CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 691 DE 16 DE FEVEREIRO DE 2018

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Ano 4 | nº 691 16 de fevereiro de 2018

NOTÍCIAS

Novacki acerta vinda de missão da Malásia para habilitar novas plantas frigoríficas

Estabelecimentos devem cumprir exigências do chamado abate halal que atende a princípios da religião muçulmana

O Ministro-Chefe do Departamento de Desenvolvimento Islâmico (Jakim), Seri Jamil Baharom, confirmou na quarta-feira (14) ao Secretário-Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, que virá ao Brasil em missão conjunta com o Ministério da Agricultura da Malásia, em junho, para habilitar plantas frigoríficas brasileiras para a exportação de carnes à Malásia. Jakim é o órgão responsável pelo abate halal (forma de abate de acordo com preceitos muçulmanos) na Malásia. Representantes do departamento já se reuniram com as autoridades certificadoras halal do Brasil para ajustar as exigências e viabilizar a habilitação de plantas que foram desabilitadas e habilitar novas. O Brasil tem 12 estabelecimentos a serem habilitados e certificados. “Temos a intenção de aumentar o comércio bilateral e ampliar a pauta de negociação com o Brasil. Vamos enviar missão ao Brasil em junho de 2018”, disse Baharom. Ele também destacou a intenção da Malásia de importar mais produtos brasileiros e estabelecer termos de cooperação técnica voltada para o setor produtivo em seu país. Novacki enfatizou o grande potencial para o aumento de acordos entre os dois países e destacou três pontos de interesse da pauta brasileira: frutas, lácteos e carnes. “Queremos estar presentes no mercado malaio, pois temos produtos de qualidade, com preços competitivos e produzidos de maneira sustentável. Da mesma forma, queremos ouvir de vocês quais são os produtos de interesse para exportarem ao Brasil”, disse Novacki durante o encontro com autoridades malaias em Kuala Lumpur. O Produto Interno Bruto (PIB) da Malásia é de US$ 300 bilhões (2016) para uma população de 38 milhões de habitantes em uma área de 330 mil km², do tamanho do estado do Maranhão. A pauta de exportações do Brasil para a Malásia está centrada no complexo sucroalcooleiro (60%), e em cereais, farinhas e preparações (20,5%). Novacki ainda destacou a excelência do Brasil na área de pesquisa e tecnologia, em que a Embrapa é referência internacional. O Vice-Ministro da Agricultura da Malásia, Antony Nogeh Anal Gumbek Noegh, salientou a importância da cooperação com o Brasil, já que a Malásia tem limitação de produção devido ao tamanho reduzido de suas fazendas. Em outra reunião nos Emirados Árabes Unidos (EAU), o Diretor Geral de Investimentos do Ministério da Economia do país, mostrou a Novacki o portfólio de investimento do país e convidou o Ministério da Agricultura do Brasil a participar da feira AIM – Anual Investiment Meeting, que vai ocorrer no país entre os dias 9 e 11 de maio, que é organizada pelo Ministério da Economia dos Emirados Árabes Unidos, com a presença de 141 países e foco em investimentos, sendo a agricultura um dos principais tópicos. Os Emirados Árabes têm interesse no agronegócio brasileiro e o Mapa tem estreitado o relacionamento com o país. Uma missão ministerial foi aos EAU, em maio do ano passado, para promover o comércio e investimentos no setor agropecuário, além da aproximação institucional do Mapa e de seus parceiros oficiais. Adicionalmente, houve a recepção de comitiva dos EAU em novembro, em Brasília, com a organização da Brazil-United Arab Emirates Agribusiness Investor Road Show. Em dezembro, representantes do Mapa estiveram em Abu Dhabi, juntamente com a comitiva empresarial para participação na feira SIAL Middle East. O país asiático é o principal centro de comércio e investimentos da região no Oriente Médio. Com população de apenas 10 milhões de habitantes, possui um PIB de US$ 371 bilhões (2016), o que demonstra o seu potencial comercial. A pauta de exportações do Brasil tem destaque no complexo sucroalcooleiro (53%) e em carnes (39%).

MAPA

A dança das cotações em 2017 – Mercado do boi gordo

Em 2017 a cotação da arroba do boi gordo caiu em média 8,7%, comparada a 2016. Uma queda em valores absolutos de R$13,45/@

O ano passado trouxe consigo diversos problemas extra mercado que influenciaram diretamente a cotação da arroba. A subida. Ao fim de 2017 a cotação da arroba do boi gordo fechou em R$146,50, à vista, livre de Funrural. Se descontarmos o imposto do preço da arroba no primeiro dia de 2017, a arroba estaria cotada, na época em R$145,50, nas mesmas condições. Ou seja, apesar da cotação média anual ter sofrido desvalorização, o ano terminou com alta de 0,7%*. 

SCOT CONSULTORIA

A dança das cotações em 2017 – Mercado de reposição

No mercado de reposição, a cotação do bezerro anelorado desmamado caiu 15,4% em 2017. Este número equivale em valores absolutos em R$194,46 por cabeça, considerando um animal com 6@, preços vigentes nas praças pecuárias de São Paulo

A queda mais profunda. Historicamente, em anos de preços em queda, considerando o ciclo pecuário de preços, a cotação do bezerro cai mais do que a cotação arroba do boi gordo. Em 2017 não foi diferente, o ágio médio da cotação da arroba do bezerro que era de 26,7% em 2016 caiu para 21% em 2017, uma queda de 5,8 pontos percentuais. Contração feroz. O mercado de reposição está profundamente correlacionado com o mercado do boi gordo, além disso a crise inusitada, vivida em 2017, implicou em contração ainda mais feroz das cotações.   

SCOT CONSULTORIA

Preços do bezerro estão se recuperando, diz Cepea

Para especialistas, as altas recentes podem estar atreladas à maior demanda por reposição neste início de ano

Os preços do bezerro, nelore de 8 a 12 meses, estão em ritmo de recuperação e/ou firmes neste início de ano na maior parte dos 11 estados acompanhados pela equipe de pecuária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo pesquisadores, estas recentes altas podem estar atreladas à maior demanda por reposição neste início de ano que, por sua vez, se devem à recuperação nos preços da arroba do boi gordo no encerramento de 2017 e à melhora nas pastagens em muitas regiões produtoras. Já quando considerado o preço médio do animal de reposição em 2017 em relação ao do ano anterior, no entanto, verifica-se queda em todos os 11 estados acompanhados pelo Cepea. Esses recuos generalizados podem estar atrelados, especialmente, à maior oferta de animais para reposição no correr do ano passado. Vale lembrar que 2017 foi turbulento para o setor pecuário, devido à operação “Carne Fraca” e à delação do maior player do setor. Com isso, os valores da arroba recuaram com força naquele ano, principalmente no primeiro semestre. Esse contexto pode ter desanimado produtores de recria, que deixaram de fazer a reposição.

CANAL RURAL

Morre fundador da Minerva Foods

Antônio Vilela de Queiroz tinha 68 anos

Morreu, aos 68 anos, na quarta-feira (14/2), o fundador e integrante do conselho administrativo da Minerva Foods, Antônio Vilela de Queiroz. A empresa divulgou a informação em um comunicado interno aos funcionários, que chegou a ser replicado em redes sociais. A causa da morte não foi informada. Queiroz deixa a esposa Sra. Isabel Cristina de Alcantara Queiroz, filhos e netos. Foi declarado luto oficial de três dias na companhia. As atividades na unidade de Barretos (SP), onde a empresa está sediada, serão retomadas nesta sexta-feira, conforme o comunicado.

GLOBO RURAL

FEIRAS & EVENTOS

“Acrimat em Ação 2018” coloca a agregação de valor na cadeia da carne em pauta

Maior projeto itinerante da atividade no estado. Realizado pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o evento vai percorrer 33 municípios de todas as regiões produtoras com a palestra “Do pasto ao prato: agregação de valor à pecuária de corte” para mais de quatro mil pecuaristas.

Este ano, a Acrimat buscou um tema que atendesse o principal objetivo de todos os produtores, aumentar a renda na produção por meio da agregação de valor ao produto, independentemente do sistema produtivo adotado. Ou seja, como a cria, a recria e a engorda de animais podem ser mais lucrativas para o produtor e o produto final mais satisfatório para os clientes? O Presidente da Acrimat, Marco Tulio Duarte Soares, explica que o sucesso se consolida quando o pecuarista fideliza o cliente final e o caminho para alcançar este resultado está no investimento em tecnologia. “Existe disponível um pacote tecnológico capaz de aumentar a eficiência da pecuária em todas as etapas produtivas. Mas a aplicação correta das ferramentas depende de planejamento e o retorno do investimento está diretamente relacionado à qualidade do produto que oferecemos”, afirma o Presidente. Dados apontam que o rebanho mato-grossense aumentou 12% de 2007 para 2017 (de 25,7 milhões para 29,7 milhões), sendo que a área de pastagem reduziu 4,2%. Essa redução, na prática, significa aumento de produtividade. Em 2007, 4% dos abates eram de animais com menos de 24 meses, esse índice em 2017 passou para 15% do total abatido. Quanto mais cedo a terminação, menor o custo de produção e melhor a qualidade da carne. A Acrimat convidou este ano o engenheiro agrônomo da Scot Consultoria, Marco Tulio Habib Silva. Ele tem o desafio de apresentar tecnologias e modelos produtivos capazes de agregar valor à produção, seja de genética, bezerro, garrote, novilha ou boi gordo e acredita que o “Acrimat em Ação” é o projeto ideal para isso. Este ano o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) é um dos parceiros do projeto e vai percorrer com a Acrimat os municípios produtores de carne para levar informações sobre o Funrural. Para atingir todas as regiões produtoras da pecuária mato-grossense, o “Acrimat em Ação 2018” foi dividido em cinco rotas que serão percorridas ao longo dos meses de fevereiro, março, abril, maio, com encerramento agendado para o início de junho. Na Rota 1, a equipe composta por cerca de dez pessoas inicia os trabalhos em Poconé (19.02), seguindo para Rio Branco (20.02), São José dos Quatro Marcos (21.02), Pontes e Lacerda (22.02), Vila Bela da Santíssima Trindade (23.02), Porto Esperidião (24.02), Cáceres (26.02) e Araputanga (27.02). A Rota 2 começa do dia 06 de março, com palestra em São José do Rio Claro, depois os eventos acontecem em Sinop (07.03), Marcelândia (08.03), Tabaporã (09.03), Juara (10.03), Brasnorte (12.03) e Barra do Bugres (13.03). Rota 3 passa por Guarantã do Norte (02.04), Colíder (03.04), Apiacás (04.04), Nova Bandeirantes (05.04), Nova Monte Verde (06.04) e Alta Floresta (07.04). A Rota 4 tem início em Barra do Garças (23.04), Ribeirão Cascalheira (24.04), Vila Rica (25.04), Canarana (26.04), Água Boa (27.04) e Cocalinho (28.04). A última, Rota 5, percorre o noroeste do Estado passando por Castanheira (04.05), Juína (05.05), Cotriguaçu (07.05), Colniza (08.05) e Aripuanã (09.05). O projeto é encerrado em Rondonópolis no dia 04 de junho.

ACRIMAT

INTERNACIONAL

Uruguai: Sugerem que a vacina contra a febre aftosa seja administrada por via subcutânea

A sugestão de aplicar a vacina contra a febre aftosa por via subcutânea, se possível na tábua do pescoço, para evitar abscessos nos pontos de injeção (eles geram perdas importantes na cadeia agroindustrial devido a descartes na carne), é a principal novidade deste novo período de dosagem, que começa na quinta-feira, 15, e vai durar até quinta-feira, 15 de março

Os Serviços Pecuários do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pescas (MGAP), informaram que este é o período mais importante, porque todas as categorias do rebanho nacional de gado são vacinadas, o que acontece uma vez por ano. É, a nível oficial e privado, um dos principais compromissos para sustentar o bom status sanitário do Uruguai, especificamente neste caso como um país livre de febre aftosa com vacinação, que estabelece o acesso à carne bovina produzida no país praticamente a todos os mercados do mundo, entre eles quase todos de alto valor. No que diz respeito às recomendações, também foi transferido para os produtores e para os profissionais veterinários o conselho de usar a agulha apropriada para aplicar a vacina por via subcutânea (não é proibido fazê-lo através do músculo). Em outra ordem, é feito um cuidado especial com a manutenção da cadeia de frio, tanto do local de retirada da vacina para o estabelecimento quanto dentro do estabelecimento quando é movido para a área onde estão os animais. A higiene e a calibração das seringas também são um aspecto fundamental. Outra é a gestão do gado, movê-lo em horas que esteja calor, com acesso simples à água e sem atordoa-los, de modo a gerar o menor estresse possível neles. O MGAP, informou que, neste período, foram distribuídas 15 milhões de doses, o que estabelece um superávit importante em relação à necessidade, considerando que o rebanho atualmente envolve cerca de 12 milhões de gado. O segundo e último período será de 15 de maio a 15 de junho, envolvendo nesse caso todos os animais de menos de dois anos. Finalmente, os produtores são convidados a não esquecer de aparecer na área de distribuição das vacinas com a documentação correspondente.

El Observador

EUA: Exportações de carnes vermelhas estabeleceram novos recordes em 2017

As exportações de carne vermelha dos EUA quebraram recordes em 2017, com o valor da exportação de carne bovina ultrapassando US $ 7 bilhões pela segunda vez, de acordo com os dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e compilados pela Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF)

As exportações de carne bovina totalizaram 1,26 milhão de toneladas, um aumento de 6% em relação a 2016. Isso marcou o quarto maior volume registrado e a segunda maior da era pós-EEB. O valor atingiu US $ 7,27 bilhões, um aumento de 15% com relação ao ano anterior e 2% acima do pico anterior, alcançado em 2014 (US $ 7,13 bilhões). “Este foi um ano notável para as exportações de carne bovina, nos nossos mercados principais no norte da Ásia, bem como nos destinos emergentes na América do Sul, Sudeste Asiático e África”, disse o presidente e CEO da USMEF, Dan Halstrom. “A indústria de carne bovina dos Estados Unidos ganhou uma participação de mercado significativa no Japão, apesar de obstáculos consideráveis, e teve desempenho recorde na Coreia do Sul e em Taiwan. Esses mercados são especialmente críticos para as exportações de carne resfriada, que cresceram em cerca de 25% com relação ao ano anterior. Isso teve um grande impacto no valor da carcaça”. Em dezembro, o valor da exportação de carne bovina subiu em 9% em relação ao ano anterior, para US $ 672,9 milhões – o segundo maior de 2017 e o terceiro maior registrado. O volume de dezembro caiu em 3% em relação ao ano anterior, para 113.269 toneladas. As exportações de carne representaram 12,9% da produção total em 2017 e 10,4% apenas para cortes musculares, abaixo de 13,7% e 10,5%, respectivamente, em 2016. O valor médio de exportação foi de US $ 286,38 por cabeça, 9% acima de 2016 e o segundo maior registrado, atrás apenas da média de US $ 300,36 registrada em 2014.

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