CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 733 DE 18 DE ABRIL DE 2018

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Ano 4 | nº 733 | 18 de abril de 2018

 NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo perdendo força

Com a entrada da segunda quinzena do mês, os frigoríficos, com o intuito de ajustar os estoques à demanda vigente, compram com cautela

Com a demanda patinando, comportamento que se arrasta desde o início de abril, a expectativa é de que o cenário continue de pressão nas cotações. Do lado dos pecuaristas, o bom volume de chuvas mantém as pastagens em boas condições, permitindo a retenção da boiada no pasto. Entretanto, atenção neste ponto, uma vez que a oferta de bovinos terminados deve aumentar (descarte de fêmeas) e a capacidade de suporte das pastagens diminuir. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados está cotado, em média, em R$ 9,47 o quilo, queda de 4,9% na comparação anual.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

Araçatuba (SP): 142,50

Belo Horizonte (MG): 135,00

Goiânia (GO): 130,00

Dourados (MS): 132,00

Mato Grosso: 127,00 – 132,00

Marabá (PA): 127,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,85 (kg)

Paraná (noroeste): 140,00

Tocantins (norte): 124,00

SCOT CONSULTORIA

Brasil vai ampliar exportação de carne para China e iniciar embarques à Indonésia e Coréia do Sul, disse Maggi

Negociações, de acordo com Ministro Blairo Maggi, devem viabilizar também a retomada de embarques de cortes suínos à Rússia

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, anunciou na terça-feira (17) a abertura de novos mercados às carnes brasileiras. Informou que estão em fase final as negociações para início das exportações de carne bovina para a Indonésia. Missão técnica da Indonésia chegou nesta segunda-feira (16) ao Brasil e vai ficar no país até a sexta-feira (20), visitando frigoríficos em diversos Estados. Posteriormente, serão definidos os detalhes para a elaboração do Certificado Sanitário Internacional (CSI) que viabiliza os embarques do produto. A Coréia do Sul será outro novo mercado que se abrirá para o Brasil. Os coreanos irão importar a carne suína brasileira, fornecida pelo estado de Santa Catarina, por ser área livre da febre aftosa sem vacinação. As tratativas serão concluídas nos próximos dias. “Além disto está sendo acertada para maio, possivelmente nas primeiras semanas do mês, a vinda da “tão esperada missão da China, para ampliação do número de plantas frigoríficas autorizadas à embarcarem todos os tipos de carnes (bovina, suína e de aves) aquele país”, adiantou Maggi. O Ministro explicou ainda que está em fase final a reabertura do mercado da Rússia à carne suína brasileira. O Ministro já enviou carta às autoridades sanitárias russas informando as medidas adotadas pelo Brasil para viabilizar a volta dos embarques aquele mercado. As exportações à Rússia foram suspensas em dezembro de 2017, sob a alegação de presença de ractopamina em cortes suínos. Está prevista para o próximo dia 24 de abril, reunião entre autoridades sanitárias do Brasil e da Rússia para os acertos finais à retomada do comércio.

MAPA

Desempenho externo das carnes na 2ª semana de abril

Exportações de carnes sofreram fortíssima redução em relação à semana inicial do mês

Os dados da SECEX/MDIC indicam que na segunda semana de abril (8 a 14, cinco dias úteis) as exportações de carnes sofreram fortíssima redução em relação à semana inicial do mês (também com cinco dias úteis), pois a receita cambial – pela média diária, de US$62,413 milhões na abertura do mês – recuou para US$44,490 milhões na semana passada, uma redução de quase 30%. Como efeito desse desempenho, a receita cambial dos 10 primeiros dias úteis do mês (de um total de 21 dias úteis) ficou, também pela média diária, em US$53,452 milhões, resultado que representa reduções de 13,9% e 8,3% sobre, respectivamente, o mês anterior e o mesmo mês de 2017. Nesse cenário, as três carnes sinalizam redução de embarques em relação ao mês de março. E os volumes projetados no gráfico abaixo, à direita, representam redução de 8,2% para a carne suína, de 22,6% para a carne bovina e de 12% para a carne de frango. Já em comparação a abril de 2017 (mês em que as exportações sofreram os primeiros impactos da Operação Carne Fraca, deflagrada no mês anterior), prevalece a expectativa de estabilidade para a carne suína (44,5 mil/t há um ano), de aumento de 5% para a carne de frango (293,4 mil/t em abril/17) e de aumento de 34% para a carne bovina (70 mil/t há um ano). A registrar, de toda forma, que embora registrando ligeiro ganho em relação ao mês anterior, o preço médio das três carnes segue negativo em relação ao mesmo mês de 2017. Neste caso, a perda maior recai sobre a carne suína (-22%), enquanto as carnes bovina e de frango registram redução de preço de pouco mais de 4%.

AGROLINK

Tendência de mudança no rumo do mercado de reposição

A procura por bovinos de reposição tem ganhado melhor ritmo em relação às últimas semanas, mas ainda não tem sido suficiente para reverter a tendência de paradeira do mercado

Aguardando o aumento da demanda, os pecuaristas investem na especulação antes de efetivar os negócios com seus animais de reposição. A capacidade de suporte das pastagens respalda esta estratégia. No balanço da última semana, considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, as cotações fecharam praticamente estáveis, registrando alta de 0,2%. Com isso, já é décima quarta semana do ano que as variações de preços semanais não ultrapassam a barreira do 0,3 ponto percentual. Episódio que evidencia a pouca atividade do mercado de reposição. Entretanto, gradativamente o cenário vai se remodelando. Em médio prazo, a proximidade do período mais intenso de desmama e a chegada do primeiro giro do confinamento podem trazer mais efetividade para as negociações a depender da firmeza dos preços do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Blairo Maggi decide ingressar na OMC contra restrições da UE à importação de aves

Painel sobre o assunto deverá resolver impasse, de acordo com o Ministro

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, anunciou na terça-feira (17) que irá recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Europeia que está descredenciando frigoríficos da BRF como exportadores de carne de aves para países do bloco econômico. A decisão foi tomada no retorno da viagem que realizou à Bruxelas, onde defendeu a autoridades, como o Comissário para a Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia, Phil Hogan, a sanidade do produto brasileiro. De acordo com o Ministro, trata-se de guerra comercial da UE. “Estão aproveitando para nos tirar do mercado em nome da sanidade, o que não é verdadeiro”, afirmou. Decisão de suspender parte das exportações de apenas três frigoríficos havia sido tomada pelo próprio Mapa depois que a Polícia Federal realizou operação envolvendo análises laboratoriais que atendiam à BRF. Mas deverá se estender a todos os estabelecimentos da empresa, por iniciativa da UE. Blairo Maggi lembrou que a preocupação com a presença de salmonella alegada no bloco não tem justificativa técnica uma vez que é possível exportar cortes de frango in natura para os países da comunidade europeia, com proibição para apenas dois tipos da bactéria, desde que seja paga tarifa adicional de 1.024 euros por tonelada. O Ministro destacou medidas adotadas pelo ministério para retirar qualquer influência política e dar maior transparência aos processos de fiscalização de um ano para cá. O Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel, disse que, apesar da União Europeia ter aumentado para 100% a inspeção da carne de aves desde março do ano passado, o índice de alertas sobre a presença de salmonella está no mesmo nível de um ano atrás, quando apenas 20% da carga era avaliada. Rangel disse que, uma vez que a carne de frango não é consumida crua, a presença de salmonella não implica em risco à saúde humana. Controles sobre presença de salmonella nas carnes de aves são estabelecidos pelo Mapa desde 2003 seguindo padrões internacionais, mediante o Programa de Redução de Patógenos Monitoramento Microbiológico e Controle de Salmonella em carcaças de frangos e perus.

MAPA

Preço do sebo bovino caiu 8,7% no Brasil Central desde o início do ano

Com oferta ajustada à demanda, o mercado de gordura animal segue com preços andando de lado nos últimos dias

No Brasil Central, segundo levantamento da Scot Consultoria, o sebo bovino está cotado, em média, em R$2,10/kg, livre de imposto. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado em R$2,25/kg, nas mesmas condições. Desde o início do ano, houve desvalorização de 8,7% e 2,2%, considerando o Brasil Central e o Rio Grande do Sul, respectivamente. Para o curto prazo a expectativa é de que o mercado siga estável, mas atenção ao mercado da soja que, dependendo do rumo, pode influenciar o mercado de sebo.

SCOT CONSULTORIA

FEIRAS & EVENTOS

Marabá (PA) recebe etapa da InterCorte pela primeira vez

Evento reúne diferentes setores da pecuária durante os dias 22 e 23 de maio, para debater como produzir mais e melhor

A pecuária no Pará tem ganhado força ano a ano. Hoje, o estado é o quinto maior rebanho bovino do país, totalizando mais de 20 milhões de cabeças. A relevância da pecuária na matriz econômica paraense está expressa na sua participação de 26% do PIB do setor primário. Tendo em vista a importância do setor no desenvolvimento do estado, a InterCorte, evento itinerante que percorre há seis anos os principais polos da pecuária no país, volta ao Pará. Pela primeira vez, a cidade de Marabá (PA) recebe uma etapa do evento, nos dias 22 e 23 de maio. Em 2013, a InterCorte foi realizada na cidade de Paragominas (PA). O evento, que será realizado no Carajás Centro de Convenções, é composto por um workshop de dois dias, que conta com a presença de especialistas do setor, que debatem com o público presente, formado em sua maioria por pecuaristas, temas de relevância para o desenvolvimento da pecuária no Brasil. Dentre os palestrantes já confirmados para a etapa de Marabá estão nomes como Pietro Baruselli, Matheus Marinho, Rogerio Fonseca, Renata Branco e Mauro Lucio. O evento ainda conta com a presença das principais empresas do setor em uma feira de negócios, onde os participantes conferem as novidades tecnológicas. Já estão confirmadas as empresas Ourofino, Tortuga – DSM, ABS, Allflex, Bayer, Biogénesis Bagó, Brutale, Coimma, Estância Bahia Leilões, GENEX, Germipasto, Multibovinos, Oro Agri, UPL e Beckhauser.

http://intercorte.com.br/maraba2018

EMPRESAS

Furlan busca acordo para pôr fim à disputa na BRF

Ainda vislumbrando um acordo do empresário Abilio Diniz com as fundações Petros e Previ, o ex-ministro e herdeiro da Sadia Luiz Fernando Furlan convocou a imprensa ontem para reforçar a intenção de atuar como o “pacificador” da BRF

Em entrevista coletiva, por telefone, que durou quase uma hora, o ex-ministro e possível Presidente do novo conselho de administração da BRF disse que, a despeito do “ressentimentos” entre as partes, não é impossível fechar um acordo, inclusive no dia da assembleia, em 26 de abril. “Acho que é possível se chegar a algum tipo de acordo. Trabalho para isso”, afirmou Furlan, mesmo reconhecendo que na semana passada as conversas dos fundos de pensão com a Península Participações, veículo de investimento de Abilio, foram interrompidas. Nos bastidores, o ex-ministro não é o único esperançoso. Ao Valor, uma fonte afirmou que um desfecho “surpreendente” está no radar. Segundo essa mesma fonte, uma saída negociada para o imbróglio pode avançar ainda esta semana – amanhã, o conselho de administração se reunirá, lembrou a fonte. Em outro trecho da entrevista, no qual enfatizou a complexidade e raridade da eleição por voto múltiplo, Furlan citou a possibilidade de retirada do pedido de voto múltiplo. De acordo com ele, o conselho de administração da BRF se reunirá na quinta-feira porque é preciso estar preparado para as inúmeras possibilidades da assembleia. “Quem vai presidir [a assembleia] precisa ter treinamento para uma situação inusitada. Até com a possibilidade de retirada do voto múltiplo e volta de duas chapas. Há muita insegurança em relação ao que pode acontecer”, ponderou. Independentemente do cenário que marcará a assembleia, o ex-ministro lamentou o conflito societário. “A disputa de blocos tem que terminar na assembleia e ponto. A partir daí os membros do conselho são representantes de todos [os acionistas]”, afirmou o ex-ministro, que é o 15º maior acionista da BRF, com pouco mais de 1% do capital. Juntos, Petros e Previ têm 22%. Aliada das fundações, a gestora Aberdeen tem 5%. Abilio tem quase 4%. Mas Furlan também admitiu que o atual conselho da BRF, do qual ele faz parte, pode ter errado ao propor uma chapa alternativa ao colegiado sem consultar previamente os envolvidos. Na semana passada, quatro executivos solicitaram a exclusão de seus nomes da chapa. Eles só haviam concordado em participar da chapa apresentada pelas fundações. “Infelizmente, talvez tenha sido uma falha, mas o que não invalida a intenção”, afirmou, alegando falta de tempo hábil para a consulta antecipada. O objetivo, disse, era apresentar uma chapa de “convergência”, 70% idêntica à das fundações, mas com novo Presidente – o próprio Furlan. A proposta não soou bem para as fundações. Na visão dele, a proposta foi apresentada de modo errado pela imprensa. “Foi falado em chapa do Abilio. Quem presenciou as reuniões [do conselho] sabe que a ideia de uma chapa do conselho não foi do Abilio”, disse. Na entrevista, Furlan também disse que o clima entre os acionistas dificulta a resolução de outros problemas da BRF, que neste momento sofre com a impossibilidade de exportar para a União Europeia. “Me dói muito ver essa disputa de poder que tem destruído valor num momento em que a empresa tem outros desafios muito mais diretos ligados ao negócio”, afirmou Furlan. Por mais de vez durante a entrevista, o ex-ministro disse manter boas relações com os atuais conselheiros da BRF, com os fundos de pensão e a Península. “Vocês sabem que sou isento. Me dou bem com os diversos segmentos de acionistas”. Por outro lado, o ex-ministro também fez críticas veladas aos nomes indicados pelas fundações Petros e Previ para o novo conselho da BRF. As fundações defendem o nome de Augusto Cruz, que é o presidente do conselho da BR Distribuidora, para o comando do novo colegiado da BRF. Agora, disse Furlan, os acionistas da companhia terão a oportunidade de eleger conselheiros que conheçam a longa cadeia produtiva da BRF – que vai da incubação de ovos até o processamento da carne. Para dar uma dimensão das dificuldades em gerir a companhia, afirmou que a BRF é a maior produtora de ração do país e abate cerca de 7 milhões de aves por dia. Disse ainda que produzir alimentos processados “não é igual a um produto petroquímico”. Com essa avaliação, o ex-ministro propôs três candidatos para o conselho de administração da BRF. Os nomes sugeridos são o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, Luiza Helena Trajano, dona da Magazine Luiza, e Vicente Falconi, consultor especializado em reestruturação de companhias (ver CVM condenou Falconi e Luiza em caso da Sadia). Além das sugestões para o novo colegiado da BRF, Furlan também defendeu a continuidade da atual diretoria-executiva da BRF, liderada pelo CEO José Aurélio Drummond desde dezembro. Segundo o ex-ministro, os planos do atual CEO para a empresa foram apresentados em fevereiro ao conselho de administração. Na ocasião, segundo Furlan, todos – inclusive os conselheiros indicados pela Petros e pela Previ – gostaram do plano.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Minerva fecha planta na Colômbia depois de perdas com febre aftosa

O grupo brasileiro Minerva Foods anunciou o fechamento das instalações da Red Cárnica, frigorífico e sala de corte que comprou há mais de 3 anos, devido ao surto de febre aftosa registrado no ano passado na Colômbia, um problema que causou sérios prejuízos para a empresa

A companhia, que começou a operar no município de Ciénaga de Oro em 2015, afirmou hoje em comunicado que, após o surto, parou de vender carne bovina para o Chile, um de seus mercados “mais estratégicos”. Segundo a empresa, após o surgimento da febre aftosa, consequência direta do gado ilegal vindo da Venezuela, as vendas foram interrompidas em 3 dos 5 países para os quais a empresa brasileira poderia exportar da Colômbia por pelo menos meio ano. “Embora o surto tenha ocorrido em uma região muito distante à operação da Minerva Foods, vários contêineres foram devolvidos pelo fechamento dos mercados. Quando o país anunciou a crise sanitária, passamos de exportar para cinco países a congelar nossas exportações, com exceção de Jordânia e Líbano, durante seis meses, demorando a retomar (as vendas) à Rússia”, explicou a empresa. De acordo com o portal Eurocarnes, 2.000 toneladas de carne bovina deixaram de ser vendidas, tornando quase impossível para a carne bovina colombiana exportar novamente para países como o Chile e a Rússia. A Minerva Foods também citou problemas com o fornecimento de energia e disse que o acesso à planta não é mantido pelas administrações locais. Há também a desvalorização do dólar e, por isso, pede ao governo colombiano o apoio do Fundo de Estabilização de Preços para continuar operando na Colômbia. “A desvalorização do dólar de 10% e a falta de garantias às grandes empresas exportadoras obrigaram a Minerva Foods a fechar sua fábrica indefinidamente”, explicou a multinacional. Com o fechamento desta empresa, 680 trabalhadores perderam seus empregos e a empresa deixará de exportar 2.000 toneladas de carne por mês, além de cerca de 400 pecuaristas colombianos deixarem de vender 17 mil cabeças por mês para a empresa. A Colômbia vive uma situação complicada com o controle da febre aftosa em sua fronteira com a Venezuela. Na terça-feira passada, o governo da Colômbia notificou à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) da apreensão de 15 bovinos que entraram no país, pelo departamento de Arauca, de maneira ilegal a partir da Venezuela. Todos tinham aftosa e foram sacrificados.

El País Digital

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