
Ano 10 | nº 2307 |11 de setembro de 2024
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo estável nas praças paulistas
Com um cenário de poucos negócios, o mercado abriu com os preços estabilizados. As ofertas continuam escassas e o fraco escoamento observado pelos frigoríficos, em comparação com os inícios de meses anteriores, está mantendo os preços firmes, mas sem altas.
No Rio de Janeiro, após a alta na cotação em todas as categorias ontem (9/9), o mercado continuou em ascensão, com o preço do boi gordo subindo R$5,00/@ e o da novilha R$3,00/@. As ofertas permanecem limitadas. No Sudeste-RO, com as escalas curtas, em média, para sete dias, e ofertas reduzidas, o poder de negociação dos pecuaristas melhorou, resultando no aumento dos preços em todas as categorias. A alta foi de R$3,00/@ para o boi gordo, de R$2,00/@ para a vaca e de R$4,00/@ para a novilha. Na exportação de carne bovina in natura na primeira semana de setembro, o volume de carne bovina in natura exportado teve forte desempenho, totalizando 70,9 mil toneladas – média diária de 14,2 mil toneladas – superando o desempenho médio diário do mesmo período de 2023 em 45,6%. O preço médio da tonelada ficou em US$4,4 mil/t, queda de 2,8% na comparação com o mesmo período de 2023.
Scot Consultoria
Oferta restrita eleva preços da arroba do boi
Escalas de abate estão na posição menos confortável do ano, entre cinco e seis dias úteis, a depender da praça
O mercado físico do boi gordo segue apresentando alta generalizada nos preços, com muitos negócios saindo acima das referências médias em alguns estados. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate estão na posição menos confortável do ano, entre cinco e seis dias úteis a depender da praça. “O fato é que a oferta se tornou mais restrita ao longo do mês, o que tem resultado na elevação dos preços do boi gordo”, disse. Em função do forte ritmo de embarques de carne bovina e da melhora dos indicadores domésticos, as indústrias mantêm os abates em patamares elevados, não considerando a elevação da ociosidade média, mesmo diante da alta dos preços da arroba do boi gordo. Preços médios da arroba do boi: São Paulo: R$ 253,17. Goiás: R$ 243,39. Minas Gerais: R$ 244,41. Mato Grosso do Sul: R$ 255,23. Mato Grosso: R$ 220,61. O mercado atacadista volta a se deparar com preços mais altos. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com a boa demanda durante a primeira quinzena do mês. “O encurtamento das escalas de abate muda a dinâmica do mercado, com preços mais altos do boi gordo. As indústrias começam a repassar esse aumento ao longo da cadeia produtiva”, assinalou Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,75 por quilo, alta de R$ 0,25. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 14,40 por quilo, alta de R$ 0,40. A ponta de agulha foi precificada a R$ 14,30 por quilo, alta de R$ 0,30.
Agência Safras
Abates de bovinos em planta com SIF recuam 4,7% em agosto
Foram enviados aos ganchos dos frigoríficos brasileiros (com Selo de Inspeção Federal) 2,494 milhões de animais; queda mensal foi puxada pelas fêmeas
O abate total de bovinos em plantas brasileiras com Selo de Inspeção Federal (SIF) no Brasil recuaram 4,7% em agosto/24, para 2,494 milhões de animais, na comparação com o resultado de julho/24 (2,618 milhões de unidades) e 4,1% abaixo do resultado de agosto/23 (2,392 milhões de cabeças), informou a Agrifatto. Essa redução, diz a consultoria, foi puxada pelas fêmeas, já que os abates desta categoria sofreram queda de 15,88% no comparativo mensal, fechando agosto/24 com 796,36 mil fêmeas abatidas, o menor volume desde dezembro/23. Com isso, a participação das fêmeas sobre o abate total de bovinos em plantas SIF ficou em 31,9% em agosto/24, ante 36,2% registrado em julho/24, um recuo mensal de 4,3 pontos percentuais. No entanto, os abates de fêmeas de agosto/24 ficaram 5,6% acima do resultado alcançado em agosto/23 (754 mil cabeças). Diante disso, a participação das fêmeas sobre o total abatido em um mês de agosto foi a maior desde 2018. Em relação ao abate de machos, foram encaminhadas aos ganchos 1,70 milhão de cabeças em agosto/24, um aumento de 1,6% sobre a quantidade de julho/24 e o maior volume em um mês em toda a história, informa a Agrifatto. Essa diferenciação no comportamento do abate, destaca a consultoria, explica melhor o avanço no preço da fêmea (média Brasil), que subiu 6,33% entre julho/24 e agosto/24, enquanto a cotação do macho teve avanço médio de 4,41%. No acumulado de janeiro a agosto de 2024, aponta a Agrifatto, o total de bovinos abatidos em unidades SIF atingiu 19,27 milhões de cabeças, 17,59% a mais que o registrado em 2023 e o maior resultado da história. A Agrifatto projeta abates totais de 39,05 milhões de cabeças nos abates formais (com inspeção federal, estadual e municipal) ao longo dos 12 meses de 2024, o que resultaria em crescimento de 14,5% sobre o resultado de 2023 (34,10 milhões de cabeças). “Mesmo com uma redução no ritmo do abate nos próximos meses, esperamos um recorde histórico de abate e de produção (de carne bovina) no terceiro trimestre de 2024”, antecipa a consultoria. Para 2025, a Agrifatto projeta um recuo anual de 3% nos abates, para 37,88 milhões de cabeças, um reflexo da menor quantidade de fêmeas levadas aos ganchos e da diminuição do rebanho brasileiro a partir de 2022.
Portal DBO
Preço da carne sobe em agosto, após seis meses em queda
Oferta menor no segundo semestre e estiagem pressionam inflação do produto, dizem analistas. Após seis meses consecutivos em queda, os preços das carnes para o consumidor brasileiro subiram 0,52% em agosto. É o que apontam dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados na terça (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
Foi a primeira variação positiva desde janeiro deste ano (0,08%). O IPCA é o índice oficial de inflação do Brasil. A alta das carnes em agosto já era esperada por parte dos analistas devido a uma redução da oferta na passagem do primeiro para o segundo semestre. A crise climática surge como mais um elemento que pressiona os preços. O registro de estiagem e queimadas em diferentes regiões do país reduz a qualidade das pastagens, o que dificulta e encarece a criação de bovinos. “O primeiro semestre costuma ter oferta maior do que o segundo. É a sazonalidade do mercado, é isso que a gente tem visto agora”, afirma Fernando Iglesias, coordenador de pecuária da consultoria Safras & Mercado. “Para o restante do ano, vamos conviver com oferta mais limitada e arroba mais alta do boi gordo. Isso pode chegar ao consumidor com preços um pouco mais altos”, diz. Na última quinta (5), o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) disse que o mercado brasileiro de boi gordo apresenta tendência de avanço nas cotações desde julho. “Segundo pesquisadores do Cepea, o clima está bastante seco e a oferta de animais criados a pasto, cada vez mais escassa. As escalas devem ser supridas pelos animais de confinamentos”, afirmou a instituição. No segundo trimestre de 2024, o abate de bovinos no país alcançou o recorde de uma série histórica do IBGE iniciada em 1997. O instituto contabilizou 9,96 milhões de cabeças abatidas sob algum tipo de inspeção sanitária. Houve salto de 17,5% ante o segundo trimestre de 2023 e alta de 6,7% na comparação com os três meses iniciais de 2024. Se considerados períodos mais longos, os preços das carnes no Brasil ainda apresentam queda no IPCA. No acumulado deste ano até agosto, a baixa foi de 2,45%. Em 12 meses, houve redução de 2,14%. As baixas são associadas por analistas ao ciclo da pecuária, que passa por um ano de ampliação no abate de bovinos, inclusive de fêmeas. “Isso traz efeito positivo para a oferta. Provavelmente, 2024 será o ano de maior oferta doméstica nesta década”, aponta Fernando Iglesias, da Safras & Mercado. “Digo mais: os preços da carne só não caíram mais no atacado e no varejo devido ao forte ritmo de exportação”, acrescenta. O cenário de previsões indica que a disponibilidade de animais deve ficar mais restrita em 2025, na comparação com 2024. Assim, espera-se uma reversão no ciclo da pecuária, com pressão sobre os preços. Esse movimento tende a ser intensificado em 2026, período de eleições presidenciais no Brasil. “A gente pode imaginar preços mais altos, sim. Todos os elos da cadeia pecuária devem conviver com isso”, afirma Iglesias. O pesquisador Felippe Serigati, da FGV Agro, diz que a dinâmica dos preços nada tem a ver com “bondades ou maldades” de um governo. Está associada, em grande parte, ao ciclo da pecuária e à disponibilidade de mercadorias, aponta. O tamanho do impacto inflacionário de uma possível reversão no ciclo em 2025 ainda é incerto, afirma Serigati. Segundo o pesquisador, o nível de aumento dos preços também depende da capacidade de absorção pelos consumidores. O Brasil, lembra o especialista, passa por um período positivo no mercado de trabalho, com ganhos de renda em 2024. “Provavelmente veremos condições monetárias mais apertadas ao longo de 2025”, diz.
Folha de SP
União Europeia restringe compra de carne bovina do Brasil até adoção de protocolo, diz Agricultura
Temporariamente, apenas animais machos serão considerados elegíveis para exportação até que um protocolo privado seja adotado para garantir que as fêmeas não tenham sido tratadas com ésteres de estradiol
O Ministério da Agricultura divulgou, por meio do Ofício-Circular Conjunto Nº 24/2024, novas diretrizes para a exportação de carne bovina para a União Europeia e Reino Unido. A principal mudança no documento obtido pelo Estadão/Broadcast Agro estabelece que, temporariamente, apenas animais machos serão considerados elegíveis para exportação até que um protocolo privado seja adotado para garantir que as fêmeas não tenham sido tratadas com ésteres de estradiol para fins reprodutivos ou zootécnicos. O protocolo deverá ser implementado em até 12 meses, com fases de adaptação do sistema, acreditação e treinamento de certificadoras, além da certificação de estabelecimentos sob novas regras. O período de transição pode ser abreviado ou estendido conforme o cronograma. Essa ação atende à Recomendação nº 2 do relatório DG(Sante) 2024-8087, emitido pela União Europeia, sobre controle de resíduos e contaminantes. Os estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) brasileiro devem ser informados sobre a nova determinação, que entrará em vigor 30 dias após a publicação do ofício, realizada em 6 de setembro pelo Departamento de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura.
O Estado de São Paulo
Canadá retoma a importação de carne bovina brasileira
Autorização vale para estados reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal como zonas livres de febre aftosa sem vacinação
A Agência Canadense de Inspeção Alimentar (CFIA) comunicou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a aprovação da atualização do Certificado Sanitário Internacional (CSI) para exportação de carnes frescas desossadas e produtos cárneos processados crus, derivados de bovinos, de origem Brasileira, para o Canadá. Com a aprovação, poderão exportar os produtos os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia, além de 14 municípios nos estados do Mato Grosso e cinco no Amazonas que são reconhecidos, desde 2021, como livres de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Nesses locais, atualmente há onze estabelecimentos habilitados a exportar produtos cárneos de bovinos. Já Santa Catarina, único estado reconhecido pelo Canadá como livre de febre aftosa sem vacinação, possui apenas um frigorífico habilitado. “A retomada deste mercado já era aguardada pelo setor de proteína animal do Brasil, principalmente para esses estados, que desde a abertura do mercado canadense, em março de 2022, não estavam autorizados a exportar carne bovina crua para o Canadá em razão da não vacinação de seus rebanhos”, ressalta o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Já em relação a carne cozida, foi retirada a exigência de vacinação. Desta forma, qualquer estabelecimento habilitado, independentemente do estado de origem, pode exportar o produto ao Canadá. “Além dessa conquista para o setor, estamos junto da Embaixada do Brasil no Canadá buscando a retirada dessa exigência da vacinação também para a carne crua”, informa o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa. Em 2023, o Brasil exportou carne bovina no valor de mais de 10,541 bilhões de dólares, correspondendo a 2,28 milhões de toneladas. O Canadá importou US$ 39 milhões em carne bovina brasileira (8.192.380 kg), registrando um aumento de 18% em comparação com 2022.
MAPA
ECONOMIA
Índice que mede inflação oficial tem deflação em agosto
IPCA registrou queda de preços de 0,02%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no país, registrou deflação (queda de preços) de 0,02% em agosto deste ano. Essa foi a primeira vez que o indicador teve deflação desde junho de 2023 (-0,08%). O dado foi divulgado na terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA havia registrado taxas de inflação de 0,38% em julho deste ano e de 0,23% em agosto do ano passado. Com o resultado, o IPCA acumula taxa de 2,85% no ano. Em 12 meses, a taxa acumulada é de 4,24%, abaixo do teto da meta estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. A queda de preços em agosto foi puxada principalmente pelos alimentos, que tiveram deflação de 0,44%, e pelo grupo de despesas habitação, que recuou 0,51%. O grupo alimentação e bebidas já tinha apresentado queda de preços de 1% em julho. Em agosto, a deflação foi puxada pela alimentação no domicílio, graças ao recuo de preços de itens como batata inglesa (-19,04%), tomate (-16,89%) e cebola (-16,85%). A deflação em habitação foi influenciada pela queda do preço na energia elétrica (-2,77%). Os transportes não tiveram variação de preços no mês. Por outro lado, seis grupos de despesas apresentaram inflação: artigos de residência (0,74%), vestuário (0,39%), saúde e cuidados pessoais (0,25%), despesas pessoais (0,25%), educação (0,73%) e comunicação (0,10%).
Agência Brasil
Dólar sobe mais de 1% ante real em dia negativo para moedas commodities
O dólar fechou a terça-feira em forte alta ante o real, superior a 1%, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de exportadores de commodities no exterior, após a divulgação de dados fracos da economia chinesa
O dólar à vista fechou em alta de 1,32%, cotado a 5,6552 reais. Em setembro, a divisa acumula alta de 0,34%. Às 17h06, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,14%, a 5,665 reais na venda. A moeda norte-americana chegou a oscilar em baixa ante o real no início da sessão, mas ainda na primeira hora de negócios se firmou no território positivo, acompanhando o exterior. Por trás do movimento estavam receios em torno da economia da China, maior comprador de commodities do mundo e um dos principais destinos dos produtos brasileiros. O país asiático informou na terça que suas importações cresceram apenas 0,5% em agosto, abaixo da expectativa de alta de 2% e do avanço de 7,2% em julho, o que impactou negativamente os preços do minério de ferro — um dos principais itens da pauta exportadora brasileira. O petróleo também sustentava perdas firmes. No caso específico do Brasil, a alta do dólar também foi amparada pela percepção de que o Banco Central elevará a Selic em 25 pontos-base na próxima semana — e não em 50 pontos-base. Atualmente a Selic está em 10,50% ao ano. Pela manhã, antes da abertura dos negócios, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA teve deflação de 0,02% em agosto, após inflação de 0,38% em julho. Foi a primeira taxa negativa desde junho de 2023 (-0,08%). O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters com economistas, de inflação de 0,01%. Em 12 meses até agosto, o IPCA acumulou alta de 4,24%, ante 4,50% em julho e expectativa de 4,29%. Os números benignos do IPCA, na visão de um profissional ouvido pela Reuters, reforçaram a expectativa por uma alta de apenas 25 pontos-base da Selic, o que retirou parte do suporte do real durante a sessão. De fato, a curva de juros brasileira passou a precificar na terça-feira chances ainda maiores de alta de 25 pontos-base da Selic, com probabilidade reduzida de aumento de 50 pontos-base.
Reuters
Ibovespa encerra em queda puxado por Petrobras e Vale
Números mais fracos vindos da China e reduções na previsão de crescimento da demanda por petróleo afetaram as ações de empresas de commodities
O Ibovespa terminou a sessão desta terça-feira (10) em queda. Mesmo com um dado de IPCA melhor do que o esperado e que ajudaria a diminuir apostas por um corte de juros mais duro do Copom na reunião de setembro, números mais fracos vindos da China e reduções na previsão de crescimento da demanda por petróleo afetaram as ações de empresas de commodities, como Petrobras e Vale. O índice terminou o dia em queda de 0,31%, aos 134.320 pontos. Na mínima intradiária, o Ibovespa tocou os 133.754 pontos, e na máxima bateu 134.738 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 14,9 bilhões no Ibovespa e de R$ 18,9 na B3. As importações chinesas subiram 0,5% ao ano em agosto, bem abaixo da estimativa de uma alta de 2,5%. Os dados foram divulgados hoje pela Administração Geral de Alfândegas. “Tivemos dados de importação da China muito ruins. Isso acabou gerando um mal-estar por falta de algo novo que desse mais ânimo ao apetite do investidor”, observou o analista da Nova Futura Investimentos Alan Martins. O profissional alertou que os números reforçaram uma “sinalização ruim” em termos de demanda chinesa. Commodities como o minério de ferro terminaram o dia em leve queda de 0,07%, a 675 yuans (US$ 94,88) a tonelada. O sócio fundador da Encore Asset Management, João Braga, afirma que, desde a divulgação do relatório oficial de empregos dos EUA, o chamado “payroll”, na última sexta-feira (6), agentes financeiros colocaram na conta de que uma sinalização em torno de um corte de 0,25 ponto nos “Fed Funds” poderá colocar a economia americana numa desaceleração mais dura, diante de dados mais fracos de atividade. “O mercado dá essa pista quando você olha para a grande queda do petróleo, recuo dos juros longos e do Russell 2000 caindo e o S&P 500 subindo”, destaca Braga. Apesar do fluxo de saída no começo do mês, o executivo acredita que o movimento anterior, em julho e agosto, foi positivo e rápido e que tende a não ser revertido com agilidade.
Valor Econômico
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado de suínos com predomínio de estabilidade
Conforme a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 169,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 13,20/kg, em média
Segundo informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (9), houve alta de 0,24% no Paraná, chegando a R$ 8,45/kg, e queda de 0,24% em Santa Catarina, atingindo R$ 8,36/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 8,96/kg), Rio Grande do Sul (R$ 8,07/kg), e São Paulo (R$ 8,95/kg).
Cepea/Esalq
Suínos/Cepea: Agosto fechou com preços em alta em praticamente todas as praças
Os preços médios do suíno vivo e da carne tiveram novas altas em agosto em praticamente todas as praças acompanhadas pelo Cepea. Em algumas regiões, a média do animal vivo foi a maior desde fevereiro/21, em termos reais (os valores mensais foram deflacionados pelo IGP-DI de agosto)
Os avanços foram resultado da oferta reduzida de animais em peso ideal para abate e de forte procura por novos lotes por parte da indústria para atender às demandas interna e, sobretudo, externa – essa combinação de fatores vem sendo observada há quatro meses. Apesar de caírem em relação a julho, as exportações brasileiras de carne suína (produtos in natura e processados) seguiram em patamares históricos em agosto, confirmando que a demanda externa pela proteína nacional se mantém aquecida. Além de corresponderem ao segundo melhor desempenho deste ano, atrás apenas de julho, os embarques de agosto atingiram recorde para o mês, considerando-se toda série da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997. O poder de compra de suinocultores paulistas frente ao milho aumentou em agosto pelo sétimo mês consecutivo. Em relação ao farelo de soja, foi o segundo mês de ganho ao produtor. Esse cenário favorável ao suinocultor se deve às fortes altas de preços do animal vivo no mercado independente. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o quilo do suíno vivo passou de R$ 7,68 em julho para R$ 8,46 em agosto, expressiva valorização de 10,2% no período. De julho para agosto, os preços médios da carne suína subiram fortemente. No mesmo período, as carnes bovina e de frango também se valorizaram, mas em um ritmo menos intenso. Esse contexto, por sua vez, resultou na perda de competitividade da proteína suinícola frente às concorrentes. Para a carcaça especial suína negociada no atacado da Grande São Paulo, a média passou de R$ 11,34/kg em julho para R$ 12,42/kg em agosto, expressiva elevação de 9,6%.
Cepea
Frango no atacado em São Paulo subiu 1,50% na terça-feira
Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, enquanto a ave no atacado subiu 1,50%, fechando, em média, R$ 6,75/kg
Na cotação do animal vivo, o preço não mudou no Paraná, cotado a R$ 4,66/kg, da mesma forma que em Santa Catarina, valendo a R$ 4,41/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à sexta-feira (6), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram com preços estáveis, cotados, respectivamente, em R$ 7,26/kg e R$ 7,45/kg.
Cepea/Esalq
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