
Ano 10 | nº 2170 |28 de fevereiro de 2024
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo estável em São Paulo
O escoamento de carne para o mercado interno estava lento, os frigoríficos seguiram esperando a definição do mercado para abrirem as compras
Portanto, o mercado permaneceu estável. Pelos dados levantados pela Scot Consultoria, no estado de São Paulo, o escoamento de carne está lento e os frigoríficos seguem esperando a definição do mercado para abrirem as compras de animais prontos abate. Com isso, de acordo com a Scot, os preços da arroba estão estáveis, com o boi gordo valendo R$ 235/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 208/@ e R$ 225/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 240/@ (base SP, no prazo, valor bruto). O contrato com vencimento para maio/24 ficou precificado em R$ 227/@, com desvalorização de 1,02% no comparativo diário e o menor valor do referido contrato desde 25/08/23, relata a consultoria paulista. No Mato Grosso, com o mercado lento, a cotação continuou estável nas principais praças pecuárias do estado. Na região Oeste de Maranhão preços estáveis. Na exportação de carne bovina in natura desempenho expressivo em fevereiro. Até a quarta semana de fevereiro, a exportação de carne bovina in natura somou 143,5 mil toneladas, média diária de 9,6 mil t/dia, aumento de 36,2% em relação à média diária reportada em fevereiro/23. O preço pago pela tonelada da carne bovina exportada está em US$4,53 mil, retração de 6,5% em relação à média de fevereiro/23. O faturamento diário em fevereiro, até o momento, foi de US$43,4 milhões/dia, crescimento de 27,4% na comparação anual, em função do maior volume exportado.
Scot Consultoria
Preço do boi gordo caiu quase 3,5% em São Paulo
Em situação relativamente confortável de oferta, os frigoríficos reduziram o ritmo de compras. As escalas de abate na indústria estão, em média, em oito dias
O preço do boi gordo acumula queda de quase 3,5% em São Paulo, de acordo com o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na segunda-feira (26/2), o valor ficou em R$ 236,45 a arroba, praticamente estável em relação ao dia anterior. No acumulado do mês de fevereiro, a retração é de 3,49%. Em Tocantins, a cotação do animal vivo caiu 3,1% em uma semana, informa a consultoria Agrifatto. No estado, a arroba foi cotada a R$ 206,70 na segunda-feira, refletindo o cenário geral de pressão sobre o mercado físico de boi gordo. Com pouca movimentação, esta semana começou da mesma forma que a anterior terminou. As escalas de abate na indústria estão, em média, em oito dias. Em situação relativamente confortável de oferta, os frigoríficos reduziram o ritmo de compras, reforçando a tendência baixista nos preços. “As vendas de carne bovina no fim de semana foram consideradas razoáveis nos supermercados e fracas nos açougues, resultando em mercadorias estacionadas nos pontos de distribuição, sem previsão de descarga”, informou a Agrifatto, em boletim, ressaltando que há oferta em todos os cortes, mas pouca demanda. Na B3, os principais contratos estão abaixo dos R$ 230 por arroba. Neste cenário, levantamento da Scot Consultoria aponta boi gordo à vista valendo R$ 228 em Araçatuba (SP), R$ 213 no sul de Minas Gerais, R$ 218 em Goiânia (GO), R$ 232,50 em Dourados (MS) e R$ 203 no sudeste de Mato Grosso.
Globo Rural
Preços do boi seguem em patamares mais baixos no Brasil
Os preços da arroba do boi gordo seguem acomodados nas principais praças de produção e comercialização do país
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere tentativas de compra abaixo da referência média. As pastagens oferecem condições para que o pecuarista cadencie o ritmo dos negócios. “O contraponto segue nas escalas de abate, que no momento atendem entre oito e nove dias úteis em média, e no comportamento dos preços no atacado, que permanecem fragilizados durante a segunda quinzena do mês”, disse Iglesias. Preços da arroba do boi: São Paulo (Capital): R$ 236. Goiânia (GO): R$ 218. Uberaba (MG): R$ 232. Dourados (MS): R$ 221. Cuiabá (MT): R$ 209. O mercado atacadista apresenta preços estáveis. O ambiente de negócios sugere menor espaço para reajustes no decorrer desta semana. No entanto, o quadro pode mudar durante o período de virada de mês, com a entrada dos salários na economia motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva. A indústria mostra-se bem estocada neste momento, o que pode limitar eventuais movimentos mais robustos de recuperação, disse Iglesias. O quarto dianteiro seguiu a R$ 12,80 por quilo. O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,00 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 12,80 por quilo, mantendo-se estável.
Agência Safras
Cingapura abre mercado para extrato de carne bovina do Brasil
O anúncio foi feito pelo Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, após reunião com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Fávaro, o extrato é um produto processado de altíssimo valor agregado e vale mais que carnes nobres
O governo de Cingapura abriu seu mercado para o extrato de carne bovina do Brasil. Esse é o 16º mercado aberto para produtos agropecuários brasileiros em 2024. O anúncio foi feito pelo Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, após reunião com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (27/2). “Fevereiro nem terminou e o primeiro bimestre [do ano] é recorde de abertura de mercados. Hoje abrimos o mercado de extrato de carne para Cingapura. É um produto processado de altíssimo valor agregado, vale mais que carne de primeira, que carne nobre. Isso gera oportunidades no campo”, disse Fávaro. O Ministro ainda comentou que deve organizar para abril uma missão empresarial, com representantes do agronegócio, para países da África a pedido do presidente Lula.
Valor Econômico
ECONOMIA
Dólar cai quase 1% com avanço de commodities e expectativa antes de dados dos EUA
O dólar à vista fechou a terça-feira em queda firme ante o real, de quase 1%, com as cotações reagindo ao avanço das commodities no exterior, em especial o minério de ferro, e com os investidores ajustando posições antes da divulgação de dados importantes da economia norte-americana no restante da semana
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9334 reais na venda, em baixa de 0,98%. Em fevereiro, a moeda norte-americana acumula baixa de 0,10%. Na B3, às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,01%, a 4,9345 reais. A moeda norte-americana oscilou no território negativo durante toda a sessão. Um dos fatores para o fortalecimento do real era o avanço de commodities como o petróleo e, principalmente, o minério de ferro — produtos importantes para a pauta comercial brasileira. O minério de ferro de maio mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações com alta de 1,24%, a 897,5 iuanes (124,70 dólares) por tonelada, em meio à esperança de recuperação da demanda na China, principal mercado consumidor, e a um possível imposto de exportação sobre o produto indiano de baixa qualidade. Além da influência das commodities, o câmbio no Brasil era impactado por operações que antecedem a divulgação de dados importantes nos EUA, em especial o índice PCE de janeiro, a medida de inflação preferida pelo Federal Reserve, na próxima quinta-feira. Ao longo da tarde, a moeda norte-americana à vista foi ampliando as perdas ante o real, a despeito de o dólar index — que compara a divisa dos EUA ante uma cesta de moedas fortes — sustentar ganhos no exterior. Por outro lado, o dólar caía ante divisas pares do real como o peso chileno e o peso mexicano. Também pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,78% em fevereiro, acelerando ante a alta de 0,31% de janeiro. Com isso, a taxa nos 12 meses até fevereiro passou a uma alta de 4,49%, pouco acima dos 4,47% do primeiro mês do ano. O IPCA-15 é considerado uma espécie de prévia para o indicador oficial de inflação no Brasil, o IPCA. Apesar da aceleração, o IPCA-15 ficou abaixo das expectativas dos economistas em pesquisa da Reuters, de 0,82% no dado mensal e de 4,52% em 12 meses
Reuters
Ibovespa avança com impulso de Vale e IPCA-15 abaixo do esperado
O Ibovespa fechou com uma alta de mais de 1,5% nesta terça-feira, recuperando o patamar dos 131 mil pontos, em desempenho puxado pelo forte avanço das ações da Vale, enquanto BRF disparou cerca de 8% após reportar o primeiro lucro líquido em oito trimestres
O IPCA-15 abaixo das expectativas de economistas em fevereiro também repercutiu positivamente no mercado brasileiro, que descolou da hesitação de Wall Street. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,58%, a 131.652,39 pontos. O volume financeiro somava 19,6 bilhões de reais antes dos ajustes finais.
Reuters
Taxas futuras de juros caem no Brasil após alívio com IPCA-15 de fevereiro
As taxas dos DIs fecharam a terça-feira em baixa no Brasil, em especial entre os contratos com prazos mais curtos, refletindo a divulgação do IPCA-15 de fevereiro, melhor que o esperado, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries se sustentaram em níveis mais altos durante boa parte do dia
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,78% em fevereiro, acelerando ante a alta de 0,31% de janeiro, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a taxa nos 12 meses até fevereiro passou a uma alta de 4,49%, pouco acima dos 4,47% do primeiro mês do ano. Apesar da aceleração, o IPCA-15 ficou abaixo das expectativas dos economistas em pesquisa da Reuters, de 0,82% no dado mensal e de 4,52% em 12 meses. “Este soluço inflacionário já era meio que esperado, mas a gente teve uma boa notícia, com o IPCA-15 um pouquinho abaixo do que se imaginava. Os serviços subiram para 1,13%, mas lá dentro a gente teve uma boa notícia dos serviços subjacentes, que são aqueles que oscilam menos, recuando para 0,65%”, afirmou o economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, em comentário enviado a clientes. O alívio com o IPCA-15 abriu espaço para o recuo das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), principalmente entre os contratos mais curtos, como os de janeiro 2026 e janeiro 2027, em meio à leitura de que a inflação no Brasil permitirá que o Banco Central siga cortando sua taxa básica Selic no ritmo de 50 pontos-base por reunião. Com o IPCA-15 melhor que o esperado, houve reforço das apostas de que o ritmo de corte de 50 pontos-base poderá ser mantido em junho. Para o curto prazo, a curva a termo brasileira precificava, perto do fechamento, 100% de chances de o corte da taxa básica Selic em março ser de 50 pontos-base, como vem sinalizando o BC. Atualmente a Selic está em 11,25% ao ano. No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 9,98%, ante 10,032% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 9,815%, ante 9,912% do ajuste anterior. Já a taxa para janeiro de 2027 estava em 10,015%, ante 10,107%, enquanto a taxa para janeiro de 2028 estava em 10,28%, ante 10,359%. O contrato para janeiro de 2031 marcava 10,71%, ante 10,767%.
Reuters
Alta do IPCA-15 acelera a 0,78% em fevereiro com impacto sazonal de educação
A alta do IPCA-15 acelerou com força em fevereiro devido ao peso sazonal dos custos de educação, embora o resultado tenha ficado abaixo do esperado com a alta dos preços de alimentos perdendo força
Em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,78%, contra alta de 0,31% em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Com isso a taxa nos 12 meses até fevereiro passou a uma alta de 4,49%, pouco acima dos 4,47% do primeiro mês do ano. A meta para a inflação em 2024 é de 3,0%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. Os resultados do indicador considerado prévia da inflação oficial ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters, de 0,82% no dado mensal e de 4,52% em 12 meses. A inflação ao consumidor brasileiro iniciou 2024 sob pressão dos preços de Alimentação e Bebidas, que têm forte peso no orçamento das famílias, com atenção também às altas dos custos de serviços, embora ainda não o suficiente para mudar a perspectiva para a trajetória de cortes de juros pelo Banco Central. Em fevereiro ainda pesaram os reajustes escolares, como é normal em todo começo de ano. O grupo Educação registrou a maior variação em fevereiro com alta de 5,07%, de 0,39% no mês anterior, exercendo o maior impacto no resultado do mês. A maior contribuição foi exercida pelos cursos regulares, com aumento nos custos de 6,13%, devido aos reajustes praticados no início do ano letivo. As maiores variações foram registradas por ensino médio (8,58%), ensino fundamental (8,23%), pré-escola (8,14%) e creche (5,91%). O grupo Alimentação e Bebidas exerceu o segundo maior impacto no resultado do IPCA-15 de fevereiro com alta de 0,97%, mas registrou desaceleração frente ao avanço de 1,53% de janeiro. A alimentação no domicílio subiu 1,16% em fevereiro, com altas da cenoura (36,21%), da batata-inglesa (22,58%), do feijão-carioca (7,21%), do arroz (5,85%) e das frutas (2,24%). Os custos da alimentação fora do domicílio aceleraram a 0,48%, de 0,24% em janeiro. Os preços de Saúde e cuidados pessoais, por sua vez, subiram 0,76% em fevereiro, influenciado por plano de saúde (+0,77%), produtos farmacêuticos (+0,61%) e itens de higiene pessoal (0,70%). A pesquisa Focus divulgada na terça-feira pelo Banco Central mostra que a expectativa do mercado é de que o IPCA encerre este ano com alta acumulada de 3,80%, com a Selic a 9,00%.
Reuters
Mercado melhora perspectiva de crescimento em 2024 e reduz projeções para inflação
Analistas consultados pelo Banco Central voltaram a elevar a perspectiva para o crescimento econômico do Brasil este ano, ao mesmo tempo em que rebaixaram as previsões para inflação em 2024 e 2025, de acordo com a pesquisa Focus divulgada na terça-feira
O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 melhorou em 0,07 ponto percentual, a 1,75%, na segunda semana seguida de alta na estimativa. Para 2025 segue a estimativa de um crescimento de 2,0%. Ao mesmo tempo, a pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou expectativas de inflação mais baixa. A alta do IPCA agora é estimada em 3,80% e 3,51% respectivamente em 2024 e 2025, de 3,82% e 3,52% na semana anterior. Para os dois anos seguintes a conta permanece em 3,50%. O centro da meta oficial para a inflação em 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Não houve alterações nas estimativas para a taxa básica de juros, com a Selic ainda calculada em 9,0% e 8,50% em 2024 e 2025.
Reuters
Confiança da indústria no Brasil tem estabilidade em fevereiro após série de altas, diz FGV
A confiança da indústria no Brasil registrou estabilidade em fevereiro, apresentando acomodação após uma série de quatro meses consecutivos de ganhos, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV)
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) permaneceu em 97,4 pontos neste mês. No período, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 0,2 ponto, para 98,0 pontos, maior patamar desde setembro de 2022 (100,3), mas esse movimento foi compensado pelo Índice de Expectativas (IE), que recuou 0,2 ponto, para 96,8 pontos. “O resultado sinaliza uma acomodação após um período de melhora da demanda e normalização dos estoques”, disse Stéfano Pacini, economista da FGV Ibre. De acordo com ele, há uma perspectiva mais favorável para as contratações nos próximos meses, embora, no geral, haja cautela no que diz respeito à produção e ao ambiente de negócios no futuro. “Aparentemente, a nova política industrial ainda não teve um impacto forte nas expectativas do setor, que parece estar aguardando seu desdobramento e ações relacionadas, mas o maior otimismo em relação ao emprego parece ser um sinal positivo”, explicou Pacini. Em janeiro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou um plano de desenvolvimento para a indústria até 2033 e previu, entre os instrumentos para estimular o setor, 300 bilhões de reais em linhas de crédito, subsídios a empresas e exigências de conteúdo local nos produtos. O plano está entre as ações planejadas pelo governo na tentativa de dar tração à indústria e estimular o crescimento em meio a sinais de desaceleração econômica.
Reuters
FRANGOS & SUÍNOS
Novo processo de certificação para União Europeia gera ganhos de competitividade para exportadores, avalia ABPA
Certificação digital estabelecida com a União Europeia pelo Governo Federal reduz prazos e custos para exportadores
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou o anúncio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) sobre a primeira efetivação de exportação do Brasil com o novo Certificado de Origem Digital, um processo que estabelece novos patamares de otimização de tempo e desburocratização para as exportações brasileiras com destino a União Europeia. O novo processo substitui os trâmites antigos, que incluíam pedidos por papel, trâmites burocráticos e o custo de R$ 166 por certificado. Com a certificação eletrônica, não há qualquer custo na emissão do certificado, que é feita e processada quase instantaneamente, retirando a necessidade de 10 dias úteis antes necessários para a conclusão da emissão dos certificados. “Entramos em uma nova era nos processos de exportação. Agora, além da otimização do tempo, redução de burocracia e de papel, temos uma redução de custos que vão além dos valores de certificação e alcançam todo o processo de desembaraço e exportação. Este é um avanço sem precedentes em nossa capacidade competitiva, resultado direto da atuação do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, bem como pela equipe da Secretaria de Comércio Exterior liderada por Tatiana Prazeres”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin. A nova certificação segue o mesmo modelo estabelecido com o Reino Unido há 01 ano. De acordo com o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua, a otimização dos processos deu maior capacidade de planejamento dos processos de exportação para as empresas, permitindo, também, melhor competitividade e menores custos. “Após estes 12 meses desde a implantação da certificação com o Reino Unido e a avaliação dos impactos positivos gerados diretamente, estamos certos de que teremos ganhos sólidos junto aos embarques para a União Europeia após importante conquista do MDIC para o Brasil”, avalia.
ABPA
Mercado de suínos acumula quedas
Sinalizando o final do mês, a terça-feira (27) foi de recuos de maneira geral para as cotações no mercado de suínos
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF recuou 3,17%, custando, em média, R$ 122,00, enquanto a carcaça especial teve queda de 1,05%, com valor de R$ 9,40/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (26), houve queda de 2,68% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,53, baixa de 0,95% no Paraná, atingindo R$ 6,28/kg, recuo de 1,79% no Rio Grande do Sul, caindo para R$ 6,03/kg, desvalorização de 1,97% em Santa Catarina, com preço de R$ 5,96/kg e de 1,04% em São Paulo, fechando em R$ 6,65/kg.
Cepea/Esalq
Mercado do frango perto da estabilidade
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado caiu 0,90%, valendo R$ 6,62/kg
Na cotação do animal vivo, o preço não mudou no Paraná, fixado em R$ 4,55/kg, enquanto em Santa Catarina, houve queda de 1,80%, com valor de R$ 4,36/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (26), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, custando, respectivamente, R$ 7,34/kg e R$ 7,40/kg.
Cepea/Esalq
China não renovará antidumping às exportações brasileiras de carne de frango
Medida antidumping era aplicada desde 2019 sobre os produtos brasileiros. Secretário do Mdic vê como positivo fim do antidumping ao frango brasileiro
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou ontem que o Brasil foi notificado da decisão do governo da China de não renovar a medida antidumping aplicada desde 2019 às exportações brasileiras de produtos de carne de frango. A medida deixou de ser aplicada dia 17, segundo a pasta, e correspondia a uma sobretaxa ao valor do produto importado, variando entre 17,8% e 34,2% de acordo com a empresa exportadora.
Valor Econômico
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