
Ano 5 | nº 974 | 16 de abril de 2019
NOTÍCIAS
Diminuição da pressão de alta no mercado do boi gordo
Os preços mais altos praticados na semana passada conseguiram atrair mais oferta para os frigoríficos. Em São Paulo, a programação de abate andou e tem atendido em média, cinco dias.
No fechamento da última segunda-feira (15/4) grande parte das indústrias ficou fora das negociações, ainda sentindo o mercado e analisando seus estoques para definir como trabalharão a compra de gado na segunda quinzena do mês. É provável que neste período de final de mês o mercado perca a força da pressão altista observada nas últimas semanas, em função da fraqueza tanto no mercado interno quanto externo. O consumo doméstico tende a ser menor na segunda parte do mês e fragilizado ainda mais pela aceleração da inflação, que tem diminuído o poder de compra do consumidor. Contudo, apesar da expectativa geral de demanda fraca ao longo de abril, em curto prazo, com o feriado de Páscoa desta semana, a redução dos dias de abate tende a enxugar os estoques, ainda mais se a oferta “sumir” de novo com preços poucos atrativos, o que pode sustentar o mercado do boi gordo em curto prazo.
SCOT CONSULTORIA
Rússia adia visita de inspeção ao setor de carnes do Brasil, diz governo
A Rússia adiou uma missão veterinária que viria ao Brasil para inspecionar o setor de proteína animal do país, de acordo com nota conjunta dos ministérios de Agricultura e Relações Exteriores nesta segunda-feira
“Segundo informação oficial das autoridades russas pertinentes, o adiamento deu-se em razão da necessidade de contar com informações técnicas adicionais”, afirmaram as pastas em nota conjunta. “Em nenhum momento, autoridades russas atribuíram a suspensão da missão a questões relacionadas à política externa brasileira”, afirmou o comunicado do governo brasileiro. De acordo com o comunicado, a visita inspecionaria “estabelecimentos interessados em exportar proteína animal para aquele país”, mencionando que há um número reduzido de empresas a fazê-lo atualmente, após mais de um ano de suspensão das importações de carnes brasileiras pela Rússia, que já teve grande peso nas exportações do Brasil. Moscou havia restringido as importações de carnes suínas e bovinas do Brasil em 2017, alegando o uso de ractopamina nas rações locais, e reverteu a ação em outubro do ano passado. “Os questionamentos apresentados pelo lado russo já se encontram em análise pelas áreas competentes do governo brasileiro e serão respondidos em missão àquele país”, completa a nota dos ministérios brasileiros.
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Altas comedidas no preço da carne bovina no atacado sem osso
Desde a segunda quinzena de março os preços da carne bovina vendida no mercado atacadista têm subido, contudo as altas semanais são muito singelas
Nos últimos sete dias, por exemplo, a valorização, na média de todos os cortes desossados foi de 0,2%. Considerando o acumulado das cinco semanas a alta foi de 1,8%. Neste mesmo intervalo, o preço do boi gordo subiu 3,3% em São Paulo. Portanto, como a elevação nos preços de compra da matéria-prima foi superior ao aumento dos preços de venda da produção, as indústrias têm apurado piores resultados. A margem de comercialização dos frigoríficos que desossam está em 16%. Quase quatro pontos percentuais abaixo da média histórica. Levando em consideração a oferta restrita de boiadas, provavelmente não será uma tarefa fácil para o frigorífico “brigar” por preços menores para o boi nos próximos dias. Ao mesmo tempo, em função da lenta recuperação econômica, impor preços maiores para a carne pode comprometer o escoamento da produção.
SCOT CONSULTORIA
Exportação de couro recua
Após o bom volume de couro exportado em março (47,5 mil toneladas, de acordo com a SECEX), a primeira semana de abril registrou forte recuo nos embarques brasileiros
A média diária embarcada nos primeiros cinco dias úteis do mês foi de 1,5 mil toneladas, queda de 40,1% em relação ao último mês e recuo de 24,5% na comparação anual. Além da queda da exportação, o mercado interno segue com a demanda pelo produto final patinando. Com isso, o mercado continua com preços historicamente baixos.
SCOT CONSULTORIA
Ano-meta para erradicação da aftosa pode não ser alcançado, diz jornal Estadão
Auditoria feita pelo Mapa teria constatado algumas falhas na condução do plano estratégico
Um calhamaço de 83 páginas disponível no site do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) explica o “Plano Estratégico” do Programa Nacional de Febre Aftosa (Pnefa). No entanto, tal documento estar preste a ficar obsoleto justamente no ponto mais importante do grandioso programa traçado pelos agentes do governo federal: a tão almejada data escolhida para a conclusão final do processo regional de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação, com reconhecimento pela OIE – Organização Mundial de Saúde Animal. Segundo texto publicado na segunda-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo, não será possível mais cumprir o prazo final estipulado para a retirada total da vacina de febre aftosa nos chamados cinco blocos da Federação – até 2023. “Não se sabe se haverá nova diretriz ou cronograma do plano, mas o prazo de 2023 com certeza acabou”, disse uma fonte ao Estadão, sem que fosse identificado o nome do informante. A decisão de revisar o Pnefa foi tomada na última quinta-feira durante reunião da Câmara Setorial de Bovinocultura de Corte, segundo relata o jornal. A matéria diz que uma auditoria feita pelo Mapa constatou “falhas em serviços estaduais que deveriam cumprir exigências mínimas para que a vacina fosse gradualmente retirada”, citando a “falta de postos de fiscalização, estruturas para análise de risco e a execução de estudos epidemiológicos”. Ainda segundo a reportagem, durante a auditoria do Mapa, São Paulo teve uma das piores avaliações: “tirou nota 1 em uma escala que vai até 5”.
PORTAL DBO
Margens dos frigoríficos entraram no negativo com firmeza da @ e escalas voltam a ficar pressionadas por semana curta
Indústrias alongaram um pouco a programação de abates na semana passada. Desova, antes concentrada em maio, deve ser mais escalonada até meados de julho. Média paulista em R$ 158/159, com negócios mais premiação a R$ 162; MG R$ 155 e MS R$ 146
A semana no mercado do boi gordo se inicia com as margens das indústrias frigoríficas no negativo, tendo em vista que a arroba segue firme e as escalas de abate estão novamente pressionadas por conta do feriado na próxima sexta-feira. Até o momento, as referências no estado de São Paulo estão próximas de R$ 158,00/@ a R$ 159,00/@. De acordo com o analista da Agrifatto, Gustavo Rezende Machado, os frigoríficos precisam se preparar para ter as programações de abate preenchidas para depois do feriado. “A oferta ainda não é ampla e não tem animais completamente disponíveis. Possivelmente, as escalas se encerram no final dessa semana e outros até o começo da semana”, comenta. Com relação ao consumo no mercado interno, o analista destaca que o ritmo está lento por conta da economia e pelo fato de muitos brasileiros ainda estarem desempregados. “A economia vem patinando e apresenta uma dificuldade de ganhar tração, sendo que no começo do ano tem os empregos temporários e que depois essas vagas são perdidas”, afirma. A consultoria realizou um levantamento dos preços das carnes no atacado, na qual a carne do frango teve um aumento de quase 40%. Enquanto, a carne suína registrou uma alta de 13%. “A carne suína não é o principal competidor com a carne bovina como é com a de frango, sendo que a carne bovina registrou um aumento nos valores de 5,99% e isso mostra uma demanda mais forte pela a carne de frango”, ressalta.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
ECONOMIA
Atividade econômica do Brasil tem em fevereiro maior contração em 9 meses, indica BC
O ritmo fraco da economia brasileira estendeu-se para fevereiro com a maior contração em nove meses, segundo dados do Banco Central divulgados na segunda-feira, ampliando as projeções de uma queda no primeiro trimestre e corroborando as preocupações com as perspectivas de crescimento do país
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve recuo de 0,73 por cento em fevereiro na comparação com o mês anterior, segundo dado dessazonalizado divulgado pelo BC. O resultado mensal foi o segundo negativo após recuo de 0,31 por cento em janeiro, em dado revisado pelo BC depois de divulgar contração de 0,41 por cento. E é também a pior leitura para o indicador desde a queda de 3,1 por cento vista em maio de 2018. “Indicadores de atividade econômica conhecidos até o momento seguem sugerindo uma leve queda de 0,1 por cento do PIB no primeiro trimestre deste ano”, afirmou o Bradesco em nota. Na comparação com fevereiro de 2018, o IBC-Br apresentou crescimento de 2,49 por cento e, no acumulado em 12 meses, teve alta de 1,21 por cento, segundo números observados. Em fevereiro, a produção industrial do Brasil mostrou alguma recuperação ao avançar 0,7 por cento sobre o mês anterior, devolvendo as perdas vistas em janeiro. Entretanto, as vendas no varejo ficaram estáveis no mês, com as compras voltadas para o Carnaval compensando perdas em supermercados e combustíveis. E o volume de serviços recuou 0,4 por cento em fevereiro, na segunda queda seguida. O cenário permanece sendo de lentidão da economia e mercado de trabalho fraco, com cerca de 13 milhões de desempregados no país, ainda que a inflação e taxa de juros baixas proporcionem alguma expectativa de melhora do consumo. As expectativas de crescimento para o Brasil vêm sofrendo sucessivas reduções. A mais recente pesquisa Focus realizada semanalmente pelo BC junto a uma centena de economistas mostra que a expectativa para a atividade neste ano é de crescimento de 1,95 por cento, indo a 2,58 por cento em 2020.
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Ibovespa sobe, mas cautela segue com política de preços da Petrobras e Previdência
O Ibovespa fechou em leve alta na segunda-feira, apoiado principalmente na recuperação da Petrobras após tombo das ações da petrolífera na sexta-feira, mas o avanço foi modesto, com investidores preferindo cautela após a confusão do governo sobre reajuste do preço do diesel e no aguardo de novidades sobre a Previdência
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,22 por cento, a 93.082,97 pontos, após recuar nos quatro pregões anteriores, resultando em uma perda de 4,36 por cento na semana passada. Apenas na sexta-feira, caiu 1,98 por cento. O volume financeiro somou cerca de 20,5 bilhões de reais, inflado pelo vencimento de opções sobre ações, que movimentou 6,1 bilhões de reais, sendo 3,6 bilhões de reais em opções de venda e 2,5 bilhões de reais em opções de compra. De acordo com o operador Alexandre Soares, da BGC Liquidez, o episódio envolvendo a desistência da Petrobras em elevar o preço do diesel na semana passada gerou desconfiança entre os investidores sobre a real autonomia das empresas estatais do país e se o perfil do novo governo é de fato liberal. Soares também acrescentou que investidores estão analisando erros e acertos do governo em relação à estratégia para a reforma da Previdência, considerada crucial pelo governo e pelo mercado para a melhora da situação fiscal do país. Nesse contexto, as atenções se voltam para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A relativa fraqueza em Wall Street corroborou o tom comedido na bolsa paulista, com resultados de bancos não empolgando, apesar dos lucros acima do esperado. O S&P 500 encerrou com oscilação negativa de 0,06 por cento.
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Dólar fecha em queda ante real, mas investidor monitora Bolsonaro e Guedes
O dólar fechou em queda ante o real na segunda-feira, com investidores ajustando posições depois de a moeda subir por duas sessões consecutivas, na esteira de declarações consideradas mais amistosas do Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a reforma da Previdência
O dólar à vista caiu 0,52 por cento, a 3,8688 reais na venda. O real teve o segundo melhor desempenho entre os principais pares do dólar, atrás apenas do peso argentino. A moeda norte-americano havia subido 0,83 por cento na sexta-feira e 0,86 por cento na quinta, repercutindo falta de sinais de melhora na articulação política a favor da reforma previdenciária e também notícias sobre a interferência do governo na definição dos preços do diesel pela Petrobras. Na B3, a referência do dólar futuro cedia 0,40 por cento, a 3,8695 reais. Na segunda-feira, declarações de Maia em evento em São Paulo serviram para acalmar receios sobre eventual falta de empenho do Presidente da Câmara no que tange à mudança das regras de aposentadoria. Maia disse que a PEC da reforma da Previdência deverá ser aprovada na Casa ainda no primeiro semestre deste ano e previu que o texto que terá o aval dos parlamentares permitirá uma economia próxima ao desejado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, da ordem de 1 trilhão de reais em 10 anos. “Na margem, tudo ainda está confuso”, disse Rogério Braga, chefe de gestão de fundos multimercados da Quantitas. Em março, Guedes chegou a dizer que não tinha “apego ao cargo”, depois de defender que os parlamentares aprovarem a reforma da Previdência.
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FRANGOS & SUÍNOS
Diferença de preços do suíno vivo fica menor nos estados
Ao longo da última semana, houve valorização do suíno nos três maiores produtores do país
O levantamento da Bolsa de Suínos, feito pela Suinocultura Industrial, apontou que o menor valor do suíno é do Mato Grosso, onde o quilo fechou em R$ 3,65 nesta semana. Já em São Paulo, o preço do suíno vivo permanece em R$ 4,53, o mais elevado entre os oito estados consultados. Nos demais estados, o quilo do animal vivo segue em um patamar pouco superior aos R$ 4. Ao longo da última semana, houve valorização do suíno nos três maiores produtores do país. A maior elevação ocorreu no Rio Grande do Sul, onde o quilo do animal comercializado vivo chegou a R$ 4,17. Houve aumento de 4,25% sobre os R$ 4 da última semana. Os dados são da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs). Santa Catarina, por sua vez, registrou valorização de 1,5% no preço do quilo do animal vivo. Nesta semana, o valor chegou a R$ 4,07 ante os R$ 4,01 do último dia 29 de março. As informações são da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS). No Mato Grosso, onde o quilo do suíno é o mais barato, ocorreu valorização de 2,82%. No dia 29 de março, o animal comercializado estava em R$ 3,55. Agora, o quilo está em R$ 3,65, conforme a Associação dos Criadores de Suínos do Mato Grosso (Acrismat). Em Goiás, o suíno permanece em R$ 4,40. Dois estados registraram desvalorização do suíno desde o dia 29 de março. A maior queda foi em Minas Gerais, onde o quilo do animal vendido vivo passou de R$ 4,40 para R$ 4,20. A redução foi de 4,55%. As informações são da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Houve redução de 0,95% ainda no Distrito Federal, com o suíno chegando a R$ 4,17, de acordo com a DF Suin. A menor diferença de preços entre os valores de comercialização do suíno vivo nos estados se deve à criação da Bolsa de Suínos que reúne as associações regionais, de acordo com Losivanio Luiz de Lorenzi, presidente da ACCS.
Frango Vivo: cotações estáveis nesta segunda-feira (15)
Na segunda-feira (15), as cotações do frango vivo se mantiveram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$3,55/kg
O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,55/kg e para o frango no atacado, a R$4,55/kg. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, as altas nas cotações e a queda dos preços dos insumos têm favorecido o poder de compra dos avicultores paulistas.
Por sua vez, os aumentos nos preços do mercado estão atrelados a uma demanda aquecida e a uma produção ajustada.
Scot Consultoria
FRANGO/CEPEA: poder de compra do avicultor segue favorável
Fortes altas nas cotações do frango vivo e a queda nos preços dos principais insumos utilizados na ração animal
As fortes altas nas cotações do frango vivo e a queda nos preços dos principais insumos utilizados na ração animal têm favorecido o poder de compra do avicultor paulista consultado pelo Cepea. Os aumentos nos preços, que têm sido verificados em todos os elos da cadeia avícola (pintainho, frango vivo, frango abatido e cortes), estão atreladas ao aquecimento na demanda por carne e à produção ajustada. No mercado de milho, de acordo com a Equipe de Grãos do Cepea, a pressão sobre as cotações se deve à retração compradora. Já quanto ao farelo de soja, segundo a Equipe de Grãos do Cepea, a desvalorização do derivado da oleaginosa no mercado doméstico está atrelada à maior oferta do produto, devido ao encerramento da colheita de soja no Brasil, e também à expectativa de acordo comercial entre China e Estados Unidos.
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