
Ano 4 | nº 832 | 06 de setembro de 2018
NOTÍCIAS
Boi: Boa performance de exportações sustenta cotações internas
As exportações brasileiras de carne bovina estão a todo vapor neste segundo semestre, cenário que, segundo pesquisadores do Cepea, tem ajudado a sustentar as cotações internas da arroba do boi gordo, visto que enxuga a disponibilidade doméstica da proteína
O Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa registrou alta de 0,44% de 29 de agosto a 5 de setembro, fechando a R$ 146,65 na quarta-feira, 5. Em agosto, o volume da proteína in natura brasileira exportada foi de 144,42 mil toneladas, 10,4% acima do total de julho/18, segundo a série da Secex. A maior quantidade vendida somada ao câmbio elevado resultaram em faturamento mensal novamente acima de R$ 2 bilhões.
Cepea
Firmeza nos preços da arroba do boi gordo
O cenário é de preços firmes no mercado do boi gordo, mas mesmo com oferta limitada, há resistência para pagamentos acima da referência
Em São Paulo, por exemplo, os frigoríficos que garantiram escala negociando a termo diminuíram a pressão de compra e a arroba paulista ficou cotada em R$147,00, à vista, livre do Funrural (5/9). A exceção foi Mato Grosso do Sul. No estado, a maioria dos abates tem sido composta por lotes picados e, em função desta oferta tímida, a cotação da arroba subiu. O boi gordo na região de Dourados-MS ficou cotado em R$143,00/@ a prazo, sem Funrural. Isso corresponde a um aumento de R$7,50 por arroba em trinta dias.
bilhões de dólares que vence em outubro.
SCOT CONSULTORIA
O boi, o dólar e a margem da pecuária
A perspectiva de um PIB menor do que o projetado no início do ano mostra a dificuldade do país em retomar o crescimento econômico, o que poderá limitar o consumo de alimentos. E, associado a essa desaceleração, o real desvalorizado frente ao dólar encarece os produtos importados. Com esse câmbio, o custo de produção aumentou
A alta da cotação dos alimentos concentrados (+20,5%), principalmente milho, que subiu 33,6% de janeiro a agosto, e a dos fertilizantes (+5,6%), destacaram-se dentre os componentes do custo de produção. Mesmo com a queda de preço dos combustíveis, de janeiro a agosto o custo de produção subiu 3,5%, enquanto no mercado do boi gordo as cotações caíram 2,4%, recuaram 3,6% para o bezerro de 6@ e 5,8% para o boi magro de 12@, considerando também a variação da média mensal entre os preços de janeiro e agosto. E, apesar das reações registradas nas últimas semanas, tanto para o boi gordo quanto para os bovinos para reposição, a alta do custo de produção diminuiu a margem da pecuária em 2018. A expectativa é que o mercado do boi gordo continue ganhando força nas próximas semanas. E, caso essa expectativa se consolide estimulará a demanda de recriadores e invernistas e dará sustentação para o mercado de reposição. Porém, embora a perspectiva seja de valorização no mercado do boi gordo e de reposição, os custos também devem seguir em alta. O dólar acima de R$4,00 favorece as exportações (principalmente de milho e soja) e encarece as importações (adubos), o que deve manter os custos de produção em alta no último quadrimestre de 2018. Ou seja, a margem da atividade pecuária estará pressionada. Portanto, o equilíbrio entre custos x preço da arroba deverá ser a preocupação até o fim de 2018.
SCOT CONSULTORIA
Arroba reage em SP e já ocorrem negócios a R$150,00
Com boa demanda interna e estoques enxutos pela exportação recorde de agosto. Com exportações recordes de 144 mil toneladas em agosto, as vendas de carne bovina nos primeiros 8 meses do ano já são 17,6% maiores que no mesmo período do ano passado e com preços médios 20,4% acima nesse mesmo período.
Radar Investimentos
ECONOMIA
Dólar tem leve queda ante real com correção e exterior
O dólar fechou a quarta-feira com leve queda ante o real, com pouco mais de alívio na cena externa favorecendo uma leve correção, mas o cenário eleitoral doméstico ainda continuou gerando cautela nos investidores
O dólar recuou 0,23 por cento, a 4,1436 reais na venda, depois de oscilar entre a máxima de 4,1871 reais e a mínima de 4,1122 reais. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,05 por cento no final da tarde. Só em agosto, o dólar havia saltado quase 8,5 por cento frente ao real e, nos dois pregões passados, subiu mais 1,98 por cento, aproximando-se do seu maior patamar histórico de fechamento, a 4,1655 reais batido em 21 de janeiro de 2016. “O exterior deu uma boa melhorada. Acabamos acompanhando”, afirmou o Superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva. O dólar caía ante uma cesta de moedas após notícia de que os governos do Reino Unido e da Alemanha teriam abandonado as principais demandas do Brexit, potencialmente facilitando a trilha para o acordo de separação, o que favoreceu o euro e a libra. Mais cedo, a moeda norte-americana chegou a subir em meio a temores de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, possa intensificar a guerra comercial com a China ao impor tarifas sobre mais importações chinesas. O dólar também passou a cair frente a moedas de países emergentes, como o peso chileno, mexicano e até mesmo argentino. O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 1,635 bilhão de dólares do total de 9,801 bilhões de dólares que vence em outubro.
REUTERS
Ibovespa experimenta trégua e sobe liderado por Suzano
A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em alta na quarta-feira, após duas quedas seguidas, com as ações da Suzano Papel e Celulose liderando os ganhos ao avançar mais de 7 por cento, embora permaneçam os receios com o cenário eleitoral
O principal índice de ações da B3 subiu 0,51 por cento, a 75.092,27 pontos, após acumular queda de 2,6 por cento nos dois pregões anteriores. O volume financeiro somou 7,67 bilhões de reais, novamente abaixo da média diária do ano. Profissionais da área de renda variável citaram que o alívio no pregão foi favorecido pela trégua na deterioração de moedas de mercados emergentes na esteira de crises em países como Turquia e Argentina. Na visão de um desses profissionais, também não houve grandes novidades do lado político e a ausência de pesquisas tirou um pouco de pressão. “As próximas já podem mostrar um efeito maior dos programas na televisão”, avalia. A alta do Ibovespa ocorreu apesar da fraqueza em Wall Street, onde a queda das ações do Facebook e do Twitter pesaram nos negócios, assim como o desconforto com o embate comercial dos EUA com parceiros econômicos importantes.
REUTERS
Após reajuste, CNA irá novamente ao STF pedir suspensão da tabela de fretes
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) irá entrar com novo pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o reajuste na tabela dos fretes rodoviários e pedir agilidade no julgamento das ações que contestam a medida instituída após os protestos de maio
O anúncio ocorre horas depois de a reguladora ANTT publicar um novo tabelamento de fretes, com impacto médio de 5 por cento, a depender da carga, incorporando a alta da semana passada no preço do diesel. Para a CNA, que disse já ter identificado altas de 3,15 a 6,82 por cento para o frete de cargas geral, granel e frigorificada, a nova tabela “vai trazer ainda mais prejuízos e insegurança jurídica ao setor agropecuário e à sociedade”. Em nota, a assessora técnica da Comissão Nacional de Infraestrutura e Logística da CNA, Elisangela Pereira Lopes, disse que, no atual ritmo de aumento, em um ano o tabelamento pode subir até 30 por cento. “Nenhum índice de inflação teria um reajuste tão alto. E o produtor não tem seus produtos reajustados dessa maneira. Os produtos do agro, quando exportados, têm seus preços estipulados pelas bolsas de valores internacionais. É uma insegurança jurídica muito grande para o setor”, afirmou. “Está ficando impraticável transportar produtos agropecuários. Para o milho, os custos do transporte já correspondem 70 por cento do valor do produto no mercado internacional”, acrescentou. O Brasil é o maior exportador global de soja e o segundo de milho e depende fortemente do transporte rodoviário para escoar sua produção.
REUTERS
Fluxo cambial fica negativo em agosto, após quatro meses de superávit
Depois de quatro meses de saldo positivo, o fluxo cambial encerrou agosto no vermelho puxado pelo desempenho da conta financeira, que teve o segundo pior desempenho deste ano, mostram dados do Banco Central
O fluxo cambial registrou no mês passado déficit de 4,250 bilhões de dólares, reduzindo o acumulado do ano para um superávit de 24,178 bilhões de dólares. A conta financeira—por onde passam investimentos diretos, em portfólio e outros— ficou negativa em 9,802 bilhões de dólares em agosto, com entrada de 38,177 bilhões de dólares menos saída de 47,979 bilhões de dólares. Foi o pior resultado desde o saldo negativo de 10,472 bilhões de dólares de março. A conta comercial, por sua vez, registrou superávit de 5,552 bilhões de dólares no mês passado, resultado de exportações de 24,696 bilhões de dólares menos importações de 19,144 bilhões de dólares. Em agosto, o dólar subiu 8,46 por cento ante o real, a maior alta desde setembro de 2015, com os investidores adotando posições cautelosas diante das incertezas com o cenário eleitoral doméstico e a possibilidade de um candidato menos comprometido com as contas públicas ganhar o pleito.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Exportações de carne suína agosto fecham em US$ 98,3 milhões
Montante corresponde a um volume de 54,2 mil toneladas da proteína animal
O Brasil embarcou US$ 98,3 milhões em carne suína in natura no último mês, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), divulgados nesta semana. O montante corresponde a um volume de 54,2 mil toneladas da proteína animal. Em comparação com o mês de julho, houve recuo de 11% nos valores, uma vez que naquele período o País enviou US$ 105,9 milhões em carne suína ao exterior. Em relação a agosto de 2017, quando as exportações de carne suína in natura atingiram US$ 143,1, houve queda de 31,3%. O recuo nas exportações em agosto, na comparação com o mês imediatamente anterior, ocorreu também nas carnes de frango e bovina, segundo os dados do MDIC.
Preços de carne de frango caem em agosto
Os preços de carne de frango medidos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) caíram no mês de agosto, em relação a julho, pressionados por baixa demanda nos mercados doméstico e internacional
Ao mesmo tempo, os preços do milho e do farelo de soja subiram diante da alta do dólar, elevando custos de produção para o setor. A tendência de queda no preço das carnes de frango em agosto frustrou as expectativas do setor produtivo, que esperava aumento do consumo com o fim das férias escolares e elevação do ritmo de negociações típicas desta época do ano, segundo nota divulgada pelo Cepea. O preço médio do quilo de frango congelado em agosto ficou em R$ 3,65 no atacado da Grande São Paulo, queda de 6,1% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 8,6% no preço médio, em termos nominais. Já o preço médio do frango resfriado caiu 2,9% em agosto, ante julho, para R$ 3,60 por quilo, e alta de 6,4% ante agosto de 2017. O preço do frango vivo fechou em R$ 2,96 por quilo, queda de 0,6% em relação a julho e alta de 20,3% ante agosto do ano passado.
REUTERS
Preço do frango subiu 20% em sete dias no atacado
Já são 51 dias de estabilidade no preço do frango nas granjas paulistas. O animal terminado é negociado, em média, por R$3,00/kg
Já no atacado, em uma semana, houve alta de 20,0% nas cotações. A carcaça passou de R$3,40/kg para os atuais R$4,08/kg. O volume de vendas aumentou nos últimos dias neste elo da cadeia. Os compradores estão mais ativos nas negociações, com a virada do mês e fortalecimento da demanda. O feriado nacional de 7 de setembro também colaborou para antecipações dos negócios e fortalecimento dos preços.
SCOT CONSULTORIA
Suínos: Retração de produtores mantém preços firmes
Neste início de setembro, segundo pesquisadores do Cepea, produtores estão recuados nas negociações, limitando a oferta de suínos e sustentando as cotações da carne
Agentes aguardam a passagem do feriado desta sexta-feira, 7 (Independência do Brasil), para alterar as cotações. Isso porque o feriado diminuiu os dias de abates de frigoríficos e influenciou a demanda doméstica pela carne suína. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína foi comercializada na média de R$ 5,58/kg nessa quarta-feira, 5, aumento de 1,1% entre 29 de agosto e 5 de setembro. Quanto ao vivo, na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal foi comercializado a R$ 3,57/kg nessa quarta-feira, 5, leve queda de 0,4% em sete dias.
Cepea
INTERNACIONAL
China alerta para retaliação se EUA adotarem novas tarifas
A China será forçada a retaliar se os Estados Unidos implementarem novas medidas tarifárias, alertou na quinta-feira o Ministério do Comércio chinês, enquanto as duas maiores economias do mundo permanecem em uma guerra comercial. Os mercados globais permanecem nervosos depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou com novas tarifas sobre outros 200 bilhões de dólares em importações chinesas
“Se os Estados Unidos, independentemente de oposição, adotarem qualquer nova medida tarifária, a China será forçada a adotar medidas retaliatórias necessárias”, disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, em entrevista à imprensa. A China vai monitorar de perto o impacto de qualquer nova tarifa e adotar fortes medidas para ajudar empresas chinesas ou estrangeiras que operam no país a superar as dificuldades, disse Gao. O governo Trump está pronto para avançar com uma próxima rodada de tarifas após o término do período de consulta pública à meia-noite em Washington na quinta-feira, mas o momento é incerto, disseram à Reuters pessoas familiarizadas com os planos do governo.
REUTERS
No Paraguai “não vamos parar de vacinar contra a febre aftosa”
José Carlos Camperchioli, novo Chefe do Serviço Nacional de Sanidade Animal e Qualidade (Senacsa), ressaltou que o Paraguai continuará com o sistema de vacinação para prevenir a febre aftosa bovina, em meio a discussões sobre o programa de erradicação que o Brasil realizará.
“Continuaremos com a vacinação para prevenir a febre aftosa. Não podemos nos dar ao luxo de parar de vacinar, principalmente por causa de nossa localização e por estarmos ao lado de dois países muito grandes”, explicou em contato com a Rádio Nacional do Paraguai. Ele acrescentou que as autoridades de saúde na Argentina anunciaram que até 2022 não vão mais vacinar contra a febre aftosa, argumentando que os fatores de risco não existem mais. “O Brasil ainda quer largar a vacina para 2021 ou 2022”, disse ele. Afirmou que isso não acontecerá no país, já que neste ano houve casos de febre aftosa na Venezuela e na Colômbia. “Ainda há alguma virulência na região.” Ao mesmo tempo, ele argumentou que o Paraguai tem a carne como a segunda exportação mais importante, seguida pela soja. “Alcançamos números anuais de US$ 1,5 bilhão. Nos últimos 15 anos, o item cresceu 20%”. Ele indicou que o objetivo é atingir mercados como os Estados Unidos e o Japão. Ele estima que, de cada 10 quilos de carne que são abatidos no Paraguai, 7,5 quilos vão para o exterior.
El País Digital
China e Coreia do Sul aumentam compras de carne bovina australiana
As exportações de carne bovina da Austrália mantêm um bom desempenho durante 2018 devido às altas taxas de abate por causa da seca que está ocorrendo e que se estende por mais tempo do que o esperado, informou o Meat & Livestock Australia (MLA)
Em agosto, o país exportou 106.921 toneladas de carne bovina, o maior número desde dezembro de 2015. O número é 1,7% maior que em julho, mas 9,3% a mais que em agosto de 2017. Nos primeiros 8 meses do ano, a Austrália exportou 748.111 toneladas, 12,6% a mais. Em termos de distribuição por mercados, o MLA destaca o bom desempenho dos destinos asiáticos. O Japão continua sendo o principal comprador de carne bovina australiana, com 27.610 toneladas, embora este valor seja 8,5% menor que em julho. No ano, importou 212.249 toneladas, 8,3% a mais. O próximo em importância foi o Estados Unidos, com 23.000 toneladas em agosto, 10% a menos que em 2017. Adicionando 160.094 toneladas em todo o ano, 2% a menos. Em outros destinos, como a Coreia do Sul, o aumento ficou em aberto, alcançando 18.047 toneladas em agosto, 32% a mais que em 2017. Um total de 109.940 toneladas em 2018 (15% a mais). Outro mercado que cresceu significativamente é a China com 14.516 toneladas em agosto passado (+ 119%) e 103.346 toneladas neste ano de 2019 (+ 55%). Se esse ritmo continuar, a China poderá encerrar o ano com um número recorde de importações de carne bovina. As vendas para os países da União Europeia somaram 1.700 toneladas em agosto, 15% menos que em 2017 e adicionando 11.000 toneladas em todo o ano, 9% a menos.
Eurocarnes
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