
Ano 3 | nº 627 | 27 de outubro de 2017
NOTÍCIAS
Consumo não melhora e a cotação do boi gordo cai em São Paulo
O viés de baixa persiste, principalmente em São Paulo onde a cotação do boi gordo caiu 1,4% nos últimos sete dias
Segundo levantamento da Scot Consultoria, no estado, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$137,00, à vista, livre de Funrural na última quinta-feira (26/10). A oferta de boiadas não está grande, mas o consumo de carne vermelha também não. Diante desse cenário modorrento, o mercado está largado, sem firmeza. Aliás, o consumo de carne bovina esteve estagnado o mês inteiro. No mercado atacadista de carne bovina com osso, a cotação do boi casado de bovinos castrados caiu e está cotada em R$9,23/kg. Queda tímida na comparação com o fechamento do dia anterior (0,2%), porém, esse movimento indica a baixa procura na ponta final da cadeia.
SCOT CONSULTORIA
Pressão de baixa se intensificou no mercado do boi gordo em setembro e outubro no Rio Grande do Sul
Os preços estiveram em queda nos últimos meses no Rio Grande do Sul
No acumulado do segundo semestre (início de julho ao fim de outubro), a queda atinge 9,4%. A redução de preços se intensificou a partir de setembro e outubro, condição sazonal comum no estado, em função do aumento de oferta ligado à liberação de áreas para a agricultura.
Atualmente, na comparação com o mesmo período do ano passado, a cotação do boi gordo está 8,4% menor. O diferencial de base em relação à Araçatuba-SP está negativo em 5,0%.
SCOT CONSULTORIA
Começa implantação de Plano de Erradicação de Aftosa para retirar vacina
Guilherme Marques disse ser preciso acelerar a execução do PNEFA porque os prazos são curtos. Reunião presidida por Guilherme Marques teve a presença de representantes de Rondônia, Acre, Amazonas e Mato Grosso
O Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) iniciou, em Porto Velho, os trabalhos do Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê a retirada total da vacinação no país até 2023. Durante três dias, desde segunda-feira (23), houve reuniões em torno do plano com integrantes do setor público e produtores dos estados de Rondônia e Acre (integrantes do Bloco 1 previsto no PNEFA), além do Amazonas e Mato Grosso, que participaram como convidados. Entre representantes de governo, a maioria eram agentes de defesa agropecuária dos estados. Segundo o Diretor do DSA, Guilherme Marques, “foram superadas as expectativas de adesão dos governos e da iniciativa privada, pois todos se conscientizaram que os prazos para a execução das etapas do PNEFA são curtos”. Marques frisou que a decisão de retirada gradual da vacinação contra a aftosa já foi tomada e que “é preciso atender aos requisitos sanitários para obter o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de país livre da doença sem vacinação”. As diretrizes básicas do PNEFA preveem gestão compartilhada entre governos e iniciativa privada; aperfeiçoamento das capacidades do Serviço Veterinário Oficial (SVO); regionalização das ações; sustentação financeira; adequação e fortalecimento do sistema de vigilância; agilidade e precisão no diagnóstico; previsão de imunógeno (partícula, molécula estranha ou organismo capaz de induzir uma resposta imunológica) para emergências veterinárias; cooperação internacional e educação em saúde animal. governo de Rondônia deverá ceder servidores para os trabalhos de fiscalização previstos no plano. Mato Grosso comprometeu-se a aumentar postos de fiscalização do trânsito de animais, que poderão ser unidades móveis, como ação estratégica em função da proximidade com a Bolívia. No plano, o país foi dividido em cinco blocos, para que seja feita a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação. Integram o Bloco I, Acre e Rondônia; o Bloco II: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e; Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
MAPA
EMPRESAS
CVM abre novo processo contra os irmãos Batista e FB Participações
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu o segundo processo sancionador em que acusa os irmãos Joesley e Wesley Batista e a FB Participações, controladora da JBS, de uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e abuso de poder de controle, à luz da divulgação da delação premiada dos executivos da empresa
O novo processo é decorrente de conclusão de um dos inquéritos administrativos que investigava negociações com ações da JBS. Uma acusação comum a Joesley, Wesley e FB foi a de terem concorrido para manipulação de preços, que sustentou de forma dolosa a cotação dos papéis da JBS nos pregões dos dias 24 a 27 de abril. Joesley também é acusado de ter comandado, a partir de informação privilegiada, a venda de ações da JBS pela FB Participações entre 20 e 28 de abril e também em 16 e 17 de maio, na véspera e no dia em que foi divulgado o conteúdo da delação premiada dos executivos. Já a controladora tem duas acusações por quebra do dever de lealdade: uma por ter negociado os papéis nesses mesmos pregões também de posse de informação privilegiada e outra por essa negociação ter sido realizada em período vedado devido ao programa de recompra de ações da empresa. A CVM também acusa a FB Participações de abuso do seu poder de controle ao ter vendido ações da JBS nesses pregões, de forma a beneficiar a si própria enquanto acionista. No caso de Wesley, a CVM avalia que, de posse de informação privilegiada e ao participar da manipulação da cotação das ações, o empresário teria beneficiado a FB Participações, na qual é sócio, infringido seu dever de lealdade. Outra acusação é que ele teria comprado, entre 24 e 27 de abril e em 17 de maio, papéis da JBS em nome da empresa, da qual era CEO, também de posse de informação privilegiada. O processo se encontra na Coordenação de Controle de Processos Administrativos (CCP) e aguarda apresentação de defesa dos acusados. Caso não apresentem proposta de termo de compromisso, será levado a julgamento. As penalidades vão de advertência, inabilitação temporária dos executivos de atuarem em companhias abertas e multa máxima de R$ 500 mil por infração. A CVM também já abriu um processo sancionador que analisa se o Diretor de Relações com Investidores da empresa, o irlandês Jerry O’Callaghan, não inquiriu os administradores e controladores da JBS a respeito das informações referentes à celebração dos acordos de delação premiada junto ao Ministério Público Federal. Ainda há dois inquéritos em aberto. Um deles analisa a atuação da JBS no mercado de dólar futuro e o outro verifica a atuação da Eldorado Celulose e da Seara em negociações com contratos de derivativos cambiais em mercados de bolsa e balcão organizado regulados pela CVM, em maio de 2017. A CVM também dá andamento a sete investigações e duas fiscalizações externas.
VALOR ECONÔMICO
J&F conclui venda da Vigor para grupo mexicano Lala
A JBS informou na quinta-feira (26) que concluiu o processo de venda de sua participação de 19,43% na Vigor Alimentos para o grupo mexicano Lala
O negócio foi fechado em agostopor aproximadamente R$ 1,11 bilhão. Desse total, a JBS receberá cerca de R$ 786 milhões, excluindo dívidas. Também foi concluída a venda da participação de 72% da FB Participações (empresa de investimento dos irmãos Batista) na fabricante de laticínios, segundo a J&F, holding que concentra os negócios da família. O valor exato que a companhia receberá não foi divulgado. Ao todo, a venda das duas fatias foi estimada em R$ 5,72 bilhões na época do acordo.
G1
Minerva Foods realiza evento para investidores no Brasil e EUA
Evento dos EUA será em Nova Iorque, em 13/11, e do Brasil em São Paulo, em 28/11, onde serão apresentadas a retrospectiva deste ano e as perspectivas para 2018, os resultados operacionais e financeiros e muitos outros destaques
O Presidente da Minerva Foods, Fernando Galletti de Queiroz, e alguns dos principais executivos da empresa falarão com investidores brasileiros e estrangeiros no Minerva Day em Nova Iorque (EUA) e em São Paulo (SP), em 13 e 28 de novembro, respectivamente. Em ambos eventos, ele apresentará uma retrospectiva deste ano, em que tratará das estratégias de negócios que se mostraram assertivas para fortalecer a empresa mesmo diante dos desafios do mercado este ano, e também das projeções da organização para o próximo ano. As “Perspectivas para o setor agrícola em 2018” também será tema da palestra do convidado especial deste ano, o consultor Alexandre Mendonça de Barros, sócio da MB Agro. E, nos dois eventos, o CFO da Minerva, Edison Ticle, apresentará aos presentes os “Resultados operacionais e financeiros” e o CCO da empresa, Iain Mars, tratará dos “Novos mercados potenciais”. Um dos grandes temas da companhia este ano, a aquisição das plantas da JBS Mercosul na Argentina, Paraguai e Uruguai, terá o tema “Integração Mercosul & Mercado Argentino” tratado pelo country head Argentina, Gustavo Kahl, no evento dos EUA e, no evento, brasileiro, será abordado por ele em conjunto com o COO Uruguai e Paraguai, Patrício Silveira. Além destas palestras, o evento de São Paulo também terá a apresentação do COO Beef Brasil / Colômbia, Luis Ricardo Alves Luz, sobre o “Cenário Brasil e Oportunidades”.
PÁGINA RURAL
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