
Ano 4 | nº 861 | 19 de Outubro de 2018
NOTÍCIAS
Boi gordo: mercado estável em São Paulo e escalas de abates atendendo seis dias
Na última quinta-feira (18/10), a cotação da arroba do boi gordo caiu em quatro praças pecuárias, subiu em uma delas e ficou estável nas restantes.
Devido ao consumo calmo e à oferta de bovinos confinados aumentando, as indústrias não estão indo às compras com afinco e pressionam as cotações em algumas regiões. A oferta de boiadas tem sido suficiente para atender a demanda desta época do mês. A única alta foi no Sul de Minas Gerais, a cotação da arroba do boi gordo subiu R$1,00 na comparação dia a dia, alta de 0,7%. Em São Paulo a cotação está estável e as escalas de abate atendem ao redor de seis dias. O mercado atacadista de carne bovina sente a demanda fraca e fechou em queda. A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,77/kg, recuo de 1,1% frente ao fechamento de 17 de outubro.
SCOT CONSULTORIA
BOI/CEPEA: Produtividade de carne por animal é maior em SP
Produção de carne por animal entre abril e junho foi de 259,40 kg
Ainda que São Paulo não concentre o maior rebanho brasileiro, o estado registra a produtividade mais elevada do País, seguida por Mato Grosso, o maior produtor de animais e exportador de carne do Brasil. Segundo dados do IBGE, no segundo trimestre deste ano, a produtividade paulista atingiu 260,57 quilogramas de carne por animal, em média (considerando os abates de boi, vaca, novilho e novilha), 1,13% superior à registrada no primeiro trimestre de 2018 e 5,94% maior que a média Brasil, de 245,68 kg/animal no segundo trimestre deste ano. Em Mato Grosso, a produção de carne por animal entre abril e junho foi de 259,40 kg, 0,84% acima da observada no trimestre anterior e 5,58% superior à média brasileira.
Por carnes, Brasil faz proposta a Hong Kong
Em meio à pressão de Hong Kong para restringir o número de frigoríficos brasileiros habilitados a exportar carnes à cidade, o Ministério da Agricultura propôs a criação de uma lista com 350 estabelecimentos autorizados, disse uma fonte ao Valor
Atualmente, qualquer estabelecimento que compõe a chamada lista geral pode exportar a Hong Kong – essa lista, que conta com cerca de 700 plantas, é definida pelo governo brasileiro. Por causa da repercussão da Operação Carne Fraca, porém, as autoridades de Hong Kong decidiram rever o modelo, exigindo do Brasil uma lista de plantas que seguiriam regras sanitárias específicas. As negociações com Hong Kong, que se arrastam desde o ano passado, estiveram perto de representar uma derrota para o Brasil. Diante da demora do Ministério da Agricultura em formular a lista de unidades sujeitas às exigências de Hong Kong, as autoridades da cidade chegaram a avaliar a possibilidade de uma lista com apenas 80 frigoríficos, o que poderia representar uma forte redução das exportações à cidade. Com o avanço das negociações – e a proposta feita pelo Ministério da Agricultura -, a avaliação é que os exportadores não serão prejudicados, porque das 700 plantas da lista geral, cerca de 230 vendem com frequência para Hong Kong, afirmou uma fonte que acompanha as conversas. A pretensão do Ministério da Agricultura é que cerca de 350 unidades estejam na nova lista. No mínimo, assegurou a fonte, 296 plantas já poderiam ser habilitadas por atenderem os requisitos de rastreabilidade exigidos por Hong Kong. A cidade, que é uma região administrativa especial da China, é extremamente relevante para os frigoríficos. Espécie de escala para acessar a China continental, Hong Kong é a maior compradora da carne bovina do Brasil, respondendo por cerca de 25% dos embarques totais, e a segunda maior de carne suína, representando mais de 20% das vendas. No acumulado do ano até setembro, as exportações brasileiras de carnes do Brasil à Hong Kong renderam US$ 1,8 bilhão, segundo dados compilados pelo Ministério da Agricultura.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
IGP-M desacelera alta a 0,97% na 2ª prévia de outubro, diz FGV
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 0,97 por cento na segunda prévia de outubro, sobre 1,34 por cento no mesmo período do mês anterior, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.
REUTERS
Nova queda do Ibovespa; possível saída de Ilan do BC amplia perda no final
A quinta-feira foi de queda na bolsa paulista, acompanhando o viés negativo dos pregões em Wall Street, onde os negócios foram pressionados por preocupações com o aumento dos custos de financiamento nos Estados Unidos e sinalização pelo banco central norte-americano de continuidade no aperto monetário
O Ibovespa fechou em baixa de 2,24 por cento, a 83.847,12 pontos. O volume financeiro na sessão somou 12,2 bilhões de reais. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa ampliou a queda no ajuste de fechamento após a agência Bloomberg informar, citando duas fontes, que Ilan Goldfajn se prepara para deixar o Banco Central no final do ano. Procurado pela Reuters, o BC não quis comentar a notícia. “A notícia adiciona dúvidas em um momento no qual já existem várias incertezas sobre a composição do novo governo. A permanência dele seria um problema a menos. Não estava certo se ele iria continuar, mas agora essa troca parece mais certa de ocorrer”, disse o gerente de investimentos de um fundo de pensão no Rio de Janeiro, que pediu para não ter o nome citado. Nos EUA, os principais índices acionários fecharam em queda, conforme resultados piores do que o esperado de empresas do setor industrial reforçaram preocupações sobre efeitos de custos mais elevados para o crédito e tom ‘hawkish’ do Federal Reserve na véspera na ata da última decisão de juros.
REUTERS
Dólar segue exterior, tem correção e sobe ante real
O dólar interrompeu uma sequência de três quedas e terminou a quinta-feira com a primeira alta ante o real nesta semana, num movimento de correção parcial à forte queda recente, influenciado pelo cenário externo de maior aversão ao risco
O dólar avançou 1,16 por cento, a 3,7250 reais na venda, na terceira alta registrada desde o primeiro turno das eleições no dia 7 de outubro. Na véspera, a moeda norte-americana fechou no menor valor em quase cinco meses, a 3,6822 reais. No mês até a véspera, a moeda acumulava queda de 8,79 por cento. Na mínima desta sessão, a moeda foi a 3,6734 reais e, na máxima, a 3,7325 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,90 por cento. Na véspera, fluxo de recursos ajudou o dólar a furar o piso de 3,70 reais, mas operadores avaliaram que transpor 3,65 reais, considerado outro suporte forte, será um pouco mais difícil. “Por mais que a vantagem de Bolsonaro siga confortável, investidores devem ajustar portfólios a cada novo estudo. Mas na prática os movimentos já começam a refletir expectativas com políticas futuras do iminente governo do PSL, com foco nos temas privatização e ajuste fiscal”, acrescentou Alessie Machado. No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas, e ante a maioria das divisas emergentes, como os pesos chileno e mexicano.
REUTERS
Dólar futuro aprofunda alta ante real após notícia de saída de Ilan no fim do ano
A notícia de que o Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, estaria se preparando para deixar a instituição até o final do ano acabou pressionando o dólar nos minutos finais da sessão
A moeda norte-americana aprofundou a alta com que já trabalhava desde mais cedo e terminou acima de 1 por cento de valorização no mercado à vista, movimento que se estendeu pontualmente no dólar futuro, que continua sendo negociado após o pregão, chegando a R$ 3,72. A notícia, veiculada pela Bloomberg, pegou alguns investidores de surpresa, sobretudo pelo ‘timing’ em que ocorreu, no meio de um processo eleitoral bastante polarizado. “Achei ruim pelo momento, traz um ruído desnecessário”, comentou um profissional da mesa de derivativos de uma instituição local. Ilan Goldfajn goza de muita credibilidade junto ao mercado financeiro, depois de uma gestão que conseguiu conter a alta da inflação e ancorar as expectativas dos agentes, até o momento. “Sem ele no BC, um dos sonhos não vai acontecer… o novo governo ficar com Ilan e toda a diretoria, mesmo que num prazo combinado”, acrescentou o economista do Banco Fator José Francisco de Lima Gonçalves.
REUTERS
EMPRESAS
BRF mantém conversas “amplas” com autoridades sobre investigações da PF
A companhia de alimentos BRF informou nesta sexta-feira que vem mantendo conversas “de forma ampla e transparente” com autoridades encarregadas por investigações da Polícia Federal contra a empresa no âmbito das operações Carne Fraca e Trapaça
O comentário foi feito após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários a respeito de informações publicadas pela imprensa que afirmam que a BRF estaria negociando um acordo de leniência com o Ministério Público Federal e com a Controladoria-Geral da União (CGU). “A BRF vem mantendo conversas de forma ampla e transparente com as autoridades encarregadas das investigações, com o objetivo de colaborar com a elucidação dos fatos, ao mesmo tempo em que prosseguirá com as avaliações internas lideradas pelo Comitê Independente de Invesigação…que tem por objetivo de esclarecer todos os fatos que foram ou venham a ser levantados”, afirmou a empresa dona das marcas Sadia e Perdigão.
Reuters
FRANGOS & SUÍNOS
SUÍNOS/CEPEA: Exportação elevada sustenta preços no Brasil
Exportações brasileiras de carne suína in natura seguem em ritmo de recuperação neste segundo semestre
As exportações brasileiras de carne suína in natura seguem em ritmo de recuperação neste segundo semestre. A média diária de embarques da proteína na parcial de outubro (nove dias úteis) é de 2,86 mil toneladas, a maior desde novembro/16, segundo dados da Secex. Essa quantidade é 13% maior que a de setembro/18 e supera em 24% a de outubro/17, período em que a Rússia ainda figurava como o principal destino da carne brasileira. Conforme colaboradores do Cepea, o maior volume de carne suína escoado ao exterior tem enxugado a oferta da proteína no mercado doméstico e, consequentemente, elevado os preços internos. Para o animal vivo, verificam-se valorizações em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Na parcial do mês (até o dia 17), a média do preço do suíno negociado na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), de R$ 3,81/kg, subiu 3,6% frente à do mês anterior. Na Grande Belo Horizonte, a elevação nos preços foi de 3,7%, a R$ 3,96/kg. Ponte Nova (MG) foi a região que apresentou a alta mais expressiva, de 5,1%, com a média a R$ 4,00/kg nesta parcial de outubro.
RS vai retomar exportação de carne de frango para o Chile
A documentação que oficializa a decisão deve ser enviada ao Brasil até o fim do mês
O Chile vai retomar as compras de carne de frango do Rio Grande do Sul, após 12 anos de suspensão. O comércio será restabelecido pois o Chile reconheceu o estado como livre da Doença de Newcastle. “A documentação do serviço sanitário chileno (Servício Agrícola y Ganadero – SAG), que vai oficializar a decisão, será enviada ao Brasil até o final deste mês”, informou o Diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques. Marques esteve na quarta-feira (17), no Chile, tratando de temas sanitários e foi informado da reabertura do comércio, já que foram satisfatórios resultados de missão chilena realizada no RS, entre 30 de abril e 10 de maio. O representante do Serviço Veterinário Oficial (SVO) visitou áreas de produção de aves, Unidades Veterinárias Locais (UVL), o Serviço Veterinário Estadual e a Superintendência Federal da Agricultura (SFA/RS), a fim de coletar informações quanto aos controles sanitários para manutenção dos plantéis avícolas gaúchos e para avaliar as medidas que asseguram que encontram-se livres da doença de Newcastle. Em julho de 2006, o Chile havia suspendido as compras de carne de frango dos criadores gaúchos, após um caso de Doença de Newcastle ter sido constatado em uma ave no município de Vale Real, na região do Vale do Caí. O Rio Grande do Sul responde por 14 % da produção carne de frango brasileira. Em relação ao mercado internacional, 18% das exportações são procedentes do estado, direcionadas para mais de 150 países. Pelas estimativas da Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV), nos últimos 12 anos, o estado deixou de exportar para aquele país cerca de 385 mil toneladas de carne de frango.
MAPA
Peste suína africana atinge fazenda com 20 mil suínos
Novo caso na província de Liaoning evidencia a ameaça que a doença representa à indústria suína de um trilhão de dólares do país
A China reportou um novo caso de peste suína africana em uma fazenda com cerca de 20 mil suínos nesta segunda-feira (14), a maior no principal produtor de suínos do mundo a relatar a doença altamente contagiosa até o momento. O novo caso, um dos vários relatados na província de Liaoning nos últimos dias, evidencia a ameaça que a doença representa à indústria suína de um trilhão de dólares do país, apesar da série de medidas iniciais impostas para limitar a sua propagação. Os preços do porco despencaram no nordeste da China, depois de produtores não terem conseguido transportar os animais para fora das províncias infectadas, enquanto os preços no sul avançaram. As fazendas de grandes empresas geralmente têm uma biosegurança maior, ou medidas contra a disseminação da doença, se comparadas às centenas de milhares de pequenas fazendas chinesas, e até o momento não reportaram nenhum surto. Porém um dos três novos casos em Liaoning na segunda-feira aconteceu em uma fazendo com 19.938 suínos, de acordo com um comunicado publicado no website do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. “O fato de que a doença foi confirmada em uma grande fazenda suína mostra que isso ficou mais sério”, disse Yao Guiling, analista da consultoria China-America Commodity Data Analytics.
Carne de frango em 2019 nos maiores produtores mundiais
Departamento de Agricultura dos EUA estima que a produção brasileira aumentará 1,85% em relação aos 13,550 milhões de toneladas
Em suas primeiras projeções sobre a produção mundial de carne de frango, o Departamento de Agricultura dos EUA estima que a produção brasileira aumentará 1,85% em relação aos 13,550 milhões de toneladas que estão sendo previstos para 2018, atingindo assim um novo recorde. Embora inferior, o crescimento brasileiro não será muito diferente do que o USDA prevê para a produção mundial – incremento em torno de 2,31%. Mas há países em que a expansão deverá ficar acima dessa média, casos, por exemplo, de Índia e Tailândia. O USDA estima que os grandes produtores mundiais serão beneficiados pela continuidade de condições favoráveis ao setor. Destaca, a propósito, a maior disponibilidade de matérias-primas (o que se traduz em custos mais baixos) e a ausência de novos surtos de Influenza Aviária de alta patogenicidade naqueles países afetados pela doença. Em relação, especificamente, ao Brasil, é observado que – em função da retomada das exportações e do aumento da demanda interna – a produção deve se recuperar da queda enfrentada em 2018. A propósito, o volume previsto para o corrente exercício – 13,550 milhões de toneladas – é quase meio por cento inferior aos 13,612 milhões de toneladas estimados para 2017.
AGROLINK
INTERNACIONAL
Mudança na cota de carne bovina da UE é “prejudicial” para as exportações australianas
O Conselho de Gado da Austrália revelou que as mudanças na cota de carne bovina de animais alimentados com grãos do país teriam um “efeito prejudicial significativo” sobre as exportações europeias
O Conselho respondeu a supostos relatos de que a União Europeia estaria alterando a cota de carne bovina produzida em confinamento da Austrália, que descreveu como “altamente valiosa” para a indústria. A cota representa três quartos das exportações totais de carne bovina da Austrália, estimadas em cerca de A$ 250 milhões (US$ 178,17 milhões) no período 2017-2018. A organização também questionou se os rumores estariam em violação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Como é membro da Força-Tarefa da Indústria de Carnes Vermelhas da UE, o Conselho disse que tinha uma posição firme para manter os acordos de acesso a status quo na cota de carne de animais confinados, garantindo a alocação não discriminatória de cotas. “Os 3.500 produtores australianos credenciados de gado da União Europeia (EUCAS) fazem parte de uma cadeia de fornecimento que fez investimentos substanciais e compromisso contínuo com a produção de gado que pode atender o mercado de carne bovina da UE”, disse o Presidente da Cattle Council of Austrália, Howard Smith. “Portanto, qualquer alteração prejudicial ao acesso ao mercado da UE é uma preocupação muito significativa”. A Austrália foi verificada como fornecedor elegível ao abrigo da cota de carne bovina produzida em confinamento da UE em janeiro de 2010 e o Conselho afirmou que, após a verificação, cumpriu as rigorosas especificações das cotas.
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