CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 902 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 902 | 20 de Dezembro de 2018

NOTÍCIAS

Cai o volume de negócios no mercado do boi gordo

O volume de negócios caiu na maior parte das praças pecuárias. Os agentes consultados informaram que a oferta de boiadas diminuiu

Mas, não é somente a queda da oferta, muitos frigoríficos se posicionaram e estão com escalas agendadas até o final do ano. Pouca oferta e pouca procura. A somatória destes fatores deixou o mercado parado no fechamento da última quarta-feira (19/12), com poucas alterações nas referências. Para o curto prazo a tendência é de que o volume de negócios não cresça, conforme os feriados de Natal e passagem de ano se aproximam. Para quem tem boiadas para negociar neste final de ano, vale a pena ficar de olho nas escalas dos frigoríficos. Há frigoríficos com escalas mais “apertadas” pagando preços acima das referências. No mercado atacadista de carne bovina com osso, os preços ficaram estáveis na última quarta-feira (19/12), frente ao levantamento anterior. A carcaça de bovinos castrados ficou cotada em R$10,37/kg.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina: margens abaixo da média anual no varejo

O varejo em São Paulo trabalhou com preços praticamente estáveis (+0,02%) para a carne bovina na semana passada, considerando a média de todos os cortes desossados

Neste mesmo intervalo, no Paraná houve ajuste positivo de 0,2%, o mesmo de Minas Gerais. No Rio de Janeiro houve valorização de 0,9%. Aos poucos os preços vão subindo, contudo, ainda não suficiente para dar fôlego para as margens. Em São Paulo, a margem de comercialização dos mercados e açougues está em 46,6%. A média do ano foi 61,3%.

SCOT CONSULTORIA

Febre Aftosa: Santa Catarina manterá certificação independentemente do restante do país

Santa Catarina se manterá como uma zona separada no PNEFA

Santa Catarina se manterá como uma zona separada no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). Único estado brasileiro que já é livre de febre aftosa sem vacinação, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Santa Catarina se prepara agora para a retirada da vacina no restante do país. A posição do agronegócio catarinense foi defendida durante o Fórum de Prevenção à Febre Aftosa, realizado na terça-feira (18), em Florianópolis. Como Santa Catarina já tem o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) desde 2007, a decisão do Governo do Estado, iniciativa privada e produtores é de que o estado mantenha uma certificação independentemente do restante do país. A demanda catarinense já foi apresentada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “O nosso status sanitário diferenciado é um patrimônio catarinense, que deve ser preservado. A conquista da certificação internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação custou muito esforço e uma dedicação enorme de todo o setor produtivo catarinense”, defende o Secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies. A separação de Santa Catarina garante que, por exemplo, em caso de ocorrência de febre aftosa em outro estado, a certificação internacional catarinense não seja afetada. Nessa situação, o estado continuaria autorizado a exportar os produtos de origem animal porque se manterá como uma zona a parte do restante do país. A retirada da vacinação em outros estados irá demandar um investimento ainda maior na defesa agropecuária catarinense.

AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA 

Relação de troca boi gordo versus ureia agrícola piorou frente a dezembro do ano passado

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a tonelada de ureia agrícola ficou cotada, em média, em R$1.745,85, sem o frete, na primeira quinzena de dezembro

O recuo foi de 4,0% frente ao mês anterior, mas ainda assim o adubo está custando 16,6% mais na comparação com o mesmo período do ano passado. Considerando a praça de São Paulo, atualmente são necessárias 11,56 arrobas de boi gordo para a compra de uma tonelada de ureia. Com a alta do boi gordo e queda no preço do insumo, a relação de troca melhorou 5,6% em dezembro, em relação ao mês anterior. Já na comparação com dezembro de 2017, o cenário está pior este ano. O poder de compra do pecuarista em relação ao insumo diminuiu 13,8%. Isto significa 1,40 arroba a mais para a compra da mesma quantidade de ureia agrícola na comparação anual. Em curto e médio prazos, ou seja, neste final de 2018 e primeiras semanas de 2019, a expectativa é de uma menor movimentação no mercado de fertilizantes e preços mais frouxos.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa amplia perda e fecha em queda de 1,08%

A bolsa paulista ampliou perdas no ajuste de fechamento e encerrou a quarta-feira com o Ibovespa em queda de 1 por cento, na mínima da sessão, após o desfecho da reunião do Federal Reserve adicionar volatilidade na última hora do pregão

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,08 por cento, a 85.673,52 pontos. O volume financeiro da sessão somou 16,445 bilhões de reais. O Fed confirmou expectativas no mercado e elevou o juro para a faixa de 2,25 a 2,5 por cento. O órgão também reduziu o número de altas esperadas para 2019 e estimou desaceleração da economia norte-americana, embora ainda a considere saudável.  “Claramente, esperava-se mais”, avaliou o gestor Igor Lima, sócio na Galt Capital, acrescentando que, dada a recente pressão de várias fontes, havia alguma esperança no mercado de que o Fed adotasse um tom ainda mais moderado em relação aos juros. “Mas ele fez apenas um pequeno ajuste nas expectativas, sem sinalizar mudança de direção. Ao mesmo tempo, Powell sugeriu querer manter o ritmo de venda de títulos, o que também pesou.”

REUTERS

Dólar recua ante real

O dólar terminou em queda e abaixo de 3,90 reais na quarta-feira, diante da expectativa por uma sinalização do Federal Reserve sobre o futuro de sua política monetária e ainda com ajuda do avanço dos preços do petróleo

O dólar recuou 0,73 por cento, a 3,8727 reais na venda, depois de oscilar entre a mínima de 3,8648 reais e a máxima de 3,9053 reais. O dólar futuro cedia cerca de 1 por cento. O anúncio do banco central dos Estados Unidos estava previsto para o mesmo horário do fechamento do câmbio no Brasil. Assim, o mercado trabalhou durante toda a sessão sob a expectativa de que o Fed elevaria a taxa de juros no último encontro de política monetária do ano, mas poderia reduzir o número de altas que prevê para o próximo ano. No exterior, o dólar recuava ante a cesta de moedas e ante divisas de países emergentes como o peso chileno, movimento também ajudado pelo avanço do preço do petróleo no mercado internacional. O euro se fortalecia ajudado pelo acordo entre a Itália e a Comissão Europeia sobre o orçamento do país para 2019. Segundo o Vice-Presidente da comissão, Valdis Dombrovskis, não é o acordo ideal, mas suspende as medidas disciplinares da União Europeia contra Roma.

REUTERS

PIB do agronegócio caiu 0,22% em setembro, diz Cepea

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou queda de 0,22% em setembro, segundo cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com o resultado, de janeiro a setembro houve baixa de 1,63%. “Esse resultado da renda gerada no agronegócio em 2018 está ligado à elevação de custos de produção e à redução de preços de produtos agropecuários, notadamente no mercado pecuário ao longo do ano”.

EMPRESAS

BRF vende mais uma operação na Argentina, monta Fidc de operações com clientes

A companhia de alimentos BRF informou na quarta-feira que fez acordo para vender a unidade Avex, na Argentina, por 50 milhões de dólares, dentro do plano da dona das marcas Sadia e Perdigão para levantar 5 bilhões de reais com vendas de ativos até o final deste ano

A companhia anunciou ainda que concluiu a montagem de um fundo de investimento em direitos creditórios (Fidc), que conseguiu distribuição inicial de 875 milhões de reais em cotas. O Fidc tem como objetivo adquirir direitos creditórios originados de operações comerciais realizadas com clientes no Brasil. Com isso, a empresa afirmou que da meta de reestruturação de 5 bilhões de reais, já conseguiu cerca de 1,9 bilhão. No início deste mês, a BRF vendeu 822 milhões de reais em ativos, incluindo a argentina Quickfood para a brasileira Marfrig.

REUTERS

BRF diz ter recursos necessários para honrar dívidas do começo de 2019

A BRF assegurou na quarta-feira os recursos necessários para pagar as dívidas que vencem no primeiro semestre do próximo ano sem a necessidade de utilizar o caixa de R$ 6,5 bilhões que a companhia possui atualmente

A informação foi passada na quarta-feira pelo Vice-Presidente Executivo da empresa de alimentos, Lorival Luz, durante teleconferência com jornalistas. “Podemos considerar que estamos absolutamente tranquilos com relação ao perfil da dívida”, afirmou. Considerando também outras iniciativas já anunciadas pela BRF, como a venda da argentina Quickfood e da fábrica de hambúrguer em Várzea Grande (MT) à Marfrig Global Foods, dona de Sadia e Perdigão, já garantiu a entrada de R$ 1,9 bilhão do total de R$ 5 bilhões que a companhia pretende obter com o plano de monetização anunciado neste ano. O plano de monetização é a principal iniciativa da gestão Pedro Parente para reduzir o endividamento da empresa. A meta da BRF é fazer com que o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado) atinja 3 vezes no fim de 2019. No fim de setembro, o índice estava acima de 6 vezes, nível considerado preocupante por analistas. Além das iniciativas que fazem parte do plano de monetização, a BRF firmou contratos de financiamento bancário de cerca de R$ 1 bilhão, alongando as dívidas. Desse total, R$ 500 milhões são “dinheiro novo”, disse Luz.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

ABPA submete proposta para aumentar preço de exportação de carne de frango à China

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) propôs formalmente na quarta-feira o aumento dos preços das exportações de carne de frango para a China, em uma tentativa de suspender depósitos antidumping sobre o produto brasileiro, disse uma advogada representando o grupo.

Claudia Marques, sócia da MPA Trade Law, disse em entrevista que o Ministério do Comércio chinês se posicionará formalmente sobre se aceita ou não os termos propostos pela ABPA. Os depósitos antidumping sobre as exportações de frango brasileiro à China ficam entre 18 e 38 por cento, disse Claudia.

REUTERS

Suíno Vivo: estabilidade nas principais praças nesta quarta (19)

Na quarta-feira (19), as cotações do suíno vivo tiveram estabilidade nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$4,16/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (18), trouxe cenários mistos, sendo a maior variação a queda de -0,94% no Rio Grande do Sul, a R$3,15/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta que o Brasil embarcou 54,3 mil toneladas de carne suína in natura nos 22 dias úteis de outubro e 51 mil toneladas nos 20 dias úteis de novembro. Mesmo com o recuo, o desempenho é o segundo maior do ano.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: mais um dia de estabilidade nesta quarta (19)

Na quarta-feira (19), a cotação do frango vivo se manteve estável nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado no Paraná, a R$2,91/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$2,90/kg e queda de -0,47% para o frango no atacado, a R$4,25/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta que a indústria voltou a intensificar o ritmo de abates de frango no terceiro trimestre de 2018. De julho a setembro, foram abatidos 1,4 bilhão de animais, 3,6% a mais do que o segundo trimestre, mas 3,8% abaixo do registrado no mesmo período de 2017.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

EUA: uso de antibióticos em animais de produção tem forte queda, diz FDA

As vendas de antibióticos usados em animais de produção nos Estados Unidos caíram um terço entre 2016 e 2017, de acordo com a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês)

No fim de 2013, a agência começou a pressionar a indústria de carnes do país a reduzir o uso de antibióticos, para evitar o desenvolvimento de bactérias resistentes a esses medicamentos. Redes de fast food como McDonald’s e Wendy’s também começaram a incentivar companhias de carne a reduzir o uso de antibióticos. A FDA estima que pelo menos 2 milhões de pessoas nos EUA fiquem doentes todos os anos por causa de bactérias resistentes, e que 23 mil morram em decorrência dessas doenças.

Dow Jones Newswires

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