CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 829 DE 03 DE SETEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 829 | 03 de setembro de 2018

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo segue com viés de alta

Na última sexta-feira (31/8), pouca movimentação no mercado do boi. Preços da arroba firmes, sem quedas observadas

A única mudança na cotação da arroba do boi gordo foi em Rondônia, onde houve aumento de R$1,00 frente ao fechamento anterior (30/8). Na comparação semanal, a valorização foi de 2,3% no estado. Em São Paulo, apesar de estável na comparação diária, desde o início de agosto foi registrada alta de 2,1%, o que ilustra o cenário de oferta restrita de animais terminados. O mercado atacadista de carne bovina com osso segue em alta e a carcaça de bovinos castrados ficou cotada em R$9,47/kg, o que representa alta de 0,4% na comparação com o levantamento de ontem (30/8). A margem das indústrias que não fazem a desossa fechou em 14,7%

SCOT CONSULTORIA

Boi: pagamento, exportações e oferta empurram indústria às compras em SP

O Estado registra negócios a R$ 150/@…

Com o final do e agosto, as indústrias frigoríficas no estado de São Paulo aumentaram as compras para compor lotes para o próximo mês. Contudo, a expectativa é que o consumo interno melhore com a aproximação do período eleitoral. De acordo com o Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone, Caio Toledo Godoy, o mercado segue com baixa disponibilidade e animais que contribuiu para a alta da arroba nos últimos dias. “Em São Paulo, teve negócios próximos a R$150,00/@, já em Minas Gerais, as referências estão próximas de R$ 145,00/@ a R$ 146,00/@ e nos demais estados teve contratos fechados nos patamares de R$ 140,00/@”, afirma. Nos últimos dias, os frigoríficos tiveram que compor novos lotes para o início do próximo mês. “Como estão com as escalas muito curtas tiveram que pagar um pouco a mais para conseguirem se preparar para a demanda de começo de mês”, comenta. O consultor acredita que alguns fatores podem ajudar a manter a firmeza da arroba. “As exportações devem continuar com a tendência de alta, ainda mais com o valor do dólar. Com as eleições, a demanda por carne bovina tende aumentar. O terceiro fator, é que as exportações por carne suínas aumentaram e o preço do produto no Brasil tem se elevado o que dá um pouco de fôlego para a carne vermelha”, destaca. Em relação ao segundo giro do confinamento, alguns pecuaristas vão retirar gado de pastos para colocar no semiconfinamento até dezembro em função da idade dos animais. “Então, isso pode levar um aumento de oferta no final do ano que é uma coisa que já estamos monitorando aqui”, diz.

Notícias Agrícolas

Preços da carne bovina subiram no atacado

No fechamento da última semana de agosto, as cotações da carne bovina no atacado tiveram variação positiva de 0,7% na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria. A alta é reflexo da baixa oferta de matéria-prima e aumento da demanda pelo varejo

Contudo, ampliando o horizonte desta análise, em relação ao início de agosto os cortes ficaram, em média, 2,0% mais baratos, refletindo a dificuldade em escoar a produção. Mas alguns parâmetros econômicos trazem expectativas de melhora para o consumo das famílias este ano. O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) da Confederação Nacional da Indústria (CNI) está em seu maior nível desde maio de 2016. A pesquisa também mostrou que, para os próximos meses, os brasileiros estão mais otimistas com a situação financeira e também com o emprego. Que aliás, segundo o IBGE, já são quatro quedas consecutivas no número de desempregados no país, mas estes ainda somam mais de 12 milhões de brasileiros. Por fim, esses índices trazem nuances quanto à recuperação econômica do país. O consumo está melhor do que o ano passado, mas ainda caminha em passos lentos.

SCOT CONSULTORIA

Ministério nega ocorrência de antraz em bovinos brasileiros na Turquia

O Ministério da Agricultura afirmou, em nota, “que não procedem as notícias sobre a ocorrência de antraz (carbúnculo hemático) em território turco ser oriunda do Brasil”

A Pasta informou ainda ter sido informada pelo governo da Turquia de que as importações de animais vivos brasileiros pelo país seguem sem interrupções. Na quarta-feira, notícias da imprensa turca apontavam que havia sido identificada a presença de antraz em bovinos que faziam parte de uma carga composta por quase 4 mil animais vivos provenientes do Brasil. Segundo a imprensa local, os animais foram importados pela Instituição de Carne e Leite do país. De acordo com notícia veiculada no site do “Hurriyet Daily News”, animais infectados foram encontrados em uma propriedade no distrito de Ancara, a capital da Turquia. As vendas de bois foram interrompidas em centros de comercialização próximos. Pecuaristas turcos criticaram os controles realizados pelo governo e afirmaram que seus negócios serão prejudicados. Ainda segundo a imprensa turca, um carregamento de 3.959 bovinos vivos importados do Brasil chegou pouco antes de um recente feriado islâmico. Depois que alguns morreram já na Turquia, o governo abriu uma investigação, 60 animais foram sacrificados e a propriedade onde eles estavam foi colocada em quarentena.

VALOR ECONÔMICO

Vacinação contra aftosa em maio alcançou quase todo o rebanho do país

A primeira etapa da campanha de vacinação deste ano contra a febre aftosa, realizada em maio, imunizou 197,87 milhões de animais no país, informou na sexta-feira o Ministério da Agricultura. Assim, a vacinação atingiu 98,33% do rebanho de bovinos e bubalinos

Desde o encerramento da etapa de maio, o ministério e os serviços veterinários oficiais intensificaram a busca pelos produtores inadimplentes que ainda não vacinaram seus rebanhos. A previsão é que na segunda etapa da campanha de vacinação _ que na maioria dos Estados começará em 1º de novembro _, a imunização envolva 100 milhões de animais na faixa etária de até 24 meses, segundo o ministério. Em maio, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) declarou oficialmente o Brasil como país livre da febre aftosa com vacinação. O Estado de Santa Catarina é o único que tem o status de livre da doença sem vacinação no país. A intenção do ministério é ampliar a zona livre de febre aftosa sem vacinação no país, até maio de 2023, conforme prevê o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA).

VALOR ECONÔMICO

Crise turca já afeta exportações de gado do Brasil

A crise econômica na Turquia – destino de cerca de 75% dos embarques de gado vivo do Brasil – acendeu um alerta no mercado. Os contratos com os turcos estão sendo renegociados e os valores pagos pelos bovinos devem recuar 10% em relação aos acordos firmados há 30 dias. O envio previsto para este mês foi adiado até que os novos patamares de preços sejam firmados

O Brasil embarcou 400 mil animais no ano passado, o equivalente a menos de 1% da produção de bezerros do País, com receita de US$ 268 milhões. Para este ano, a perspectiva da Associação Brasileira de Exportadores de Animais Vivos (Abreav) é de que sejam embarcados 750 mil animais, com receita de US$ 800 milhões. Se essa previsão se concretizar, as exportações vão superar o recorde registrado em 2013, de 651 mil cabeças. De janeiro a julho deste ano, foram embarcadas 468 mil cabeças. Barbosa não descarta que a perspectiva seja revisada assim que a situação turca se estabilizar. “Acredito que a expectativa deve se cumprir. A valorização do dólar frente ao real deve fazer com que os exportadores tentem retomar os embarques a mercados que foram deixados de lado, como Líbano, Jordânia e Iraque”, afirma o Presidente da associação, Ricardo Barbosa. Segundo ele, esses países foram negligenciados uma vez que a Turquia passou a oferecer valores mais atrativos pelos animais desde o ano passado, ganhando gradativamente mais espaço entre os embarques. Com a desvalorização da lira turca, estimada em mais de 40%, a capacidade do país de oferecer um preço atrativo pelos animais encolheu. Por outro lado, a escalada do dólar frente ao real ampliou as margens para os exportadores brasileiros em 15%, o que fez com que os compradores buscassem novos patamares de preços. “Eles [turcos] estão propondo valores 25% menores, ao passo que os animais foram comprados considerando contratos anteriores”, relata.

DCI

Economia

Economia do Brasil cresce 0,2% no 2º tri, mas greve pesa sobre indústria e investimentos

A economia do Brasil cresceu lentamente no segundo trimestre deste ano com a greve dos caminhoneiros pesando sobre a indústria e os investimentos, mas ainda assim acelerou sobre os três meses anteriores, destacando a instabilidade da atividade às vésperas da eleição presidencial de outubro

No período entre abril e junho, o Produto Interno Bruto (PIB) do país registrou crescimento de 0,2 por cento sobre os três meses anteriores, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o ritmo mais forte desde o terceiro trimestre de 2017 (0,6 por cento) e também mostrou aceleração em relação ao primeiro trimestre. Mas isso porque o IBGE revisou para baixo o dado do início do ano, a uma expansão de 0,1 por cento entre janeiro e março depois de divulgar anteriormente taxa de 0,4 por cento. Na comparação com o segundo trimestre de 2017, a expansão foi de 1,0 por cento, resultado mais baixo nessa base de comparação em um ano. As expectativas em pesquisa da Reuters com analistas eram de avanço de 0,1 por cento do PIB no segundo trimestre sobre o período anterior e de 1,1 por cento na comparação com um ano antes. Os dados do IBGE mostram elevação de 0,3 por cento no nível da atividade de serviços no segundo trimestre sobre os três meses anteriores, contra queda de 0,6 por cento da indústria, num período abalado pela greve dos caminhoneiros no final de maio. A agropecuária, por sua vez, mostrou estagnação. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), uma medida de investimentos, despencou 1,8 por cento no período, interrompendo série de quatro trimestres seguidos de alta mesmo tendo os juros em mínima histórica como pano de fundo. Já o consumo das famílias avançou 0,1 por cento entre abril e junho, enquanto o consumo do governo subiu 0,5 por cento sobre o primeiro trimestre.

REUTERS

PIB da agropecuária caiu 0,4% no 2º trimestre

Segundo Claudia Dionisio, gerente do IBGE, houve perda de produtividade do setor no período

Ao analisar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, a Gerente de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Claudia Dionisio, explicou que houve perda de produtividade do setor agropecuário no período. O segmento, que no ano passado registrou safra recorde, produziu menos em uma área maior. O PIB da agropecuária ficou estável (0,0%) no segundo trimestre contra o primeiro trimestre de 2018. Na comparação com o segundo trimestre de 2017, o PIB da agropecuária mostrou queda de 0,4%. Segundo Claudia, as culturas que mais contribuíram positivamente têm menor peso no PIB do agronegócio. É o caso do café, que é uma cultura que tem ciclo bienal, alternando ano de grande produção e outro de colheita menor. Ante o segundo trimestre de 2017, o produto registrou alta de 23%, mas pesa apenas 5% no PIB do setor. Já o milho, cuja produtividade caiu 16,7%, corresponde a 11% do indicador setorial, enquanto a soja representa 37% do indicador, mas teve alta de apenas 1,2%. O PIB da agropecuária ainda pode encerrar 2018 perto da estabilidade, com ligeira elevação entre 0,1% e 0,2%, apesar do recuo de 1,6% acumulado no primeiro semestre, projeta a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). No entanto, o Diretor Executivo da entidade, Luiz Cornacchioni, alerta que a taxa de investimento é o ponto de maior preocupação para o País como um todo. “Especificamente na agropecuária o investimento tende a ser comprometido pelo aumento de custos causado pelo tabelamento de fretes rodoviários”, disse. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reduziu a estimativa de alta do PIB agropecuário em 2018. Até maio a entidade esperava um crescimento setorial de 0,5% em 2018. “Agora a estimativa é de um crescimento de zero até 0,5%”, explicou Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da CNA.

ESTADÃO CONTEÚDO.

Agropecuária ficou estável no trimestre, mas em 12 meses cresceu 2%

Dados divulgados pelo IBGE destacaram crescimento do café e do algodão

O IBGE divulgou na sexta feira (31) os resultados das Contas Nacionais Trimestrais, com estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) para o segundo trimestre deste ano e comparações com períodos anteriores. No trimestre, o PIB cresceu 0,2 % em relação ao trimestre anterior. Nesse período, a Agropecuária não apresentou crescimento, a Indústria caiu o,6 % e Serviços cresceram 0,3 %.  Na comparação do segundo trimestre deste ano com o mesmo trimestre do ano passado, a Agropecuária teve redução de -o,4 %, a Indústria cresceu 1,2 % e Serviços, 1,2 %. O PIB nessa comparação apresentou crescimento de 1 %. A taxa negativa da Agropecuária decorre, segundo o IBGE da redução de produção e produtividade de lavouras relevantes como milho, com queda na produção de -16,7 %, arroz, – 7,3%, mandioca, -3,2% e soja com crescimento de 1,2 %. O efeito dessa redução pode ser observado na safra deste ano, em queda de 5,7 % em relação ao ano passado, observa José Garcia Gasques, Coordenador Geral de Estudos e Análises do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Duas exceções são destacadas, como, café, com crescimento de 23,6 % na produção e o algodão (24,5 %). A Agropecuária tem crescimento acima do PIB e em relação aos demais setores quando se toma o crescimento nos últimos quatro trimestres ante os quatro trimestres imediatamente anteriores. Nesta comparação, o PIB cresceu 1,4 %, a Agropecuária, 2 %, Indústria, 1,4 %, e Serviços, 1,4 %. O valor corrente estimado no segundo trimestre foi de R$ 89,6 bilhões na Agropecuária, e R$ 1,693 trilhão para o PIB. A participação das atividades no PIB em 2017, segundo o IBGE, foi de 5,3 % para a Agropecuária, 21,5 % Indústria e, Serviços, 73,2 %.

Mapa

Ibovespa fecha em leve alta após dia volátil, mas acumula perdas em agosto

A bolsa fechou a sexta-feira com o Ibovespa em leve alta, com bancos e Petrobras entre as maiores contribuições positivas, em sessão volátil e em linha com ocorrido ao longo de agosto. O movimento foi motivado por especulações ligadas à disputa presidencial, que dividiram o foco com eventos internacionais

O principal índice de ações da B3 subiu 0,36 por cento, a 76.677,53 pontos, após oscilar da mínima de 76.025,96 pontos à máxima de 77.202,24 pontos. O volume financeiro alcançou 11,2 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa contabilizou um pequeno acréscimo de 0,46 por cento, mas, em agosto, acumulou queda de 3,21 por cento. Em 2018, tem variação positiva de 0,36 por cento. Em dólar, contudo, cai 18,25 por cento. O gestor Marcello Paixão, sócio da administradora de recursos Constância, considerou o ganho na sessão como uma recuperação após queda de 2,5 por cento na véspera, dado que não houve grandes mudanças no cenário em geral. No quadro eleitoral, pesquisas sobre a preferência dos eleitores não mostraram grandes mudanças nas intenções de votos, mantendo o quadro bastante indefinido. No exterior, o persistente conflito comercial entre Estados Unidos e parceiros econômicos, notadamente Canadá e China, continuou pressionando os mercados, mas desdobramentos mais positivos relacionados à Argentina trouxeram algum alívio na aversão a risco em mercados emergentes.

REUTERS

Dólar despenca 1,8% e fecha abaixo de R$ 4,10, mas tem maior alta mensal desde setembro de 2015

O dólar terminou a sexta-feira com forte queda, abaixo de 4,10 reais após alívio com a situação Argentina

Apesar disso, acumulou forte alta em agosto, a maior desde setembro de 2015, diante das incertezas eleitorais que ainda devem castigar os investidores no mês de setembro, até que a trilha para o futuro ocupante do Planalto esteja mais clara. O dólar recuou 1,78 por cento, a 4,0724 reais na venda, fechando agosto com valorização de 8,46 por cento. É o maior avanço para um mês desde os 9,33 por cento desde setembro de 2015. Na semana, a moeda cedeu 0,78 por cento. Nesta sexta-feira, o dólar oscilou entre a mínima de 4,0562 reais e a máxima de 4,1781 reais. O dólar futuro cedia 2,31 por cento. Na sexta-feira, o alívio com a situação argentina favoreceu o recuo do dólar ante o real, depois que o Fundo Monetário Internacional (FMI) informou que está trabalhando estreitamente com as autoridades argentinas para fortalecer o programa econômico apoiado pelo fundo no país, expressando confiança de que a Argentina superará suas dificuldades atuais. O governo do país disse na véspera que vai anunciar na segunda-feira um pacote de medidas para reduzir o déficit fiscal do país. O peso estava instável nesta sessão, mas subia ante o dólar no começo da tarde. Por outro lado, as preocupações com a guerra comercial entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais serviu de contraponto na sessão desta sexta-feira e é outro fator que deve se manter no radar em setembro, influenciando os negócios. Somado a isso, temos ainda uma reunião do Federal Reserve, onde os juros devem ser elevados e novas pistas sobre o passo seguinte podem surgir. A reunião de política monetária do banco central norte-americano acontece em 25 e 26 de setembro e o mercado espera que os juros sejam elevados pela terceira vez neste ano, diante de uma economia bastante robusta.

REUTERS

Governo corta investimentos para R$27,4 bi em 2019, com maior rigidez orçamentária

O governo previu 27,4 bilhões de reais em investimentos em 2019, um volume 12 por cento menor que os 31,1 bilhões de reais deste ano, com o Orçamento do ano que vem fortemente pressionado pelo crescimento das despesas obrigatórias, como previdenciárias e ligadas à folha de pagamento

A cifra consta em projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2019, divulgado na sexta-feira pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento. Junto com os 75,1 bilhões de reais estimados para o custeio, ela compõe a chamada despesa discricionária, aquela que é passível de corte pelo governo. No total, as despesas discricionárias somarão 102,467 bilhões de reais em 2019, divulgou o governo, queda de 10,583 bilhões de reais sobre 2018, ressaltando a baixa margem de manobra para o próximo governo eleito governar. Segundo o governo, as despesas obrigatórias responderão por 93 por cento do total da despesa primária no próximo ano, ante 91 por cento em 2018, num padrão que se aproxima, em termos reais, de valores vistos em 2009 e 2010. Em coletiva de imprensa, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, pontuou que o documento não levou em consideração a postergação do reajuste do funcionalismo público. Mas ele afirmou que o governo enviará, mesmo assim, uma Medida Provisória ao Congresso Nacional prevendo a investida que, se aprovada, melhorará a rigidez orçamentária. Por orientação do presidente Michel Temer, a MP estará no Diário Oficial da União de segunda-feira, acrescentou. No PLOA, o governo considerou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5 por cento no ano que vem, alta da inflação de 4,25 por cento e um salário mínimo de 1.006 reais.

REUTERS

EMPRESAS

Mapa abre canais de denúncias para empresas comunicarem irregularidades

Foi publicada no último dia 28 de agosto, no Diário Oficial da União, portaria que aprova canais para denúncias a serem realizadas por empresas de eventuais atos de corrupção praticados por agentes públicos. A portaria está em vigor desde a data de sua publicação, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na sexta-feira (31). De acordo com Cláudio Torquato, Chefe da Assessoria de Controle Interno e responsável pelas ações de Integridade do Mapa, a identidade do cidadão será sempre mantida em absoluto sigilo. “Esta é uma determinação prevista no Código de Conduta do Mapa, em vigor desde março de 2018”, disse em nota. George Nogueira Cardoso, Chefe da Ouvidoria do ministério, explicou que é “inédita a possibilidade de utilização de e-mail como um canal exclusivo para denúncias de empresas que se relacionam de alguma forma com agentes públicos do Mapa”. Ainda segundo ele, outra importante inovação é o uso de Whatsapp com essa finalidade. Os canais são os seguintes: e-mail: denuncias.empresas@agricultura.gov.br

Central de Atendimento: 0800 704 1995 – opção 5 Whatsapp: (61) 99696-1912

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

FRANGO/CEPEA: Preço da carne recua por mais um mês; Vivo fica estável

Agosto não foi um bom mês para a avicultura nacional
Agosto não foi um bom mês para a avicultura nacional. Os preços do animal vivo e da carne estiveram enfraquecidos ao longo de praticamente todo o período, enquanto os valores de alguns insumos (especialmente milho e farelo de soja) subiram, em certos casos impulsionados pela forte valorização do dólar. No início do mês, segundo colaboradores do Cepea, produtores ficaram frustrados, pois tinham expectativa de que a demanda aumentasse, fundamentados no típico aquecimento no período e também no fim das férias escolares. Agora no final de agosto, o movimento de queda dos preços do animal foi reforçado, visto que as demandas interna e externa não reagiram. Na parcial deste mês (até o dia 30), o frango congelado registra média de R$ 3,66/kg no atacado da Grande São Paulo, 5,9% abaixo da de julho/18 (de R$ 3,89/kg), mas 9% acima da de agosto/17 (R$ 3,36/kg), em termos nominais. A média do frango resfriado está em R$ 3,60/kg neste mês, queda de 2,9% frente à de julho (R$ 3,71/kg), mas alta de 6,4% em relação a agosto/17 (R$ 3,39/kg). Apesar das desvalorizações observadas para a carne, o preço do animal vivo segue estável. Na parcial de agosto, o frango vivo, negociado na Grande São Paulo, teve média de R$ 2,97/kg, com ligeiro recuo de 0,5% frente ao mês anterior e expressivo aumento de 20,7% em relação a agosto/17. 

CEPEA/ESALQ

SUÍNOS/CEPEA: Procura aumenta e eleva cotações do vivo em algumas regiões

Aumento da demanda por parte de atacadistas e o maior ritmo das exportações de carne suína sustentaram os valores do animal vivo

O aumento da demanda por parte de atacadistas e o maior ritmo das exportações de carne suína sustentaram os valores do animal vivo nos últimos dias na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Entre 22 e 29 de agosto, o preço do vivo subiu 0,7% no mercado independente da região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), fechando a R$ 3,59/kg nessa quarta-feira, 29. Para a proteína, houve maior tendência de estabilidade nos preços. A carcaça especial negociada no atacado da Grande São Paulo teve preço médio de R$ 5,52/kg nessa quarta, 0,5% maior que o da quarta anterior, 22. No mercado de cortes suínos do estado de São Paulo, o valor do pernil com osso permaneceu estável, a R$ 5,72/kg.

CEPEA/ESALQ

INTERNACIONAL

Secretário executivo chefia missão ao Egito, Turquia e Emirados Árabes

Será a 31ª Missão Internacional nesta gestão do Mapa para prospectar mercados e ampliar as exportações

O Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, chefia missão comercial brasileira para Egito, Turquia e Emirados Árabes, a partir deste fim de semana, que conta com 25 representantes brasileiros de empresas e entidades de diferentes segmentos do agronegócio, além de técnicos do Mapa. O objetivo é ampliar a diversificar a pauta comercial e prospectar mercados, dentro da meta estabelecida de elevar a participação nacional no mercado mundial do agro de 7% para 10% em cinco anos. No Egito, a intenção é renovar acordo técnico de cooperação com a Embrapa e aumentar o comércio de carnes bovinas, além de consolidar a relação comercial entre os dois países, que vem avançando nos últimos anos. Os principais produtos agropecuários vendidos pelo Brasil para o Egito, no ano passado, foram carnes (38,14%), produtos do complexo sucroalcooleiro (29,98%) e cereais, farinhas e preparações (25,33%), gerando no total US$ 2 bilhões em divisas para o Brasil. Na Turquia, a delegação brasileira participará da feira Food Istambul 2018. As exportações do agronegócio do Brasil para a Turquia alcançaram US$ 700 milhões, no último ano, sobretudo em fibras e produtos têxteis (26,84%), café (21,12%), animais vivos (20,91%) e produtos do complexo soja (15,15%). Já nos Emirados Árabes Unidos, reuniões com a participação da Apex-Brasil e com representantes consulares têm o intuito de aproveitar o ambiente de negócios favoráveis do país por sua condição de centro logístico de referência na região. No ano passado, as exportações agropecuárias brasileiras somaram US$ 1,63 bilhão, concentrados no complexo sucroalcooleiro (53,38%) e carnes (39,12%).

Mapa

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