CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2635 DE 21 DE JANEIRO DE 2026

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Ano 11 | nº 2635 | 21 de janeiro de 2026

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: ritmo lento e cotações estáveis em São Paulo

Com o arrefecimento das vendas de carne no mercado interno, houve uma menor atuação dos frigoríficos.

Segundo os números apurados pela Scot Consultoria, na praça paulista, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 318/@, o “boi-China” em R$ 322/@, a vaca gorda em R$ 302/@ e a novilha terminada em R$ 312/@ (todos os preços são brutos, com prazo). Com o arrefecimento das vendas de carne no mercado interno, houve uma menor atuação dos frigoríficos. Com o consumo mais fraco, as indústrias voltadas ao mercado doméstico negociaram com mais cautela. Já os frigoríficos exportadores mantiveram uma demanda mais firme. Do lado do produtor, houve resistência às tentativas de recuo nos preços, com oferta controlada. Assim, na comparação dia a dia, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias. No Mato Grosso, a oferta de bovinos terminados recuou em relação à semana passada, porém o escoamento de carne também perdeu ritmo. Com isso, o mercado ficou em equilíbrio e na comparação dia a dia as cotações permaneceram estáveis nas quatro praças mato-grossenses monitoradas. Na exportação de carne bovina in natura, até a terceira semana de janeiro, o volume exportado foi de 126,3 mil toneladas – com uma média diária de 11,5 mil toneladas, aumento de 40,0% frente ao embarcado por dia em janeiro de 2025. A cotação média da tonelada ficou em US$5,5 mil, alta de 10,2% na comparação com o mesmo período de 2025.

SCOT CONSULTORIA 

Após forte largada, exportações de carne bovina perdem ritmo na segunda semana do ano

Volume embarcado recuou 50% na média diária em relação à semana anterior, apesar de preços ainda estáveis, aponta Agrifatto. 89 mil toneladas foram embarcadas na primeira semana de janeiro contra 36,95 mil na segunda semana.

Após um início de ano aquecido, as exportações brasileiras de carne bovina in natura perderam fôlego na segunda semana de janeiro. Segundo dados compilados pela Agrifatto, o volume embarcado recuou de forma significativa, contrastando com preços ainda estáveis. Os dados analisados indicam que, na segunda semana de janeiro, os embarques somaram 36,95 mil toneladas — o menor volume semanal registrado desde julho de 2025. O resultado representa uma queda de 50,36% na média diária em relação à semana anterior e um recuo de 20,26% na comparação anual, refletindo um arrefecimento no ritmo das vendas externas. O desempenho contrasta com o resultado observado na primeira semana de janeiro, quando o Brasil embarcou 89 mil toneladas de carne bovina in natura, indicando um início de ano forte para o setor exportador. Considerando os primeiros dias do mês em comparação com a semana imediatamente anterior, houve avanço de 3% nos embarques, enquanto, em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento superou 34%. As altas sinalizaram uma demanda aquecida, especialmente no mercado internacional, com destaque para os Estados Unidos. Conforme noticiado pelo Agro Estadão, o Brasil esgotou em tempo recorde a cota de exportação de carne bovina isenta de tarifas para os norte-americanos.

O ESTADO DE SÃO PAULO/AGRO

Preço do boi gordo começa a mostrar reação

Frigoríficos têm maior necessidade de compras no mercado físico, em um cenário em que pecuaristas têm se mantido resistentes. Lotes de animais efetivados ao longo da terça-feira estavam com escala já para esta sexta-feira ou início da próxima semana

Depois de abrir a semana, como de costume, com negócios relativamente calmos e preços próximos da estabilidade, o mercado pecuário viveu um cenário diferente nesta terça-feira (20/1). As cotações começaram mostrar reação, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No Estado de São Paulo, frigoríficos abriram compras a R$ 320 e R$ 325 e escritórios de intermediação relataram que negócios a R$ 330 à vista deveriam ser finalizados. Lotes de animais efetivados ao longo da terça-feira estavam com escala já para esta sexta-feira ou início da próxima semana. Em Mato Grosso do Sul, o Cepea captou negócios entre R$ 300 e R$ 305, com escala ainda para essa semana. Segundo o Cepea, esse comportamento reflete a maior necessidade de compra dos frigoríficos no mercado físico, em um cenário em que pecuaristas têm se mantido resistentes. Já conforme a Scot Consultoria, com o arrefecimento das vendas de carne no mercado interno, houve uma menor atuação dos frigoríficos. Devido ao consumo mais fraco, as indústrias voltadas ao mercado doméstico negociaram com mais cautela. Já os frigoríficos exportadores mantiveram uma demanda mais firme. Do lado do criador, houve resistência às tentativas de recuo nos preços, com oferta controlada. Assim, segundo a Scot, na comparação dia a dia, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado. Nessas regiões paulistas, o preço do boi gordo seguiu cotado a R$ 318 a arroba para o pagamento a prazo. Quanto às vendas dos frigoríficos, os preços da carne captados pelo Cepea no mercado atacadista da Grande São Paulo mostram pequena alta de 0,83% no acumulado do mês. No segmento para exportação, os valores também têm se mantido firmes.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em alta após tensão sobre Groenlândia elevar percepção global de risco

Moeda americana, porém, termina sessão longe das máximas intradiárias

O dólar à vista encerrou a sessão da terça-feira em valorização frente ao real. O dia foi marcado pela maior percepção global de risco em meio à preocupação dos agentes financeiros com uma escalada nas tensões geopolíticas devido à intenção dos Estados Unidos em anexar a Groenlândia. Apesar da maior aversão a risco, o dólar encerrou a sessão longe das máximas alcançadas no dia, indicando que a busca por proteção hoje não se deu necessariamente via compra de dólar. Pelo contrário, hoje, a fuga de ativos de risco pesou principalmente para os mercados americanos, com as bolsas em Wall Street em forte desvalorização, enquanto no Brasil o Ibovespa renovou recorde histórico intradiário. Encerradas as negociações da terça-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,30%, cotado a R$ 5,3802, depois de ter tocado na mínima de R$ 5,3592 e batido na máxima de R$ 5,4086. Já o euro comercial registrou apreciação de 0,89%, a R$ 6,3011. Perto das 17h15, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,79%, aos 98,607 pontos.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa renova recorde com apoio de blue chips e encosta em 166.500 pontos

O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, renovando máximas perto dos 166.500 pontos, com o desempenho robusto de blue chips como Vale e Itaú ajudando a descolar o pregão brasileiro do viés negativo de mercados acionários no exterior, onde o clima segue tenso após novas ameaças de tarifas dos Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,87%, a 166.276,90 pontos, recorde de fechamento, após marcar 166.467,56 no melhor momento, topo intradia. O volume financeiro na bolsa somou R$23,55 bilhões. O Ibovespa ganhou fôlego no final da manhã, quando as bolsas norte-americanas abriram. Enquanto isso, preocupações envolvendo os planos de Donald Trump para a Groenlândia e incertezas relacionadas ao comando do Federal Reserve pressionaram Wall Street e endossaram o movimento de rotação de recursos que marcou 2025. Na visão do analista Felipe Cima, da Manchester Investimentos, o Brasil acaba se beneficiando desse movimento, uma vez que a bolsa ainda está “bastante depreciada”. Dados da B3 neste começo de ano mostram entrada líquida de capital externo na bolsa, com o saldo positivo em R$7,3 bilhões até a última sexta-feira. Em Nova York, o S&P 500 fechou em queda de 2,06%, após fim de semana prolongado por feriado nos EUA na segunda-feira, em meio a ameaças recentes de Trump sobre tarifas adicionais de importação a produtos europeus em sua busca para assumir o controle da Groenlândia, que pertence à Dinamarca. Para o sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, o fato de o Brasil não ter sido afetado pelas discussões geopolíticas mais recentes também favorece uma “tranquilidade” no mercado brasileiro. “O pessimismo passou longe da bolsa” nesta sessão, acrescentou.

REUTERS

Produção agroindustrial cai após dois meses de expansão

Índice de Produção Agroindustrial recuou 0,3% em comparação com novembro de 2024. Único segmento que registrou aumento de produção em novembro foi o de produtos alimentícios, que cresceu 4%

A agroindústria brasileira teve uma pequena contração em novembro, pressionada mais uma vez pelo fraco desempenho das fabricantes de produtos não alimentícios e pelas de bebidas. O Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), elaborado pelo Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), recuou 0,3% em comparação com novembro de 2024. Com isso, até o indicador acumulou queda de 0,2% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Segundo os pesquisadores do FGV Agro, o declínio refletiu os efeitos da política monetária contracionista do Banco Central e as “incertezas no ambiente externo”, como o tarifaço que os Estados Unidos impuseram ao Brasil. Até 20 de novembro, grande parte dos produtos que o Brasil exporta aos EUA continuaram a pagar sobretaxa para entrar no mercado americano. A agroindústria de produtos não alimentícios teve uma contração de 3,6%, e a de bebidas, 4,2%. O único segmento que registrou aumento de produção em novembro foi o de produtos alimentícios, que cresceu 4%. Entre as indústrias de produtos alimentícios e bebidas, a de melhor desempenho foi a de alimentos de origem animal, que avançou 4,8%. O segmento de carne bovina puxou o aumento da produção, mas também tiveram bom desempenho os laticínios e as indústrias de carnes suínas, de aves e de pescados. A indústria de alimentos de origem vegetal cresceu 2,7%, puxada pelo aumento da produção de arroz, trigo, óleos e gorduras e, notadamente, de conservas e sucos. Já a produção de café e açúcar recuou, segundo o indicador. No segmento de produtos não alimentícios, as quedas foram generalizadas, com destaque para a de biocombustíveis, que recuou 8,9%, e a de insumos agropecuários, que caiu 5,3%. Também diminuiu a produção de produtos intermediários para fertilizantes, de defensivos agrícolas e de tratores e máquinas. Já a produção de adubos e fertilizantes cresceu em novembro.

VALOR ECONÔMICO

GOVERNO

Banco do Brasil espera liberar recurso para pastagens no primeiro semestre

Banco vai desembolsar as primeiras operações do Caminho Verde Brasil, destinado a recuperação de pastagens degradadas com recursos do segundo leilão do Ecoinvest. Gilson Bittencourt: vamos buscar operações diretas com grande produtor

O Banco do Brasil espera desembolsar as primeiras operações do Caminho Verde Brasil, destinado a recuperação de pastagens degradadas com recursos do segundo leilão do Ecoinvest, neste primeiro semestre. O programa tem meta de recuperar até 40 milhões de hectares com algum grau de degradação em dez anos. Em dezembro de 2025, o BB recebeu a primeira tranche de recursos do Tesouro Nacional, de R$ 1,05 bilhão, para empréstimo aos agricultores. A carteira para desembolsos já foi mapeada e está concentrada em grandes produtores, para contratação de forma direta. O banco também estuda operacionalizar os financiamentos por meio de um fundo e por “empresas-âncoras”, como frigoríficos e companhias que atuam com reflorestamento, informou o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar, Gilson Bittencourt. O total de investimentos do BB no programa deverá ser de R$ 6,8 bilhões, com R$ 4,1 bilhões de capital catalítico do Tesouro e R$ 2,7 bilhões de recursos próprios mobilizados no leilão do Ecoinvest, em 2025. A previsão é alcançar a recuperação de 275 mil hectares degradados em todos os biomas. O banco lidera a indicação de alocação na Caatinga, Amazônia, Pampa e Pantanal. “Seguimos na estruturação das soluções para o atendimento das demandas. A expectativa e os esforços continuam direcionados para um portfólio mais amplo, que vai desde operações diretas com produtores rurais, até estruturas mais complexas de mercados de capitais”, informou o BB, em nota enviada à reportagem. Em conversa com jornalistas em dezembro do ano passado, Bittencourt já havia relatado a complexidade da linha. “Não é um simples desembolso de recursos, tem monitoramento e todo o controle para entregar aquela quantidade de hectares, demonstrar a captura de carbono e todo o processo de monitoramento ao longo da operação”, disse. O executivo ressaltou que a linha não será oferecida diretamente a pequenos e médios produtores, que têm acesso a linhas do Plano Safra com juros compatíveis e menor exigência de monitoramento. “Vamos buscar operações diretas com produtores de maior porte. Pequenos e médios continuarão atendidos nos programas existentes”, disse. O vice-presidente do BB considera a possibilidade de atender produtores de médio porte por meio de operações indiretas, realizada por empresas com ampla base de clientes que farão a distribuição dos recursos. “Até pode acontecer, mas de forma indireta. Se houver um acordo com uma grande empresa que, na sua base, tenha produtores médios e grandes, ela pode fazer esse ajuste. Estamos buscando possibilidades com empresas amplas que atuem e façam essa distribuição”, afirmou. Bittencourt disse que os recursos podem ser distribuídos por meio de frigoríficos a pecuaristas interessados na recuperação de suas pastagens e empresas de reflorestamento, que têm relação direta com produtores. Estão no radar também operações via fundos. A discussão é se serão usadas estruturas próprias do banco ou de parceiros com experiência para organizar o fluxo financeiro com o controle e acompanhamento necessários para verificação da recuperação das áreas financiadas.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Preços do suíno vivo recuam nos principais estados em janeiro

Indicador CEPEA/ESALQ mostra quedas diárias e mensais em todas as praças acompanhadas em 19 de janeiro, com maior retração em São Paulo e Santa Catarina.

Os preços do suíno vivo apresentaram novas quedas nos principais estados produtores do país em 19 de janeiro de 2026, conforme o Indicador do Suíno Vivo CEPEA/ESALQ. Em São Paulo, na modalidade posto, o valor médio foi de R$ 8,15 por quilo, registrando a maior retração diária entre as praças acompanhadas, com recuo de 5,12%. No acumulado do mês, a desvalorização chega a 8,53%. Em Minas Gerais, também na modalidade posto, o preço ficou em R$ 7,96/kg, com baixa diária de 2,45% e queda mensal de 5,58%. No Paraná, o suíno vivo a retirar foi cotado a R$ 7,79/kg, após recuo de 3,95% no dia e de 5,80% no comparativo mensal. No Rio Grande do Sul, o valor chegou a R$ 7,85/kg, com diminuição diária de 1,88% e variação negativa de 5,42% no mês. Santa Catarina apresentou cotação de R$ 7,74/kg, também a retirar, com queda de 2,40% no dia e a maior retração mensal entre os estados analisados, de 7,31%. De acordo com o Cepea, o movimento de baixa reflete o cenário de pressão sobre os preços do suíno vivo, observado desde o início do mês, com perdas acumuladas em todas as regiões monitoradas.

CEPEA/ESALQ

Após embargo, China vai retomar importação de frango do Rio Grande do Sul

Restrição está em vigor desde 2024, quando foi registrado caso da doença de Newcastle em granja comercial. Uma declaração oficial do Mapa era esperada ainda na terça-feira

Após um ano e seis meses, a China vai derrubar a suspensão para a importação de frango com origem no Rio Grande do Sul. O embargo para o produto gaúcho está em vigor desde julho de 2024, quando foi registrado um caso da Doença de Newscastle em uma granja comercial em Anta Gorda (RS). “Com base nos resultados da análise de risco, as restrições da Doença de Newscastle no Rio Grande do Sul, Brasil, são suspensas a partir da data deste comunicado”, informa documento da agência aduaneira da China (GACC), publicado no dia 16 de janeiro. “Agora, nos próximos, a GACC vai reativar as habilitações (das plantas frigoríficas embargadas)”, explica o adido agrícola na Embaixada do Brasil em Beijing, Leandro Diamantino Feijó. “Com esse anúncio, não resta mais qualquer tipo de restrição aos embarques de carne de frango à China, seja do Brasil, seja do Rio Grande do Sul”, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua. Uma declaração oficial do Mapa sobre o retorno das exportações gaúchas de frango é esperada ainda nesta terça-feira (20/1). No entanto, até às 12h, as oito plantas frigoríficas gaúchas embargadas pelos chineses seguiam com restrições de vendas, segundo o sistema da GACC. Entre elas, estão duas unidades da BRF e duas da JBS, além de plantas da Minuano, Agrosul, Aurora e Languiru. Em novembro de 2025, a China suspendeu o embargo às importações de produtos avícolas do Brasil, medida que havia sido adotada em razão do caso de gripe aviária registrado em maio do ano passado em uma granja comercial em Montenegro (RS). Entretanto, na ocasião, as plantas frigoríficas do Rio Grande do Sul não foram incluídas nas liberações de vendas para o mercado chinês. Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), disse que o processo para reabertura envolveu diálogo permanente com as autoridades chinesas, envio de informações detalhadas, comprovação das ações de controle e erradicação, e alinhamento aos protocolos internacionais de saúde animal. “Com a reabertura, é concluído mais um passo relevante no processo de normalização plena dos fluxos comerciais, reforçando a posição do Brasil como fornecedor confiável e previsível de proteína animal no mercado global”, acrescentou a ABPA. No ano passado, as exportações brasileiras de frango para a China atingiram 247,97 mil toneladas, queda de 55,8% em relação a 2024, segundo dados do Ministério da Agricultura. Apesar da redução, a ABPA destaca que a China é um dos principais destinos da carne de frango do Brasil, com papel considerado estratégico para o equilíbrio do comércio internacional do setor.

GLOBO RURAL 

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