CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 534 DE 13 DE JUNHO DE 2017

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Ano 3 | nº 53413 de junho de 2017

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo quer apoio do BNDES para pequenas e médias empresas

Em resposta à crise deflagrada pela delação premiada dos controladores da JBS, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) quer o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para desenvolver os frigoríficos de pequeno e médio porte e contornar a alta concentração no segmento

Em nota divulgada hoje, a Abrafrigo informou que pediu formalmente uma reunião ao BNDES para tratar desse tema. A intenção da entidade é mudar a “configuração da estrutura produtiva da pecuária de corte no setor industrial, ainda altamente concentrada em grandes empresas em alguns Estados brasileiros”. A avaliação da Abrafrigo é que a estrutura da indústria brasileira de carne bovina pode mudar seu perfil ao longo dos próximos anos, e os frigoríficos pequenos e médio poderão ter um “papel preponderante”. “Certamente o vácuo que já começa a se abrir em função dos fatos políticos recentes, demandará das nossas empresas iniciativas para as quais serão necessários recursos de terceiros, especialmente de longo prazo, a fim de que possamos crescer e diversificar os nossos negócios”, apontou a Abrafrigo, em nota. Maior frigorífico de carne bovina do país, a JBS reduziu as escalas de abate após a delação premiada, e pecuaristas estão mais receosos em vender para a empresa. Com isso, o ritmo de produção de carne bovina caiu, de acordo com analistas. Nesse cenário, cresceram as preocupações com a concentração de mercado da JBS em Estados como o Mato Grosso, onde os pecuaristas poderiam ficar com escassas opções de venda diante do momento vivido pela JBS. Também por isso, os pecuaristas querem que o governo de Mato Grosso reduza a alíquota de ICMS para vender boi vivo a outros Estados.

VALOR ECONÔMICO

Abrafrigo quer apoio do BNDES para desconcentrar setor de frigoríficos

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) encaminhou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um pedido de reunião para discutir medidas de estímulo à desconcentração do setor de frigoríficos no Brasil

Conforme a associação divulgou nesta segunda-feira, 12, em nota, a atual estrutura mudará seu perfil nos próximos anos, “tendo os pequenos e médios frigoríficos papel preponderante neste novo mapa estrutural que se prevê”. A Abrafrigo destaca, ainda, o crescimento potencial tanto do mercado interno quanto externo, que beneficiaria os frigoríficos brasileiros. “Antevemos um futuro com significativo potencial de consumo, o qual vai demandar elevados investimentos em capital fixo para aquisições, ampliações e construção de novas plantas frigoríficas. Certamente o vácuo que já começa a se abrir em função dos fatos políticos recentes demandará das nossas empresas iniciativas para as quais serão necessários recursos de terceiros, especialmente de longo prazo, a fim de que possamos crescer e diversificar os nossos negócios”, argumentou a entidade.

Estadão Conteúdo/ISTO É/PORTAL DBO

Abrafrigo pede ao BNDES atendimento a pequenos e médios frigoríficos

Entidade acredita em mudança na estrutura da cadeia da pecuária de corte, hoje concentrada em grandes empresas de apenas alguns estados

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) encaminhou a direção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um pedido de reunião para tratar da mudança de configuração da estrutura da cadeia produtiva da pecuária de corte no setor industrial, ainda altamente concentrada em grandes empresas em alguns estados brasileiros. Segundo a solicitação, esta estrutura “mudará seu perfil nos próximos anos, tendo os pequenos e médios frigoríficos papel preponderante nesse novo mapa estrutural que se prevê”. Segundo a entidade, o crescimento dos mercados interno e externo se afigura extremamente promissor para os frigoríficos brasileiros. “Antevemos um futuro com significativo potencial de consumo, o qual vai demandar elevados investimentos em capital fixo para aquisições, ampliações e construção de novas plantas frigoríficas. Certamente o vácuo que já começa a se abrir em função dos fatos políticos recentes, demandará das nossas empresas iniciativas para as quais serão necessários recursos de terceiros, especialmente de longo prazo, a fim de que possamos crescer e diversificar os nossos negócios”, argumenta. A Abrafrigo pretende apresentar uma pauta de sugestões que leve em conta comum “os objetivos estratégicos do governo e as demandas do nosso setor”.

CANAL RURAL/AGÊNCIA SAFRAS/AGROLINK/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Abrafrigo pede ao BNDES atendimento a pequenos e médios frigoríficos

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) anunciou na segunda-feira (12), por meio de nota à imprensa, que encaminhou à direção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pedido de reunião para tratar da mudança de configuração da estrutura da cadeia produtiva da pecuária de corte no setor industrial

De acordo com a entidade, essa estrutura ainda é altamente concentrada em grandes empresas em alguns estados brasileiros, e “mudará seu perfil nos próximos anos, tendo os pequenos e médios frigoríficos papel preponderante neste novo mapa estrutural que se prevê”. Para a Abrafrigo, o crescimento dos mercados interno e externo é extremamente promissor para os frigoríficos brasileiros. “Antevemos um futuro com significativo potencial de consumo, o qual vai demandar elevados investimentos em capital fixo para aquisições, ampliações e construção de novas plantas frigoríficas”. E continua: “o vácuo que já começa a se abrir em função dos fatos políticos recentes demandará das nossas empresas iniciativas para as quais serão necessários recursos de terceiros, especialmente de longo prazo, a fim de que possamos crescer e diversificar os nossos negócios”.  A Abrafrigo pretende apresentar uma pauta de sugestões que leve em conta tanto os objetivos estratégicos do governo quanto as demandas do setor, disse ao finalizar a nota.

CARNETEC

NOTÍCIAS

Pressão de baixa se mantém para o boi gordo

O cenário de mercado pressionado continua para o boi gordo na maior parte das regiões. A oferta de boiadas mantém a situação de testes de preços menores pelos compradores

Em São Paulo, diversos frigoríficos começaram a semana fora das compras. As programações de abate atendem em torno de quatro dias, mas com alguns casos pontuais de escalas maiores. Houve recuo na referência para o boi gordo no estado na última segunda-feira (12/6). A referência ficou em R$128,50/@, à vista, livre de Funrural. No mercado atacadista de carne bovina, as cotações estão estáveis, com destaque para a margem da indústria, que aumenta a cada recuo para o boi gordo. Com a semana mais curta devido ao feriado na próxima quinta-feira, com diminuição da negociação de boiadas, é possível que os testes de baixa tenham alguma redução nos próximos dias, ao menos nos frigoríficos com programações menores.

SCOT CONSULTORIA

Demanda fraca esfria o mercado de reposição

Diante do cenário de queda no mercado do boi gordo, o mercado de reposição segue travado

Além das incertezas em relação ao boi gordo, o incremento cada vez maior na oferta de bezerros ajuda a pressionar as cotações dos animais de reposição. Na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas, as referências recuaram 0,5% na semana. O bezerro desmamado (6@) teve a maior queda, 0,7%. Desde o início do ano, esta categoria já desvalorizou 6,3%. Com a entrada do período da seca e consequente retração na capacidade de suporte dos pastos, a oferta de animais tende a aumentar e, com isso, manter as cotações com pressão de baixa. A situação do preço do boi gordo recuando mais do que a reposição tem reduzido o poder de compra do invernista. Diante disso é importante para o pecuarista ter cautela na tomada de decisões e ficar atento às oportunidades que possam aparecer.

SCOT CONSULTORIA

MS: Polícia apreende 2,5 toneladas de carne impróprias para consumo em açougues

Cerca de 2,5 toneladas de carne impróprias para consumo foram apreendidas durante operação em açougues e casas de carne em três cidades de Mato Grosso do Sul

Ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), em conjunto com a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e Vigilâncias Sanitária municipal e estadual nos municípios de Antônio João, Caracol e Nioaque. Fiscalização teve objetivo de prevenir e reprimir a comercialização de produtos de origem animal, oriundos de abates clandestinos ou em desacordo com a legislação sanitária. Nestas condições, foram apreendidos e destruídos cerca de duas toneladas e meia de carne, sem registro de inspeção ou de origem incerta, que não estavam em condições para consumo.

CORREIO DO ESTADO

Preço do sebo bovino caiu 19,1% no Brasil Central, frente a 2016

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central o sebo bovino está cotado em R$1,90/kg, uma queda de 19,1% na comparação anual

No Rio Grande do Sul o produto está cotado em R$2,05/kg. Houve desvalorização de 21,2% desde o início do ano. A maior competitividade do óleo de soja na produção do biodiesel frente ao sebo explica o comportamento de queda nos preços em 2017. Para o curto prazo, a tendência é de que, com a oferta e a demanda ajustadas, os preços andem de lado no mercado brasileiro.

SCOT CONSULTORIA

EMPRESAS

Minerva reabre frigorífico em MT para ganhar terreno em meio à crise da JBS

Após anunciar compra de negócios da JBS na América do Sul, frigorífico vai reativar unidade que estava parada havia dois anos

As delações dos irmãos Batista – Wesley e Joesley – donos da JBS/Friboi, controlada pela holding J&F, estão levando os principais concorrentes do grupo no Brasil a considerar a reabertura de unidades no Centro-Oeste, sobretudo em Mato Grosso, onde se concentra o maior abate de gado no País. O Estado apurou que o Minerva, terceiro maior frigorífico do Brasil, vai reativar a unidade de Mirassol D’ Oeste, no MT, que estava parada desde 2015. O Marfrig, segundo fontes, também estuda reaberturas. Hoje, executivos do Minerva – que na semana passada anunciou a compra dos negócios da América do Sul da JBS – vão se reunir com autoridades do Estado de Mato Grosso para informar os planos de reativação. A unidade vai precisar de alguns reparos e contratações, mas deverá voltar a operar nas próximas semanas. Dona também de unidades de abate no Estado, a Marfrig, vai avaliar em julho, se abrirá a operação de Nova Xavantina, que fazia parte de uma massa falida e está fechada. JBS, Marfrig e Minerva participaram nos últimos anos de um movimento de concentração do setor. O JBS e o Marfrig tiveram apoio do BNDES para fazer aquisições dentro e fora do Brasil. O Minerva ficou de fora desse boom, mas também fez em aquisições no País e passou a olhar ativos na América do Sul.

Estadão.

Moody’s rebaixa ratings da JBS para refletir riscos envolvendo casos de corrupção

A agência de classificação de riscos Moody’s Investors Service rebaixou ratings da JBS S.A. na última sexta-feira (9), em meio aos desdobramentos das investigações sobre corrupção envolvendo controladores da companhia

Os ratings da JBS S.A. foram rebaixados de “B3” para “B2” e continuam sob revisão para possível novo rebaixamento. “O rebaixamento dos ratings reflete a continuidade de riscos relacionados a potenciais casos de litígio no futuro, a governança da companhia e os danos à reputação, e se, ou em que medida, estes riscos poderiam prejudicar as operações da companhia, acesso ao mercado e liquidez”, disse a Moody’s em nota. “A ação (de rebaixamento) também incorpora possíveis investigações criminais adicionais que envolvam a JBS S.A. direta ou indiretamente”, informou a Moody’s. A Moody’s continuará o seu processo de revisão dos ratings da JBS focando na “possibilidade de que processos pendentes, inquéritos ou possíveis casos de litígio futuros possam reverter em responsabilidades e penalidades adicionais significativas para a empresa”. O rebaixamento ocorreu após a Polícia Federal deflagrar também na sexta-feira uma nova operação envolvendo a JBS, a Operação Tendão de Aquiles, sobre a possibilidade de uso de informação privilegiada em negociações com dólar e ações da companhia no mercado financeiro. A controladora da JBS, J&F, já assinou acordo de leniência com procuradores brasileiros na semana passada, que definiu multa de R$ 10,3 bilhões para a companhia. O jornal O Estado de S. Paulo informou no sábado que o procurador responsável pela Operação Bullish, que investiga fraudes e irregularidades em financiamentos concedidos pelo BNDES à J&F, não aderiu ao acordo. A assessoria de imprensa do Ministério Público Federal (MPF) confirmou à CarneTec na segunda-feira (12) que o procurador responsável por essa operação não assinou o acordo e preferiu continuar com a investigação em curso. Ele ainda pode aderir ao acordo no futuro, se assim decidir, segundo o MPF. Aderiram ao acordo de leniência fechado no início deste mês os procuradores responsáveis pelas operações Cui Bono, Sépsis, Carne Fraca e Greenfield, segundo o MPF. O acordo de leniência não exclui a possibilidade de que órgãos públicos e outras instituições que se sintam lesadas pelos atos de corrupção envolvendo o grupo de empresas da J&F exijam pagamento de multas ou ressarcimento de eventuais litígios por meio de ações na Justiça.

J&F e JBS não comentaram sobre possibilidades de eventuais multas futuras.

CARNETEC

Minerva reabre bônus e capta US$ 350 milhões

A empresa de alimentos Minerva levantou ontem US$ 350 milhões no mercado internacional de dívida com a reabertura de uma emissão realizada em setembro do ano passado com vencimento em 2026.

Essa foi a primeira captação externa desde a piora do cenário político, em meados de maio, por conta da delação dos controladores da JBS. Na última semana, a companhia fechou a compra de nove frigoríficos na Argentina, Paraguai e Uruguai que eram da JBS, que viu na venda dos ativos uma saída para reforçar o caixa diante dos desembolsos que o grupo terá pela frente no âmbito do acordo de leniência. Do lado da Minerva, como a transação foi bem recebida pelo mercado, a companhia viu uma oportunidade de reabrir o bônus e levantar os recursos necessários para financiar a aquisição. Foi preciso, no entanto, pagar um pouco mais caro, se considerado o custo no lançamento da emissão no ano passado. Em setembro de 2016, a companhia levantou US$ 1 bilhão com um retorno ao investidor (“yield”) de 6,625%. Na reabertura, ontem, a operação saiu com uma taxa de 6,75%. A demanda menor também mostra a piora do cenário ­ enquanto no ano passado o volume de ordens de compra dos títulos foi de US$ 4 bilhões, ontem, ficou em cerca de US$ 600 milhões, ou duas vezes o livro de ofertas. Apesar do prêmio maior de risco, a operação vem como uma notícia boa para mostrar que existe apetite do investidor para empresas com governança corporativa robusta e perspectiva de crescimento operacional, segundo Alexei Remizov, chefe de mercado de capitais para América Latina do HSBC. A instituição coordenou a oferta ao lado do Bank of America Merrill Lynch (BofA), BB Investimentos, BTG Pactual, Itaú BBA e XP Investimentos. De acordo com outro interlocutor que participou da operação e preferiu não ser mencionado, apesar do cenário mais complicado, os investidores estão dispostos a colocar dinheiro mesmo em companhias com alavancagem alta e de setores complexos. “O mercado está devagar, mas aberto. Os investidores sabem diferenciar histórias ruins das boas”, diz. Segundo outra fonte, é natural que os investidores cobrem algum prêmio para entrarem na reabertura do bônus. Embora positiva, a visão dos banqueiros é que a operação deve ser mais um caso específico do que o início de uma onda de novas ofertas. O investidor estrangeiro continua aguardando os próximos capítulos da novela política e indícios de que as reformas irão avançar e a economia continuará na tendência de retomada. A Fitch Ratings atribuiu a nota “BB­” à operação e espera agora um processo de desalavancagem mais lento da Minerva. Segundo a agência de classificação de risco, o índice dívida líquida sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficará entre 4 vezes e 4,3 vezes, acima do nível de 3,5 vezes do ano passado. Por outro lado, a compra dos negócios da JBS na Argentina, Paraguai e Uruguai contribuirá para o aumento das receitas. “A proposta de aquisição deverá aumentar em 52% a capacidade de abate da empresa, para 26.380 cabeças de gado por dia, elevar suas receitas em 30% e gerar Ebitda adicional de US$ 55 milhões anualmente”, diz a Fitch.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Possível proibição de abates na Índia pode beneficiar Uruguai

O setor de carnes do Uruguai passa por um momento bastante interessante

Ao mesmo tempo em que o Japão está quase abrindo seu mercado, a cota 481 parece estabilizada e o Egito pode se somar às compras de carne e gado em pé do país, os dois maiores fornecedores de carne do mundo em volume – Brasil e Índia – atravessam problemas tão fortes quanto imprevistos. As tensões religiosas vêm aumentando na Ásia e, em particular, nos países onde o islã está presente, mas não era possível prever que isso derivaria em um impacto sobre o mercado de carne. E, no entanto, pode-se ver uma das notícias mais fortes do ano e, talvez, a menos previsível para o mercado internacional de carnes. Na Índia, o negócio de carne está dominado pelos muçulmanos, que são 15% da população e cuja relação com a maioria hinduísta é cada vez mais complicada. Nesse marco, pode-se entender a ofensiva anti-carne bovina do governo nacionalista que pode deixar fora do mercado nada menos o principal exportador mundial de carne. O certo é que o Presidente da Índia considera que abater gado para produzir carne não é adequado ao espírito e convicções religiosas da Índia e decidiu avançar na proibição aos abates com esse destino. A base legal está no artigo 48 da Constituição da Índia que estabelece que “o Estado tratará de organizar a agricultura e a pecuária em linhas modernas e científicas e, em particular, adotará medidas para preservar e melhorar as raças e proibir o sacrifício de vacas e bezerros e outros gados bovinos e de leite”. Embora a Índia não seja um concorrente nos mercados que o Uruguai abastece, por seu volume, uma eventual interrupção das exportações deixaria um espaço tão importante que o impacto seria sentido. A Índia representa 20% das exportações mundiais de carne através da venda de carne de búfalo, que ficaria incluída na proibição que o governo promove. O processo judicia, no entanto, não está definido, mas alguns analistas veem a proibição como um desenlace possível. “Tudo parece indicar que proibirão a venda de qualquer tipo de gado para abate”, disse o analista da consultora Mecardo – Expert Market Analysis, da Austrália, Matt Dalgleish. A Índia alterna com o Brasil a liderança na exportação de carne a nível mundial. No caso do país asiático, as exportações são de carne de búfalo e seus mercados são principalmente os países muçulmanos. A proibição envolve bovinos, búfalos e camelídeos. Somente podem ser comprados por agricultores para tarefas agrícolas, ou seja, para arar ou puxar carroças. O abate de gado bovino ou búfalos vem causando tensões cada vez maiores há muito tempo na Índia. Alguns estados já proibiram, outros se opõem firmemente a uma proibição nacional. Dos 28 estados do país, 18 proíbem o abate de gado, três requerem uma permissão prévia e sete têm o abate “legalizado”. Se a Índia der andamento a essas restrições, o principal beneficiário seria o Brasil, já que é o país que mais compete com a Índia nesse mercado de preços baixos que formam os países muçulmanos. Porém, isso poderia levar a uma menor disponibilidade de carne do Brasil em mercados como a China, ou à abertura de oportunidades para a carne uruguaia nos mercados que até agora o país tinha presença escassa, como Vietnã e Indonésia. A saída da Índia teria um impacto tal que também se espera que incida sobre o mercado mundial de couros, que a Índia abastece 13%, aproximadamente. A proibição, no entanto, não está vigente e alguns estados em que o consumo de carne é hábito já anunciaram que se oporão. É o caso de Kerala, onde o consumo é parte importante da dieta. Ainda que o governo da Índia tenha dito que a medida de proibir a venda de gado para abate seja para “prevenir o comércio descontrolado de animais”, considera-se que somente inclui bovinos. Apesar de ser parte do discurso nacionalista do partido no governo – Bharatiya Janata Party -, alguns estados vêm aumentando as penas sobre o abate de gado. No estado de Gujarat, desde março passado, abater gado pode terminar em prisão perpétua do abatedor. Por outro lado, prosperam grupos irregulares de guardiões que foram golpeados e assassinados por consumir carne, abater ou contrabandear o gado aos estados onde o abate é legal. Geralmente, os muçulmanos são os atacados, para os quais não há problema comer carne bovina, mas sim, não podem comer carne suína. A decisão do governo indiano implica renunciar a uma indústria que fatura US$ 4 bilhões por ano e gera um faturamento de US$ 2 bilhões em exportações. Implica para milhões de produtores rurais que os gados adultos tenham mito pouco valor de venda, já que somente podem servir como bois para arar a terra. De acordo com o antropólogo, Marvin Harris, a origem da proibição ao abate de bovinos deriva das múltiplas utilidades que os animais davam aos humanos: às vezes, eram usados como fertilizante e combustível, e máquina de trabalho, enquanto as fêmeas fornecem leite. Um artigo da Forbes que comentou a decisão do governo de avançar com a proibição disse que isso poderia ser um duro golpe à produção leiteira, já que se estima que 40% das receitas dos produtores de leite da Índia derivam da venda de animais que são abatidos, já que se tratam de machos ou fêmeas velhas.

Blasina y Asociados, especial para o El Observador

USDA reduz previsão de produção de carne em 2017, mas aumenta estimativa de 2018

A previsão para a produção total de carnes dos EUA foi reduzida em relação ao mês passado para 2017, mas aumentada para 2018, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu relatório mensal de Estimativas de Oferta e Demanda Mundiais Agrícolas

A previsão de produção de carne bovina para 2017 foi em relação à previsão do mês passado, principalmente porque as carcaças mais leves mais que compensam os maiores abates esperados no final do ano. As colocações mais elevadas do que os esperados suporta a previsão mais alta para 2018. As previsões do comércio de carne bovina para 2017 e 2018 permaneceram inalteradas em relação ao mês passado. A previsão de preços de bovinos aumentou para uma faixa de entre US$ 268,97 e US$ 277,78 por 100 quilos com relação à previsão de maio, de US$ 224,87 a US$ 275,58 por 100 quilos. A previsão de preços de bovinos para 2018 não mudou.

MeatingPlace.com

Avança acordo entre EUA e China na área de carne bovina

Os EUA e a China finalizaram os detalhes de um acordo que permitirá a retomada das exportações de carne bovina americana para o país asiático, segundo comunicado divulgado hoje pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA)

Com a medida, a participação da indústria americana na Ásia, estimada em US$ 3,6 bilhões, deve praticamente dobrar, segundo o Instituto Americano de Carne (NAMI, na sigla em inglês). Será a primeira vez desde 2003 que os produtos derivados de carne do EUA entrarão no mercado chinês ­ o país foi barrado por causa da ocorrência da doença da “vaca louca”. “Hoje é um ótimo dia para os EUA e, em particular, para nossos produtores de gado, que estão recuperando o acesso a um mercado enorme e com uma classe média em constante expansão“, afirmou, em nota, o secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue. Banidos do mercado chinês de carne bovina desde 2003, os EUA lideram a produção e é o quarto maior exportador. Antes da proibição entrar em vigor, os EUA eram o maior o fornecedor de carne bovina da China, atendendo a 70% da demanda total do país.

Dow Jones Newswires

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