CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 860 DE 18 DE OUTUBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 860 | 18 de Outubro de 2018

NOTÍCIAS

Preços da arroba do boi gordo cedendo

Mercado do boi gordo trabalhando com viés de baixa. O aumento da oferta de gado confinado e o dólar perdendo força abrem espaço para que os frigoríficos pressionem as cotações do boi gordo

Na última quarta-feira (17/10), por exemplo, o dólar chegou a trabalhar abaixo do patamar de R$3,70. Essa valorização do real diminuiu a competitividade da carne brasileira no mercado internacional, apertando a margem dos frigoríficos que exportam. Apesar de apenas uma parte dos frigoríficos trabalhar com o mercado externo, a pressão de baixa se dispersa e as demais indústrias acompanham a movimentação dos preços. Em São Paulo, o aumento da disponibilidade de boiadas fez com que as escalas andassem e agora alguns frigoríficos aproveitam para tentar ofertar preços até R$3,00 abaixo da referência pela arroba. Em Goiás, a pressão é mais intensa, principalmente na região Sul do estado. Por lá o preço do boi caiu e a arroba, que no começo da semana era negociada, em média, por R$143,00, é negociada hoje ao redor de R$141,00. O gado confinado deve continuar ajudando a indústria e o consumo deve se enfraquecer nesta segunda metade do mês. Estes fatores devem manter o cenário de preços fracos.

SCOT CONSULTORIA

Receita cambial das carnes recua quase 5% no ano

Transcorridos três quartos do ano, as exportações brasileiras de carnes – conforme dados coletados pelo MAPA junto à SECEX/MDIC – apresentam redução de quase 4%, resultado que corresponde a embarques de perto de 200 mil toneladas a menos que nos mesmos nove meses de 2017

A redução seria maior não fossem as exportações de carne bovina terem aumentado mais de 12%, aproximando-se do 1,2 milhão de toneladas. Foi o que neutralizou, parcialmente, as quedas de 7,35%, 11,42% e 30,87% enfrentadas, respectivamente, pelas carnes de frango, suína e de peru. O preço médio desses nove primeiros meses do ano também sofreu um recuo generalizado. A única exceção ficou com os industrializados de frango (aparentemente: carne salgada), mas sem qualquer influência nos resultados globais, devido ao baixo volume exportado. Os preços da carne bovina in natura e de seus industrializados também retrocederam, mas a receita cambial total do produto apresenta evolução positiva (de 0,69%). Isto se deve a item que se valorizou, mas não foi explicitado no levantamento. Os poucos ganhos registrados tiveram efeito mínimo sobre a receita cambial, que recuou cerca de 5% em relação aos mesmos nove meses de 2017.

AGROLINK

Produção global de carnes deve crescer 19% até 2030, diz FAO

A produção global de carnes irá crescer 19% até 2030, sendo que os países em desenvolvimento deverão suprir 77% desta demanda adicional, segundo projeções de um estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) divulgado na quarta-feira (17)

Argentina, China, Brasil, Índia, México e Paquistão responderão pela maior parte da demanda adicional por carnes, enquanto os outros 23% do crescimento do consumo esperado serão supridos por países desenvolvidos. A produção de carne de frango apresentará o maior crescimento até 2030, impulsionada pela demanda em expansão por esta proteína animal, segundo o relatório intitulado “Pecuária Global: Transformando a pecuária através dos objetivos de desenvolvimento sustentável”. “A produção expandirá rapidamente nos países que produzem excedentes de grãos para alimentação”, disse a FAO sobre a produção de frango. Já a demanda global por carnes deverá aumentar cerca de 1% por ano entre 2018 e 2030, sustentada principalmente pelo crescimento da população. O relatório avalia que a atividade da pecuária é importante para a segurança alimentar e nutricional mundial, além de gerar renda e empregos, mas que pode contribuir ainda mais para o desenvolvimento sustentável ambiental e de comunidades. Entre alguns desafios relacionados ao crescimento da produção pecuária, está a competição por terra para a produção de ração, que pode restringir a disponibilidade de recursos para produzir alimentos, segundo o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva. Além disso, a concentração de mercado tende a prejudicar os pequenos produtores. “Há também a necessidade urgente de cessar o uso impróprio de antimicrobianos na criação de animais”, disse Silva em comunicado.

CARNETEC

Preço do sebo bovino subiu 2,3% em um mês

A oferta regulada à demanda mantém o mercado de sebo bovino com os preços estáveis

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central a gordura animal está cotada, em média, em R$2,20/kg, sem imposto. Alta de 2,3% em um mês. No Rio Grande do Sul, o sebo está cotado em R$2,30/kg. A desvalorização do dólar nos últimos dias colaborou com queda de preço do óleo de soja, diminuindo a competitividade da gordura animal para a produção de biodiesel, uma vez que os produtos concorrem entre si na produção do combustível. Porém, mesmo com a desvalorização da soja, a boa demanda pelo produto mantém as cotações sustentadas.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar termina no menor nível em quase 5 meses, a R$3,68

O dólar recuou pela terceira sessão consecutiva e terminou no menor patamar em quase cinco meses, na casa de 3,68 reais, com fluxo de recursos influenciando a continuidade da trajetória dos dois últimos pregões

O dólar recuou 1,02 por cento, a 3,6822 reais na venda, menor patamar desde os 3,6683 reais de 25 de maio. Em três sessões, acumulou perda de 2,56 por cento. Na mínima, a moeda marcou 3,6652 reais. O dólar futuro recuava cerca de 1,20 por cento. “Tivemos zeragem de algumas posições compradas (que apostam na alta do dólar)… e o fluxo puxou a moeda para baixo”, comentou a estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte. O mercado externo, nesta sessão, trouxe influência de alta para o dólar, mas ela não se sustentou. A moeda norte-americana subia ante a cesta de moedas e também ante algumas divisas de países emergentes, como o peso chileno, embora tivesse mostrado mais força ante elas mais cedo. Os investidores aguardavam a ata do último encontro de política monetária do Federal Reserve, mas ela não chegou a influenciar o mercado por aqui. O documento mostrou que todos os membros votantes da instituição apoiaram o aumento da taxa de juros no mês passado e que também concordaram que os custos de empréstimos devem subir mais.

REUTERS

No fim de sessão volátil, Ibovespa fecha quase estável

O Ibovespa fechou praticamente estável na quarta-feira, no fim de uma sessão volátil, acompanhando o mercado movimentos do mercado externo, com ações da Eletrobras na ponta negativa, enquanto a alta de Vale atenuou a pressão

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa teve variação positiva de 0,05 por cento, a 85.763,95 pontos, após oscilar da mínima de 84.944,05 pontos à 86.167,32 pontos. O giro financeiro somou 14,5 bilhões de reais. Em Wall Street, S&P 500 e Dow Jones também alternaram alta e baixa, fechando com pequenas perdas, com resultados corporativos e a ata da última decisão de juros do Federal Reserve no radar. Na visão do analista Filipe Villegas, da corretora Genial, investidores têm começado a acompanhar questões externas e a se preparar para a temporada de balanços. “Mudou um pouco o foco, que está se voltando um pouco mais para o exterior”, afirmou, avaliando que a cena política deve voltar com mais força para os holofotes quando o presidente eleito se posicionar sobre o governo de transição. A safra de resultados no Brasil está prevista para começar na próxima semana.

REUTERS

Varejo e serviços sustentam atividade e economia brasileira cresce 0,47% em agosto, diz BC

Os setores de varejo e serviços sustentaram a economia brasileira em agosto e ajudaram a atividade a crescer acima do esperado no período, porém a retomada segue em ritmo lento em meio à instabilidade provocada pelas incertezas com as eleições presidenciais

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado nesta segunda-feira, registrou alta de 0,47 por cento em agosto na comparação com julho, segundo dado dessazonalizado divulgado nesta quarta-feira.  “Esse resultado e outros indicadores de atividade divulgados anteriormente sugerem um crescimento do PIB do terceiro trimestre superior ao esperado anteriormente. Assim, revisamos a nossa estimativa para o PIB do período, de 0,3 por cento na margem para 0,5 por cento”, disse o Bradesco em nota. Entretanto, o IBC-Br de agosto também destaca a morosidade da economia, uma vez que o índice desacelerou após avanços de 3,45 por cento em junho —resultado provocado pela retomada após forte queda no mês anterior devido à greve dos caminhoneiros— e de 0,65 por cento em julho. Na comparação com agosto de 2017, o IBC-Br registrou crescimento de 2,50 por cento e no acumulado em 12 meses teve alta de 1,50 por cento, segundo o BC. Em agosto, tanto as vendas varejistas quanto o volume de serviços aumentaram acima do esperado e tiveram os melhores resultados para o mês em vários anos, com altas de 1,3 por cento e 1,2 por cento, respectivamente, de acordo com dados do IBGE. Os números, entretanto, não indicam uma aceleração desses setores, em meio a um ambiente no país marcado por fortes incertezas com as eleições presidenciais e o desemprego elevado, o que vem prejudicando tanto o consumo quanto o ímpeto de investimento dos empresários. Esses fatores, inclusive, pressionaram a produção industrial a uma contração inesperada de 0,3 por cento em agosto na comparação com o mês anterior.

REUTERS

EMPRESAS

BRF negocia acordo de leniência com MPF e CGU

A reportagem apurou que o pedido da empresa, costurado pelo CEO Pedro Parente, foi apresentado aos órgãos há algumas semanas e as equipes de negociação estão sendo montadas

Os órgãos tratam o assunto sob sigilo. Procurada, a BRF limitou-se a dizer que “a posição da empresa é de colaborar com as autoridades num diálogo amplo e transparente”. De acordo com fontes de Brasília, a BRF pretende detalhar o funcionamento de um esquema de pagamento de propinas para fiscais do Ministério da Agricultura. Na BRF, sobretudo depois que Pedro Parente assumiu o comando do conselho de administração, chegou-se à conclusão de que um acordo é necessário em razão das revelações das operações Carne Fraca e, especialmente, Trapaça — terceira fase da Carne Fraca, essa operação liderada pela Polícia Federal teve a BRF como foco. Entre as possíveis colaborações, a companhia deverá relatar como atuava junto ao Ministério da Agricultura para acelerar a tramitação de processos — como habilitação de frigoríficos para exportar, por exemplo — e conseguir a edição de normas e portarias que a beneficiassem principalmente nas exportações. De acordo com os investigadores da PF, a empresa até articulava com o governo quais os fiscais que atuariam em suas plantas. No caso da CGU, a negociação está em fase inicial e não há prazo para o fechamento do acordo. A depender dos relatos, a empresa poderá ter que pagar multa. Com um acordo, a BRF evitaria ser declarada inidônea pela CGU. Essa condenação é mais sensível para empreiteiras, mas pode afetar exportadores como a BRF. Além disso, a empresa tem contratos de financiamento com bancos públicos (linhas de crédito rural). Mas amarrar um acordo de leniência não será simples. À luz das suspeitas de irregularidades reveladas na Carne Fraca, a dona das marcas Sadia e Perdigão terá de fechar, pela primeira vez na história do país, um acordo do gênero envolvendo crimes contra a saúde.

VALOR ECONÔMICO

Justiça aceita recuperação judicial de frigorífico

Em nota à imprensa, a direção do Frigorífico Qualifrig anuncia a sua recuperação judicial

Pedido neste sentido foi acatado pela Justiça em 11 de outubro. A empresa tem dívida de cerca de 7 milhões para com aproximadamente 90 pecuaristas da região de Iporá (GO). Em uma nova nota à imprensa o Qualifrig fala das dificuldades financeiras e previa para quarta-feira o pagamento dos colaboradores. “O Frigorífico Qualifrig se estabeleceu em Iporá em dezembro de 2014 e, desde então, vem contribuindo para a geração de emprego e renda na região. Em 2017 esteve entre os maiores contribuintes de ICMS do município. Porém, apesar de todo trabalho e investimentos, a crise econômica que assola o país, especificamente na área de produção com o fechamento de mais de trezentas mil empresas nos últimos três anos, segundo o IBGE, vem prejudicando bastante o desempenho da empresa, acumulando prejuízos há algum tempo. Após esgotar todos os esforços para reverter esse quadro negativo, sem ter sucesso, não restou outra alternativa à empresa senão interromper as operações e ingressar com pedido de Recuperação Judicial, que foi acatado pelo juiz no dia 11/10, com prazo de até 60 dias para apresentar o plano de recuperação”, diz a nota enviada a imprensa. “Através desta medida, todos os credores serão pagos de acordo com o plano que será apresentado. Os colaboradores estarão recebendo até quarta-feira (17/10), os formulários dos termos de rescisão contratual, a baixa na CTPS que permitirá o levantamento do FGTS depositado e a entrega do formulário do seguro desemprego. Temos total consciência da competência e do comprometimento dos nossos colaboradores, mas infelizmente a empresa não tinha outra alternativa. Estamos em busca de uma solução, para a retomada da operação o mais breve possível”, conclui.

PECUARIA.COM.BR

FRANGOS & SUÍNOS

Força-tarefa encontra três novos focos de peste suína no Ceará

O Estado do Ceará registrou quatro focos de peste suína clássica (PSC) desde agosto, quando o primeiro caso foi encontrado no distrito de Mulungu, em Forquilha (a 215 quilômetros de Fortaleza). As autoridades sanitárias locais montaram uma força-tarefa para conter a propagação da doença

Os outros três focos foram encontrados em Groaíras, Santa Quitéria (municípios próximos) e um novo caso também em Forquilha. A peste suína clássica não atinge humanos, mas causa prejuízos para os produtores, pois os porcos precisam ser sacrificados para que o vírus, que é contagioso e causa alta mortalidade entre os suínos, não chegue a animais sadios. A força-tarefa com 20 técnicos faz inspeções nas propriedades e em feiras livres que ficam em um raio de 3 quilômetros a partir dos focos. De acordo com o Diretor de Sanidade Mental da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), Amorim Sobreira, a principal preocupação é impedir o trânsito de animais para que o vírus não se propague. Os quatro focos foram encontrados em pequenas propriedades cujos produtores criam porcos para sua subsistência ou para pequenas vendas, mas não implementam medidas de biosseguridade, como a inspeção frequente de um veterinário, a alimentação adequada dos animais e a comercialização com guia de trânsito animal, que permite o rastreio de porcos doentes, por exemplo. Segundo o diretor, nenhuma propriedade tinha cadastro na Adagri como produtora de suínos. “Os pequenos produtores comercializam suínos de maneira que o estado não fica sabendo. O foco deles são as feiras, onde a venda acontece sem o exame prévio por um veterinário. Às vezes o animal está doente, vai para uma propriedade limpa e o vírus se propaga. É uma dificuldade cultural. É muito fácil criar um porquinho no quintal.” A dificuldade de controlar a origem e o trânsito de suínos contribui para que o Ceará não faça parte da zona livre de peste suína clássica.

VALOR ECONÔMICO

Volume de carne de frango permaneceu estável em setembro

Produção brasileira de carne de frango de setembro passado, considerado um potencial mínimo

Registrando volume nominal praticamente idêntico ao do mês anterior e ao do mesmo mês do ano passado (redução, nos dois casos, inferior a meio por cento), a produção brasileira de carne de frango de setembro passado, considerado um potencial mínimo, superou ligeiramente a marca do 1,090 milhão de toneladas – resultado projetado pela APINCO a partir do alojamento de pintos de corte. Transcorridos três quartos do ano, o volume acumulado não vai muito além dos 9,9 milhões de toneladas, desempenho que representa redução de quase 3% sobre idêntico período do ano anterior. Notar, porém, que essa redução se concentra nos últimos cinco meses, período em que a média produzida (34.862 toneladas diárias) recuou quase 9% em relação ao trimestre inicial de 2018 (média de 38.190 toneladas diárias). Supondo-se que, no trimestre final do ano (total de 92 dias) o volume produzido mantenha, aproximadamente, a média registrada em setembro passado (36.447 toneladas diárias), o total anual ficará em torno dos 13,270 milhões de toneladas, recuando cerca de 2,5% em relação a 2017.

AGROLINK

Altas de preços dos suínos nas granjas e no atacado em São Paulo

Os preços no mercado de suínos apresentaram ligeira melhora nas últimas semanas. O comprador esteve mais ativo devido as antecipações por conta do feriado (12 de outubro)

Nas granjas paulistas, o animal terminado está cotado, em média, em R$73,00/@, alta de 1,4% em sete dias. No mercado atacadista, a valorização em igual período foi de 1,8%, com a carcaça sendo comercializada, em média, em R$5,80/kg. A média parcial de outubro está em um dos maiores patamares registrados este ano de R$72,29/@, no entanto, apesar desta melhora, na comparação anual, a cotação está 8,8% menor. Para o curto prazo, passado a primeira quinzena do mês, o ritmo das vendas deve desacelerar e os preços tendem a perder a firmeza.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Importações chinesas de carne suína devem crescer 8% neste ano

Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima que volume chegue a 1,75 milhão de toneladas

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que as importações de carne suína pela China subam 8% neste ano para 1,75 milhão de toneladas. A agência estima também que no próximo ano esse volume seja ainda maior. A perspectiva pode fornecer suporte para os preços globais, que estão pressionados devido ao recuo na demanda chinesa. Mas, segundo o USDA, apesar do incremento, as importações chinesas tendem a permanecer abaixo dos níveis de 2016, em meio à expansão do setor chinês de carne suína. Já os futuros de suínos, negociados na Bolsa Mercantil de Chicago (CME, na sigla em inglês), avançaram nos últimos dias. Dennis Smith, da consultoria Archer Financial Services, considera que novos relatos de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) na China provavelmente levem ao abate de milhares de animais. “Caso contrário, a doença continuará se espalhando como uma epidemia”, acrescenta. 

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