CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1035 DE 16 DE JULHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1035| 16 de julho de 2019

NOTÍCIAS

Poucos negócios no mercado do boi gordo

O mercado do boi gordo iniciou a semana com pouca movimentação

Das 32 praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, poucas tiveram alterações, com duas valorizações e recuos em outras três na última segunda-feira (15/7). No Sul de Goiás e no Sudeste de Rondônia, por exemplo, a cotação do boi gordo caiu 0,7% na comparação com o fechamento anterior (12/7), considerando os preços a prazo e livres de Funrural. Nessas regiões os frigoríficos conseguiram alongar as programações de abate e abriram as compras da semana ofertando preços abaixo da referência. Nas praças paulistas, o mercado ficou um pouco mais ofertado, situação influenciada pela frente fria que avançou pelo país no início de julho. Diante disso, alguns frigoríficos que conseguiram preencher as programações de abate com certa tranquilidade iniciaram essa semana fora das compras, para observar o mercado e definir as estratégias.

SCOT CONSULTORIA

Escalas de abate limitam alta da arroba na entressafra

Clima frio adiantou entregas de boiadas na última semana, aponta Agrifatto

A maior oferta de animais terminados registrada nas últimas semanas e, consequentemente, o preenchimento das escalas de abate, deve retirar o ímpeto de preços mais altos da boiada no curtíssimo prazo, previu a Agrifatto na segunda-feira. Segundo a consultoria, a queda das temperaturas e a ocorrência de geadas em importantes praças pecuárias prejudicaram as condições das pastagens, antecipando a entrega dos últimos animais da safra de capim.

As indústrias também foram favorecidas por uma crescente oferta de animais vindos de confinamento, o que ajudou a ampliar ainda mais as programações de abate. Na última sexta-feira (12/jul), o indicador Esalq/B3/Cepea ficou em R$ 152,10/@, praticamente estável ante o fechamento anterior.

PORTAL DBO

Em MS, exportação da carne bovina cresce 60% no primeiro semestre de 2019

O volume comercializado entre janeiro e junho de 2019 foi o maior para o período

Entre janeiro e junho deste ano o volume de exportação da carne bovina registrou aumento de 60% em relação ao mesmo período de 2018. Segundo a Unidade Técnica do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, a razão disso se deve ao cenário promissor que gera expectativas no setor. A analista técnica da instituição, Eliamar Oliveira afirma que o consumo interno ainda pode aumentar devido a projeção otimista para o segundo semestre deste ano. “O mercado externo, por sua vez, registra um desempenho positivo concreto e ascendente. O volume comercializado entre janeiro e junho de 2019 foi o maior para o período”, afirma. Segundo o MDIC – Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, no ano passado o valor de exportação foi de US$ 229,9 milhões no primeiro semestre. Este ano o número já atingiu US$ 315,5 milhões até o mês de junho. Foram mais de 87 mil toneladas destinadas para outros países. Contudo, Oliveira reforça que o produtor deve se atentar na gestão da propriedade. Informações do CEPEA – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada mostram que ao longo dos últimos 12 meses o COE – Custo Operacional Efetivo no sistema de recria e engorda de MS registrou um aumento de 63,4%. “O ganho no valor da arroba pode ser eliminado se o controle do custo de produção não for eficiente”, finaliza.

FAMASUL

Queda nas exportações de gado vivo no primeiro semestre de 2019

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, o Brasil exportou 54,5 mil cabeças de bovinos vivos em junho, com um faturamento total de US$32,20 milhões

O volume total exportado foi 8,3% maior que maio último, mas o faturamento caiu 11,5% no mesmo período. No acumulado do primeiro semestre de 2019, as exportações somaram 289 mil cabeças de bovinos vivos, queda de 25,6% comparado com o mesmo período de 2018. Esse resultado foi devido à queda das exportações da Turquia que neste ano importou 76,7% a menos que o acumulado de janeiro a junho de 2018.

SCOT CONSULTORIA

McDonald’s amplia compra de carne proveniente da pecuária sustentável no Brasil

A Arcos Dorados, maior franquia independente do McDonald’s no mundo, com 2,2 mil lojas, anunciou que vai ampliar a compra de carne produzida por meio de práticas sustentáveis. Desde que começou a investir nessa frente, há três anos, a companhia já quadruplicou o volume de proteína advinda desse modelo de pecuária

O anúncio foi feito pelo Diretor de Compromisso Social e Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dorados, Gabriel Serber, durante o primeiro Summit de Carne Sustentável da América Latina (Latin American Sustainable Beef Vision Summit), promovido pela GRSB (Global Roundtable for Sustainable Beef) e sediado na Hamburger University, em São Paulo. “Temos um compromisso global de sustentabilidade, que chamamos Escala para o Bem. Organizado em torno de cinco eixos, como Nutrição Infantil, Carne Sustentável, Embalagem & Reciclagem, Mudanças Climáticas e Oportunidade e formação para emprego jovem, a Escala para o Bem. Nossa meta de ampliar progressivamente o consumo de carne mais sustentável é uma das maneiras que temos de gerar transformações e influenciar também o setor nessa direção”, afirma Gabriel. Para serem consideradas fazendas com pecuária sustentável elas devem seguir uma série de boas práticas internacionais, como terem desmatamento zero, não estarem localizados em unidades de conservação ou áreas indígenas, não terem trabalho análogo ao de escravo ou trabalho infantil e passarem por auditorias de verificação periódicas feitos por entidades externas. Além disso, devem atender aos indicadores e critérios do GTPS. Todo esse trabalho tem como foco preservar a biodiversidade em geral e ao mesmo tempo aumentar a eficiência e produtividade – produzindo mais na mesma quantidade de terra, respeitando os aspectos éticos, humanos e ambientais e promovendo práticas de bem-estar animal.

BEEF POINT

ECONOMIA

Perspectiva no Focus para crescimento econômico em 2019 cai pela 20ª vez, a 0,81%

O mercado fez leves ajustes a suas perspectivas para o Brasil na pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira, reduzindo pela 20ª vez seguida a perspectiva para o crescimento econômico

Para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, a estimativa de crescimento passou a 0,81%, de 0,82% no levantamento anterior. Para 2020 a conta também foi reduzida, em 0,1 ponto percentual, a uma expansão de 2,10%. O movimento ocorre na esteira do corte apresentado pelo governo para a projeção de crescimento da economia este ano a 0,81%, sobre 1,6% anteriormente, chamando atenção para a lentidão da economia em função de choques e com os investimentos em compasso de espera pela reforma da Previdência. O levantamento semanal apontou ainda que a expectativa para a alta do IPCA este ano é de 3,82%, ante 3,80% antes. Para 2020 a conta caiu em 0,01 ponto, a 3,90%. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que as perspectivas para a taxa básica de juros permanecem em 5,50% ao final de 2019 e 6,00% em 2020. Atualmente a Selic está no piso histórico de 6,5 por cento. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também vê a Selic a 5,5% este ano, mas elevou a estimativa em 2020 a 6,25%, de 6,00%.

REUTERS

Dólar sobe com ajuste a exterior

O dólar subiu ante o real na segunda-feira, primeira alta em mais de uma semana, num movimento amparado pela força da moeda no exterior

O dólar à vista subiu 0,45%, a 3,7563 reais na venda. É a primeira alta desde 5 de julho, quando a cotação avançou 0,54%. Na B3, o dólar futuro tinha ganho de 0,56%, para 3,7625 reais. O índice, que mede o valor do dólar contra uma cesta de moedas, subia 0,14% no fim da tarde, puxado pelas quedas do euro e da libra esterlina. O mercado compra mais dólares conforme reavalia as chances de um corte mais agressivo de juros pelo Federal Reserve, em meio a alguma trégua nas tensões comerciais EUA-China e recordes nos mercados de ações dos EUA. Apesar do viés de dólar forte no exterior, o real figurou nesta sessão entre as moedas de pior desempenho, com a terceira pior performance, melhor apenas que o peso argentino e a libra. O mercado ainda espera dólar de 3,80 reais ao fim do ano, segundo a mais recente pesquisa Focus. E, de acordo com agentes financeiros, uma queda mais sustentada do dólar depende não apenas da aprovação da reforma da Previdência. “Em nossa opinião, a performance relativamente mais fraca tanto das ações quanto do câmbio está ligada empiricamente ao crescimento mais fraco”, disseram analistas do UBS em nota a clientes.

REUTERS

Ibovespa fecha quase estável em dia de vencimento de opções

O Ibovespa teve pequena variação negativa na segunda-feira, em dia de vencimento de opções, no primeiro pregão após a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, que será votada em segundo turno apenas em agosto

O Ibovespa caiu 0,1%, a 103.802,69 pontos. O giro financeiro somou 19,55 bilhões de reais, inflado pelo vencimento de opções sobre ações, que movimentou 6,1 bilhões de reais. Após a Câmara dos Deputados ter concluído na semana passada a votação em primeiro turno da reforma da Previdência, deixando a segunda etapa para ser votada na casa apenas em agosto, o mercado mira o início da temporada de resultados de empresas nos Estados Unidos, que pode ser pior do que o esperado. Grande parte das empresas tem expectativas de que os resultados sejam negativos, afirmou o analista Matheus Soares, da Rico Investimentos.

Em Wall Street, os principais índices fecharam em leve alta.

REUTERS

Economia do Brasil interrompe 4 meses de contração e cresce 0,54% em maio, indica BC

O Brasil voltou a crescer em maio após quatro meses seguidos de contração na atividade econômica, aliviando um pouco os temores de que o país entraria em recessão no segundo trimestre

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,54% em maio na comparação com abril, mostraram dados dessazonalizados divulgado pelo BC na segunda-feira. Esse foi o primeiro resultado no azul na comparação mensal desde o início do ano, e depois de o índice abrir o segundo trimestre com contração de 0,3% em abril, em dado revisado pelo BC de queda de 0,47% divulgada antes. Na comparação com maio de 2018, marcado pela greve dos caminhoneiros, o IBC-Br apresentou avanço de 4,40% e, no acumulado em 12 meses, teve alta de 1,31%, segundo números observados. O IBC-Br cresceu em maio contra abril, “compensando parte da perda de 1,6% acumulada nos quatro meses anteriores. O bom resultado corrobora a expectativa de leve crescimento do PIB no segundo trimestre do ano”, afirmou a Rosenberg Associados em nota.

Para o Bradesco, os indicadores de atividade econômica de maio sugerem crescimento de 0,2% do PIB no segundo trimestre. Em maio, a produção da indústria brasileira recuou 0,2%, e continuou mostrando instabilidade do setor. As vendas no varejo frustraram as expectativas e recuaram 0,1% sobre abril, mas o setor de serviços surpreendeu positivamente ao mostrar estabilidade. Sem conseguir engatar um ritmo mais forte, a economia brasileira ainda tem cerca de 13 milhões de desempregados, com números recordes de desalentados e subutilizados. A mais recente pesquisa Focus realizada semanalmente pelo Banco Central junto a uma centena de economistas mostrou que a estimativa para a atividade neste ano agora é de crescimento de 0,81%, indo a 2,10% em 2020.

REUTERS

Valor da Produção Agropecuária é estimado em R$ 602,8 bilhões em 2019

Pecuária registra aumento de 4,4%, enquanto produtos agrícolas queda de 0,45%. Algodão registra alta de 17,2%

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estimado para 2019, com base nas informações de junho, é de R$ 602,8 bilhões, com acréscimo real de 1,1 % em relação a 2018. A pecuária teve acréscimo de 4,36% em relação ao ano passado e a lavoura ligeira queda (-0,45%). O faturamento é de R$ 398,8 bilhões nas lavouras e de R$ 204,0 bilhões na pecuária. “Um grupo grande de produtos vem tendo resultados melhores do que no ano passado”, observa o coordenador geral de Avaliação de Políticas e Informação, José Gasques. Destacam-se algodão, 17,2 % de aumento; amendoim, 15,7 %; banana, 21,6 %; batata inglesa, 119,2 %; feijão, 72,9 %; laranja, 11,5 %; mamona, 34,3 %; milho, 18,8 %; tomate, 20,4 %, e trigo, 13,6 %. No grupo, chama atenção o algodão. A Conab em seu Boletim deste mês destaca que os agricultores, diante de boas cotações da pluma, investiram nesta safra, ocorrendo incremento recorde na área plantada, de 36,2 %. Bons resultados vêm ocorrendo em carne bovina, suína e frango, destaca, o coordenador. Os desempenhos desfavoráveis vêm ocorrendo com arroz ( -6,1%), café ( -24,1%), cana de açúcar (-8,2 %), mandioca (-9,4%), soja ( -13,4%) e uva (-6,6 %). Essas representam 67 % do valor da produção das lavouras. Nos últimos 10 anos, a área cultivada de arroz foi reduzida em aproximadamente 38 %, sobretudo em áreas de sequeiro. Na pecuária, leite e ovos também têm apresentado valor da produção abaixo do ocorrido no ano passado. Nesta safra, alguns produtos vêm obtendo acentuados aumentos de preços reais. Pode-se observar na banana, 18 %; batata inglesa, 117%; feijão, 70% tomate, 27,2 %, e carne de frango, 14,1 %. Os resultados regionais mostram, como em relatórios anteriores, que o Centro Oeste lidera o VBP nacional com estimativa de R$ 174 bilhões, Sul R$ 150,6 bilhões, Sudeste R$ 144,9 bilhões, Nordeste R$ 57,7 bilhões, e Norte R$ 36,7 bilhões.

MAPA

FRANGOS & SUÍNOS

Preço do frango subiu na comparação anual

O mercado do frango registrou preços praticamente estáveis nos últimos sete dias. A demanda não deslanchou e a oferta foi suficiente, colaborando para este cenário

Nas granjas de São Paulo, a ave terminada segue cotada, em média, em R$3,30 por quilo. A cotação está estável desde o dia 18/6. No atacado, houve ligeira queda. A carcaça está sendo comercializada por R$4,53 por quilo, frente aos R$4,55 na última semana. Em um ano, porém, a carcaça de frango no mercado atacadista teve alta de 23,0% nos preços, e nas granjas a valorização em igual comparação foi de 10,0%. A boa demanda externa tem colaborado para os incrementos nos preços este ano. Além da boa demanda chinesa pela proteína suína este ano, devido a peste suína africana no país, a busca pela carne de frango também cresceu. De janeiro a junho o país demandou 22,6% mais do produto brasileiro que igual período do ano passado.

SCOT CONSULTORIA

Produção chinesa de carne suína cai 5,5% em seis meses

Segundo analistas, recuo ficou abaixo do esperado. Rebanho do país já encolheu 15% este ano

A China registrou um declínio de 5,5% na produção de suínos no primeiro semestre deste ano, na esteira da grave epidemia de febre suína africana (ASF, na sigla em inglês), informou na segunda-feira o portal Meatingplace. Nos primeiros seis meses do ano, os chineses produziram 24,7 milhões de toneladas de carne suína, de acordo com dados do Departamento Nacional de Estatísticas. No entanto, os analistas ficaram surpresos com o número oficial informado pelo governo chinês, alegando que esperavam uma queda semestral mais acentuada. “É muito menor do que o esperado”, disse Feng Yonghui, Analista-Chefe da Soozhu.com. “A diferença entre isso (queda na produção no semestre) e o declínio no rebanho de suínos é muito grande”, compara. De acordo com informações do Departamento Nacional de Estatísticas, o rebanho de suínos da China caiu 15% este ano, para 347,61 milhões de cabeças, em relação ao ano passado.

PORTAL DBO

INTERNACIONAL

China investigará trabalho de autoridades locais no controle de peste suína africana

O Ministério da Agricultura da China afirmou na segunda-feira que vai avaliar autoridades veterinárias locais de 10 províncias, à medida que tenta desacelerar a atual propagação do vírus mortal da peste suína africana

As investigações vêm após o governo chinês ter dito no início deste mês que havia deficiências nos esforços para controlar e prevenir a doença, que atingiu todas as províncias do país e continua a se espalhar, quase um ano após ter sido detectado pela primeira vez. A China, maior consumidora mundial de carne suína, teve sua enorme criação de porcos dizimada pela doença. A peste suína africana mata quase todos os porcos infectados, mas não afeta humanos. Não há vacina ou cura. Muitos surtos, no entanto, não estão sendo reportados, pelo que disseram criadores de animais à Reuters. Autoridades de algumas províncias relutam em verificar ou notificar a doença. O Vice-Ministro da Agricultura, Yu Kangzhen, afirmou recentemente que o ministério está analisando relatos de subnotificação da doença. Ele disse também que alguns locais enfrentam falta de pessoal e de dinheiro para prevenir e controlar a peste. O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais declarou em um comunicado online que avaliará as agências veterinárias, tomando dois condados como amostra, nas seguintes províncias e regiões: Hebei, Heilongjiang, Jiangsu, Henan, Anhui, Guangxi, Fujian, Sichuan, Yunnan e Shaanxi. As verificações serão concluídas até 31 de outubro, enquanto os resultados serão submetidos ao ministério até 31 de dezembro.

REUTERS

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