CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2326 DE 08 DE OUTUBRO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2326 |08 de outubro de 2024

 

NOTÍCIAS

Estabilidade no mercado do boi gordo em São Paulo

Após as altas registradas na semana passada, o mercado abriu a segunda-feira sem mudança, comportamento comum para o primeiro dia útil da semana. Parte dos frigoríficos estavam fora das compras, e aqueles que estavam na praça ofereceram as mesmas referências do fechamento da semana anterior

No Rio de Janeiro, a seca severa persiste no estado e como a maioria dos bovinos destinados ao abate vem de pastagens, a oferta está bastante reduzida. Com isso, o Rio de Janeiro seguiu acumulando aumentos nas cotações, hoje, houve um acréscimo de R$5,00/@ para a vaca e R$2,00/@ para a novilha. No mercado atacadista de carne com osso, na primeira semana de outubro, as cotações no mercado de carnes com osso subiram. A carcaça do boi casado capão subiu 9,0%. A carcaça do boi casado inteiro subiu 6,5%. A cotação da vaca casada subiu 5,8%. A cotação da novilha casada subiu 5,4%. Esses movimentos refletem as oscilações naturais de oferta e demanda de início do mês, além das condições climáticas que estão influindo na produção de proteína animal. Na exportação de carne bovina in natura, em setembro, o volume de carne bovina in natura exportado foi de 251,7 mil toneladas – média diária de 11,9 mil toneladas – superando o desempenho médio diário do mesmo período de 2023 em 22,9%. O preço médio da tonelada ficou em US$4,5 mil. Na comparação feita ano a ano, o faturamento ficou 28,4% maior.

Scot Consultoria

Atacado do boi segue com preços acomodados

Escalas de abate seguem encurtadas, entre cinco e seis dias úteis na média nacional

O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços em alta no decorrer da segunda-feira (7). Novamente foram relatadas negociações em até R$ 300 por arroba em São Paulo. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o dia foi menos fluído em termos de negociações, como tradicionalmente acontece em uma segunda-feira, com diversas unidades ainda ausentes da compra de gado. “No geral as escalas de abate seguem encurtadas, entre cinco e seis dias úteis na média nacional”, disse o analista da empresa, Fernando Henrique Iglesias. Preços da arroba do boi: São Paulo: R$ 291,42. Goiás: R$ 269,11. Minas Gerais: R$ 283,53. Mato Grosso do Sul: R$ 281,36. Mato Grosso: R$ 245,20. O mercado atacadista segue com preços acomodados. O viés ainda é de alta dos preços no decorrer da primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 16,50. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50 por quilo. A ponta de agulha segue precificada a R$ 15,50.

Agência Safras

Carne bovina sobe para consumidor e coloca o setor de varejo em alerta

Segundo apurou a Agrifatto, após sete semanas de aumentos consecutivos, os reajustes de preços da carne no atacado estão começando a aparecer no varejo

O mercado de carne bovina apresenta contrastes neste início de outubro, observa o engenheiro agrônomo Miguel Narbot, analista da Scot Consultoria. “Enquanto o atacado segue com preços firmes e em alta, sustentado pela oferta restrita de boiadas para abate, o varejo encontra obstáculos, com os consumidores ainda cautelosos frente aos preços elevados”, resume Narbot. Segundo apurou a Agrifatto, após sete semanas de aumentos consecutivos, os reajustes de preços da carne bovina no atacado estão começando a aparecer no varejo. “Mesmo em uma primeira quinzena do mês, período sazonalmente caracterizado por um aumento no consumo, a população pode começar a sentir os impactos de uma menor oferta e de um preço mais ‘salgado’, o que pode levar a uma retração nas compras”, observa a consultoria. No segmento de carne com osso, os preços mantêm uma tendência de alta. No final de setembro, a carcaça do boi casado capão subiu 2,3%, sendo negociada por R$17,75/kg, segundo a Scot. Por sua vez, a carcaça do boi casado inteiro apresentou uma valorização de 2,9%, alcançando R$17,70/kg. A vaca casada também seguiu esse movimento, com uma alta de 2,1%, negociada em R$17,35/kg. A novilha casada teve uma valorização de 0,9%, chegando em R$17,75/kg. “Esse aumento no atacado reflete a oferta restrita de animais prontos para abate e a demanda firme, tanto no mercado interno quanto externo”, reforça Narbot. Com isso, continua o analista da Scot, no varejo, os preços da carne sem osso também seguem a tendência de alta, mas com um comportamento mais irregular entre os cortes. Em São Paulo, no final de setembro, o preço médio registrou uma valorização média geral de 1,8%, impulsionado por cortes como o acém e a costela. Já no atacado de carne sem osso, o cenário é mais cauteloso, informa o analista da Scot. Em SP, os preços subiram em média 1,0% nos últimos sete dias, com a maminha apresentando uma alta de 1,8% no período. Cortes traseiros, como a alcatra, registraram alta de 2,4% na última semana. No entanto, diz Narbot, cortes como a picanha e o patinho tiveram quedas de 1,0% e 1,2 respectivamente. Para o restante de outubro, espera-se que o mercado de carne continue aquecido no atacado, com aumentos adicionais impulsionados pela oferta limitada de bovinos prontos para o abate, prevê Narbot. “A tendência é de que os preços do atacado permaneçam firmes, especialmente para cortes voltados ao consumo direto e à industrialização”, ressalta. No varejo, no entanto, o cenário é mais desafiador. “Os consumidores continuam resistentes a novos reajustes, e a demanda, embora presente, pode permanecer abaixo do esperado, obrigando o setor a adaptar suas estratégias para manter o fluxo de vendas estável”, antecipa Narbot.

Portal DBO

Carne bovina in natura: Volume embarcado alcança 39,8 mil toneladas na primeira semana de outubro/24

Média diária embarcada ficou em 9,9 mil toneladas

O volume exportado de carne bovina in natura alcançou 39,8 mil toneladas na primeira semana de outubro/24, conforme apontou a Secretária de Comércio Exterior (Secex). O volume embarcado em outubro do ano anterior foi de 186,1 mil toneladas em 21 dias úteis.

A média diária exportada na primeira semana de outubro/24 ficou em 9,9 mil toneladas e registrou ganho de 12,4%, frente ao volume total exportado em outubro/23 que ficou em 8,8 mil toneladas. O preço médio ficou com US$ 4.595 mil por tonelada, na qual ficou estável frente aos dados divulgados em outubro de 2023, com preços médios de US$ 4,596 mil por tonelada. O valor negociado para o produto na primeira semana de outubro/24 ficou em US$ 183,2 milhões, tendo em vista que o preço comercializado durante o mês de outubro do ano anterior foi de US$ 855,666 milhões. A média diária ficou em US$ 45 milhões e registrou um avanço de 12,4%, frente ao observado no mês de outubro do ano passado, que ficou em US$ 40,7 milhões.

Agência Safras

Índice de custo de produção de bovinos confinados – Setembro/24

Na edição nº 88, a equipe do Informativo Mensal do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) observou aumento nos custos para as propriedades CSPm (4,35%), CSPg (1,37%), e CGO (6,52%) em relação ao mês anterior. Considerando um período mais longo, de setembro de 2023 a setembro de 2024, constatamos aumentos no ICBC de 4,85%, 2,48% e 6,52% para os confinamentos CSPm, CSPg e CGO, respectivamente

As variações dos preços das commodities agrícolas afetaram os custos de alimentação, que passaram a representar 67,2%, 65,4%, e 71,0% dos custos da diária-boi (CDB) para CSPm, CSPg, e CGO, respectivamente. Instabilidades foram observadas, com reduções para o DDG 30% e farelo de algodão (11,03% e 4,02%) e aumentos para o caroço e torta de algodão, grão de milho e de sorgo, polpa cítrica e farelo de trigo e amendoim (2,86%, 4,65%, 8,80%, 1,38%, 4,10%, 8,43% e 4,17%, respectivamente) em SP; enquanto em GO, houve redução para o DDG 30% (1,63%) e aumentos para o restante das commodities, principalmente, para o farelo de algodão e grãos de milho, soja e sorgo (13,14%, 12,51%, 8,15% e 7,19%, respectivamente). Na análise dos custos, adotamos a taxa Selic de 10,75% ao ano. Taxas mais elevadas impactam diretamente nos custos de oportunidade, influenciando a remuneração do capital de giro, dos ativos imobilizados e da terra. Nesse contexto, os custos de oportunidade atingiram 14,6%, 11,9% e 12,0% do custo da diária-boi (CDB) para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. Propriedades com uso mais intensivo de bens de capital conseguem otimizar custos fixos e os associados a oportunidades, conferindo um diferencial competitivo. Por fim, os custos da diária-boi (CDB) para os confinamentos CSPm, CSPg e CGO variaram em comparação ao mês anterior. Essas variações nos preços das commodities agrícolas demandam uma gestão atenta e estratégica dos custos de produção, essencial para garantir a rentabilidade das operações de confinamento. O Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) considera o Custo da Diária-Boi (CDB) como referência para o comparativo mensal. Apresentamos a composição do custo total (CT), incluindo a aquisição de animais (item de custo variável) para o confinamento, o componente mais relevante no CT. Registramos o preço de aquisição do boi magro: R$ 7,83/kg em SP e R$ 7,58/kg em GO, representando 66,8%, 63,8%, e 65,7% do CT para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. Os preços atuais são 5,7% inferiores para SP e 2,6% superiores para GO, comparando os praticados no mesmo período de 2023. Os custos totais por arroba indicados entre agosto e setembro de 2024 tiveram aumentos de 6,08% (CSPm), 4,94% (CSPg) e 4,45% (CGO). Além disso, no mês de setembro, os preços de aquisição de animais aumentaram 6,87% em São Paulo e 3,47% em Goiás. De forma equivalente, os valores da arroba do boi gordo aumentaram em São Paulo (10,33%) e em Goiás (6,42%), alcançando R$ 255,00/@ e R$ 232,17/@, respectivamente. Em síntese, os confinadores paulistas e goianos poderiam obter lucros de R$ 26,07/@ (CSPm), R$ 29,35/@ (CSPg) e R$ 14,52/@ (CGO) na venda do boi gordo.

Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da FMVZ/USP.

ECONOMIA

Dólar tem alta em dia de ajuste em emergentes e com Oriente Médio no radar

As tensões no Oriente Médio também afastaram o investidor global de ativos de maior risco, buscando refúgio em ativos mais seguros

O dólar comercial encerrou a sessão exibindo apreciação frente à moeda brasileira. Operadores mencionaram algum ajuste nos mercados emergentes (em especial na América Latina), uma vez que as moedas desses países foram menos afetadas pelos dados fortes dos Estados Unidos divulgados na última sexta-feira (4). As tensões no Oriente Médio também afastaram o investidor global de ativos de maior risco, buscando refúgio em ativos mais seguros (daí a força do iene japonês e do franco suíço hoje). Além disso, comentários mais “hawkish” (favoráveis ao aperto monetário) de dirigentes do Federal Reserve (Fed) teriam reforçado a cautela. Terminadas as negociações, o dólar comercial exibiu valorização de 0,55%, cotado a R$ 5,4853. Já o euro comercial avançou 0,52%, a R$ 6,0189. A sessão de ontem começou marcada pelo avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries). Depois da divulgação dos dados fortes de emprego nos Estados Unidos na sexta, os agentes financeiros passaram a reavaliar todo o ciclo de afrouxamento monetário do Federal Reserve (Fed). Como na sexta os mercados de moedas emergentes (em especial da América Latina) não foram tão impactados, hoje eles passaram por algum ajuste tardio. Além disso, o diretor de tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, lembra que a “aversão a risco em função dos conflitos entre Israel e Irã fizeram preço”. Os contratos futuros do petróleo voltaram a registrar forte alta, com o Brent para dezembro registrando valorização de 3,55%, a US$ 80,93. “Acho que [essa alta do petróleo] não ajuda o real, apesar de sermos exportadores líquidos. O que vai prevalecer nessas altas fortes é a aversão a risco”, diz Weigt. “No médio e longo prazo pode ajudar, mas no curto prazo acho que não.” Como a aversão a risco predomina neste ambiente, moedas conhecidas por serem refúgios em momento de estresse global se beneficiaram ontem com o franco suíço avançando 0,50% perto do horário de fechamento, enquanto o iene apreciava 0,44%. Weigt, da Travelex, também lembra que enxerga um dólar fortalecido por mais tempo, diante dos dados mais fortes nos Estados Unidos e pelo aumento da percepção de risco global e local.

Valor Econômico

Ibovespa fecha em leve alta com ajuda de Petrobras e Vale

Piora nas bolsas de Nova York em meio à aversão a risco com as tensões no Oriente Médio faz índice local perder fôlego; comentários de dirigente do Fed também pesaram nos negócios

O Ibovespa terminou a sessão em leve alta na sessão da segunda-feira (7), acompanhando a piora nas bolsas de Nova York. Além da maior aversão a risco, diante das tensões no Oriente Médio, o mercado também reagiu a comentários do presidente do Federal Reserve (Fed) de Mineápolis, Neel Kashkari, interpretados como mais conservadores. Assim, o Ibovespa subiu 0,17%, aos 132.018 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até 17h15) foi de R$ 13,4 bilhões no Ibovespa e de R$ 17,7 bilhões na B3. Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 0,94%; o S&P 500 recuou 0,96% e o Nasdaq perdeu 1,18%. O mercado operou de olho nas commodities no exterior, diante da alta do petróleo no mercado internacional e na véspera de a China, possivelmente, anunciar novas medidas de estímulo à sua economia. Nesse sentido, a alta das ações da e da deu suporte ao índice, que enfrentou fortes oscilações ao longo desta segunda-feira. O papel ordinário da petroleira fechou em alta de 1,69%, enquanto o da mineradora subiu 0,88%. Na ponta negativa do pregão ficaram ações mais sensíveis aos juros altos, como ON e ON, que recuaram 5,27% e 2,87%, respectivamente. Em relação ao minério de ferro, o economista de inflação e commodities da BGC Liquidez, Carlos Thadeu, avalia que mercado já viveu uma expansão no primeiro estímulo anunciado por Pequim e atingiu a média histórica, de valorização de 20% da commodity metálica. “Alguns analistas acham que não foi suficiente. Há espaço para um pouco mais de movimento, mas, pela média histórica de 20%, acho que o preço do minério já está bem precificado”, afirma. O Banco do Povo da China (PBoC) passou a reduzir a da exigência de reserva obrigatória dos bancos e cortou os juros de curto prazo no dia 27, cumprindo o compromisso de oferecer mais suporte para a economia em desaceleração e, assim, alcançar a meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5%. O petróleo subiu mais de 3%, ontem, ainda em meio à alta das tensões entre Irã e Israel. “Há vários fatores influenciando, como o furacão Milton avançando, sendo o segundo furacão que passa pela Flórida. O que eu vejo é que esse patamar de preço de US$ 70 a US$ 85 por barril parece bem precificado”, pontua Thadeu. Nesse sentido, outras petroleiras também subiram no pregão: ON ganhou 2,39% e ON avançou 1,61%. No entanto, o economista nota que, apesar de existir a possibilidade de o Irã zerar a sua exportação temporariamente, a alta do barril de petróleo será passageira. “Antes de a guerra se intensificar, a Arábia Saudita voltava a ganhar market share. Analistas falavam de US$ 50 dólares por barril. Uma interrupção temporária não segura nada.” Próximo ao fim do pregão, Neel Kashkari, do Fed, afirmou que o balanço de riscos está mudando da inflação alta para o mercado de trabalho resiliente, o que fez as bolsas de Nova York despencarem e o Ibovespa perder força. “Parece que a fala dele foi mais dura do que o mercado esperava. As chances de o Fed manter a taxa de juros na reunião de novembro estão aumentando”, afirma um operador. “Se isso realmente ocorrer, pode esquecer o rali de final de ano do Ibovespa”, completou.

Valor Econômico

Poupança tem em setembro maior volume de saques desde janeiro, diz BC

A caderneta de poupança registrou em setembro o maior volume de saques líquidos desde janeiro, totalizando 7,140 bilhões de reais, no terceiro mês seguido de retiradas, mostraram dados do Banco Central na segunda-feira

No acumulado do ano, a poupança registra retirada líquida de 11,239 bilhões de reais. Foram seis meses de saques até agora em 2024, com o maior volume registrado em janeiro, de 20,149 bilhões de reais. No mês passado, houve um saldo negativo de 6,137 bilhões de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), e saques líquidos de 1,003 bilhão de reais na poupança rural. A rentabilidade atual da caderneta de poupança é dada pela taxa referencial (TR) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês. Esta fórmula vale enquanto a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano — a taxa básica de juros está atualmente em 10,75% ao ano.

Reuters

IGP-DI acelera mais do que o esperado em setembro com alta de commodities, mostra FGV

A alta do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou mais do que o esperado em setembro, devido ao avanço dos preços de commodities aos produtores e dos preços aos consumidores em vários itens, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira.

O IGP-DI subiu 1,03% em setembro, depois de avanço de 0,12% no mês anterior, acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,80%. O resultado levou o índice a subir 4,83% em 12 meses. “Commodities de peso no índice de preços ao produtor, como soja, bovinos, leite e laranja, registraram alta expressiva entre agosto e setembro, colocando os produtos agrícolas como os principais responsáveis pela aceleração da inflação ao produtor”, disse André Braz, coordenador dos índices de preços. No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do indicador geral, acelerou para uma alta de 1,20% em setembro, após subir 0,11% no mês anterior. No IPA, a alta nas Matérias-Primas Brutas foi o maior destaque de setembro, avançando 2,19% no mês, ante queda de 0,47% em agosto, sendo que as principais contribuições para esse movimento foram dos itens soja em grão (-2,03% para 6,51%), leite in natura (0,65% para 5,37%) e bovinos (2,75% para 5,87%). Braz ainda destacou o resultado no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — como um fator para o índice geral. O IPC teve alta de 0,63% em setembro, após recuar 0,16% em agosto. Seis das oito classes de despesa que compõem o índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: Habitação (-0,40% para 1,72%), Alimentação (-1,03% para 0,04%), Educação, Leitura e Recreação (-0,60% para 1,51%), Despesas Diversas (0,45% para 1,85%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,14% para 0,37%) e Comunicação (0,16% para 0,31%). O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, teve alta de 0,58% em setembro, de 0,70% antes. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.

Reuters

FRANGOS & SUÍNOS

Estabilidade seguiu na suinocultura na segunda-feira (7)

Conforme a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 169,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 13,20/kg, em média.

Segundo informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (4), houve tímida alta de 0,24% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 8,21/kg, e queda de 0,11% em São Paulo, com preço de R$ 8,95/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 8,96/kg), Paraná (R$ 8,49/kg), e Santa Catarina (R$ 8,38/kg).
Cepea/Esalq

Em quatro dias úteis, receita com exportações de carne suína atingem 30% de todo outubro/23

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne suína in natura, até a primeira semana de outubro (quatro dias úteis), já atingiram o equivalente a 30,06% do total faturado em setembro do ano passado

A receita obtida, US$ 56,7 milhões, representa 30,06% do total arrecadado em todo o mês de outubro de 2023, que foi de US$ 188,7 milhões. No volume embarcado, as 22.389 toneladas representam 27,12% do total registrado em outubro do ano passado, com 82.531 toneladas.

O faturamento por média diária até este momento do mês foi de US$ 14,1 milhões, quantia 57,8% maior do que a de outubro de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve elevação de 10,67% observando os US$ 12,8 milhões, vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 5.597 toneladas, houve elevação de 42,4% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado da semana anterior, incremento de 9,1%, comparado às 5.128 toneladas da semana passada. No preço pago por tonelada, US$ 2.534, ele é 10,8% superior ao praticado em outubro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa leve alta de 1,40% em relação aos US$ 2.499 anteriores.

Agência Safras

Preço do frango no atacado paulista teve leve alta na segunda-feira (7)

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, enquanto a ave no atacado subiu 0,74%, fechando, em média, R$ 6,80/kg.

Na cotação do animal vivo, o preço aumentou 0,22% no Paraná, cotado a R$ 4,66/kg, enquanto em Santa Catarina, o valor não mudou, valendo a R$ 4,43/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à sexta-feira (4), tanto o preço da ave congelada quanto do frango resfriado não mudou, valendo, respectivamente, R$ 7,41/kg e R$ 7,55/kg.

Cepea/Esalq

Outubro inicia com crescimento no faturamento por média diária nas exportações de carne de frango

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne de aves in natura até a primeira semana de outubro (quatro dias úteis), tiveram aumento de 23,94% no faturamento por média diária em relação ao mesmo mês do ano passado.

A receita obtida, US$ 158,4 milhões representa 23,94% do total arrecadado em todo o mês de outubro de 2023, que foi de US$ 661,7 milhões. No volume embarcado, as 80.901 toneladas representam 21,62% do volume registrado em outubro do ano passado, com 374.171 toneladas. O faturamento por média diária até o momento do mês foi de US$ 39,6 milhões quantia 25,7% maior do que a registrada em outubro de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 4,07% frente aos US$ 41,2 milhões vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 20.225 toneladas, houve aumento de 13,5% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado da semana anterior, baixa de 5,99% em relação às 21.514 toneladas da semana passada. No preço pago por tonelada, US$ 1.958, ele é 10,7% superior ao praticado em setembro do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa avanço de 2,04% no comparativo ao valor de US$ 1.919 visto na semana passada.

Agência Safras

Exportações de carne de frango crescem 22,1% em setembro e registram segundo melhor desempenho da história

Preços médios aumentam e receita cresce acima dos índices de volumes, embarques do ano revertem queda e registram alta de 0,6%

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 485 mil toneladas em setembro, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 22,1% o volume embarcado em setembro de 2023, com 397,1 mil toneladas. É o segundo melhor desempenho mensal da história do setor – o maior da série ocorreu em março de 2023, com 514,6 mil toneladas. O mês de setembro também registrou a segunda maior receita mensal já obtida pelas exportações de carne de frango do Brasil, com US$ 953,8 milhões, saldo 32,6% superior ao nono mês de 2023, com US$ 719,3 milhões. O maior saldo mensal da história também ocorreu em março de 2023, com US$ 980,5 milhões. No ano (janeiro a setembro), as exportações de carne de frango acumulam alta de 0,6%, com 3,917 milhões de toneladas nos nove primeiros meses deste ano, contra 3,892 milhões no mesmo período de 2023. A receita acumulada entre janeiro e setembro de deste ano chegou US$ 7,273 bilhões, número 4% menor em relação ao obtido no ano anterior, com US$ 7,578 bilhões. “A forte alta registrada em setembro reverteu o desempenho registrado ao longo do ano, que agora é positivo e sinaliza seguir assim até dezembro. Com a elevação dos preços médios das exportações, também tivemos uma elevação nas receitas de setembro em patamares significativamente maiores que os registrados em volumes”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Principal destino das exportações de carne de frango, a China importou em setembro 55,1 mil toneladas, volume 3,4% menor em relação ao ano anterior. Em movimento diferente, os Emirados Árabes Unidos importaram 41,4 mil toneladas (+17,6%), seguido por Japão, com 36,5 mil toneladas (+48,6%), Arábia Saudita, com 29,9 mil toneladas (+5,9%), África do Sul, com 28,4 mil toneladas (+38,2%), México, com 23,8 mil toneladas (+57%), União Europeia, com 23,7 mil toneladas (+58%) e Gana, 16,1 mil toneladas (+198,4%). Filipinas, com 15,9 mil toneladas (-4,3%) e Kuwait, com 13,1 mil toneladas (+66,2%) completam o top 10. Maior exportador de carne de frango do Brasil, o Paraná exportou 195,6 mil toneladas em setembro, volume 20% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida estão Santa Catarina, com 105,6 mil toneladas (+23,1%), Rio Grande do Sul, com 63,2 mil toneladas (+12,4%), São Paulo, com 28,1 mil toneladas (+30,5%) e Goiás, com 19,5 mil toneladas (+3,4%). “Oito dos 10 principais importadores de carne de frango do Brasil registraram fortes altas em suas importações. Mesmo entre aqueles com desempenho inferior no comparativo mensal há boas notícias. É o caso da China, que retomou importações em níveis acima das 50 mil toneladas. Outro aspecto relevante é a alta das importações de mercados com alto valor agregado, como o Japão, o que teve impacto positivo no desempenho das receitas registradas em setembro. O movimento também é positivo entre as nações islâmicas, e assim deve seguir nos próximos meses, já que o fluxo logístico para estes destinos foi ajustado diante da situação de conflito na região”, completa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

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