
Ano 10 | nº 2220 |10 de maio de 2024
NOTÍCIAS
Cai a cotação do boi gordo em São Paulo
Mesmo com a proximidade da comemoração do Dia das Mães e o pagamento de salários nesta semana, o mercado está pressionado. Com as chuvas mais espaçadas, diminuindo o potencial produtivo das pastagens, o mercado vivencia uma sobre oferta de boiadas
Dessa forma, a oferta de compra caiu. A cotação do boi gordo caiu R$2,00/@. A cotação do “boi China” e a das fêmeas, está estável na comparação diária. O boi gordo está referenciado em R$230,00/@, a vaca gorda em R$205,00/@ e a novilha gorda em R$220,00/@, preços brutos e a prazo. A arroba do “boi China” está em R$235,00, preço bruto e a prazo. Ágio de R$5,00/@. Pesquisa trimestral do abate de bovinos. Segundo dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram abatidos no país 9,24 milhões de bovinos no primeiro trimestre de 2024, alta de 24,1% em comparação com o mesmo período em 2023. A produção de carcaças bovinas no primeiro trimestre chegou a 2,38 milhões de toneladas, incremento de 23,6% frente ao mesmo trimestre no ano anterior. Exportação de carne bovina in natura. Em abril, o volume exportado de carne bovina in natura foi de 208 mil toneladas – média diária de 9,4 mil toneladas-, crescimento de 89,0% em relação a abril de 2023. A cotação média ficou em US$4,5 mil/t, retração de 5,1% em relação a abril de 2023. Contudo, em função do maior volume exportado, o faturamento do período aumentou 79,4%.
Scot Consultoria
Cotações do boi gordo em queda, preços da carne em alta
O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar queda nos preços na quinta-feira (9). A situação no Centro-Oeste, com exceção do Mato Grosso, ainda é de avanço na quantidade de animais ofertados
O cenário é análogo no Sudeste, com o mercado mineiro apresentando um movimento agressivo de queda ao longo da semana. “A situação climática é decisiva para entender esse movimento. A combinação de chuvas praticamente inexistentes, somada a altas temperaturas, é altamente danosa para a condição das pastagens, fazendo com que o pecuarista tenha menor poder de barganha”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Cotações arroba do boi: São Paulo, capital: R$ 228. Goiânia, Goiás: R$ 215. Uberaba, MG: R$ 218. Dourados, MS: R$ 222. Cuiabá: R$ 213. O mercado atacadista volta a apresentar alta nos preços. O movimento não é surpreendente diante de um consumo muito positivo durante a primeira quinzena de maio, contando com a entrada dos salários na economia, somada ao adicional de consumo relacionado ao Dia das Mães. “A expectativa ainda é de continuidade deste movimento, ao menos durante a primeira quinzena do mês”, afirmou Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,00 por quilo, alta de R$ 0,50. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 13,90 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 13,00 por quilo.
Agência Safras
Abate de bovinos sobe 24,1% no 1º trimestre, informa IBGE
Recebimento de couro pelos curtumes e aquisição de leite cru também aumentaram no período. Brasil registrou um total de 9,237 milhões de bovinos abatidos no primeiro trimestre de 2024
O abate de bovinos no país registrou total de 9,237 milhões de cabeças no primeiro trimestre de 2024, aumento de 24,1% ante igual período de 2023. As informações constam das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro, e da Produção de Ovos de Galinha, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o quarto trimestre de 2023, houve aumento de 0,9% no abate de bovinos. O IBGE informou ainda que houve produção de 2,38 milhões de toneladas de carcaças no período, alta de 23,6%. Frente ao quarto trimestre de 2023, houve redução de 2,1%. O IBGE divulgou também dados sobre os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro. Os curtumes declararam ter recebido 9,32 milhões de peças inteiras de couro cru no primeiro trimestre deste ano, ganho de 19,9% em comparação ao primeiro trimestre de 2023; e aumento de 1,6% em relação ao quarto trimestre de 2023. A Pesquisa Trimestral do Couro investiga os curtumes que efetuam curtimento de pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano.
Valor Econômico
Preço do boi gordo segue em queda com oferta ampla
Cenário persiste mesmo diante dos problemas causados pela chuva no Rio Grande do Sul
No primeiro trimestre, o abate de bovinos alcançou 9,237 milhões de cabeças, aumento de 24,1% comparado ao mesmo período de 2023. A arroba bovina tem apresentado pouca variação nos últimos dias, com viés negativo para os preços, ainda puxados pela grande disponibilidade de gado para abate. O cenário persiste mesmo diante dos problemas causados pela chuva no Rio Grande do Sul, uma vez que a pecuária bovina do Estado tem baixa influência sobre a precificação do mercado no restante do Brasil. O indicador do boi gordo Cepea/B3 ficou cotado em R$ 233,05 por arroba ontem (8/5), recuo de 0,04%. Somente no primeiro trimestre, o abate nacional de bovinos alcançou 9,237 milhões de cabeças, aumento de 24,1% comparado ao mesmo período de 2023, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados ontem (9/5). O resultado indica que a oferta de animais continua elevada. Mais cedo, um executivo da Minerva Foods declarou em teleconferência com analistas que o ciclo de alta da pecuária tende a permanecer positivo para a indústria até meados de 2025, visto que o movimento de retenção de fêmeas ainda não começou.
Globo Rural
Boi/Cepea: inundações no RS geram grande preocupação entre agentes do setor pecuário
A exemplo de outros setores, a pecuária bovina de corte do Rio Grande do Sul tem sido impactada pelo maior desastre da história desse estado. Segundo indicam pesquisadores do Cepea, além de pontes e estradas destruídas, pastagens estão embaixo d’água e animais foram arrastados pela enxurrada. Mesmo nas regiões que não foram inundadas, os solos estão encharcados, dificultando o manejo dos rebanhos
Pecuaristas consultados pelo Cepea mostram um misto de desespero e desânimo. Entre os frigoríficos, várias unidades consultadas pelo Cepea interromperam atividades por terem sido atingidos pela água ou pela dificuldade de locomoção dos funcionários. O transporte dos animais e da carne também está comprometido. Representantes da indústria informam ao Cepea que alguns poucos permanecem ativos apenas para compras, mas sem previsão para os embarques. Feiras e exposições previstas para maio têm sido suspensas. O segmento de insumos também enfrenta dificuldades de escoar rações e outros itens essenciais para as propriedades rurais. Diante da gravidade da situação, agentes de todos os elos da pecuária consultados pelo Cepea ainda têm dificuldades de planejar os próximos dias. Quanto a possíveis impactos desse cenário ao restante do Brasil, pesquisadores do Cepea destacam que, no Rio Grande do Sul, são criadas predominantemente raças europeias, mais adaptadas ao clima frio. Assim, o gado e a carne desse estado não têm grande circulação em outras regiões, e, por isso, as ocorrências recentes não devem influenciar significativamente as negociações pecuárias do País. Em 2023, pelo porto de Rio Grande (RS), foram exportados 2,9% da carne bovina.
CEPEA
ECONOMIA
Dólar sobe mais de 1% com receio de BC mais brando com inflação em 2025
O receio de que o Banco Central possa se tornar mais brando no combate à inflação a partir de 2025, quando os dirigentes indicados pelo governo Lula se tornarão maioria na instituição, fez o dólar à vista subir mais de 1% na quinta-feira, com as cotações refletindo uma percepção de aumento do risco no Brasil, após a decisão do BC na véspera sobre a Selic
O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,1432 reais na venda, em alta de 1,02%. Em maio, porém, a divisa ainda acumula baixa de 0,95%. Às 17h03, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,12%, a 5,153.5 reais na venda. Na noite de quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu por 5 votos a 4 cortar a taxa básica Selic em 25 pontos-base, para 10,50% ao ano. Foi justamente a divisão de votos que mais chamou a atenção: todos os cinco dirigentes que votaram por corte de 25 pontos-base na quarta-feira foram indicados pelo governo anterior, enquanto os quatro diretores que defenderam corte de 50 pontos-base foram indicados pela administração Lula. A divisão de votos ampliou as discussões no mercado sobre o perfil do Copom a partir de 2025, quando o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, e outros dois diretores serão substituídos por nomeações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Deste modo, a partir de janeiro os indicados por Lula serão finalmente maioria no colegiado, o que para parte do mercado significa que o BC poderá se tornar mais dovish (brando) no controle da inflação. “O mercado está com medo de que, em 2025, o Brasil deixe de ter um Banco Central autônomo e passe a ter um BC mais sujeito à influência política”, resumiu Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. “Obviamente, quando surgem notícias impactantes como a da decisão do Copom, ocorre um primeiro baque: todo mundo faz operações de proteção, ainda que depois haja uma correção”, acrescentou. Também ficou em segundo plano nas mesas de operação o anúncio do governo brasileiro de ajuda de 50,9 bilhões de reais ao Rio Grande do Sul, em função da tragédia provocada pelas chuvas, com impacto no resultado primário de 7,7 bilhões de reais.
Reuters
Ibovespa fecha em queda após corte menor da Selic e repercussão de balanços
O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, em meio ao noticiário corporativo movimentado, com Banco do Brasil caindo mais de 4% após divulgar resultado do primeiro trimestre
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1%, a 128.188,34 pontos. O volume financeiro somou 25,67 bilhões de reais. Investidores também reagiram à decisão do Banco Central na véspera de reduzir o ritmo de corte da taxa básica de juros, promovendo um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 10,50% ao ano, em decisão dividida, além de abandonar sua indicação sobre o futuro dos juros básicos. A decisão foi apoiada pelo presidente Roberto Campos Neto e os diretores Carolina Barros, Diogo Guillen, Otávio Damaso e Renato Gomes. Indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os diretores Ailton de Aquino, Gabriel Galípolo, Paulo Picchetti e Rodrigo Teixeira votaram por uma redução de 0,50 ponto. “Isto pode reforçar o debate que já existe no mercado sobre uma possível mudança no perfil do Bacen após o fim do mandato de Roberto Campos Neto”, destacaram economistas da Galapagos Capital, ponderando, contudo, que veem os votos dos diretores guiados “estritamente por avaliações técnicas”. “Logo a decisão de política monetária continuará sendo definida com base na evolução dos cenários local e internacional”, afirmaram em relatório a clientes. O movimento do Comitê de Política Monetária (Copom), principalmente o fato de os dissidentes serem todos os diretores nomeados no governo Lula, adicionou prêmio ao longo de toda a curva de DI, o que pressionou as ações, principalmente aquelas de empresas sensíveis a juros.
Reuters
Brasil bate recorde da exportação de janeiro a abril: US$ 108 bi
As exportações brasileiras bateram o recorde para o primeiro quadrimestre do ano, segundo os dados da Balança Comercial de abril divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC)
Em abril, as exportações somaram US$ 31bilhões e as importações US$ 22 bilhões, com saldo positivo de US$ 9,04 bilhões e corrente de comércio de US$ 52,8 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 108 bilhões, 5,7% acima do mesmo período de 2023, que havia alcançado a marca recorde de US$ 103 bilhões. Já as importações totalizaram US$ 81,1 bilhões, crescimento de 2,2% no período. O saldo positivo foi de US$ 27,7 bilhões e a corrente de comércio somou US$ 189,9 bilhões, aumento de 4,2%. Nas exportações, comparados ao mês de abril/2024 (US$ 30,92 bi) com abril/2023 (US$ 27 bi), houve crescimento de 14,1%. Em relação às importações, houve crescimento de 14,3%: US$ 21 bi agora, contra US$ 19 bi em 2023. Assim, no mês a corrente de comércio totalizou US$ 52,8 bilhões e o saldo foi de US$ 9,04 bilhões. Em relação a abril de 2023, houve crescimento de 14,2% na corrente de comércio. Por setores, na comparação mensal, o desempenho das exportações foi o seguinte: queda de US$ 0,7 bi (-7,9%) em Agropecuária; crescimento de US$ 2,47 bi (48,6%) em Indústria Extrativa; e crescimento de US$ 2,15 bi (16,6%) em produtos da Indústria de Transformação. Importações – Nas importações, houve crescimento de US$ 0,2 bi (58,1%) em Agropecuária; queda de US$ 0,05 bilhões (-3,1%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 2,59 bi (15,3%) em produtos da Indústria de Transformação. Na comparação quadrimestral, houve queda de US$ 1,43 bi (-5,5%) em Agropecuária; crescimento de US$ 5,72 bi (25,6%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 1,76 bi (3,3%) em produtos da Indústria de Transformação. Já as importações, nesse período tiveram crescimento de US$ 0,27 bi (16,5%) em Agropecuária; queda de US$ 0,6 bilhões (-10,1%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 2,08 bi (2,9%) em produtos da Indústria de Transformação. Entre os produtos tradicionais que apresentaram recorde de exportação, destacam-se: Petróleo bruto (US$ 15,8 bilhões). Açúcar (US$ 5,7 bilhões). Óleos combustíveis (US$ 4,2 bilhões). Farelo de soja (US$ 3,6 bilhões). Café em grão (US$ 3,1 bilhões). Celulose (US$ 3 bilhões)
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Produção industrial avança em cinco dos 15 locais pesquisados em março
Cinco dos 15 locais investigados pela Pesquisa Indústria Mensal (PIM) regional avançaram na passagem de fevereiro para março, quando a produção industrial do país cresceu 0,9%
As maiores altas foram registradas no Pará (3,8%), Mato Grosso (2,5%) e Santa Catarina (2,3%), enquanto Amazonas (-13,9%) e Paraná (-13,0%) mostraram recuos de dois dígitos e os mais elevados nesse mês. No acumulado no ano de 2024, a alta de 1,9% da indústria nacional foi acompanhada por resultados positivos em 16 dos 18 locais pesquisados. Os dados foram divulgados na quinta-feira (09/05) pelo IBGE. “Observamos que, mesmo com uma política monetária um tanto expansionista, com corte na taxa de juros e número de contratações aumentando um pouco, ainda temos um cenário de conjuntura que se reflete na cadeia produtiva. Por mais que a taxa de juros tenha sofrido cortes, observamos ainda patamares elevados, o que relativamente nos dá uma linha de crédito menos encarecida, mas ainda estreita, devido a juros em patamares elevados, o que acarreta certa cautela na produção industrial”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida. A indústria paraense, com alta de 3,8%, se destacou entre as cinco localidades que apresentaram crescimento na passagem de fevereiro para março, tanto com a maior taxa positiva em termos absolutos quanto com a maior influência positiva nos resultados. “O setor que mais influenciou para esse desempenho foi o extrativo, que possui muita influência na indústria local. Esse resultado vem após dois meses de resultados negativos, que, por sua vez, aconteceram após um final de 2023 com resultados positivos, indicando também que, em alguns momentos, pode se arrefecer a produção conforme a estratégia de produção dentro do próprio setor”, esclarece Almeida. No mesmo sentido explicado pelo analista, Mato Grosso (2,5%) e Santa Catarina (2,3%) assinalaram os outros avanços mais acentuados na passagem de fevereiro para março, com o primeiro eliminando parte da queda de 3,6% verificada no mês anterior e o segundo voltando a crescer após acumular perda de 3,6% nos dois primeiros meses do ano. Por outro lado, Amazonas (-13,9%) mostrou um dos recuos de dois dígitos e o mais elevado nesse mês, interrompendo três meses consecutivos de crescimento na produção. O outro recuo mais intenso, também de dois dígitos, veio da indústria paranaense, que apresentou queda de 13,0%. “Temos dois setores influenciando essa queda: o de derivados de petróleo e biocombustíveis e o de produtos químicos. Também é importante salientar que a indústria paranaense apresenta essa queda em março após dois meses de resultados positivos, quando acumulou ganhos de 3,9%”, diz Almeida. A produção industrial do país caiu 2,8% na comparação com março do ano passado, com resultados negativos em 11 dos 18 locais analisados pela PIM Regional. Paraná (-12,6%) e Amazonas (-10,9%) assinalaram recuos de dois dígitos e os mais acentuados nesse mês. No Paraná, a queda foi influenciada, principalmente, pelo comportamento negativo observado nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, querosenes de aviação e gasolina automotiva), veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, autopeças, caminhão-trator para reboques e semirreboques e caminhões), produtos alimentícios (carnes e miudezas de aves congeladas, bombons e chocolates em barras, carnes de suínos congeladas, frescas ou refrigeradas, produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de aves e rações), máquinas e equipamentos (máquinas para colheita, tratores agrícolas, máquinas para perfuração e sondagem – usadas na prospecção de petróleo, carregadoras-transportadoras e máquinas ou aparelhos para agricultura, silvicultura e pecuária) e produtos químicos (fertilizantes minerais ou químicos das fórmulas NPK, fungicidas para uso na agricultura, ureia e desodorantes).
Agência IBGE de Notícias
Executivo e Legislativo chegam a acordo e reoneração da folha será escalonada, diz Haddad
Ministro anunciou acordo com a cúpula do Congresso Nacional sobre a prorrogação até 2027 da desoneração da folha de salários de 17 setores intensivos em mão de obra
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na quinta-feira (9) que chegou a um acordo com a cúpula do Congresso Nacional sobre a prorrogação até 2027 da desoneração da folha de salários de 17 setores intensivos em mão de obra e de municípios com até 156 mil habitantes. A questão gerou atritos nos últimos meses entre o Executivo e o Legislativo, que divergiam sobre a melhor solução para o tema. Em meio ao impasse, o benefício foi suspenso por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). Nova proposta para folha de pagamentos envolverá reoneração gradual. Haddad falou à imprensa ao lado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSDMG), do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP). Eles tiveram uma reunião no final do dia para bater o martelo sobre a decisão, que já contava com aval dos setores. Na próxima semana, devem ocorrer novas conversas com os municípios para acertar os detalhes finais desse caso, que será encaminhado separadamente. As tratativas para os setores, agora, envolvem a manutenção da desoneração neste ano e do aumento progressivo da cobrança a partir de 2025. Atualmente, o modelo de desoneração da folha permite o pagamento de alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. Pelo acordo, a alíquota dos setores contemplados passará a ser de 5% sobre a folha de salários em 2025; 10% em 2026; 15% em 2027; e 20% (valor cobrado hoje das demais empresas que não são beneficiadas pela desoneração) em 2028. A desoneração da folha sobre o pagamento do décimo terceiro, por sua vez, deverá continuar completamente desonerada durante os próximos quatro anos. Ao falar sobre o entendimento, Haddad ressaltou inicialmente o esforço que tem feito para “equilibrar as contas públicas”. “Não é fácil essa tarefa, é uma tarefa difícil. Nós estamos procurando fazer isso, incorporando o mínimo possível e tratando de temas específicos que já deveriam ter sido equacionados há mais tempo”, disse. “Nós vamos respeitar o prazo da desoneração até 2027, que foi objeto de deliberação do Congresso Nacional, com a diferença de que, a partir do ano que vem, começa o que a gente chama de ‘fade out’. A cada ano, você tem uma reoneração gradual até que, em 2028, todo o sistema de folha de pagamento fica no mesmo patamar, sem nenhum tipo de diferença de setor para setor”, acrescentou o ministro. Mesmo com o acordo, Haddad e Pacheco frisaram que é possível, a partir do próximo ano, buscar uma solução mais definitiva para a situação. “Eu tenho segurança em afirmar, pela maturidade desse tema no Ministério da Fazenda, que em 2025 vai ser o ano de deliberar uma alternativa a isso. Portanto, antes do prazo de reoneração”, destacou o ministro da Fazenda.
Valor Econômico
EMPRESAS
Minerva vê ciclo do gado favorável até meados de 2025
CFO da companhia disse que o primeiro trimestre deste ano poderia ter sido de lucro para a empresa, não fosse o impacto do câmbio. Continuidade do descarte de fêmeas indica que disponibilidade de animais para abate segue elevada
Apoiado pela tese de que a retenção de fêmeas na pecuária bovina ainda não começou, o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Minerva, Edison Ticle, disse na quinta-feira (9/5) que o ciclo de ampla oferta do gado deve permanecer no Brasil até a metade do ano que vem. “Vamos ter o resto de 2024 e até a entrada da entressafra (de 2025) com ciclo positivo”, afirmou o executivo durante teleconferência com analistas. Segundo ele, outro fator que leva a crer que a disponibilidade de animais continuará elevada é a “força da produção de bezerros lá atrás, quando houve o último período de retenção de fêmeas”. O presidente da companhia, Fernando Galletti de Queiroz, acrescentou que o movimento de descarte de fêmeas que acontece no mercado brasileiro é diferente do que ocorre nos Estados Unidos, em função da idade das vacas. “Nos Estados Unidos tem um descarte enorme de novilhas, que são de produtores que estão saindo da atividade. No Brasil, o descarte é de fêmeas menos produtivas, o que mostra que, apesar do ciclo, o Brasil vai continuar ocupando mais espaço no mercado internacional [em produção de gado]”, explicou. Desta forma, à medida que se restringe a produção pecuária americana e na Europa, aumentam as possibilidades de que os países do hemisfério Sul crescerão enquanto fornecedores da proteína bovina no mundo. “É natural ocuparmos esse espaço, aí não importa muito se é Brasil, Argentina, Paraguai, porque a tese da Minerva é de diversificação geográfica”, disse o presidente da empresa que é a maior exportadora de carne bovina da América do Sul, com 20% de market share no continente. Pensando no curto prazo, Ticle avalia que o mercado internacional está comprador e a perspectiva é positiva para as exportações durante os próximos trimestres deste ano. A companhia teve, durante o primeiro trimestre, a habilitação de duas unidades brasileiras para embarque à China, de Janaúba (MG) e Araguaína (TO). “A exposição para o mercado chinês atingiu 14,6 mil cabeças por dia, o que potencializa as nossas oportunidades naquele mercado”, acrescentou Queiroz. No mesmo período, duas plantas da empresa na Colômbia também receberam a aprovação chinesa, de Bucaramanga e Ciénaga de Oro. Outra via importante é o crescimento da participação da América do Norte na receita da companhia, diante da escassez de carne nos Estados Unidos. O presidente da Minerva acredita, inclusive, ser possível a elevação das cotas de embarque da proteína aos americanos com tarifa diferenciada.
Valor Econômico
GOVERNO
BNDES eleva desembolsos para R$ 23 bi no primeiro trimestre; lucro cresce 59%
Mais cedo, instituição anunciou a suspensão de dívidas de empresas sediadas no Rio Grande do Sul, após enchentes
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), anunciou na quinta-feira (9) que os desembolsos no primeiro trimestre deste ano somaram R$ 23,3 bilhões, alta de 22% sobre o mesmo período do ano passado. O lucro líquido recorrente cresceu 59%, para R$ 2,7 bilhões, enquanto o patrimônio líquido aumentou 17,39%, para R$ 155 bilhões, em relação ao primeiro trimestre de 2023. Houve também aumento de 68% nas consultas, de R$ 36 bilhões para R$ 61 bilhões; nas aprovações, a alta foi de 91%, de R$ 12,9 bilhões para R$ 24,7 bilhões. “É um resultado extraordinário, mostra que a fotografia anterior era boa, mas que o filme era muito melhor. Quando chegamos, havia uma certa passividade, um descrédito em relação à indústria, que foi a que mais cresceu em crédito”, disse Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. “Vamos ter novidades não só na indústria automotiva, mas outros setores vão anunciar grandes investimentos”, acrescentou, sem detalhar os próximos anúncios. Não houve concentração em nenhum setor, com aumento de 50% para a agropecuária, de 189% para a indústria (partindo de uma base pequena), de 65% para comércio e serviços e de 97% para infraestrutura. Todos os segmentos da economia foram contemplados com aumento de aprovação de crédito, de acordo com os executivos. Para as micro, pequenas e médias empresas, o aumento foi de 52%. A carteira de crédito, que é uma resultante do que se desembolsa, aumentou 8,6%, para R$ 520,4 bilhões, com índice de Basileia de 30,4%. Esse indicador internacional mostra a saúde financeira da instituição, e a tendência é de queda, segundo os executivos do banco. A inadimplência foi de 0,00001%, com valor nominal de R$ 395 mil. A carteira de crédito chegou a R$ 520 bilhões no fim de março. O motivo principal foi o aumento nos desembolsos de 22% no período, mas a trajetória de aumento começa no terceiro trimestre do ano passado. Segundo o banco, US$ 3,18 bilhões foram captados no ano passado, para este ano está previsto US$ 1,67 bilhão. Uma parte desse valor deve ser aprovada apenas no ano que vem.
Folha de SP
CARNES
Enchentes no RS podem espalhar alta de preços de frango e suíno pelo Brasil
Valor do suíno vivo já começou a subir na região Sul, e cotações das aves ainda mostram estabilidade. Não há dúvida de que teremos dias difíceis pela frente”, avalia Ricardo Santin, da ABPA
Com o risco de desabastecimento diminuindo, o efeito imediato das enchentes dos últimos dias no Rio Grande do Sul para o setor de aves e suínos é de alta nos preços. As cotações do frango seguem estáveis, mas o suíno vivo já registra altas na região Sul do país. E a avaliação de analistas e fontes do setor é que a elevação dos preços, nos dois casos, deve migrar para outras regiões do país. A exceção é a pecuária bovina. Os gaúchos são produtores de gado bovino e, assim como os frigoríficos locais, passam por diversos problemas decorrentes das chuvas. Todavia, as raças predominantes são europeias, adaptadas ao frio, e com pouca circulação fora do Rio Grande do Sul. Isso indica que os preços da arroba boi no Brasil devem continuar em queda ou estáveis, pressionados pela oferta ainda elevada. Dados apurados pela consultoria Agrifatto mostram que, nos últimos sete dias, o valor do suíno vivo subiu 4% no Paraná, para R$ 6,09 por quilo. Em Santa Catarina, o avanço foi de 6,2% no período, para R$ 5,88. No Rio Grande do Sul, a alta foi de 2,3%, para R$ 5,97 por quilo. No frango, os preços para os três Estados permaneceram estáveis, mas Yago Travagini Ferreira, head de proteína animal da Agrifatto, acredita que os avanços ocorrerão não ficarão restritos ao Sul. “Eu diria que pode subir sim, no curto prazo. O Rio Grande do Sul está entre os três maiores polos produtores de suínos e aves do Brasil e os municípios em calamidade pública correspondem a mais de 65% do rebanho avícola/suinícola do Estado”, afirmou. Além disso, boa parte das indústrias de aves e suínos está nos municípios atingidos. “A indústria já voltou a operar, no entanto, o problema está em mensurar a quantidade de granjas que foram destruídas, na logística para chegar até essas granjas e em levar nutrição para esses animais”, argumentou. Nesse cenário, Ferreira avalia que pode haver um impacto sobre a precificação em outras regiões, “principalmente nos próximos 30 a 60 dias. Mas não deve ser uma explosão nos preços”. Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, disse que o abastecimento de aves e suínos chegou a ser comprometido no período mais crítico para os frigoríficos. Ele também avalia que pode haver alta. “A gente deve ver nas próximas semanas algum avanço [de preços], e depois pode chegar a impactar outras regiões do Brasil se o gargalo da produção se mantiver por um período mais longo”, afirmou o analista. Até o momento, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e as associações de avicultura e suinocultura gaúchas estimam que o sistema produtivo do Estado pode levar 30 dias para se recompor. A estratégia é deslocar os animais a unidades industriais que estejam com operação normalizada e fazer chegar ração às granjas. No caso dos bovinos, por ora, a percepção do diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres, é de que os problemas no Rio Grande do Sul não devem ter efeito sobre os preços da arroba ou da carne. “Não acredito em impacto na cotação da arroba do boi gordo. Até porque estamos, no restante do Brasil, na boca da seca e a oferta aumenta. Pioram as condições dos pastos e os pecuaristas precisam mandar gado para abate. E, com a oferta aumentando, os preços tendem a ficar, na melhor das hipóteses, estáveis”, disse.
Globo Rural
FRANGOS & SUÍNOS
Abates de suínos e frango caíram no primeiro trimestre de 2024
Peso acumulado das carcaças também teve redução na comparação anual. Nos primeiros três meses do ano, foram abatidos 13,919 milhões de suínos no Brasil
O abate de suínos caiu 1,8% no Brasil no primeiro trimestre de 2024, na comparação com igual trimestre em 2023, para 13,919 milhões de cabeças, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o quarto trimestre de 2023, houve recuo de 1,6%. Ainda segundo o instituto, o peso acumulado das carcaças de suínos chegou a 1,28 milhão de toneladas no primeiro trimestre de 2024. O montante significa também queda de 1% em relação a igual trimestre de 2023. Já o abate de frangos no país totalizou 1,591 bilhão de aves no primeiro trimestre de 2024, o que representou queda de 1,3% em relação ao primeiro trimestre de 2023. Na comparação com o quarto trimestre de 2023, o crescimento foi de 4%, segundo o IBGE. O peso acumulado das carcaças foi de 3,36 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2024, recuo de 2,7% em relação ao primeiro trimestre de 2023 e alta de 5,4% frente ao resultado do trimestre imediatamente anterior.
Globo Rural
Cotação da carcaça suína especial registra alta de 0,98% em São Paulo
De acordo com as informações divulgadas pela Scot Consultoria, a carcaça suína especial apresentou ganho de 0,98% e está cotada em R$ 10,30/kg, enquanto o preço médio da arroba do suíno CIF seguiu sem alteração e está próximo de R$ 125,00/@
De acordo com o levantamento realizado pelo Cepea na última quarta-feira (08), o Indicador do Suíno Vivo em Minas Gerais seguiu sem alteração e está cotado em R$ 6,87/kg. No Paraná, o preço do animal teve alta de 0,16% e está precificado em R$ 6,09/kg. Já na região de Santa Catarina, o animal apresentou valorização de 0,67% e está precificado em R$ 5,97/kg. Em São Paulo, o valor ficou próximo de R$ 6,57/kg e apresentou ganho de 0,15%. No Rio Grande do Sul, o valor do suíno registrou incremento de 0,51% e está cotado em R$ 5,88/kg. Levantamento feito pelo Cepea mostra que as enchentes no Rio Grande do Sul vêm dificultando os transportes de suíno vivo para abate, de carnes aos mercados atacadistas e de insumos utilizados pela atividade. “Como resultado da queda de pontes e destruição de estradas que interligam importantes regiões produtoras, o ritmo de negócios dentro e fora do estado está bastante lento”, destacou o Cepea em nota. Em 2023, o Rio Grande do Sul foi o terceiro estado com o maior abate de suínos, equivalente a 19,87%, em termos percentuais, sendo 9,2 milhões de cabeças abatidas naquele período, conforme reportou o Cepea. Além disso, o estado gaúcho representou 23,1% do total exportado de carne suína no ano passado.
CEPEA/ESALQ
Suinocultura independente: Mercado segue em trajetória altista com dificuldades logísticas no RS e Dia das Mães
Cotações registraram avanços significativos nesta semana
As bolsas de suínos que comercializam os animais no mercado independente registraram valorização dos preços na quinta-feira (09). As lideranças informaram que o aumento nas cotações da data comemorativa do Dia das Mães e as dificuldades logísticas no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, os preços dos suínos apresentaram valorização de 7,14% frente à semana anterior, em que passou de 6,72/kg e está precificado em R$ 7,14/kg por vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, o valor do animal estava cotado em R$ 6,90/kg na semana anterior e teve ganho de 5,80% e atualmente está precificado em R$7,30/kg vivo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal apresentou ganho de 4,46% nesta a semana frente a anterior, em que passou de R$ 6,06/kg para R$ 6,33/kg vivo. No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 02/05/2024 a 08/05/2024), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 0,12%, fechando a semana em R$ 5,86/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$6,07”, informou o Lapesui.
Agrolink
Mercado do frango estável na 5ª feira
A Scot Consultoria reportou que o preço do frango no atacado paulista seguiu estável e está precificado em R$ 6,50/kg. Já o preço para o frango na granja paulista seguiu estável e cotado em R$ 4,80 /kg
As cotações permaneceram estáveis para o frango vivo, na qual a referência para o animal em Santa Catarina seguiu próximo de R$ 4,40/kg, conforme foi divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Já no estado do Paraná, o frango vivo também seguiu com estabilidade e sendo negociado em R$ 4,44/kg. Com base no levantamento realizado pelo Cepea na última quarta-feira (08), o preço do frango congelado seguiu estável e cotado em R$ 7,14/kg. Já a referência para o frango resfriado não houve alteração e está sendo comercializado em torno de R$ 7,30/kg.
CEPEA/ESALQ
Exportações de carne de frango crescem 10,5% em abril, aponta ABPA
Embarques superam 480 mil toneladas
As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 480,7 mil toneladas em abril, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). É o segundo melhor resultado da série histórica do setor, superando em 10,5% o total embarcado no mesmo período de 2023, com 435,1 mil toneladas. Em receita, a alta registrada em abril chega a 5%, com US$ 882,2 milhões resultantes dos embarques deste ano, contra US$ 840,3 milhões no quarto mês de 2023. No quadrimestre, as exportações totais chegaram a 1,701 milhão de toneladas, volume 2,8% menor que o total embarcado entre janeiro e abril de 2023, com 1,749 milhão de toneladas. No mesmo período comparativo, a receita deste ano totalizou US$ 3,024 bilhões, saldo 11,4% menor que o total obtido no ano anterior, com US$ 3,413 bilhões. “O desempenho das exportações de carne de frango em abril reequilibra as expectativas e mantém as projeções positivas do setor para o ano, mesmo diante de adversidades internas, como a Operação Padrão. Por outro lado, acompanharemos os efeitos decorrentes das inundações no Rio Grande do Sul no próximo mês, tendo em vista que é um estado relevante para as exportações. As empresas manterão a resiliência em produzir, abastecer o estado e os embarques, ao mesmo tempo em que se focarão no apoio à recuperação das comunidades gaúchas”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Maior importadora de carne de frango do Brasil, a China importou 57,7 mil toneladas em abril, número 22,9% menor que o total exportado no mesmo período do ano passado. Retomando o segundo posto, o Japão importou 42,2 mil toneladas, número 5,9% maior, segundo o mesmo período comparativo. Seguindo o ranking dos cinco maiores destinos estão Emirados Árabes Unidos, com 41 mil toneladas (+31,9%), Arábia Saudita, com 37,2 mil toneladas (+59%) e Filipinas, com 29,4 mil toneladas (+35,7%). Maior exportador de carne de frango do Brasil, o Paraná embarcou 196,7 mil toneladas em abril, número 5,9% maior do que o total registrado no mesmo período comparativo. Em seguida estão Santa Catarina, com 103,9 mil toneladas (+19,7%), Rio Grande do Sul, com 69,2 mil toneladas (+20,4%), São Paulo, com 26 mil toneladas (-10,2%) e Goiás, com 23,2 mil toneladas (+15,5%).
ABPA
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