
Ano 3 | nº 630 | 01 de novembro de 2017
NOTÍCIAS
Preço do boi gordo começa a reagir com reposição mais rápida
O mercado físico do boi gordo começou a ter reação nos preços
Segundo a consultoria Safras & Mercado, a demanda está dando sinais de aquecimento, diante da reação nos preços da carne bovina no atacado. No entanto, os frigoríficos ainda carregam algum conforto em suas escalas de abate, o que pode limitar a valorização dos preços do boi em algumas praças. Já o mercado atacadista teve preços mais altos em alguns cortes. Essa reação nos preços está ligada a uma melhora na reposição entre as cadeias, e a expectativa é que esse movimento se acentue na primeira quinzena de novembro.
Boi gordo no mercado físico (R$ por arroba):
Araçatuba (SP): 137,00
Belo Horizonte (MG): 13300
Goiânia (GO): 128,00
Dourados (MS): 130,00
Mato Grosso: 125,00 a 127,00
Marabá (PA): 127,00
Rio Grande do Sul (oeste): 4,30 (kg)
Paraná (noroeste): 137,00
Tocantins (norte): 129,00
CANAL RURAL
‘Refis’ do Funrural estica prazo e desagrada Receita
Repleto de alterações que desagradam à Receita Federal, o relatório da Medida Provisória 793, que criou um “Refis” para parcelar dívidas de R$ 17 bilhões de produtores rurais e empresas com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) – a Previdência do campo – estendeu o prazo de adesão, de 30 de novembro para 20 de dezembro
Caso o parecer seja aprovado, essa seria a segunda ampliação do prazo, já que o Presidente Michel Temer chegou a assinar uma segunda MP, em setembro, mexendo justamente nesse aspecto. A MP, que foi amplamente negociada pela bancada ruralista com o governo desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou o Funrural constitucional em março, ainda precisa, no entanto, ser aprovada pela comissão mista e pelos plenários de Câmara e Senado até 28 de novembro para não expirar. O texto, que deve ser apresentado em comissão mista pela relatora Tereza Cristina (sem partido-MS) até a semana que vem, também reduziu de 0,8% para 0,3% a alíquota sobre a receita bruta com a produção que as empresas deverão pagar todo mês para quitar seus débitos com o Funrural no âmbito do Refis, chamado pelo governo de Programa de Regularização Tributária Rural (PRR). A redução da parcela do Refis a ser cobrada das empresas é polêmica, pois significaria uma vantagem às empresas que compram a produção de agricultores e pecuaristas. Os produtores pessoas físicas, por exemplo, continuam tendo que pagar 0,8%. Na prática, a medida ainda beneficia sobretudo os frigoríficos, que alegam ter uma dívida “impagável” da ordem de R$ 20 bilhões acumulados com o Funrural nos últimos 16 anos. Por outro lado, corre o sério risco de ser vetada pelo Presidente Michel Temer – entre os frigoríficos que seriam contemplados estão a JBS, empresa do segmento do agronegócio que mais deve ao Funrural, cerca de R$ 2 bilhões, e é envolvida com casos de corrupção revelados pelos irmãos Joesley e Wesley Batista e por outros executivos da própria companhia. Ao todo, a relatora, que também é Vice-Presidente da bancada ruralista, fez 15 principais alterações no texto-base encaminhado pelo Executivo ao Congresso em 1º de agosto. Em seu parecer, a deputada aumenta de 25% para 100% os descontos tanto para multas quanto para os encargos sobre as dívidas acumuladas com o Funrural, e ainda estende de 30 de abril para 30 de agosto deste ano a data de vencimento final para os débitos que podem ser incluídos no “Refis”. Entre outras modificações, o relatório reduz de 4% para 1% a entrada, à vista, a ser paga sobre o valor total das dívidas com o Funrural antes de começar a contar o prazo para pagamento do Refis, a partir de janeiro de 2018. E ainda abre a possibilidade tanto para pessoas físicas (produtores) quanto jurídicas (agroindústrias, por exemplo) fazerem, a partir de 2019, a opção de pagar a contribuição do Funrural sobre a folha de salários – recolhimento ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), como funciona no meio urbano – ou continuar pagando sobre o faturamento com a comercialização de sua produção, como é hoje. A opção pela folha é uma alternativa defendida há tempos por setores do agronegócio que têm maior custo de produção com maquinário e tecnologia, como no caso de lavouras de soja e milho. Já quem emprega muito prefere pagar sobre a produção – plantações de café e laranja. Mas o relatório também permite o parcelamento de mais dívidas do Funrural. Em vez de inscreverem no Refis só os débitos com vencimento final em 30 de abril último, como definia o texto do governo, os produtores também poderão incluir suas dívidas vencidas até 30 de agosto. “Temos que acelerar a votação da MP, porque temos só o mês de novembro para aprovar no Congresso, mas temos sete MPs trancando a pauta da Câmara e ainda dois feriados pela frente”, disse Tereza Cristina. “É possível que a Receita não concorde sim com alguns pontos”, afirmou. Além de ampliar o prazo de adesão ao “Refis”, o relatório da MP 793 também permite que produtores e empresas que não conseguirem quitar suas dívidas em 176 parcelas – como prevê o texto do governo -, ainda terão 60 meses para parcelar o saldo restante de seus débitos. Porém, o que faltar terá que ser dividido em parcelas iguais, sem alíquota.
VALOR ECONÔMICO
Brasil já recuperou mercados de carne, garante Blairo Maggi
O Ministro da Agricultura participou de audiência na Câmara para falar sobre desdobramentos da Operação Carne Fraca. Ministro disse que não há mais nomeações políticas em superintendências
Em audiência na Comissão de Fiscalização da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (31), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, garantiu que “tudo que o Brasil perdeu com a operação Carne Fraca já conseguiu recuperar”. O Ministro foi convidado para falar sobre as consequências da operação para as exportações brasileiras e as providências adotadas para evitar novos problemas na fiscalização. De acordo com o ministro Blairo Maggi, dos 93 países para os quais o Brasil exporta apenas quatro mercados que têm participação menor no conjunto de importadores continuam fechados. Dos que estão comprando carne brasileira, 33 estão com o comércio regular e 56 mantém inspeção reforçada. O Ministro revelou ainda que vem sendo estudadas mudanças no sistema de fiscalização que visam acompanhar o crescimento do setor e a necessidade de modernização. Enumerou ainda modificações já feitas, como o fim de nomeações políticas nas superintendências estaduais do Mapa, o que está em vigor desde maio. Sobre os estudos na área de inspeção, todas as partes envolvidas no processo estão sendo ouvidas, afirmou. “Não vamos fazer nada sem conversar com os servidores e representantes do setor produtivo”, observou.
MAPA
Oferta equilibrada à demanda permite sustentação das cotações do boi gordo
A restrição na disponibilidade de animais terminados somada à dificuldade no escoamento de carne, que reduz a necessidade de compra de matéria-prima, deixam o mercado pouco movimentado
Das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, vinte e duas ficaram estáveis na última terça-feira (31/10). Mas vale destacar que em algumas delas, como no Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul, as cotações caíram. Há oferta, potencializada pela saída de animais de segundo giro de confinamento, e há demanda ruim, permitindo que as indústrias pressionem o mercado. Embora o feriado prolongado e o início de mês sejam fatores que, ordinariamente, causam reação no preço da carne, a conjuntura vigente é de vendas ruins. Para o curto prazo, as indústrias terão que organizar o planejamento das escalas, que terão menos dias de abates, para atender a demanda vigente.
SCOT CONSULTORIA
Mercado de reposição em compasso de espera
Continua a paradeira no mercado de bovinos para reposição
O mercado do boi gordo sem uma tendência definida para o curto prazo afasta os recriadores das compras. As pastagens ainda com baixa capacidade de suporte, em função do período seco, também diminuem os negócios. Quando há negociações, o que se observa é uma maior procura por animais de categorias mais eradas, para girarem o estoque de forma mais rápida. Diante desse cenário de pouca atratividade as cotações estão praticamente estáveis. No balanço de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, houve alta de 0,1% nos últimos sete dias. Quando estendemos a análise para o acumulado do mês, houve ligeira desvalorização, de 0,2%. Estes números são bem diferentes daqueles observados em agosto e setembro, que somados tiveram valorização de 5,5%. Lembrando que estas altas para a reposição (agosto e setembro) foram puxadas pelo mercado do boi gordo, que teve forte valorização no período. Para o curto prazo fica a expectativa de como a arroba do boi gordo irá se comportar neste último bimestre do ano. Se houver firmeza nas cotações do mercado do boi gordo, a tendência é de que os compradores saiam com mais afinco a procura por animais de reposição, fato que poderá dar sustentação às cotações.
SCOT CONSULTORIA
Começa nesta quarta nova etapa de vacinação contra aftosa
No AC, AP, AM, ES, PR, RR e SP, todos os bovinos e bubalinos devem ser vacinados; nos outros Estados, com exceção de SC, campanha atinge apenas animais com até 24 meses. Produtores devem comunicar a vacinação nos serviços veterinários oficiais de cada Estado
Começa nesta quarta-feira, 1, a segunda fase da campanha de vacinação contra a febre aftosa. O único Estado que não participará é Santa Catarina, que já é considerado livre da doença sem vacinação. A etapa se estende até o dia 30 de novembro na maior parte das áreas. De acordo com o calendário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os Estados que deverão vacinar todo o rebanho, independentemente da idade, são Acre, Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Paraná, Roraima e São Paulo. Nos demais, a segunda dose será aplicada apenas em bovinos e bubalinos de até dois anos. Na primeira etapa de vacinação deste ano, realizada a partir de maio, a cobertura vacinal atingiu 98,28% do rebanho. De 195,4 milhões de cabeças, foram vacinados 192,1 milhões. Praticamente todos os Estados do país são livres da febre aftosa com vacinação (Amazonas e Amapá, que ainda faltam, devem receber em breve o reconhecimento pelo Mapa). A meta básica do Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), com duração prevista para dez anos, é fortalecer e consolidar o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) para a retirada total da vacinação contra a febre aftosa até 2023. A dose da vacina é de 5 ml e a temperatura de conservação do produto pode variar entre 2°C a 8°C. As agulhas devem ser substituídas com frequência (a cada 10 animais) para evitar infecções. A dose é aplicada na tábua do pescoço dos bovinos e bubalinos e a Declaração de Vacinação deve ser formalizada no serviço veterinário oficial de cada Estado. O produtor que não vacinar seus animais fica sujeito a multa. O médico veterinário da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nilton Mesquita, explica que o manejo adequado e o bom acondicionamento e aplicação da vacina são indispensáveis para evitar as chamadas reações vacinais. Confira algumas dicas: Aplicação: > Conservação adequada da vacina (temperatura, local e tempo, conforme recomendação do fabricante); > Aplicação adequada para reduzir riscos de reações adversas; > Higienização de materiais e esterilização de seringas. Ambiente: > Revisar as instalações; > Manter o piso limpo e seco; > Avaliar a estrutura do curral, tronco e porteiras. Animais: > Manejo adequado e sem pressa; > Planejar o manejo com antecedência; > Separar os animais por lotes; > Utilizar tronco de contenção; > Conduzir os animais, após o procedimento, para locais com sombra, água e alimento. Para mais dicas de boas práticas na vacinação, clique aqui.
Mapa e Acrimat
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