CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 892 DE 06 DE DEZEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 892 | 06 de Dezembro de 2018

NOTÍCIAS

Volume de carne bovina exportada in natura é recorde

No acumulado do ano os embarques somaram 1,226 milhão de t, 11,3% mais que em 2017

A exportação brasileira de carne bovina in natura bateu recorde em volume e faturamento, em reais, no segundo semestre do ano, disse o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em relatório antecipado. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), no acumulado do ano (janeiro a novembro), os embarques somaram 1,226 milhão de toneladas, 11,3% mais ante igual período de 2017 e 1,36% acima do recorde de 2007, de 1,209 milhão de toneladas. Quanto à receita com a venda externa de carne bovina in natura, as exportações resultaram em faturamento de US$ 5,111 bilhões, ou 10,61% acima de igual período de 2017, mas 3,26% abaixo do recorde de 2014, que foi de US$ 5,282 bilhões). “Em reais, observa-se recorde no acumulado, de R$ 18,57 bilhões, ou 25,51% mais ante 2017”, diz o Cepea.

ESTADÃO CONTEÚDO

O preço do boi gordo subiu em São Paulo

Após uma semana sem oscilação nos pagamentos negociados à vista, a referência da arroba do boi gordo subiu em São Paulo. A cotação ficou em R$148,50/@, livre de Funrural, na última quarta-feira (5/12)

A alta foi de 0,3% na comparação diária. Singela, mas ajuda a expectativa de preços melhores para dezembro. No estado, a oferta de boiadas está curta e grande parte das indústrias paulistas está com as programações de abates apenas até o começo da próxima semana. O aumento da concorrência entre os frigoríficos, pode melhorar as ofertas de compra. No fechamento do mercado da última quarta-feira (5/12), além de São Paulo, em outras regiões aconteceram ajustes nos preços. No entanto, o que chamou a atenção foi o Rio Grande do Sul. Na comparação com o início de novembro o preço subiu 7,7%. Este é o período de altas, olhando do lado da oferta (transição entre o final das boiadas de confinamento e ainda tímidos volumes de animais de pasto). 

SCOT CONSULTORIA

CEPEA: Diferentes necessidades seguem resultando em oscilação do Indicador

Os valores da arroba do boi gordo têm oscilado neste início de dezembro. Segundo pesquisadores do Cepea, esse contexto segue atrelado às diferentes urgências de agentes – enquanto os frigoríficos com escalas mais alongadas pressionam as cotações, os que necessitam de novos lotes elevam os valores pagos

Do lado do pecuarista, os que precisam negociar acabam cedendo em alguns casos, ao passo que outros, com a melhora dos pastos, preferem aguardar. Quanto à carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo, estão em alta neste começo de dezembro. De acordo com pesquisadores, esse movimento se deve tanto às exportações em ritmo intenso, que enxugam a oferta doméstica, quanto ao aquecimento da demanda por parte do varejo, que começa a fazer estoques para o consumo de final de ano. As exportações brasileiras de carne bovina in natura registram recordes de volume e de faturamento em moeda nacional neste segundo semestre. Em novembro, a quantidade embarcada caiu em relação à de outubro, mas foi a maior para um mês de novembro, considerando-se a série histórica da Secex.

Cepea

Exportação de gado em pé cresce em novembro

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 68,9 mil cabeças de bovinos vivos em novembro, com um faturamento total de US$44,70 milhões

Apesar desse mercado ter perdido força nos últimos meses, o volume total embarcado foi 20,6% maior que em outubro último, e 103,7% maior na comparação com o mesmo período do ano passado. Os países importadores no mês de novembro foram a Turquia (27,4 mil cabeças), o Egito (27,2 mil cabeças), o Líbano (9,8 mil cabeças) e o Iraque (4,5 mil cabeças).

SCOT CONSULTORIA

Expectativa é de alta para a cotação da arroba do boi gordo no Norte de Mato Grosso

A oferta cada vez mais restrita de boiadas confinadas pressionou para cima as cotações da arroba do boi gordo na região Norte de Mato Grosso desde o início de novembro

Associado a isso, a demanda pela carne em ritmo crescente colaborou com a valorização durante o período. A alta no período foi de 0,8%, e a arroba está cotada, em média, em R$133,00 a prazo, livre de Funrural. O diferencial de base em relação a Araçatuba-SP está em -11,4%. Para a arroba da vaca gorda o acréscimo foi o mesmo, iniciando a primeira semana de dezembro cotada, em média, em R$126,00 nas mesmas condições. Com o recebimento dos salários e as festas de final de ano, a expectativa é que a demanda continue em ritmo crescente durante dezembro, fator que colabora para novas valorizações.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Câmara aprova urgência do projeto de lei que anula dívidas do Funrural

Ao mesmo tempo, o Presidente da República, Michel Temer, avalia prorrogar a data de adesão ao Refis do mais uma vez

A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, dia 5, o requerimento de urgência do projeto de lei que acaba com as dívidas do Funrural, de autoria do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), ou seja, a proposta terá agora preferência para votação e será o primeiro item da pauta de qualquer sessão realizada pelo plenário. Havia resistência da base do governo de Michel Temer e de Bolsonaro para barrar o avanço do projeto que pode impactar o orçamento da União. Na última terça-feira, dia 4, Goergen disse que a aprovação da urgência da proposta dá ao setor “força para jogar ao próximo governo para negociar”, independente da votação futura do mérito em plenário. “Não é o mérito do projeto que vai ser a solução, e sim a urgência e uma nova prorrogação para o novo governo sentar com o setor”, disse. Ao mesmo tempo, o Palácio do Planalto avalia prorrogar a data de adesão ao Refis do Funrural mais uma vez. Demandado pelo setor agropecuário, o Ministro da Secretaria d Governo, Carlos Marun, concordou com a possibilidade e sinalizou que levará o tema ao Presidente da República, Michel Temer. De acordo com lei já sancionada, o novo prazo para produtores rurais renegociarem suas dívidas termina em 31 de dezembro deste ano. No entanto, alerta a Receita, como não haverá expediente bancário nesta data, o pagamento da primeira antecipação do parcelamento deve ser feito até o dia 28 de dezembro, última sexta-feira do ano.

ESTADÃO CONTEÚDO

Sem aprovação de projeto que revoga passivo do Funrural, novas medidas tentam adiar cobrança

Abertura de ação judicial junto à PGR e prorrogação do prazo de adesão ao Refis são as novas ações para evitar a cobrança

O deputado Jerônimo Goergen (Progressistas-RS) protocolou, na quarta-feira (5), na Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, pedido de abertura de ação judicial contestando a cobrança retroativa do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). A iniciativa se soma a outras frentes de atuação do parlamentar contra a execução da Lei 13.606/2018, que instituiu o chamado Refis do Funrural. Jerônimo é o autor do Projeto de Lei 9252/2017, que extingue o passivo bilionário que está sendo cobrado do setor produtivo a partir da mudança de um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta cria novas regras de pagamento daqui para frente, sem levar em conta o período onde a cobrança estava suspensa por força de liminares na Justiça. O parlamentar também está articulando uma nova prorrogação do prazo de adesão ao Refis Rural, que acaba no dia 31 de dezembro de 2018. “Acredito que esta discussão precisa ser levada para o próximo governo, já que o presidente eleito Jair Bolsonaro deu várias declarações contra essa cobrança, dizendo que essa conta que não é do produtor rural. Além disso, o prazo é exíguo e o produtor simplesmente não tem capacidade de pagamento”, explicou Jerônimo. No pedido de abertura judicial agora encaminhado à Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, o parlamentar argumenta que a lei que instituiu o Refis do Funrural contém uma série de irregularidade e ilegalidades que impedem seu cumprimento por parte dos produtores.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Cautela predomina e dólar sobe ante real

O dólar terminou mais um pregão em alta ante o real, o segundo seguido, com a cautela com o cenário externo em meio à disputa comercial e a cena local predominando sobre os negócios.

O dólar avançou 0,23 por cento, a 3,8682 reais na venda. Na mínima, pela manhã, quando passava por leve correção, marcou 3,8354 reais e, na máxima, foi a 3,8848 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,50 por cento. “Como tinha feito um movimento muito forte no final do dia (terça-feira), o dólar abriu para baixo. Agora, está voltando a ter cautela. Lá fora a questão EUA-China está indefinida. Há ainda receios locais”, explicou o operador de câmbio da corretora Spinelli José Carlos Amado quando o mercado mudou de rota, citando a reforma da Previdência. A frágil trégua entre Estados Unidos e China mantinha as preocupações sobre o desaquecimento econômico global. A lista inclui ainda os temores de recessão, surgidos depois que a curva de juros norte-americana se achatou na véspera e gerou uma onda generalizada de vendas nos mercados, hoje aliviada pelo fechamento de Wall Street em luto pelo falecimento do ex-presidente George H.W.Bush. “É um movimento natural de esgotamento do ciclo de aperto monetário, já que a política demora a ser repassada para a economia”, avaliou o economista-chefe da gestora Infinity, Jason Vieira. Internamente, os investidores acompanharam as negociações políticas, um dia depois de novo adiamento da votação do projeto de lei da cessão onerosa. O fatiamento da reforma da Previdência admitido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro também gerava desconfiança dos investidores.

REUTERS

Ibovespa fecha no azul ajudado por JBS em pregão sem Wall St; Petrobras tem sessão volátil

O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, em sessão marcada por menor liquidez diante da ausência de negócios em Wall Street, com JBS entre os destaques de alta após troca do comando da empresa, enquanto Petrobras teve sessão volátil em meio a noticiário vigoroso, que incluiu plano de negócios

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa .BVSP subiu 0,47 por cento, a 89.039,79 pontos. O volume no pregão somou 8,75 bilhões de reais, ante média diária no ano de 12 bilhões de reais. O mercado nos Estados Unidos esteve fechado em razão do luto pela morte do ex-presidente norte-americano George H.W. Bush, na última sexta-feira. Para o gestor Frederico Mesnik, sócio-fundador da Trígono Capital, houve uma recuperação após o estresse da véspera. Mas agentes de mercado seguem receosos com o noticiário recente de Brasília, como potencial fatiamento da reforma da Previdência e impasse sobre a questão da cessão onerosa. “O mercado está cansado do amadorismo e de politicagem”, afirmou. De acordo com ele, a ausência de definições ajuda a manter estrangeiros de fora da bolsa brasileira. “Todo mundo espera o novo governo e as medidas iniciais”, disse. Dados da B3 mostraram entrada de 1,2 bilhão de reais no segmento Bovespa no último dia 3, mas o saldo no ano segue negativo em mais de 8 bilhões de reais. Em novembro, houve saída líquida de 3,6 bilhões de reais. Na visão do gestor Marco Tulli, da mesa de Bovespa da Coinvalores, o mercado deveria estar mais fraco em razão da falta de avanço nas discussões sobre reformas. “Isso acaba derrubando as expectativas”.

REUTERS

Fluxo cambial tem pior resultado do ano em novembro com remessas ao exterior

O forte volume de saída de recursos para o exterior acabou levando o fluxo cambial a fechar novembro no vermelho, depois de um breve suspiro em outubro, e no pior resultado de 2018, mostram dados do Banco Central

O resultado do mês passado foi negativo em 6,614 bilhões de dólares, o que reduziu o acumulado do ano para um superávit de 11,761 bilhões. Em outubro, a conta havia sido positiva em 334 milhões de dólares. O forte saldo negativo em novembro é o pior resultado mensal desde dezembro do ano passado, quando o fluxo ficou negativo em 9,331 bilhões de dólares, segundo dados do BC. Isso acabou fazendo com que o dólar, que havia tido forte queda ante o real em outubro por causa da euforia do mercado com a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, acumulasse valorização de 3,58 por cento em novembro e voltasse para o patamar de 3,85 reais. No mês passado, a conta financeira —por onde passam investimentos diretos, em portfólio e outros—, ficou negativa em 12,987 bilhões de dólares, resultado de 44,824 bilhões de dólares em compras de 57,810 bilhões de dólares em vendas. A conta comercial, por sua vez, aliviou o resultado, ao mostrar superávit de 6,373 bilhões de dólares no mês passado, resultado de exportações de 21,581 bilhões de dólares menos importações de 15,208 bilhões de dólares.

REUTERS

Aumento dos custos fará PIB do campo recuar em 2018, diz CNA

Pressionado pela alta de custos, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro deverá diminuir 1,6% neste ano em relação a 2017, de acordo com estimativa divulgada ontem pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

Segundo a CNA, o segmento agropecuário como um todo foi prejudicado sobretudo pela greve dos caminhoneiros, no fim de maio, e pelo posterior tabelamento dos fretes rodoviários, que gerou aumento de custos para o transporte de insumos e produtos agropecuários em geral. “O tabelamento do frete foi um transtorno que teve impacto significativo no custo de produção, principalmente no segundo semestre”, afirmou Bruno Lucchi, Superintendente Técnico da CNA. De acordo com a entidade, altas de 19% do óleo diesel e de 22% dos preços das sementes também exerceram “pressão extra nas margens e na renda gerada no setor” ao longo deste ano. O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária (“da porteira para dentro”, em contrapartida, deverá aumentar 3% em 2018 e totalizar R$ 607,6 bilhões, conforme a CNA. O incremento é sustentado pelo aumento de produção de culturas como café arábica, algodão, trigo e soja. A alta dos preços dos grãos também deve colaborar para o resultado. A CNA observou, entretanto, que o aumento até poderia ser maior não fossem as quedas de preços de produtos como arroz, café, cana, mandioca e feijão.

VALOR ECONÔMICO

PIB do agronegócio do Brasil deve crescer 2% em 2019, prevê CNA

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro deverá crescer 2 por cento em 2019 em relação ao ano anterior, após uma queda prevista de 1,6 por cento neste ano frente a 2017, disse a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) na quarta-feira

A CNA apresentou uma visão otimista para 2019, com perspectivas positivas para a economia e a política agrícola do Brasil. A contração deste ano foi atribuída principalmente à greve dos caminhoneiros em maio, que paralisou as estradas do país, elevando os preços dos insumos agrícolas e prejudicando a capacidade do setor de levar produtos ao mercado. Os agricultores foram importantes apoiadores do Presidente eleito Jair Bolsonaro, que assumirá o cargo em 1º de janeiro, adotando uma agenda do setor do agronegócio. Bolsonaro deu aval à indicação da Frente Parlamanentar da Agropecuária (FPA) para o Ministério da Agricultura, que será liderado por Tereza Cristina (DEM-MS). A produção de grãos do país deverá crescer ainda mais na safra seguinte, após 228 milhões de toneladas colhidas em 2017/18, graças às condições climáticas favoráveis, disse a CNA. A produção de soja deverá crescer de 5 a 6 por cento em 2018/19, de acordo com um analista da CNA.

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EMPRESAS

JBS mira processados nos EUA e distribuição na Ásia para ampliar margens, diz Tomazoni

A JBS tem como prioridade melhorar as margens do grupo, algo que o novo Presidente-Executivo da maior processadora de carne do mundo, Gilberto Tomazoni, quer promover com medidas que incluem expansão de produtos de maior valor agregado nos EUA e de sua cadeia de distribuição na Ásia

Nomeado na véspera ao principal posto da JBS, Tomazoni afirmou a analistas na quarta-feira que a listagem de operações da companhia nos Estados Unidos continua sendo uma das principais prioridades do grupo, mas “no momento adequado”. “Estamos muito entusiasmados com oportunidade que temos em produtos de valor agregado nos EUA (…) É a nossa maior oportunidade”, disse o executivo sem dar detalhes durante breve teleconferência. “As margens do grupo, em geral, são boas, mas como qualquer negócio, há oportunidade de melhoria. Nosso foco nisso está no centro da estratégia. Para capturar melhorias em oportunidades de mix, precisamos de organização eficiente e ágil. Temos foco específico em produto de valor agregado, isso vai ter impacto significativo nas margens”, disse Tomazoni, que ingressou na JBS em 2013 depois de longa experiência na Sadia, da BRF, e passagem pela Bunge. Questionado sobre o IPO, que foi frustrado em meio ao escândalo gerado pelas delações premiadas dos Batista, Tomazoni não deu detalhes sobre quando a operação poderia ocorrer. Ele, porém, afirmou que Guilherme Cavalcanti, nomeado Vice-Presidente Financeiro da JBS nesta quarta-feira, terá “papel importante” na operação. Cavalcanti vai assumir a posição na JBS em 15 de janeiro. Antes de embarcar na companhia, o executivo era Vice-Presidente Financeiro da produtora de celulose Fibria. Além do foco em produtos de valor agregado, a JBS pretende ampliar sua presença na Ásia, disse Tomazoni, que cita o continente como um “importante mercado de exportação para a JBS”, capaz de criar uma oportunidade de expansão “muito significativa” para o grupo.

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FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: Em novembro, média do vivo é a maior de 2018 em muitas regiões

Com as elevações nos valores do suíno vivo desde julho deste ano, devido à menor oferta de animais para abate, em novembro, a média mensal chegou ao maior patamar de 2018 na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, em termos nominais

Na praça de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), por exemplo, o animal posto no frigorífico foi comercializado a R$ 3,91/kg em novembro, alta de 2,4% em relação ao mês anterior. Quanto à carne, as cotações também subiram. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça comum e a especial se valorizaram, respectivamente, 2,1% e 3,5% de outubro para novembro. A procura por carne suína tipicamente aumenta no final de ano, devido às festividades da época. No entanto, segundo colaboradores do Cepea, essa demanda sazonal não refletiu significativamente no volume de negócios em

Cepea

Frango Vivo: cotações estáveis nesta quarta-feira (05)

Na quarta-feira (05), as cotações do frango vivo permaneceram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$3,00/kg. Devido a uma reunião técnica, o Epagri não irá divulgar os preços referentes a Santa Catarina

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg e queda de -0,48% para o frango no atacado, a R$4,15/kg. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, os valores do frango vivo têm registrado quedas em diversas praças. Dessa forma, o poder de compra do avicultor diminui frente ao milho. No mercado atacadista, os preços se elevam em função de uma menor oferta de animais para abate e maior ritmo de embarques da carne in natura.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

INTERNACIONAL

Uruguai: Protocolo assinado com a China abre possibilidade de exportação de carne refrigerada

A renovação do protocolo sanitário para a carne bovina com a China é um aspecto muito “transcendente”, pois é o principal importador do Uruguai, tanto em volume quanto nas características dos produtos que exige, garantiu Daniel Belerati, Presidente da Câmara da Indústria Frigorífica (CIF)

Belerati disse que o novo protocolo assinado estende a vida útil da carne refrigerada a 120 dias, o que favorece a entrada de outro produto na China que por muito tempo foi “um passo a ser dado” e “permite novas oportunidades de acesso ao mercado”. ” Ele acrescentou: “É uma conquista muito boa porque nos permite alcançar o último estágio e estar muito perto do consumidor final”. Atualmente, a carne bovina tem um tempo de navegação de cerca de 50 a 55 dias, deixando cerca de 70 dias disponíveis no destino, se a nova determinação for levada em consideração. A Austrália, uma concorrente direta de carne refrigerada, tem um prazo de envio de 12 dias. “É transcendente, quanto mais dias você pode ter o produto em estoque é uma vantagem”, acrescentou. Belerati enfatizou a necessidade de fazer “esforços” para que a cota do tipo de carne de alta qualidade 481 possa “ganhar um lugar” na China ou no Japão. “Isso nos permite acessar mercados diferenciados de preço e não podemos perder o caminho que complementa a pecuária”, afirmou.

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