
Ano 3 | nº 690 | 15 de fevereiro de 2018
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Brasil exporta 15% mais carne em janeiro
Foram embarcadas no mês passado 123,801 mil toneladas de proteína bovina in natura e processada
São Paulo respondeu por 24,8% dos embarques. As exportações brasileiras de carne bovina totais (in natura e processada) cresceram em janeiro em comparação com igual mês do ano anterior, em volume e em receita. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), foram embarcadas no mês passado 123,801 mil toneladas, 15% mais ante janeiro de 2017. Em receita, o avanço foi de 24%, para US$ 517,9 milhões. O Estado de São Paulo foi quem mais movimentou o produto, com 24,8% das exportações, seguido de Mato Grosso (18,9%); Goiás (13,8%); Mato Grosso do Sul (10,1%) e Rondônia (9,3%). Em relação aos importadores, Hong Kong aumentou suas compras de 22.908 toneladas no primeiro mês de 2017 para 37.527 no mesmo mês de 2018, crescimento de 64%. A China adquiriu 22.840 toneladas (+25,4%).
ESTADÃO CONTEÚDO/GLOBO RURAL/ISTO É
Chineses compram 39% da carne bovina exportada pelo Brasil em janeiro
As fortes compras de carne bovina pela China em janeiro colaboraram para que o Brasil registrasse alta de 15% nos volumes totais do produto embarcado ao exterior, na comparação com igual mês de 2017, segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) na sexta-feira (09).
O Brasil exportou 123,8 mil toneladas de carne bovina em janeiro, o equivalente a US$ 517,9 milhões em receita. Esse faturamento é 24% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. As compras pela China continental somaram 22,8 mil toneladas, aumento de 25,4% em relação a janeiro de 2017. Já as compras feitas por Hong Kong subiram 64%, para 37,5 mil toneladas. Com essas importações, os chineses foram responsáveis por comprar 38,8% do total de carne bovina exportada pelo Brasil em janeiro. Analistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) avaliaram em nota na quinta-feira (08) que o crescimento da participação de China e Hong Kong nas compras de carne bovina brasileira desde 2016 é um alerta para o setor, “visto que mostra a dependência de dois grandes compradores e, portanto, a necessidade de o país diversificar as vendas externas de carne bovina”. O Egito também elevou fortemente as compras de carne bovina brasileira em janeiro, um crescimento de 102%, para 12,9 mil toneladas. O Irã, que comprou 9,6 mil toneladas, e o Chile, com 7 mil toneladas, estão entre os principais compradores. O crescimento nas vendas externas brasileiras ocorreu apesar do embargo russo que vigora desde dezembro do ano passado. Em janeiro de 2017, a Rússia comprou 11 mil toneladas de carne bovina brasileira. Entre os importadores do produto nacional no exterior, 61 países aumentaram as compras e outros 42 reduziram as aquisições em janeiro, segundo a Abrafrigo. O principal estado exportador da carne bovina brasileiro foi São Paulo, responsável por 24,8% do volume total embarcado, seguido de Mato Grosso (18,9%), Goiás (13,8%), Mato Grosso do Sul (10,1%) e Rondônia (9,3%).
CARNETEC/ /AGROLINK
Abrafrigo: Mesmo sem a Rússia, exportações de carne bovina crescem em janeiro devido a China
Mesmo com o boicote da Rússia, que em janeiro de 2017 comprou 11 mil toneladas do produto brasileiro, as exportações totais de carne bovina (in natura e processada) atingiram o seu melhor resultado dos últimos anos no mês passado graças a um crescimento expressivo das compras chinesas que somaram 60.414 toneladas
Hong Kong aumentou suas importações de 22.908 toneladas no primeiro mês de 2017 para 37.527 em 2018, crescimento de 64%, enquanto que pelo continente as importações chinesas subiram de 18.208 toneladas para 22.840 toneladas (+25,4%). Isso elevou a participação daquele país no total das exportações brasileiras para 38,8%. O segundo maior comprador em 2018 foi o Egito, com 12.918 toneladas (+ 102%). O Irã foi o terceiro, com 9.567 toneladas e o quarto o Chile, com 7.018 toneladas. Ressaltou também, neste resultado, o crescimento das importações de quase todos os países da União Europeia. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos(ABRAFRIGO) que compilou os dados finais de movimentação divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX. No total, o Brasil exportou 123.801 toneladas em janeiro (+15% sobre 2017, quando foram 107.282 ton.), obtendo uma receita de US$ 517,9 milhões (+ 24% sobre 2017), com 61 países elevando suas aquisições do produto brasileiro, enquanto que outros 42 reduziram suas compras. O estado de São Paulo foi quem mais movimentou o produto, com 24,8% das exportações, vindo a seguir o Mato Grosso (18,9%); Goiás (13,8%); Mato Grosso do Sul (10,1%) e Rondônia (9,3%).
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
NOTÍCIAS
Indonésia vai abrir seu mercado à carne bovina brasileira
Informação foi dada ao Secretário-Executivo do Mapa, Eumar Novacki, durante visita ao país na segunda-feira. Abertura foi anunciada a Eumar Novacki pelo Ministro da Agricultura Andi Sulaiman
O Ministro da Agricultura da Indonésia, Andi Sulaiman, disse na segunda-feira (12) que o país asiático vai abrir seu mercado de carne bovina para o Brasil. A notícia foi confirmada durante audiência com o Secretário-Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Eumar Novacki, em Jacarta. “Vamos nos reunir com os demais ministérios para estabelecer cota para o Brasil e acelerarmos esse processo. Iremos ao Brasil em missão de visita, o mais breve possível, conhecer o País e os métodos de produção. Sabemos da superioridade da carne brasileira no mercado mundial”, disse Sulaiman a Eumar Novacki. Novacki destacou a importância do mercado indonésio ao pontuar que o país tem 265 milhões de habitantes, o quarto mais populoso do mundo, e sua economia cresce cerca de 5% ao ano, ou seja, uma economia em expansão, com grande demanda por alimentos e um baixo consumo de proteína em comparação com a média mundial. O Brasil também prospecta a exportação de frutas, lácteos, entre outros produtos para a Indonésia. “Podemos apoiar a Indonésia não apenas fornecendo nossa carne de alta qualidade a preços competitivos, mas também cooperar na área de genética bovina, melhoramento de pastagens, cruzamentos industriais e exportação de animais vivos para confinamento”, disse Novacki. O Brasil exporta para Indonésia US$ 1,5 bilhão de dólares por ano (80% das nossas exportações para o país) em produtos agropecuários e importa US$ 0,5 bilhão. Os principais produtos exportados pelo Brasil são: Complexo de Soja (37%), Açúcar (25%), Algodão (20%) e Milho. A Indonésia exporta US$ 40 bilhões de dólares por ano, sendo o 6º maior exportador do mundo. Os principais produtos indonésios exportados são óleo de palma, produtos florestais, borracha, pescados e café. O país asiático importa US$ 20 bilhões de dólares ao ano, principalmente trigo, açúcar, complexo de soja, algodão, frutas, carne bovina e milho. Na terça-feira (13), a delegação brasileira seguiu para a Malásia. A comitiva ainda tem encontros bilaterais agendados nos Emirados Árabes Unidos, quando manterá reuniões com autoridades governamentais e lideranças empresarias desses país. Nesta missão, temas como a promoção comercial, sanidade animal e vegetal, investimentos, infraestrutura, importação e exportação de produtos e segurança alimentar fazem parte dos debates da delegação nacional com os representantes daqueles países. A comitiva brasileira está composta por integrantes do Mapa, do executivo nacional, de governos estaduais e de representantes de empresas e entidades ligadas ao agronegócio.
MAPA
Preços da carne bovina não param de cair no atacado
Desde o começo de janeiro foram cinco semanas seguidas de desvalorização
O mercado de carne sem osso ainda não sabe o que é valorização ou estabilidade em 2018. Desde o começo de janeiro foram cinco semanas seguidas de desvalorização no atacado. Os preços caíram, em média, 6,0% no período. O comportamento que mais chama a atenção, por contrariar as expectativas, é o do começo de fevereiro. É inegável que se esperava uma melhora no cenário. O pagamento regular de salários e a melhora dos indicadores econômicos, em uma época de sazonal melhora de preços da carne, sustentavam o prognóstico positivo. A boa notícia é a valorização do mercado atacadista, em dose meses, quase igual à da inflação. Em 2017, quase nunca se viu variação dos preços da carne ficar acima do registrado um ano antes, mesmo em valores nominais. Os frigoríficos vão se virando com as margens, tentando pressioná-las o mínimo possível, mediante ofertas menores de compra para a arroba do boi gordo. Mas, cinco semanas seguidas de desvalorização nos cortes desossados foram suficientes para trazer a diferença entre o preço do boi gordo e a receita das indústrias para o menor patamar desde o final de 2016, 18,0%. Por fim, a melhora no mercado segue intimamente ligada ao tamanho e à velocidade da recuperação econômica.
Scot Consultoria
Demanda fraca pressiona preço do sebo bovino
A maior competitividade do óleo de soja frente à gordura animal resultou em queda na demanda por sebo bovino e, consequentemente, recuo nos preços
No Brasil Central, segundo levantamento da Scot Consultoria, o produto está cotado, em média, em R$2,15/kg, sem o frete, livre de imposto. Queda de 2,3% na comparação semanal. No Rio Grande do Sul, apesar do cenário semelhante, os preços seguem estáveis. No estado, o sebo está cotado, em média, em R$2,25/kg. Para curto o prazo a expectativa é de que demanda não melhore, mantendo o viés de baixa.
Scot Consultoria
Carnes ficaram mais baratas em 2017
Durante o ano de 2017, o preço das carnes bovina e de frango tiveram queda média de 4,8% e 10%, respectivamente, em território nacional, de acordo com pesquisa realizada em mais de 300 estabelecimentos (supermercados e hipermercados) do Brasil pela GfK
Já na variação mensal de novembro a dezembro, houve aumento de 2,6% e 0,9%, respectivamente. “A baixa nos preços é relevante, pois, ao longo do ano, percebemos que vários produtos da cesta básica do brasileiro tiveram queda. Os preços das commodities baixaram, o que reduziu o custo de produção. No caso da carne, também tivemos como agravante a Operação Carne Fraca no primeiro semestre”, explica Marco Aurélio Lima, Diretor da GfK. O valor de comercialização da carne bovina teve queda mais pronunciada nas regiões Centro Oeste e Norte (-9,4%), por conta da diminuição no preço da alcatra e da costela. Já o frango congelado teve a maior baixa no Sul (-11,2%).
Jornal do Comércio
Sinal de alerta é ligado para os criadores
Com a baixa demanda, as cotações perderam sustentação frente à semana passada
Mercado de bovinos para reposição travado. A expectativa de melhora nas cotações da arroba não se concretizou de maneira consistente até aqui e, diante disso os compradores estão cautelosos na reposição. Com a baixa demanda, as cotações perderam sustentação frente à semana passada. No balanço geral semanal, considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, as cotações fecharam em queda de 0,2%. Apesar de ser um pequeno ajuste negativo, esse cenário mostra uma quebra na sequência de altas observadas nas últimas semanas. Por outro lado, as exportações de gado vivo, principalmente para a Turquia, aumentam a demanda por animais cruzados e as cotações para estas categorias, que atendem os requisitos de exportação, estão firmes. Para o curto prazo, de maneira geral o mercado deve esfriar, especialmente devido à pausa nas negociações causadas pelo feriado de Carnaval.
Scot Consultoria
Mercado de reposição parado no Maranhão
Puxado pela desvalorização do boi gordo, o mercado de reposição está parado no Maranhão
Desde o início de 2017 a cotação da arroba do boi gordo caiu 9,5% no estado. Frente a esse cenário, a relação de troca piorou para o recriador/invernista. E, somada a isso, a boa capacidade de suporte das pastagens permite que o criador mantenha seus bovinos de reposição no pasto com baixo custo. Não havendo necessidade de venda imediata, as cotações destas categorias não declinam, pelo contrário, nas últimas semanas o preço teve discreta valorização (0,3%). Com isso o poder de compra do pecuarista, levando em consideração a média de todas as categorias, está 6,4% menor na comparação mensal. A pior troca ficou por conta do boi magro de 12@. No início do ano, com a venda de um boi gordo de 16,5@, comprava-se 1,4 boi magro, atualmente, nas mesmas condições, compra-se 1,3. Piora de 7,0% no poder de compra.
Scot Consultoria
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