CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2778 DE 18 DE AGOSTO DE 2026

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Ano 11 | nº 2778 | 18 de agosto de 2026

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: semana começou com as cotações estáveis em São Paulo

Com negócios realizados de forma cautelosa, a semana iniciou com preços estáveis. O mercado abriu sem mudança na cotação. Vendedores e compradores estavam negociando o mínimo para manter o mercado ativo, sem excessos. As escalas estavam, em média, para sete dias.

Pelos números levantados pela Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo destinado ao mercado interno está cotado em R$ 350/@, enquanto o “boi-China” vale R$ 352/@ (valores brutos, no prazo). Em Santa Catarina, a cotação permaneceu estável para todas as categorias. No Acre, a cotação subiu R$2,00/@ para a vaca. Para as demais categorias, estabilidade. No mercado atacadista da carne com osso, na última semana, as vendas no varejo diminuíram com a entrada da segunda quinzena do mês, movimento típico para o período. Esse cenário se refletiu no atacado, que recebeu menos pedidos de reposição de estoque. Com isso, a cotação de todas as carcaças casadas caiu. A cotação da carcaça casada do boi capão caiu 1,0%, ou R$0,25/kg, e a do boi inteiro caiu 0,9%, ou R$0,20/kg. Entre as fêmeas, a cotação das carcaças casadas caiu 0,9%, ou R$0,20/kg. É esperado que esse quadro permaneça nos próximos dias. No mercado de proteínas alternativas, a cotação do frango médio caiu 1,2%, ou R$0,08/kg, enquanto a cotação do suíno especial caiu 1,3%, ou R$0,10/kg.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi fica estável e, por enquanto, resiste à queda nos volumes de exportação

Frigoríficos da Região Norte com escalas mais curtas aceitam negociações acima dos patamares, mas redução da demanda externa é sinal de alerta

O mercado físico do boi gordo registrou uma semana de preços mais acomodados. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, os frigoríficos de maior porte, especialmente no Centro-Sul do Brasil, ainda se deparam com um posicionamento mais confortável em suas escalas de abate, contando com uma maior incidência de animais de parceria. “Além disso, por terem adotado férias coletivas, eles conseguiram reorganizar melhor as escalas de abate em outras unidades. Por outro lado, os frigoríficos de menor porte, com destaque para a Região Norte, ainda se deparam com um quadro mais complicado de oferta, encontrando maiores dificuldades na composição das escalas de abate”, contextualiza. Segundo ele, esse cenário justifica o fato de a indústria dessa região estar trabalhando com patamares de preços acima da referência média. O analista pontua que nas exportações, a projeção dos volumes se mostra mais lenta neste início de agosto, com uma queda no ritmo diário ao longo do mês, algo previsível e que refletiu o esgotamento precoce da cota brasileira disponibilizada pela China. Preços do boi gordo na semana. Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 13 de agosto: São Paulo (Capital): R$ 355, estável ante a semana anterior. Goiás (Goiânia): R$ 335, aumento de 1,52% frente aos R$ 330 praticados no final da semana. Minas Gerais (Uberaba): R$ 335, sem mudanças frente aos valores praticados no final da semana passada. Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 340, inalterado ante o final da semana anterior. Mato Grosso (Cuiabá): R$ 330, sem mudanças frente ao encerramento da semana passada. Rondônia (Vilhena): R$ 338, acréscimo de 1,50% em relação aos R$ 333 registrados no encerramento da semana anterior. O mercado atacadista registrou preços estáveis durante a semana. A expectativa é de menor ritmo de reposição ao longo dos próximos dias diante da redução do efeito da entrada dos salários na economia e do encerramento da demanda relacionada ao Dia dos Pais. O corte do quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 20,00 por quilo, estável ante a semana passada. Já o quarto do traseiro bovino foi precificado a R$ 27,00 por quilo, também inalterado. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 324,515 milhões em agosto até o momento (5 dias úteis), com média diária de US$ 64,903 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 52,449 mil toneladas, com média diária de 10,489 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.187,20. Em relação a agosto de 2025, houve baixa de 9,3% no valor médio diário da exportação, queda de 17,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 10,5% no preço médio.

SAFRAS NEWS

IMEA: Mato Grosso deve confinar 1,33 milhão de bovinos em 2026, 43% a mais que no ano anterior

Quase metade dos animais deverá chegar aos frigoríficos entre setembro e novembro

Mato Grosso deverá terminar 1,33 milhão de bovinos em confinamento em 2026, de acordo com o segundo levantamento das intenções de confinamento do Imea. O volume representa crescimento de 43,41% sobre as 928,7 mil cabeças registradas em 2025, mas ficou 7,71% abaixo da estimativa de abril, quando eram esperados 1,44 milhão de animais. A redução mostra que parte dos projetos foi revista à medida que avançaram as compras de animais e insumos e ficaram mais claras as condições para a comercialização do boi gordo. Em julho, 56,47% dos entrevistados disseram que irão confinar, percentual bem inferior aos 80,85% apurados em abril. O volume continua elevado e deverá chegar ao mercado principalmente no segundo semestre. O Imea estima que 80,74% dos animais sejam enviados ao abate entre julho e dezembro. Somente entre setembro e novembro estarão concentradas 48,31% das entregas, com pico de 18,05% em novembro. Essa concentração coincide com a menor capacidade de compra da China após o preenchimento da cota de 2026. Setembro e o começo de outubro podem reunir, portanto, aumento da oferta confinada e menor presença do principal destino da carne bovina brasileira. A demanda chinesa poderá voltar a ganhar força na segunda metade de outubro, com as compras destinadas à cota de 2027. O mercado já apresenta negociações mais lentas. Em 2026, 33,33% dos confinadores utilizam contratos a termo, contra apenas 4,17% em 2025 — avanço de 29,16 pontos percentuais e crescimento de quase 700%. Nas operações via B3, a participação saltou de 3,70% para 30,23%, aumento de 26,53 pontos percentuais, equivalente a mais de 700%. Na prática, o uso das duas modalidades de proteção tornou-se aproximadamente oito vezes maior em apenas um ano, evidenciando uma mudança relevante na gestão de risco da atividade. A cautela também reflete os custos. A diária confinada subiu para R$ 13,62 por cabeça, apesar da queda do milho e de outros ingredientes da alimentação. O principal peso veio da reposição, apontada como preocupação por 23,76% dos entrevistados. Na sequência aparecem o preço do boi gordo, com 19,80%, e a baixa lucratividade, com 10,89%.

IMEA

ECONOMIA

FGV estima que PIB desacelerou e cresceu 0,3% no segundo trimestre

A economia brasileira recuou 1,1% na passagem de maio para junho, indicou na segunda-feira (17) uma das principais prévias da economia brasileira, o Monitor do PIB, produzido pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

Apesar da queda no sexto mês do ano, o segundo trimestre apresentou crescimento de 0,3%, puxado pelo consumo. Com esse resultado, o desempenho positivo no acumulado de 12 meses é de 1,8%. O estudo mensal é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, que faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária. O dado oficial é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, aponta que o levantamento mostra desaceleração da atividade economia. No primeiro trimestre de 2026, o crescimento em relação ao trimestre anterior havia sido de 1%. Trece assinala que a desaceleração foi sentida nas três grandes atividades econômicas pesquisadas: agropecuária, indústria e serviços. Ela acrescenta que apenas o consumo não desacelerou no trimestre, mantendo o ritmo de crescimento do início do ano. “Essa manutenção do crescimento do consumo deveu-se, principalmente, ao bom desempenho do consumo de serviços e de produtos duráveis”, afirma. Apesar da perda de força no crescimento trimestre a trimestre, a economista destaca que o resultado do período de abril e junho foi o 20º resultado positivo consecutivo. “Isso demonstra que, embora a taxa possa ser baixa, a economia segue com resultados positivos em meio ao contexto externo e interno, que tem se mostrado desafiador”. Entre os motivos que agravam o cenário macroeconômico ela cita elevação do preço do barril do petróleo, causado pela guerra no Oriente Médio, os juros em patamares elevados no Brasil, e o alto endividamento da população. O Monitor do PIB mostra que, no segundo trimestre, o consumo das famílias cresceu 2,6% em relação aos primeiros três meses de 2026. As exportações subiram 4,5%, e as importações, 5,7%. Os dados são dessazonalizados, isto é, foram excluídas variações sazonais, de forma que seja possível comparar períodos imediatamente seguidos. O estudo estima que a taxa de investimento da economia em maio foi de 18,5% (no primeiro trimestre estava em 18,6%). De acordo com a FGV, em valores correntes, o PIB acumulado no primeiro semestre é estimado em R$ 6,557 trilhões. O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado também na segunda-feira (17), que indicou recuou de 0,6% em junho na comparação com maio. O BC projeta expansão de 0,2% na passagem do primeiro para o segundo trimestre e alta de 1,5% em 12 meses. O resultado oficial do PIB do segundo trimestre será apresentado pelo IBGE no dia 1º de setembro. A última divulgação oficial foi no fim de maio, que apontou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026. O relatório Focus desta segunda-feira, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, estima que a economia brasileira vai terminar 2026 com alta de 1,98%. A previsão do Ministério da Fazenda é variação de 2,3%.

AGÊNCIA BRASIL

Dólar fecha em queda contra o real com ajuste e exterior

O dólar fechou a segunda-feira em queda contra o real, após cinco sessões consecutivas de altas, influenciado pela fraqueza da divisa norte-americana no mercado internacional.

O dólar à vista fechou em queda de 0,41%, aos R$5,1998 na venda, após ter acumulado na semana passada uma alta de 2,7%. Às 17h07, o contrato de dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no Brasil — caía 0,26% na B3, aos R$5,2220. O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — marcou mais cedo o menor nível em mais de dois meses à medida que operadores reduziram as apostas em um aumento das taxas de juros nos Estados Unidos enquanto se preparam para o simpósio anual do Federal Reserve em Jackson Hole na próxima semana, onde buscarão pistas sobre a interpretação dos formuladores de política monetária dos dados econômicos mais recentes. Às 17h48, o índice do dólar estava estável, em 99,589. Também no exterior, os preços do petróleo fecharam em alta de 2,65%, a US$90,87 o barril, devido a preocupações com a oferta global alimentadas pelo pessimismo dos investidores em relação aos esforços diplomáticos para resolver o conflito com o Irã, com o presidente dos EUA, Donald Trump, exigindo a rendição do Irã e ameaçando bombardear Omã. “Nos próximos pregões, além da evolução do conflito no Oriente Médio, o mercado deve continuar acompanhando a deterioração dos prêmios de risco brasileiros e, no exterior, a ata do FOMC (do Fed) na quarta-feira, que pode recalibrar as expectativas para os juros americanos”, disse Marcos Praça, diretor de Análises da Zero Markets Brasil. Localmente, as atenções se voltaram para os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), que mostraram uma expansão de 0,2% no segundo trimestre de 2026 sobre os três meses anteriores mesmo após ter recuado em junho. Em junho, o índice registrou retração de 0,6% na comparação com o mês anterior, segundo dados dessazonalizados, pior que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,53%. O noticiário político também ganhou mais atenção com o início da campanha eleitoral oficial pelos candidatos e novas pesquisas de intenção de votos. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro seguem em empate técnico nas intenções de voto para um eventual segundo turno, embora o presidente continue numericamente à frente do senador.

REUTERS

Ibovespa fecha quase estável com pressão de bancos

O Ibovespa fechou quase estável na segunda-feira, com bancos pressionando negativamente em meio a preocupações com o cenário de crédito no país, além do pedido de recuperação judicial bilionário da Casas Bahia, enquanto Petrobras atuou como contrapeso, com apoio do avanço dos preços do petróleo no exterior. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,01%, a 166.954,77 pontos, de acordo com dados preliminares. Na sessão, marcou 166.463,50 pontos na mínima e 168.006,60 pontos na máxima. O volume financeiro no pregão somava R$20,18 bilhões antes dos ajustes finais. Na última sexta-feira, o Ibovespa fechou com um declínio de 0,1%, a 166.934,20 pontos, cravando um nono recuo consecutivo, na maior série de perdas desde as 13 quedas seguidas de 1º a 17 de agosto de 2023.

REUTERS

Analistas elevam projeção para inflação e veem crescimento menor em 2027 no Focus

Analistas consultados pelo Banco Central ajustaram suas projeções para a economia brasileira em 2027, vendo inflação maior e crescimento mais baixo, mostrou a pesquisa Focus divulgada na segunda-feira.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA no próximo ano subiu a 4,24%, de 4,22% na semana anterior. Para este ano, a projeção seguiu em 5,02%, apesar da queda na estimativa de aumento dos preços administrados a 4,70%, de 4,91% no levantamento anterior. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento em 2027 caiu pela quarta vez seguida, a 1,50%, de 1,52% antes. Para 2026, os especialistas consultados seguem vendo expansão de 1,98%. Não houve alterações nas projeções para a taxa básica de juros, com a Selic sendo calculada em 13,75% este ano e em 12,00% no próximo. A Selic está atualmente em 14,00%, e o Focus aponta expectativa de corte de 0,25 ponto percentual em setembro.

REUTERS

Agroindústria tem queda de -0,9% em junho de 2026, ante o mesmo mês do ano passado, revela o FGVAgro

O volume de produção da Agroindústria retraiu em -0,9% em junho deste ano, ao traçar o comparativo com o mesmo período de 2025. De acordo com o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) do FGVAgro, essa queda foi ocasionada pelo segmento de Produtos Não Alimentícios, cujo recuo foi de -2,1%. Os principais vilões neste setor foram os Insumos Agropecuários -12,1% e os Produtos Têxteis -3,7%.

Já o segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas ficou estável no mês, com uma leve alta de 0,1%. Dessa forma, a alta da produção de Alimentos de Origem Animal (+3,3%) e de Bebidas (+3,0%) superou ligeiramente a contração da produção de Alimentos de Origem Vegetal (-6,1%). No primeiro semestre deste ano, a Agroindústria acumulou contração de (-0,3%) frente ao mesmo período de 2025. A desaceleração da economia brasileira, combinada às turbulências no cenário externo, contribuiu para a perda de dinamismo do setor. O desempenho, contudo, foi heterogêneo entre os segmentos. Enquanto o segmento de Produtos Não Alimentícios acumulou retração de (-2%) no período, o de Produtos Alimentícios e Bebidas apresentou crescimento de 1,1%. É importante destacar que o resultado positivo de Produtos Alimentícios e Bebidas têm tido variações mensais (com ajuste sazonal), com desaceleração contínua desde março. Soma-se ainda o cenário negativo que o segmento deverá enfrentar nos próximos meses com o esgotamento da cota chinesa para a carne bovina brasileira e pela interrupção dos embarques de produtos de origem animal para a União Europeia. Assim, embora ainda seja possível reverter o desempenho e encerrar 2026 com crescimento, o desafio não será fácil.

FGVAgro

Varejo tem alta de 4,7% em julho, diz Stone

As vendas do varejo brasileiro cresceram 4,7% em julho na comparação com o mesmo mês de 2025 e avançou 0,9% ante junho, segundo dados divulgados na segunda-feira pela empresa de meios de pagamento StoneCo.

Na base mensal, cinco dos oito segmentos do varejo pesquisados apresentaram crescimento em julho, com a maior alta sendo registrada na categoria Artigos Farmacêuticos (2,5%), segundo a Stone. Já na comparação com julho de 2025, sete dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento. A maior alta foi observada em Combustíveis e Lubrificantes (9,1%). O único segmento que teve queda foi Tecidos, vestuário e calçados (-5,6%). No recorte regional, 24 estados tiveram crescimento de vendas em julho na comparação anual, sendo o maior avanço ocorrendo em Roraima (18,2%). Olhando para as regiões, o Norte apresentou o maior crescimento, com alta de 6,6%. Para o economista e pesquisador da Stone, Guilherme Freitas, o avanço registrado em julho consolida a retomada iniciada no mês anterior, mas ainda ocorre em um ambiente de condições financeiras restritivas. “O mercado de trabalho continua sendo o principal sustentáculo do consumo, com desemprego baixo, renda em nível elevado e crescimento do rendimento real. Por outro lado, o elevado comprometimento da renda das famílias e o custo ainda alto do crédito segue limitando uma recuperação mais disseminada, especialmente nos segmentos mais dependentes de financiamento”, disse Freitas. O economista afirmou que o ciclo de redução dos juros tende a contribuir para uma melhora das condições financeiras, “mas seus efeitos ainda devem levar algum tempo para se refletir de forma mais ampla na atividade”.

REUTERS

SUÍNOS

Oferta elevada segue derrubando preços da carne suína

A semana passada registrou queda nos preços do quilo vivo e nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, o cenário de fragilidade persiste no cenário doméstico.

Maia explica que há dificuldade para a formação dos preços da carne suína no atacado em meio a sinalização de oferta elevada. “O processo de descapitalização das famílias que deve ocorrer até o fechamento do mês pode pesar na decisão de consumo”, aponta. Diante desse contexto do atacado e da oferta confortável de animais para abate, a indústria vem adotando uma postura cautelosa nas negociações do suíno vivo. “Entre os produtores, a preocupação aumenta à medida que as margens se estreitam, levando parte da atividade a operar com rentabilidade negativa”, afirma. Embora as exportações apresentem desempenho consistente e contribuam para a absorção de parte da produção, o analista complementa ressaltando que o volume embarcado ainda não é suficiente para reduzir significativamente a oferta disponível no mercado interno e impulsionar uma recuperação dos preços. Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país desceu de R$ 4,98 para R$ 4,87 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de carcaça no atacado permaneceu em R$ 7,73 e a média do pernil foi de R$ 9,60 para R$ 9,59. A análise de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo continuou em R$ 97,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo caiu de R$ 5,05 para R$ 4,90 e no interior do estado de R$ 4,85 para R$ 4,70. Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração teve recuo de R$ 4,95 para R$ 4,80 e no interior catarinense de R$ 4,75 para R$ 4,60. No Paraná, o preço do quilo vivo teve baixa de R$ 4,75 para R$ 4,65 no mercado livre e, na integração, de R$ 5,40 para R$ 5,15. No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande caiu de R$ 4,90 para R$ 4,80 e, na integração, de R$ 4,95 para R$ 4,80. Em Goiânia, os preços seguiram em R$ 5,00. No interior de Minas Gerais, os preços tiveram queda de R$ 5,30 para R$ 5,15 e, no mercado independente, de R$ 5,40 para R$ 5,30. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis recuou de R$ 5,20 para R$ 5,10 e, na integração do estado, de R$ 4,95 para R$ 4,80. As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 97,250 milhões em agosto (5 dias úteis), com média diária de US$ 19,450 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 39,711 mil toneladas, com média diária de 7,942 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.448,9 por tonelada. Em relação a agosto de 2025, houve alta de 47,2% no valor médio diário, avanço de 55,1% na quantidade média diária e queda de 5,1% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

SAFRAS & MERCADO

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