CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 901 DE 19 DE DEZEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 901 | 19 de Dezembro de 2018

NOTÍCIAS

Procura pressiona a cotação do boi gordo

No levantamento da última terça-feira (18/12), as valorizações da arroba do boi gordo ficaram por conta das praças pecuárias onde os frigoríficos não conseguiram alongar as escalas de abate e abastecer os estoques para o aumento do consumo esperado para a próxima semana

Isso por conta da oferta controlada de boiadas dessas regiões. No Norte de Mato Grosso, por exemplo, a alta foi de R$1,00/@ na comparação dia a dia e as escalas de abate giram em torno de três dias. Em regiões onde as escalas de abate estão confortáveis, as indústrias aproveitaram para oferecer preços menores. Em Dourados-MS, a queda foi de 0,7% frente ao último levantamento (17/12) e as escalas de abate atendem a primeira semana de janeiro. No mercado atacadista os preços ficaram estáveis e a margem de comercialização dos frigoríficos que desossam está em 22,2%, acima da média histórica.

SCOT CONSULTORIA

Após embargos, UE virá ao Brasil inspecionar frigoríficos em 2019

A União Europeia anunciou nesta terça-feira que fará inspeções em frigoríficos de carne bovina e de frango do Brasil em 2019. Fábricas de processamento de pescados também serão visitadas pelas autoridades sanitárias do bloco

Ainda não há, porém, data definida para a visita, disse ontem o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em mensagem enviada em um grupo no aplicativo de mensagens WhatsApp. Neste ano, os europeus impuseram embargos à carne de frango e aos pescados brasileiros. Ao todo, 20 frigoríficos brasileiros de carne de frango foram proibidos de exportar ao bloco. A BRF foi a empresa brasileira mais afetada. Todas os seus abatedouros foram vetados pelos europeus. A restrição europeia à carne de frango foi uma resposta às descobertas da Operação Trapaça, deflagrada pela Política Federal (PF) em 5 de março. A visita dos técnicos europeus aos frigoríficos brasileiros é um requisito para que unidades proibidas sejam novamente habilitadas. Na mesma mensagem em que ressaltou a intenção das autoridades europeias de visitar frigoríficos do país em 2019, o Ministro da Agricultura comemorou a autorização da UE para que a Pasta regulamente, por decreto, a atuação nos frigoríficos de auxiliares de inspeção sanitária contratados pelas próprias empresas fiscalizadas. A função já existe, mas não há previsão legal para tal. Vários países importadores questionavam os profissionais. Os europeus eram um dos mais críticos. “Este é o sinal que todos nós esperávamos. Depois das operações Carne Fraca e Trapaça o conceito do Brasil ficou afetado na Europa”, disse o Ministro, ressaltando que a novo governo — a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) será a próxima ministra — poderá prosseguir com o processo para reabilitar os frigoríficos brasileiros e as empresas de pescados para voltarem a exportara para os europeus.

VALOR ECONÔMICO

Rio de Janeiro: relação de troca melhora com todas as categorias de reposição

Do início do segundo semestre até aqui, todas as categorias de reposição se valorizaram no Rio de Janeiro, com destaque para o bezerro de doze meses, com alta acumulada de 9,7%

Para a arroba do boi gordo, no mesmo período, as cotações também registraram altas, entretanto superiores a todas as categorias de reposição. De julho até aqui a valorização foi de 10,8%, garantindo assim melhora do poder de compra do recriador e invernista. O boi magro (12@) foi a categoria com a qual o invernista ganhou maior poder de compra durante o segundo semestre. Em julho, comprava-se 1,3 boi magro com a venda de um boi gordo de 16,5 arrobas. Atualmente com essa mesma relação compra-se 1,4 boi magro. Melhora de 6,9% na relação de troca. Para o curto prazo, com o aquecimento do mercado do boi gordo e com a maior qualidade das pastagens, típica desse período, recriadores e invernistas tendem a aumentar a procura por negócios. Por outro lado, a maior capacidade de retenção dos animais nos pastos tende a gerar preços pedidos acima das referências pela ponta vendedora, fato que pode pressionar as cotações para cima. 

SCOT CONSULTORIA

Tereza Cristina confirma nova estrutura do Ministério da Agricultura

A futura ministra também confirmou a criação de novas secretarias na pasta

A futura ministra da Agricultura, deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), confirmou na terça-feira (18/12),  a nova estrutura da Pasta, com a reforma administrativa do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. ” O novo ministério terá mais atribuições e vai absorver unidades que estavam abrigadas nos Ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Social, na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, da Casa Civil, e na Secretaria de Mobilidade Social e Cooperativismo do próprio Ministério da Agricultura”, informou. Tereza Cristina confirmou também a criação da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários; da Secretaria da Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação; e da Secretaria de Agricultura Familiar. A Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo será comandada por Fernando Henrique Kohlmann Schwanke. Engenheiro florestal e Superintendente Regional da Companhia de Pesquisas e Recursos Minerais em Santa Catarina. A Secretaria Especial de Assuntos Fundiários, terceira a ser criada no Ministério da Agricultura, será comandada por Luiz Antônio Nabhan Garcia, nome anunciado antecipadamente. Ele é empresário rural, Presidente da União Democrática Ruralista (UDR) e foi um dos principais aliados de Bolsonaro durante a campanha. A Secretaria da Aquicultura e Pesca, que volta para o Ministério da Agricultura, será comandada por Jorge Seif, produtor rural e proprietário de um terminal pesqueiro e de embarcações em Santa Catarina. Tereza Cristina confirmou também os nomes do secretário de Comércio e Relações Internacionais (antiga Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio), o economista e diplomata Orlando Leite Ribeiro; do Secretário de Política Agrícola, o engenheiro agrônomo Eduardo Sampaio Marques, e do Secretário de Defesa Sanitária (novo nome Secretaria de Defesa Agropecuária), José Guilherme Tollstadius Leal. O deputado federal Marcos Montes (PSD-MG) será o secretário-executivo.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Dólar tem leve alta ante real em sessão marcada por espera pelo Fed

O dólar fechou a terça-feira em leve alta ante o real, com apreensões em relação ao ritmo de crescimento da economia norte-americana corroborando cautela antes da reunião de política monetária do Federal Reserve que termina na quarta-feira

O dólar avançou 0,17 por cento, a 3,9013 reais na venda, depois de oscilar entre a mínima de 3,8846 reais e a máxima de 3,9186 reais. O dólar futuro tinha pequena alta de 0,04 por cento. “Com a atividade econômica mundial dando mostras de enfraquecimento…, o receio de que o Fed possa estar equivocado em sua política de alta dos juros eleva a discussão sobre um eventual período recessivo americano acontecer em 2019, escreveu a Advanced Corretora em comentário matinal. Na quarta-feira, o banco central norte-americano deve elevar os juros pela quarta vez neste ano, apesar das críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, à política monetária do país.

REUTERS

Ibovespa fecha no azul, mas cautela reduz fôlego

O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, após duas quedas consecutivas, mas o volume financeiro negociado no pregão ficou abaixo da média do mês, em meio à cautela de agentes financeiros com o desfecho na quarta-feira da última reunião de política monetária do Federal Reserve em 2018

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,24 por cento, a 86.610,49 pontos, após contabilizar um declínio de 1,66 por cento nos dois pregões anteriores. O giro financeiro somou 12 bilhões de reais, contra uma média diária em dezembro de mais de 15 bilhões de reais. Em meio a preocupações com o ritmo do crescimento global, é grande a expectativa para o comunicado que acompanhará a decisão do banco central dos EUA, particularmente os próximos passos sobre os juros norte-americanos, considerando as potenciais implicações na atividade da maior economia do mundo. “Há expectativas no mercado de que a economia global irá desacelerar à frente…e os comentários do Fed, dependendo do conteúdo, podem mudar ou endossar tais apostas”, disse o gestor Werner Roger, sócio fundador da Trígono Capital. A decisão do Fed será conhecida às 17h (horário de Brasília) de quarta-feira, acompanhada do comunicado sobre a reunião e de projeções para a economia norte-americana. Na sequência, Powell falará com a imprensa. O mercado aguarda amplamente uma quarta alta dos juros no ano, para a faixa de 2,25 a 2,50 por cento.

REUTERS

Valor da produção agrícola do Brasil deve subir quase 2% em 2019, diz ministério

O valor bruto da produção agropecuária do Brasil (VBP) em 2019, com base em dados preliminares, pode chegar a 584,6 bilhões de reais, uma alta de 1,9 por cento ante o previsto para este ano, disse o Ministério da Agricultura na terça-feira

Segundo a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) da semana passada, o Brasil deve colher um recorde de 238,4 milhões de toneladas de grãos e oleaginosas em 2018/19, com as safras influenciadas pelas boas condições climáticas. Para 2018, a pasta disse que o VBP registrou até novembro uma redução de 1,9 por cento na comparação anual, devendo fechar o ano em 573,87 bilhões de reais. “Deve haver ainda alguma mudança, mas a safra está praticamente encerrada”, disse o Coordenador-Geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola, José Garcia Gasques, em comunicado. O valor da produção neste ano foi sustentado por um pequeno grupo de produtos —trigo (alta de 73 por cento contra o valor de 2017), algodão (47 por cento), cacau (34,9 por cento), soja (12,5 por cento) e café (10,2 por cento)—, que se beneficiaram de um aumento tanto nos preços quanto na produção. Segundo o ministério, a produção de soja, cana, milho, algodão e café representam 80 por cento do VBP, sendo a soja o produto que gerou o maior valor, a 143,5 bilhões de reais. A atividade agrícola responde por 388,1 bilhões de reais neste ano, enquanto a pecuária soma 185,8 bilhões.

REUTERS

Brasil gasta como países nórdicos e excessivamente com juros, Previdência e tribunais de justiça, aponta Tesouro

O governo central brasileiro gasta como países nórdicos e tem despesas muito acima da média com juros da dívida pública, com aposentadorias e pensões e com tribunais de justiça, apontou estudo do Tesouro Nacional divulgado na terça-feira, a partir de comparações feitas com 54 países

Para equalizar as bases de análise, o Tesouro reclassificou as funções do gasto público do Brasil em apenas 10 grupos, seguindo metodologia da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização das Nações Unidas (ONU). Pela classificação brasileira tradicional, as despesas se encaixam em 28 funções. Feito o trabalho, o Tesouro destacou que o gasto público total do governo central pela classificação da OCDE/ONU foi de 33,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, só perdendo para países nórdicos (Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia) nesse sentido. Ao contrário do Brasil, contudo, esses países são “muito ricos e de tributação elevada”, ressaltou o Tesouro. O padrão de gastos brasileiros também chamou atenção no tocante às transações da dívida pública. A despesa com juros bateu em 9,70 por cento do PIB em 2016, muito acima da média de 2,70 por cento dos emergentes e de 1,95 por cento das economias avançadas. Com proteção social, na qual as subfunções mais representativas são aposentadorias e pensões, o Brasil gastou 12,7 por cento do PIB em 2016, com larga distância do percentual de 7,6 por cento das economias emergentes e de 8,2 por cento das economias avançadas. Os países nórdicos, em comparação, gastaram 12,8 por cento do PIB. Mas o Tesouro sublinhou que, individualmente, todos eles têm maior proporção de idosos. No Brasil, a população com mais de 65 anos responde por 13,9 por cento do total. Na Finlândia, o patamar é de 35,5 por cento. O estudo mostrou ainda que a despesa brasileira com tribunais de justiça também salta aos olhos, chegando a 1 por cento do PIB em 2016, bem acima da média de 0,3 por cento dos países analisados. Em contrapartida, o gasto brasileiro com saúde foi de apenas 2 por cento do PIB em 2016, inferior à média de todos os grupos. Nos emergentes, por exemplo, o patamar foi de 2,5 por cento. Nas economias avançadas, de 3,3 por cento.

REUTERS

Pecuária garantirá avanço do valor da produção do campo em 2019

Segundo os novos números da Pasta, as cinco principais cadeias do segmento alcançarão um VBP conjunto de R$ 200,9 bilhões, 8% mais que o montante previsto para este ano — 185,8 bilhões, 3,6% menos que em 2017. Nessa frente, a liderança permanecerá com os bovinos, cujo VBP deverá atingir R$ 78,6 bilhões no ano que vem, 2,7% mais que em 2018, ano de VBP relativamente estável

Também com melhores perspectivas nos mercados doméstico e externo, o frango tende a experimentar recuperação expressiva. Seu VBP em 2019 foi elevado pelo ministério para R$ 63,7 bilhões, 20,9% mais que o valor estimado para 2018. Conforme a Pasta, em 2019 também haverá incrementos nos VBPs dos suínos (1,2%, para R$ 14,2 bilhões) e do leite (7%, para R$ 34,3 bilhões), mas o dos ovos, que vinham sendo beneficiado pela queda da demanda por carnes, deverá recuar 5,5%, para R$ 10 bilhões. É o aumento do VBP da pecuária que garantirá o avanço do valor da produção agropecuária em geral no país em 2019. E esse avanço não será maior que o percentual de 1,9% projetado (para R$ 584,6 bilhões) graças a uma queda calculada em 1,1% para o VBP da agricultura, onde as 21 principais lavouras deverão render, no total, R$ 383,9 bilhões. Carro-chefe do agronegócio brasileiro, a soja deverá amargar, em 2019, o primeiro ano de queda após oito seguidos de crescimento.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

JBS diz que peste suína na China pode beneficiar exportadores do Brasil e dos EUA

O novo Presidente-Executivo da JBS afirmou na terça-feira que o surto de um vírus que ameaça a produção de porcos na China pode ser um impulso para exportadores do Brasil e dos Estados Unidos.

Gilberto Tomazoni, que foi aprovado neste mês como novo presidente-executivo da processadora de carne, disse que o surto de peste suína africana na China pode mudar o cenário do comércio de proteínas. Ele fez os comentários durante evento organizado pela XP Investimentos.

REUTERS

Nova regra de inspeção de suínos deve reduzir condenações por não conformidades

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estabeleceu novos processos de inspeção ante e post-mortem com base em risco para o abate de suínos criados em regime de confinamento, por meio de instrução normativa assinada na terça-feira (18)

O novo processo de inspeção de suínos é baseado em projeto realizado entre a Embrapa Suínos e Aves de Concórdia (SC) em parceria com o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa. “Esse é um projeto destinado a reavaliar o processo de inspeção com base em risco. É inovador no mundo, tem base científica, onde são levados em conta os reais pontos de risco na cadeia de suínos, para que os auditores fiscais federais agropecuários trabalhem de forma mais eficiente”, disse o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel, em nota publicada no site do ministério. “Com a separação das linhas de inspeção de cabeças, por exemplo, é possível reduzir em até 90% as condenações.” Os abatedouros frigoríficos terão prazo de até dez anos para se adequarem às mudanças estabelecidas pela norma. Segundo Rangel, a nova medida também abre espaço para que novas linhas de inspeção de frangos e de bovinos sejam modernizadas no futuro. O Mapa informou que pretende publicar, nos próximos dias, a norma que estabelece padrões microbiológicos para respaldar a análise de risco. 

CARNETEC

Suíno Vivo: queda de -0,52% em SC

Na terça-feira (18), a cotação do suíno vivo teve queda de -0,52% em Santa Catarina, a R$3,82/kg. As demais cotações permaneceram estáveis

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (17), trouxe cenários mistos, sendo a maior variação a alta de 1,03% em São Paulo, a R$3,94/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta que o Brasil embarcou 54,3 mil toneladas de carne suína in natura nos 22 dias úteis de outubro e 51 mil toneladas nos 20 dias úteis de novembro. Mesmo com o recuo, o desempenho é o segundo maior do ano.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: cotações continuaram estáveis nas principais praças nesta terça (18)

Na terça-feira (18), a cotação do frango vivo se manteve estável nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado no Paraná, a R$2,91/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo teve estabilidade para o frango na granja, a R$2,90/kg e queda de -0,70% no frango no atacado, a R$4,27/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta que a indústria voltou a intensificar o ritmo de abates de frango no terceiro trimestre de 2018. De julho a setembro, foram abatidos 1,4 bilhão de animais, 3,6% a mais do que o segundo trimestre mas 3,8% abaixo do registrado no mesmo período de 2017.

Notícias Agrícolas

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