
Ano 3 | nº 610 | 02 de outubro de 2017
NOTÍCIAS
Margem do varejo em recuperação
No varejo, na última semana, o mercado ficou estável em São Paulo e em Minas Gerais, queda de 0,5% no Rio de Janeiro e alta no Paraná, de 1,2%
Assim como aconteceu no atacado, desde julho os preços subiram, mas a alta é bem mais “regulada”, 0,3% desde então. A margem dos varejistas está em 67,5%, em recuperação semana a semana desde o final de agosto, quando saiu de 70,7% para menos de 65,0%.
SCOT CONSULTORIA
Pouco boi e consumo melhor ditam rumo do mercado
A oferta não melhorou, e a demanda por carne patina. Isso tem conferido ao mercado certa “indefinição de rota”, não há um único viés em todo o país, de baixa ou de alta
Na última sexta–feira (29/9), apesar de ser um dia de poucos negócios, a cotação do boi gordo subiu em cinco praças e caiu em duas, das trinta e duas pesquisadas pela Scot Consultoria. Nas praças pecuárias em que as referências subiram, a oferta de boiadas está reduzida e a virada do mês, época em que sazonalmente o consumo melhora, explicam as valorizações. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de bovinos castrados está cotado em R$9,34/kg, estabilidade frente ao levantamento de ontem.
SCOT CONSULTORIA
Prazo de adesão ao Funrural é adiado para 30 de novembro
Governo Federal adia prazo de adesão à Medida
O Governo Federal adiou o prazo de adesão à Medida Provisória 793/2017 do Fundo de Regularização Tributária Rural (Funrural) para 30 de novembro deste ano. A alteração foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta sexta-feira passada, dia 29 de setembro, por meio de nova Medida Provisória (803/2017). Para o Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Nilson Leitão (PSDB/MT), a prorrogação garante segurança jurídica ao produtor rural.
Agrolink
Maggi chefia missão do Mapa à Rússia e Alemanha
O Ministro Blairo Maggi chefia missão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) à Rússia e Alemanha, na próxima semana, para participar de negociações bilaterais e de ações promocionais internacionais do agronegócio brasileiro
Na terça-feira (3) à tarde, Maggi tem reunião com o Ministro da Agricultura russo, Alexander Tkatchev, em Moscou, para tratar de temas de interesse dos dois países na agropecuária. A Rússia é o sétimo parceiro comercial do Brasil no agronegócio. A agenda de Maggi prevê para quarta-feira (4) a participação na abertura oficial da Feira Agroindustrial Outono Dourado 2017 e no Fórum de Agronegócios. Os dois eventos também ocorrerão na capital russa. Na quinta (5), o Ministro brasileiro volta a se encontrar com o ministro Tkatchev e fará visitas técnicas. Maggi visita à Alemanha no sábado (7). Pela manhã, o Ministro participa da abertura oficial da feira de Anuga, em Colônia. Logo em seguida, ele conhecerá os estandes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), além do Pavilhão Brasileiro de Bebidas. Às 17h, o Ministro participará do lançamento do pré-projeto “Garantia da Qualidade e Ampliação dos Mercados para a Carne Bovina Brasileira”, no Escritório da FGV Europe, também em Colônia. Além de Maggi, participam da delegação o Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Ribeiro e Silva, o Diretor do Departamento de Promoção Internacional, Evaldo da Silva Júnior, e o analista de comércio exterior Adilson Oliveira Farias.
MAPA
MS abateu 160,1 mil bovinos de janeiro a agosto
Julho e agosto concentram as negociações quando o Mato Grosso do Sul destinou, de janeiro a agosto deste ano, 160.120 mil animais para serem abatidos em outros estados
Os dados são do último boletim da pecuária elaborado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul). De acordo com ele, desse total, 46,5% das operações ocorreram somente entre os meses de julho e agosto, em decorrência do decreto do governo estadual que reduziu de 12% para 7% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) do boi em pé. Somente nos dois últimos meses, foram comercializadas 74.477 mil cabeças. Os números são ainda maiores quando levado em consideração balanço parcial deste mês. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), de julho até a primeira quinzena de setembro, foram comercializados 86,986 mil animais para outros estados. O número corresponde a um aumento de 364,6% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando as comercializações fecharam em 18,719 mil bovinos, somando a esse total todo o volume do mês de setembro. Somente na primeira quinzena deste mês, foram destinadas para outros estados 12,509 mil cabeças. O volume corresponde a um aumento de 813,8% em comparação com todo o mês de setembro de 2016, por exemplo, quando o estado havia exportado 1,537 mil animais. “Essa medida trouxe uma maior competitividade para os animais produzidos em MS e liquidez para os produtores”, avaliou a Famasul.
Apesar da demanda firme preço do sebo segue estável
A demanda pela gordura animal segue aquecida, o que pressiona o mercado. Entretanto, a oferta tem sido suficiente e colabora com o cenário de estabilidade
Apesar da retomada de preços do produto neste segundo semestre (do início de julho até o momento, houve alta de 13,2% no Brasil Central), a desvalorização observada no primeiro semestre deste ano mantém a cotação abaixo da verificada no mesmo período do ano anterior (queda de 10,4%). Tanto no Brasil Central, quanto no Rio Grande do Sul o sebo está cotado, em média, em R$2,15/kg, livre de imposto. Para os próximos dias fica a expectativa quanto aos preços do óleo de soja, que, se firmarem, podem colaborar com a retomada de preço do sebo.
SCOT CONSULTORIA
Mato Grosso do Sul mantém 4º lugar em rebanho bovino no País
Os dados são da Pecuária Municipal 2016 publicados pelo IBGE
Mato Grosso do Sul obteve o 4º lugar do ranking nacional do número de bovinos, com 21,8 milhões de animais, perdendo apenas para Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. Os dados são da Pecuária Municipal 2016 publicados, recentemente, pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Segundo as informações oficiais em relação a 2015, quando foram registradas 21,3 cabeças de gado, houve um salto de 2% no patamar produtivo, enquanto que a média nacional o acréscimo foi de 1,4%, comparando o mesmo período. Assim como o último levantamento de 2015, no ano passado dois municípios de MS se destacaram entre os três maiores produtores: Corumbá, com 1,82 milhão de animais, e Ribas do Rio Pardo, onde foram registradas 1,15 milhão de cabeças, 2º e 3º lugares respectivamente. No topo deste ranking está São Félix do Xingu, no estado do Pará, com um rebanho líder de 2,2 milhões de bovinos. Dentre os fatores que podem contribuir para esse crescimento está a busca pelo aumento da produtividade em Mato Grosso do Sul. “Ainda que 2016 tenha sido um ano com redução no número de abates em relação ao ano anterior, por questões de mercado e até mesmo climáticas, tivemos o aumento da produtividade o que mantém o potencial econômico do estado”, frisa a analista de Economia do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Eliamar Oliveira.
Pastagens degradas e baixa demanda dão o tom do mercado
O atual cenário é de calmaria no mercado de reposição
A seca, que atinge todo o país, segue como fator limitante para as negociações, afastando os invernistas e recriadores das compras. Quando ocorrem negócios, a preferência segue por categorias mais eradas, para serem terminadas em sistemas intensivos. Também vale destacar que, mesmo diante de demanda enfraquecida, vendedores resistem em entregar seus animais a preços menores, o que colabora ainda mais para o cenário de mercado parado. Para o curto prazo o cenário “morno” deve se manter até a chegada do período das águas, quando ocorre a recuperação da qualidade das pastagens e isso estimula as negociações.
SCOT CONSULTORIA
INTERNACIONAL
UE oferece cota pequena para carne e etanol
A União Europeia (UE) decidiu oferecer ao Mercosul acesso para carne bovina inferior ao que já propôs no passado e volume também modesto para etanol, em meio a uma clara divisão entre países europeus, desidratando o pacote final para o acordo entre os dois blocos, apurou o Valor
Em reunião informal com técnicos dos Estados-membros, a Comissão Europeia avisou que vai oferecer cota de 70 mil toneladas por ano para a entrada de carne bovina do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai no mercado comunitário, provavelmente livre de tarifa. São 35 mil toneladas para carne congelada e outros 35 mil para carne fresca. A oferta europeia foi de 100 mil toneladas em 2004, quando a negociação foi suspensa. No ano passado, Bruxelas acenou com cota de 78 mil toneladas, que acabou não colocando na mesa diante da reação hostil da França, Irlanda e outros produtores protecionistas. Produtores de vários países europeus, contrários ao acordo, reclamam que países do Mercosul já têm acesso exagerado no mercado europeu, com 74% de toda a carne bovina importada, somando 246 mil toneladas por ano, em média. Para o etanol, outro produto sensível para os europeus, a cota oferecida é de 600 mil toneladas para o Mercosul, sendo 400 mil para uso industrial e 200 mil para combustível. É idêntico ao proposto em 2004. Hoje, haverá a reunião mais política e formal da Comissão Europeia com os Estados-membros, para a oferta em seguida ser enviada ao Mercosul. Ninguém espera que as cifras para carne bovina e etanol mudem. Em todo caso, países favoráveis ao acordo com o Mercosul se articulavam para se contrapor ao grupo de 11 protecionistas, liderado pela França e Irlanda, que enviou carta à UE pedindo o adiamento da oferta agrícola. O embaixador do Brasil para a UE, Everton Vieira Vargas, liderou intensa movimentação diplomática nas últimas semanas, junto a representantes dos Estados-membros e outras personagens influentes na negociação. A mensagem do Mercosul é de que o acordo precisa ser “ambicioso e equilibrado”. E que a UE não pode, na hora da barganha final, oferecer na agricultura – de maior interesse ofensivo do Mercosul – algo que o bloco não possa vender internamente. Apesar de forte resistência de países protecionistas na agricultura, Vargas nota que a Comissão Europeia, braço executivo da UE, tem os instrumentos para concluir a negociação. Um acordo com o Mercosul será o mais importante para a UE, depois daquele com o Japão. A corrente de comércio entre UE e Mercosul foi de € 84 bilhões em 2016, e da UE com o Japão, de € 124 bilhões.
VALOR ECONÔMICO
Maiores informações:
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
Powered by Editora Ecocidade LTDA
041 3088 8124
https://www.facebook.com/abrafrigo/
