
Ano 11 | nº 2656 | 23 de fevereiro de 2026
NOTÍCIAS
Boi gordo fechou a semana com alta
Arroba sobe até R$ 5 em Minas Gerais
A Scot Consultoria informou, na análise da sexta-feira (20) do informativo “Tem Boi na Linha”, que o mercado do boi gordo encerrou a semana com firmeza. Em São Paulo, a cotação do boi gordo subiu R$ 2,00 por arroba, enquanto o “boi China” manteve a referência do dia anterior, embora já tenham sido registrados negócios acima desse valor. As cotações da vaca e da novilha permaneceram estáveis na comparação diária. Pelos números da Scot Consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação subiu R$ 2/@ na sexta-feira, para R$ 347/@, enquanto o “boi-China” segue cotado em R$ 350/@ (valores brutos, no prazo). Segundo a consultoria, “a razão para a alta e a sustentação das cotações foi a oferta limitada de bovinos”. As escalas de abate atendiam, em média, a cinco dias úteis. Todos os preços informados são brutos e com prazo. Em Minas Gerais, a oferta de bovinos também esteve reduzida, e negócios abaixo do preço de referência foram praticamente inexistentes. Com isso, frigoríficos elevaram os valores pagos pela arroba, resultando em alta nas cotações em todas as praças pecuárias do estado. No Triângulo Mineiro, as cotações do boi gordo e da vaca subiram R$ 3,00 por arroba, enquanto a da novilha permaneceu estável. Na região de Belo Horizonte, o boi gordo e a vaca registraram alta de R$ 2,00 por arroba, e a novilha avançou R$ 3,00 por arroba. No Norte do estado, o boi gordo teve alta de R$ 3,00 por arroba, a vaca de R$ 2,00 por arroba e a novilha de R$ 5,00 por arroba. Já no Sul de Minas, o boi gordo e a novilha subiram R$ 5,00 por arroba, enquanto a vaca manteve a cotação anterior. O “boi China” registrou alta de R$ 5,00 por arroba em relação ao dia anterior. No mercado externo, até a segunda semana de fevereiro, as exportações de carne bovina in natura somaram 136,8 mil toneladas, com média diária de 13,6 mil toneladas, volume 43,7% superior ao embarcado por dia no mesmo período de 2025. A cotação média da tonelada foi de US$ 5,6 mil, alta de 13,5% na comparação anual.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo decola e registra negócios a R$ 355/@
Com oferta restrita, escalas curtas e exportações aquecidas, arroba do boi gordo dispara em São Paulo e produtores ganham força nas negociações com frigoríficos. Em meio à oferta enxuta de animais terminados, boas condições de pastagem e exportações em ritmo acelerado, a arroba rompeu novos patamares e já registra negócios pontuais a R$ 355/@ à vista em São Paulo.
Levantamento da Agrifatto identificou operações envolvendo boiadas gordas a R$ 355/@, com pagamento à vista no mercado paulista. Apesar do baixo volume ainda não permitir que o valor se firme como referência oficial, o movimento reforça a tendência de valorização observada nas principais praças do País. O Indicador do Boi Datagro fechou São Paulo em R$ 344,56/@, o maior valor do ano até o momento. Em outras regiões produtoras, como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, as negociações giram próximas de R$ 325/@, em média. Além do mercado físico, o ambiente positivo também se reflete na B3. O contrato futuro para março chegou próximo de R$ 350/@, sinalizando expectativa de continuidade do movimento altista. Segundo análise da Datagro, trata-se de uma alavancagem firme em relação à semana anterior, impulsionada principalmente pela oferta mais restrita de animais prontos para abate. A restrição de oferta é hoje o principal combustível da alta. A indústria frigorífica enfrenta dificuldades na composição das escalas de abate, o que sustenta reajustes sucessivos na arroba. As programações de abate no Brasil cobrem, em média, apenas cinco a seis dias corridos, patamar considerado baixo para o período. Ao mesmo tempo, há menor participação de fêmeas nas escalas desde janeiro, reduzindo ainda mais a disponibilidade de animais terminados. Outro fator determinante é o clima. O regime de chuvas no início de 2026 favoreceu as pastagens, permitindo que o produtor retenha o gado a pasto e venda de forma cadenciada. Dados recentes apontam que a média da arroba já supera R$ 350 em São Paulo, com avanço também em outros estados: São Paulo: R$ 355,00 Goiás: R$ 331,43 Minas Gerais: R$ 335,88 Mato Grosso do Sul: R$ 332,61 Mato Grosso: R$ 326,22. No atacado, os preços registraram leve alta, com o quarto dianteiro cotado a R$ 20,00/kg (alta de R$ 0,50), enquanto o traseiro permanece em R$ 26,50/kg e a ponta de agulha em R$ 19,50/kg. A carcaça casada no atacado paulista gira em torno de R$ 23/kg, sustentada pelo consumo aquecido durante o Carnaval e pelo retorno das aulas, que tradicionalmente reforça a demanda. Consultorias apontam que fevereiro começou em ritmo acelerado e pode sinalizar um novo ciclo de valorização em 2026. O desequilíbrio entre oferta ajustada e demanda consistente reacende discussões sobre o comportamento do ciclo pecuário neste ano. O desafio agora será observar até que ponto a indústria conseguirá repassar preços no atacado e no varejo sem comprometer o consumo interno — e se a oferta continuará suficientemente restrita para manter a arroba nos atuais patamares históricos.
COMPRE RURAL
Alta para o mercado do boi gordo no Rio de Janeiro
A cotação do boi gordo voltou a apresentar valorização em fevereiro, após o movimento de queda observado em janeiro.
A demanda por bovinos terminados permanece aquecida, enquanto a oferta segue restrita, cenário que tem dificultado o preenchimento das escalas de abate e sustentado a alta do preço da arroba. Na comparação semanal, o boi gordo registrou alta de 2,5%, ou R$8,00/@, negociado em R$330,00/@. Para as fêmeas, o mercado apresentou comportamento similar. Tanto a vaca quanto a novilha apresentaram alta de 1,0%, ou R$3,00/@. A vaca está cotada em R$305,50/@ e a novilha em R$310,50/@. Todos os preços são a prazo, descontados o Senar e do Funrural. O diferencial de base do boi gordo está em R$10,00/@, ou 3,0% menor no Rio de Janeiro em relação às praças paulistas. Para o curto prazo, a expectativa é de manutenção do viés de alta, sustentado pela oferta limitada e demanda ativa.
SCOT CONSULTORIA
Preço do boi gordo encerra a semana em alta na maior parte do Brasil
Momento é favorável para aumento das cotações, afirma Scot Consultoria. Oferta limitada de bovinos influencia os preços
O mercado pecuário encerrou a semana após o Carnaval com alta de cotações na maioria das regiões brasileiras. Das 33 praças monitoradas pela Scot Consultoria, 21 registraram aumentos nos preços do boi gordo na sexta-feira (20/2), enquanto as outras 12 mostraram estabilidade. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, a cotação do boi gordo subiu R$ 2, para R$ 347 a arroba para o pagamento a prazo. O preço do “boi China” não mudou em relação ao dia anterior, mas houve negócios acima da referência de R$ 350 a arroba. As cotações da vaca e da novilha ficaram estáveis na comparação diária. Segundo a Scot, a razão para a alta e a sustentação das cotações foi a oferta limitada de bovinos. As escalas de abate atendiam, em média, a cinco dias úteis. “Esperava-se que, após o Carnaval, o mercado ficasse mais monótono, mas não foi isso que aconteceu”, afirma Pedro Gonçalves, analista de mercado da Scot Consultoria. Segundo o especialista, o momento é favorável para a alta das cotações, uma vez que a exportação segue em patamar recorde para o início de ano, principalmente por bons volumes para China e Estados Unidos. Além disso, a demanda interna apresenta um bom consumo para janeiro e fevereiro, mesmo em segundas quinzenas.
GLOBO RURAL
Avanço na negociação com Japão anima exportadores de carne do Brasil
Missão técnica japonesa fará auditoria no sistema sanitário brasileiro em março. O Japão é um dos principais importadores globais de carne bovina e opera sob critérios sanitários e técnicos extremamente rigorosos
A confirmação do envio de uma missão técnica do Japão ao Brasil em março para auditoria no sistema sanitário nacional, passo fundamental para eventual abertura do mercado japonês para a carne bovina nacional, tem animado os frigoríficos exportadores. Fernando Queiroz, CEO da Minerva, disse que a entrada da carne brasileira no radar do Japão diz muito sobre os avanços na qualidade da produção nacional. “Quando um dos mercados mais exigentes do mundo caminha firmemente para considerar o Brasil como fornecedor de carne bovina, não é sobre volume. É sobre confiança, sanidade, rastreabilidade e consistência”, escreveu nesta sexta-feira (20/2), em uma rede social. A Minerva é líder em exportação de carne bovina na América do Sul, com presença em mais de 100 países atualmente. Queiroz lembrou que o Japão é um dos principais importadores globais de carne bovina e opera sob critérios sanitários e técnicos extremamente rigorosos. “As negociações avançam para que o Brasil, reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação, possa efetivamente acessar esse destino premium, com auditorias e protocolos em fase final de consolidação”, disse o executivo. A auditoria será realizada por técnicos do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca (MAFF) japonês no próximo mês. O foco será a avaliação de riscos do sistema sanitário brasileiro, sem inspeção em plantas frigoríficas específicas, e concentrado nos três Estados da região Sul. “Mais do que a perspectiva de acesso a um mercado de alto valor, esse movimento sinaliza que credibilidade técnica e governança produtiva são diferenciais competitivos que abrem portas em mercados premium”, avaliou Queiroz na publicação. Na próxima segunda-feira (23/2), o governo brasileiro tentará avançar nas tratativas com a Coreia do Sul para abertura do mercado para a carne bovina. Lá, o processo está menos adiantado que o do Japão, para o qual é aguardada decisão ainda em 2026. A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode dar um “impulso” nas negociações, espera o setor frigorífico brasileiro. A estratégia funcionou com o Vietnã, que abriu seu mercado em 2025 para a proteína vermelha brasileira, e com os japoneses, que decidiram enviar a missão técnica ao Brasil, etapa que é considerada fundamental para o processo. Além de Japão e Coreia do Sul, o Brasil ainda busca aval da Turquia para a carne bovina. Esses são os três principais mercados consumidores do mundo que ainda não têm as portas abertas para o produto brasileiro.
GLOBO RURAL
Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ sobe mais de 5% em fev/26
Valores são sustentados pela menor disponibilidade de animais prontos para o abate e pelo bom escoamento da carne
Dados divulgados neste mês pelo IBGE mostram que, em 2025, foram abatidas 42,5 milhões de cabeças no Brasil, um recorde. O volume abatido no ano passado ficou 8,2% superior ao de 2024, quase 25% acima do de 2023 e expressivos 42,6% maior que o de 2022. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário, além de indicar uma ampliação da oferta no curto prazo, está atrelado aos fortes investimentos que vêm sendo realizados no campo desde 2020, ao avanço do ciclo pecuário e ao elevado descarte de fêmeas. Apesar de o recorde de abate evidenciar um crescimento na oferta de proteína, o forte desempenho das exportações ajudou a escoar esse maior volume, atenuando, consequentemente, pressões baixistas sobre os preços ao longo de 2025. Quanto ao mercado físico nacional, neste mês, especificamente, o Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ apresenta alta de pouco mais de 5%, operando em torno dos R$ 340. Pesquisadores do Cepea apontam que os valores são sustentados pela menor disponibilidade de animais prontos para o abate e pelo bom escoamento da carne aos mercados interno e externo.
CEPEA/ESALQ
ECONOMIA
Dólar cai para R$5,1766 após Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas de Trump
O dólar fechou a sexta-feira em queda firme no Brasil e novamente abaixo dos R$5,20, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior após a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitar tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump.
O dólar à vista fechou a sessão em baixa de 0,99%, aos R$5,1766, o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou em R$5,1539. Na semana encurtada pelo Carnaval, a moeda norte-americana acumulou baixa de 1,03% e, no ano, queda de 5,69%. Às 17h06, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,77% na B3, aos R$5,1840. O recuo do dólar no Brasil esteve em sintonia com a baixa quase generalizada da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, após a Suprema Corte rejeitar as tarifas aplicadas por Trump com base em uma lei destinada a ser usada em emergências nacionais. O tribunal decidiu que a interpretação de que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) concede a Trump o poder de impor tarifas interferiria nas atribuições do Congresso e violaria a doutrina das “questões principais”. Essa doutrina exige que as ações do Poder Executivo de “vasta importância econômica e política” sejam claramente autorizadas pelo Congresso. Em reação, o dólar despencou ao redor do mundo, atingindo a cotação mínima do pregão de R$5,1739 (-1,04%) no mercado brasileiro às 15h47, quando Trump concedia entrevista nos Estados Unidos prometendo novas medidas. O norte-americano afirmou que assinará uma ordem para impor uma tarifa global de 10%, em conformidade com a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, e prometeu iniciar novas investigações comerciais. “Na margem, o fim das tarifas reforça o movimento de reposicionamento global de portfólios estrangeiros, que favoreceu o real e a bolsa brasileira, mas a principal consequência deve ser o aumento da volatilidade cambial diante da incerteza sobre os próximos passos do governo americano”, disse André Valério, economista sênior do Inter, em comentário escrito. “Ainda assim, a tendência global de depreciação do dólar permanece.”
REUTERS
Ibovespa fecha acima de 190 mil pela 1ª vez após Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas de Trump
O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, renovando máximas históricas, com os papéis da Vale e de bancos entre os principais suportes, em pregão marcado por vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.
A tendência positiva no pregão ganhou fôlego à tarde, após decisão da Suprema Corte norte-americana, que declarou ilegais parte das tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,05%, a 190.517,89 pontos, tendo marcado 190.726,78 na máxima, após 186.700,34 na mínima do dia. Na semana, encurtada pelo Carnaval, avançou 2,17%. O volume financeiro nesta sexta-feira somava R$31 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Agroindústria fechou 2025 perto da estagnação
Índice PIMAgro, elaborado pela FGV Agro, encerrou o ano com uma leve retração, de 0,1%. A produção das indústrias de alimentos de origem animal aumentou 3%, puxada pela expansão da produção de carnes bovina, suína e de aves
A produção da agroindústria brasileira encerrou 2025 praticamente no zero a zero. No cabo de guerra entre juros altos de um lado e, do outro, o mercado interno aquecido, o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), elaborado pelo Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), terminou o ano com uma leve retração, de 0,1%. Esse desempenho geral “morno” escamoteia, porém, comportamentos muitos distintos entre os vários segmentos agroindustriais. No agrupamento das indústrias de alimentos e bebidas, o segmento de bebidas foi consistentemente ruim durante o ano todo. A produção de bebidas caiu 2,6% em 2025. O fraco desempenho refletiu especialmente o declínio da fabricação de bebidas alcoólicas, que, com a queda expressiva do consumo do produto, teve uma contração de 4,7%. A produção de bebidas não alcoólicas, por sua vez, fechou o ano passado em queda de 0,3%. Já as indústrias de alimentos tiveram um desempenho geral positivo, encerrando o ano com expansão de 1,5%. Mas, mesmo dentro desse ramo, houve desempenhos distintos. A produção das indústrias de alimentos de origem animal aumentou 3%, puxada pela expansão da produção de carnes bovina, suína e de aves. Os segmentos de laticínios e de pescados também cresceram. Apesar do tarifaço que o governo dos Estados Unidos impôs a uma série de produtos brasileiros, que afetou os embarques da indústria de carnes entre agosto e setembro, as exportações do segmento bateram recorde em 2025. No caso da indústria de lácteos, a produção de leite atingiu recorde no país, a despeito do aumento das importações, que pressionaram os integrantes dessa cadeia. As indústrias de alimentos de origem vegetal, em contrapartida, não tiveram um desempenho tão consistente. A produção das empresas do segmento abriu o ano em queda e começou a se recuperar no segundo semestre, mas fechou 2025 com retração de 0,9%. Pesaram sobre o resultado desse segmento o declínio da produção das indústrias de arroz, café e refino de açúcar, segundo o FGV Agro. A produção de açúcar e o consequente refino sofreram ao longo do ano com a diminuição do volume e da qualidade da cana-de-açúcar, quadro que as usinas compensaram direcionando mais cana para a produção da commodity, ao invés do etanol. Ainda assim, a atividade de refino contraiu-se em 2025. No caso do arroz, o beneficiamento diminuiu como consequência do declínio da colheita, que, com a redução da área de plantio, caiu 14% na safra 2025/26, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). No segmento de alimentos de origem vegetal, cresceu a produção das indústrias de conservas e sucos, de óleos e gorduras e de trigo. As agroindústrias de produtos não alimentícios encerraram o ano com retração geral de 1,3%, mas o desempenho dos diferentes ramos desse agrupamento não foi uniforme. A contração do segmento foi consequência direta da queda acentuada da produção de biocombustíveis; as demais indústrias tiveram um desempenho melhor. No ramo de biocombustíveis, a produção caiu 18,6%, pressionada pelo declínio da fabricação de etanol. Apesar de a produção de biodiesel de etanol a partir do milho ter crescido no Brasil, a produção de etanol de cana ainda é predominante. Com isso, alterações nessa indústria afetam o desempenho geral do segmento.
VALOR ECONÔMICO
GOVERNO
Presidente da Coreia do Sul fala sobre retomar negociação com o Mercosul após encontro com Lula
Presidentes se encontraram em Seul nesta segunda-feira (23). Brasileiro afirmou que conversou com sul-coreano sobre mercado de carne bovina
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, afirmou que pretende retomar as negociações sobre um acordo comercial com o bloco sul-americano após reunião bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Seul, na manhã desta segunda-feira. “Eu reiterei a necessidade de retomarmos as negociações imediatamente para um acordo de comércio entre a Coreia e o Mercosul, e o presidente Lula expressou concordância com a conclusão de que um acordo como esse cumpre uma tarefa urgente e importante”, disse Lee. Já Lula afirmou que os presidentes discutiram caminhos para retomar as tratativas do acordo comercial, que teve negociações interrompidas em 2021, segundo o brasileiro. Os presidentes também concordaram que a cooperação econômica entre os dois países deve ser ampliada. Lula está na capital sul-coreana para uma visita de Estado com o objetivo de realizar negociações comerciais. Sua passagem por Seul ocorre após uma estada em Nova Déli, na Índia, onde assinou acordos e participou de uma cúpula de inteligência artificial. Os presidentes também anunciaram um plano de ação bilateral com o objetivo de orientar o relacionamento entre as nações em áreas como cooperação econômica, colaboração técnica e intercâmbio de pessoas. “O presidente Lula e eu concordamos em elevar nossas relações bilaterais para uma parceria estratégica”, disse Lee. Em seu discurso, Lula afirmou que apresentou ao líder sul-coreano a conclusão dos procedimentos sanitários para a exportação de carne bovina brasileira, uma das principais pautas do governo na viagem. Os líderes também assinaram uma série de acordos e parcerias em áreas como comércio, agricultura, pecuária, empreendedorismo, ciência, ciência e tecnologia e segurança. A pauta cultural, em decorrência da influência da cultura coreana no Brasil, também foi discutida, com os países prevendo cooperação em indústrias como do audiovisual.
FOLHA DE SP
Proposta de controle da cota de carne para a China divide governo brasileiro
O MDIC apontou questionamentos jurídicos, enquanto o Ministério da Agricultura descartou ficar responsável pelo gerenciamento da cota. Mais de 40% da carne bovina exportada pelo Brasil tem a China como destino
A proposta de criação de um sistema estatal de controle da cota de exportação de carne bovina para a China, apresentada pelos frigoríficos brasileiros e debatida desde o início do ano, gerou dúvidas no governo sobre a legalidade e efetividade da medida. Análise jurídica garante a constitucionalidade do modelo pretendido e o alinhamento com regras do comércio internacional. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontou questionamentos jurídicos, sobre a adequação da norma às legislações brasileira e internacional sobre comércio exterior, e técnicos, sobre a eventual implementação do sistema. Já o Ministério da Agricultura descartou ficar responsável pelo gerenciamento da cota. As divergências no Executivo retardaram aprovação da medida. A expectativa é que uma resolução sobre o assunto possa ser aprovada na próxima sexta-feira (27/2), em reunião extraordinária do Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex). O encontro ainda não foi confirmado pelo governo. Um dos argumentos da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC é que a medida seria incompatível com normas constitucionais e poderia violar o princípio da livre iniciativa. A indagação da Pasta é se, ao limitar os volumes por empresa com base no market share de 2025, seriam ou não criadas uma reserva de mercado para grandes frigoríficos e barreiras à entrada de novos competidores. Outro alerta é que a medida poderia ser encarada como “desvio de finalidade”, pois ao mesmo tempo em que pretende “estabilizar preços” ela beneficiaria “grandes players” em detrimento de eficiência setorial. A Secex também indicou que os critérios propostos são complexos e que exportadores “pequenos” seriam afetados desproporcionalmente, sem ampla defesa prévia, o que elevaria o risco de judicialização por “discriminação”. Também houve indicação de preocupação com o cumprimento de regras internacionais. Os argumentos contrários apresentados pelo governo foram respondidos no parecer jurídico elaborado pelo escritório Barral Parente Pinheiro, do ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, finalizado em 5 de fevereiro. Segundo o documento, a proposta não viola a livre iniciativa, pois há autorização constitucional para o Estado atuar como “agente normativo e regulador da atividade econômica”, especialmente em comércio exterior. O parecer aponta base legal específica para o “controle das operações […] por interesse nacional”. O texto indica também que o critério de distribuição da cota pelo market share de 2025 é objetivo e transparente, não discricionário e preserva a eficiência setorial. A sugestão de criação de uma reserva técnica, de 3% do volume total autorizado, mais uma quantidade econômica mínima por frigorífico, de oito mil toneladas, garante espaço para pequenas empresas e novos entrantes, defende o parecer. O documento completa que não há reserva de mercado ou criação de barreiras. Sobre os apontamentos de “discriminação” e risco de judicialização, o documento defende que a resolução proposta inclui motivação cabal, que é a salvaguarda chinesa, e que houve consulta documentada ao setor. “Em razão de urgência, a adoção da medida observa as exceções previstas em normas regulatórias para situações de risco econômico relevante”, diz o parecer visto pela reportagem. O texto indica ainda que não há complexidade na adoção da norma porque o Siscomex já operacionaliza cotas automaticamente, com eficiência via automação e bloqueio das licenças de exportação (LPCO). “O STF já decidiu que atos comerciais não exigem SIR [Sistema de Informações de Risco e Regulatórias] exaustivo, se urgentes”, relata o parecer. O escritório ainda defendeu que não há violação do direito internacional. A Secex indicou que a China poderia acionar o Sistema de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). A proposta deixa em aberto para a Camex a decisão sobre qual órgão fará a gestão da cota, se o Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ou a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), do Ministério da Agricultura. A Pasta comandada por Carlos Fávaro, por exemplo, é a gestora da cota de exportação de açúcar aos Estados Unidos. O ministro, no entanto, disse que a ideia de controle pela SDA foi descartada, pois trata-se de uma autoridade sanitária e que “não faz sentido” interferir no comércio.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Dados confirmam recordes de exportação, produção e receita dos produtores de carne bovina da Austrália em 2025
Os dados oficiais de comércio do ABS divulgados pelo Governo Federal confirmaram o que muitos já suspeitavam: a Austrália estabeleceu novos recordes impressionantes de exportação de carne bovina, abate e receitas com a venda de gado durante o ano-calendário de 2025.
Os principais números incluíram produção recorde de carne bovina, alcançando 2,87 milhões de toneladas – um aumento colossal de 300 mil toneladas ou 12% em relação a 2024, que até então era o recorde anterior – e renda recorde dos produtores de gado proveniente de animais destinados ao abate. Recordes de produção também foram estabelecidos nos três trimestres consecutivos encerrados em 31 de dezembro, superando 700 mil toneladas por trimestre pela primeira vez na história. O trimestre de setembro foi o maior já registrado para a produção de carne bovina australiana, atingindo 759 mil toneladas, apesar dos desafios relacionados ao acesso à mão de obra no processamento. O total de abate de bovinos adultos no ano passado atingiu 9,28 milhões de cabeças, um aumento de 12% em relação ao ano anterior, e o maior número registrado desde 1978, um ano de seca no final da era conhecida como Beef Slump. O abate do ano passado superou (marginalmente, por 50 mil cabeças) o de 2015, quando 9,26 milhões de cabeças foram processadas. A grande diferença é que 2015 foi um ano de seca, fortemente influenciado pelo elevado descarte de fêmeas, enquanto o ano passado representou um ciclo de descarte mais convencional. A proporção de abate de fêmeas (FSR) apresentou, no último ano-calendário, um índice de 53%. Esse número foi baseado em um total de 4,9 milhões de fêmeas abatidas no ano. A FSR mede a proporção de fêmeas no abate nacional e fornece um indicador útil para avaliar redução ou contração do rebanho (sendo 47% de FSR o ponto de inflexão reconhecido). Ao longo do ano passado, a FSR mensal permaneceu acima de 50% durante todo o ano, levantando novamente questionamentos sobre a validade da fórmula atual da FSR, na qual 47% são considerados o ponto de transição. Entre outros dados importantes divulgados pelo ABS hoje, os produtores de carne bovina receberam um valor recorde de US$ 5,65 bilhões por bovinos prontos para abate no trimestre de dezembro, um recorde dentro do trimestre. No acumulado do ano, a receita para produtores de confinamento e a pasto com animais destinados ao abate atingiu o recorde de US$ 20,43 bilhões – um aumento expressivo de 25% em relação aos US$ 15,3 bilhões registrados em 2024. A forte demanda internacional, especialmente de mercados-chave como Estados Unidos, Japão, China e Coreia do Sul, sustentou esse nível de receita, enquanto grande parte do restante do mundo apresentou redução no tamanho do rebanho e na produção. Vale destacar que os números de receita mencionados se referem a bovinos abatidos na Austrália – não incluem gado exportado vivo para abate no exterior, nem vendas de gado de reposição.
Apesar da sequência de novos recordes estabelecidos em produção e renda no ano passado, o ano produtivo de 2026 está, até o momento, ainda mais elevado. As primeiras sete semanas de abate de 2026 já somaram 870 mil cabeças, cerca de 4% acima do mesmo período do ano passado.
BEEF CENTRAL
FRANGOS & SUÍNOS
Exportações de carne suína avançam em 2026 e sustentam mercado interno; fevereiro tem ritmo forte
As exportações brasileiras de carne suína fresca, refrigerada ou congelada somaram 134.811,2 milhões de dólares até a segunda semana de fevereiro de 2026, conforme dados da (Secex) Secretaria de Comércio Exterior reportados nesta semana. O resultado confirma a força do mercado externo na composição da renda do setor. Em fevereiro de 2025, a receita total havia alcançado 253.426,3 milhões de dólares.
Na média diária, o desempenho deste ano é superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Até a segunda semana de fevereiro de 2026, o valor médio diário ficou em 13.481,1 milhões de dólares. Em fevereiro de 2025, a média foi de 12.671,3 milhões de dólares por dia. O volume embarcado também mostra avanço proporcional quando analisado pelo ritmo diário. Na segunda semana de fevereiro de 2026, foram exportadas 53.896,4 toneladas. Em todo o mês de fevereiro de 2025, o total embarcado chegou a 101.118,4 toneladas. Considerando a média diária de volume, a primeira semana de fevereiro de 2026 registrou 5.389,6 toneladas. Durante fevereiro de 2025, a média diária foi de 5.055,9 toneladas. A diferença representa acréscimo de 6,6 toneladas no comparativo entre os períodos. No preço médio por tonelada, o cenário aponta estabilidade. Na primeira semana de fevereiro de 2026, o valor ficou em 2.501 dólares por tonelada. Em fevereiro de 2025, a média foi de 2.506 dólares, com variação negativa de apenas 0,2%, ou 6,4 dólares na comparação. Para o consultor da ABC (Associação Brasileira de Criadores de Suínos), Iuri Pinheiro Machado, o desempenho externo tem papel central na sustentação do setor. “As exportações brasileiras de carne suína estão indo muito bem, tanto em volume quanto em receita em dólar”, afirma. Segundo ele, o avanço ajuda a equilibrar a oferta interna e contribui para manter remuneração adequada ao produtor. Iuri Machado lembra que o Brasil reduziu a concentração em poucos compradores internacionais. “Nós tínhamos uma dependência muito grande da China, e agora temos uma distribuição maior de destinos”, destaca. Essa diversificação amplia a segurança comercial diante de oscilações globais. Atualmente, as vendas externas representam pouco mais de 20% da produção nacional. Em janeiro, os embarques superaram em mais de 14% o volume do mesmo mês do ano anterior. “Isso ajuda a enxugar o mercado e manter as cotações num preço que permita margem ao produtor”, reforça. No mercado doméstico, entretanto, o início do ano trouxe ajustes típicos do período. “No final de 2025 nós vimos uma grande estabilidade nos preços, num patamar até razoável, relativamente alto, propiciando margem pro produtor, mas bem estável”, relembra. Com a virada do calendário, a demanda costuma desacelerar. Apesar disso, o cenário já dá sinais de acomodação. “Já observamos nos últimos dias uma estabilização nessa queda, com sinais de retomada de alta nas cotações”, afirma. Para Alvimar Jalles, consultor de mercado da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (ASEMG), o setor funciona sob concorrência aberta. “Ninguém manda nesse mercado”, afirma. Segundo ele, a formação de preço ocorre de maneira livre, baseada em oferta, procura e expectativa. Jalles ressalta que não há manipulação, mas sim movimentos naturais. De acordo com o consultor, a maior capacidade de barganha está no mercado independente, que representa cerca de 30% da produção nacional. Ainda assim, há interligação com o sistema integrado, o que mantém comunicação entre os diferentes modelos de produção. No campo dos insumos, o cenário é considerado favorável. Iuri avalia que não há, no curto e médio prazo, expectativa de alta expressiva para milho e farelo de soja. Isso contribui para preservar a rentabilidade, mesmo diante de preços médios ligeiramente inferiores aos de 2025. Jalles também projeta equilíbrio ao longo do ano. Ele lembra que a produção vem crescendo em torno de 4,5%, o que pode resultar em preço médio um pouco abaixo do pico anterior. Ainda assim, acredita em resultado positivo ao produtor. Outro ponto relevante é a disputa com outras carnes no varejo. Iuri destaca que o boi influencia diretamente o comportamento do suíno. “O boi deve ajudar a manter os preços do suíno firmes, porque existe essa relação de competitividade entre as duas carnes”, explica. Jalles complementa que o consumo não depende apenas de preço. Segundo ele, a carne suína vem ganhando espaço pela qualidade sanitária e pelo maior conhecimento do consumidor.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
Carne de frango mantém demanda firme, mas média mensal é a menor desde agosto de 2023
Estabilidade recente não impede recuo acumulado no mês, que registra menor valor real no atacado da Grande São Paulo em quase dois anos e meio.
O mercado de carne de frango apresenta estabilidade nos preços nesta semana marcada pelo recesso de carnaval, sustentado pela firmeza da demanda. Ainda assim, o desempenho mensal indica cenário de cautela para o setor, com médias abaixo das registradas no mesmo período do ano passado. Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que, até 18 de fevereiro, o valor médio da proteína congelada negociada no atacado da Grande São Paulo é de R$ 7/kg, o menor patamar real desde agosto de 2023, quando a média foi de R$ 6,91/kg, considerando valores deflacionados pelo IPCA de dezembro. O recuo mensal está associado às quedas intensas observadas nas primeiras semanas do ano. O movimento de baixa se estende há pouco mais de três meses, refletindo ajustes na oferta e na dinâmica de consumo. Apesar do cenário, a demanda segue sustentando as cotações no curto prazo, impedindo novas desvalorizações mais expressivas. A liquidez, porém, mantém ritmo moderado, especialmente na segunda quinzena do mês, período tradicionalmente marcado por menor poder de compra do consumidor. Agentes consultados pelo Cepea avaliam que uma recuperação mais consistente nos preços pode ocorrer apenas a partir do início de março, quando o fluxo de renda costuma estimular o consumo. Até lá, a tendência é de estabilidade, com dificuldade para avanços mais intensos nas cotações. O comportamento do mercado de frango também influencia o equilíbrio entre proteínas no varejo, já que preços mais baixos podem estimular substituição por parte do consumidor, afetando a dinâmica de carnes bovina e suína. O setor acompanha o cenário com atenção, avaliando custos de produção, demanda interna e estratégias comerciais para recomposição de margens ao longo do primeiro trimestre.
CEPEA
Fávaro diz que Brasil busca na Índia oportunidades para carne de frango
Uma comitiva brasileira na Índia discutiu na sexta-feira a abertura comercial para a exportação de carne de frango do Brasil ao país asiático, pedindo redução tarifária, informaram o Ministério da Agricultura e a associação de empresas do setor ABPA.
O mercado de carne de frango no país mais populoso do mundo tem elevado potencial, mas o maior exportador global não vende quase nada ao país asiático diante de proibitivas taxas de importação. Em 2025, o Brasil exportou apenas 2,47 toneladas para a Índia, enquanto os Emirados Árabes Unidos, principal destino, compraram 479,9 mil toneladas, segundo dados do governo e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). “Tratamos da ampliação das relações comerciais. O Brasil está pronto para abrir a romã para importar da Índia e para receber a noz macadâmia… Como contrapartida, buscamos a abertura do feijão-guandu, além de ampliar oportunidades para a carne de frango brasileira e a erva-mate”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em comunicado. Atualmente, há alíquotas de importação na Índia de 100% para cortes e de 30% para o frango inteiro, o que inviabiliza a competitividade comercial, apesar de acordo sanitário entre os dois países já estar estabelecido, segundo informação da ABPA, que vê a pauta da redução de tarifas como “prioritária”. A ABPA apresentou proposta para a criação de cota específica com tarifa reduzida ou zerada, “como mecanismo inicial de destravamento do fluxo comercial”. Na carne suína, a ABPA afirmou em nota que embora o mercado esteja aberto sanitariamente, a tarifa de 26% também limita a viabilidade das exportações. A entidade também defende a adoção de cotas diferenciadas para o produto ou revisão de taxas vigentes. A reunião de Fávaro com seu colega indiano Shri Singh Chouhan integrou a agenda da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Nova Délhi. O encontro abriu espaço para “avanços concretos” no comércio bilateral de produtos agropecuários, afirmou o ministério. Entre outros temas tratados, segundo o governo, estiveram bioinsumos, mecanização, inteligência artificial aplicada ao campo e complementaridade produtiva entre as duas potências agrícolas. A agenda agrícola ocorre em um momento de intensificação das relações bilaterais entre Brasil e Índia. Em 2025, o comércio total entre os países alcançou US$15 bilhões, crescimento de 25,5% em relação ao ano anterior, e a meta comum é elevar esse valor para US$20 bilhões até 2030, disse a nota do ministério.
REUTERS
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY NORBERTO STAVISKI EDITORA LTDA
Whatsapp 041 996978868
