CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1027 DE 04 DE JULHO DE 2019

ABRA

Ano 5 | nº 1027 | 04 de julho de 2019

NOTÍCIAS

Boi gordo: entressafra ganhando força

A entressafra, com menor disponibilidade de boiadas, está cada vez mais definida

Das trinta e duas praças analisadas, a cotação da arroba do boi gordo subiu em cinco praças, caiu numa delas e nas restantes ficou estável, na última quarta-feira (3/7). Em alguns estados das regiões Norte e Nordeste do país, apesar da estabilidade nos preços frente ao levantamento anterior, os compradores não alongaram as escalas de abate. No Pará e no Tocantins as escalas atendem três dias. Em São Paulo, os preços estão firmes, apesar das escalas relativamente confortáveis. Foram registradas ofertas de compra abaixo da referência, sem notícia de negócio fechado.

SCOT CONSULTORIA

Abates em alta no Mato Grosso

Os dados da utilização frigorífica em Mato Grosso foram atualizados referentes ao mês de maio e constatado aumento de abate de bovinos que foi 8,7% em relação a abril

“Novamente a utilização frigorífica estadual avançou. Na maior parte do mês a operação industrial funcionou normalmente, com oferta de animais suficiente para os frigoríficos ficarem com escalas confortáveis. Assim, a utilização real do Estado aumentou cerca de 7,94 pontos percentuais em relação ao mês anterior, totalizando 82,86% de utilização da capacidade real”, informa o IMEA – Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária. “Com a instabilidade gerada pelo caso de “vaca louca” atípica, na última semana de maio, alguns frigoríficos pararam a operação e, segundo informantes do IMEA, só voltarão em julho. Porém, com a normalização do mercado e embarques para a China, já se observa maior demanda por animais, o que pode aumentar ainda mais a utilização industrial”, informa o instituto, no boletim semanal.

Só Notícia

Demanda em baixa mantém mercado do sebo pressionado

No Brasil Central, o produto está cotado em R$2,05/kg, livre de imposto. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve queda de 2,4%, considerando os preços nominais

Há negócios ocorrendo acima da referência, porém, pontuais. No Rio Grande do Sul, o sebo está cotado em R$2,25/kg, nas mesmas condições. Em relação ao início do ano, houve desvalorização de 15,1%. A menor competitividade da gordura animal em relação ao óleo de soja deve manter a procura pelo sebo em baixa no curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição tem alta nos preços no Pará

Nas últimas semanas, o mercado de reposição trabalhou mais fraco no Pará. Mas em uma análise mais longa, a demanda superior à oferta refletiu em valorizações para todas as categorias

Para um exemplo, considerando as médias mensais, em junho a cotação do bezerro anelorado de desmama (6@) ficou 3,2% superior em relação a maio último.  Contudo, em relação ao mesmo período do ano passado, o bezerro desmamado está 30,6% mais caro. As cotações das categorias restantes também subiram no período. O preço do bezerro anelorado de ano de 7@ aumentou 22,1%, do garrote de 9,5@ subiu 15,1%, e a menor valorização foi de 9,6% para o boi magro de 12@. Neste mesmo intervalo de doze meses, o boi gordo ficou 12,4% “mais caro”. Portanto, em um ano, a única relação que a troca que ficou positiva para quem compra reposição no Pará foi a do boi magro. O poder de compra do invernista na troca com esta categoria mais erada melhorou 2,5% na comparação anual. Já com o bezerro desmamado, a troca saiu de 2,26 animais em junho de 2018 para 1,95 em junho de 2019.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: melhora a liquidez, mas preços perdem força

Movimento de alta perde força e mercado do boi gordo anda de lado

Na quarta-feira, o mercado físico de boi gordo registrou melhoras localizadas na liquidez e poucas alterações nos preços da arroba em relação ao dia anterior, relata boletim da Informa Economics FNP. Com a tendência de valorização da arroba perdendo força, a oferta de animais prontos para abate aumentou na maioria dos Estados. “Em alguns locais, já se nota que as pastagens se encontram majoritariamente secas e sem massa verde em decorrência da chegada do período climático mais frio”, informa a consultoria paulista. Com as escalas de abate dos frigoríficos em situação confortável e a ausência de fatores altistas, a arroba do boi gordo caminha lateralizada, informa a Agrifatto. Nas praças levantadas pela consultoria, as programações de abate atendem a 6,7 dias, em média. Em São Paulo e na região Centro-Oeste, superam os 7 dias. “O clima mais seco e frio esperado para os próximos dias pode prejudicar ainda mais as condições das pastagens, limitando a oferta de animais nos próximos meses”, relata a Agrifatto. A oferta de bovinos oriundos de confinamento, embora já tenha iniciado, não é suficiente para segurar os preços nos patamares atuais, acrescenta a consultoria. Ontem, o indicador Esalq/B3/Cepea ficou em R$ 152,40/@, queda de 1,1% ante o fechamento anterior. No mercado futuro da B3, o vencimento mais curto, julho/19, recuou 0,10% ontem e fechou em R$ 155,50/@. Já o vencimento outubro/19 caiu 0,12% e encerrou o dia em R$ 163,70/@. No Estado de São Paulo, há dois tipos de negócios ocorrendo nas praças paulistas: aquele envolvendo empresas que operam com gado para exportação à China, e uma outra frente que trabalha com bovinos voltados para o consumo interno. “Os negócios voltados para a exportações aos chineses chegam a possibilitar ocorrência de compras a valores até R$3/@ acima das negociações voltadas para o consumo doméstico”, destaca a consultoria Informa Economics FNP, em nota. Ainda de acordo com a consultoria, os animais mais novos são os mais valorizados, sobretudo novilhas.

PORTAL DBO

Relatório trava perdão às dívidas do Funrural

Autor de um projeto que prevê a anistia de dívidas do Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural), o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) vai se reunir com o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tentar reverter uma mudança feita ontem no texto da reforma da Previdência que tornaria sua proposta inconstitucional

O texto original da reforma enviada pelo governo ao Congresso no dia 20 de março vetava qualquer tipo de perdão de dívidas previdenciárias, o que acaba com a possibilidade do projeto de Goergen continuar tramitando na Casa. No entanto, o parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP) apresentado no dia 13 de junho retirou essa vedação para contribuições feitas fora da folha de pagamento – como é o caso do Funrural, feito pelo faturamento da produção. A mudança tinha aberto novamente o caminho para o perdão dos débitos do Funrural. Nem o governo sabe o valor da dívida, mas cálculos preliminares apontam que o valor pode chegar a R$ 17 bilhões. Mas ontem, ao ler o seu voto complementar na Comissão Especial da Reforma da Previdência, Moreira voltou a fechar as portas para a anistia das dívidas dos produtores rurais. Moreira também propôs ontem o fim da isenção da cobrança previdenciária sobre as exportações agrícolas. O fim do benefício adicionou R$ 83,9 bilhões no impacto previsto com a reforma em dez anos. Atualmente, para dar o incentivo aos produtores rurais, a União abre mão de R$ 8 bilhões por ano. O relator, no entanto, mudou os parágrafos de tratavam do assunto de lugar no texto, o que causou confusão e levou ruralistas a comemorar o que ele havia interpretado como manutenção da isenção. Quando perceberam o erro, se sentiram traídos pelo relator. Mesmo com o descontentamento dos parlamentes ruralistas, a Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) ainda não se manifestou oficialmente sobre as mudanças. Na atual legislatura, a frente passou a contar 257 signatários, ante 240 parlamentares até o ano passado. Os 225 deputados filiados à frente representam 44% da Câmara, que conta com 513 parlamentares. No Senado, os ruralistas ocupam 32 das 81 cadeiras, ou 39,5% do plenário.

Portal Estadão

ECONOMIA

dólar fechou em queda

Na esteira da desvalorização global da moeda norte-americana o dólar negociado no mercado interbancário cedeu 0,74%, a 3,8264 reais na venda

Na B3, a referência para o dólar futuro tinha baixa de 0,58%, a 3,8345 reais na venda. O real teve o melhor desempenho numa lista de cerca de 30 pares do dólar. Além do real, outras moedas de risco se valorizaram nesta sessão, com destaque para lira turca, dólar australiano e dólar neozelandês. Essas divisas costumam se beneficiar de cenário de queda de juros em economias centrais, expectativa que ganhou força nesta sessão conforme os “yields” de títulos soberanos nos EUA e na Europa tombaram. Juros mais baixos nas principais economias melhoram a relação risco/retorno para aplicações em ativos de mercados mais arriscados, como os emergentes, o que pode estimular entrada de capital para o Brasil, por exemplo. Com isso, há aumento da oferta de dólar, o que tende a reduzir o preço da moeda. A combinação entre BCs mais “dovish” (inclinados a alívio monetário) e avanços no encaminhamento da reforma da Previdência levaram o UBS a reduzir as projeções para o dólar nos próximos meses.

REUTERS

Brasil tem pior fluxo cambial para junho em quase 4 décadas

O Brasil teve o pior saldo de fluxo cambial para meses de junho de toda a série histórica, com as fortes saídas de recursos ditadas integralmente pela conta financeira. O saldo do câmbio contratado foi em junho negativo em 8,286 bilhões de dólares, maior déficit para o mês desde pelo menos 1982, a partir de quando o Banco Central disponibiliza dados

Para qualquer mês, o resultado é o pior desde dezembro de 2018 (-12,756 bilhões de dólares), período sazonalmente marcado por saídas de capital. Em junho, a conta financeira teve déficit líquido de 8,434 bilhões de dólares, pior número para o mês em dois anos. A debandada de dólares se concentrou na última semana, com fluxo negativo líquido de 8,994 bilhões de dólares nos últimos cinco dias úteis de junho, o que reforça a percepção de que as saídas de moeda decorreram de questões sazonais. Junho marca término de trimestre e de semestre, o que tradicionalmente eleva a procura de empresas e investidores por dólares para envio ao exterior —na forma de remessas de lucros e dividendos, por exemplo. O fluxo negativo no fim do mês foi tamanho que fez a taxa do cupom cambial disparar, o que coincidiu com a alta do dólar em alguns dias do fim de junho. Se o movimento na conta financeira pressionou o saldo geral do fluxo, tampouco ajudou o desempenho das operações comerciais. A diferença entre o câmbio contratado para exportação e importação minguou para superávit de 148 milhões de dólares —o pior desde janeiro passado (-497 milhões de dólares) e o mais fraco para junho desde 2014 (-1,772 bilhão de dólares). Com a intensa saída de recursos de junho, o fluxo cambial acumulado em 2019 passou ao negativo. O saldo do primeiro semestre ficou deficitário em 5,121 bilhões de dólares —saída líquida de 15,327 bilhões de dólares nas operações financeiras e superávit de 10,205 bilhões de dólares na conta comercial.

REUTERS

Ibovespa avança com cenário externo positivo

O principal índice da Bovespa fechou em alta na quarta-feira, refletindo o cenário internacional mais positivo, com investidor monitorando o avanço da tramitação da reforma da Previdência.

O Ibovespa subiu 1,43%, a 102.043,11 pontos. O volume financeiro da sessão somava 15,46 bilhões de reais. Após líderes da União Europeia concordarem na véspera em nomear a francesa Christine Lagarde como nova presidente do Banco Central Europeu, os mercados fizeram apostas de que ela seguirá os passos ‘dovish’ de Mario Draghi. Além disso, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou dois indicados aos cargos vagos na diretoria do Federal Reserve que têm o mesmo viés. Para o analista Matheus Soares, da Rico Investimentos, o índice se sustentou no “ambiente externo mais favorável”, com indicação de nomes de viés mais expansionista, “que podem manter a taxa de juros mais baixa por mais tempo”. Em Brasília, tudo indica que o parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), relator da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados, deve ter uma terceira versão, o que deve adiar a votação, segundo deputados envolvidos nas discussões.

REUTERS

Encomendas caem e setor de serviços do Brasil tem 3ª contração em junho, mostra PMI

A atividade no setor de serviços brasileiro registrou contração em junho pelo terceiro mês seguido, puxada pela queda no número de novas encomendas, em meio a questões políticas e econômicas e à fraqueza da demanda, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada na quarta-feira

O IHS Markit informou que o PMI de serviços do Brasil subiu a 48,2 em junho, de 47,8 em maio, mas ainda assim permaneceu abaixo da marca de 50, que separa crescimento de contração. Em junho, a indústria brasileira se fortaleceu e mostrou crescimento, o que ajudou o PMI Composto do Brasil a subir a 49,0 em junho, de 48,4 no mês anterior, mas ainda abaixo da marca neutra pelo segundo mês seguido. “O setor privado do Brasil está em uma encruzilhada com o aumento das dificuldades políticas, financeiras e econômicas. Após fracas expansões em 2017 e 2018, o crescimento econômico começou a fraquejar”, afirmou a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima. Segundo ela, os dados do PMI para o segundo trimestre sugerem que a situação da atividade econômica piorou ainda mais após contração do Produto Interno Bruto (PIB) nos três primeiros do ano, alimentando temores de recessão.

As vendas agregadas de serviços sofreram em junho a primeira contração desde setembro de 2018, sendo que as novas encomendas do exterior chegaram ao quarto mês de redução. “Empresas que notaram uma redução nas vendas comentaram sobre as condições políticas, financeiras e econômicas desafiadoras. Um cenário incerto e demanda fraca também seguraram a entrada de novos trabalhos”, explicou o IHS Markit. As empresas de serviços no país reduziram a força de trabalho, diante da queda nas vendas e esforços de reestruturação, bem como falta de fundos disponíveis. A taxa de cortes de empregos foi a mais forte em dez meses, e somente as empresas de Finanças e Seguros contrataram no mês. Os gastos operacionais continuaram a aumentar em junho, em meio a relatos de preços mais elevados de alimentos, combustível, remédios e equipamentos, além do fortalecimento do dólar.

REUTERS

EMPRESAS

JBS se prepara para iniciar nova rodada de aquisições

A JBS, maior empresa de carnes do mundo, deverá iniciar em breve uma nova rodada de aquisições, segundo conclusão dos analistas Thiago Duarte e Henrique Brustolin, do banco BTG Pactual

Com a produção de proteínas já espalhada por praticamente todas as regiões do mundo, avaliam os analistas em relatório divulgado ontem, o foco da JBS deverá se concentrar em empresas processadoras de alimentos, segmento que a direção da empresa espera que chegue a representar “50% das receitas”, ante cerca de 15% atualmente – em 2018, a receita líquida totalizou R$ 181,6 bilhões. Cavalcanti sinalizou que, como os múltiplos das processadoras de alimentos estão em fase de expansão, a JBS poderá esperar até 2020 para realizar novas compras. O executivo acredita que, no ano que vem, as margens dos processadores não integrados (sem produção de aves e suínos) poderão cair com o aumento dos preços das proteínas. Outro ponto que poderá retardar o movimento é a atual política da companhia de manter sua alavancagem – relação entre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) e dívida abaixo de 4,25 vezes em caso de aquisições. No fim de março, o índice de alavancagem estava em 3,2 vezes. Conforme o BTG, nos últimos três meses, cerca de US$ 5 bilhões dos vencimentos das dívidas da JBS de 2021 e 2022 foram amortizados ou refinanciados para 2026. O caixa disponível e a geração de caixa esperada devem cobrir as dívidas com vencimento até 2022. Com os esforços de redução e alongamento da dívida, nos últimos oito meses o yield (rendimento aos investidores) dos títulos de dívida da JBS com vencimento em 2028 caiu 1,9 ponto percentual, para 5,5%, refletindo a crescente confiança dos investidores. O melhor posicionamento da dívida da JBS e os bons ventos vindos com a crise na China deixaram os planos de fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos em segundo plano. A diretoria da JBS começou a cogitar uma listagem de ações no lugar de um IPO, o que poderia ser usado para financiar alguma aquisição.

VALOR ECONÔMICO

BRF diz que avalia alternativas para ativos no Oriente Médio

A BRF S.A., maior exportadora de carne de frango do mundo, disse em comunicado na segunda-feira (1º) que está avaliando alternativas para seus investimentos no Oriente Médio, mas negou que tenha recebido oferta de aquisição pelas operações nesta região

As alternativas estudadas pela companhia “podem eventualmente envolver, mas não limitado à formação de parcerias, incluindo, a venda de participações minoritárias a parceiros estratégicos”, disse a BRF. A processadora de carnes emitiu o comunicado em resposta à matéria do jornal Valor Econômico publicada na segunda-feira que afirmava que a BRF teria recebido oferta de cerca de US$ 350 milhões por parte de seus ativos no Oriente Médio. “A companhia informa, contudo, que não recebeu, até o momento, qualquer oferta de aquisição de participação nos ativos detidos pela companhia na região”, disse a empresa. A BRF concluiu mais cedo neste ano a venda de diversos ativos operacionais como parte de um plano de reestruturação que buscou reduzir a dívida da companhia. No fim de maio, a BRF e a Marfrig anunciaram que estavam avaliando uma potencial fusão de seus ativos.

CARNETEC

INTERNACIONAL

China anuncia diretrizes para controle da peste suína africana

A China irá incentivar fazendas de suínos de grande escala e reduzir o número de pequenas criações, afirmou na quarta-feira o governo do país, em diretrizes para prevenção e controle da peste suína africana

O governo fornecerá subsídios para a produção de fazendas de grande escala em áreas fortemente afetadas pela doença, disse o Conselho de Estado da China em um comunicado em seu website. A China já relatou mais de 120 surtos da doença, mortal para porcos, em todas as suas províncias e regiões continentais, bem como na ilha de Hainan e em Hong Kong, desde que a peste foi inicialmente detectada pelo país, no começo de agosto do ano passado.

REUTERS

FAO alerta sobre disseminação da peste suína

Epidemia pode ser mais grave do que se apresenta

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) alertou hoje para a grave ameaça à subsistência e à segurança alimentar de milhões de pessoas devido à disseminação da peste suína africana no leste e sudeste da Ásia. Desde o surgimento dos primeiros surtos na China em agosto de 2018, a epidemia se espalhou por todo o gigante asiático e saltou para países como a Mongólia, Camboja, Laos e Vietnã.  Por falar em Vietnã, este país acabou tendo que sacrificar mais de 2,6 milhões de porcos para tentar conter a doença, já que não existe uma cura, sendo que os porcos devem ser mortos para que o vírus não se espalhe. A FAO alerta, em comunicado, a possibilidade de que a epidemia seja mais grave do que a indicada pelas informações oficiais, devido à rapidez de sua disseminação como pequenas propriedades, que contribuem significativamente para os mercados de comércio nacional, já que fazem falta as medidas apropriadas de biossegurança.  Segundo os especialistas, que preveem uma maior disseminação do vírus, a epidemia causará um declínio dos animais na suinocultura, que “inevitavelmente” terá um impacto de preços no mercado. O governo da China, dadas essas circunstâncias, acabou emitindo um comunicado admitindo que podem ter havido falhas no controle da doença. A China registrou mais de 120 surtos da doença em todas as suas províncias e regiões continentais.

AGROLINK

Austrália terá pesquisa de automação da desossa

A Austrália está preparada para abrigar a primeira sala de pesquisa e desenvolvimento de automatização de desossa bovina do mundo

A Teys Austrália, produtora de carne bovina, está colaborando com a Meat & Livestock Australia (MLA) através da MLA Donor Company (MDC) para desenvolver a tecnologia de automação de desossa bovina. A MDC investirá até US$ 32,4 milhões em cinco anos, com a Teys fornecendo financiamento adicional para o projeto, localizado em sua instalação de Rockhampton, em Queensland. Nenhuma cobrança de produtor ou processador deve ser usada para o projeto. O movimento em direção à automação de desossa bovina permitirá que a sala de P & D seja desenvolvida, possibilitada pela tecnologia de medição de carcaça objetiva CT e DEXA (absortometria de raios X de dupla energia) e conhecida como Leap4Beef, com o objetivo de reduzir os custos de processamento e aumentar a eficiência. O Diretor Administrativo da MLA, Jason Strong, disse que automatizar a desossa de carne reduziria os custos operacionais per capita para o benefício de toda a indústria australiana. “Maximizar o valor das carcaças através de cortes precisos, juntamente com o aumento da produtividade através da passagem contínua na sala de desossa, é vital para a sustentabilidade da indústria australiana de carne vermelha”, disse ele. “Além do movimento nos preços da pecuária, o maior impacto na eficiência do processamento é a segmentação precisa e a desossa das carcaças no maior valor primordial possível. É onde as melhorias mais significativas na eficiência da indústria de processamento podem ser feitas. Estima-se que a automação de desossa de carne forneça pelo menos US$ 30 por cabeça, com uma estimativa de 40% desse benefício para retornar aos produtores. Os desenvolvimentos também fornecerão uma plataforma para outros resultados de agregação de valor, como o aumento do feedback do produtor por meio de instalações de DEXA e CT”. Strong disse que a indústria doméstica de cordeiros já havia visto reduções de custo através de um projeto similar.

GlobalMeatNews.com

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