CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2318 DE 26 DE SETEMBRO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2318 |26 de setembro de 2024

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo aquecido em São Paulo

Em São Paulo, o mercado seguiu firme, impulsionado pela redução das escalas de abate e a oferta mais enxuta de bovinos

Com isso, a cotação do boi gordo e a do “boi China” subiu R$2,00/@ e R$5,00/@, respectivamente. A cotação da vaca e a da novilha permaneceu estável na comparação diária. No Espírito Santo, com as escalas de abate curtas, em média, em sete dias, o mercado permaneceu sob pressão de alta, com isso, foi registrado alta de R$2,00/@ para o boi gordo e para o “boi China”. Em Goiás, na região de Goiânia, o mercado abriu na quarta-feira (25/9) ofertando mais R$2,00/@ para os bovinos destinados à exportação. Na região Sul, o mercado ficou estável na comparação dia a dia. No Oeste do Maranhão, devido à menor oferta de fêmeas, um fenômeno comum nesta época do ano, os preços da vaca e da novilha registraram um aumento de R$ 5,00/@.

Scot Consultoria

Escalas de abate apertadas continuam elevando preços da arroba bovina

Movimento foi mais destacado em Mato Grosso do Sul e em São Paulo, que romperam de forma consistente a barreira dos R$ 270 por arroba

O mercado físico do boi gordo segue apresentando preços mais altos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o movimento foi mais destacado em Mato Grosso do Sul e em São Paulo, estados que romperam de forma consistente a barreira dos R$ 270 por arroba. “O quadro geral pouco mudou, com frigoríficos encontrando dificuldades na composição de suas escalas de abate em um ambiente pautado por demanda bastante aquecida. Ou seja, essa combinação remete a continuidade do movimento de alta nos próximos dias”, assinalou. Preços médios da arroba: São Paulo: R$ 271,83. Goiás: R$ 259,11. Minas Gerais: R$ 259,71. Mato Grosso do Sul: R$ 272,05. Mato Grosso: R$ 234,73. O mercado atacadista volta a se deparar com preços firmes para a carne bovina, e o viés ainda é de alta dos preços no curto prazo, em linha com a perspectiva de boa demanda durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo. “Mais uma vez, vale destacar que a carne bovina tende a perder competitividade em relação a carne de frango em um momento de forte elevação de preços as famílias, em especial as de menor renda, tendem a optar por proteínas de menor valor agregado”, disse Iglesias. O quarto traseiro segue no patamar de R$ 19,90, por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00, por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,15.

Agência Safras

Ágio menor: preço físico do boi gordo encosta nas cotações futuras

Diferença atual entre a cotação de balcão da arroba paulista e o valor indicado para o contrato de out/24 (pico da entressafra) é de R$ 3,25/@

Na terça-feira (24/9), o preço físico do boi gordo (Indicador Cepea, praça paulista, à vista) fechou em R$ 265,05/@, enquanto o contrato futuro negociado na B3 com vencimento em setembro atingiu R$ 263,50%, ou seja, uma diferença (deságio) de -R$ 1,55/@. No último dia útil de agosto/24 (30/8), o indicador Cepea estava valendo R$ 239,75/@ (R$ 25,30/@ a menos que o preço atual), enquanto o contrato do boi gordo para entrega em setembro era negociado a R$ 247/@ na B3 – uma diferença (ágio) de R$ 7,25/@. Em relação ao contrato de outubro/24 (de maior liquidez na B3, pico da entressafra), em 30/8, ele estava valendo R$ 251,95/@, o que significava um ágio de R$ 12,20/@ sobre o indicador Cepea daquele dia (R$ 239,75/@). Na terça-feira (24/9), o mesmo contrato fechou o dia cotado em R$ 268,30/@, com ágio de apenas R$ 3,25/@ em relação ao preço Cepea de ontem (R$ 265,05/@). “Com o avanço constante da arroba no mercado físico, o ágio de preço na B3 sobre o indicador Cepea vem caindo cada vez mais”, destacam os analistas da Agrifatto, lembrando que, em 17/9, o contrato de setembro/24 também chegou a ficar “em déficit” (em relação ao preço de balcão/spot, mas logo mostrou uma recuperação, fechando os dias seguintes com ligeiro ágio de R$ 2/@.

Portal DBO

Novilhos precoces respondem por 40% do total de abates de bovinos nas indústrias de MS

Dos mais de 3,5 milhões de bovinos abatidos no ano passado em Mato Grosso do Sul, 40%, ou 1,3 milhões de cabeças foram de novilhos precoces, animais jovens com melhor acabamento de carcaça e alta qualidade. Os resultados foram obtidos graças ao trabalho constante de evolução da pecuária sul-mato-grossense, na adoção de tecnologias por parte dos produtores e a ajuda do programa Precoce MS.

O programa desenvolvido pelo Governo do Estado de MS, por meio da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), que bonifica o pecuarista pelo acabamento do animal e pelo processo produtivo, passou recentemente por reformulação, igualando ambos os critérios, de modo que as iniciativas sustentáveis, da porteira para dentro, tenham o mesmo peso que o trabalho direcionado ao rebanho. Após a reformulação, em abril de 2024, já são 521 técnicos habilitados, que vistoriam 2.250 estabelecimentos rurais cadastrados. Nos últimos 5 meses o Programa abateu 657.224 animais, em 26 frigoríficos, somando R$ 43.113.303,00 de incentivos repassados. Com isso o Mato Grosso do Sul, que já é reconhecido pela melhor proteína produzida no Brasil, em breve deverá também ser titulado pelo melhor processo produtivo. Os números foram apresentados durante o Fórum Precoce MS, evento realizado na última segunda-feira (23), com o intuito de atualizar os RTs (Responsáveis Técnicos) sobre os novos critérios do Programa Precoce MS. Em parceria com a Associação dos Produtores de Novilho Precoce MS, o Fórum reuniu 180 responsáveis técnicos para debater as novas regras e adequação ao programa. Durante a abertura do evento, o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, destacou o papel da pecuária no contexto da produtividade de Mato Grosso do Sul. “Apesar de já termos resultados excepcionais, onde já conseguimos reduzir o tempo médio de abate dos animais do Estado em 17 meses. O que nós estamos discutindo hoje com o setor e com as assistências técnicas é um aprimoramento do programa e uma modernização”, salientou o secretário. Segundo o presidente da Associação Novilho Precoce MS, Rafael Gratão, o programa muda a cara da pecuária estadual. “Entre os objetivos está a oportunidade de nos dedicarmos a uma pecuária diferente, cada vez mais eficiente. Esse processo contribuirá para que possamos vender nossa carne em mercados que pagam mais, como o da Europa, onde tudo é certificado e comprovado”, explica Gratão. No Fórum, a gestora do Precoce MS, Gladys Espindola apresentou os dados do programa. “Desde o início do programa em 2017, foram mais de R$ 600 milhões repassados aos produtores que obtiveram animais precoces”, salientou a veterinária.

Página Rural

ECONOMIA

Dólar tem leve alta ante o real puxado pelo exterior

O dólar fechou a quarta-feira em leve alta ante o real, influenciado pelo avanço firme da moeda norte-americana no exterior, em um dia marcado ainda pelos dados favoráveis de inflação divulgados no Brasil.

A moeda norte-americana à vista fechou em leve alta de 0,29%, cotada a 5,4774 reais. Em setembro, porém, o dólar acumula baixa de 2,82%. Às 17h05, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,39%, a 5,4755 reais na venda. Logo na abertura da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) avançou 0,13% em setembro, após alta de 0,19% em agosto. O percentual ficou abaixo das projeções em pesquisa da Reuters, que tinha mediana de 0,3% e intervalo de 0,21% a 0,32%. Considerado uma espécie de prévia para a inflação oficial, o IPCA-15 foi bem recebido pelo mercado. Economistas destacaram números mais favoráveis em serviços e nos núcleos do IPCA-15. Em reação, as taxas dos DIs registraram as mínimas do dia pouco depois da divulgação do IPCA-15, em meio à percepção de que o Banco Central pode não precisar elevar tanto a Selic quanto o originalmente esperado. O dólar, que logo após a divulgação do indicador marcou a mínima do dia, ganhou força logo depois à medida que os investidores ponderavam os dados. Além do IPCA-15, os negócios eram influenciados pelo avanço firme da moeda norte-americana no exterior. Profissionais ouvidos pela Reuters têm ponderado nos últimos dias que após o Banco Central ter elevado a Selic em 25 pontos-base, para 10,75% ao ano, com o Federal Reserve cortando os juros em 50 pontos-base, para a faixa de 4,75% a 5,00%, haveria espaço para o dólar ceder a patamares mais baixos, próximos dos 5,40 reais ou abaixo disso. Pela manhã o BC informou que o Brasil teve déficit em transações correntes de 6,589 bilhões de dólares em agosto, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 1,75% do Produto Interno Bruto. Já os investimentos diretos no país alcançaram 6,104 bilhões de dólares.

Reuters

Ibovespa cai com exterior negativo

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, seguindo o movimento de aversão a risco nos mercados internacionais, com fraqueza nas bolsas norte-americanas e declínio nos preços do petróleo, sem encontrar apoio no avanço das ações de Vale e Petrobras

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,43%, a 131.586,45 pontos, perto da mínima da sessão, de 131.489,09 pontos. Na máxima, foi a 132.981,78 pontos, enquanto o volume financeiro no pregão somou 21,78 bilhões de reais. Nos primeiros negócios do dia, o indicador da bolsa paulista chegou a subir, apoiado por uma leitura de inflação abaixo das estimativas de economistas, mas não conseguiu manter o ímpeto, conforme agentes financeiros recalibravam suas posições. O IPCA-15, divulgado nesta quarta antes da abertura do mercado, apontou para uma desaceleração da alta da inflação, com avanço de 0,13% em setembro versus alta de 0,19% em agosto, segundo o IBGE. O resultado veio abaixo da expectativa de avanço de 0,30%, conforme pesquisa da Reuters. “No curtíssimo prazo, o dado da inflação é positivo, apesar da alta, é uma inflação ainda abaixo da meta, o que é bom, significa que esse ciclo de aperto não precisa ser tão intenso ou durar tanto”, disse Enrico Cozzolino, head de análise da Levante Investimentos. “Porém, ao longo do dia, depois da realização desse fato, (o cenário) é que ainda é um ciclo de aperto, ainda é uma mudança do direcional… E o mercado vai fazendo esses ajustes”, afirmou. Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones e S&P 500 encerraram o dia em queda, ao passo que o Nasdaq ficou quase estável, com investidores à espera de novos dados econômicos e sinais sobre os próximos cortes na taxa de juros. No mercado de juros, o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano marcava 3,7925% no final da tarde, de 3,736% na véspera.

Reuters

IPCA-15 contraria a tese de economia sobre aquecida

O dado de setembro, em 0,13%, veio abaixo do 0,28% esperado, mas sua composição benigna chama a atenção

Ninguém se atreve a conclusões definitivas a partir de apenas um dado, mas alguns analistas econômicos do mercado financeiro consultados pelo Valor na manhã da quarta-feira (25) concordam que a inflação medida pelo IPCA-15 de setembro contraria a tese de que a economia está sobreaquecida. O dado, em 0,13%, não veio apenas abaixo do 0,28% esperado, mas sua composição benigna chama a atenção. A inflação subjacente de serviços, aquela que é mais influenciada pela atividade econômica, ficou em zero, ante 0,33% esperados, segundo o questionário pré-Copom, feito pelo Banco Central antes das reuniões do seu Comitê de Política Monetária (Copom). Outros dados que capturam a tendência da inflação vieram melhor do que o esperado. Isso, em tese, não deveria estar acontecendo. O Copom disse, em comunicado divulgado na semana passada, que a economia opera acima de sua capacidade. Amanhã, vai divulgar o seu Relatório de Trimestral de Inflação, que trará sua estimativa numérica. Ontem, com a divulgação dos dados do questionário pré-Copom, tivemos a visão atualizada dos analistas do mercado do chamado hiato do produto, que é uma medida de ociosidade da economia. A mediana das projeções coloca o hiato no território positivo – economia sobreaquecida – em 0,8%. O relatório mostra que pelo menos 75% dos analistas veem um hiato positivo de 0,5% ou mais. Um problema é que o mercado parece ter um viés para projetar um nível de ociosidade da economia subestimado. Desde fins de 2022, o questionário pré-Copom registra hiato zerado ou positivo. Mas, apesar disso, a inflação ligada ao ciclo econômico recuou. Mas a questão atual é: como a inflação que depende do ciclo econômico está recuando, se o mercado financeiro e o Banco Central dizem que a economia opera acima da capacidade? Uma explicação possível é que leva algum tempo para que essa economia muito aquecida se reflita nos dados da inflação. Ou seja, a inflação do IPCA-15 de setembro reflete condições do passado, quando o nível de ociosidade não estava tão apertado. O problema com essa tese é que o mercado já estimava, em junho, um hiato positivo em 0,3%. Em março, a estimativa era de um hiato zerado, ou seja, uma economia que opera no limite da capacidade. O BC estimou hiato zerado para junho, e levemente positivo para março, em 0,1%. Mas, de qualquer forma, não dá para descartar a hipótese de que que o sobreaquecimento da economia ainda vai bater na inflação. Outra possibilidade é que as estimativas sobre o hiato do produto estejam simplesmente erradas. Não é fácil estimar o hiato, e as estimativas são pouco precisas. O que pode explicar essa suposta ociosidade, se de fato ela está presente? A teoria mais citada é que a economia teve ganhos de produtividade depois de todas as reformas feitas a partir do governo Temer. O BC nunca comprou esse argumento pelo valor de face, apesar de aqui e ali ter dado declarações simpáticas a ele. Toda essa discussão sobre o sobreaquecimento da economia pode desaparecer até a reunião do Copom de novembro, se outros índices de inflação que forem divulgados até lá não confirmarem a desaceleração indicada pelo IPCA-15. Mas não é de hoje que a inflação vem rodando abaixo do que seria esperado, se fossem consideradas as medidas mais tradicionais de cálculo do hiato do produto.

Valor Econômico

OCDE eleva previsão do PIB do Brasil de 1,9% para 2,9% em 2024

Segundo organização, previsão é que o País mantenha o impulso econômico do primeiro semestre ‘auxiliado por maior gasto fiscal’; estimativa de inflação subiu de 4% para 4,4%

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), revisou para cima as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil este ano e para 2025. Para 2024, a estimativa passou de expansão de 1,9% para 2,9%, enquanto, para o próximo ano, foi de 2,1% para 2,6%, segundo o relatório Perspectiva Econômica de setembro. “A previsão é de que o Brasil deverá manter o sólido impulso econômico observado no primeiro semestre de 2024, auxiliado por maior gasto fiscal”, diz o texto. Para a inflação no Brasil, a OCDE elevou a estimativa de 4% para 4,4% neste ano e de 3,3% para 4% em 2025. O relatório aponta que o índice de preços ao consumidor no País e no México têm subido, em parte devido à desvalorização cambial. “O recente ressurgimento das pressões de preços no Brasil significa que a inflação será um pouco maior no final de 2025 do que o esperado, embora ainda dentro da banda da meta da inflação do Banco Central”, diz o relatório. Ainda segundo o estudo, a desvalorização cambial no Brasil, na Argentina, na Turquia e no México “tem apoiado receitas de exportação”, mas também elevou os custos financeiros do pagamento de dívidas denominadas na moeda dos Estados Unidos. A OCDE ressalta que as taxas de juros reais de longo prazo estão elevadas no Brasil e nos Estados Unidos, na zona do euro e no Reino Unido. A OCDE elevou também a projeção do crescimento da economia mundial de 3,1% para 3,2% em 2024 e manteve a previsão de expansão de 3,2% para 2025. A entidade fez avaliação semelhante para os países membros do G20, cuja estimativa para o PIB subiu de 3,1% para 3,2% neste ano e foi mantida em 3,1% para 2025.Segundo o relatório Perspectiva Econômica de setembro, a OCDE manteve a previsão de alta do PIB dos Estados Unidos em 2,6% neste ano e reduziu de 1,8% para 1,6% em 2025. Em relação à zona do euro, a entidade não alterou a estimativa do crescimento de 0,7% em 2024, mas reduziu a projeção para 2025, de 1,5%, para 1,3%. Para a China, as expectativas de expansão em 2024 e 2025 permaneceram em 4,9% e 4,5%, respectivamente. No caso do Japão, ocorreu uma redução de 0,5% para -0,1% em 2024 e uma elevação de 1,1% para 1,4% em 2025. A OCDE prevê queda da inflação em diversos países neste ano. Nos Estados, a previsão para 2024 é de 2,4%, pouco abaixo dos 2,5% divulgados em maio, enquanto para 2025 caiu de 2,0% para 1,8%. Para o G20, a projeção recuou de 5,9% para 5,4% neste ano e de 3,6% para 3,3% em 2025. Na zona do euro, a estimativa para o índice de preços ao consumidor subiu de 2,3% para 2,4% neste ano e recuou de 2,2% para 2,1% em 2025. Em relação à China, a expectativa ficou estável para a inflação em 2024, quando deverá ser de 0,3%, e recuou de 1,3% para 1,0% em 2025. No caso do Japão, a projeção passou de 2,1% para 2,5% em 2024 e subiu de 2,0% para 2,1% no próximo ano. Segundo o relatório, a inflação relativa a mercadorias em diversos países caiu para patamares baixos, mas continua elevada a inflação de serviços, que “ainda precisa baixar 1 ponto porcentual em várias economias para levar o núcleo da inflação para taxas consistentes com a meta”. Na avaliação da OCDE, há significativos riscos para a economia mundial. “Persistentes tensões comerciais e geopolíticas podem crescentemente prejudicar investimentos e elevar preços de importações.” O relatório destacou que a expansão do PIB de vários países pode desacelerar mais rápido do que o esperado com a perda de força do mercado de trabalho. Além disso, desvios no processo de “desinflação suave” podem deflagrar rupturas em mercados financeiros. Por outro lado, a retomada da renda real das famílias em diversas nações pode ser um grande reforço para a confiança e os gastos dos consumidores. Para a OCDE, “ações fiscais decisivas são necessárias” por diversos países para assegurar a sustentabilidade da dívida pública, permitir que governos possam reagir a futuros choques e gerar recursos para conter pressões de alta de despesas.

O Estado de São Paulo

GOVERNO

Brasil e China avançam em negociações para ampliar comércio agropecuário

A China é o principal parceiro comercial do Brasil no setor agrícola, respondendo por 33,91% das exportações do país

Na terça-feira (24), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) sediou uma importante reunião técnica com a Administração Geral de Alfândega da China (GACC). O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, conduziu o encontro acompanhado do secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, que contou com a participação do vice-ministro chinês, Zhao Zenglian. Durante a reunião, foram discutidos temas estratégicos para a ampliação do comércio agropecuário entre Brasil e China, com foco na revisão e atualização de protocolos sanitários e fitossanitários, fortalecendo ainda mais a parceria entre os dois países. A delegação brasileira apresentou o interesse na abertura do mercado chinês para miúdos de bovinos e carne bovina com osso, ampliando as oportunidades de exportação de produtos de origem animal. Também foram discutidos avanços na revisão do protocolo de exportação de carne de aves, com a inclusão de miúdos e o reconhecimento da regionalização para Influenza Aviária de Alta Patogenicidade e para a Doença de Newcastle. Outro ponto central da reunião foi a revisão do protocolo de exportação de carne bovina, onde o Brasil busca remover a suspensão automática das exportações em casos de ocorrência atípica de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB). O reconhecimento do status sanitário brasileiro para febre aftosa também foi destaque, reforçando a importância desse avanço para as exportações de carne suína e bovina. A reunião ainda tratou da previsão de assinatura de protocolos para a exportação de uvas frescas, gergelim, sorgo, farinha e óleo de pescados durante a próxima reunião da cúpula do G20, que ocorrerá no Rio de Janeiro. Além disso, o Brasil reafirmou seu interesse em habilitar novos estabelecimentos para exportação de carne de aves, suínos e bovinos, além de avançar nas discussões sobre certificação eletrônica para produtos cárneos. Diretores e servidores de diversas secretarias do Mapa também participaram da reunião, fortalecendo a colaboração técnica entre os dois países e ressaltando a importância das tratativas para ampliar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado chinês, que segue como um dos principais destinos das exportações agropecuárias do Brasil. “As relações comerciais entre Brasil e China têm se fortalecido de forma contínua ao longo dos últimos 20 meses, período no qual fomos sempre muito bem recebidos em cada visita e negociação. A parceria estratégica entre nossos países é fundamental para o crescimento do comércio agropecuário, e estamos avançando em importantes protocolos que beneficiarão nossos produtores e ampliarão ainda mais as oportunidades de exportação para o mercado chinês”, destacou o secretário Perosa. A China é o principal parceiro comercial do Brasil no setor agrícola, respondendo por 33,91% das exportações do país. Nos primeiros oito meses deste ano, o Brasil exportou aproximadamente US$ 38 bilhões em produtos agrícolas para o mercado chinês, com 68% desse total proveniente do complexo da soja.

Mapa

Mapa atinge marca histórica com 200 novos mercados abertos para o agro brasileiro em 20 meses, diz Geraldo Alckmin

Somente neste ano, 122 novos mercados foram abertos, com recordes históricos estabelecidos em quase todos os meses

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) alcançou nesta quarta-feira (25), um feito inédito ao abrir 200 no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) alcançou nesta quarta-feira (25), um feito inédito ao abrir 200 novos mercados internacionais em pouco mais de 20 meses. Desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cerca de 60 novos destinos foram contemplados, ampliando a presença do agronegócio brasileiro em todos os continentes. “Chegamos à marca de 200 mercados. O Brasil é um grande protagonista hoje planetário: segurança alimentar, energética e clima”, comemorou o presidente em exercício Geraldo Alckmin. As aberturas recentes de embriões para a Rússia e erva-mate para Angola e Coréia do Sul foram essenciais para atingir a marca. De acordo com a secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, a conquista reforça a estratégia do governo de fortalecer o comércio exterior e diversificar as exportações, consolidando o Brasil como um dos maiores players globais no setor agropecuário. O número atual supera a soma dos mercados abertos durante nos anos de 2019 (35), 2020 (74) e 2021 (77), quando, ao longo de 36 meses, foram conquistadas 186 novas aberturas. O recorde obtido neste mês já se aproxima do total alcançado nos últimos quatro anos da gestão anterior, que registrou 239 aberturas de mercado. “A abertura de novos mercados comprova a competitividade e confiabilidade do setor produtivo brasileiro, reconhecido em mais de 200 países pela sua qualidade sanitária. Essa expansão internacional impulsiona as exportações, contribuindo para o saldo positivo da balança comercial, gerando divisas, empregos e renda ao homem do campo”, destaca o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Somente neste ano, já foram abertos 122 novos mercados, com quase todos os meses estabelecendo recordes históricos. Entre os números mensais, destacam-se 26 novos mercados em junho (13 países), 16 em julho (9 países), 15 em maio (10 países), 15 em agosto, 10 em março (7 países), 7 em fevereiro (6 países), 9 em janeiro (5 países) e 5 em abril (3 países). Até o momento, já foram abertos 19 novos mercados neste mês em 10 destinos. As aberturas incluem não apenas produtos tradicionais do Brasil, como carnes e soja, mas também uma diversificada gama de produtos agropecuários, como pescados, sementes, gelatina e colágeno, ovos, produtos de reciclagem animal, noz-pecã, erva-mate, arroz, açaí em pó, café verde, embriões e sêmen. “Nos últimos 20 meses, criamos, em média, uma nova oportunidade de comercialização a cada três dias. Esse marco reflete a determinação e o esforço contínuo do ministro Carlos Fávaro e de toda a equipe do Mapa em diversificar nossa pauta exportadora e ampliar as oportunidades para os produtos agrícolas brasileiros no cenário global”, ressalta Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais. Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Mapa

EMPRESAS

Cade aprova negócio entre Minerva e Marfrig com restrições

Minerva acertou compra de 16 plantas da Marfrig por R$ 7,5 bilhões, mas terá que vender uma unidade em GO. Cade permitiu que Marfrig aumente planta em MT

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira (25/9) a aquisição pela Minerva de parte do negócio de carnes bovina e ovina da Marfrig. Os conselheiros do tribunal optaram por dar aval ao acordo bilionário por unanimidade, mas impondo novas medidas para mitigar impactos concorrenciais. Segundo o tribunal do Cade, como não houve acordo com as empresas, duas soluções unilaterais foram impostas a elas para a aprovação da operação. Em até 12 meses, a Minerva terá de vender uma planta de abate em Pirenópolis (GO). O mercado mais preocupante em termos concorrenciais era Goiás, na avaliação do Cade. Além disso, os conselheiros derrubaram uma cláusula prevista no contrato entre as empresas que impedia a Marfrig de expandir sua planta em Várzea Grande (MT). Em agosto de 2023, as companhias firmaram um acordo que previa a venda de 16 plantas da Marfrig para a Minerva na América no Sul, sendo 11 no Brasil, por R$ 7,5 bilhões. O conselheiro-relator do processo no tribunal do Cade, Carlos Jacques, afirmou em seu voto que não foi possível chegar a um acordo com as empresas e citou que houve “pouca sensibilidade” das companhias na negociação com o órgão de defesa da concorrência. Apesar disso, ele destacou que, nas últimas semanas, a Minerva aceitou vender a planta produtiva em Pirenópolis. Caso a planta não seja vendida em 12 meses, a empresa terá de leiloá-la. Segundo Jacques, não houve preocupações concorrenciais com o restante da operação. Os demais conselheiros do Cade seguiram seu voto na íntegra.

Globo Rural

FRANGOS & SUÍNOS

Preços do suíno vivo subiram nos estados do Sul na quarta-feira (25)

Altas pontuais marcaram o encerramento do mercado de suínos na quarta-feira (25)

Conforme a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 169,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 13,20/kg, em média. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (24), os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 8,96/kg) e em São Paulo (R$ 8,96/kg). Houve alta de 0,24% no Paraná, chegando em R$ 8,52/kg, avanço de 0,37% no Rio Grande do Sul, com valor de R$ 8,20/kg, e de 0,36% em Santa Catarina, fechando em R$ 8,41/kg.

Cepea/Esalq

Quarta-feira (25) de cotações estáveis no mercado do frango

As cotações no mercado do frango seguiram com viés de estabilidade na quarta-feira (25). De acordo com análise do Cepea, dados de abate divulgados pelo IBGE e analisados pelo órgão evidenciam os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul este ano para o setor avícola.

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, enquanto a ave no atacado cedeu 0,76%, fechando, em média, R$ 6,50/kg. Na cotação do animal vivo, o preço não mudou no Paraná, cotado a R$ 4,65/kg, da mesma forma que em Santa Catarina, valendo a R$ 4,41/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à terça-feira (24), os preços da ave congelada e da resfriada ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,34/kg e R$ 7,51/kg.

Cepea/Esalq

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