CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2764 DE 29 DE JULHO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2764 | 29 de julho de 2026

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: a cotação do boi gordo subiu em São Paulo

Cotação do boi gordo sobe R$3,00/@ em SP, refletindo oferta curta

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo destinado ao mercado interno paulista subiu R$ 3/@ na terça-feira, para R$ 347/@, enquanto o boi com padrão-China teve acréscimo diário de R$ 5/@, fechando o dia valendo R$ 349/@ (valores brutos, no prazo). Com isso, depois de algumas semanas sem ágio, o “boi-China” voltou a receber premiação no interior de São Paulo em relação ao animal sem padrão-exportação (+R$ 2/@), conforme apurou a Scot. As cotações da vaca e da novilha não mudaram. A oferta curta de bovinos e o baixo número de negócios explicavam esse quadro. Nesse contexto, os frigoríficos reduziram o ritmo de abate e estavam adquirindo apenas o necessário para a manutenção das escalas, pagando mais pela arroba para fechar negócio. As escalas de abate atendiam, em média, a seis dias. No Pará, a cotação subiu nas três praças pecuárias paraenses. Havia pouca oferta de boiadas e não havia espaço para compras abaixo da referência. Frigoríficos haviam pagado mais pela arroba para fechar negócios. Na região de Marabá, a cotação subiu R$5,00/@ para todas as categorias. Na região de Redenção, a cotação do boi gordo e a da vaca subiu R$5,00/@ e a da novilha, R$6,00/@. Na região de Paragominas, a cotação da arroba do boi gordo e a da vaca subiu R$2,00 e a da novilha, R$3,00. A cotação da arroba do “boi China” subiu R$2,00 em Marabá e em Redenção e R$3,00 em Paragominas. Na exportação de carne bovina in natura, até a quarta semana de julho, o volume exportado foi de 195,2 mil toneladas, com uma média diária de 10,8 mil toneladas, queda de 9,9% frente ao embarcado por dia em julho de 2025. A cotação média da tonelada ficou em US$6,4 mil, alta de 14,8% na comparação feita ano a ano.

SCOT CONSULTORIA

Preços do boi gordo iniciam a semana em alta: veja a cotação da arroba

Indústria ainda corre para compor suas escalas de abate, ao passo que ritmo de exportações tem queda em relação a julho do ano passado

O mercado físico do boi gordo abriu a semana com alguns negócios acima das referências médias, ainda em um ambiente pautado pela dificuldade na composição das escalas de abate, que hoje atendem entre cinco e sete dias úteis na média nacional. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o mercado segue atento ao ritmo diário das exportações, com embarques diários em julho em cerca de 10,85 mil toneladas, um declínio em relação a julho de 2025. “Entretanto, foi evidenciada melhora do volume embarcado entre uma semana e outra. Outra notícia relevante é que o Brasil avança nas tratativas de abertura de mercado para a Coréia do Sul. Uma missão sul-coreana deve chegar ao Brasil em agosto para inspecionar os frigoríficos brasileiros, etapa fundamental para consolidar a abertura de mercado”, disse. Preços médios do boi gordo: São Paulo: R$ 343,92 — na sexta: R$ 343,33. Goiás: R$ 327,89 — na sexta: R$ 326,25. Minas Gerais: R$ 321,76 — na sexta: R$ 320,29. Mato Grosso do Sul: R$ 332,61 — na sexta: R$ 332,05. Mato Grosso: R$ 323,04 — na sexta: R$ 321,76. O mercado atacadista apresenta preços predominantemente acomodados para a carne bovina. “O ambiente de negócios ainda indica espaço limitado para avanços mais consistentes, diante da dificuldade da indústria em repassar as valorizações ao consumidor, reflexo do reduzido poder de compra da população brasileira”, contextualiza. Segundo Iglesias, soma-se a este cenário o fato de as proteínas concorrentes permanecem mais competitivas em relação à carne bovina, especialmente a carne de frango. Quarto traseiro: R$ 26,50 por quilo. Quarto dianteiro: R$ 20,00 por quilo. Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo.

SAFRAS NEWS 

Efeito-China: pela 1ª vez no ano, embarques brasileiros de carne bovina registram queda

As exportações da proteína in natura recuaram 10% nesta parcial de julho, segundo dados oficiais da Secex

Depois de passar os primeiros seis meses de 2026 no campo positivo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura (congelada, fresca e resfriada) recuaram nesta parcial de julho, refletindo o iminente esgotamento da cota anual de salvaguarda da China, de 1,1 milhão de toneladas. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), no acumulado das quatro semanas de julho/26 (18 dias úteis), o Brasil exportou 195,21 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária de 10,84 mil toneladas, uma queda de 10% sobre o volume médio diário registrado em igual mês de 2025, de 12,04 mil toneladas. Mantido esse ritmo, os embarques da proteína podem alcançar 249,44 mil toneladas no mês “cheio” de julho (23 dias úteis), configurando o menor volume mensal de 2026. “O desempenho mais fraco reflete o esgotamento do limite da salvaguarda chinesa, que elevou a tarifa sobre novos embarques (+55%) e reduziu o ritmo das exportações para o país”, ressaltam os analistas do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), acrescentando que o mercado chinês respondeu por 50,07% das exportações brasileiras no primeiro semestre/26. No entanto, nesta parcial de julho/26, o faturamento obtido com as vendas externas de carne bovina em ritmo crescente. Nos 18 dias úteis, os embarques atingiram US$ 1,243 bilhão, com média diária de US$ 69,07 milhões, um acréscimo de 3,4% em relação ao resultado médio diário obtido em julho de 2025, de US$ 66,8 milhões. O aumento de receita reflete a valorização dos preços da carne bovina brasileira no mercado internacional. No acumulado das quatro semanas deste mês, a cotação média ficou em US$ 6,368.9 por tonelada, um forte avanço de 15% em relação ao preço médio registrado em julho/25, de US$ 5,549.4/tonelada. “Os preços internacionais seguem em patamar favorável e compensam parte da retração no volume embarcado”, destaca o Imea.

IMEA

Brasil pode acionar OMC contra bloqueio europeu às carnes

Governo brasileiro avalia que a medida pode ter motivação protecionista. UE excluiu Brasil da lista de exportadores de carnes alegando falhas no controle do uso de antimicrobianos

O governo federal considera acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a decisão da União Europeia de tirar o Brasil da lista de exportadores de carnes e derivados. A diplomacia brasileira disse, em documento enviado ao Congresso Nacional, que os europeus poderiam ter se “engajado” mais no diálogo técnico para evitar uma interrupção das vendas. A informação foi revelada pela TV Globo e confirmada pelo Valor. Na segunda-feira (27/7), o Executivo acionou a OMC contra a imposição do novo tarifaço a produtos brasileiros pelo presidente americano Donald Trump. Os europeus excluíram o Brasil da lista de exportadores alegando falhas no controle do uso de antimicrobianos nas cadeias produtivas. O governo brasileiro avalia que a medida pode ter motivação protecionista, com implicações políticas conhecidas pela UE. Em um ofício enviado à Câmara, em resposta a requerimento do deputado Evair de Melo (Republicanos-ES), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, relatou a atuação da diplomacia brasileira e disse que poderá acionar organismos internacionais. Ele ressaltou ainda que o bloco europeu não questionou, pelo menos até o momento, as informações técnicas apresentadas pelo Brasil na discussão do tema nem deu espaço para o país corrigir eventuais falhas. “Caso a decisão comunitária não seja revertida até 3/9/2026, o governo brasileiro não descarta adotar medidas diplomáticas, comerciais e jurídicas para contestar e reverter a decisão da União Europeia. A avaliação de medidas jurídicas ou contramedidas dependerá do avanço das negociações com a UE para reverter a decisão de fechamento de mercado. Não está descartado o recurso aos mecanismos de solução de controvérsias da OMC e do Acordo Mercosul-UE”, disse, no ofício. “Embora o protecionismo possa não ter sido o único fator de motivação imediato da medida, pode-se mencionar que os setores que se opõem ao Acordo Mercosul-UE apoiaram e celebraram a medida. Isso significa que, independentemente da motivação, a exclusão do Brasil da lista apresenta dimensão política que certamente é considerada pelas autoridades da UE”, acrescentou. O Itamaraty informou ainda que não houve “qualquer alerta ou comunicação prévia de autoridades ou funcionários da Comissão Europeia” sobre eventuais deficiências na documentação apresentada pelo Ministério da Agricultura em 2025 e que o Brasil não teve oportunidade de sanar eventuais falhas. Mauro Vieira escreveu que a autoridade sanitária europeia, a DG-SANTE, “nunca apresentou apreciação ou mesmo reação aos documentos encaminhados” pelo Ministério da Agricultura. “Problemas eventualmente identificados nas informações enviadas pelo Brasil previamente tampouco foram suscitados pelo lado europeu no âmbito do Mecanismo de Consultas sobre Temas Sanitários e Fitossanitários Brasil-União Europeia, cuja 9ª reunião foi realizada em 4 e 5 de março de 2026, em Brasília”, afirmou. Em reuniões, em março e setembro de 2025, funcionários europeus alertaram a equipe técnica brasileira de que as garantias apresentadas até então não seriam suficientes, mas não houve comunicado por escrito. Em maio, a UE anunciou a retirada do Brasil da lista de países aptos a exportar carnes e derivados para lá a partir de 3 de setembro. Como mostrou o Valor, no entanto, a decisão surpreendeu inclusive a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. “O MRE considera que a União Europeia poderia ter se engajado mais ativamente no diálogo com o Brasil na fase final do processo decisório europeu. Não houve, igualmente, qualquer aviso prévio da decisão por parte da Comissão Europeia que permitisse ao Brasil se adequar às exigências, sobretudo considerando-se a abrangência da medida e o fato de ter sido o Brasil o único país excluído da lista”, disse o ministro em resposta à Câmara dos Deputados. No documento, o MRE afirmou que o governo brasileiro tomou conhecimento das novas exigências regulatórias da UE relativas ao uso de antimicrobianos na produção animal em janeiro de 2019. O Itamaraty disse ainda que, desde lá, tem alertado os interlocutores interessados no tema, no Executivo e no setor privado, sobre os potenciais impactos. A Pasta afirmou ainda que “tem apresentado questionamento, de forma consistente, a várias políticas comunitárias que se traduzem na imposição de padrões europeus à produção e exportação de outros países, à revelia de normas multilaterais que requerem justificativa científica para adoção de tais medidas”.

GLOBO RURAL

INTERNACIONAL

Carne bovina: Argentina entra no mercado da Indonésia

Ao lado do Brasil e da Austrália, a Argentina torna-se mais um importante fornecedor de um dos maiores mercados importadores da proteína

A Argentina garantiu acesso ao mercado da Indonésia para exportações de carne bovina e miúdos. Segundo informações do portal australiano Beef Central, a abertura para os produtos argentinos de carne bovina e lácteos foi viabilizada por um acordo sanitário firmado entre o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) e a Direção-Geral de Pecuária e Serviços de Saúde Animal da Indonésia (DGLAHS), permitindo que os exportadores argentinos atendam às exigências de importação do país asiático. Historicamente, diz a Beef Central, a maior parte da carne bovina e dos miúdos importados pela Indonésia veio da Austrália, tanto por meio da importação de bovinos vivos quanto de carne industrializada. Nos últimos anos, porém, o governo indonésio passou a diversificar sua base de fornecedores. Neste ano, a Indonésia ampliou significativamente as cotas de importação para a carne bovina brasileira. Também concedeu acesso livre de tarifas à carne bovina dos Estados Unidos dentro de um amplo acordo bilateral de comércio concluído em fevereiro de 2026. No entanto, informa o portal australiano, as exportações norte-americanas de carne bovina ao mercado da Indonésia seguem limitadas pela menor oferta de bovinos no país, depois que o rebanho local recuou para o menor patamar dos últimos 70 anos. De acordo com a Beef Central, no primeiro semestre deste ano, o Brasil tornou-se o segundo maior fornecedor de miúdos bovinos da Indonésia, com volumes de exportação que se aproximaram dos embarques australianos. Fontes do setor ouvidas pelo portal australiano afirmaram que volumes cada vez maiores de carne bovina sul-americana estão chegando aos mercados do Sudeste Asiático, incluindo a Indonésia, ocupando uma faixa intermediária de preço e qualidade entre a carne premium australiana e a carne de búfalo indiana, de menor preço. A Indonésia possui a quarta maior população do mundo, com cerca de 288 milhões de habitantes, dos quais mais de 87% são muçulmanos. Com um rebanho bovino estimado em menos de 12 milhões de cabeças, o país depende fortemente da importação de carne bovina e produtos lácteos para atender ao consumo interno, ressalta a reportagem da Beef Central. Segundo o portal australiano, a expectativa é que a Argentina exporte uma ampla variedade de produtos, principalmente carne bovina congelada para processamento, miúdos e cortes de maior valor destinados a hotéis, restaurantes e ao varejo moderno. Na avaliação das fontes ouvidas pela Beef Central, as exportações argentinas disputarão espaço nas licenças de importação da Indonésia ao lado de outros fornecedores, aumentando a concorrência com os exportadores australianos, especialmente no segmento de miúdos e carne com osso. Segundo a Meat & Livestock Australia (MLA), a produção doméstica atende apenas cerca de 65% do consumo de carne bovina da Indonésia.

BEEF CENTRAL

ECONOMIA

Dólar à vista encerra em leve alta com menor risco global, mas petróleo fraco

Moeda americana apresentava perto do fechamento o segundo pior desempenho entre as moedas mais líquidas, melhor apenas que o rublo russo

O dólar à vista encerrou a sessão em leve alta na terça-feira, em meio ao enfraquecimento adicional dos preços do petróleo e a um ajuste na percepção global de risco por causa de uma expectativa por avanços nas tratativas entre Estados Unidos e Irã por um acordo de paz. Se o menor risco beneficiou ativos como moedas de mercados emergentes, a desvalorização do petróleo tirou o suporte do real, que se tornou uma das divisas com pior desempenho entre as 33 mais líquidas. Terminadas as negociações da terça-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,20%, cotado a R$ 5,1216, depois de ter encostado na mínima de R$ 5,1097 e batido na máxima de R$ 5,1297. Já o euro comercial exibiu apreciação de 0,35%, negociado a R$ 5,8320. Perto das 17h15, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,13%, aos 101,407 pontos. Já o real apresentava, perto do fechamento, o segundo pior desempenho entre as moedas mais líquidas, melhor apenas que o rublo russo. Na abertura e nas primeiras horas de negociações, o dólar operou em leve alta, com dificuldade de conseguir maior magnitude frente ao real. Perto das 12h, a divisa americana perdeu a pouca força que apresentava em meio a relatos de que EUA e Irã podem estar avançando nas negociações por um acordo semelhante ao que se tinha antes do recente rompimento e ataques. Ao longo da tarde, porém, o dólar voltou a recuperar terreno. Para além do vaivém dos preços por conta do imbróglio no Oriente Médio, a dinâmica do nível do dólar frente ao real também deve ser marcada daqui para frente pela sazonalidade. O banco Wells Fargo afirma, em nota, que a sazonalidade dos próximos meses é desfavorável para as moedas latino-americanas. “As cinco principais moedas da região se desvalorizaram, em média, cerca de 1,4% entre agosto e setembro ao longo dos últimos 15 anos (excluindo 2020). Esses meses figuram de forma bastante consistente entre os mais fracos para muitas dessas moedas, e o efeito médio é ainda maior quando se exclui o sol peruano (PEN), devido à sua menor sensibilidade às oscilações do mercado (beta mais baixo)”, diz o estrategista Alvaro Vivanco, em nota. Segundo Vivanco, depois de o banco adotar visão otimista para as moedas latino-americanas ligadas a commodities durante a alta inicial do petróleo em março e abril, passou a ter uma postura mais defensiva diante da combinação de condições financeiras globais mais restritivas e da deterioração dos fundamentos domésticos.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa recupera os 176mil pontos comIPCA-15 abaixo do esperado e apoio de blue chips

Instituições financeiras subiram em bloco e responderam pelas maiores valorizações, caso das ON do Banco do Brasil, que ganharam 1,61%

A surpresa positiva com os números do IPCA-15 (prévia da inflação brasileira) reforçou a visão do mercado de que o Comitê de Política Monetária (Copom) ainda tem espaço para mais um corte de 0,25 ponto percentual na reunião da semana que vem, o que elevou os ganhos do Ibovespa desde a abertura dos negócios nesta quinta-feira. O movimento ainda foi amplificado pela alta de blue chips. Na máxima intradiária, o Ibovespa chegou a tocar os 178.539 pontos. Durante a tarde, porém, o índice se afastou do melhor momento do dia com a melhora nos mercados externos e com a alta menos intensa de bancos e das ações da Petrobras. Com isso, a principal referência acionária local terminou com avanço de 0,70%, aos 176.565 pontos, distante dos 175.326 pontos vistos na mínima intradiária. Entre as blue chips, instituições financeiras responderam pelas maiores valorizações ao subir em bloco. O destaque ficou para as ON do Banco do Brasil, que ganharam 1,61%. Após balançarem no pregão, as ações da ignoraram a queda nos preços do petróleo e terminaram em alta: no fim, as PN subiram 0,49%, ao passo que as ON exibiram ganhos de 0,80%, o que pode indicar compra do papel por parte de investidores estrangeiros. Já as ações da Vale encerraram no zero a zero, após subirem 0,60% no pregão anterior. Na ponta contrária, a surpresa positiva com os dados da prévia da inflação levou a uma queda firme dos juros futuros, o que colocou as ações cíclicas domésticas entre as maiores altas do Ibovespa, caso de Vamos (5,05%), Hapvida (4,02%), Fleury (3,21%) e Yduqs (2,77%). Ontem, o IBGE informou que o IPCA-15 subiu 0,06% em julho, o que ficou bem abaixo da mediana das projeções consultadas pelo VALOR DATA, que era de alta de 0,21%. O indicador também mostrou uma melhora na composição, com recuo dos núcleos e resultados melhores de serviços subjacentes. Mais uma vez, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi baixo e não passou dos R$ 15,8 bilhões no pregão. Na B3, o giro financeiro também chegou a R$ 22,0 bilhões. Em Wall Street, os principais índices terminaram o dia mistos: o Nasdaq cedeu 0,22%; o S&P 500 subiu 0,21%; e o Dow Jones ganhou 1,03%.

VALOR ECONÔMICO

IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,06% em julho puxada por energia elétrica

Avanço foi puxado pelos preços de energia elétrica residencial, que subiram 3,03% no mês e foram o principal impacto individual. Na outra ponta, os preços de alimento tiveram deflação de 0,66%.

O IPCA-15 registrou alta de 0,06% em julho, segundo dados divulgados na terça-feira (28) pelo IBGE. O resultado representa uma desaceleração em comparação ao mês anterior, quando o indicador teve alta de 0,41%, e veio bem abaixo das projeções — segundo pesquisas feitas pela Reuters, economistas previam uma alta de 0,20% para o período. Com isso, o índice acumula alta de 3,51% no ano e de 4,52% em 12 meses. O grupo Habitação registrou avanço de 0,97% no mês. A alta foi puxada pela energia elétrica residencial, que subiu 3,03% e gerou o maior impacto individual. Saúde e cuidados pessoais cresceu 0,28% e Transportes subiu 0,11%. O setor de Transportes foi impactado pelo aumento de 11,70% nos preços das passagens aéreas. O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,66% em julho. A queda ocorreu pela redução de 1,14% na alimentação em domicílio. Os preços dos combustíveis caíram 0,90% no mês. O setor acumulou altas no primeiro semestre devido ao conflito no Oriente Médio. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, registrou uma alta de 0,06% em julho. Os dados foram divulgados na terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além da bandeira tarifária amarela, que tem cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 Kwh consumidos, os preços de energia elétrica também contaram com reajustes tarifários em diversos estados, como Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Reajustes nas taxas de água e esgoto também ajudam a explicar a alta dos preços no grupo Habitação. Entre os demais grupos que registraram alta, destaque para Saúde e cuidados pessoais (0,28%), influenciado por produtos de higiene pessoal (0,51%) e Transportes (0,11%), que teve impacto da alta de 11,70% em passagens aéreas. O grupo de Alimentação e bebidas, que foi um dos principais motores de alta do IPCA-15 no mês passado, registrou queda de 0,66% em julho, puxado pela redução nos preços de alimentação no domicílio.  Veja abaixo a variação dos grupos em julho: Alimentação e bebidas: -0,66%; Habitação: 0,97%; Artigos de residência: 0,19%; Vestuário: -0,33%; Transportes: 0,11%; Saúde e cuidados pessoais: 0,28%; Despesas pessoais: 0,08%; Educação: -0,04%; Comunicação: -0,02%. Alimentos para consumo em casa ficam mais baratos. A queda de 1,14% na alimentação no domicílio foi puxada, principalmente, pelos recuos nos preços:

do tomate (19,95%); da batata-inglesa (-10,03%); e do café moído (-3,13%). Já do lado das altas, o destaque fica com a cebola e o pão francês, que tiveram altas de 7,10% e 0,65%, respectivamente. A alimentação fora do domicílio, por outro lado, saiu de uma alta de 0,40% em junho para um avanço de 0,55% em julho, puxada pela aceleração nos preços da refeição, que saiu de 0,39% para 0,66%. O lanche, por sua vez, desacelerou de 0,45% em junho para 0,30% em julho. Queda dos combustíveis ajuda a conter preços. Apesar da alta do grupo Transportes, puxado pelo avanço nos preços das passagens aéreas, os preços dos combustíveis registraram uma queda de 0,90% na prévia da inflação deste mês. Veja abaixo:  Etanol: -2,50%; Gasolina: -0,68%; Óleo diesel: -1,32%; Gás veicular: -0,97%. Os preços dos combustíveis registraram fortes altas no primeiro semestre, em reflexo à guerra travada entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Isso porque o conflito acabou fechando o Estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

G1/O GLOBO

Investimento direto no Brasil supera previsão em junho e eleva em 33% entradas no 1º semestre

O investimento estrangeiro direto do Brasil cresceu cerca de 33% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira, após a entrada de junho ter ficado bem acima das expectativas do mercado.

No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$9,075 bilhões, acima dos US$5,0 bilhões projetados em pesquisa da Reuters e contra US$3,068 bilhões em junho de 2025, elevando a entrada acumulada no ano para US$46,986 bilhões. Em junho, o BC elevou sua previsão de investimento estrangeiro direto para o ano de US$70 bilhões para US$75 bilhões, citando expectativas de que um desempenho mais forte das exportações apoiaria maiores entradas de capital estrangeiro em empresas que operam no Brasil. Como exportador de petróleo, o Brasil tem se beneficiado dos preços mais altos do combustível em meio ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, enquanto as exportações fortes de soja e carne bovina também sustentaram o desempenho comercial do país. Mesmo assim, a projeção de investimentos estrangeiros para o ano inteiro permanece ligeiramente abaixo dos US$78 bilhões registrados em 2025. A força das exportações também ajudou a melhorar a posição da conta corrente do Brasil em junho. O déficit em transações correntes somou US$2,330 bilhões, contra US$5,177 bilhões no mesmo período do ano anterior e abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de um rombo de US$2,45 bilhões em junho. O déficit acumulado em 12 meses totalizou em junho o equivalente a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB). A balança comercial teve superávit de US$8,830 bilhões, contra US$5,247 bilhões no mesmo mês de 2025. A conta de renda primária apresentou em junho déficit de US$6,466 bilhões, ante rombo de US$6,440 bilhões no mesmo período do ano anterior. Já o rombo na conta de serviços ficou em US$5,133 bilhões, contra déficit de US$4,386 bilhões em junho do ano anterior.

REUTERS 

CARNES

Países do Mercosul discutem divisão de cota de frango, suínos e ovos para União Europeia

Caso haja um consenso sobre como dividir o volume de exportação permitido entre cada país, o Brasil acatará a decisão. Os países do Mercosul terão cota total para a carne de frango, compartilhada, para exportar até 180 mil toneladas ao mercado europeu sem tarifa

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), juntamente com entidades representativas das cadeias de proteína animal do Paraguai, Uruguai e Argentina, têm mantido conversas visando um consenso sobre a divisão das cotas estabelecidas no acordo Mercosul-União Europeia para as exportações de carnes ao bloco europeu. O presidente da ABPA, Ricardo Santin, disse na terça-feira (28/7), em coletiva de imprensa, que há um entendimento do governo brasileiro de que, caso as entidades cheguem a um consenso sobre como dividir a cota entre cada país, o Brasil acatará a decisão. Espera-se também que os governos dos outros países do Mercosul façam o mesmo. As associações ainda não chegaram a uma definição, segundo o executivo, e um novo encontro de representantes das entidades ocorrerá de forma presencial na próxima semana, entre 4 e 6 de agosto, durante o Siavs, evento do setor que será realizado em São Paulo. Pelo acordo com a União Europeia, os países do Mercosul terão cota total para a carne de frango, compartilhada, para exportar até 180 mil toneladas ao mercado europeu sem tarifa. Os volumes serão liberados gradualmente, a cada ano. Em 2026, a cota de 20 mil toneladas já foi preenchida, com as exportações do Brasil, segundo a ABPA. No caso da carne suína – que o Brasil ainda não exporta aos europeus -, a cota é de 25 mil toneladas, entre in natura e congelada, com tarifa intracota de 83 euros por tonelada. Para ovos, mercado que o Brasil já explora na Europa, a cota final será de 3 mil toneladas para ovos processados e 3 mil toneladas para albuminas, sem tarifa.

VALOR ECONÔMICO

SUÍNOS & FRANGOS

ABPA projeta crescimento nas exportações de carne de frango e suína em 2026

As exportações de carne de frango do Brasil, maior exportador global, podem alcançar um recorde de até 5,875 milhões de toneladas em 2026, alta de até 10,3% sobre 2025, estimou nesta terça-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Já a produção deverá crescer até 5,6%, para um intervalo entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas. Para 2027, a entidade prevê que as exportações de carne de frango avancem para até 6,05 milhões de toneladas, aumento de até 3,0% sobre a projeção de 2026, enquanto a produção deverá atingir até 16,6 milhões de toneladas, crescimento de até 2,8% na mesma comparação. No setor de carne suína, a ABPA estima que as exportações brasileiras alcancem até 1,6 milhão de toneladas em 2026, avanço de até 5,9% ante 2025. A produção deverá somar até 5,87 milhões de toneladas, aumento de até 5,0% no mesmo comparativo. Para 2027, a associação projeta exportações de carne suína de até 1,7 milhão de toneladas, crescimento de até 6,3% sobre 2026, enquanto a produção deverá atingir até 6,05 milhões de toneladas, avanço de até 3,1% na mesma base de comparação.

REUTERS

Brasil poderá exportar frango para UE a partir de setembro, avalia ABPA

Missão europeia visitará indústrias brasileiras no fim de agosto para verificar o cumprimento de uma nova etapa de fiscalização da produção. Os europeus demandam que o Brasil assegure que produtores brasileiros não usam promotores de crescimento na produção animal nem antibióticos de uso humano

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou nesta terça-feira (28/7) que uma missão da Europa visitará empresas produtoras de frango no fim de agosto para verificar o cumprimento de uma nova etapa de fiscalização da produção por parte do governo brasileiro. Esta etapa foi estabelecida para comprovar o cumprimento das regras do bloco sobre o uso de antimicrobianos na cadeia do frango. Os europeus demandam que o Brasil assegure que produtores brasileiros não usam promotores de crescimento na produção animal nem antibióticos de uso humano. Santin disse que empresas brasileiras estão “rodando” um ciclo de vida inteiro de frangos destinados ao mercado europeu em agosto, e que essa produção será fiscalizada envolvendo fábricas de ração, granjas e frigoríficos. Segundo o dirigente, o governo brasileiro já fazia a fiscalização destes agentes, mas a Europa quer que a frequência dessas visitas seja maior. Internamente as companhias já adotam diversos controles, conforme o executivo, como o acompanhamento de cada lote de animais e registros da alimentação e dos medicamentos administrados por lote. Há também a elaboração do boletim sanitário pelo médico veterinário responsável, atestando quais medicamentos foram utilizados. A União Europeia retirou recentemente o Brasil da lista de nações autorizadas a exportar para o bloco a partir de 3 setembro, alegando que o país não conseguiu garantir o cumprimento das regras sobre antimicrobianos em todo o ciclo de vida dos animais – frangos, suínos, bovinos e outros. Apesar do prazo curto entre a esperada missão europeia à cadeia brasileira, no fim de agosto, e a data a partir da qual passa a valer a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar ao continente europeu, Santin disse acreditar ser possível o país receber autorização do bloco para exportar carne de frango de 3 de setembro em diante. Uma das possibilidades é a de autoridades europeias se contentarem com as informações fornecidas pela missão, antes mesmo da entrega do relatório final da comitiva. Os europeus também teriam a opção de, eventualmente, convocar uma reunião extraordinária para discutir a situação após a missão. “É possível voltar a exportação (de frango) em setembro, sim. A União Europeia já fez visitas anteriores, já verificou isso no dia a dia”, afirmou Santin. “Vamos continuar fazendo o que sempre fizemos, não usamos promotores de crescimento para a União Europeia nem antibióticos de uso humano. Empresas do Brasil não estão fazendo nada diferente do que sempre fizeram, sempre segregamos’, continuou. Santin lembrou que no ano passado, em virtude do único caso de gripe aviária em granja comercial no Brasil, o país ficou cerca de quatro meses sem exportar e conseguiu fechar 2025 com alta das exportações de frango. Caso a União Europeia não autorize exportações brasileiras do produto a partir de setembro, o país teria condições de redirecionar os volumes a outros importadores e ao mercado interno, na avaliação do executivo.

GLOBO RURAL

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY NORBERTO STAVISKI EDITORA LTDA

Whatsapp 041 999368886

 

 

abrafrigo

Leave Comment