
Ano 10 | nº 2263 |11 de julho de 2024
NOTÍCIAS
Subiu a cotação do “boi China” em São Paulo
As indústrias frigoríficas abriram as compras ofertando mais R$2,00/@ para o “boi China”, após nove dias úteis de estabilidade para a categoria. Para os demais bovinos, os preços não mudaram comparados com o dia 8/7
O animal negociado ao mercado chinês vale agora R$ 227/@ na praça paulista, com ágio de R$ 7/@ sobre o animal gordo “comum”. Para os demais bovinos, os preços não mudaram comparados com o dia 8/7 (segunda-feira, pré-feriado em São Paulo). Assim, boi gordo destinado ao mercado doméstico está cotado em R$ 220/@, enquanto a vaca e a novilha são vendidas por R$ 197/@ e R$ 212/@, respectivamente. No Espírito Santo, o mercado abriu às compras ofertando R$5,00/@ a mais para o boi gordo, vaca e novilha, e R$8,00/@ para o “boi China”. No Mato Grosso do Sul, com a entressafra e a diminuição da disponibilidade de boiadas, as cotações subiram. Na região de Dourados, as compras foram abertas pagando mais R$3,00/@ para o boi e R$5,00/@ para as fêmeas. Para a região de Campo Grande, alta de R$3,00/@ para o boi e a vaca, enquanto, o preço da novilha ficou estável. Para a região de Três Lagoas, os preços das fêmeas subiram R$2,00/@. Para o boi gordo, preço estável. Na exportação de carne bovina in natura, o volume exportado na primeira semana de julho está em 54,2 mil toneladas – média diária de 10,8 mil toneladas – superando o desempenho médio diário do mesmo período de 2023 em 41,6%. A cotação está em US$4,4 mil/t, queda de 6,4% na comparação com o preço de julho de 2023. O faturamento médio diário do período subiu 32,5%.
Scot Consultoria
Preços da arroba do boi sobem com escalas de abate mais curtas
Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 227,98. Já em Goiás, a indicação média foi de R$ 213,93
O mercado físico do boi gordo volta a apresentar negociações acima da referência média. O ambiente de negócios ainda sugere a continuidade do movimento de alta. “Até mesmo no Pará, onde até então o mercado era mais pressionado, agora há reajustes nos preços. No entanto, o destaque do dia esteve no Mato Grosso do Sul, com alta generalizada dos preços das boiadas e redução do diferencial de base em relação a São Paulo”, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. As escalas de abate vêm apresentando encurtamento, em particular entre os frigoríficos de menor porte. Já as indústrias de maior porte ainda contam com uma condição mais confortável em suas escalas de abate. Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 227,98. Já em Goiás, a indicação média foi de R$ 213,93 para a arroba do boi gordo. Em Minas Gerais, a arroba teve preço médio de R$ 218,53. Em Mato Grosso do Sul, a arroba foi precificada em R$ 218,73. No Mato Grosso, a arroba ficou indicada em R$ 207,81. Os preços da carne bovina subiram no atacado. Conforme Iglesias, a expectativa de curto prazo é de continuidade deste movimento, com o mercado ainda sob os efeitos da entrada dos salários na economia, motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva. A carne bovina também se depara com interessante ganho de competitividade nos últimos três meses, em especial na comparação com a carne de frango. Por outro lado, o cenário traçado para o mercado gaúcho é diferente, com preços mais altos, ainda consequência das distorções de produção causadas pelas enchentes, assinalou Iglesias. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 17,50 por quilo. O quarto dianteiro ficou a R$ 13,60 por quilo, com alta de R$ 0,55.
Agência Safras
FAO prevê ligeiro avanço na produção global de carne bovina em 2024
Brasil, China, Austrália e Índia deverão impulsionar grande parte da expansão
Em 2024, a produção mundial de carne bovina deverá atingir 77,2 milhões de toneladas, um ligeiro aumento de 0,7% em relação ao volume alcançado em 2023 (76,7 milhões de toneladas), segundo novo relatório estimativo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Segundo a entidade, o crescimento da produção poderá ser limitado por uma diminuição no consumo global de carne bovina, devido aos preços mais altos da proteína vermelha em comparação com outras carnes. Além disso, diz o relatório, o crescimento econômico moderado, o desemprego e as quedas dos salários reais em muitos países poderão pressionar os rendimentos familiares e reduzir demanda pela carne bovina. Brasil, China, Austrália e Índia deverão impulsionar grande parte da expansão da produção global de carne bovina, compensando parcialmente as quedas na oferta dos Estados Unidos, Argentina, União Europeia e Canadá. No Brasil, diz a FAO, a produção de carne bovina crescerá refletindo a maior oferta de animais para abate. Na China, a oferta local da proteína bovina pode aumentar mais de 2% este ano, dando continuidade ao processo natural de evolução da atividade pecuária no país, o que tem resultado em crescimento nos abates. Por sua vez, na Austrália, o país atingiu o ponto alto de sua fase de reconstrução do rebanho bovino, resultando em aumento na produção de carne este ano, apesar de uma queda esperada no peso da carcaça. Na Índia, a previsão de expansão reflete o aumento da demanda internacional pelos cortes de carne de búfalo, negociados a preços bastante competitivos. Em contrapartida, em 2024, a produção de carne bovina deverá sofrer redução anual nos Estados Unidos, Argentina, União Europeia e Canadá, de acordo com estimativa da FAO. A redução do rebanho bovino explica, em parte, a expectativa de queda na oferta nesses países. O comércio mundial de carne bovina está previsto em 12,1 milhões de toneladas em 2024, um avanço de 1,9% sobre o resultado do ano anterior, de 11,9 milhões de toneladas, segundo a FAO. O crescimento será sustentado principalmente pelo aumento das importações os Estados Unidos, cuja produção local caiu fortemente, refletindo a drástica redução no rebanho bovino. Na China, diz a FAO, as importações de carne bovina devem cair este ano, devido aos altos níveis de estoques locais, além do enfraquecimento na economia do país.
Portal DBO
ECONOMIA
Reforma Tributária: Câmara aprova texto com trava para IVA e inclui carne na cesta básica zero após pressão
Texto-base foi aprovado sem proteínas animais na lista de produtos isentos, mas relator Reginaldo Lopes (PT-MG) orientou pela inclusão via destaque (sugestão de mudança no texto principal) após pressão da oposição; isenção vinha sendo defendida pelo Presidente Lula
A Câmara dos Deputados aprovou na noite da quarta-feira, 10, o primeiro projeto da regulamentação da reforma tributária com 336 votos favoráveis, 142 contrários e duas abstenções. A proposta estabelece uma trava para a alíquota do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que não deverá ultrapassar 26,5%, e inclui as carnes na cesta básica com imposto zero, após pressão do setor de alimentos, da bancada do agronegócio e da defesa do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto agora vai ao Senado Federal. A isenção das proteínas animais vinha sendo o principal embate da regulamentação no Congresso nos últimos dias. O texto-base da proposta foi aprovado sem esses itens na lista de produtos isentos. Porém, durante a votação das sugestões de mudanças no texto principal (destaques), o relator Reginaldo Lopes (PT-MG) informou que decidiu atender aos pleitos e orientou pela aprovação do destaque da oposição que previa a inclusão das carnes, queijo e sal na cesta básica com imposto zero. Foram 477 votos a favor, 3 contra e duas abstenções. Esse primeiro projeto traz o coração do novo sistema de impostos sobre consumo, com as regras para o funcionamento do IVA – que unificará cinco tributos existentes hoje. Serão dois IVAs: um de competência do governo federal, a CBS, e um de Estados e municípios, o IBS. Reginaldo Lopes já havia ampliado a cesta básica com imposto zero para incluir óleo de milho, aveia e farinhas. A inclusão das carnes, porém, só foi aprovada por destaque após acordo, nos últimos instantes da votação. “Estamos acolhendo no relatório da reforma todas as proteínas. Carnes, peixes, queijos e, lógico, o sal, porque o sal também é um ingrediente na culinária brasileira”, disse Lopes, no plenário. Representantes do setor de carne, como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Brasileira dos Frigoríficos Brasileiros (Abrafrigo) e outros executivos da indústria de alimentos, aplaudiram a decisão no plenário. A inclusão das carnes na cesta básica gerou um embate entre governo e oposição pela “paternidade” da proposta. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que discursou pelo governo, destacou que o presidente Lula havia colocado essa demanda ao Congresso. “É muito fácil a oposição, agora, dizer que foi ela que conquistou (a inclusão desses itens na cesta). Não é verdade; eles votaram contra a reforma tributária o tempo inteiro e têm nas suas costas a fila do osso sem carne para o povo brasileiro”, afirmou. Nos cálculos do Ministério da Fazenda, a alteração representará uma elevação de 0,53 ponto porcentual, o que faria a alíquota média passar de 26,5% para 27%. Já nos cálculos do Banco Mundial, o impacto será de 0,57 ponto. Diante do receio de aumento na alíquota padrão, os deputados incluíram no texto uma trava para evitar que a alíquota do IVA ultrapasse 26,5%, como projetado inicialmente pela equipe econômica. A trava passaria a valer a partir de 2033, depois do período de transição da reforma tributária, que começa em 2026. Caso a alíquota ultrapasse o limite, o governo seria obrigado a formular, em conjunto com o Comitê Gestor do IBS, um projeto de lei complementar com medidas para reduzir a carga tributária. “Incluímos gatilho que, se ultrapassar a alíquota de 26,5%, o governo tem que fazer a revisão nos modelos, e terá que retirar algum ponto”, diz o relator Reginaldo Lopes. O segundo texto da regulamentação, já apresentado, tem previsão de ir a votação em meados de agosto na Câmara, afirmou Lira. Nos medicamentos, os deputados do grupo de trabalho concederam desconto de 60% da alíquota padrão para todos aqueles registrados na Anvisa ou produzidos por farmácias de manipulação. Antes, esses medicamentos estavam divididos entre desconto de 60% e alíquota cheia. Outra parte dos remédios conta com isenção total – e isso não foi alterado. O relator também contemplou demanda da bancada feminina e incluiu o DIU (Dispositivo Intrauterino, um método anticoncepcional) na lista de dispositivos médicos com redução de 60% do IVA. O texto aprovado incluiu o carvão mineral na lista de produtos sujeitos ao Imposto Seletivo, o chamado “imposto do pecado”, que vai incidir sobre itens considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente. Por outra lado, o relator estendeu a trava de 0,25% de alíquota para todos os bens minerais extraídos. A Câmara já havia incluído os jogos de azar, físicos e digitais (como as apostas esportivas, as “bets”), no Seletivo, além dos veículos elétricos. O “imposto do pecado” também vai incidir sobre carros a combustão e híbridos, aeronaves, embarcações, cigarro, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas. Nas negociações de última hora, os fabricantes de cerveja também conseguiram ampliar a progressividade do Seletivo de acordo com o teor alcóolico. Cachaça, vodka, gin e whisky defendiam alíquotas homogêneas, sob o argumento de que “álcool é álcool”. Já as cervejas queriam deixar a cobrança ainda mais atrelada ao teor de etanol. Pela proposta original do governo, haveria um modelo misto: uma taxação em reais, de acordo com o teor alcoólico e o tamanho do recipiente; e uma alíquota em porcentual, que incidiria sobre o preço do produto.
O Estado de São Paulo
Dólar fica estável ante real, acima de R$5,40, apesar de IPCA favorável
O dólar à vista fechou a quarta-feira estável ante o real, ainda acima dos 5,40 reais, após ter oscilado abaixo deste nível pela manhã, com o câmbio reagindo positivamente ao dado de inflação melhor que o esperado no Brasil.
A moeda norte-americana à vista encerrou cotada a 5,4132 reais na venda, com variação negativa de 0,01%. Em 2024, a divisa acumula elevação de 11,58%. Às 17h03, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,17%, a 5,4255 reais na venda. O destaque do dia era a divulgação do IPCA — o índice oficial de inflação no Brasil — no início da sessão. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o indicador subiu 0,21% em junho, após alta de 0,46% no mês anterior. No acumulado de 12 meses até junho, o IPCA teve alta de 4,23%, contra elevação de 3,93% do mês anterior. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 0,32% em junho e elevação de 4,35% em 12 meses. O dado de inflação melhor que o esperado abriu espaço para a queda firme das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) e para o recuo do dólar ante o real. Profissional ouvido pela Reuters pontuou que, após os recuos recentes, não havia mais tanto espaço para o dólar se manter em queda. Ele lembrou que desde a quarta-feira passada, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou de criticar o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e a política monetária, o dólar vem se afastando do pico de 5,70 reais. “A gente tem que ter algum evento mais consistente no mercado, como a redução da taxa de juros nos Estados Unidos, para o dólar cair mais”, corroborou Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. “Até lá, o dólar vai ficar testando resistências, e 5,40 reais é uma resistência forte.” No exterior, investidores estiveram atentos ao segundo dia de depoimento do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Congresso dos EUA. Em sua fala Powell disse que ainda não está pronto para concluir que a inflação nos EUA está caindo de forma sustentável para 2%, a meta perseguida pela instituição, mas afirmou que tem “alguma confiança nisso”. O chair do Fed disse ainda que a inflação baixou, mas os preços ainda estão altos. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 840 milhões de dólares em julho até o dia 5, com saída líquida de 1,465 bilhão de dólares pela via financeira e entrada de 625 milhões de dólares pela via comercial.
Reuters
Ibovespa fecha em alta pelo 8º pregão seguido, mas realização de lucros reduz fôlego
O Ibovespa fechou com uma alta modesta na quarta-feira, mas confirmando o oitavo pregão seguido no azul, embora distante da máxima do dia, conforme movimentos de realização de lucros atenuaram o efeito benigno do viés positivo em Wall Street e do IPCA abaixo do esperado no mês passado
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,09%, a 127.218,24 pontos, após chegar a 127.769,25 pontos na máxima da sessão. Na mínima, marcou 126.928,28 pontos. É a maior série de altas desde maio de 2023, quando também subiu em oito sessões consecutivas. O volume financeiro, contudo, permanece fraco: somou apenas 20,17 bilhões de reais, contra uma média diária no ano de 23,5 bilhões de reais. “Era para o Ibovespa estar voando hoje, porque tudo está conspirando a favor, com exceção do preço do minério de ferro”, afirmou o chefe da EQI Research, Luís Moran, destacando o desempenho positivo das bolsas em Nova York, o alívio nos Treasuries, bem como a inflação abaixo do previsto no Brasil. Para ele, o movimento mais contido na bolsa paulista refletiu realização de lucros. “Subiu muito rápido e muito forte. É uma realização, claramente. Mas tem papel que, mesmo tendo avançado bastante nesses últimos dias, ainda tem muito espaço para subir”, ressaltou. Desde que atingiu a mínima do ano em 17 de junho, de 118.685,10 pontos no intradia, o Ibovespa recuou em apenas dois dos 17 pregões seguintes, acumulando até a máxima desta quarta-feira uma valorização de 7,65%. De acordo com o sócio e chefe da área de análise da Levante Investimentos, Enrico Cozzolino, o IPCA abaixo do esperado foi uma notícia positiva nesta sessão, mas o Ibovespa permanece negativo no ano e tende a continuar à mercê da volatilidade ditada pelo exterior e por ruídos políticos no Brasil. Apesar da série de ganhos, o Ibovespa ainda acumula um declínio de 5,19% no ano.
Reuters
IPCA desacelera mais que o esperado em junho
A inflação perdeu força no Brasil em junho e ficou abaixo do esperado com pressão menos intensa nos preços de alimentação e de serviços, embora a taxa em 12 meses tenha superado 4%.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,21% em junho, depois de um avanço de 0,46% em maio, em resultado que ficou aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,32%. Os dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda que o IPCA passou a acumular nos 12 meses até junho alta de 4,23%, de 3,93% em maio. A expectativa para este dado era de 4,35% e, ainda que abaixo do esperado, voltou a ficar acima de 4% depois de três meses. O centro da meta para a inflação, medida pelo IPCA, é de 3,0% este ano, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O maior peso em junho partiu do grupo de Alimentação e bebidas, que entretanto desacelerou a alta a 0,44% em junho, de 0,62% em maio. Na alimentação no domicílio, os preços subiram 0,47%, de 0,66% no mês, com quedas de preços em cenoura (-9,47%), cebola (-7,49%) e frutas (-2,62%). Na outra ponta, subiram os custos de batata inglesa (14,49%), leite longa vida (7,43%) e arroz (2,25%). O grupo com maior variação foi o de Saúde e cuidados pessoais, com avanço 0,54%, mas também mostrando arrefecimento sobre a taxa de 0,69% de maio. A influência partiu dos aumentos de 1,69% de perfumes e de 0,37% dos planos de saúde. “Neste caso, decorre do reajuste de até 6,91% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 4 de junho, com vigência a partir de maio de 2024 e cujo ciclo se encerra em abril de 2025. Assim, no IPCA de junho, foram apropriadas as frações mensais relativas aos meses de maio e junho”, explicou o gerente da pesquisa, André Almeida. Já a inflação de serviços mostrou forte alívio ao passar a uma variação positiva de apenas 0,04%, depois de subir 0,40% em maio, acumulando em 12 meses alta de 4,49%, ainda acima do índice geral. O índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, teve em junho queda a 52%, contra 57% em maio. O Banco Central vem mostrando preocupação com a desancoragem das expectativas de inflação, tendo interrompido o ciclo de afrouxamento monetário ao manter no mês passado a taxa básica de juros Selic em 10,5%. A desvalorização do real ante o dólar agora deve se somar às preocupações com a inflação de serviços, em meio a um mercado de trabalho aquecido. A mais recente pesquisa Focus divulgada pelo BC mostra que o mercado projeta alta do IPCA de 4,02% este ano, indo a 3,88% em 2025.
Reuters
Reforma tributária: isenção das carnes não aumenta carga de impostos, defende setor
Cálculo feito pela bancada ruralista contesta posição do relator, para quem a alíquota geral, atualmente em 26,5%, aumentaria em 0,57 ponto percentual. A decisão de não incluir as carnes na cesta básica desonerada deve gerar reações na bancada ruralista
O novo relatório do grupo de trabalho da regulamentação da reforma tributária manteve as carnes fora da cesta básica nacional com alíquota zero manteve as carnes fora da cesta básica nacional com alíquota zero, ao contrário do que pedem a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o setor produtivo e até o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) será o relator do projeto de regulamentação da reforma tributária em plenário, com votação prevista para esta quarta-feira (10/7). Ele decidiu manter as proteínas animais de fora da desoneração e concordou que a medida geraria impacto na alíquota geral, atualmente em 26,5%, com elevação de 0,57 ponto percentual. A decisão de não incluir as carnes na cesta básica desonerada deve gerar reações na bancada ruralista, com a apresentação de destaques para decidir o tema no voto em plenário. Nesta quarta-feira, executivos do setor frigorífico têm agenda com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em que devem tratar do assunto. Na terça-feira (9/7), a bancada ruralista contestou os cálculos do governo sobre o impacto de 0,57 ponto percentual na alíquota geral do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Nas contas da FPA, o impacto da desoneração total das carnes seria em torno da metade disso. A FPA apresentou um estudo ao grupo de trabalho sobre a regulamentação da reforma tributária em que mostra que, caso seja aplicada uma alíquota de 40% em relação à alíquota geral do IVA, a arrecadação com a tributação das carnes pode aumentar em R$ 17,49 bilhões por ano a receita do governo federal. O setor produtivo informou que movimenta R$ 199,23 bilhões por ano. Com uma alíquota projetada de 10,6% (com redução de 60% da alíquota geral) sobre as proteínas animais, a arrecadação de tributos do governo sobre as vendas de carnes subiria para R$ 21,12 bilhões por ano, comparado aos atuais R$ 3,63 bilhões anuais. Os cálculos foram feitos pelo ex-secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e ex-diretor da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca. Ele calculou a tributação atual sobre os alimentos e, com a nova tarifa, mediu a diferença ao considerar a redução de 60% para a proteína animal e, em seguida, ao aplicar uma alíquota zero. A diferença encontrada foi de 0,18%, o que, segundo ele, torna o impacto insignificante, segundo a FPA. Além das proteínas animais, o setor produtivo quer a inclusão de sucos naturais, molhos e farinhas na cesta básica nacional com alíquota zerada. Outros pleitos são: a inclusão de insumos no rol de produtos com redução de 60% da alíquota geral, como embriões e sêmen bovino e o farelo de milho; e a inclusão de cogumelos e castanhas na lista de produtos hortícolas com redução de 100% da alíquota.
Globo Rural
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado de suínos seguem em trajetória de alta
De acordo com a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo subiu 1,14%, com preço médio de R$ 144,00, enquanto a carcaça especial aumentou 1,79%, fechando em R$ 11,40/kg, em média
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (9), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul (R$ 6,95/kg). Houve alta de 0,91% em Minas Gerais, chegando a R$ 7,77/kg, avanço de 0,94% no Paraná, com preço de R$ 7,48/kg, crescimento de 2,73% em Santa Catarina, custando R$ 7,16/kg, e de 1,07% em São Paulo, fechando em R$ 7,58/kg.
Cepea/Esalq
Estabilidade no mercado do frango
Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,00/kg, enquanto a ave no atacado subiu 0,79%, fechando em R$ 6,35/kg, em média
Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, cotado a R$ 4,37/kg, da mesma forma que no Paraná, custando R$ 4,33/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à terça-feira (9), a ave congelada ficou com preço estável em R$ 7,03/kg, da mesma forma que o frango resfriado, custando R$ 7,29/kg.
Cepea/Esalq
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