CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2775 DE 13 DE AGOSTO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2775 | 13 de agosto de 2026

 

NOTÍCIAS

Estabilidade no mercado do boi gordo em São Paulo

Mercado firme, com oferta e demanda em equilíbrio

Pelos dados da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 350/@, o “boi China” em R$ 352/@, a vaca gorda em R$ 325/@ e a novilha terminada em R$ 337/@ (valores brutos, no prazo). Na comparação feita dia a dia, as cotações não mudaram. A oferta de boiadas e a procura estavam equilibradas. Os frigoríficos operavam para formar escalas, que atendiam, em média, a sete dias. Em Minas Gerais, na região Norte o boi gordo subiu R$2,00/@. Nas demais regiões, estabilidade. Em Alagoas, na comparação feita dia a dia, a cotação ficou estável. No Rio de Janeiro, a cotação da novilha subiu R$2,00/@. A cotação do boi e a da vaca não mudou.

SCOT CONSULTORIA

Cotação do boi gordo: escalas de abate exercem pressão na arroba

Mercado atacadista mantém patamares firmes para a carne bovina, com expectativa de reposição mais lenta ao longo desta semana

O mercado físico do boi gordo apresentou preços em predominante acomodação na terça-feira (11). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a exceção desse movimento segue no Pará e em Rondônia, estados em que a necessidade de gado para avançar as escalas se faz presente, obrigando a indústria a pagar mais pela arroba.

“Já em estados como São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e em Goiás, o mercado apresenta um perfil mais acomodado. A progressão das escalas de abate segue como elemento importante a ser considerado neste momento, da mesma maneira que o ritmo das exportações”, pontuou. Preços médios da arroba do boi: São Paulo: R$ 350,33. Goiás: R$ 337,43. Minas Gerais: R$ 337,35. Mato Grosso do Sul: R$ 342,70. Mato Grosso: R$ 333,27. O mercado atacadista mantém preços firmes para a carne bovina. A expectativa é de reposição mais lenta ao longo desta semana, diante da perda de efeito da entrada dos salários na economia e do encerramento da demanda relacionada ao Dia dos Pais. “Os cortes bovinos seguem perdendo competitividade em relação às proteínas concorrentes, especialmente na comparação com a carne de frango”, destaca Iglesias. Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo. Ponta de agulha: R$ 20,00 por quilo. Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo.

SAFRAS NEWS 

Em plantas brasileiras com SIF, abate de fêmeas registra o sétimo mês seguido de retração anual

Em julho/26, foram abatidas 768,07 mil cabeças de vacas e novilhas, recuo de 20,99% sobre o resultado de junho/26 e 31,69% abaixo dos dados de julho/25

Em julho de 2026, o abate de fêmeas em plantas com Sistema de Inspeção Federal (SIF) atingiu 768,07 mil cabeças, com queda de 20,99% sobre junho/26 e retração de 31,69% em relação ao resultado de julho/25, informa a Agrifatto, com dados preliminares divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Foi o sétimo mês seguido de retração anual na categoria fêmeas, contabiliza a Agrifatto. “Esse desempenho marca a virada de fase do ciclo pecuário”, acrescenta a consultoria. Segundo a Agrifatto, a média dos últimos cinco anos para julho é de 795,81 mil cabeças de fêmeas, e o volume deste ano ficou 3,49% abaixo dessa referência – a primeira vez em 2026 que um mês fica abaixo da média histórica. Com isso, a participação das fêmeas no total abatido em julho/26 em unidades com SIF caiu para 35,41%, 3,36 pontos percentuais menos que em junho/26 e 4,78 pontos percentuais abaixo de julho de 2025.

Em julho/26, o abate de machos cedeu 8,76% na comparação mensal, para 1,40 milhão de cabeças, relata a Agrifatto. Na comparação com julho/25, o abate de bois e novilhos no mês passado caiu 16,27%. No total, somando machos e fêmeas, as plantas brasileiras com SIF abateram 2,17 milhões de cabeças em julho/26, com queda mensal de 13,50% e um recuo de 22,47% sobre o resultado de julho/25. No acumulado de janeiro a julho de 2026, 16,58 milhões de cabeças foram enviadas ao abate em plantas com SIF, uma queda de 4,57% sobre o resultado obtido em igual período de 2025. O ajuste veio inteiramente das fêmeas: enquanto os machos avançaram 0,25% no ano, com 9,82 milhões de cabeças, as fêmeas cederam 10,79%, somando 6,76 milhões, compara a Agrifatto.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar tem leve alta ante o real em sessão marcada por dado de inflação dos EUA

O dólar encerrou a quarta-feira em leve alta ante o real, após forte avanço na véspera, com investidores reagindo a dados de inflação dos EUA que vieram em linha com o esperado por economistas, em meio à cautela com o cenário doméstico e internacional.

O dólar à vista fechou a sessão em alta de 0,27%, aos R$5,1776 na venda. Às 17h08, o contrato de dólar futuro para setembro — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,40% na B3, a R$5,203 na venda. O destaque da agenda econômica do dia foi a divulgação do índice de preços ao consumidor dos EUA para julho, que apontou alta de 0,1% frente ao mês anterior, com avanço de 3,4% na base anual, o que reduziu apostas em uma alta dos juros pelo Federal Reserve no próximo mês. Já o núcleo do índice — que exclui preços voláteis de energia e alimentos — subiu 0,2% sobre o mês anterior e teve alta de 2,5% na base anual. Logo após a divulgação dos dados, o dólar caiu frente ao real diante da perspectiva de o diferencial vantajoso de juros do Brasil com os EUA não sofrer alteração no curto prazo — a moeda norte-americana marcou a menor cotação do dia, de R$5,1382, às 9h40. Esse movimento, no entanto, se dissipou ao longo da tarde em negociações voláteis. Lucas Girardi, analista de investimentos da Nomad, destacou em nota que a cautela com os ambientes doméstico e internacional voltou a limitar a valorização do real. Na terça-feira, a moeda norte-americana saltou 1,04% frente ao real, em sessão negativa para os ativos brasileiros que trouxe nova pesquisa eleitoral mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança das intenções de voto e um rebaixamento da recomendação das ações brasileiras pelo banco JPMorgan — notícias que ainda eram digeridas nesta quarta-feira pelo mercado. Pela manhã, dados do IBGE mostraram que o setor de serviços do Brasil ficou estável em junho na comparação com o mês anterior, contrariando expectativa de analistas de leve queda, mas ainda assim corroborando cenário de enfraquecimento da atividade econômica doméstica.

REUTERS

Ibovespa tem queda discreta em dia de vencimentos e balanços

O Ibovespa fechou com uma queda modesta na quarta-feira, com Embraer atenuando a perda, enquanto o ânimo no pregão paulista segue fragilizado por preocupações com o quadro macroeconômico no Brasil, além de incertezas eleitorais e geopolíticas. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou o dia com variação negativa de 0,38%, a 167.236,02 pontos, de acordo com dados preliminares, marcando o sétimo fechamento seguido com sinal negativo. O Ibovespa chegou a retomar o patamar dos 168 mil pontos no melhor momento, alcançando 168.309,55 pontos, mas o movimento não se sustentou. Na mínima, marcou 167.141,82 pontos. O volume financeiro somava R$28,9 bilhões antes dos ajustes finais, em dia ainda marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e do contrato futuro do índice.

REUTERS

Setor de serviços do Brasil supera expectativas e fica estável em junho

 O setor de serviços brasileiro ficou estável em junho na comparação com o mês anterior e encerrou o segundo trimestre contrariando expectativa de economistas de nova queda, mas corroborando tendência de enfraquecimento da economia.

O volume de serviços apontou alta de 2,0% em junho em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados foram melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters com economistas de recuo de 0,2% no mês e de alta de 1,4% na base anual. Com isso o setor está 0,3% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Em maio, o volume de serviços caiu 0,2% sobre o mês anterior. Se de um lado medidas do governo de estímulo ao consumo e o mercado de trabalho aquecido favorecem a economia, de outro a política monetária restritiva pesa sobre a atividade, com a taxa básica de juros Selic agora em 14,0%. Apesar da estabilidade em junho, somente o setor de informação e comunicação mostrou avanço no mês, de 1,8%, terceiro resultado positivo seguido e com ganho acumulado de 3,0% nesse período. O principal impacto negativo foi registrado pelo setor de profissionais, administrativos e complementares, com queda de 1,4% no mês. Os demais recuos vieram de outros serviços (-2,2%), dos serviços prestados às famílias (-1,2%) e dos transportes (-0,1%).

Já o índice de atividades turísticas caiu 3,4% em junho frente a maio, segundo resultado negativo seguido, período em que acumulou perdas de 3,8%. Assim, esse segmento está 6,2% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva tem lucro líquido de R$ 196,9 milhões no 2º trimestre, queda de 57%

Pesaram sobre o balanço a redução do Ebitda, despesas financeiras e uma variação cambial que não tem efeito prático sobre o caixa da companhia

A Minerva, líder na América do Sul na exportação de carne bovina in natura e derivados, registrou lucro líquido de R$ 196,9 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 57% em relação aos R$ 458,3 milhões de igual período do ano passado, segundo comunicado de resultados divulgado na quarta-feira. A queda decorreu da redução do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), bem como de despesas financeiras, incluindo uma variação cambial negativa em R$ 35,2 milhões, que se compara com uma variação cambial positiva de R$ 128,6 milhões no segundo trimestre de 2025, disse o diretor financeiro, Edison Ticle, em entrevista a jornalistas. A variação cambial tem efeito não-caixa. O Ebitda da Minerva no segundo trimestre diminuiu 5,5%, para R$ 1,230 bilhão, em comparação a R$ 1,302 bilhão reportados um ano atrás. A receita líquida, em contrapartida, aumentou 1,3%, chegando a R$ 14,1 bilhões, com um abate de 1,434 milhão de cabeças, pouco menor (3,8%) do que no mesmo período de 2025. Nos 12 meses encerrados em junho, a Minerva registrou receita líquida recorde para o período, de R$ 57,2 bilhões. A receita bruta com as exportações, de R$ 8,522 bilhões, representou 57% do total, puxada por vendas à China, Estados Unidos, Chile e ao próprio Brasil, destino de cerca de 20% das exportações da Minerva a partir de outros países da América do Sul, em especial do Paraguai. O montante foi 3,5% inferior ao de um ano atrás. A companhia viu sua alavancagem — relação entre a dívida líquida e o Ebitda de 12 meses encerrados no período — aumentar para 2,9 vezes no segundo trimestre, de 2,7 vezes no primeiro, principalmente por investimentos em capital de giro de cerca de R$ 1,1 bilhão para formar estoques de carne bovina que atenderão especialmente China e Estados Unidos e serão faturados no segundo semestre. Na conta estão tanto recebíveis de pagamentos maiores, de R$ 600 a R$ 700 milhões, que refletem em boa medida vendas aos chineses e serão quitados quando o produto chegar no destino, quanto estoques, incluindo recursos destinados a confinamentos, segundo Ticle. “Nunca tivemos tantos estoques, seja na água, nos destinos ou nas origens. Estamos prontos para realizar esses estoques no segundo semestre, exatamente como fizemos no ano passado”, afirmou Ticle. No segundo semestre, mesmo com o preenchimento, pelo Brasil, da cota de exportação de carne bovina para a China sem tarifa adicional de 55%, a Minerva continuará exportando ao país a partir de suas operações na Colômbia, Uruguai e Argentina. A perspectiva é manter em 2026 o volume exportado ao país pela companhia no ano passado, mesmo tendo o Brasil uma cota menor do que o volume exportada em 2025, segundo Ticle. A Minerva também vê uma demanda “muito forte” de outros mercados importadores da carne bovina brasileira, em especial os Estados Unidos, que atravessam um longo período de escassez de gado e preços da carne em alta, de acordo com o diretor presidente da companhia, Fernando Galletti de Queiroz. Menor oferta de gado e aumento dos preços na Austrália também favorecem as exportações da América do Sul. “Os preços continuam subindo e isso nos dá base para a estratégia de ter construído estoques nos Estados Unidos e na China, e aproveitar esse aumento de preços no segundo semestre, para provavelmente vender melhor e melhorar a rentabilidade”, disse Ticle. A Minerva também espera manter as exportações para a Europa com produtos de outros países onde atua, como Argentina, Uruguai e Paraguai, a partir do momento que o bloco parar de comprar carne bovina do Brasil — o que é previsto para 3 de setembro —, segundo Queiroz. Os europeus retiraram o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal àquele mercado, alegando que o país falhou em comprovar o cumprimento de exigências relacionadas a antimicrobianos, como não os usar como promotores de crescimento nem utilizar medicamentos destinados a humanos. “Isso deve-se traduzir em preços mais altos dentro da Europa para a carne importada lá. O Brasil, por sua vez, terá outros mercados para redirecionar os produtos que tradicionalmente vão para Europa”, disse. A favor da empresa também há a perspectiva de queda dos preços do boi gordo, principal custo da produção. Ticle disse que a companhia espera maior oferta de gado de confinamento no segundo semestre, em virtude de uma equação “favorável ao confinador” no primeiro semestre, com grãos mais baratos e preços atrativos de animais para reposição (bois magros). “Devemos ver mais oferta de boi, redução de abate de alguns frigoríficos que não têm acesso a outros mercados que não China, isso deve contribuir para arrefecer um pouco o preço do boi”, disse.

VALOR ECONÔMICO

GOVERNO

Governo deverá autorizar equalização em renegociações de dívidas nesta quinta-feira

Contratação segue travada nas instituições financeiras por conta da demora na divulgação dos saldos que poderão ser renegociados com subvenção federal

A expectativa é que até R$ 20 bilhões sejam renegociados em operações equalizadas. O Ministério da Fazenda deverá publicar nesta quinta-feira (13/8) a portaria com a autorização para pagamento de equalização de juros nas operações de renegociações de dívidas previstas na Medida Provisória 1.376/2026. A informação foi repassada a lideranças do setor produtivo gaúcho pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em reunião nesta quarta-feira (12/8). Se confirmada, poderá dar tração às contratações. Mesmo assim, instituições financeiras reclamam de entraves na operacionalização das renegociações. O encontro no Ministério da Fazenda, mediado pelo líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), serviu para debater propostas de mudanças na MP para ampliar o alcance da renegociação. PUBLICIDADE “Foi bastante produtiva a reunião. Expusemos a situação, os entraves, tudo que precisa avançar”, disse Eugênio Zanetti, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS). Segundo ele, o ministro Durigan vai ouvir a posição do sistema financeiro também, mas reconhece que a MP “precisa de mudança”. Zanetti disse que o ministro se comprometeu a disponibilizar recursos para que a renegociação alcance os R$ 100 bilhões de dívidas rurais previstos inicialmente. “Temos espaço para melhorar. Pelos cálculos que temos feito junto aos bancos e com dados do Banco Central, está longe dos R$ 100 bilhões anunciados. Ele [Durigan] se comprometeu que pelo menos os R$ 100 bilhões, que é o que tem disponível, e o que conseguir encontrar recursos, vai ser utilizado para renegociação das dívidas rurais. É isso que vamos cobrar e ajudar a construir”, relatou. O dirigente disse que a medida não vai atender todos os produtores endividados, mas que “a expectativa é que uma boa leva de agricultores possa ser enquadrada com essas mudanças” que a Fazenda concorda em fazer no texto. A expectativa é que até R$ 20 bilhões sejam renegociados em operações equalizadas. O orçamento anual necessário para bancar o apoio nos juros finais cobrados dos produtores, de 5% a 12 ao ano, é estimado em mais de R$ 3 bilhões. “Apresentamos nosso trabalho técnico para demonstrar inconsistências e o que precisa ser modificado na MP 1.376 para ter maior enquadramento dos produtores e, dessa forma, maior abrangência de produtores aptos para poderem usufruir das vantagens da MP”, disse Domingos Velho Lopes, presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), que também participou da reunião. Um novo encontro técnico está agendado para a próxima terça-feira (18/8) em Brasília.

VALOR ECONÔMICO

Setor de alimentação animal firma acordo entre Brasil e União Europeia

Entidades compartilharão conhecimentos sobre aprovação dos insumos utilizados, rotulagem e limites máximos de resíduos

Acordo contempla temas como segurança dos alimentos para animais, saúde e bem-estar animal, biossegurança, sustentabilidade, normas internacionais e avanços regulatórios. O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) e a Federação Europeia dos Fabricantes de Alimentos para Animais (Fefac) assinaram um memorando de entendimento para fortalecer a cooperação do setor entre os mercados brasileiro e europeu para o setor. Segundo comunicado do sindicato divulgado nesta quarta-feira (12/8), o acordo contempla temas como segurança dos alimentos para animais, saúde e bem-estar animal, biossegurança, sustentabilidade, normas internacionais e avanços regulatórios. “As entidades compartilharão conhecimentos sobre aprovação dos insumos utilizados, rotulagem e limites máximos de resíduos, além de cooperar em organismos internacionais, a fim de contribuir para a implementação dos acordos entre a União Europeia e o Mercosul e incrementar o comércio de grãos, oleaginosas e respectivos coprodutos (farelos, biocombustíveis) e aditivos para alimentação animal’, disse Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, no comunicado. Roberto Ignacio Betancourt, presidente do Sindirações, acrescentou que a União Europeia possui um papel considerado fundamental na produção e no comércio mundiais de alimentos e ingredientes destinados à alimentação animal, o que justificado o acordo. “Preservar o acesso aos mercados é essencial para resguardar o abastecimento de alimentos para animais na UE e, ao mesmo tempo, apoiar uma produção pecuária competitiva e sustentável em toda a Europa. Por meio de uma estreita cooperação, Europa e Brasil podem promover o crescimento contínuo e a resiliência de suas indústrias de alimentação animal”, afirmou o dirigente. O memorando foi discutido durante a 19ª Reunião Internacional de Autoridades Reguladoras de Alimentação Animal e assinado na sede do Sindirações, em São Paulo.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Exportações de carne bovina dos EUA para a América do Sul crescem 13% em maio/26

O Chile foi responsável por grande parte desse aumento, com as remessas atingindo o nível mensal mais alto desde 2022

Os embarques de carne bovina dos Estados Unidos para a América do Sul aumentaram em maio de 2026, com os embarques para o Chile registrando uma forte recuperação, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), compilados pela Federação de Exportadores de Carne dos EUA (USMEF). Os norte-americanos exportaram 1.634 toneladas da proteína para os mercados sul-americanos durante o quinto mês do ano, um avanço de 13% em relação ao resultado de maio de 2025, com receita total de US$ 14,9 milhões (crescimento anual de 41%). O Chile foi o principal responsável pelo aumento mensal, recebendo quase 900 toneladas de carne bovina dos EUA, 54% a mais do que no mesmo mês de 2025, com os embarques avaliados em US$ 7,5 milhões, um aumento anual de 55%. Segundo a USMEF, o resultado de maio/26 marcou o maior volume mensal de carne bovina dos EUA enviada para o Chile desde 2022, refletindo uma demanda mais forte em um dos mercados consolidados do país com acordos de livre comércio. Novas oportunidades surgiram em julho/25 para os fornecedores norte-americanos, depois que o USDA e o Serviço Agropecuário do Chile (SAG) concordaram em expandir a lista de cortes de carne bovina dos EUA permitidos no mercado chileno, informa a USMEF. O acordo, que entrou em vigor em 15 de julho/25, adicionou 34 cortes à lista aprovada, elevando o total para 98, após discussões técnicas envolvendo o USDA, o USMEF e o SAG, iniciadas em 2021. A lista revisada alinha mais especificações ao estilo norte-americano, incluindo cortes adicionais de ribeye, costela curta e coxão mole, destaca a federação. Nos primeiros cinco meses de 2026, as vendas externas de carne bovina dos EUA para a América do Sul atingiram 8.790 toneladas, também com aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o faturamento subiu 38%, para US$ 77,7 milhões. Em 2025, o Chile importou cerca de US$ 1,6 bilhão em carne bovina de fornecedores globais, sendo que a carne bovina dos EUA representou aproximadamente US$ 59,7 milhões dessas compras. O acesso mais amplo poderá dar aos exportadores norte-americanos mais margem para fornecer cortes especializados a varejistas e operadores de serviços de alimentação chilenos à medida que a demanda se desenvolve, observa a USMEF. Os ganhos na América do Sul ocorreram em um momento em que as exportações totais de carne bovina dos EUA caíram 5% em maio, em comparação com o mesmo período do ano anterior, para 91.925 toneladas métricas, embora o valor dos embarques tenha aumentado 2%, para US$ 818,1 milhões. O aumento nas vendas de carne bovina norte-americana para Taiwan, Japão, mercados da ASEAN, América Central e do Sul e Egito ajudou, porém, a compensar a queda nas remessas para outros lugares, particularmente devido ao acesso limitado à China, relacionado ao registro de fábricas e a problemas técnicos. Excluindo a China, as exportações de carne bovina dos EUA de janeiro a maio permaneceram praticamente inalteradas em termos de volume, enquanto seu valor aumentou 6%, com os mercados da América do Sul e outros mercados da América Latina registrando alguns dos ganhos mais expressivos durante o período, ressalta a USMEF. O valor das exportações por cabeça de gado abatido atingiu US$ 468, o nível mais alto em quase quatro anos, devido à escassez de oferta interna de gado e aos preços mais altos que continuaram a influenciar o comércio.

PORTAL DBO

SUÍNOS

Produção de carne suína na UE deve se estabilizar após ciclo de sobreoferta

Relatório da Comissão Europeia prevê crescimento residual de 0,3% na produção de suínos, enquanto casos de Peste Suína Africana na Espanha, tarifas chinesas e avanço do Brasil na Ásia reduzem as exportações do bloco

A produção de carne suína na União Europeia (UE) deve entrar em uma fase de estabilização durante o ano de 2026, interrompendo a sequência de dois anos de expansão operacional que gerou um cenário de sobreoferta e forte pressão descendente sobre as cotações do setor. De acordo com a atualização do relatório de curto prazo da Comissão Europeia, a produção líquida de carne suína do bloco registrará uma ligeira alta de 0,3%, atingindo 22,1 milhões de toneladas. O avanço acompanha a expansão de 0,6% no plantel de matrizes (fêmeas reprodutoras). O consumo per capita no continente deve permanecer inalterado em 33,1 kg por habitante. As exportações de carne suína da UE devem registrar queda de 0,5% no acumulado de 2026, somando 2,97 milhões de toneladas. Nos primeiros cinco meses do ano, os embarques europeus já haviam recuado 1,9% na comparação anual. Segundo análise do Agriculture and Horticulture Development Board (AHDB), três vetores centrais justificam a perda de ritmo das vendas externas: Surtos de Peste Suína Africana (PSA) na Espanha: A presença da doença no principal produtor do bloco provocou restrições sanitárias e forçou o redirecionamento de volumes que seriam exportados de volta para o mercado interno europeu; Barreiras comerciais da China: Aplicação de tarifas antidumping por parte do governo chinês sobre a carne suína europeia; Concorrência do Brasil na Ásia: Expansão acelerada da presença do agronegócio brasileiro nos mercados asiáticos, oferecendo preços mais competitivos. O redirecionamento do excedente espanhol para o mercado comunitário acentuou a queda dos preços do suíno na UE e causou impactos colaterais no mercado de carnes do Reino Unido. De acordo com o relatório da Comissão Europeia divulgado pelo AHDB, “apesar dessas pressões, a produção total de carne suína em 2026 permanecerá relativamente estável. A produção líquida somada ao saldo da balança comercial resultará em um aumento de 0,3% na disponibilidade interna da proteína, totalizando 22,2 milhões de toneladas.”

AHDB

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