CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2708 DE 11 DE MAIO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2708 | 11 de maio de 2026

 

NOTÍCIAS

Bovinos: cotação das fêmeas cai em São Paulo

China amplia compras de carne brasileira

Pelos dados apurados pela Scot, na sexta-feira (8/5), o boi gordo sem padrão-exportação seguiu valendo R$ 355/@ em São Paulo, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 360/@.

A cotação das fêmeas bovinas apresentou queda em São Paulo na sexta-feira (8), segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. O movimento ocorre em um cenário de avanço das escalas de abate e redução das compras por parte dos frigoríficos. De acordo com o levantamento, o mercado abriu com queda de R$ 5,00 por arroba da vaca e de R$ 3,00 por arroba da novilha. Já as cotações do boi gordo e do “boi China” permaneceram estáveis em relação ao dia anterior. O relatório aponta que a maior oferta de animais contribuiu para alongar as escalas de abate. “Parte dos frigoríficos já havia completado suas escalas para a próxima semana e as compras reduziram”, destaca a análise. As escalas estavam, em média, posicionadas para dez dias. Em Mato Grosso, o cenário foi de estabilidade nas cotações para todas as categorias bovinas nas quatro praças pecuárias monitoradas. Segundo a consultoria, a oferta de animais permaneceu mais ajustada devido às condições favoráveis das pastagens. “A oferta de bovinos estava mais ajustada e cadenciada, em razão do cenário positivo de chuvas e da manutenção da qualidade das pastagens no estado. Esse contexto contribuiu para limitar as quedas nas cotações”, informa o boletim. A cotação da arroba do “boi China” também não apresentou alterações em Mato Grosso. No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura mantiveram ritmo elevado em abril. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, o Brasil embarcou 251,9 mil toneladas no mês, com média diária de 12,6 mil toneladas, volume 4,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6,2 mil, alta de 24,1% na comparação anual. A China segue como principal destino da carne bovina brasileira. Entre janeiro e abril de 2026, os embarques para o mercado chinês somaram 460 mil toneladas, o equivalente a 41,9% da cota considerada nos registros da Secex. Somente em abril, o Brasil exportou 135,4 mil toneladas de carne bovina para a China. O relatório ressalta, no entanto, que parte dos embarques realizados no fim de 2025 ainda pode compor o preenchimento da cota chinesa, já que o cálculo considera a entrada efetiva do produto no país asiático.

SCOT CONSULTORIA

Preços da arroba do boi gordo acomodados

Escalas de abate apresentam maior conforto em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, estados em que a situação das pastagens é mais complicada

O mercado físico do boi gordo registrou preços acomodados ao longo da sexta-feira (8). Para o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a semana pode ser descrita como fraca em termos de negociações. “No geral o quadro ofereceu poucas alterações, com escalas de abate apresentando maior conforto em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, estados em que a situação das pastagens é mais complicada”, contextualizou. De acordo com Iglesias, em Mato Grosso, no Pará, Tocantins e em Rondônia, o pasto apresenta melhores condições, oferecendo maior capacidade de retenção. “Mesmo assim a expectativa é de alguma evolução da oferta, em especial na segunda quinzena do mês”, disse. Preços médios da arroba do boi: São Paulo: R$ 352,50 — ontem: R$ 352. Goiás: R$ 333,39 — ontem: R$ 334,11. Minas Gerais: R$ 339,76 — ontem: R$ 339,41. Mato Grosso do Sul: R$ 349,55 — ontem: R$ 349,09. Mato Grosso: R$ 356,01 — ontem: R$ 355,88. O dia foi de preços estáveis também para a carne bovina no atacado. O ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes nos próximos dias, em linha com um perfil de consumo menos aquecido durante a segunda quinzena do mês. “Além disso, a competitividade em relação as proteínas concorrentes seguem problemática, em especial na comparação com a carne de frango”, pontuou Iglesias. Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo; Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo; Ponta de agulha: R$ 20,00.

SAFRAS NEWS

Caem as cotações do boi e da vaca na região de Redenção-PA

Com a maior oferta, as cotações ficaram pressionadas.

A primeira semana do mês foi marcada por uma boa oferta de bovinos na região de Redenção. Diante desse cenário, as cotações do boi e da vaca gordos caíram, enquanto a da novilha se manteve estável na comparação semanal. Tanto para o boi, quanto para a vaca, a cotação da arroba caiu 0,6%, ou R$2,00.  O boi gordo foi negociado em R$334,50/@ e a vaca em R$317,50/@. A cotação da novilha permaneceu estável, negociada em R$324,50/@. O diferencial de base do boi gordo está em R$14,50/@, ou 4,3% menor na região de Redenção em relação a São Paulo, onde a arroba está em R$349,00. Todos os preços são a prazo, descontados o Senar e o Funrural. No curto prazo, o viés é de queda.

SCOT CONSULTORIA

Brasil já preencheu 50% da cota chinesa para carne bovina em 2026, diz Pequim

Após atingir a totalidade da cota, será imposta uma tarifa extra de 55% sobre o produto nacional. China importou 869 mil toneladas de carne bovina, de diversos fornecedores, entre janeiro e março

O governo chinês anunciou no domingo (10/5) que as importações de carne bovina do Brasil sob o regime das salvaguardas aplicadas aos exportadores atingiram 50% da quantidade total especificada para o país em 2026, de 1,1 milhão de toneladas. Após atingir a totalidade da cota, será imposta uma tarifa extra de 55% sobre o produto nacional. O Brasil é o segundo país exportador a atingir esse patamar de 50%. Antes, em março, a Austrália já havia preenchido metade do volume de 205 mil toneladas autorizado pelos chineses, sem taxa extra, para 2026. O governo chinês emite os alertas quando as importações chegam a 50%, 80% e 100% da quantidade especificada para cada fornecedor. Segundo os dados mais recentes de Pequim, a China já importou 869 mil toneladas de carne bovina, de diversos fornecedores, entre janeiro e março deste ano. O volume representa pouco mais de 32% da cota geral de 2,6 milhões de toneladas definida para este ano. As importações de carne bovina brasileira pela China chegaram a 512 mil toneladas no primeiro trimestre, o que já representava 46,3% da cota. Agora, essa quantidade aumentou e ultrapassou os 50%. Os chineses, no entanto, não divulgaram os dados consolidados de abril. Na contramão desse movimento acelerado de preenchimento da cota, os Estados Unidos seguem com as vendas praticamente zeradas para os chineses em 2026. Os americanos exportaram apenas 544 toneladas de carne bovina nos três primeiros meses do ano. O volume autorizado é de 164 mil toneladas. A Argentina preencheu 27,5% da cota até março, e o Uruguai, 14,67%. Já a Nova Zelândia embarcou pouco menos de 14% da sua cota. Por enquanto, não há alteração na rotina de comércio entre brasileiros e chineses. Mesmo assim, a perspectiva dos frigoríficos nacionais é de esgotamento iminente da cota, o que deverá gerar mudanças nos negócios no país, com redução do ritmo de abates, por exemplo. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil consideram a exportação de 1,091 milhão de toneladas de carne bovina para todos os destinos no acumulado de janeiro a abril, crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o volume embarcado foi de 951,5 mil toneladas. A receita no primeiro quadrimestre alcançou US$ 6,047 bilhões, avanço de 32,8% frente ao mesmo período do ano anterior. A China também liderou as compras da carne bovina brasileira no acumulado do ano, com 474,2 mil toneladas importadas e receita de US$ 2,724 bilhões, representando 43,5% do volume total exportado pelo Brasil e 45% do faturamento do setor no período. Na comparação anual, o volume embarcado ao mercado chinês avançou 28,8%. Os dados consideram o que foi embarcado a partir de 1º de janeiro. Já os chineses contabilizam o que entrou nos portos. Boa parte do volume foi exportado antes, ainda em 2025. O tempo de viagem dos navios é de cerca de 45 dias.

VALOR ECONÔMICO

Preços do boi gordo devem voltar a subir no segundo semestre

Demanda deve aumentar por causa da Copa do Mundo e das eleições

Os preços do boi gordo, principal componente do custo dos frigoríficos e da produção de carne, devem voltar a subir a partir do segundo semestre. Nas últimas semanas, os preços dos animais passaram por uma desaceleração, na sequência de uma valorização aguda. Tanto a menor disponibilidade de animais para abate quanto a demanda por carne bovina no mercado externo e doméstico — impulsionada por eleições e Copa do Mundo —, devem contribuir para a retomada das cotações do boi gordo, potencialmente remunerando melhor pecuaristas, disse à reportagem a coordenadora de mercado pecuário da consultoria Agrifatto, Isabella Cavalcante. Pecuaristas brasileiros vinham reduzindo o abate de fêmeas desde a segunda metade do ano passado, a fim de recompor o rebanho, estimulados por preços mais remuneradores de animais de reposição, como bezerros. Em março, a parcela de fêmeas no total de animais abatidos foi de 43,9%, considerando dados plantas com SIF, o registro do Ministério da Agricultura para inspeções, compilados pela Agrifatto. Em março do ano passado, esse percentual era de 51%, de acordo com informações do IBGE levantadas pela consultoria. A menor disponibilidade de fêmeas para abate, combinada com uma corrida de importadores chineses para garantir suprimento de carne brasileira no início do ano chegou a levar a arroba do boi a valores recordes. Compradores da China aumentaram as compras da carne brasileira antes do preenchimento da cota anual de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina sem tarifa adicional estabelecida pelo país asiático para o Brasil. Em 15 de abril, o indicador do boi gordo Cepea/Esalq atingiu R$ 367,3 por arroba. Contudo, desde então, o indicador vem caindo progressivamente, e até quinta-feira (07/05), havia se desvalorizado 3,8%, chegando a R$ 353,75. A queda das últimas semanas, segundo Cavalcante, já era esperada e reflete um movimento sazonal para esta época do ano, de aumento do abate de fêmeas que não emprenharam e de machos, já que o clima mais seco reduz o volume de pasto disponível para o rebanho e leva pecuaristas a descartarem mais animais. “Em maio a gente vê uma pressão [para baixo sobre os preços] histórica, e aliado a isso corrobora o receio quanto ao preenchimento das cotas chinesas. A indústria tem receio, e os importadores vêm desacelerando negociações”, disse Cavalcante. Segundo a especialista, historicamente a cotação da arroba do boi gordo em maio é 2% mais baixa do que em abril, mas neste mês a queda poderia chegar a 5%. Esse quadro, no entanto, deve persistir somente até meados do ano. A partir de julho volta a prevalecer a lógica da retenção das fêmeas, estimulada por uma demanda reforçada por Copa e eleições e por preços do bezerro em alta. A retenção, possivelmente, pode contribuir para uma recuperação dos preços do boi gordo, de acordo com a coordenadora da Agrifatto. Do lado da demanda, espera-se que a Copa do Mundo impulsione o consumo doméstico de carne bovina. Além disso, em anos eleitorais, a cotação do boi gordo historicamente sobe 6% em média em outubro em comparação a janeiro, de acordo com levantamentos feitos pela Agrifatto, mais do que os 2% de incremento entre os dois meses observado em anos sem eleições. Ela lembra ainda que, em outubro, exportadores e importadores chineses devem voltar a negociar carne bovina dentro da cota sem tarifa extra estabelecida pelos chineses, tendo em vista que as cargas precisam deixar o Brasil nos últimos meses do ano para chegar à China a partir de janeiro. As exportações também costumam ganhar força no último trimestre do ano, com importadores reforçando compras para as festividades do fim do ano, pontuou ela. Frigoríficos brasileiros também já contam com a perspectiva de preços de boi mais altos neste ano. Nesta semana, em teleconferência com analistas, o diretor de finanças e relacionamento com investidores da Minerva Foods, Edison Ticle, disse que a alta do boi deve levar a companhia a ter margens de lucro menores em 2026 em relação a 2025. Conforme o executivo, a companhia vem pagando pela arroba do boi gordo em média 13% a mais na comparação anual e há perspectiva de que, no ano, a variação se mantenha neste patamar.

GLOBO RURAL

Gado vivo: embarques brasileiros registram forte avanço de 111% em relação a abril/25

No acumulado dos primeiros 4 meses do ano, exportações de bovinos em pé contabilizam 436,01 mil cabeças, o melhor desempenho histórico para o período, destaca a Agrifatto. 

As exportações brasileiras de gado em pé somaram 137,90 mil cabeças em abril de 2026, um avanço de 65,12% frente a março e alta de 111,03% na comparação anual, destaca a Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). “O avanço das exportações de gado em pé reflete não apenas a competitividade do Brasil como fornecedor, mas também a demanda consistente de mercados do Oriente Médio e Norte da África, que priorizam a importação de animais vivos”, justifica a Agrifatto. A receita gerada pelos embarques atingiu US$ 164,35 milhões, correspondente a 55,39 mil toneladas, com valor médio de US$ 89,0/@ por animal comercializado, acrescenta a consultoria. No acumulado do ano, relata a consultoria, o Brasil já contabiliza 436,01 mil bovinos exportados, resultado 45,01% superior ao observado no mesmo período de 2025 e que configura, até o momento, o melhor desempenho histórico para o período. Entre os estados exportadores, o Pará permanece como principal origem dos embarques, concentrando 51,65% do total, seguido pelo Rio Grande do Sul, com participação de 25,01%, e pelo Tocantins, com fatia de 6,98%. Pelo lado da demanda, diz a Agrifatto, o fluxo segue altamente concentrado, com Turquia, Egito, Iraque, Marrocos e Líbano respondendo conjuntamente por 94,99% do volume embarcado em abril/26.

PORTAL DBO

Reposição: cotações recuam no começo de maio em SP, aponta Scot Consultoria

“Os pecuaristas priorizando oportunidades e evitando reposições mais agressivas”, diz Stéfany Souza, analista da consultoria

Em São Paulo, o mercado de reposição apresentou enfraquecimento nas negociações neste início de maio, informou a zootecnista Stéfany Souza, analista da Scot Consultoria. “De maneira geral, o mercado está marcado por uma maior seletividade nas compras, com pecuaristas priorizando oportunidades e evitando reposições mais agressivas”, relatou Stéfany. Entre os machos, na comparação semanal, houve queda na cotação em todas as categorias, destacou a analista. O boi magro caiu 0,9%, o garrote recuou 0,8%, enquanto os preços do bezerro de ano e o bezerro de desmama registraram baixa semanal de 1,6% e 1,5%, respectivamente, de acordo com a Scot. Por sua vez, entre as fêmeas, na mesma base de comparação, somente a vaca magra apresentou alta em São Paulo, de 0,3%.  A novilha caiu 0,9% e a bezerra de ano e a bezerra de desmama recuaram 1,4% cada. Segundo Stéfany, neste início de maio, o ágio entre o bezerro de desmama e o boi gordo teve alta de 0,9% em relação a abril/26, refletindo a desvalorização de 2,3% da arroba do boi gordo frente à queda de 2% do bezerro de desmama. Na comparação anual, o indicador registra alta de 18,2%, atingindo 39,1%. Atualmente, em São Paulo, são necessárias 13,4@ de boi gordo para a compra de um boi magro, 12,1@ para a compra de um garrote, 10,2@ para a compra de um bezerro de ano e 9,0@ para a compra de um bezerro de desmama, de acordo com cálculos da Scot.  “O mercado de reposição segue com viés de queda e negociações modestas”, ressalta Stéfan

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar fecha em queda no Brasil, a R$4,8961, em linha com exterior

O dólar encerrou a sexta-feira em queda no Brasil, atingindo R$4,89, em linha com o recuo da divisa norte-americana no exterior, após dados fortes de emprego nos Estados Unidos diminuírem a percepção de risco de aumento de juros pelo Federal Reserve.

O dólar à vista encerrou com queda de 0,55%, aos R$4,8961, menor valor de fechamento desde 16 de janeiro de 2024. Na semana, a divisa dos EUA acumulou baixa de 1,13% ante o real. Às 17h27, o dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,83% na B3, aos R$4,9180. Enquanto isso, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,37%, a 97,864. Dados divulgados pela manhã mostraram que os EUA abriram 115.000 postos de trabalho fora do setor agrícola em abril, quase o dobro dos 62.000 estimados por economistas em pesquisa da Reuters, enquanto a taxa de desemprego permaneceu em 4,3%. Os números alimentaram a percepção de que o Fed tende a seguir em modo de espera, focado na evolução da inflação. Outro fator que favoreceu o recuo do dólar no exterior e, consequentemente, contra o real, foi o otimismo dos agentes em relação a uma solução para o conflito no Oriente Médio depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o cessar-fogo permanece em vigor, apesar das novas hostilidades entre os EUA e o Irã. Os dois lados trocaram disparos ocasionalmente desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 7 de abril, com o Irã atingindo alvos em países do Golfo Pérsico, incluindo os Emirados Árabes Unidos. “No Brasil, a combinação entre dólar mais fraco globalmente, diferencial de juros ainda elevado, fluxo para emergentes e melhora dos termos de troca — favorecida pelo petróleo acima de US$100 — sustentou a apreciação do real”, destacou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. “Esse conjunto de fatores levou o câmbio a voltar a operar próximo das mínimas do ano, refletindo um ambiente ainda favorável para moedas ligadas a commodities e carry.”

REUTERS

Ibovespa avança com balanços sob holofote e exterior favorável, mas tem quarta semana negativa

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, com Localiza disparando após resultado acima das previsões do mercado, enquanto Embraer desabou por decepção com os números do primeiro trimestre, em mais uma sessão cheia de resultados corporativos sob os holofotes.

Blue chips como Vale e Itaú Unibanco endossaram o viés positivo no pregão, assim como o exterior benigno por expectativas de acordo entre Estados Unidos e Irã. Ainda assim, o desempenho semanal ficou negativo em 1,67%, a quarta vez seguida no vermelho. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,53%, a 184.196,21 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, o Ibovespa chegou a 185.584,45. Na mínima, a 183.217,23 pontos. O volume financeiro na bolsa somava R$26,84 bilhões antes dos ajustes finais. 

REUTERS

Preços mundiais dos alimentos aumentam em abril ao nível mais alto em três anos, diz FAO

Os preços mundiais dos alimentos subiram em abril, atingindo o valor mais alto em mais de três anos, com os óleos vegetais particularmente elevados devido à guerra no Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz, informou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) na sexta-feira.

O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, disse que os preços dos óleos vegetais estão sendo impulsionados pelos custos elevados de energia que, por sua vez, estão aumentando a demanda por biocombustíveis produzidos com materiais orgânicos, como plantas ricas em óleo. No entanto, ele acrescentou que, apesar das interrupções ligadas à guerra, os sistemas agroalimentares estavam demonstrando resistência, com os preços dos cereais tendo aumentado apenas moderadamente graças a suprimentos adequados das temporadas anteriores. O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que mede as mudanças em uma cesta de commodities alimentares comercializadas globalmente, subiu pelo terceiro mês consecutivo em abril, atingindo uma média de 130,7 pontos, informou a agência da ONU, um aumento de 1,6% em relação ao nível revisado de março e o mais alto desde fevereiro de 2023. O índice atingiu um pico de 160,2 em março de 2022, após o início da guerra na Ucrânia. O índice de preços de óleos vegetais da FAO de abril subiu 5,9% em relação ao mês anterior, atingindo o maior valor desde julho de 2022, como resultado do aumento dos preços da soja, girassol, óleo de colza e óleo de palma — este último, sustentado por incentivos de políticas de biocombustíveis. Por outro lado, os preços dos cereais em abril subiram apenas 0,8% em relação a março e 0,4% ante o ano anterior, refletindo preços modestamente mais altos para produtos como trigo e milho, ligados a preocupações com o clima, aumento dos custos de fertilizantes e maior demanda por biocombustíveis. Há expectativas de redução do plantio de trigo em 2026, segundo a agência da ONU, uma vez que os agricultores estão migrando para culturas menos intensivas em fertilizantes devido ao aumento dos preços dos insumos. Os preços da carne em abril subiram 1,2% em relação ao mês anterior, atingindo alta recorde em meio à limitação de gado pronto para o abate no Brasil, informou a FAO, enquanto o açúcar caiu 4,7% graças às previsões de oferta ampla no Brasil, na China e na Tailândia. Em um relatório separado, a FAO aumentou ligeiramente sua estimativa de produção global de cereais em 2025 para um recorde de 3,040 bilhões de toneladas, 6% acima dos níveis observados no ano anterior.

REUTERS 

Rendimento médio per capita avança em todos os Estados

Ranking estadual pela renda. Distância do valor entre primeiro e último colocado é de 3,6 vezes 

O rendimento médio per capita avançou pelo quarto ano seguido no Brasil em 2025. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recém-divulgados mostram que o valor chegou a R$ 2.264 no ano passado, uma expansão de 6,9% ante 2024. Todos os 26 Estados e o Distrito Federal acompanharam a alta observada na média brasileira e registraram valores maiores na comparação de 2025 com 2024. Apesar disso, as desigualdades regionais permanecem no país. Dezessete das 27 unidades da federação têm rendimento médio domiciliar per capita abaixo da média nacional de R$ 2.264. A base para o cálculo é o chamado rendimento de todas as fontes. O montante inclui valores recebidos como rendimento de trabalho, mas também de outras origens, como aposentadorias, aluguéis, aplicações financeiras e programas sociais. Para chegar ao valor da renda per capita, é preciso somar o rendimento de todos os moradores do domicílio e dividir pelo número de pessoas, incluindo crianças e idosos. A maior renda per capita no Brasil foi mais uma vez do Distrito Federal, de R$ 4.401, o que corresponde a 3,6 vezes o valor do Maranhão, último colocado no ranking, com R$ 1.231. Sete Estados têm renda média per capita abaixo dos R$ 1.500. Na análise por grandes regiões, Nordeste e Norte apresentaram os menores valores (R$ 1.470 e R$ 1.558, respectivamente), enquanto o Sul possuía o maior rendimento (R$ 2.734), seguido por Sudeste (2.669) e Centro-Oeste (R$ 2.712). A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua – Todos os rendimentos, do IBGE, também calculam o chamado índice de Gini, que é principal referência para se observar a disparidade de renda. Ranking dos Estados por rendimento Valor se refere ao rendimento médio real per capita em R$: Distrito Federal 4.401; São Paulo 2.862; Rio Grande do Sul 2.772; Santa Catarina 2.752; Rio de Janeiro 2.732; Paraná 2.687; Goiás 2.378; Mato Grosso do Sul 2.369; Mato Grosso 2.297; Minas Gerais 2.289; Brasil 2.264; Espírito Santo 2.209; Tocantins 1.979; Rondônia 1.970; Roraima 1.870; Rio Grande do Norte 1.779; Sergipe 1.688; Amapá 1.675; Pernambuco 1.568; Paraíba 1.542; Piauí 1.534; Bahia.1.452; Amazonas 1.450; Pará 1.435; Alagoas 1.401; Ceará 1.379; Acre 1.372; Maranhão 1.231. Em 2025, o índice de Gini foi de 0,511 no Brasil. O indicador varia de 0 e 1. Quanto mais perto de 1, maior é a concentração de renda naquele local. Na análise regional, o Centro-Oeste foi a região com a maior desigualdade (0,506), enquanto o Sul foi a de menor (0,458). Próxima Centro-Oeste é região com mais desigualdade Índice de Gini varia entre 0 e 1. Quanto mais perto de 1, maior é a desigualdade.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Exportações de carne bovina dos EUA enfrentam impacto da China, mas mantêm valorização em outros mercados

Dados divulgados pelo USDA e compilados pela USMEF (U.S. Meat Export Federation) mostram que as exportações de carne bovina dos Estados Unidos em março ficaram abaixo do registrado no ano passado, principalmente devido ao bloqueio contínuo da China. Mesmo assim, o valor exportado de miúdos bovinos atingiu um novo recorde mensal, superando a marca anterior registrada em janeiro.

As exportações de carne bovina totalizaram 97.731 toneladas em março, queda de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o valor caiu 8%, para US$ 844,7 milhões. Os embarques aumentaram para mercados como México, América Central, América do Sul, Caribe e Indonésia, além de terem se mantido estáveis para Coreia do Sul e Taiwan. Porém, esses resultados foram compensados pelas exportações mínimas para a China, além de volumes menores enviados ao Japão e ao Oriente Médio. Sem considerar a China, as exportações de março ficaram 4% acima do volume do ano passado e cresceram 8% em valor. Os resultados de março incluíram 29.062 toneladas de miúdos bovinos, alta de 24% em relação ao ano anterior e o maior volume desde 2017. O valor exportado dos miúdos aumentou 50%, alcançando US$ 135,6 milhões — o maior já registrado. Março também foi um mês muito forte em valor exportado por cabeça abatida, equivalente a US$ 456,56 por animal terminado. No acumulado do primeiro trimestre, as exportações de carne bovina e miúdos bovinos somaram 275.355 toneladas, queda de 11% em relação ao ano passado, enquanto o valor caiu 7%, para US$ 2,35 bilhões. Excluindo a China dos resultados, as exportações cresceram 3% em volume e 9% em valor na comparação anual. “O lado da carne bovina segue desafiador, já que a China está praticamente ausente há mais de um ano, mas a indústria americana vem avançando em outros mercados”, afirmou Dan Halstrom. “A situação da oferta dificulta o crescimento dos volumes exportados, mas as exportações estão alcançando preços fortes. A expansão da demanda por miúdos bovinos é especialmente importante, pois agrega valor significativo a cada animal.” Clientes globais estão buscando cada vez mais produtos que ofereçam excelente custo-benefício, e os miúdos bovinos dos Estados Unidos estão ajudando a atender essa demanda. Após estabelecer um recorde mensal de valor em dezembro de 2025 (US$ 122,1 milhões), o valor exportado superou esse total em janeiro (US$ 126 milhões) e novamente em março (US$ 135,6 milhões, alta de 50% em relação ao ano anterior). O volume exportado em março foi de 29.062 toneladas, o maior em nove anos. No acumulado do primeiro trimestre, as exportações de miúdos bovinos aumentaram 14% em relação ao ano passado, alcançando 80.654 toneladas, enquanto o valor disparou 45%, chegando a US$ 367,6 milhões. O crescimento foi impulsionado por maiores embarques para México, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, África do Sul, Peru, Colômbia e Filipinas. O valor exportado por cabeça de animal terminado abatido equivaleu a US$ 456,56 em março, ligeiramente abaixo do ano passado, mas o maior dos últimos 12 meses. A média de janeiro a março foi de US$ 431,66, alta de 2% em relação ao primeiro trimestre de 2025. As exportações representaram 13,6% da produção total de carne bovina em março e 10,2% no caso dos cortes musculares, abaixo dos 14,8% e 12,5%, respectivamente, registrados em março de 2025. No primeiro trimestre, as proporções foram de 13,1% da produção total e 9,9% para cortes musculares, abaixo dos 13,8% e 11,5%, respectivamente, observados um ano antes.

USMEF

SUÍNOS & FRANGOS

Exportações de carne suína crescem 8,3% em abril e reforçam alta em 2026

No acumulado do primeiro quadrimestre, o desempenho também é positivo. Entre janeiro e abril, o Brasil exportou 532,2 mil toneladas de carne suína, crescimento de 14,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

As exportações brasileiras de carne suína mantiveram ritmo de crescimento em abril e seguem em alta no acumulado de 2026, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Levantamento da entidade aponta que os embarques totalizaram 140 mil toneladas no quarto mês do ano, volume 8,3% superior ao registrado em abril de 2025, quando foram exportadas 129,2 mil toneladas. Em receita, o avanço foi de 8,8%, alcançando US$ 328,2 milhões, frente aos US$ 301,5 milhões obtidos no mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro quadrimestre, o desempenho também é positivo. Entre janeiro e abril, o Brasil exportou 532,2 mil toneladas de carne suína, crescimento de 14,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025, que somou 466 mil toneladas. A receita seguiu o mesmo ritmo, com alta de 14,1%, chegando a US$ 1,244 bilhão neste ano, contra US$ 1,090 bilhão no ano anterior. Entre os principais destinos, as Filipinas seguem como principal mercado, com 35,9 mil toneladas embarcadas em abril, aumento de 20,6% na comparação anual. Na sequência aparecem Japão, com 16,6 mil toneladas (+131,9%), China, com 11,8 mil toneladas (-21,6%), Chile, com 11,1 mil toneladas (+22,8%), Hong Kong, com 8 mil toneladas (-34,3%), Vietnã, com 5,5 mil toneladas (+44,6%), Argentina, com 5,3 mil toneladas (-8,7%), Singapura, com 5,1 mil toneladas (-24,3%), Uruguai, com 4,6 mil toneladas (+12,7%) e México, com 4,4 mil toneladas (-40,3%).

ABPA

Frango/Cepea: Mercado registra primeira alta do ano em abril

Após um primeiro trimestre de quedas consecutivas, o mercado avícola nacional encerrou abril com alta nas cotações de todos os produtos da cadeia. Os valores foram impulsionados pelo aumento da demanda doméstica pela carne e por reajustes nos custos de frete.

Pesquisadores do Cepea destacam que, apesar da reação, os preços ainda são considerados baixos frente aos verificados no mesmo período do ano passado. Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado fechou o mês com média de R$ 7,16/kg, alta de 7,4% frente a março. Ainda assim, o valor é o segundo maior do ano, ficando abaixo dos R$ 7,47/kg registrados em janeiro (valores deflacionados pelo IPCA de março/26). Desde dezembro, o produto acumula desvalorização real de 8,9%. O Cepea destaca que as altas do frango congelado se intensificaram no fim da primeira quinzena de abril. Esse cenário foi influenciado pelo tradicional movimento de maior demanda diante do recebimento de salários por parte da população, somado ao aumento de custos relacionado aos reajustes nos preços dos combustíveis, que encareceram o frete. Já na segunda quinzena, ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, a ocorrência dos feriados nacionais de Tiradentes (21 de abril) e do Dia do Trabalho (1° de maio) impactaram negativamente a demanda pela proteína no mercado nacional, gerando ajustes pontuais nos preços.

REUTERS

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