CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2144 DE 18 DE JANEIRO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2144 |18 de janeiro de 2024

NOTÍCIAS

Boi: Estabilidade em São Paulo

O consumo abaixo das expectativas deixou o mercado morno. Na comparação dia a dia, as cotações da arroba permaneceram estáveis

As cotações da arroba do boi gordo seguem em R$ 240 no mercado de São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 215/@ e R$ 237/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 245/@ no Estado de São Paulo, valor bruto e a prazo, um ágio de R$ 5/@ sobre a cotação do animal “comum”. Agentes de mercado indicam um viés de baixa nos preços. Apesar da boa oferta de gado, e escalas sendo formadas para em média 9 dias, a demanda por carne bovina está enfraquecida, levando os frigoríficos a cumprirem somente como os compromissos já firmados. Na região de Goiânia em Goiás, os preços também seguiram estáveis, no entanto para o “boi China” a oferta de compra caiu. Na região do Sudeste de Rondônia, as cotações da arroba do boi gordo, vaca gorda e novilha gorda estiveram estáveis, salvo a do “boi China”. A cotação da arroba do “boi China” caiu R$2,00. Na região do Sul baiano, como observado em outras regiões do Brasil, os preços permaneceram estáveis.

Scot Consultoria

Alta ou queda da arroba do boi depende da região do país

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias a alta ou queda vão depender da região do país

Por exemplo, em Mato Grosso, os preços passam a subir, com boa demanda por animais padrão China, levando a uma mudança de comportamento da indústria. Já em São Paulo, os frigoríficos locais operam com escalas de abate mais confortáveis e mantêm os preços em patamares mais baixos se comparados ao início da semana. A demanda por carne bovina no mercado doméstico segue fragilizada, levando à queda das cotações e justificando o menor apetite de compra das indústrias em algumas regiões do país, assinalou Iglesias. Cotações: São Paulo: R$ 245. Goiânia: R$ 235. Uberaba: R$ 250. Dourados: R$ 236. Cuiabá: R$ 210. O mercado atacadista apresentou preços mistos, com forte queda para o traseiro bovino e alta do dianteiro e da ponta de agulha. “Este movimento pode ser explicado pela sazonalidade presente no mercado, com a população optando por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos em geral e o ovo, consequência da descapitalização em meio às despesas comuns a essa época do ano (IPTU, IPVA e compra de material escolar)”, disse Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 19,00 por quilo, queda de R$ 0,70. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 13,00 por quilo, alta de R$ 0,15. A ponta de agulha foi precificada a R$ 13,10 por quilo, alta de R$ 0,30.

Agência Safras

Boi/Cepea: Preços seguem estáveis em SP e vendas externas, intensas

Os preços do boi gordo seguem oscilando perto dos R$ 250 no mercado paulista

Considerando-se o Indicador CEPEA/B3, que, vale lembrar, reflete a comercialização no estado de São Paulo tanto de bois para mercado interno quanto para exportação, até o dia 16, o patamar mínimo deste ano foi de R$ 248,55 e o máximo, de R$ 255,50. Segundo pesquisadores do Cepea, agentes do setor se mostram incertos quanto à oferta, devido às questões climáticas, enquanto a demanda doméstica segue em ritmo estável, e as exportações, em alta. De acordo com dados da Secex, até a segunda semana de janeiro, foram exportadas 86,833 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária de 9,648 mil toneladas. Isso significa quase 25% a mais que a média de janeiro do ano passado, de 7,281 mil toneladas/dia e já sinaliza um possível novo recorde do mês.

Cepea

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em alta de 0,07%, a R$4,9304 na venda

O dólar à vista fechou a quarta-feira muito próximo da estabilidade no Brasil, em um dia marcado pelo avanço da moeda no exterior após a divulgação de números decepcionantes da economia chinesa e de novos dados da economia norte-americana, que reforçaram a perspectiva de que o Federal Reserve pode não cortar juros já em março

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9304 reais na venda, em alta de 0,07%. Em janeiro, a moeda acumula elevação de 1,62%. Na B3, às 17:04 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,10%, a 4,9400 reais.

Reuters

Ibovespa segue pessimismo no exterior e tem mais um dia de perdas

Investidores têm adotado postura menos otimista por conta de incertezas em relação ao ciclo de aperto monetário nos EUA e riscos geopolíticos

O Ibovespa aprofundou as perdas da sessão anterior no pregão de hoje, acompanhando pares internacionais. Investidores têm adotado postura menos otimista nos últimos dias por conta de incertezas em relação à quando se iniciará a reversão do ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos e enquanto monitoram riscos geopolíticos. Por aqui, exportadoras de commodities metálicas também seguiram pressionando. No fim do dia, o índice recuou 0,60%, aos 128.524 pontos. Nas mínimas intradiárias, tocou os 128.312 pontos e, nas máximas, os 129.296 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até as 18h15) foi de R$ 18,01 bilhões no Ibovespa e R$ 43,75 bilhões na B3, em dia de vencimento de opções sobre o índice. Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,56%, aos 4.739 pontos, Dow Jones fechou em queda de 0,25%, aos 37.266 pontos e Nasdaq teve baixa de 0,59%, aos 14.855 pontos.

Reuters

Vendas varejistas no Brasil têm leve alta em novembro com Black Friday, mas seguem a passos lentos

O varejo no Brasil voltou a crescer em novembro com ajuda da Black Friday, mas as vendas seguiram a passos lentos e caminham para fechar o ano de 2023 sem dinamismo

As vendas varejistas tiveram em novembro alta de 0,1% na comparação com o mês anterior, depois de recuo de 0,3% em outubro, ficando em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters. Os dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram ainda que, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas apresentaram avanço de 2,2%, contra expectativa de alta de 2,1%. “Dá para dizer que, se não fosse a Black Friday, a taxa do comércio seria negativa”, afirmou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. Com isso, o setor está 1,9% abaixo do recorde da série, de novembro de 2020, e 4,5% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020. “O comércio tem uma trajetória de crescimento em 2023, mas sem avanços significativos mês a mês. O setor apresentou uma volatilidade muito baixa com resultados muito próximos de zero”, destacou Santos. As vendas mensais no varejo brasileiro mantiveram-se perto da estabilidade na maior parte de 2023, ora mostrando resiliência com um mercado de trabalho aquecido, ora sofrendo os efeitos dos juros elevados, que afetam o crédito. “Esperamos que o resultado (de novembro) seja pontual, mas ainda vemos resiliência no consumo das famílias uma vez que o mercado de trabalho permanece apertado”, avaliou em nota Gabriel Couto, economista do Santander Brasil. Entre as oito atividades pesquisadas, seis apresentaram resultados positivos em novembro. Os principais impactos foram exercidos por Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (18,6%), Móveis e eletrodomésticos (4,5%) e Tecidos, vestuário e calçados (3,0%), resultados favorecidos pelas vendas da Black Friday no final de novembro. As outras atividades que tiveram aumento das vendas foram Combustíveis e lubrificantes (1,0%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,0%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%). Santos lembra que Hiper e Supermercados exerce peso de 50% no indicador, mas a atividade teve apenas leve crescimento em novembro depois de cair 1,1% em outubro. Por outro lado, registraram perdas as vendas de Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,5%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-1,6%). O comércio varejista ampliado registrou aumento de 1,3% nas vendas em novembro sobre o mês anterior, com altas de 4,0% em Veículos e motos, partes e peças e de 0,4% em Material de construção.

Reuters

IGP-10 desacelera alta em janeiro com pressão menor ao produtor, diz FGV

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) subiu 0,42% em janeiro, começando o ano com desaceleração ante a alta de 0,62% do mês anterior, em meio a arrefecimento nos preços ao produtor, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quarta-feira

O avanço registrado em janeiro ficou ligeiramente abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,43%, e levou o índice a acumular queda de 3,20% em 12 meses. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, avançou 0,42% em janeiro, de 0,81% em dezembro. “Combustíveis, açúcar e soja explicam a desaceleração do índice ao produtor”, disse André Braz, coordenador dos índices de preços, embora tenha alertado que o óleo diesel agora já atingiu o ápice do último reajuste autorizado pela Petrobras. “Nas próximas apurações, o diesel terá uma contribuição menor para o arrefecimento da taxa do IPA.” O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), por sua vez, que responde por 30% do indicador geral, acelerou a alta para 0,46% neste mês, contra 0,22% em dezembro. “Destaca-se o reajuste das mensalidades escolares, que devem impulsionar ainda mais a taxa do IPC ao longo de janeiro”, explicou Braz. Entre os grupos componentes do IPC de maior impacto no mês, Alimentação acelerou a alta de 0,40% para 1,41%, enquanto Educação, Leitura e Recreação passaram de ganho de 0,97% para 1,37%. Enquanto isso, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta 0,39% em janeiro, depois de variação positiva de 0,01% no mês passado. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. Dados recentes do IBGE mostraram que a inflação ao consumidor brasileiro medida pelo IPCA –referência para a meta a ser perseguida pelo BC– encerrou 2023 com alta acumulada de 4,62%, voltando a ficar abaixo do teto do objetivo depois de dois anos seguidos de estouro.

Reuters

EMPRESAS

Frigol informará em embalagens de carne o bioma onde o gado foi criado

Consumidor poderá verificar status ambiental dos fornecedores diretos. Frigol atua na Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica

A Frigol anunciou que começou o QRCode das embalagens das carnes que vende passará a informar em qual bioma o gado abatido foi criado. As informações estarão disponíveis em três idiomas: português, inglês e mandarim. Desde 2020, ao escanear o QR Code da embalagem, o consumidor acessa uma tela inicial com informações como o tipo de corte da peça, a parte do animal em que ela estava e sugestões de métodos de cozimento. Também é possível ver em qual indústria foi produzida, a data da fabricação e a data de validade. Agora, ao acessar o botão “Histórico do Produto” nesta tela inicial, o consumidor poderá checar a informação sobre o bioma de origem daquele lote e ver a localização da fazenda de criação em um mapa. O consumidor também pode clicar em “Análise Ambiental” na área de cada fazenda e verificar se o estabelecimento ocupa áreas de desmatamento, de invasão de terras indígenas, de invasão de Unidade de Conservação Ambiental ou embargada pelo Ibama, e se utiliza trabalho escravo. A Frigol atua na Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica e monitora hoje todos os seus fornecedores diretos de gado, ou seja, os criadores que entregam os bois para abate. Já há atualmente iniciativas independentes que mostram o risco de exposição de cada produto à passagem por fazendas com desmatamento ilegal, em áreas irregulares ou com trabalho análogo ao escravo. É o caso do aplicativo “Do pasto ao prato”, desenvolvido pela ONG Trase, que apresenta essas informações quando o consumidor digita o número de inspeção sanitária da embalagem ou o CNPJ do fabricante. O aplicativo informa as multas ambientais associadas à planta, atribui uma pontuação de desempenho sanitário e de bem-estar animal, identifica casos de trabalho escravo na cadeia e ainda atribui uma pontuação de contaminação da produção das unidades por desmatamento e queimadas de vegetação nativa.

Valor Econômico

GOVERNO

Governo deve adiar prazo de financiamento rural diante de efeitos do clima

Para custeios, proposta é a criação de uma linha de capital de giro no BNDES em dólar. Carlos Fávaro afirmou ainda que vai discutir um ‘novo modelo’ de seguro rural, mais amplo e de contratação mais barata, para garantir acesso a mais produtores

O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou na quarta-feira (17/01) que o governo federal está estruturando uma medida para prorrogar todas as parcelas de financiamentos de investimentos rurais com vencimento em 2024 por conta dos efeitos climáticos na produção agrícola neste ano e a previsão de quebra na safra 2023/24. “Temos que estar atentos para que não possamos deixar os produtores inseguros, na incerteza. Estamos estruturando uma medida para prorrogara todos os investimentos que vencem em 2024 para produtores terem fôlego”, afirmou em entrevista a uma rádio de Mato Grosso. Para os custeios, a proposta em avaliação é a criação de uma linha de capital de giro no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em dólar. A possibilidade de prorrogar os empréstimos de investimentos deve gerar custos ao Tesouro Nacional por conta das linhas subsidiadas do Plano Safra que devem ser contempladas. O ministro, no entanto, não estimou o tamanho desses gastos. Carlos Fávaro afirmou ainda que vai discutir um “novo modelo” de seguro rural, mais amplo e de contratação mais barata, para garantir acesso a mais produtores. Na próxima segunda-feira (22/01), ele vai se reunir com o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, para debater alternativas nessa área. Durante a entrevista, o Ministro da Agricultura ainda afirmou que vai propor alterações na forma de distribuição dos limites equalizáveis para o Plano Safra 2024/25. Na atual temporada, agricultores têm reclamado da falta de recursos em algumas instituições financeiras. Por indicação de órgão de controle, como a Controladoria-Geral da União (CGU), foi realizado um “leilão” dos recursos equalizáveis para evitar a centralização dos recursos em poucas instituições, como o Banco do Brasil. Com isso, 21 bancos e cooperativas de crédito receberam limites para operar linhas de crédito com subvenção. Mas alguns agentes financeiros, destacou Fávaro, não tiveram capilaridade para aplicação dos valores. “Faltou capilaridade. O Banco do Brasil não ficou com toda capacidade que tem de operar. O Banrisul, por exemplo, em 2022 emprestou R$ 2 bilhões aos seus clientes. No Plano Safra 2023/24, ganhou o direito de emprestar R$ 10 bilhões. Ele não tem capilaridade para emprestar os R$ 10 bilhões. Ele vai devolver, vamos realocar nos bancos que têm capilaridade, como Banco do Brasil, Sicredi, Sicoob”, disse Fávaro. “Estamos atentos, vamos buscar mudanças na forma de fazer esse leilão com os órgãos de controle. Estamos mexendo um pouco nessa fórmula e o novo plano safra vai ter mudança nisso”, garantiu.

Globo Rural

CARNES

USDA eleva estimativa de exportação de carne bovina brasileira em 2024

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a estimativa de exportação de carne bovina brasileira em 2024 para 2,97 milhões de toneladas, ante 2,85 milhões de toneladas previstas em outubro, citando forte demanda global pela proteína, segundo relatório divulgado na sexta-feira (12)

“Austrália e Brasil, os maiores exportadores globais, serão beneficiados pela robusta demanda de importação dos Estados Unidos, impulsionada pelo declínio da produção interna”, disse o USDA. “No entanto, os embarques do Brasil serão limitados pelas cotas de importação de carne bovina dos EUA, enquanto os embarques da Austrália são ilimitados e isentos de impostos devido ao Acordo de Livre Comércio entre EUA e Austrália.” O USDA manteve a estimativa de produção de carne bovina brasileira em 10,83 milhões de toneladas par 2024. A previsão para a produção de carne suína brasileira em 2024 foi reduzida para 4,67 milhões de toneladas, ante 4,82 milhões de toneladas estimadas em outubro, impactada pela queda da demanda por parte da China. “A produção do Brasil foi revisada para baixo, à medida que as importações do principal mercado, a China, continuam a enfraquecer-se”, disse o USDA. As exportações totais brasileiras de carne suína são agora estimadas em 1,5 milhão de toneladas em 2024, em relação a 1,53 milhão de toneladas previstas anteriormente. As exportações brasileiras de carne de frango deverão registrar um novo recorde em 2024, porém, menor que o estimado anteriormente, segundo o USDA. A estimativa foi reduzida para 4,92 milhões de toneladas, ante 5,02 milhões de toneladas previstas em outubro. “A demanda mais fraca que a esperada na Arábia Saudita, Coreia do Sul e Japão irão impactar principalmente o Brasil, o maior exportador mundial”, disse o USDA. A previsão para a produção de carne de frango do Brasil em 2024 foi mantida em 15,05 milhões de toneladas.

Carnetec

FRANGOS & SUÍNOS

Preços do suíno vivo seguem em queda

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 123,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 9,30/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (16), o preço ficou estável apenas em São Paulo, fixado em R$ 6,76/kg. Houve queda de 1,00% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,96/kg, baixa de 3,02% no Paraná, atingindo R$ 6,11/kg, recuo de 0,33% no Rio Grande do Sul, com preço de R$ 6,02/kg, e retração de 2,76% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,00/kg.

Cepea/Esalq

Produção de carne suína na China em 2023 salta para recorde de 57,94 milhões de toneladas

A China produziu um recorde de 57,94 milhões de toneladas de carne suína em 2023, mostraram dados oficiais nesta quarta-feira, depois que os agricultores aumentaram o abate no último trimestre para reduzir perdas em meio a um excesso de oferta de suínos e um surto de Peste Suína Africana (PSA)

A produção anual de carne suína cresceu 4,6% em relação ao ano anterior. A produção no quarto trimestre foi de 14,93 milhões de toneladas, segundo cálculos da Reuters com base em dados do Departamento Nacional de Estatísticas, um aumento de 7% em relação ao mesmo trimestre de 2022. O aumento na produção ocorreu num momento em que as empresas suinícolas, que lutavam com uma recessão na procura após uma expansão agressiva nos últimos anos, enfrentavam pressão para reduzir os efetivos de criação e vender explorações. Os agricultores também estão a tentar reduzir o impacto de um surto recorrente de peste suína africana que assola a China há anos. “Perdas sustentadas no longo prazo levaram a um fluxo de caixa restrito na indústria”, disse a Huachuang Securities em nota. “No contexto de baixos preços contínuos do suíno, espera-se que a redução na capacidade de produção acelere e se mantenha com força”, afirmou. A maior criadora de suínos da China, Muyuan Foods Co, vendeu 6,6 milhões de suínos em dezembro, um aumento de 25% em relação a novembro e 10% em relação ao ano anterior, informou em documento. O segundo maior criador, Wen’s Foodstuff Group Co, disse que vendeu 2,97 milhões de suínos em dezembro, um aumento de 15% em relação ao mês anterior e de 58% em relação ao ano anterior. O rebanho suíno nacional caiu 4,1% em 2023, para 434,22 milhões de cabeças, segundo dados do DNE. As expectativas de maior demanda por carne suína durante a temporada de produção de salsichas de inverno e antes do Ano Novo Lunar não se concretizaram, disseram analistas, aumentando ainda mais a pressão sobre os preços do suíno. Os futuros de suínos caíram 38% em 2023 devido ao excesso de oferta e permaneceram perto do nível mais baixo desde que o contrato começou a ser negociado em 2021. A produção de carne bovina da China aumentou 4,8% no ano passado, para 7,53 milhões de toneladas, mostraram também os dados, e a produção de aves aumentou 4,9%, para 25,63 milhões de toneladas. Cordeiro e carneiro aumentaram 1,3%, para 5,31 milhões de toneladas.

Reuters

Suínos/Cepea: Carne suína amplia competitividade frente a concorrentes

Com os preços em queda, a carne suína vem ganhando competitividade frente às concorrentes (bovina e de frango)

Segundo pesquisadores do Cepea, a desvalorização da carcaça especial suína, após quatro meses seguidos de alta, se deve à demanda enfraquecida típica de início de ano, em razão das despesas extras da população, e à oferta elevada, sobretudo por parte de agentes do Sul do País (considerado o maior polo produtor), onde frigoríficos locais têm disponibilizado a carne a preços mais competitivos. As cotações da proteína de frango também estão em queda, mas em menor intensidade comparada à suína, enquanto a de boi apresenta leves altas – todas no mercado atacadista da Grande São Paulo.

Cepea

Cotações estáveis no mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado baixou 0,75%, valendo R$ 6,65/kg

Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina, não houve referência de preço, enquanto no Paraná, o valor ficou estável em R$ 4,66/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à terça-feira (16), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado cederam 0,27%, custando, respectivamente, R$ 7,27/kg e R$ 7,33/kg.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

Produção de carne suína na China em 2023 salta para recorde de 57,94 milhões de toneladas

A China produziu um recorde de 57,94 milhões de toneladas de carne suína em 2023, mostraram dados oficiais nesta quarta-feira, depois que os agricultores aumentaram o abate no último trimestre para reduzir perdas em meio a um excesso de oferta de suínos e um surto de Peste Suína Africana (PSA)

A produção anual de carne suína cresceu 4,6% em relação ao ano anterior. A produção no quarto trimestre foi de 14,93 milhões de toneladas, segundo cálculos da Reuters com base em dados do Departamento Nacional de Estatísticas, um aumento de 7% em relação ao mesmo trimestre de 2022. O aumento na produção ocorreu num momento em que as empresas suinícolas, que lutavam com uma recessão na procura após uma expansão agressiva nos últimos anos, enfrentavam pressão para reduzir os efetivos de criação e vender explorações. Os agricultores também estão a tentar reduzir o impacto de um surto recorrente de peste suína africana que assola a China há anos. “Perdas sustentadas no longo prazo levaram a um fluxo de caixa restrito na indústria”, disse a Huachuang Securities em nota. “No contexto de baixos preços contínuos do suíno, espera-se que a redução na capacidade de produção acelere e se mantenha com força”, afirmou. A maior criadora de suínos da China, Muyuan Foods Co, vendeu 6,6 milhões de suínos em dezembro, um aumento de 25% em relação a novembro e 10% em relação ao ano anterior, informou em documento. O segundo maior criador, Wen’s Foodstuff Group Co, disse que vendeu 2,97 milhões de suínos em dezembro, um aumento de 15% em relação ao mês anterior e de 58% em relação ao ano anterior. O rebanho suíno nacional caiu 4,1% em 2023, para 434,22 milhões de cabeças, segundo dados do DNE. As expectativas de maior demanda por carne suína durante a temporada de produção de salsichas de inverno e antes do Ano Novo Lunar não se concretizaram, disseram analistas, aumentando ainda mais a pressão sobre os preços do suíno. Os futuros de suínos caíram 38% em 2023 devido ao excesso de oferta e permaneceram perto do nível mais baixo desde que o contrato começou a ser negociado em 2021. A produção de carne bovina da China aumentou 4,8% no ano passado, para 7,53 milhões de toneladas, mostraram também os dados, e a produção de aves aumentou 4,9%, para 25,63 milhões de toneladas. Cordeiro e carneiro aumentaram 1,3%, para 5,31 milhões de toneladas.

Reuters

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

041 996978868

 

abrafrigo

Leave Comment