
Ano 4 | nº 732 | 17 de abril de 2018
NOTÍCIAS
Preços no mercado atacadista de carne bovina sem osso não evoluem
Na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, os preços ficaram praticamente estáveis, com variação negativa de 0,1% na última semana
Nos últimos trinta dias, a queda acumulada é de 1,0%. No período, enquanto os cortes do dianteiro ficaram praticamente estáveis, com variação positiva de 0,1%, os cortes do traseiro, que apresentam maior valor agregado quando comparado ao dianteiro, tiveram desvalorização de 1,3%. Mesmo com a queda no preço da carne, os frigoríficos vêm conseguindo manter a margem de comercialização próxima da média histórica, atualmente ela está em 19,9%. Isso porque, nos últimos trinta dias a arroba do boi gordo caiu 1,7%. No intuito de ajustar os estoques, as indústrias vêm diminuindo o número de animais abatidos e pulando dias de abate. Para os próximos dias, não são esperadas valorizações para o mercado com a entrada da segunda quinzena do mês, o que gera atenção aos pecuaristas, já que com a demanda enfraquecida e o menor volume de abates, tentativas de compra abaixo da referência podem ser cada vez mais comuns.
SCOT CONSULTORIA
Maior volume de ofertas de preços menores no mercado do boi gordo
A oferta de bovinos para abate na última segunda-feira (16/4) foi suficiente para atender a demanda dos frigoríficos, que abriram as ofertas de compra com cotações abaixo da referência
Das trinta e duas praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação caiu em dez delas. Em São Paulo, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$142,50, à vista, livre de Funrural. Queda de 0,7% desde o início do mês. A exportação de carne bovina in natura vem superando os resultados de 2017. O desempenho no primeiro trimestre melhorou 20,6%, em volume. Melhorou um quinto em relação ao mesmo período do ano passado.
SCOT CONSULTORIA
Santa Catarina amplia exportação de carne bovina
Grande exportador de carne suína e de frango, Santa Catarina vem ganhando espaço também nas vendas internacionais de carne bovina
A quantidade exportada ainda é pequena, porém, o número vem crescendo ano a ano. No primeiro trimestre de 2018, já foram embarcadas 1,2 mil toneladas de carne bovina – quatro vezes mais do que no mesmo período de 2017. Nos últimos três meses, o faturamento com as exportações do produto passou de US$ 4,1 milhões, 277,2% a mais do que no primeiro trimestre do último ano. O principal destino para a carne bovina catarinense é Hong Kong, que compra 77% do total exportado pelo estado. O interesse do mercado internacional pelas carnes produzidas em Santa Catarina, incluindo aves e suínos, é um dos resultados da excelência sanitária do estado. O rebanho catarinense é reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação e livre de peste suína clássica. Outra característica dos bovinos de corte produzidos no estado é a presença de raças europeias, que dão origem a uma carne diferenciada, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca. “Embora Santa Catarina ainda tenha um déficit de 50% de carne bovina para abastecer o consumo interno, pela alta qualidade da carne produzida e pelo diferencial de excelência sanitária do rebanho, temos um bom potencial para exportar para os mercados mais exigentes do mundo. Esta é uma oportunidade para gerar ainda mais riquezas na agropecuária catarinense e as exportações estão só começando”, disse em nota o Secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies. Em 2017, Santa Catarina produziu cerca de 135 mil toneladas de carne bovina.
CARNETEC
MS pretende vacinar 21 milhões de animais contra aftosa em campanha que começa no dia 1º de maio
A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) tem a previsão de vacinar 21 milhões de bovinos e bubalinos na campanha contra a febre aftosa que começa no dia 1º de maio nas três regiões sanitárias do estado: Planalto, Fronteira e Pantanal
A partir desta segunda-feira (16), os proprietários que precisarem já podem solicitar por meio de requerimento a antecipação da imunização do rebanho ao órgão. Mesmo autorizado o procedimento, o registro só poderá ser feito a partir do próximo mês. No Planalto e na Fronteira a vacinação acontecerá de 1º a 31 de maio, e o registro deve ser feito de 1º de maio a 15 de junho. Os proprietários da região do Pantanal que optarem pela vacinação de todo o rebanho em maio, deverão vacinar de 1º de maio a 15 de junho e o registro de 1º de maio até 2 de julho.
Eficiência da pecuária no MT ainda precisa ser de 25% de desfrute do rebanho
Para compensar depreciação de um mercado sem avanço
Desfrute médio de 16,5%, em quase 30 milhões de cabeças e ao redor 5 milhões de abates/ano. Mortes de 51% de fêmeas no primeiro trimestre ainda é cedo para se saber se está “fora da curva”, mas não há sinais de que haja muita coisa além de descartes.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
EMPRESAS
UE deverá embargar 15 unidades da BRF
O governo brasileiro já dá como certo um embargo definitivo da União Europeia a ao menos 15 plantas de carne de frango da BRF a partir desta semana
Unidades de outros frigoríficos de frango e de cooperativas da região Sul também devem ser impedidas de vender ao bloco. A expectativa do Brasil é que as 12 plantas da BRF que já tiveram as exportações à UE suspensas preventivamente pelo Ministério da Agricultura sejam embargadas pelo bloco como efeito direto da Operação Trapaça. As investigações da Polícia Federal, que vieram à tona em março, apontaram um esquema de fraudes envolvendo a empresa e laboratórios na análise de salmonela em carne de frango para exportação. Além das unidades de Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Carambeí (PR) – diretamente afetadas pela Operação Trapaça -, também deverão ser embargadas as plantas da BRF situadas em Concórdia (SC), Dourados (MS), Serafina Correa (RS), Chapecó (SC), Várzea Grande (MT), Marau (RS), Francisco Beltrão (PR), Capinzal (SC), Nova Mutum (MT). A localização das outras três fábricas ainda não é conhecida. A proposta de embargo definitivo da UE a essas plantas será votada amanhã em reunião dos países do bloco. Uma comitiva liderada pelo Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, voltou de Bruxelas semana passada pessimista em relação à possibilidade de reverter a situação. Procurada, a BRF não se pronunciou. Hoje, Blairo dará entrevista coletiva para detalhar a estratégia do Brasil em relação ao iminente embargo europeu. O plano inclui a abertura um painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) para questionar exigências sanitárias rigorosas da UE para o controle da salmonela, mas consideradas “distorsivas” por Brasília do ponto de vista comercial. A abertura do painel já está sendo articulada por Blairo e os ministros Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Marcos Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). O Brasil planeja questionar por que a UE passou a exigir testes para 2,6 mil tipos de salmonela nas cargas de carne de frango salgada (fresca com 2% de sal), e testes para apenas dois tipos da bactéria na carne in natura (fresca com adição inferior de sal). Ambos os produtos têm cotas de importação livres de tarifas. Contudo, se por um lado a cota do frango in natura é pequena (14 mil toneladas) e as vendas extra cotas estão sujeitas a tarifas mais altas, a cota de frango salgado é maior (170 mil toneladas) e tem tarifa extra cota mais baixa, o que estimula as exportações pelas empresas brasileiras. “A ideia não é defender a BRF. A entrada na OMC seria contra essa distorção tarifária que existe em função de uma medida sanitária inadequada”, disse ao Valor o Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério, Luís Eduardo Rangel. O Ministério da Agricultura admite, contudo, que o país dificilmente sairá vitorioso em uma eventual disputa com a UE na OMC, sobretudo depois dos casos de fraude identificados pela PF. O próprio Blairo passou a defender junto às empresas do segmento que “paguem o preço” de vender mais carne in natura com tarifa mais alta, mas com mais chances de passarem nos testes de salmonela, e não fiquem permanentemente sujeitas a exigências sanitárias duras. Outra medida avaliada pela Pasta é retaliar importações de produtos europeus como queijos, vinhos, azeite e bacalhau. Pedro de Camargo Neto, Vice-Presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), está entre os que acreditam que a posição do Brasil é frágil para comprar briga com a UE na OMC. “Perdemos credibilidade. Não significa que o setor de carnes seja ruim. Muito pelo contrário. É um setor moderno, com quadro profissional competente e instalações entre as mais modernas do mundo. Mas houve as operações Carne Fraca e Trapaça, que não tiveram resposta adequada. Protecionismo sempre existiu e continuará a existir. Porém, é precisa enfrentá-lo com credibilidade ou o lado que quer nos ajudar no exterior fica fragilizado. É o que está ocorrendo”, disse.
VALOR ECONÔMICO
Assembleia da empresa terá 14 candidatos ao conselho DA BRF
A empresária Luiza Helena Trajano, dona da varejista Magazine Luiza, e o consultor Vicente Falconi vão disputar vaga para o novo conselho de administração da BRF, que será definido na assembleia de acionistas dia 26
Com essas inclusões formalizadas nos documentos encaminhados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os acionistas terão 14 nomes à disposição para formar o novo colegiado. Ambos são indicações feitas pelo ex-ministro e atual conselheiro Luiz Fernando Furlan, minoritário herdeiro da Sadia. O Presidente Executivo da BRF, José Aurélio Drummond Jr., não mais será conselheiro. Consultada, Luiz Helena confirmou que aceitou concorrer ao colegiado. A formação do conselho será feita por processo de voto múltiplo, por solicitação da gestora Aberdeen, dona de 5% da BRF. Por esse sistema, cada acionista distribui os votos que possui nos candidatos que quiser eleger, individualmente e não em grupo. Com isso, terminou a disputa de chapas entre os acionistas da companhia. Em fevereiro, Petros e Previ, donos de 22% da BRF, apoiados pela Aberdeen e pela gestora carioca Jardim Botânico, iniciaram um movimento pela reforma do conselho da BRF, cujo objetivo era encerrar a influência de Abilio Diniz sobre a empresa. Juntos, eles propuseram uma chapa com dez nomes para o colegiado. Abilio preside o conselho da BRF desde abril de 2013 e detém 4% das ações da empresa. Diante da iniciativa das fundações, o empresário buscou formar uma chapa concorrente à dos fundos de pensão. Estão na lista todos os indicados pelos fundos de pensão Petros e Previ – Augusto Cruz, Dan Ioschpe, Guilherme Affonso Ferreira, José Luiz Osório, Roberto Mendes, Francisco Petros, Roberto Funari, Walter Malieni e Vasco Dias – e também os nomes sugeridos pelos acionistas Abilio Diniz e Furlan – Flávia Almeida, Roberto Rodrigues, Luiza Helena Trajano, Vicente Falconi e o próprio Furlan.
VALOR ECONÔMICO
FEIRAS & EVENTOS
Mais de 1,8 mil produtores participam da InterCorte Cuiabá, o maior público da história do evento
Produzir mais e melhor. Esta foi a principal mensagem da InterCorte 2018 Cuiabá, que registrou recorde de público com a participação de 1.850 pessoas, dentre as quais 80% pecuaristas
A busca por informação sobre novas tecnologias disponíveis para melhor performance no mercado ficou evidente durante os dois dias de evento com o grande número de participantes nas palestras e debates e também na feira de expositores. Os temas abordados este ano foram divididos em quatro painéis que registraram uma média de 500 participantes durante toda a feira. Produzir Mais, Inovação, Vender Mais e Vender Melhor e Comunicação foram os temas debatidos por profissionais, empresários, comunicadores e produtores rurais que compartilharam suas experiências nos negócios. O Presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Marco Tulio Duarte Soares, destacou que o sucesso da InterCorte 2018 comprova a evolução técnica da pecuária de corte mato-grossense. “A Acrimat tem entre seus princípios difundir informações para o desenvolvimento da pecuária e reunir um grande número de produtores que buscam tecnologia para melhorar os resultados mostra que estamos no caminho certo”. Para a Diretora do Terraviva Eventos, realizadora da InterCorte, Carla Tuccilio, grande participação na InterCorte Cuiabá demonstra que os pecuaristas de Mato Grosso buscam de forma contínua conhecimentos e tecnologias para aprimorar o seu trabalho. “Algo que muito nos motiva é constatar que a cada ano os produtores voltam e compartilham os resultados do que aprenderam na InterCorte anterior e isso contribui para o desenvolvimento da pecuária”. O médico veterinário Diede Loureiro, mediador convidado dos painéis realizados, destacou que a InterCorte democratiza a informação ao aproximá-la dos produtores. “Neste ano vimos uma participação intensa dos pecuaristas em busca de conhecimento e resumidamente podemos falar que a mensagem que fica é para que o produtor mensure os custos, garanta o preço de sua produção e foque em produzir mais e melhor”. Durante as 18 horas de conteúdo, a InterCorte contou com a participação de 32 palestrantes e debatedores, 40 expositores e ficou marcada como a melhor das sete edições realizadas na capital mato-grossense. Para o pecuarista Amarildo Merotti, de Cáceres, o evento se consolida ano após ano como um espaço para o desenvolvimento da pecuária. “A InterCorte conseguiu reunir um excelente público, não somente em número, mas também em qualidade, com a presença maciça de produtores. Uma feira para agregar conhecimento aos participantes”, afirma Merotti. Além de Cuiabá, a edição de 2018 passará por Marabá (PA) nos dias 22 e 23 de maio e São Paulo (SP) 21 a 23 de novembro.
ASSESSORIA Intercorte
INTERNACIONAL
Importação europeia de carne bovina aumentará 10% este ano
A Comissão Europeia estima que as importações de carne bovina do bloco crescerão 10% em 2018, para estabilizar em 2019, com uma produção que interromperá sua expansão e cairá marginalmente nesse período
O relatório de perspectivas da comissão divulgado em abril afirma isso, embora não esteja claro se um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) será alcançado no primeiro semestre do ano, sendo a carne bovina um dos principais itens.
No relatório foi indicado que a produção líquida de carne se estabilizou em 2017, após três anos de aumento. Essa desaceleração é atribuída principalmente à queda no abate de vacas, parcialmente compensada pelo aumento no abate de novilhas. Espera-se que a produção líquida de carne bovina caia para cerca de 1% este ano e 1,5% em 2019. A comissão destacou que isso se deve a um menor abate de vacas leiteiras, que aumentou nos anos anteriores devido às baixas margens de rentabilidade do setor e que se traduziram em um maior volume de carne. E espera-se que o rebanho leiteiro retome sua tendência de queda. O desenvolvimento do setor de carne bovina na Europa Oriental e na Espanha não compensa a contração em outros países do bloco tradicionalmente produtores de carne. Em 2017, as importações de carne bovina da UE caíram em 6% em comparação com o ano anterior. As compras do Brasil e da Austrália caíram 18% e 21%, respectivamente. Isso ocorreu em um contexto no qual as exportações brasileiras cresceram globalmente apesar do escândalo da falha nos controles detectados no ano passado. Por sua vez, as exportações australianas se estabilizaram. A queda nas importações de carnes brasileiras e australianas não foi compensada pelo aumento das colocações argentinas na UE, que aumentaram 15% em 2017, enquanto as dos Estados Unidos e Paraguai cresceram 5% e 16%, respectivamente. Para 2018, projeta-se que as importações de carne bovina crescerão 10%, para se estabilizar no próximo ano. “O Brasil e, em menor medida, a Austrália retornariam ao mercado europeu, especialmente se os valores no bloco ainda forem interessantes em relação a outros destinos”, disse o relatório. Em 2018, devido a uma menor oferta doméstica e apesar das maiores importações, o consumo de carne bovina na União Europeia cairia 0,6% após contrair 0,5% no ano passado. “A tendência de queda continuaria em 2018, principalmente devido ao menor nível de oferta”, projetou a Comissão Europeia. As exportações europeias de bovinos vivos aumentaram 9% em 2017, principalmente devido às compras da Turquia, que representaram um terço do total. Até 2018, a colocação de bovinos vivos deverá aumentar 2%, estabilizando em 2019, principalmente devido à menor produção europeia e à concorrência de outros participantes.
El Observador
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