
Ano 6 | nº 1251| 05 de junho de 2020
NOTÍCIAS
CEPEA: Média mensal da arroba é a terceira maior da série
As exportações brasileiras em volumes recordes e a baixa oferta doméstica de animais prontos para o abate continuam sustentando os preços da arroba bovina
Em maio, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 teve média de R$ 201,21, sendo 0,82% acima da observada em abril e 24,7% superior à de maio do ano passado, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI). A média de maio foi, também, a terceira maior de toda a série mensal do Cepea (iniciada em 1994), atrás somente do recorde real de dezembro de 2019, de R$ 215,77, e de novembro de 2019, de R$ 208,33. Quanto às exportações, somaram 155,136 mil toneladas em maio, crescimentos de 33,4% frente ao volume de abril e de 28,2% em relação ao de maio de 2019, segundo dados da Secex. Trata-se, também, de quantidade recorde para um mês de maio.
Cepea
Boi gordo: mercado firme e forte
A dificuldade em manter as programações de abate (entressafra) fez com que os frigoríficos paulistas ofertassem preços maiores na última quinta-feira (4/6)
Em São Paulo, o boi gordo voltou a bater nos R$200,00/@, à vista, sem desconto de impostos. Descontando a alíquota do Senar o preço é R$199,50/@. Livre de Funrural e livre do Senar a cotação é de R$197,00/@. A alta na comparação feita dia a dia foi de R$5,00/@. A oferta escassa de animais terminados, o forte ritmo das exportações e as escalas de abate enxutas explicam esse cenário. Os frigoríficos exportadores estão a todo vapor e para as boiadas que atendem aos requisitos do mercado chinês, animais jovens de até trinta meses, há ofertas de compra de até R$7,00/@ acima da referência. A oferta restrita de boiadas é a tônica na maior parte das regiões monitoradas.
Scot Consultoria
Carne bovina sem osso subiu no atacado
Mesmo com o consumo fraco devido à crise atual, os preços da carne bovina reagiram no atacado. Na comparação com a última semana, o acréscimo foi de 0,47% na média dos cortes pesquisados
Porém, ao contrário de observado nas últimas cotações, a maior valorização veio dos cortes do traseiro, 0,81% de alta, enquanto os cortes do dianteiro tiveram recuo de 0,72%. Com algumas cidades já iniciando o processo de flexibilização da quarentena e abertura parcial do comércio, espera-se que o consumo de carne venha a melhorar.
Scot Consultoria
Boi gordo: oferta curta continua provocando altas na arroba
De acordo com levantamento diário da consultoria Safras, os preços subiram em quatro das seis praças pecuárias acompanhadas
O mercado físico do boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos na quinta-feira, 4. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras, a tendência de curto prazo é de que os preços continuem firmes, sem espaço para correções agressivas para baixo, em um movimento atípico tratando-se de um fim de safra, quando geralmente a oferta é maior. “O fato é que os níveis de oferta estão aquém do normal, ao mesmo tempo em que a um maior otimismo quanto à demanda de carne bovina com o relaxamento das medidas de isolamento social em alguns estados, mesmo sabendo-se que os patamares de consumo não voltarão àqueles de antes da pandemia. A expectativa é grande principalmente em relação ao estado de São Paulo, maior centro consumidor de carne bovina do país”, diz. Enquanto isso, as exportações de carne bovina à China continuam ocorrendo em grande volume, com o gigante asiático procurando preencher a lacuna de oferta no mercado de proteína animal provocado pelo surto de peste suína africana. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 197 a arroba, estáveis. Em Uberaba (MG), passaram de R$ 193 para R$ 193/R$ 194 a arroba. Em Dourados (MS), foram de R$ 182 para R$ 183/R$ 184 a arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado passou de R$ 189 para R$ 190. Já em Cuiabá (MT), permaneceu em R$ 173. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem estáveis. Conforme Iglesias, há boa expectativa levando-se em conta um esperado crescimento da demanda na primeira quinzena do mês. A ponta de agulha ficou em R$ 11,20 o quilo, estável. Já o corte dianteiro permaneceu em R$ 11,75 por quilo, e o corte traseiro seguiu em R$ 13,30 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Frigoríficos brasileiros compraram gado ligado ao desmatamento, diz Greenpeace
Os frigoríficos brasileiros JBS, Marfrig e Minerva compraram milhares de cabeças de gado ligados ao desmatamento da Floresta Amazônica desde 2018, afirmou o Greenpeace Brasil em um relatório publicado na quinta-feira
O relatório fornece uma janela para a chamada lavagem de gado, na qual os bois criados em terras desmatadas ilegalmente são transportados entre fazendas para esconder suas origens. A pecuária é uma das principais causas do desmatamento da Amazônia, que atingiu maior nível em 11 anos no Brasil no último ano. As pastagens de gado ocupam cerca de 60% da área desmatada da floresta, segundo dados publicados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em 2016. Os três frigoríficos teriam comprado gado de uma fazenda chamada Barra Mansa, no Mato Grosso, entre janeiro de 2018 e julho de 2019, sendo que a JBS adquiriu pelo menos 6.000 bovinos, a Minerva comprou pelo menos 2.000 e a Marfrig outros 300, de acordo com investigação do Greenpeace. Durante esse período, pelo menos 4.000 cabeças de gado foram transferidas para a Barra Mansa de uma fazenda próxima, chamada Paredão, disse o Greenpeace. Paredão está ilegalmente localizada dentro de um parque estadual amplamente desmatado, segundo registros de terras e dados de desmatamento por satélite. Registros públicos mostram que as fazendas compartilham um proprietário, Marcos Antonio Assi Tozzatti. Questionadas sobre as alegações, JBS, Minerva e Marfrig reafirmaram em declarações à Reuters compromissos assumidos desde 2009 de não comprar gado de áreas desmatadas ilegalmente ou de fazendas sob embargo ambiental. As empresas disseram que o sistema brasileiro de rastreamento de gado dificulta a análise de “fornecedores indiretos”, que podem ser fazendas em péssimas condições que vendem gado para outras em boa posição. A JBS afirmou que Barra Mansa está em conformidade com as regras de compras responsáveis da empresa e que Paredão nunca foi listada como fornecedora de gado da JBS. A Minerva disse que bloqueou a fazenda Paredão de seu sistema desde 2018, mas Barra Mansa é um de seus fornecedores licenciados e que agora será investigada por quaisquer irregularidades. A Marfrig declarou ter comprado 180 bovinos no período em questão de Tozzatti e da Barra Mansa, que cumprem todos os padrões da empresa, e acrescentou que não estava familiarizada com a fazenda Paredão. A falta de rastreamento de ponta a ponta no mercado de gado brasileiro dificulta que os compradores tenham certeza se a carne está ligada ao desmatamento, segundo o Greenpeace. “Nenhum frigorífico ou supermercado no Brasil que compra animais da Amazônia atualmente pode garantir que todo o gado produzido e comprado na Amazônia brasileira seja totalmente livre de desmatamento”, informou relatório do Greenpeace.
REUTERS
MAPA libera o trânsito de gado entre PR e RS
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou na quarta-feira (03) o trânsito de bovinos e bubalinos entre o Rio Grande do Sul e os estados do Paraná e do Bloco I, que inclui o Acre, Rondônia e regiões do Amazonas e do Mato Grosso
A medida deve minimizar os impactos das restrições impostas em dezembro do ano passado e abril deste ano, sem prejuízo das garantias sanitárias que fundamentam o pleito brasileiro. No ofício nº 121/2020, o Ministério considera que estes estados e regiões estão em fase de transição, cumprindo os requisitos necessários para o pleito de zonas livres de febre aftosa sem vacinação junto à Organização Mundial de Saúde Animal – OIE, com regramentos e controles sanitários consonantes. “A liberação do trânsito para estes estados é uma demanda da Secretaria encaminhada ao Ministério da Agricultura. Uma excelente notícia, já que aproximadamente 50% do gado em pé é comercializado para o Paraná”, afirma Covatti Filho, Secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. Este ofício anula as Instruções Normativas SDA nº 37, de 27 de dezembro de 2019, e nº 23, de 29 de abril de 2020, que proibiam o ingresso e a incorporação de animais vacinados entre o Rio Grande do Sul e estes estados. Os estados de Santa Catarina e Paraná já são considerados livres de aftosa sem vacinação. O Rio Grande do Sul está buscando este status. Em agosto, uma auditoria do Mapa deve avaliar a condição sanitária do estado.
PECUARIA.COM.BR
ECONOMIA
Dólar tem nova alta após quedas recentes
O dólar ajustou para cima na quinta-feira, depois de dias de fortes quedas, com as operações locais seguindo uma correção também entre moedas emergentes e nos mercados de ações após rali recente
O dólar interbancário subiu 0,89%, a 5,1315 reais na venda. Ao longo da sessão, oscilou entre alta de 1,10% (para 5,1424 reais) e queda de 1,20% (a 5,0254 reais). Na B3, o dólar futuro ganhava 1,33%, a 5,1390 reais, às 17h05. A alta veio depois de sucessivas quedas. Apenas nos três primeiros pregões de junho o dólar à vista cedeu 4,76%. No intervalo de 11 sessões até a véspera, a divisa caiu 11,71%. Nesta quinta moedas emergentes pares do real, como peso mexicano, rublo russo e sol peruano —entre as que mais se valorizaram recentemente—, também recuavam. A queda recente do dólar foi atribuída a desmonte de posições excessivamente vendidas em real na esteira da melhora do ambiente externo com farta liquidez e de percepção de maior atenção do Banco Central ao câmbio. O dólar caiu em todo o mundo no período, mas a magnitude do movimento tem alimentado debates sobre os fundamentos do otimismo que catapultou mercados de risco a máximas desde março. “Economias estão reabrindo, os números do vírus não estão explodindo, a União Europeia parece estar elaborando um plano para evitar o pior. Mas existem riscos ocultos em segundo plano, inclusive a situação EUA-China e um cenário de Covid ainda frágil nos mercados emergentes (e nos EUA)”, disseram analistas do Bank of America, ao analisarem aparente desconexão entre a queda do dólar e rali de moedas de risco e os indicadores econômicos. No caso brasileiro, a crise do coronavírus é vista como um dos fatores de maior risco ao país no momento, conforme o número de casos e mortes pela Covid-19 bate seguidos recordes diários e alguns Estados começam a reabrir economias, mas sob risco de segunda onda de contágio em meio a um sistema de saúde ainda fragilizado —o que poderia atrasar a posterior recuperação econômica.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com liquidez global ampla
A MINERVA ON fechou em alta de 7,31%, com empresas exportadoras ajudadas nesta sessão pela valorização do dólar, que fechou a 5,1315 reais. Ainda no setor de proteínas, JBS ON avançou 4,22%.
O Ibovespa fechou em alta pelo quinto pregão consecutivo na quinta-feira, após sessão volátil, resistindo a movimentos de realização de lucros e viés negativo em Wall Street, uma vez que permanece beneficiado pela ampla liquidez global. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa terminou com acréscimo de 0,89%, a 93.828,61 pontos, após oscilar da mínima de 92.992,63 pontos à máxima de 94.132,30 pontos. O giro financeiro somou 31,3 bilhões de reais. “Mesmo o cenário atual não refletindo uma realidade positiva, os ativos já estão começando a precificar uma recuperação em V das economias”, observou o estrategista Filipe Villegas, da Genial Investimentos. Para ele, boa parte desse ânimo nos mercados está relacionado a expectativas de vacina e saída das quarentenas, mas também ao excesso de liquidez proposta nos últimos meses pelos principais bancos centrais, incluindo o Federal Reserve. Wall Street chegou a oscilar no território positivo, mas fechou com os principais índices no vermelho, quebrando um rali de quatro dias.
REUTERS
Captação mensal da poupança tem recorde histórico em maio, a R$ 37,201 bi
A caderneta de poupança registrou entrada líquida de 37,201 bilhões de reais em maio, renovando recorde histórico para qualquer mês na série histórica do Banco Central iniciada em 1995
Em abril, o ingresso líquido de recursos havia sido de 30,459 bilhões de reais, maior marca até então. Segundo dados divulgados pelo Banco Central na quinta-feira, os depósitos superaram os saques em 30,301 bilhões de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto na poupança rural houve entrada de 6,9 bilhões de reais em maio. Nos cinco primeiros meses do ano, a captação da poupança ficou positiva em 63,9 bilhões de reais, ante saída de 16,997 bilhões de reais em igual período de 2018.
REUTERS
EMPRESAS
Marfrig deve manter o bom desempenho nos próximos trimestres
O Santander reiterou sua visão positiva para a Marfrig após participar de conversas com o time de gestão da companhia. Durante as reuniões, os principais executivos afirmaram que a boa demanda global por carne bovina, a depreciação do real frente ao dólar e os ganhos de eficiência podem gerar resultados operacionais robustos nos próximos trimestres, seguindo a trajetória vista no início do ano
O ambiente nos Estados Unidos e na América do Sul está mais saudável, com a produção da primeira região voltando à normalidade depois que mais de 20 frigoríficos foram fechados por quase 15 dias devido ao aumento no número de funcionários infectados por covid-19. Segundo o CEO da National Beef, Tim Klein, a taxa média de utilização dos frigoríficos de carne bovina na região norte-americana atingiu 60% em abril, mas já se recuperou e deve estar em torno de 85-90%. Na opinião do banco, a reabertura gradual pode permitir que os frigoríficos obtenham melhores preços por cortes premium, ainda que não o suficiente para elevar os preços aos níveis anteriores. “Como alternativa, acreditamos que é provável que os frigoríficos desenvolvam novos canais (por exemplo, vendas diretas) para aumentar a lucratividade dos cortes premium”, disse. Miguel Gularte, CEO da Marfrig, afirmou que o cenário do segundo trimestre está bastante positivo para os exportadores sul-americanos. A China, no entanto, pode equilibrar a demanda ao longo do ano, apesar de ser um dos principais mercados que importam a carne bovina. “Segundo Gularte, a escassez de carne de porco na China, devido à peste suína africana, contribuiu para o aumento da demanda por carne bovina nos mercados globais desde meados de 2019”, comentou o Santander. “Gularte enfatizou que o consumo per capita de carne bovina na China ainda é baixo, cerca de 5,5 kg por ano, comparado a quase 47 kg de carne de porco e 9 a 10 kg de aves”. Para o CEO, isso traz uma perspectiva positiva para os exportadores a longo prazo. Na avaliação do banco, a atuação nos mercados domésticos, como Brasil e Argentina, será menos brilhante, visto que o ambiente econômico se encontra mais desafiador. Segundo o Santander, a ação da Marfrig está sendo negociada a aproximadamente 5,4 vezes o múltiplo EV/Ebitda (valor da empresa sobre Ebitda), 10% abaixo da média de 10 anos.
Money Times
FRANGOS & SUÍNOS
Suíno: cotações subiram na primeira semana de junho
Em São Paulo, os preços do suíno nas granjas e no atacado iniciaram a primeira semana de junho em alta, após as quedas em maio
Nas granjas paulistas, o animal terminado está cotado em R$87,00 por arroba, aumento de 1,2% quando comparado à semana anterior. No atacado a valorização foi de 1,5% no mesmo período, e a carcaça está cotada, em média, em R$6,90 por quilo. A expectativa é de mercado firme para o curto prazo, devido ao início do mês e, consequentemente, recebimento de salários e maior movimentação no mercado interno.
Scot Consultoria
INTERNACIONAL
Uruguai perde espaço no mercado mundial de carne bovina
Exportações do país vizinho recuam 25% no primeiro quadrimestre do ano, aponta o Instituto Nacional de Carnes
O Uruguai reduziu os abates e os embarques da proteína nos primeiros quatro meses do ano. Com mais dois agravantes: houve forte aumento das importações uruguaias de carne bovina e considerável redução nos preços pagos aos pecuaristas locais em igual intervalo de tempo. A análise faz parte do relatório de mercado do Instituto Nacional de Carnes (INAC), órgão representante da cadeia de carne do Uruguai. No acumulado de janeiro a abril de 2020, o abate de bovinos sofreu retração de 28% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto os preços nas fazendas dos novilhos e vacas caíram 22% e 24%, respectivamente, informou o Presidente do INAC, Fernando Mattos. Por sua vez, o volume acumulado das exportações de carne bovina caiu 25% no quadrimestre, para 143 mil toneladas, quase 50 mil toneladas a menos em relação à quantidade de 190 mil toneladas registrada em igual período 2019. Em receita, os embarques registraram uma queda de US$ 114 milhões em comparação com o faturamento dos primeiros quatro meses de 2019. Segundo o presidente do INAC, neste ano, houve uma reestruturação dos mercados importadores da carne uruguaia. A China registrou uma queda em sua participação, passando de representar 52% do volume de carne bovina exportada pelo Uruguai, ante a fatia 61% no ano passado. O mercado do Nafta (EUA, Canadá e México) ganhou participação, passando de 20% para 25%, porém, sem conseguir compensar a queda nas importações chineses, observa Mattos. A renda média gerada pelas exportações de carne bovina apresentou uma tendência de queda durante os primeiros quatro meses do ano, ficando 18% (média de abril) abaixo do valor médio de dezembro de 2019. Em relação ao mercado interno, houve um significativo aumento de importações de carne bovina, que atingiram quase 11 mil toneladas no quadrimestre, representando 25% do total comercializado em seu mercado interno no quadrimestre, ante a participação de 11,5% registrada em igual intervalo de 2019 e de 6,7% verificada no mesmo período de 2018. Segundo o INAC, em meados de maio, a carne exportada pelo Uruguai valia US$ 3,18 por tonelada, ante o preço de US$ 2,10/tonelada da carne brasileira e US$ 2,30 do produto argentino.
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