CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 618 DE 16 DE OUTUBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 618 | 16 de outubro de 2017

NOTÍCIAS

Queda no preço da carne bovina sem osso no atacado

A desvalorização de 1,3% no preço da carne bovina sem osso no atacado no acumulado dos últimos sete dias fez o preço médio, na primeira quinzena de outubro, cair 0,7% em relação ao mesmo período de setembro

Nem o feriado, que normalmente impulsiona o consumo, ajudou. Esse dado vai no sentido contrário do que era esperado para o período. O segundo semestre do ano, especialmente outubro e novembro, são meses de sazonal alta para a carne e isso é o que dá força para a arroba do boi gordo subir. Nem em 2016, quando excepcionalmente os preços caíram na segunda metade do ano, reflexo da crise econômica, outubro começou com preços menores que setembro. Pode ser que esta queda seja um comportamento pontual, que a recuperação dos preços, que vinha ocorrendo em setembro, volte a dar as caras nas próximas semanas. Mas, é bom lembrar que vem um final de mês por aí. Um contraponto importante é a recuperação das margens da indústria. Os atuais 24,9% é o maior patamar deste indicador desde agosto, quando os frigoríficos viram suas margens despencarem ao menor nível de 2017, depois de chegar a mais de 40,0% no início de julho. Mais do que o preço da carne, ficar de olho nas margens é um bom indicativo se o mercado terá ou não fôlego para subir com força nos próximos meses. Se o caixa apertar ou então, não dilatar, isso será um limitador natural para os preços da arroba no mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Boi/Cepea: escalas alongadas limitam altas da arroba

Parte dos operadores recuou de novos fechamentos por conta do feriado

Com escalas um pouco mais alongadas em função do feriado do dia 12 de outubro, parte dos operadores recuou de novos fechamentos, limitando valorizações da arroba no mercado de boi gordo nos últimos dias. Entre 4 e 11 de outubro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo permaneceu praticamente estável (-0,1%), fechando a R$ 142,20 na quarta-feira, 11. No mercado atacadista da carne com osso, a carcaça casada do boi se desvalorizou 0,52% no mesmo período, para R$ 9,65/kg no dia 11.

CEPEA/ESALQ

Poucas ofertas de compra e venda no mercado do boi gordo

Mercado parado na última sexta-feira (13/10). Poucos negócios, algumas indústrias estavam fora das compras, enquanto outras tiraram o dia após o feriado, nitidamente ruim para os negócios, para testar o mercado com preços menores

Em São Paulo, por exemplo, houve compradores que pagavam até R$145,00/@, à vista, para descontar o Funrural, e abriram o mercado ofertando R$140,00/@, nas mesmas condições. Não houve negócios nestes patamares. Ainda assim, o “aspecto geral” do mercado é aquele visto desde o final de agosto. O consumo não tem força para impulsionar as compras de matéria-prima e a oferta, por não ser abundante, não permite que um viés de baixa seja instaurado. O resultado é um mercado andando de lado, na maior parte do país.

SCOT CONSULTORIA

Preço da arroba pode sofrer pressão a partir do fim deste mês

A evolução nos preços do mercado do boi parou nas últimas semanas, mostrando um cenário com cotações estáveis. Como destaca Lygia Pimentel, consultora da Agrifatto, o momento é de transição. As exportações têm sido “uma boa válvula para alocar a carne”, após um período

Neste momento, as exportações estão 30% em relação à primeira semana de outubro de 2016. Entretanto, a liberação de animais do segundo giro deve ocorrer com força no final de outubro. As altas do mercado, portanto, podem ter sido interrompidas por conta de um pequeno início de melhora de oferta. Pimentel destaca que esse movimento é “normal e sazonal”. Depois de outubro, as exportações também começam a cair e o mercado pode encontrar dificuldade de fazer novas máximas. As escalas, de maneira lenta, vão sendo preenchidas para um prazo maior de duração. O cenário de preços não é melhor do que no ano passado, mas tendo em comparação o fato de que os custos de produção tiveram queda, o cenário fica equilibrado para os produtores. Ela destaca que, para o pecuarista, garantir lugar nas escalas é positivo, já que não se sabe até que ponto as escalas serão preenchidas a ponto de não ser mais possível alocar animais. Neste momento, os preços do boi gordo giram em torno de R$ 140/@ a R$ 142/@ a vista em São Paulo, com lotes especiais recebendo até R$ 145/@.

Notícias Agrícolas

Comitê de Rotulagem de Alimentos do Codex se reúne no Paraguai

O Codex Alimentarius se reunirá durante esta semana, entre os dias 16 a 20, em Assunção, no Paraguai, com o Comitê de Rotulagem de Alimentos (órgão subsidiário) para tratar de rotulagem de alimentos. São esperados representantes de 187 países membros

O Presidente do Codex Alimentarius, o brasileiro Guilherme Costa, disse em nota que o Comitê de Rotulagem lida com algo muito prático, que é a informação direta ao consumidor e, também, com a autoridade sanitária dos países que participam do comércio internacional. “Essa informação deve ser clara, objetiva e compreensível para o consumidor e trazer a verdade científica do produto”, observou. De acordo com Costa, o Canadá normalmente hospeda as reuniões desse comitê, mas uma das estratégias da nova direção do Codex Alimentarius é a maior inserção de países em desenvolvimento no organismo. “Também é objetivo nosso torná-lo mais conhecido, difundindo a sua importância e fazer com que alcance do tomador de decisões até o consumidor”, afirmou. O Codex Alimentarius é reconhecido pela Organização Mundial do Comércio como referência internacional para a solução de disputas sobre segurança alimentar e proteção do consumidor. A organização, criada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Combate à Fome (FAO) elabora padrões que são reconhecidos internacionalmente, códigos de conduta, orientações e outras recomendações relativas a alimentos, produção de alimentos e segurança alimentar.

Mapa

Baixa movimentação no mercado de reposição em Minas Gerais

Fatores como a falta de chuvas no estado, que prejudicou a capacidade de suporte das pastagens, somados à recente desvalorização e instabilidade da arroba, prejudicaram a comercialização no mercado de reposição

Entretanto, apesar da demanda vigente enfraquecida, a oferta moderada, principalmente de categorias mais eradas, e a resistência por parte dos vendedores impedem que os preços das categorias de reposição caiam. Diante desse cenário, nas últimas semanas a relação de troca não teve grandes alterações. Mas, se compararmos com o começo do ano, o deságio da arroba foi superior ao de todas as categorias de reposição. Em vista disso, desde janeiro deste ano o pecuarista perdeu poder de compra. A relação de troca com todas as categorias piorou, mas a mais expressiva aconteceu com o bezerro desmamado (6@). Em janeiro de 2016, com o preço de venda de um boi gordo de 16,5@ em Minas Gerais, compravam-se 2,3 animais de desmama e atualmente são 2,2, queda da 2,4% no poder de compra do recriador.

SCOT CONSULTORIA

São Paulo reduz para 4,5% a alíquota do ICMS da carne

Desde o fim do ano passado, um decreto estabeleceu em 11% o ICMS das carnes nas vendas ao consumidor final no Estado de São Paulo

O governo do Estado de São Paulo alterou a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na saída do produto para 4,5%, atendendo parte dos pleitos do setor ligado à Associação Paulista dos Supermercados (APAS). De acordo com a entidade, a redução para o setor da carga tributária aplicada sobre a carne chegou após diversas reuniões com o governo do Estado, e com a Secretaria da Fazenda. A entidade informou que vinha negociando com o governo desde o fim do ano passado, quando um decreto estabeleceu em 11% o ICMS das carnes nas vendas ao consumidor final no Estado de São Paulo. A APAS pontua que ainda há necessidade de mais avanços que favoreçam a retomada da economia e, consequentemente, beneficiem o consumidor final, já que toda a tributação se dá apenas no processo de venda final, e não nos demais elos da cadeia de abastecimento da carne, como produtores e frigoríficos. “Entendemos a necessidade de arrecadação do Estado, mas não somos a favor da alta de impostos. Há alternativas, como o corte de despesas, que podem aliviar os cofres públicos. Não vamos desistir de potencializar nossos esforços em defesa do setor e dos consumidores, nossa razão de existir”, ressaltou Pedro Celso Gonçalves, presidente da APAS.

APAS

Secretário nega que modelo misto de auditoria fiscal seja terceirização

O representante da área de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Rangel, participou do programa Direto ao Ponto deste domingo, dia 15

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) tem promovido nos últimos dias uma série de manifestações em frente ao Ministério da Agricultura com o intuito de mostrar a importância da figura do auditor fiscal para o agronegócio e rebater a ideia de “terceirização” que, de acordo com a categoria, a Secretaria de Defesa Agropecuária deve aprovar.  O representante da pasta, Luís Eduardo Rangel, rebateu as críticas e disse em entrevista ao programa Direto ao Ponto deste domingo, dia 15, que é impossível terceirizar o trabalho dos auditores e o que vai acontecer é a legitimação de medidas que vem sendo tomadas ao longo do tempo para propor um modelo misto de gestão, no qual já participam o setor público e privado.  De acordo com Rangel, esta é uma maneira de atualizar o trabalho de fiscalização sanitária de modo que se acompanhe o crescimento agropecuário brasileiro. “Nós não nos reinventamos. Precisamos olhar novamente para o nosso processo de trabalho e identificar o que é papel do estado, nos concentrar nisso e implementar, de maneira legítima, o chamado modelo misto de defesa agropecuária”, reitera.  Segundo ele, nos seis mil estabelecimentos que compõe o Sistema de Inspeção Federal (SIF), há cerca de 600 auditores fiscais federais comandando uma equipe de 12 mil funcionários privados pertencentes aos frigoríficos. A maior preocupação recai nos frigoríficos de abate, em torno de 600. Embora Rangel afirme que os funcionários privados não façam o trabalho dos fiscais, reconhece também que o quadro está deficiente e há um acúmulo de atividades. Pela legislação, deveria haver um auditor para cada turno de abate em cada frigorífico. Ou seja, se há três turnos, o ideal era um contingente de 1.800 servidores. Deste modo, um fiscal acaba tendo de cuidar de mais de uma empresa, sobretudo quando estão localizadas em cidades próximas. Nestes locais, o auditor é o responsável por todo o processo de análise. Os funcionários tanto da empresa quanto os técnicos públicos acompanham na linha de abate as diversas verificações feitas no gado: inspeção do rebanho vivo, para saber se há algum fenômeno ou distúrbio neurológico e então autorizam o abate. Após, outros profissionais cuidam das vísceras e da carcaça para saber se há alguma patologia. O auditor é o chefe de todo este processo e somente ele pode dar o aval se a carne continua seu processamento.  Neste sentido, Rangel afirma não ser possível colocar nas costas do auditor toda a carga do trabalho. “A responsabilidade é de quem produz, mas o estado está ali para supervisionar toda a cadeia e, dependendo da situação, ele é um pouco mais incisivo, como é o caso das carnes, para garantir no final das contas que a sociedade possa consumir aquele produto”, afirmou.  Deste modo, para sanar as deficiências do setor, injetar mais dinheiro, otimizar o trabalho e dar mais dinamicidade à defesa agropecuária brasileira, a ideia do governo é elevar a secretaria ao patamar de um órgão, vinculado ao Ministério. No entanto, os passos serão dados em longo prazo e a expectativa é de que o novo modelo esteja em pleno funcionamento em até dez anos. 

CANAL RURAL

EMPRESAS

Fitch afirma ratings da Marfrig; IPO da Keystone deve reduzir alavancagem em 2018

A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou os ratings de longo prazo em moedas local e estrangeira da Marfrig Global Foods em ‘BB-‘, refletindo benefícios da forte diversificação geográfica e de produtos da companhia numa indústria do mercado de proteína animal volátil

O rating da companhia em escala nacional também foi afirmado em ‘A(bra)’. A perspectiva para todos os ratings é estável. “A diversificação geográfica e de produtos ajuda a reduzir os riscos relacionados a doenças, restrições de comércio e flutuação de moeda”, disse a Fitch em relatório divulgado na quinta-feira (12). A agência de classificação de risco considera que o ambiente favorável à oferta de gado no Brasil, grande escala de operações nas indústrias de carnes bovina e avícola e o relacionamento duradouro com outros elos da cadeia são vantagens competitivas da Marfrig. Por outro lado, os ratings da companhia são também influenciados pela volatilidade de geração de fluxo de caixa no negócio de commodities de carne bovina. A Fitch espera que a alavancagem líquida da Marfrig medida por dívida líquida sobre o Ebitda continue alta, em cerca de 4,3 vezes ao final de 2017, ante 3,9 vezes ao final de 2016. A redução da alavancagem da companhia está desacelerada em razão dos investimentos realizados para reabrir três plantas de abate no Brasil neste ano, mas poderá melhorar em 1 a 1,5 vez em 2018 caso a esperada oferta pública inicial de ações (IPO) de sua subsidiária norte-americana Keystone ocorra e os recursos levantados sejam utilizados para pagamento de dívida. 

CARNETEC

INTERNACIONAL

Pecuaristas argentinos esperam exportação de 400 mil toneladas de carne por ano do Mercosul para UE

400 mil toneladas de carne por ano do Mercosul para UE
A Sociedade Rural Argentina (SRA) disse nesta sexta-feira que espera que o Mercosul exporte 400 mil toneladas de carne bovina por ano para a União Europeia, depois de considerar baixa uma oferta inicial da UE nas negociações de ambos os blocos para o livre comércio. Os quatro membros plenos do Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e a UE estão entrando em fase decisiva de prolongadas negociações em que buscam alcançar um acordo inicial até o final deste ano. O Presidente da SRA disse à Reuters que a oferta de uma cota de 70 mil toneladas por ano com tarifas baixas para o envio de carne do Mercosul para a UE é “absurdamente insuficiente”. “Nós (Mercosul) queremos 5 por cento do mercado europeu de carne, que é de 8 milhões de toneladas. Ou seja, esperamos 390 mil, 400 mil toneladas”, disse Luis Etchevehere, titular de uma das principais associações agropecuárias da Argentina. Na semana passada, os principais negociadores da Argentina e do Brasil com Bruxelas também disseram que, depois de negociações com membros do bloco europeu, a oferta para as importações de carne do Mercosul foi decepcionante. 

REUTERS

EUA exportaram 5% mais carne bovina em agosto

As exportações de carne bovina dos EUA em agosto totalizaram 112.069 toneladas, um aumento de 5% em relação ao ano anterior e o maior volume mensal de 2017

O valor de exportação foi o segundo maior registrado, em US $ 679,1 milhões – um aumento de 20% em relação ao ano anterior e ficando atrás apenas do valor recorde (US $ 688,8 milhões) alcançado em outubro de 2014. De janeiro a agosto, as exportações de carne bovina aumentaram em 10% em volume (823.433 mt) e 16% em valor (US $ 4,65 bilhões) em relação aos oito primeiros meses de 2016. As exportações representaram 12,5% da produção total de carne bovina nos EUA em agosto e 10,4% apenas para cortes musculares, em comparação com 13,7% e 10,3%, respectivamente, no ano passado. De janeiro a agosto, as exportações de carne bovina representaram 12,8% da produção total (menos que os 13,2% ano no anterior) e 10,1% (estável com relação ao ano passado) para cortes musculares. O valor de exportação por cabeça foi de US $ 290,05 em agosto, um aumento de 13% em relação ao ano anterior. Até agosto, o valor de exportação por cabeça subiu 9% para US $ 275,81.

Federação de Exportações de Carne dos EUA

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