
Ano 3 | nº 595 | 11 de setembro de 2017
NOTÍCIAS
Oferta restrita e escalas de abate curtas ainda são uma realidade no mercado do boi gordo
O volume de negócios foi muito pequeno na última sexta-feira pós-feriado (8/9)
Alguns frigoríficos, inclusive, estavam fora das compras e se dedicaram a analisar o mercado para a definição do posicionamento comercial. De qualquer forma, o mercado está sustentado e novos reajustes nas referências ocorreram. Na média, oferta restrita e escalas de abate curtas ainda são uma realidade, por mais que algumas empresas tenham tido um avanço na programação nos últimos dias. No mercado atacadista de carne bovina com osso em São Paulo, preços estáveis. A carcaça de bovinos castrados ficou cotada em R$9,78/kg.
SCOT CONSULTORIA
Boi/Cepea: Valorização do boi gordo, anima pecuaristas para 2º giro de confinamento
As recentes altas nos preços do boi gordo têm animado pecuaristas
As recentes altas nos preços do boi gordo têm animado pecuaristas para o segundo giro de confinamento, a ponto de buscarem boi magro no estado do Pará para engorda em São Paulo, conforme colaboradores do Cepea. Até meados de julho, terminadores estavam desanimados, o que reduziu o número de animais confinados no primeiro giro para patamares bem abaixo do esperado. No mercado de boi gordo, a oferta ainda restrita de animais e o recuo vendedor dificultam a compra de novos lotes por parte de frigoríficos, mesmo quando o preço ofertado é maior. Assim, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa registrou aumento de 1,1% entre 30 de agosto e 6 de setembro, fechando a R$ 144,82 na quarta-feira, 6 – valor à vista e livre de Funrural.
Mapa incentiva debate sobre boas práticas de transporte marítimo de bovinos
Embora seja um dos maiores exportadores de gado vivo do mundo, Brasil ainda tem poucas informações sobre certificação de navios
O transporte marítimo de animais vivos do Brasil para o exterior tem quatro grandes desafios: a implantação de um relatório de bordo, com o registro de todas as ocorrências durante as viagens; o estabelecimento de critérios de construção dos embarcadouros – respeitando itens como a inclinação correta das rampas de embarque, piso antiderrapante e laterais dos bretes fechadas –; a retirada do mercado brasileiro dos navios sucateados; e o treinamento de todas as pessoas envolvidas. A avaliação é da auditora fiscal federal agropecuária Mirela Eidt, da Coordenação de Boas Práticas e Bem-Estar Animal do Mapa. Esses foram alguns dos assuntos abordados durante a segunda reunião técnica sobre boas práticas no transporte marítimo de animais vivos, promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no final de agosto, em Belém. Participaram do encontro representantes de todos os segmentos – público e privado – envolvidos com a atividade. Em novembro está prevista capacitação para servidores, administradores e operadores portuários do Pará. Segundo Mirela Eidt, o Brasil é um dos maiores exportadores de gado vivo do mundo, mas há pouca informação sobre a estrutura e a certificação das embarcações, ocorrências sanitárias e de manejo registradas durante as viagens e treinamento adequado da mão de obra. O país tem o maior rebanho bovino comercial do mundo, com cerca de 217 milhões de cabeças. Na avaliação da veterinária, a certificação dos navios é um dos principais problemas, porque parte da frota é muito antiga e foi adaptada de outras finalidades (graneleiros, por exemplo). Outra dificuldade é o registro do que ocorre a bordo durante as viagens. Hoje, os animais viajam em baias que são ocupadas de acordo com o seu tamanho e peso. Em média, uma viagem em águas internacionais dura 21 dias, mas pode se estender por até 30 dias. A duração depende do destino, da potência do motor do navio e das condições do mar. Antes de serem embarcados, os animais ficam nos Estabelecimentos de Pré-Embarque (EPE) por um tempo mínimo de 24 horas, conforme o protocolo sanitário existente com o país importador. Nas EPEs deve haver estruturas que facilitem a coleta de provas laboratoriais. Nelas, os animais são avaliados, tratados e vacinados, como exigido pelo serviço veterinário oficial. No Brasil, cinco portos embarcam animais vivos: Barcarena (PA), Rio Grande (RS); São Sebastião (SP); Imbituba (SC) e Itaqui (MA). No acumulado de 2017 até julho, o Brasil exportou US$ 115,4 milhões. No ano passado, o montante foi de US$ 206,3 milhões, representando 229.807 animais.
MAPA
Preços em trajetória de recuperação no mercado de animais para reposição
Mercado firme para a reposição
A recuperação de preços é realidade em todos os estados pesquisados pela Scot Consultoria. Na média das categorias de machos anelorados, a alta semanal foi de 0,8%. No último mês, a alta foi de 4,6%. As valorizações foram especialmente verificadas para as categorias jovens. Ainda na variação mensal, o bezerro teve incremento de 5,2%, o garrote 4,8% e o boi magro 3,1%. A retomada de certo nível de otimismo para a arroba de bovinos terminados se estende à reposição, melhorando o volume de negociações de troca e promovendo reajustes para todas as categorias. De qualquer forma, o poder de compra vigente para o recriador pode ser considerado bom. Como a oferta ainda deve se manter regulada, fica a expectativa quanto ao aquecimento da economia no último trimestre, que ajudará a definir os rumos da arroba e da reposição, em curto prazo.
SCOT CONSULTORIA
Preços da carne bovina no varejo não acompanham comportamento do atacado
Embora os preços no atacado indiquem que os varejistas têm buscado o abastecimento dos estoques se preparando para a demanda de começo de mês
Embora os preços no atacado indiquem que os varejistas têm buscado o abastecimento dos estoques se preparando para a demanda de começo de mês, que associada ao feriado tende a intensificar as vendas de carne, aparentemente, isso ainda não se efetivou na ponta final.
Em São Paulo, os preços da carne bovina tiveram leve queda na semana, de 0,4%, em média. No mais, valorizações pequenas foram observadas no Paraná, de 0,9%, de 0,2% no Rio de Janeiro e estabilidade em Minas Gerais. Esse recuo nos preços em São Paulo fez a margem dos varejistas diminuir quase seis pontos percentuais em uma semana, e está em 68,9%.
Acrimat vai avaliar viabilidade
Os estudos foram encomendados pela Acrimat para a elaboração de um plano de negócios para o funcionamento de frigoríficos constituídos, essencialmente, por produtores
A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) realizou na sexta-feira a primeira reunião com a Fundação Dom Cabral (FDC) para dar início aos estudos de viabilidade da implantação de indústrias frigoríficas geridas por pecuaristas. O levantamento foi solicitado a partir da demanda dos associados para conhecer o segmento industrial da cadeia da carne, desde custos, receitas, mercado e gestão administrativa do negócio. Os estudos foram encomendados pela Acrimat para a elaboração de um plano de negócios para o funcionamento de frigoríficos constituídos, essencialmente, por produtores. A Fundação Dom Cabral, a partir desta demanda, vai avaliar onde e em quais condições a reabertura de plantas frigoríficas seria viável. Em princípio, o estudo será realizado em dez microrregiões produtoras que possuem plantas industriais inativas. Neste primeiro encontro, o pesquisador da Fundação Dom Cabral Carlos Emílio Bartilotte identificou as expectativas da entidade com relação aos estudos e solicitou informações para dar início à pesquisa. De acordo com o presidente da Acrimat, Marco Túlio Duarte Soares, a entidade não vai ser responsável pelo negócio, mas vai apresentar a seus associados interessados as condições para que o mesmo dê certo.“Não se trata de um negócio da Acrimat. Queremos mostrar para os produtores uma opção para a cadeia que seja mais justa e transparente para os produtores, se assim ficar demonstrado na pesquisa”, explica Marco Túlio. O produtor, médico veterinário Luiz Carlos Meister foi convidado pela Acrimat para participar da reunião e contribuir com a pesquisa. Para ele, existe a possibilidade de mostrar aos produtores, e às próprias indústrias, alternativas para que o mercado possa ser mais justo. “É uma oportunidade para a pecuária de corte evoluir no sentido de adquirir conhecimento sobre a atividade como um todo. A partir dos estudos poderemos ter uma visão correta e adequada e, se possível, avaliar a possibilidade de operar o negócio”. O Diretor-Executivo da Acrimat, Luciano Vacari, explica que a alternativa foi identificada em decorrência da concentração da indústria no Estado. Atualmente, cinco empresas são responsáveis por 80% do abate. Há cerca de dez anos, a proporção era de 75% do mercado de boi compartilhado entre dez indústrias. O pesquisador Carlos Emílio Bartilotte afirma que os principais pontos a serem abordados serão custo de operação, receita, oportunidades de mercado, estrutura de capital, modelo administrativo, código de ética, tudo dentro de uma projeção para cinco anos de negócios. “Por serem muitas variáveis, não há como saber se é ou não viável e qual será o modelo estabelecido, se societário, cooperativista ou associativista Por isso vamos fazer o estudo e apresentar aos produtores. A implantação disso será outra etapa do processo”, explica o professor Carlos Bartilotte.
Presidente do Senado não promulga fim do Funrural antes do dia 12/09
Assessoria negou que a postergação da assinatura do senador Eunício de Oliveira seja para dar tempo para o governo tentar alguma manobra
O prazo para o governo recorrer contra a aprovação do Congresso que extingue o Funrural acabou nesta terça, dia 5, mas a promulgação do PRS 13/2017, que oficializa o fim da contribuição cobrada na comercialização do agronegócio, não saiu. O gabinete da presidência do Senado informou que o Presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) saiu para o feriadão sem assinar a resolução e que somente deverá fazê-lo depois da reunião de líderes dos partidos, na terça-feira, dia 12. A assessoria de comunicação do presidente do Congresso negou que não assinando na quarta-feira o documento se estaria dando tempo para alguma nova tentativa do governo em reverter a decisão. Os porta-vozes do senador informaram também que não há nenhuma possibilidade de que ele promulgue a PRS sem ouvir as lideranças “porque pode haver algum requerimento de urgência ou a decisão de submeter ao plenário”. Nem tampouco antecipar o encontro com os líderes para a segunda-feira. Ou seja, o que Eunício Oliveira disse aos jornalistas, segundo seus assessores, continua mantendo, mesmo sob pena de o governo tentar alguma manobra como acionar a Advocacia Geral da União (AGU), alegando a inconstitucionalidade da decisão que decidiu eliminar o Funrural do bolso dos produtores rurais e agroindústrias.
SENADO
EMPRESAS
STF autoriza prisão temporária de Joesley Batista e Ricardo Saud
O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, autorizou a prisão temporária do empresário Joesley Batista e do executivo da J&F Ricardo Saud no domingo (10), por cinco dias, suspendendo parcialmente a imunidade concedida aos executivos como parte dos acordos de colaboração premiada fechados com procuradores, confirmou a assessoria de imprensa do STF
Ambos se apresentaram voluntariamente à Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, na tarde de domingo, segundo nota enviada pela defesa dos empresários. A autorização para prisão dos executivos atende ao pedido do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, com base em indícios de omissão de crimes por parte dos executivos em suas colaborações premiadas ao Ministério Público Federal em abril. Em uma gravação entregue em 31 de agosto pela J&F, empresa controladora da JBS, Joesley Batista e o diretor da J&F Ricardo Saud mencionam supostos ilícitos envolvendo a participação do então procurador da República Marcelo Miller, que estaria auxiliando os executivos a negociar o acordo de colaboração premiada com o Ministério Público. A prisão temporária é necessária para evitar que possa haver interferência dos executivos “no ato de colheita de elementos probatórios voltados ao esclarecimento de qualquer dos crimes”, segundo a decisão do ministro Fachin. De acordo com Fachin “são múltiplos os indícios, por eles mesmos confessados, de que integram organização voltada à prática sistemática de delitos contra a administração pública e lavagem de dinheiro”. “A prisão temporária, quanto a eles, como requerida pelo MPF, é medida que se impõe”, acrescentou o Ministro do STF. Os empresários afirmam que “não mentiram nem omitiram informações no processo que levou ao acordo de colaboração premiada e que estão cumprindo o acordo”. “Em todos os processos de colaboração, os colaboradores entregam os anexos e as provas à Procuradoria e depois são chamados a depor. Nesse caso, Joesley Batista e Ricardo Saud ainda não foram ouvidos”, informou a defesa dos executivos em nota. Na segunda-feira (04) da semana passada, Janot anunciou a revisão dos acordos dos executivos para apurar potenciais irregularidades. A Procuradoria-Geral da República havia informado na semana passada que provas produzidas com base nos depoimentos dos executivos durante a colaboração premiada não seriam afetadas pelo eventual cancelamento dos acordos de colaboração premiada.
CARNETEC
INTERNACIONAL
Carne bovina americana aumenta presença nos mercados asiáticos
O rebanho bovino dos EUA aumentou em quase 7 milhões de cabeças desde 2014, atualmente estimado em 102,6 milhões de cabeças
A reconstrução levou a um aumento da produção de carne bovina e, consequentemente, ao aumento das exportações, em particular para os principais mercados asiáticos. Os principais mercados de exportação de carne dos EUA são Japão, Coreia e o México, com a demanda por produtos de carne resfriada crescendo nesses mercados. No geral, as exportações de carne bovina dos EUA foram de US$ 5,6 bilhões FOB em 2016-17. As exportações dos EUA para todos os principais mercados aumentaram com relação ao ano anterior em 2016-17, com o maior crescimento do Japão (aumento de 31%, para 230.360 toneladas) e Coreia (+38%, para 175.972 toneladas). Os EUA são o segundo maior fornecedor de carne bovina para o Japão depois da Austrália, ocupando 41% da participação total do mercado em 2016-17, ante 36% do ano anterior. A participação no mercado da Coreia aumentou de 39% em 2015-16, para 46% em 2016-17. Os EUA recuperaram o acesso à exportação de carne bovina para a China após uma ausência de 14 anos. No entanto, os regulamentos de importação limitarão a quantidade de carne que os EUA podem fornecer à China no curto prazo.
Meat and Livestock Australia (MLA)
48% da carne bovina consumida no Chile vem do Paraguai, que espera chegar a 60% ao final do ano
A carne do Paraguai, ao final do primeiro semestre de 2017, terá 48% do mercado chileno
Como destacou Juan Carlos Pettengill, Presidente da Câmara Paraguaia da Carne. O objetivo é chegar a 60% de participação até o final do ano. Atualmente, o Chile importa 150.000 toneladas de carne bovina, contando com um abastecimento local de outras 50.000, o que significa um consumo de 20kg anuais per capita. Pettengill relatou que, durante o ano de 2016, essa porcentagem já havia sido alcançada e que o objetivo deste ano é igualar esse total.
Segundo o Presidente, os meses de julho, agosto e dezembro são os que apresentam maior demanda.
La Nación Paraguay
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