CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 900 DE 18 DE DEZEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 900 | 18 de Dezembro de 2018

NOTÍCIAS

Carne bovina x carne de frango

Os frigoríficos continuam aumentando o preço da carne. No mercado de carne com osso, o traseiro, parte de maior liquidez da carcaça nesta época do ano, subiu 10,4% desde o início de novembro

Comportamento alinhado ao da carne sem osso, que, na média de todos os cortes, acumula alta de 6,5% em seis semanas consecutivas de valorizações. Para uma comparação, na média de todos os cortes da carne de frango vendidos no atacado, o preço caiu 2,4% neste mesmo período de análise. Sendo assim, no começo de novembro, o preço de um quilo de carne bovina equivalia a três quilos da carne de frango. Atualmente a mesma quantidade de carne bovina equivale a 9,7% mais carne de frango. Contudo, mesmo a carne bovina perdendo competitividade frente a carne de frango, os consumidores não migraram o consumo, cenário que ilustra o aquecimento sazonal da demanda. Para os próximos dias a tendência é que o mercado atacadista da carne bovina continue aquecido, à medida em que o varejo intensifica o abastecimento dos seus estoques. Vale lembrar que, ao passo que o final do mês se aproxima, os negócios vão esfriando.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo começa a perder movimentação

Na semana que precede o Natal é comum que o ritmo de negócios seja menor e isto tem sido observado. A semana começou com pouca movimentação

No levantamento da última segunda-feira (17/12), houve desvalorizações em quatro praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, e alta apenas no Acre. Parte dos frigoríficos estão com as programações de abate para dezembro já feitas, com isso, aproveitam para testar o mercado, ofertando preços menores pela arroba do boi gordo. Porém, em algumas regiões, como em São Paulo por exemplo, ainda há algumas empresas com escalas de abate curtas (cerca de três dias), estas, seguem ofertando preços maiores. Entretanto, conforme estas indústrias componham suas escalas, o viés de alta registrado nas últimas semanas deve perder força nas demais regiões.

SCOT CONSULTORIA

Alta de preço em SP sinaliza maior consumo de carne bovina nobre no fim de ano

Os preços de cortes nobres de carne bovina, mais utilizados durante as comemorações de fim de ano, subiram em novembro em São Paulo, indicando maior demanda para as festas de dezembro enquanto a oferta segue reduzida, segundo informações do Instituto de Economia Agrícola (IEA)

Os cortes resfriados provenientes do “traseiro com osso”, como contrafilé e picanha, subiram 3,73% em novembro, na comparação com outubro, para R$ 12,23 o quilo. Em relação a novembro de 2017, a alta no preço foi de 4%. “Esses resultados indicam que as festas de fim de ano e o recebimento do 13º salário podem impulsionar o consumo de carnes bovinas mais nobres”, escreveram analistas do IEA em relatório. Também houve aumento de preço mensal para a carne suína 1/2 carcaça (+4,64%) e do frango resfriado (+4,11). Já as carnes bovinas de menor valor, chamadas de “carne de segunda”, como acém e costela, tiveram queda de preços no período. O preço da carne bovina resfriada dianteira com osso caiu 5,99% ante outubro, para R$ 7,85 o quilo em novembro. O valor da carne bovina resfriada ponta de agulha fechou em R$ 7,83 em novembro, queda de 6,34% ante outubro. O setor supermercadista de São Paulo já informou no mês passado que tem perspectivas positivas para as vendas de produtos alimentícios típicos de festas de fim de ano em 2018.

CARNETEC

Maior liquidez no mercado de reposição

A arroba do boi gordo reagiu em dezembro e, com isso, muitos pecuaristas que ainda têm boiadas prontas para o abate aproveitam para negociar neste fim de ano. Consequentemente, a procura pela reposição aumenta, aquecendo o mercado

Com a maior procura e com as pastagens com maior capacidade de suporte, garantindo a retenção para os vendedores, os pedidos de preços acima das referências são comuns, fato que pressiona as cotações para cima. No balanço semanal, na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações fecharam com alta de 0,2%. Apesar das cotações da reposição em alta, em São Paulo por exemplo, a arroba do boi gordo subiu em maior proporção que o bezerro do início do mês até aqui. Diante disso, o poder de compra do recriador e invernista aumentou. Em novembro, eram necessárias 8,35 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro de desmama, anelorado (6@). Atualmente são necessárias 8,29 arrobas, ou seja, uma melhora de 0,7% na relação de troca para o recriador. Para o curto prazo o mercado tende a esfriar, pois naturalmente há um menor volume de negócios em função das festividades de final de ano.

SCOT CONSULTORIA

Há 11 anos sem registro de aftosa, país é considerado livre da doença com vacinação

Certificação foi concedia em maio pela Organização mundial de Saúde Animal. O próximo estágio é o Brasil atingir o status de País livre de aftosa sem vacinação

Em maio deste ano, durante a reunião anual da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris, a entidade anunciou o Brasil como país livre da febre aftosa com vacinação. A certificação oficial pela OIE, de que todo o território nacional é livre da doença com vacinação, contribuiu para ampliar e abrir novos mercados internacionais às carnes brasileiras. Em discurso na abertura da 86ª Sessão da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa) disse que o reconhecimento do Brasil como país livre da aftosa com vacinação é “a vitória de uma longa e dura trajetória de muita dedicação de pecuaristas e do setor veterinário oficial brasileiro”. Completaram-se 11 anos sem registro de ocorrência de aftosa no país. O ministro lembrou que o próximo estágio é o Brasil atingir o status de País livre de aftosa sem vacinação. Santa Catarina é o único estado reconhecido desde 2007 como livre sem vacinação. “Conforme prevê o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), a partir de maio do próximo ano, Acre e Rondônia, além de municípios do Amazonas e de Mato Grosso, começarão a abolir a vacinação. A previsão é que até maio de 2021 todo o país deixe de vacinar o rebanho e, até maio de 2023, o país inteiro poderá ser reconhecido pela OIE como livre da aftosa sem vacinação.

MAPA

Brasil perde fatia no mercado mundial de carnes

Apesar de recordes sucessivos anunciados nas exportações de carnes, o Brasil perdeu participação no mercado mundial nos últimos dez anos. Em 2007, o País detinha 23,5% das exportações globais com vendas de US$ 11,1 bilhões de carnes bovinas, suínas e aves, liderando o ranking de exportadores

Dez anos depois, essa fatia caiu para 17,4% e o Brasil para a segunda posição, atrás dos Estados Unidos. As vendas somaram US$ 15,3 bilhões no ano passado. Entre 2007 e 2017, as exportações brasileiras avançaram 38% enquanto o comércio global de carnes cresceu 86,4%. Isso é o que revela um levantamento feito pelo Vice-Presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Pedro de Camargo Neto, com informações do International Trade Centre (ITC), agência conjunta da Organização Mundial do Comércio e das Nações Unidas. O levantamento mostra que EUA e União Europeia (UE) avançaram, mas quem mais cresceu foram países com volume de exportação menor, como a Índia, e outros que não são identificados no estudo. Nas contas de Camargo Neto, se o Brasil tivesse mantido a sua fatia de mercado, poderia ter embolsado US$ 30 bilhões a mais no período de dez anos com receita de exportação. “Os dados mostram que o que a gente fez não foi tão bonito assim”, diz ele. Em dez anos, as importações mundiais de carnes deram um salto, somavam US$ 47,3 bilhões em 2007 e atingiram US$ 88,1 bilhões em 2017. O Brasil teve um papel importante, mas o mundo cresceu muito mais, observa. Camargo Neto atribui a queda da participação do Brasil a problemas sanitários. Ele aponta três exemplos recentes de mercados perdidos que não foram reconquistados por causa de questões sanitárias. Um deles é o de carne bovina in natura para os Estados Unidos por causa da ocorrência de abscessos da vacina de febre aftosa. Outro mercado perdido foi o de carne suína para a Rússia em razão da ocorrência de resíduos de ractopamina, um medicamento proibido naquele país. Por último, a bactéria salmonela encontrada em carne de aves fez a União Europeia suspender as compras de frigoríficos brasileiros.

ESTADÃO

ECONOMIA

Dólar termina em leve baixa ante real com atuação do BC

O dólar terminou a segunda-feira em baixa e abaixo de 3,90 reais, monitorando a trajetória externa em semana de expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve e a saída de recursos em dia de nova atuação do Banco Central no câmbio

O dólar recuou 0,26 por cento, a 3,8945 reais na venda, depois de marcar a mínima de 3,8777 reais e a máxima de 3,9303 reais. O dólar futuro caía 0,56 por cento. Na quarta-feira, o banco central dos EUA deve elevar a taxa de juros, mas o mercado quer saber o que dirá o comunicado e também o chairman Jerome Powell, depois de recentemente os membros da autoridade monetária terem sinalizado um discurso mais “dovish”, indicando que os juros do país já estariam perto do nível neutro. Há preocupação com a desaceleração econômica global, sobretudo após a guerra comercial entre Estados Unidos e China, que já impactou os indicadores da segunda maior economia mundial. Em boa parte da sessão, o dólar operou em alta ante o real, com o volume mais baixo ajudando a içar a moeda mesmo com a atuação do Banco Central no mercado cambial. “O BC colocando linha dá a sensação de que há demanda para o dólar à vista, para saída de recursos. Então o mercado acaba não conseguindo fazer movimento de ajuste para baixo”, avaliou mais cedo o operador da Necton Corretora José Carlos Amado.  “Não descarto o BC fazer ainda novos leilões. Final do ano continua com perspectiva de saída de recursos”, acrescentou Amado.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda em meio a cautela antes de Fed

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em queda de mais de 1 por cento na segunda-feira, pressionada sobretudo por ações de bancos, tendo de pano de fundo o viés negativo no exterior, onde a cautela prevaleceu antes da última reunião de política monetária do banco central dos EUA

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,2 por cento, a 86.399,68 pontos. O volume financeiro da sessão somou 17,85 bilhões de reais, ampliado pelo exercício de opções sobre ações, que movimentou 6,1 bilhões de reais. No Brasil, os fortes ganhos verificados em 2018 abrem espaço para movimentos de realização de lucros, tendo como pano de fundo também alguma precaução com o novo governo que assume o país sob o comando do presidente eleito Jair Bolsonaro. Em Nova York, o Dow Jones e o S&P 500 tinham quedas expressivas, com um prognóstico de que as ações nos Estados Unidos estão em ‘bear market’ (viés de baixa) de longo prazo acentuando vendas em um ambiente já cauteloso antes da reunião do Federal Reserve. Segundo profissionais da área de renda variável, os mercados globais refletem receios com o ritmo da economia mundial e a sinalização do Fed será amplamente monitorada, pois deve dar pistas sobre o ritmo da normalização das taxas de juros nos EUA. “Investidores estão sem novo motivo para manter as compras nesse final de ano e alguns começam a desmontar posições ou realizar os lucros – hoje especialmente em papéis de bancos”, avaliou o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos.

REUTERS

IPC-Fipe desacelera alta a 0,05% na 2ª quadrissemana de dezembro

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo desacelerou a alta a 0,05 por cento na segunda quadrissemana de dezembro, sobre 0,15 por cento na primeira leitura do mês, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta terça-feira. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

REUTERS

Exportações do campo aumentam 18% em novembro e atingem US$ 8,4 bi

Puxadas por soja, milho e produtos florestais, as exportações brasileiras do agronegócio voltaram a registrar alta expressiva em novembro. No setor de carnes, as exportações brasileiras recuaram— 2,5% na comparação, para pouco menos de US$ 1,3 bilhão. A queda foi determinada por reduções nas áreas de carnes de frango e suína, apenas parcialmente compensados pela carne bovina.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pelo Ministério da Agricultura, somaram US$ 8,4 bilhões, 18,3% a mais que no mesmo mês do ano passado. Na mesma comparação, e impulsionadas pelo trigo, as importações aumentaram 2,2%, para US$ 1,2 bilhão. Com isso o superávit setorial ficou em US$ 7,2 bilhões, um incremento de 21,4%. O valor dos embarques do agronegócio representou, segundo o ministério, 40% do total exportado pelo país no mês passado, ante 42,4% em novembro de 2017. Como já haviam apontado dados divulgados no início do mês pela Secex, o destaque do setor foi a manutenção do ritmo forte de exportações de soja, embora novembro seja um mês de entressafra no qual normalmente essas vendas são mais modestas. Segundo o ministério, o grão e seus derivados lideraram a pauta e geraram US$ 2,5 bilhões em divisas, 97,5% mais que em novembro do ano passado. Em seguida vieram carnes (US$ 1,3 bilhão, queda de 2,5%), produtos florestais (US$ 1,2 bilhão, aumento de 18,6%), cereais, farinhas e preparações (US$ 761,4 milhões, alta de 29,5%) e açúcar e etanol (US$ 638,6 milhões, baixa de 26,4%).

VALOR ECONÔMICO

Top-5 reduz expectativa para Selic em 2019 a 7% após BC afastar possibilidade de aperto à frente, mostra Focus

Os economistas que mais acertam as expectativas na pesquisa Focus passaram a ver a taxa básica de juros ainda mais baixa em 2019 depois que o Banco Central afastou a possibilidade de uma eventual alta dos juros à frente e indicou que vê um quadro mais benigno para a inflação

O levantamento com uma centena de economistas mostrou que o Top-5 passou a ver a Selic a 7 por cento no final do próximo ano, de 7,25 por cento anteriormente, depois do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do ano. Para 2020, permanece a conta de que a taxa ficará a 8 por cento. Na semana passada, o BC manteve a Selic no seu piso histórico de 6,5 por cento, reafirmando que a conjuntura econômica ainda prescreve política monetária estimulativa. Mas excluiu menção de que “esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora”. Os economistas como um todo, entretanto, deixaram inalterado o cenário para a política monetária de acordo com a pesquisa divulgada na segunda-feira, vendo a Selic a 7,5 por cento em 2019 e a 8 por cento em 2020. As pressões inflacionárias fracas no país permitem ao BC esperar mais tempo para elevar os juros. O Focus mostrou que os economistas veem que o IPCA terminará este ano com alta de 3,71 por cento e o próximo a 4,07 por cento, mantendo as projeções anteriores. O centro da meta oficial de 2018 é de 4,50 por cento e, para 2019, de 4,25 por cento. A margem de tolerância para ambos os anos é de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A perspectiva para o dólar no Focus este ano subiu, indo a 3,83 reais de 3,78 reais antes, mas para 2019 permaneceu em 3,80 reais. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa continua sendo de um crescimento de 1,30 por cento este ano, mas a projeção para 2019 melhorou em 0,02 ponto percentual, a 2,55 por cento.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Para o Natal, oferta de aves é ampliada

Para atender a demanda do Natal e do Ano Novo, os avicultores do país ampliaram de forma expressiva o número de pintinhos alojados nas granjas em outubro, conforme estimativas divulgadas ontem pela Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco)

Na prática, os alojamentos são um indicador antecedente da produção de carne. Em média, as aves são abatidas após 43 dias de engorda. Em outubro, 533 milhões de pintinhos foram alojados nas granjas do país, crescimento de 9% ante setembro, quando 489 milhões foram colocados nas granjas. Trata-se do segundo maior patamar registrado em 2018. Além disso, houve crescimento de 2,2% sobre outubro do último ano, mês no qual 521 milhões foram alojados nas granjas. A recuperação da produção de pintos de corte indica que a avicultura deve deixar de pesar negativamente nos dados da produção industrial do país. Em outubro, o setor foi um dos principais responsáveis pela queda de 0,2% na produção de bens semiduráveis e não duráveis reportada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados industriais de outubro refletiram o baixo nível de alojamento visto em setembro. Embora em recuperação, a avicultura está longe de compensar o fraco desempenho do primeiro semestre. No acumulado do ano, a produção de pintos de corte totalizou 5,03 bilhões, redução de 2,7% na comparação com 5,17 bilhões do mesmo período de 2017.

VALOR ECONÔMICO

Suíno Vivo: dia de cotações estáveis nas principais praças

Na segunda-feira (17), as cotações do suíno vivo se mantiveram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$4,16/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente à sexta-feira (14), trouxe cenários mistos, sendo a maior variação a queda de -0,31% no Rio Grande do Sul, a R$3,20/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta que o Brasil embarcou 54,3 mil toneladas de carne suína in natura nos 22 dias úteis de outubro e 51 mil toneladas nos 20 dias úteis de novembro. Mesmo com o recuo, o desempenho é o segundo maior do ano.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: estabilidade nas cotações na segunda (17)

Na segunda-feira (17), a cotação do frango vivo se manteve estável nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado no Paraná, a R$2,91/kg.

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$2,90/kg e queda de -0,46% para o frango no atacado, a R$4,30/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta que a indústria voltou a intensificar o ritmo de abates de frango no terceiro trimestre de 2018. De julho a setembro, foram abatidos 1,4 bilhão de animais, 3,6% a mais do que o segundo trimestre, mas 3,8% abaixo do registrado no mesmo período de 2017.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Exportações de gado vivo ganham impulso na Austrália

As exportações de gado vivo ganharam impulso na Austrália ao longo de 2018, sustentadas por uma razoável estação chuvosa do norte de 2017-18 (seguida por condições secas em partes do resto do país) e um ponto de preço mais favorável apoiando um aumento nos embarques para a Indonésia e o Vietnã.

O surgimento da China como importador de gado, três grandes carregamentos de gado para engorda para a Rússia e um forte número de navios transportados para Israel também impulsionaram o comércio de gado vivo em 2018. Para o ano civil até novembro, as exportações totalizaram 1.008.000 cabeças 27% a mais que no ano anterior. As exportações para a Indonésia neste ano foram impulsionadas pelo gado para engorda, que aumentou 15% em relação ao ano anterior, para 538 mil cabeças. Olhando para o próximo ano, qualquer potencial aumento de chuva induzido nos preços do gado australiano, a presença contínua de carne de búfalo e a ameaça de acesso à carne bovina brasileira poderia pressionar as exportações de gado para o mercado. O estabelecimento de exportações de gado para abate para a China, combinado com um aumento nos embarques de gado reprodutor este ano, fez com que o comércio ao vivo aumentasse 62% em relação ao ano anterior, para 99.000 cabeças. No entanto, as exportações de gado para abate continuam enfrentando inúmeras barreiras à entrada no mercado e o comércio de gado para abate parece estar desacelerando – não houve envios registados em novembro. Um imposto sobre valor agregado sobre o gado importado, o prazo de processamento imposto por 14 dias para bovinos importados e as limitações regionais de fornecimento de gado das zonas de vírus da doença da língua azul, sustentam os desafios comerciais enfrentados neste mercado. Outros mercados (exportações de bovinos – até novembro): Vietnã, +21%, para 181.000 cabeças; Israel, + 100%, para 56.000 cabeças; Malásia, – 8%, para 19.000 cabeças; Turquia, -7%, para 19.000 cabeças; Rússia totalizou 42.000 cabeças (sem embarques registrados em 2017)

Meat and Livestock Australia (MLA)

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