
Ano 11 | nº 2744 | 01 de julho de 2026
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo: cotação pressionada em São Paulo
Demanda cautelosa mantêm a pressão sobre as cotações do boi gordo.
O mercado abriu com queda de R$3,00/@ do boi gordo, do “boi China” e da vaca. A cotação da novilha não mudou. Os compradores estavam pressionando os preços, apesar da resistência dos pecuaristas. As escalas de abate atendiam, em média, a oito dias. No Espírito Santo, as cotações encerraram o mês sob pressão, reflexo de uma oferta que atende à demanda, dos receios em relação ao desempenho das exportações em julho e de uma demanda mais frouxa, que indica compra de maneira compassada, em busca das melhores oportunidades. Dessa forma, a cotação da vaca caiu R$5,00/@. Para as demais categorias, estabilidade. As escalas de abate estavam, em média, para oito dias. No Acre, a demanda arrefeceu e, apesar de não haver excedentes na oferta, as cotações caíram. A queda foi de R$5,00/@ para todas as categorias. No Sudoeste de Rondônia, após as quedas registradas no dia anterior, o mercado iniciou o dia com novos recuos. Na comparação feita dia a dia, as cotações do “boi China” e da novilha caíram R$5,00/@, enquanto a do boi gordo recuou R$2,00/@. Para a vaca, estabilidade.
SCOT CONSULTORIA
Frigoríficos ficam mais ociosos diante da ausência momentânea da China
O mercado físico do boi gordo abriu a semana com predominante acomodação dos preços. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias pontua que existem muitas indústrias ausentes da compra de gado neste momento, avaliando as melhores estratégias para o restante da semana.
“O dia em si foi pautado pelo inexpressivo fluxo de negócios, sem consistente avanço das escalas de abate. Mesmo assim, os frigoríficos seguem ajustando os abates de acordo com a expectativa de término precoce das cotas disponibilizadas pela China.” Segundo ele, desta forma, o que se evidencia é o aumento da capacidade ociosa nas mais diferentes regiões do país, com a programação de abates sendo adequada a uma nova realidade de demanda.
Preços médios da arroba do boi gordo: São Paulo: R$ 340,58. Goiás: R$ 319,50. Minas Gerais: R$ 317,82. Mato Grosso do Sul: R$ 331,82. Mato Grosso: R$ 336,69. O mercado atacadista abriu a semana com preços acomodados para a carne bovina. “A entrada dos salários na economia será um importante motivador para a retomada do movimento de alta durante a primeira quinzena de julho, estimulando a reposição entre atacado e varejo”, aponta Iglesias.
O analista destaca que a carne bovina segue menos competitiva em comparação às proteínas concorrentes. “O baixo poder de compra da população e o alto nível de endividamento seguem norteando o consumo interno para proteínas de menor valor agregado, em especial para a carne de frango”, aponta. Quarto traseiro: R$ 25,50 por quilo. Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo. Quarto dianteiro: R$ 21,00 por quilo
SAFRAS NEWS
ECONOMIA
Dólar fecha com leve queda em dia de disputa pela Ptax
O dólar fechou a terça-feira com leve variação negativa ante o real, em um dia marcado pela disputa dos investidores pela formação da Ptax de fim de mês e pelos sinais mistos da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior.
O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,19%, aos R$5,1626. No mês de junho, a moeda acumulou alta de 2,32% ante o real e, no ano, passou a ceder 5,95%. Às 17h06, o dólar futuro para agosto — que se tornou o mais líquido do mercado brasileiro — cedia 0,23% na B3, aos R$5,2050. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).
Em função da disputa, é comum haver maior volatilidade na primeira metade da sessão, em especial nos horários próximos às janelas de coleta de valores pelo BC, às 10h, 11h, 12h e 13h.
A determinação da Ptax é especialmente importante nos finais de trimestre — como visto nesta terça-feira — porque a taxa também serve de referência para conversão de valores em moeda estrangeira nos balanços e demonstrações financeiras de muitas empresas no Brasil.
Definida a Ptax no início da tarde (R$5,1760 na compra e R$5,1766 na venda), o dólar passou a oscilar sem influências técnicas, mantendo-se perto da estabilidade, na ausência de novos gatilhos de operação. No exterior, o dólar sustentou ganhos pela manhã ante moedas fortes como o euro, a libra e o iene, mas durante a tarde a moeda norte-americana já havia perdido boa parte da força. O dólar também perdeu fôlego de mais cedo ante divisas de países emergentes e no fim da tarde tinha sinais mistos, caindo ante o peso colombiano e o rand sul-africano, mas subindo ante o peso chileno e a rupia indiana. Como pano de fundo das negociações com moedas nesta terça-feira estavam as movimentações diplomáticas de Estados Unidos e Irã, que tentam sustentar uma trégua ainda frágil no Oriente Médio. Equipes de negociação dos dois países deveriam chegar a Doha nesta semana, mas o Irã informou na segunda-feira que nenhuma reunião entre as partes havia sido agendada. Além disso, pela manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que as vagas de emprego em aberto no país — um indicador da demanda por mão de obra — aumentaram em 9.000, chegando a 7,594 milhões no último dia de maio, conforme o relatório Jolts. Na quinta-feira sai o relatório de empregos payroll dos EUA referente a junho.
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Ibovespa fecha em queda e acumula quarto mês seguido no negativo
O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, confirmando mais um desempenho mensal negativo, mas se afastou da mínima do dia, registrada após dados sobre o mercado de trabalho no Brasil mais fracos do que o esperado.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,68%, a 172.029,52 pontos, acumulando um declínio de 1,01% em junho, de acordo com dados preliminares. No segundo trimestre, a perda alcançou 8,23%, reduzindo a alta no ano para 6,77%. Na mínima do dia, o Ibovespa recuou a 170.538,48 pontos. Na máxima, marcou 173.204,72 pontos. O volume financeiro nesta sessão somava R$17,76 bilhões antes dos ajustes finais.
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Tesouro vê dívida bruta do Brasil em alta até 2029 e posterior recuo até 83,1% do PIB em 2036
O Tesouro Nacional projeta que a dívida bruta do governo geral fechará este ano em 83,5% do Produto Interno Bruto e seguirá em trajetória de alta até 2029, quando chegará a 87,9%, segundo relatório divulgado na terça-feira.
A partir de 2030, segundo o Tesouro, a relação dívida PIB passará a cair de forma contínua, encerrando 2036, fim do horizonte de projeções, em 83,1% — patamar ainda superior aos 78,6% registrados no ano passado. A alta da dívida esperada para este ano “se explica, principalmente, pelo nível dos juros nominais, que seguem pressionando a dívida nos anos seguintes”, disse o Tesouro no documento.
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Brasil abre 72,9 mil vagas formais em maio, em pior resultado no mês desde 2020
Geração de empregos bate recorte negativo e registra desaceleração pelo segundo mês seguido
Economia brasileira teve 2,2 milhões de contratações e 2,1 milhões de demissões em maio
O Brasil abriu 72,9 mil vagas de trabalho formal em maio, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. É o segundo mês seguido que a geração de empregos bate recorde negativo, com o pior resultado para maio desde 2020, ano da pandemia.
Em abril, foram geradas 85 mil vagas, também pior resultado em seis anos. A economia brasileira teve 2,2 milhões de contratações e 2,1 milhões de demissões em maio. No acumulado de janeiro até agora, o saldo é de 767 mil empregos formais também o pior resultado desde a pandemia. No mesmo período do ano passado, o saldo foi de 1 milhão.
Já no acumulado dos últimos doze meses, o saldo foi positivo, com mais 973 mil, um aumento de 2,1% no período. Segundo Luiz Marinho, ministro do Trabalho, a queda no número de empregos neste mês é resultado do impacto da alta dos juros, para além dos efeitos da guerra no Irã. Hoje, a Selic está em 14,25% ao ano. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem sido alvo de críticas entre os governistas pela taxa elevada. “Não sei o que acontece com o Banco Central. A política monetária do jeito que está tem gerado efeito muito negativo no mercado de trabalho. Também há um efeito guerra, que criou transtorno no mercado global e tem consequências para o Brasil. O ritmo poderia ser muito superior ao que estamos rodando.” Todos os cinco principais agrupamentos da economia tiveram saldo positivo no mês de maio. O setor com maior número absoluto de novas vagas foi o de serviços, com mais 45 mil novos postos formais, seguido pelo setor de construção, com mais 12 mil. O resultado positivo para o setor de comércio foi ínfimo, com apenas 40 vagas criadas.
No setor de serviços, com melhor resultado, houve alta no segmento de saúde e serviços sociais, seguido pelo de atividades administrativas, que teve aumento de 11 mil.
A agropecuária, que vinha registrando saldo negativo, teve uma alta no mês de maio, impulsionada pela geração de emprego no cultivo de café (com mais 17,6 mil vagas), de laranja (com mais 2.458) e cana-de-açúcar (com 828). Na indústria, o resultado foi de mais 4.974 postos formais de trabalho, puxado pela alta na fabricação de veículos, de produtos derivados do petróleo e no de alimentação. Já no comércio, em que a alta foi menor, houve um crescimento no comércio e reparação de automotores. Por estado, as maiores altas foram no Espírito Santo, onde houve aumento de 1% no total de empregos formais, seguido por Acre e Piauí com 0,7% e 0,5%, respectivamente. Já os piores desempenhos foram para Tocantins, com uma queda 0,32%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com menos 0,2%, e Goiás, com menos 0,17%.
FOLHA DE SP
GOVERNO
Plano Safra Empresarial terá R$ 525,1 bilhões e queda de juros
Recursos aumentaram apenas 2% em relação à temporada anterior; haverá um corte de juros de até 1,5 ponto percentual nas linhas de custeio e investimentos. Cerimônia aconteceu na manhã da terça-feira, em Brasília
O Plano Safra da Agricultura Empresarial 2026/27 terá R$ 525,1 bilhões em crédito rural e títulos do agronegócio para médios e grandes produtores, 2% a mais que os R$ 516,2 bilhões anunciados para a temporada anterior, que termina nesta terça-feira (30/6), com incremento nominal de R$ 8,9 bilhões. As informações foram confirmadas à reportagem por fonte do Ministério da Agricultura. Os detalhes foram divulgados em cerimônia no Palácio do Planalto.
Apesar do aumento de recursos e da queda nos juros, as condições não atenderam ao pedido inicial feito pelo Ministério da Agricultura, que queria R$ 570 bilhões em oferta total de recursos e taxas de um dígito para todos os agricultores. Recentemente, secretários da Pasta falaram em conseguir R$ 550 bilhões. Serão R$ 384,9 bilhões para as operações de custeio e comercialização (queda de 7%) R$ 140,2 bilhões para investimentos (alta de 38%). O Pronamp terá R$ 72,6 bilhões com juros controlados ante R$ 69,1 bilhões no ciclo anterior. Demais produtores terão R$ 452,5 bilhões no total, a maior parte a juros livres.
“Esse Plano Safra não cresce só em volume, ele melhora as taxas de financiamento. É uma redução de 10% [nas taxas] significativamente maior do que a própria redução da taxa Selic no mesmo tempo [de 15% para 14,25% ao ano]”, disse o ministro da Agricultura, André de Paula, que lançou o Plano Safra 2026/27 ao lado do presidente em exercício, Geraldo Alckmin. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou da cerimônia. A linha de custeio dos grandes produtores cairá de 14% para 12,5% ao ano. Já os médios produtores terão alíquota de 9% ante 10% em 2025/26 no Pronamp. As linhas do RenovAgro (Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis) e do Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para grandes unidades, acima de 6 mil toneladas, terão juros de 9,5% ao ano. O corte foi de 0,5 ponto percentual em relação ao índice da safra 2025/26. Já o PCA destinado ao financiamento de armazéns para até 6 mil toneladas terá os menores juros da agricultura empresarial: 8% ao ano ante 8,5% na safra anterior. No geral, o montante de recursos destinados para a armazenagem vai cair 28%, de R$ 8,2 bilhões para R$ 5,9 bilhões.
Para o RenovAgro Ambiental (voltado para a regularização ambiental, recuperação de áreas degradadas e preservação das propriedades rurais) e o RenovAgro para recuperação e conversão de áreas degradadas terão os juros mantidos em 8,5% ao ano na safra 2026/27.
Com desempenho aquém do esperado nos últimos anos, o Moderfrota, principal programa para aquisição de máquinas e implementos agrícolas, terá menos da metade dos recursos disponibilizados na safra 2025/26. O montante cairá 54%, de R$ 12,5 bilhões para R$ 5,8 bilhões. Os juros foram ajustados para baixo. Grandes produtores pagarão 12,5% e médios, 11,5%. Na temporada anterior as taxas eram de 13,5% e 12,5%, respectivamente.
Inovagro, Proirriga e investimento empresarial terão juros de 11,5% ante 12,5% ao ano em 2025/26. Prodecoop e Procap-Agro, destinados a cooperativas, também tiveram o corte mais acentuado, de 1,5 p.p, e ficaram com taxas de 12% ao ano ante 13,5% na temporada anterior.
Os recursos a juros controlados sem equalização são de livre negociação das taxas de juros, carência e limites de financiamento. Dos R$ 525,1 bilhões que serão anunciados para a agricultura empresarial, R$ 194 bilhões serão de financiamentos feitos por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs), emprestadas a juros livres, com recursos do direcionamento das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e poupança rural. As CPRs títulos não eram incluídas no cômputo do Plano Safra até o início deste governo. Desde o ano passado, o Executivo passou a defender que há apoio federal na emissão das LCAs, com a desoneração do imposto de renda para os investidores, e que, por isso, deve incluir esses recursos como fonte oficial do crédito rural, mesmo que emprestados a juros livres. Na semana passada, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que oficializou a medida. O Plano Safra 26/27 também terá R$ 331,1 bilhões em linhas tradicionais de crédito rural e outros programas, como o Move Agrícola (máquinas) e o Ecoinvest (recuperação de pastagens), que foram incluídos para inflar o número final. Mesmo assim, o valor ficou abaixo do pedido feito pelo setor produtivo. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) havia solicitado ao governo R$ 518,2 bilhões para médios e grandes produtores apenas pelas linhas tradicionais, sem contabilizar os títulos e outras fontes. Lideranças criticam a inclusão de outros recursos no Plano Safra. O montante de recursos equalizados, que contam com a subvenção direta do Tesouro Nacional nos juros, disponível para médios e grandes produtores na safra 2026/27 será de R$ 97 bilhões, confirmou a fonte. O valor representa uma queda em relação aos R$ 113,7 bilhões com recursos equalizados disponibilizados ao público no início da safra 2025/26. Ao longo da temporada, com remanejamentos feitos entre linhas e instituições financeiras, o montante caiu para R$ 91,3 bilhões. Apesar do aperto orçamentário, o governo federal aumentou a previsão de gastos para a subvenção do Plano Safra. Na área empresarial, o custo será 41% maior, saltando de R$ 3,9 bilhões na temporada 2025/26 para R$ 5,5 bilhões agora. Essa é a verba aplicada pelo Tesouro Nacional ao longo de vários anos para equalizar a diferença entre o custo que os bancos têm para captar os recursos mais o spread e a taxa final cobrada dos agricultores que tomam os empréstimos.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS& SUÍNOS
Paraná reforça liderança na avicultura com novos investimentos de R$ 475 milhões da Seara
Empresa quer tornar o Estado autossuficiente em toda a cadeia de produção de frangos, da genética ao abate, enquanto reúne 2 mil produtores para discutir tecnologia e produtividade.
Paraná, líder nacional na produção e exportação de carne de frango, deve ampliar ainda mais seu protagonismo na avicultura. Durante a primeira edição da Feira Aves Seara, realizada na sexta-feira (26), em Arapongas, a empresa reafirmou investimentos de R$ 475 milhões no Estado, incluindo a implantação de uma granja de genética em Cerro Azul e recursos para financiar a construção e modernização de aviários. O evento reuniu cerca de 2 mil produtores integrados de frangos de corte e matrizes do Paraná e de Mato Grosso do Sul, além de especialistas, fornecedores de tecnologia e representantes do setor. Segundo dados apresentados durante a feira, o Paraná responde por 34% da produção nacional e 36% das exportações brasileiras de carne de frango. Em 2025, o Estado registrou um recorde de 2,29 bilhões de aves abatidas. “Empresas como a Seara e a JBS, além das nossas cooperativas, fazem com que o Paraná seja o maior produtor de carne de frango do País, respondendo por mais de um terço de todo o volume nacional”, afirmou o governador em exercício, Darci Piana, ressaltando: “Mais de 180 países compram a nossa produção. Feiras como esta ajudam o produtor a melhorar a qualidade e aumentar a capacidade de produção, podendo conquistar novos mercados.” Um dos principais projetos da Seara é a construção de uma granja de genética em Cerro Azul, na Região Metropolitana. de Curitiba, com investimento de R$ 175 milhões. A unidade será responsável pela produção de matrizes e integra a estratégia da empresa de concentrar no Paraná todas as etapas da cadeia produtiva. “O Paraná é muito importante para nós. Estamos fazendo um investimento relevante para trazer o topo da cadeia de aves para cá, com a construção de uma granja de genética. Com isso, faremos do Estado um cluster autossuficiente, desde a avó, a matriz e o frango”, afirmou o diretor-executivo de Agropecuária da Seara, José Antonio Ribas Júnior. Os outros R$ 300 milhões anunciados pela companhia serão destinados ao FIDC Paraná II, fundo estruturado em parceria com a Fomento Paraná para financiar investimentos em aviários de frangos de corte e matrizes. Desse montante, R$ 240 milhões serão aportados pela Seara e R$ 60 milhões pela instituição estadual. Além dos anúncios, a Feira Aves Seara promoveu painéis técnicos e uma exposição com mais de 40 empresas fornecedoras de equipamentos, genética, nutrição, bem-estar animal e outras tecnologias voltadas à produção avícola. O objetivo foi apresentar soluções para aumentar a eficiência das granjas e ampliar a competitividade da cadeia produtiva.
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