
Ano 6 | nº 1183| 27 de fevereiro de 2020
NOTÍCIAS
EUA reabrem mercado à carne bovina in natura do Brasil
Medida ocorre quase três anos após americanos vetarem o produto
Os Estados Unidos reabriram na sexta-feira seu mercado à carne bovina in natura do Brasil, apurou o Valor. O mercado estava fechado desde junho de 2017. O Ministério da Agricultura foi comunicado da notícia, confirmou à reportagem a ministra Tereza Cristina. Às 17h23, a ministra publicou um vídeo em sua conta no Twitter sobre a notícia. A indústria de carne bovina do Brasil vinha enfrentando dificuldades para reabrir esse mercado devido à resistência dos pecuaristas americanos. A carne bovina in natura do Brasil foi barrada pelos americanos após a detecção de abscessos (acúmulo de pus) em produto trazido do país. Essas inflamações foram associadas a uma reação dos bovinos à vacina contra o vírus da febre aftosa. Desde então, o Ministério da Agricultura alterou a composição da vacina e reduziu o tamanho da dose, visando atacar os problemas. A nova vacina entrou em vigor no ano passado. Com as mudanças feitas, o Brasil recebeu auditorias do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e havia otimismo de que o mercado americano fosse reaberto ainda no ano passado, após a visita do Presidente Jair Bolsonaro, em março, a Washington. Mesmo com a proximidade do mandatário brasileiro com Donald Trump, os americanos ainda fizeram duas missões sanitárias no Brasil e frustraram a expectativa inicial. A última missão de técnicos do USDA ocorreu em janeiro e, finalmente, foi bem sucedida.
VALOR ECONÔMICO
Arroba do boi gordo e carne bovina fecham estáveis na volta do Carnaval
Segundo analista, o quadro de estabilidade da proteína deve mudar na primeira quinzena de março, com a entrada dos salários e aquecimento da demanda
Os preços da arroba do boi gordo se mantiveram estáveis na quarta-feira, 26, após o retorno do Carnaval. De acordo com o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos retomaram timidamente as negociações, ainda analisando as melhores estratégias a serem adotadas no restante desta curta semana. Enquanto isso, os frigoríficos de menor porte se deparam com uma posição de menor conforto em suas escalas de abate. “A situação das pastagens segue favorável à retenção como estratégia recorrente para o pecuarista, e esse é um importante limitador para movimentos agressivos de queda nos preços do gado”, assinalou. Na capital de São Paulo, Capital, a arroba do boi gordo seguiu em R$ 203. Em Uberaba (MG), preços em R$ 194 a arroba. Em Dourados (MS), continuaram em R$ 193 a arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado ficou em R$ 193 a arroba. Já em Cuiabá (MT), a arroba permaneceu R$ 184. A quarta-feira dia também foi de preços estáveis para a carne bovina. Para essa semana, não há espaço para reação nos preços. “No entanto, o quadro muda na primeira quinzena do mês, com a entrada dos salários motivando a demanda, resultando em uma reposição mais efetiva entre atacado e varejo. Nesse cenário é natural que seja evidenciada alguma reação dos preços”, diz Iglesias. Assim, o corte traseiro permaneceu em R$ 14,60 o quilo. A ponta de agulha seguiu em R$ 11,55 por quilo. Já o corte dianteiro continuou em R$ 12,50 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Preço da carne cai no varejo
Por outro lado, no Paraná o mercado está firme. Mesmo com a dificuldade em escoar a produção, a oferta restrita tem permitido preços firmes
Em São Paulo, as vendas estão fracas e, com isso, os preços da carne bovina perderam força. A demanda amena não tem sido suficiente para girar os estoques e, com isso, a saída tem sido diminuir o preço do produto. No estado, esta foi a segunda semana seguida de desvalorização. Apenas nos últimos sete dias, a queda de preço foi de 0,9%, segundo levantamento da Scot Consultoria. Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, o cenário é semelhante. Nas praças citadas, o preço da carne recuou 2,1% e 1,8%, respectivamente. Por outro lado, no Paraná o mercado está firme. Mesmo com a dificuldade em escoar a produção, a oferta restrita tem permitido preços firmes. No estado, desde o início do mês, a cotação da carne bovina sem osso, no varejo, subiu 6,2%.
Preços sustentados dos bovinos de reposição
O mercado de reposição está com preços firmes
Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todas as regiões e categorias monitoradas pela Scot Consultoria, entre machos e fêmeas anelorados e mestiços, a alta foi de 1,9% na última semana, frente à semana anterior. Já na comparação com o início do ano, a valorização foi de 3,1%, apontando para a firmeza deste mercado. O pedido de preços maiores tem retraído os compradores, resultando em um menor volume de negócios nos últimos dias.
Apesar do baixo volume de negociações, é provável que o viés de alta das cotações continue, isso porque a ponta vendedora consegue reter os animais, devido à melhor capacidade de suporte das pastagens e aguardar por melhores negócios.
SCOT CONSULTORIA
Viés de alta no mercado de sebo bovino
A oferta restrita mantém mercado do sebo bovino com viés de alta
De acordo com levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o produto foi comercializado, em média, em R$3,00/kg, livre de imposto na última semana. Desde o início do mês, houve alta de 3,4% e, no acumulado do ano, a valorização foi de 5,3%. Já no Rio Grande do Sul, a gordura bovina está cotada em R$3,05/kg. Vale ressaltar que em ambas as regiões há negócios acima da referência. Além da oferta limitada, a boa demanda colaborou com o cenário.
SCOT CONSULTORIA
Brasil deve produzir 10,5 milhões de toneladas de carne bovina em 2020
De acordo com a USDA, volume representa alta de 3,4% ante o produzido em 2019
O Brasil deve produzir 10,5 milhões de toneladas de carne bovina e 4,2 milhões de toneladas de carne suína em 2020, estima o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmados, os volumes representam, respectivamente alta de 3,4% e 4,5% ante o produzido no ano passado. As estimativas foram divulgadas em levantamento publicado pelo Departamento na última segunda-feira, 24. O USDA atribui o aumento da produção de proteína bovina à maior produtividade, exportações recordes contínuas e ao fortalecimento do mercado doméstico. Já a perspectiva de incremento na produção de carne suína, afirma a agência, reflete a forte e contínua exportação para a China, a maior demanda doméstica e estabilidade nos custos de alimentação animal. O Departamento do governo norte-americano afirmou que a estimativa de crescimento de 2% para a economia brasileira e a expectativa de que as exportações brasileiras continuem firmes sustentam a projeção de aumento na produção de ambas as proteínas. O USDA prevê também que o País exporte 2,53 milhões de toneladas de carne bovina neste ano, 10% a mais que o comercializado para o exterior em 2019. “Impulsionado principalmente pela firme demanda de China e Hong Kong. Em 2020, uma combinação de desvalorização da moeda brasileira e estabilidade nos preços domésticos provavelmente vão manter as exportações brasileiras de carne bovina com preços competitivos mercado mundial”, explica o relatório. De carne suína, o Brasil deve exportar 980 mil toneladas neste ano, volume 15% superior ao vendido para o mercado externo em 2019, projeta o USDA. A estimativa segundo a agência considera o impacto da peste suína africana na China, no Vietnã e outros países asiáticos.
ESTADÃO CONTEÚDO
Rio Grande do Sul poderá antecipar a vacinação contra febre aftosa
Se o estado cumprir todos os requisitos e ações previstas, poderá pleitear o reconhecimento de zona livre de febre aftosa sem vacinação
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou o Rio Grande do Sul a antecipar a vacinação contra a febre aftosa de maio para março. A decisão do Ministério foi tomada nesta sexta-feira (21), atendendo a uma solicitação encaminhada pela Secretaria da Agricultura do Estado na última segunda-feira (17). Com isso, a campanha de vacinação será feita de 16 de março até 14 de abril de 2020. Essa ação visa manter a possibilidade de o estado, caso cumpra todos os requisitos e ações previstas do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), pleitear o reconhecimento de zona livre de febre aftosa sem vacinação perante à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em maio de 2021. Atualmente, o RS tem aproximadamente 13 milhões de bovinos e teve o último registro da doença em 2001.
MAPA
ECONOMIA
Dólar fecha em recorde de R$4,44 apesar de intervenção do BC
O dólar fechou em alta de mais de 1% na Quarta-feira de Cinzas, impulsionado pelos temores sobre a rápida expansão do coronavírus pelo mundo, renovando sua máxima recorde para fechamento apesar de intervenção do BC
O dólar interbancário saltou 1,16%, a 4,4441 reais, maior patamar para um encerramento da história, e chegou a bater 4,4484 na máxima do dia. Na B3, o dólar futuro, que é negociado até as 18h, avançava 1,18%, a 4,4435 reais. Nesta sessão, o crescente número de casos de coronavírus pelo globo foi gatilho para uma onda de aversão a risco, principalmente com aumento de casos fora da China, onde surgiu a doença. Até esta sessão, o número de mortos na Itália havia ultrapassado 19 e novos casos na Coreia do Sul superaram 1.260. No Brasil, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou na quarta-feira o primeiro caso de infecção em São Paulo, de um homem de 61 anos que esteve na Itália. Em tentativa de frear a disparada do dólar, o Banco Central realizou nesta sessão leilão extraordinário de swap tradicional, em que vendeu todos os 10 mil contratos ofertados, com vencimento em agosto, outubro e dezembro de 2020. A autarquia também anunciou oferta de até 20 mil contratos para quinta-feira, com vencimentos semelhantes. Alvaro Bandeira, economista-chefe do banco digital Modalmais, disse em entrevista à Reuters que o comportamento do dólar daqui para frente dependerá de possíveis novas atuações do BC.
REUTERS
Ibovespa tem maior queda diária desde 2017
O principal índice de ações da B3 teve a maior queda diária em quase três anos na quarta-feira, após dois dias sem operações no mercado doméstico, período em que os mercados internacionais tiveram pesadas perdas refletindo a disseminação do coronavírus
O Ibovespa fechou em baixa de 7% a 105.718,29 pontos, para o menor nível desde 18 de outubro. O giro financeiro da sessão somou 33,2 bilhões de reais. A encurtada sessão desta Quarta-feira de Cinzas refletiu a preocupação global com a epidemia do coronavírus. Foi a maior queda do Ibovespa desde 18 de maio de 2017, data da divulgação de um áudio com diálogo comprometedor envolvendo o então Presidente Michel Temer. O índice acentuou a queda à tarde, após mercados de Wall Street, em sessão de ajustes após fortes desvalorizações nos últimos dias, reduzirem suas altas diante do anúncio de autoridades de Nova York afirmando que 83 pessoas estavam em observação com suspeita de estarem contaminadas com o vírus. Após perder cerca de 7% nas últimas duas sessões, o índice Dow Jones recuou 0,46% o S&P 500 perdeu 0,37%. Mais cedo, o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou o primeiro caso de coronavírus no Brasil, um homem de 61 anos que esteve na Itália, país que já teve 19 mortes pela doença. Além do Brasil, foram confirmados os primeiros casos em países como Grécia e Noruega, além de um aumento no número de infectados ao redor do globo. A epidemia deve reduzir a demanda mundial por diversos produtos, o que geraria uma pressão negativa sobre as exportações brasileiras, afirmou a Guide Investimentos, também apontando a queda no preço internacional de commodities como outro fator deve impactar as empresas do país. MARFRIG ON e JBS ON recuaram 9,51%, enquanto BRF FOODS ON recuou 6,3%.
REUTERS
Mercado diminui PIB e eleva perspectiva para dólar a R$ 4,15 para 2020 e 2021
O mercado elevou as contas para o câmbio tanto para este ano quanto para o próximo em meio aos sucessivos recordes que o dólar bateu contra o real nas últimas sessões, de acordo com a pesquisa Focus que o Banco Central divulgou na quarta-feira. No Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento foi reduzida a 2,20% este ano
O levantamento semanal mostra que a expectativa agora é de que o dólar encerre tanto 2020 quanto 2021 a 4,15 reais, de 4,10 reais e 4,11 reais, respectivamente, estimados antes. O dólar terminou a sexta-feira passada perto da estabilidade ante o real, depois de a cotação ter chegado a superar 4,40 reais pela primeira vez. O Focus mostrou ainda a oitava redução seguida na projeção para a inflação este ano, estimada agora em 3,20%, de 3,22% antes. Para 2021 segue expectativa de alta do IPCA de 3,75%. O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento foi reduzida a 2,20% este ano, 0,03 ponto percentual a menos do que na semana anterior, permanecendo em 2,50% para 2021. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve terminar 2020 a 4,25%, indo a 6% no próximo ano, sem alterações. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, continua vendo a Selic respectivamente a 4,25% e 5,75%.
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EMPRESAS
JBS poderá exportar carne aos EUA de onze frigoríficos
Marfrig contará inicialmente com três plantas habilitadas; Minerva terá cinco
A reabertura do mercado dos Estados Unidos à carne bovina brasileira beneficiará inicialmente cinco empresas, de acordo com fontes. JBS, Minerva, Marfrig, Frisa e Mataboi contarão com unidades autorizadas a vender aos americanos. Ao todo, 21 abatedouros estarão habilitados em um primeiro momento, mas JBS e Marfrig trabalham para ampliar o número de plantas autorizadas, de acordo com duas fontes. Por ora, a JBS é a empresa com o maior número de abatedouros autorizados. São 11 plantas, mas o número poderá chegar a 14 com a ampliação pretendida. A Marfrig conta com três frigoríficos habilitados para os Estados Unidos, mas pretende conseguir a liberação para mais cinco plantas, apurou o Valor. A Minerva, por seu turno, contará com cinco abatedouros autorizados. Frisa e Mataboi devem ter, cada um, uma unidade habilitada. Na indústria, poucos arriscam estimar o potencial de exportações para o mercado dos Estados Unidos. Em 2016, quando o mercado foi aberto para o produto in natura pela primeira vez, especialistas estimavam que o mercado poderia render, no máximo, US$ 300 milhões por ano. O Brasil deve exportar, principalmente, cortes do dianteiro bovino para a fabricação de hambúrguer nos EUA. Mas o mercado global de carne bovina mudou de lá para cá, sobretudo no último ano. Há escassez de carne na Ásia devido ao surto de peste suína africana e problemas na produção de importantes países exportadores de carne. De acordo com um executivo de um grande frigorífico, o clima desfavorável na Austrália terá impacto relevante nas exportações do país. Como os Estados Unidos são o principal cliente da Austrália, a expectativa é que os frigoríficos brasileiros possam ocupar parte do espaço do país da Oceania no mercado americano. No ano passado, a Austrália foi o segundo maior país exportador de carne bovina, somente atrás do Brasil, de acordo com estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA. Os australianos respondem por 16% das exportações globais e os brasileiros, por 20%. Conforme o USDA, a China é a maior importadora de carne bovina. No ano passado, o país asiático respondeu por 25% das importações. Os EUA aparecem na segunda posição, com uma participação de 15,2% nas importações.
VALOR ECONÔMICO
Marfrig vê sinais de retomada da normalidade no mercado da China
A Marfrig Global Foods espera que a logística de desembarques e distribuição de produtos na China, assim como a retomada da normalidade nas condições de mercado, aconteçam entre 35 e 40 dias após as disrupções [interrupções do curso normal de um processo] relacionadas ao coronavírus, disse executivo da companhia em teleconferência com analistas na semana passada
O surto de coronavírus na China intensificou e prolongou o período de diminuição natural nas exportações ao país asiático que geralmente ocorre na época do Ano Novo Chinês, segundo o Presidente da Marfrig para as operações da América do Sul, Miguel Gularte. “O coronavírus fez com que todo o processo logístico de movimentos de portos e distribuição interna na China sofresse uma paralisia quase total”, disse Gularte. Essa paralisia começou a ser revertida há cerca de duas semanas, com sinais positivos para a retomada das compras chinesas como a concessão de linhas de financiamento pelo governo chinês a importadores a juros subsidiados, segundo Gularte. Antecipando um possível gargalo logístico na China, a Marfrig enxugou estoques em dezembro, direcionou embarques a mercados alternativos e alongou sua carteira de exportação para a China, que atualmente adentra o mês de março. “É importante ressaltar que os princípios fundamentais na negociação com a China seguem existindo, segue a necessidade de proteína importada e segue sendo a América do Sul o melhor lugar para suprir a demanda por proteína”, disse Gularte. Em 2019, a Marfrig habilitou novas plantas no Brasil e na Argentina a exportar para a China e os embarques totais da empresa ao país asiático aumentaram 60%. A Marfrig tem atualmente 13 plantas habilitadas na América do Sul a exportar carne bovina para a China: sete no Brasil, quatro no Uruguai e duas na Argentina.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Peste suína africana levou à morte de 7,937 milhões de animais, diz FAO
Segundo o órgão das Nações Unidas, foram detectados 255 novos casos da doença na Ásia
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou que 7.937.030 suínos já foram eliminados em países asiáticos por causa da contaminação com a peste suína africana. O número representa um aumento de 45.895 animais em relação ao levantamento anterior da organização, de 6 de fevereiro. Os dados da FAO foram atualizados até a última quinta-feira (20). Os números da organização divergem das estimativas de mercado por contabilizarem somente os dados divulgados pelos órgãos oficiais de cada país. O aumento se deve, principalmente, ao número de suínos descartados no Vietnã que passou de 5,96 milhões para 6 milhões de animais. O país tem a pior condição em termos de número de animais levados ao abate sanitário. Segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural do país, a epidemia atingiu 667 distritos em 63 províncias/cidades desde o relato da doença, em 19 de fevereiro. A FAO informou, ainda, que 255 novos focos da doença foram detectados no continente asiático. Destes, a maioria, 191 foram verificados nas Filipinas e outros 62 na Coreia do Sul. Com a atualização, a FAO estima 4.992 focos da doença espalhados pela Ásia, ante 4.737 do relatório anterior. Nas Filipinas, 191 novos focos foram verificados nos últimos quinze dias e quatro novas províncias afetadas, as de Benguet, Kalinga, Isabela e Davao do Sul. Mais 5.667 animais foram eliminados em virtude destes novos casos. No país, 143,43 mil animais já foram mortos em decorrência da contaminação com o vírus. No país, desde 25 de julho deste ano, quando o Departamento de Agricultura local confirmou o primeiro caso, 223 focos em 16 províncias e em uma cidade foram identificados. Na Coreia do Sul, o número de casos detectados passou para 242, ante 180 no levantamento anterior. No período 228 animais foram eliminados. O Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais do país informou que, desde que a doença foi notificada, em 17 de setembro, três cidades foram atingidas pela epidemia e 450 mil suínos eliminados. Um novo foco também foi detectado em Mianmar e 10 animais foram eliminados.
ESTADÃO CONTEÚDO
INTERNACIONAL
China alivia ainda mais restrições de importação à carne bovina dos EUA
A alfândega chinesa informou na segunda-feira que suspendeu condicionalmente a proibição à carne e a produtos bovinos dos Estados Unidos de vacas com mais de 30 meses de idade, após a promessa de Pequim de aumentar as compras Estados Unidos sob a Fase 1 do acordo comercial entre os dois países
Os requisitos de inspeção e quarentena desses produtos e da carne bovina dos EUA serão definidos e divulgados separadamente, disse um aviso no site da Administração Geral das Alfândegas, datado de 19 de fevereiro. A China disse na semana passada que concederá isenções de impostos de retaliação a 696 produtos dos EUA, incluindo produtos agrícolas importantes como soja e carnes bovina e suína. A medida também é anunciada no momento em que a China enfrenta uma grave escassez de carne depois que a peste suína africana reduziu o rebanho de porcos do país em mais de 40%, ao mesmo tempo em que as medidas para conter o surto de coronavírus afetam ainda mais a oferta de animais e aves no país mais populoso do mundo. A China suspendeu pela primeira vez uma proibição de 14 anos à carne bovina dos EUA em 2017, permitindo importações de carne desossada e carne de vacas americanas com menos de 30 meses de idade.
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