana com exterior ditando ajuste de posições

O mercado de câmbio voltou a ser dominado por uma onda de venda de dólares na sexta-feira, que coroou a melhor semana para o real em mais de 11 anos, em meio à disparada da demanda global por risco diante de um crescente otimismo econômico no mundo

O dólar interbancário fechou a sexta em baixa de 2,80%, a 4,9877 reais na venda, menor nível desde o último dia 13 de março (4,8128 reais). Na semana, o dólar recuou 6,60%, mais intensa depreciação desde outubro de 2008. Esta marcou a terceira semana consecutiva de perdas para a divisa norte-americana no Brasil. No período, a cotação cedeu 14,58%%, maior desvalorização para esse intervalo desde pelo menos o fim de março de 2002. Na B3, o dólar futuro tinha queda de 2,99%, a 4,9720 reais, às 17h32. Dados da operadora da Bolsa mostram que investidores estrangeiros venderam dólares nos mercados futuros desde 13 de maio, quando a moeda cravou a máxima recorde nominal. Os estrangeiros venderam, em termos líquidos, 2,287 bilhões de dólares em contratos de dólar futuro, cupom cambial e swap cambial. Já os fundos locais desmontaram bem menos, 943 milhões de dólares, no mesmo período. Ambos os grupos ainda mantêm posições líquidas compradas em dólar, mas, dada a pulverização de instrumentos e mercados utilizados para se montar apostas no câmbio, analistas chamaram atenção para as variações de posições, ambas no sentido de venda de moeda dos EUA. Profissionais de mercado citam de forma unânime a melhora do ambiente externo como fator de destacada relevância para a correção na taxa de câmbio. Mas apontam que uma aparente desescalada nas tensões políticas internas —além da já citada percepção de maior presença do Banco Central no mercado cambial— também têm tido papel preponderante na recente apreciação da moeda brasileira. Na sexta, a autoridade monetária fez colocação integral de todos os 12 mil contratos de swap ofertados para rolagem. No ano, o real ainda perde 19,54%.

REUTERS 

Ibovespa acumula 3º semana de alta com aposta em reação de economias

No setor de proteínas, MARFRIG ON cedeu 3,57%, MINERVA ON perdeu 2,62%, BRF ON caiu 3,20% e JBS ON encerrou com decréscimo de 2,42%

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,86%, a 94.637 pontos, tendo alcançado 97.355,75 pontos na máxima da sessão. Na semana, a terceira seguida no azul, subiu 8,3%, reduzindo as perdas acumuladas no ano para cerca de 18%. O volume financeiro na sexta-feira foi novamente acima da média diária de 2020 e totalizou 38,4 bilhões de reais.  Mas ainda segue distante da máxima intradia registrada em janeiro, de 119.593,10 pontos. O analista de investimentos José Falcão, da Easynvest, elenca uma série de razões para a performance das ações, entre eles o sentimento e esperança de que o pior pode estar passando na crise relacionada ao Covid-19, com abertura em vários países, mesmo que os problemas ainda não estejam resolvidos. Ele também cita a alta liquidez global, após medidas de estímulos para combater a pandemia; juros baixos, que tornam os mercados mais inclinados ao risco; ativos desvalorizados com preços e taxas atrativas em meio à crise; melhora em dados econômicas, mesmo que ainda ruins, e cena política mais calma.

REUTERS 

EMPRESAS 

TACs com frigoríficos beneficiam 170 mil trabalhadores, diz MPT

Os Termos de Ajuste de Conduta (TACs) firmados pelos frigoríficos para garantir medidas de proteção aos funcionários contra a covid-19 beneficiam cerca de 170 mil trabalhadores, informou o Ministério Público do Trabalho (MPT), em nota

Até o momento, os TAC firmados entre o MPT e as empresas abrangem 78 unidades frigoríficas. Ao todo, dez empresas assinaram compromissos com o órgão. BRF, Marfrig e Aurora firmaram TACs em âmbito nacional. Minuano, Agrodanieli, Nicolini, Dália, Agroaraça, GTFoods e Languiru também fizeram acordos. Maior indústria de carnes do país e do mundo, a JBS não aceitou firmar TACs. A empresa vem argumentando que já adotou as medidas de proteção e que, por isso, não teria conduta a ser ajustada. A negociação do MPT com os frigoríficos é liderada pelos procuradores que compõem o Projeto de Adequação do Meio Ambiente do Trabalho em Frigoríficos, que existe desde 2010. Desde que o projeto entrou em vigor, informou o MPT, foram firmados acordos para assegurar pausas de recuperação térmica e de fadiga com todos os grandes frigoríficos do país. De acordo com o MPT, esses acordos “reduziram de forma substancial os adoecimentos nos frigoríficos e o número de ações trabalhistas individuais e coletivas, beneficiando cerca de 500 mil trabalhadores do setor”.

VALOR ECONÔMICO

Embarques de produtos gourmet têm crescimento

Frigoríficos ampliam vendas de carne angus para a China

Os frigoríficos exportadores brasileiros vêm tentando diversificar a pauta de exportação de carne à China, acrescentando cortes de maior valor agregado. Levantamento feito pela Associação Brasileira de Angus mostra que, embora ainda tímidos na comparação com os embarques totais, as vendas de carne bovina de angus – animal de raça europeia -, registram um expressivo aumento. No primeiro quadrimestre, as exportações de carne angus certificada cresceu 66,5% ante o mesmo intervalo de 2019, somando 193,4 toneladas. Desse total, os chineses ficaram com 102 toneladas no período. “Se o mercado chinês mantiver as compras nesse patamar, é possível que fechemos o ano perto do recorde da raça”, disse a Gerente Nacional do Programa Carne Angus Certificada, Ana Doralina Menezes. Conforme a associação, as vendas de carne certificada da raça chegaram ao maior patamar da história em 2017, quando 406 toneladas foram exportadas. De acordo com ela, a carne angus brasileira também vem ganhando espaço em países como Alemanha e Emirados Árabes. Nesse processo, disse, o país mostra que tem potencial para exportar carne gourmet, e não apenas o produto “commodity” que marca a pauta de exportações. Entre os frigoríficos brasileiros que exportam carne angus certificada para a China, estão o paulista Frigorífico Estrela, de Estrela d’Oeste (SP), a Minerva Foods e o Grupo ARG, de acordo com a associação. Em nota, a entidade destacou que o Estrela fez dois embarques de 27 toneladas de carne angus à China. O envio de um terceiro contêiner está previsto para os próximos dias. A carga inclui cortes de acém, costela do dianteiro sem osso, peixinho e contra filé. Em média, os cortes angus são de 60% a 70% mais caros que os de um animal sem qualquer certificação. Nas cargas embarcadas recentemente, o filé de costela angus foi vendido a US$ 11,2 mil à China. No mercado internacional, um filé de costela não certificado vale de US$ 5,5 mil e US$ 6 mil por tonelada, de acordo com a associação.

VALOR ECONÔMICO 

Justiça manda fechar fábrica da JBS no RS por 14 dias

A Justiça do Trabalho deu ordem para suspensão de todas as atividades produtivas da fábrica da JBS em Caxias do Sul (RS) por 14 dias após contaminação de parte dos trabalhadores por coronavírus

Como parte da decisão, o juiz do Trabalho Marcelo Silva Porto também determinou afastamento imediato de todos os trabalhadores da fábrica que sejam de grupo de risco. Segundo a ação aberta por procuradores que pediam o fechamento da fábrica, 21 dos 1.700 trabalhadores da unidade contraíram coronavírus e dois foram hospitalizados. A JBS, dona de marcas como Seara, Friboi e Swift, afirmou que “tem como objetivo prioritário a saúde de seus colaboradores e ressalta que desde o início da pandemia tem adotado um rígido protocolo de prevenção contra a Covid-19 na sua unidade em Caxias do Sul e em todas as suas plantas no Brasil”.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS 

Embarque mensal de carne suína do Brasil ultrapassa 100 mil t pela 1ª vez, diz ABPA

A exportação de carne suína do Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de 100 mil toneladas em um mês, na esteira da ampla demanda da China pela proteína devido ao surto de peste suína africana no país asiático, disse na sexta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Em maio, o Brasil embarcou 102,4 mil toneladas, considerando o produto in natura e processado, alta de 52,2% ante as 67,2 mil toneladas exportadas no mesmo período do ano passado. Em receita, as vendas mensais de carne suína alcançaram 227,9 milhões de dólares, 58,4% acima do alcançado no quinto mês de 2019. No acumulado do ano até maio, as exportações da proteína chegaram a 383,2 mil toneladas, volume 34% acima do efetivado nos cinco primeiros meses de 2019, com 285,9 mil toneladas. “Ultrapassamos pela primeira vez o patamar de 100 mil toneladas e de 200 milhões de dólares em um único mês. Apesar de extremamente positivo, era um comportamento esperado pelo setor para este ano, mesmo com o enfrentamento da pandemia”, disse em nota o presidente da ABPA, Francisco Turra. No mês passado, a associação revisou para cima a projeção de embarques de carne suína em 2020, para intervalo entre 900 mil e 1 milhão de toneladas, o que representaria um crescimento de 33% ante 2019. A perspectiva anterior, divulgada em dezembro, apontava uma alta de 15% neste ano. Segundo Turra, as vendas para o mercado internacional ainda contribuem para reduzir a elevação dos custos produtivos.

REUTERS

as exportações totais de carne de frango (in natura e processados) alcançaram 399,4 mil toneladas em maio

O resultado que supera em 4,5% o saldo dos embarques efetivados no mesmo período de 2019, com 382,2 mil toneladas

No acumulado do ano, o volume exportado chegou a 1,764 milhão de toneladas, volume 4,9% acima do efetivado entre janeiro e maio de 2019, com 1,681 milhão. A associação ainda destacou que a China fortaleceu sua posição como principal destino das exportações de aves e de suínos, e foi um dos impulsos para o bom desempenho dos embarques neste período, conforme a nota.  “Esta é uma tendência que deverá se manter durante os próximos meses em relação ao mercado asiático”, estimou. Apesar dos esforços da China na recomposição do plantel de suínos, dizimado pela peste africana, nesta sexta-feira um novo surto da doença foi registrado na província de Yunnan, sudoeste do país, informou o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. Trata-se do primeiro a ser reportado na província desde novembro do ano passado. Neste contexto, a ABPA espera que os embarques de carne de frango do Brasil fiquem entre 4,3 milhões e 4,5 milhões de toneladas em 2020, alta de até 7% em relação a 2019, conforme projeção divulgada no mês passado.

REUTERS

Mercado do frango firme na primeira semana de junho

Após semanas de estabilidade nas granjas e queda no atacado, o mercado do frango apresentou valorização na primeira semana de junho 

Nas granjas paulistas, o produto apresentou o maior valor deste ano, com a ave terminada cotada em R$3,40 por quilo, um aumento de 13,3% quando comparada à semana anterior.

No atacado, a carcaça está cotada em R$4,10 por quilo, incremento de 15,5% na última semana. Com a oferta mais restrita e uma demanda maior devido ao início do mês, os preços deverão seguir firmes em curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

Maiores informações: 

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3088 8124 

https://www.facebook.com/abrafrigo/

abrafrigo

Leave Comment