CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 565 DE 27 DE JULHO DE 2017

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Ano 3 | nº 56527 de julho de 2017

 NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo com poucas alterações de preços

A pressão de baixa observada nas últimas semanas, já não tem mais a mesma intensidade e apenas algumas quedas pontuais foram observadas

Das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, ocorreram quedas em seis e alta em uma para o mercado do boi gordo. De maneira geral, o que se observa é uma menor oferta de animais terminados, o que colabora para limitar os pagamentos menores. Por outro lado, a demanda lenta por carne bovina e as escalas de abate ainda confortáveis, limitam os pagamentos maiores. Em São Paulo, a referência para o macho terminado ficou em R$124,00, à vista, livre de Funrural (26/7). Foram observadas tentativas de compra até R$3,00/@ abaixo da referência, mas nesses patamares os negócios travam. No estado, as escalas de abate giram em torno de seis dias. Em curto prazo, a expectativa é que o mercado siga andando de lado, com diminuição gradativa da oferta de animais terminados.

SCOT CONSULTORIA

Mapa deve decidir na próxima semana sobre mudança na vacina contra aftosa

Em reunião com o ministro Maggi e representantes do setor, secretário Rangel diz que assunto está sendo avaliado. Sistema de inspeção federal foi discutido também na reunião

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deverá tomar uma decisão, na próxima semana, sobre as mudanças na vacina contra a aftosa. A previsão foi feita nesta quarta-feira (26) pelo secretário de Defesa Agropecuária, Luis Eduardo Rangel, durante reunião do Ministro Blairo Maggi com representantes do setor de proteína animal e os presidentes da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), deputado Nilson Leitão, e da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), João Martins. Documento com sugestões sobre mudanças na vacina e no sistema de inspeção federal foi entregue ao Ministro Maggi, durante a reunião. Em três páginas, o presidente da FPA também aponta preocupações do setor com as consequências da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, desencadeada em março passado, nas exportações brasileiras de carne bovina. Uma das mudanças propostas trata da forma de aplicação da vacina, optando pela via subcutânea para reduzir o risco de lesões. Outra recomendação é a retirada da saponina, componente que pode estar causando reações. As entidades pedem ainda limitação da faixa etária da vacinação para animais de até 30 meses e fim da obrigatoriedade da vacina para animais que serão abatidos em até 180 dias. Entre as decisões programadas para a próxima semana se inclui a possibilidade de retirar a saponina, um dos componentes da vacina contra aftosa. “Nossa equipe já avaliou e a nossa intenção é fazer com que essa chave seja virada já no próximo ciclo de vacinação”, disse. O Secretário de Defesa Agropecuária afirmou ainda que estão sendo tomados todos os cuidados antes de adotar uma posição. Segundo ele, é preciso saber, por exemplo, se há no mercado vacina sem saponina e ainda se há doses em quantidade suficiente. A Frente Parlamentar Agropecuária também apresentou sugestões sobre o sistema de inspeção. Em relação a esse assunto, o ministro adiantou que estão sendo adotadas medidas para investigar desvios de conduta profissional e implementado programa de compliance (integridade) no Mapa, que compreende um código de ética para os fiscais. “Não temos que jogar fora nosso sistema. Ele é bom e é auditado pelo mundo. Queremos é aperfeiçoá-lo. Queremos é dar transparência ao processo para que o mundo nos olhe e diga que o Brasil é, de fato, um país com autonomia e que respeita regras internacionais”, afirmou Maggi durante a reunião. O Ministro disse que a Carne Fraca deu oportunidade para implementar mudanças, não só internamente, mas junto com o setor e com os sindicatos dos trabalhadores. Na terça-feira (25), Maggi se reuniu com representantes do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Anffa Sindical), da Associação dos Servidores da Agricultura (Ansa) e da Associação Nacional dos Técnicos de Fiscalização Federal Agropecuária (Anteffa) com esse objetivo. “Não estamos parados. A intenção é de que todos sejam ouvidos”, assinalou Maggi, lembrando que o Ministério do Planejamento autorizou contratar emergencialmente de 300 veterinários e a realização de um concurso público para 300 vagas de fiscal agropecuário. Além dos presidentes da CNA e da FPA, participaram dirigentes da ABRAFRIGO (Associação Brasileira de Frigoríficos), da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso), da OCB (Organização das Cooperativas do Brasil), e do SINDAN (Sindicato Nacional da Industria de Produtos para Saúde Animal).

MAPA

Indústria de produtos para saúde animal anuncia mudanças na vacina contra aftosa

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), entidade que reúne os fabricantes de vacina contra febre aftosa no Brasil, definiram que serão feitas alterações na composição da vacina contra aftosa

O anúncio ocorreu durante a 6ª Reunião Extraordinária da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), realizada em Brasília, em julho, e após a recente suspensão dos EUA à carne bovina in natura brasileira em razão de abscessos provocados por reação de animais à vacina contra aftosa. Segundo Emilio Salani, Vice-Presidente executivo do Sindan, a indústria iniciou o processo de retirada do adjuvante saponina da composição da vacina. Seguindo o cronograma de produção e validação do Mapa, esta vacina estará disponível na campanha oficial de vacinação de novembro de 2018. “O desenvolvimento de uma nova formulação implica investimentos pesados por parte da indústria para adequação aos parâmetros de controle, porém, mantendo a mesma eficiência e pureza da formulação atual”, disse em nota Salani. Em março, o Mapa e a indústria já haviam definido, para agosto de 2017, o início da fabricação de vacina contra aftosa bivalente (vírus O 1 e A24), com a retirada do vírus C, já erradicado do Brasil. Além disso, com a sinalização de sucesso nos testes oficiais de potência, a indústria passará a produzir vacina com 2 ml, a partir de maio de 2018, em substituição à atual, de 5 ml. “A indústria de saúde animal dá mais um exemplo do seu compromisso com o sucesso do controle sanitário do rebanho bovino brasileiro, reformulando a vacina e mantendo a mesma eficácia. Trata-se da vacina mais indicada para a etapa final do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa”, ressaltou o dirigente.

CARNETEC

Alta no volume de carne bovina in natura exportada pelo Brasil

Até a terceira semana de julho o Brasil exportou 75,9 mil toneladas de carne bovina in natura, com faturamento total de US$320,00 milhões, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

A média diária exportada foi de 5,1 mil toneladas, alta de 29,2% em relação à média embarcada no mesmo período do ano passado e alta de 6,0% em relação à média de junho último. Caso o ritmo das exportações continue, o Brasil deverá exportar 106,2 mil toneladas de carne bovina in natura, alta de 29,2% em relação a julho de 2016. Seria o segundo mês consecutivo de alta nas exportações.

SCOT CONSULTORIA

Cientistas brasileiros desenvolvem rebanho musculoso com 10% a mais de carne

Numa fazenda de Araçatuba, em São Paulo, vive o primeiro rebanho de uma variedade brasileira de nelore nascida com a promessa de aumentar a produtividade e reduzir os custos ambientais da pecuária de corte. Parte do doutorado do veterinário Rodrigo Alonso, o estudo é resultado de 12 anos pesquisas.

Uniu seus conhecimentos sobre nelore com o que se sabia a partir dos testes genéticos do pesquisador Amílcar Tanuri, professor da UFRJ e co-orientador do doutorado de Alonso no Departamento de Reprodução Animal da USP. Alonso explica que a supermusculosa variedade, batizada de Nelore Myo, é mais produtiva porque tem mais carne – e carne mais macia. “O que o consumidor chama de músculo é o corte de menor qualidade, das partes mais duras do animal, mas isso não é o correto. Para o produtor, músculo é toda a carne. No caso da Nelore Myo, ela também é muito mais macia porque há menor deposição de colágeno. Há ainda aumento das carnes nobres do traseiro”. Um nelore em ponto de abate pesa cerca de 500 quilos. Desse total, em torno de 265 quilos são carne e osso, as partes efetivamente pagas pelos frigoríficos. No Nelore Myo, chega-se a 300 quilos de carne e osso. “Passamos de 53% a 55% para 60%, em termos de aproveitamento. No primeiro abate técnico, houve um ganho de três arrobas. Pela cotação atual do boi gordo, isso dá um ganho extra de R$ 365 por animal. O Nelore Myo parece mais pesado, mas ele tem mais massa magra, muscular. Por isso, tem mais carne com o mesmo peso”. Os pesquisadores destacam que a maior produção por animal significa ganho ambiental.  “Você reduz a necessidade de mais pastagens. A pecuária brasileira é muito improdutiva. O que propomos é aumentar a produção sem aumentar pastagens”, salienta Tanuri. Os dois pesquisadores deram ao nelore as características e o porte do gado de corte europeu, que é mais produtivo, mas incapaz de se adaptar ao clima tropical da maior parte do Brasil. O nelore, originário da Índia, está mais do que em casa por aqui, representando cerca de 80% das 200 milhões de cabeças de gado de corte locais. Resistente e bem adaptado, ele ganhou porte atlético graças a uma mutação que normalmente não apresenta, no gene da miostatina, associado ao desenvolvimento muscular. Essa modificação pode ocorrer naturalmente em todos os vertebrados, de seres humanos a peixes. Ela confere uma aparência extremamente musculosa e já foi identificada em crianças que nascem muito fortes. Com a mutação, a miostatina não inibe o crescimento de músculos e confere a seus portadores a chamada dupla musculatura. Vacas de raças europeias, em especial a belgian blue, foram selecionadas por terem essa mutação e serem muito musculosas.

“A belgian blue, assim como outras semelhantes, não se adapta ao clima do Brasil. Se fôssemos fazer somente a seleção tradicional por cruzamentos pouco específicos, levaríamos cerca de 30 anos para chegar ao resultado que obtivemos em 12”, explica Alonso. A primeira etapa foi cruzar o nelore com a belgian blue, por inseminação artificial. Com testes genéticos, selecionaram os filhotes que tinham a mutação e estes foram usados para a reprodução. A partir daí, somente embriões de nelore com mutações foram escolhidos. “Após cinco gerações, obtivemos animais que são quase 100% nelore, mas têm a mutação. Eles já nascem mais musculosos”, diz Alonso. Hoje o rebanho de Nelore Myo tem cerca de 500 animais de diferentes idades e graus de pureza nelore, todos com a mutação. “Cinquenta bezerros já são da quinta geração, 100% nelore e com a mutação. Há também 20 mil doses de sêmen para distribuir para produtores interessados no projeto”.

O Globo

Mercado do boi tem expectativa de reação para os preços da arroba a partir de agosto, com redução na oferta de animais

Sem boi a pasto e com oferta limitada de animais confinados no primeiro giro as cotações já apontam para 4 reais de alta para arroba em agosto e 9 reais para outubro

O analista de mercado Caio Toledo Godoy, da FCStone, destaca que a distância entre o mercado físico e o mercado futuro aumentou nos últimos dias. Godoy, que vem alertando para o fator em várias entrevistas ao Notícias Agrícolas, aponta que as expectativas para o mercado físico vêm, em grande parte, do lado da oferta. O boi de primeiro giro deve ser difícil de ser encontrado, já que quando o milho começou a cair, a arroba caiu – o que não aconteceu com o animal de segundo giro. O cenário em agosto pode ser de demanda retraída no mercado interno, uma demanda externa um pouco melhor, mas nada que consiga impactar o mercado interno e uma oferta menor, coisas que poderiam levar a uma provável alta da arroba. O mercado futuro na BM&F já trabalha com uma alta de R$4 até o fim de agosto por conta da expectativa que existe dentro desse mercado. Por ser um futuro próximo, a distância dos preços chama a atenção. No estado de São Paulo, os negócios giram em torno de R$122/@ a R$128/@, com uma média de R$124/@. Os frigoríficos já começam a ter uma dificuldade para alongar as suas escalas. Mas, como os produtos estão passando por uma deflação no Brasil, a chance dos frigoríficos ficarem com um estoque caro na mão é maior. Assim, as compras são feitas de acordo com a necessidade. Godoy aconselha os pecuaristas a aproveitarem as altas do mercado futuro por meio da compra de posições. Essa operação pode ser feita com diversas corretoras ao redor do país que podem auxiliar os produtores a realizarem esse serviço. Para ele, a pecuária está passando por uma revolução que os grãos já passaram, que é a de conhecer o mercado financeiro.

Notícias Agrícolas

Votação para tirar da lei a alíquota de 2,3% de cobrança do Funrural sobre receita bruta pode acontecer em 2 de agosto no Senado

Medida recomendada pelo STF e que já deveria ter sido tomada pelo Senado desde 2014 é alternativa mais rápida para suspender cobrança de passivo do Funrural

Nas discussões a respeito do Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural), há grupos que defendem o recolhimento do passivo, enquanto outros, como a Andaterra, buscam soluções para que este passado não seja cobrado dos produtores. Sérgio Pitt, presidente da Andaterra, lembra que os produtores deixaram de fazer o recolhimento a partir de duas decisões do próprio Supremo Tribunal Federal (STF), que determinaram que o imposto não deveria ser recolhido. Tendo em vista que havia uma segurança jurídica por parte do STF, uma cobrança do passivo não seria condizente. Pitt aponta também que o acórdão sobre a questão ainda não foi publicado e que também estaria passível de revisão. No judiciário, ainda questiona-se se um julgamento unânime poderia ser substituído por outro julgamento. Nenhum desses itens, entretanto, possui prazo para ser discutido. No próximo dia 02 de agosto, no âmbito da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal, haverá uma votação a respeito de um projeto de lei que prevê a exclusão no passivo com base em uma recomendação do próprio STF quando este julgou a inconstitucionalidade do tributo anteriormente. O projeto propõe a exclusão dos artigos que datam da cobrança do Funrural. Para aprovar este projeto, serão precisos 14 de 27 votos, se considerado o quórum completo.

Notícias Agrícolas

EMPRESAS

Marfrig estuda reabertura de planta no RS

Acordo entre a empresa e sindicato determina que frigorífico em Alegrete seja reaberto até outubro. No momento, não há confirmação de reativação da unidade

A Marfrig informou nesta quarta-feira, 26, que estão sendo analisadas as condições de mercado e realizadas reuniões entre executivos da companhia, associações e autoridades do Estado para a possível reabertura da unidade de Alegrete, RS. “A companhia reitera que se trata de uma análise e, neste momento, não há confirmação sobre a reabertura da unidade”, afirmou em nota. Acordo coletivo firmado entre a empresa e o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação do município, na Justiça do Trabalho, determina que o frigorífico deve ser reaberto até 31 de outubro, com a permanência da empresa no município por pelo menos um ano. No fim de 2016, a empresa encerrou a atividade do frigorífico que tinha, na época, capacidade para abater 700 cabeças de bovinos por dia, e demitiu 648 trabalhadores.

De acordo com a Justiça do Trabalho, o descumprimento das condições estabelecidas pela juíza para efetivação do acordo acarretará em multa de R$ 15 milhões à empresa.

ESTADÃO CONTEÚDO

Mais 145 vagas abertas pela JBS, desta vez em Goiás

A JBS abriu 145 vagas de empregos em Goiás: 65 em Goiânia, 50 em Senador Canedo e 30 em Mozarlândia, como parte dos investimentos na ampliação de produção que possibilitará o aumento da capacidade de desossa de bovinos em 40%, informou a empresa na quarta-feira (26).

A companhia já havia anunciado em julho a abertura de 523 vagas de emprego em Mato Grosso do Sul, como parte do plano de ampliação da produção. A JBS também já contratou 85 pessoas em Senador Canedo e 150 em Mozarlândia, entre maio e julho deste ano, além das vagas anunciadas na quarta-feira. As vagas em Goiás são para as áreas operacionais e é desejável ter exercido a atividade anteriormente. Interessados sem experiência prévia podem participar do processo seletivo já que a JBS oferecerá capacitação técnica para a prática da função. A JBS informou que os interessados devem entrar em contato com a planta de interesse para checar a documentação necessária e agendar a entrevista.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Uruguai: Setor de carnes faturou 15% a mais e chegou a US$ 991 milhões

O setor de carnes do Uruguai faturou US $ 991 milhões entre o início do ano e sexta-feira, 21 de julho, o que representa um aumento de 15% em valor com relação ao mesmo período de 2016, confirmou o Instituto Nacional de Carnes (INAC)

A carne bovina representou 83% do total, enquanto a carne ovina ficou com apenas 3% do setor. “Além de termos aumentado a produção de carne, principalmente bovina, um dos efeitos importantes para aumentar as exportações foi a reduzida presença de produtos da Austrália, principalmente na China, bem como os problemas sanitários”. A receita obtida com carne bovina foi de US $ 828 milhões, a com carne ovina foi de  US $ 29 milhões, enquanto os miúdos, que representaram 6% do total, ficaram com US$ 55 milhões. Nesse sentido, Stanham explicou que a carne bovina vendeu 450.000 toneladas, 14% a mais que no mesmo período de 2016.

El País Digital

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